A frase do dia

“O sonho dele (Tevez) e meu é voltar para o Corinthians. Ele falou que tem um trabalho que ainda não terminou lá, ele quer voltar porque tem o sonho de conquistar a Libertadores. O Corinthians fez a oferta, agora depende só do Manchester City. O City tem que tomar a decisão. Está todo mundo trabalhando para que isso aconteça, eu, o Corinthians, o Tevez, o Adrian Ruocco (outro representante do atleta). É impossível determinar a situação, mas eu acho que está perto”.

De Kia Joorabchian, empresário de Tevez e enroladíssimo agente do mercado da bola, confirmando que o Corinthians teria proposto a fortuna de R$ 93 milhões pelo argentino.

Americanos festejam vitória histórica

Da ESPN

A vitória dos Estados Unidos sobre o Brasil, nas quartas de final da Copa do Mundo feminina, no domingo, ganhou lugar de destaque na mídia norte-americana. O gol de Wambach, aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação, foi celebrado com um dos maiores momentos do esporte no país em todos os tempos. O Sportscenter da ESPN norte-americana colocou a vitória sobre o Brasil como o quinto momento mais emocionante da história do esporte nos Estados Unidos – atrás apenas de decisões históricas de beisebol, basquete universitário, hóquei e futebol americano. Além de Wambach, quem também ganhou status de heroina foi a goleira Hope Solo. Musa da Copa do Mundo, ela defendeu um pênalti de Daiane na disputa que levou as norte-americanas à fase semifinal – após 120 minutos de bola rolando, o duelo havia terminado em 2 a 2.

Galo Elétrico reforça time para a Série D

Com o aval do técnico Charles Guerreiro, o Independente Tucuruí vai se reforçando para a Série D. Contratou os goleiros Adriano (foto) e Rodolfo (ex-São Raimundo); o lateral Marquinhos (ex-Santa Cruz); o volante Diego Silva e os atacantes Ró e Jaílson. Corre em busca do centroavante Leandro Guerreiro, que disputou o Parazão pelo São Raimundo, e também quer Aldivan.

Paraguaia desinibida mostra suas armas

A modelo e desinibida paraguaia Larissa Riquelme resolveu homenagear seus seguidores no Twitter com um strip-tease nesta segunda-feira. “Para mis amigos del mundo y mis fieles seguidores!!”, escreveu a moça, ficando de lingerie fio-dental no microblog. Ainda ensaiou tirar o sutiã, porém preferiu recuar.”Les gustaaa!!!! A mis amores!”, provocou antes de terminar o rapidíssimo ensaio sensual. A paraguaia se destacou durante a última Copa do Mundo ao ser flagrada com o celular no meio do decote enquanto torcia pela seleção guarani. E, nesta Copa América, fez a promessa de tirar toda a roupa (de novo?) caso o time de Lucas Barrios levante o troféu.

Até nisso essa Copa América está previsível, mais do mesmo… te contar.

Escalações para o amistoso Paissandu x Águia

PAISSANDU:

Fávaro; Claudio Allax, Vagner, Márcio Santos e Jean; Rodrigo Pontes, Charles Wagner, Fábio e Robinho; Luciano Henrique e Héliton. Técnico: Roberto Fernandes.

ÁGUIA:

Marcelo Cruz; Sinésio, Carlão, Roberto e Rayro; Analdo, William, Danilo e Flamel; Alan Taxista e Peri. Técnico: João Galvão.

Macumba ganha jogo?

Por Maurício Stycer

Quatro de dezembro de 1976, 22h. Numa suíte do Hotel Nacional, em São Conrado, no Rio, o pai-de-santo Roberto Barros, mais conhecido como Pai Guarantã, promove uma “reunião espiritual” com a presença de Vicente Matheus, presidente do Corinthians, Davi Ferreira, o Duque, técnico do time, e todos os jogadores escalados para a partida do dia seguinte, pelas semifinais do Campeonato Brasileiro, contra o Fluminense, no Maracanã. Durante o encontro, relata Pai Guarantã, o atacante Geraldão é “tomado” por uma “entidade” e pede uma garrafa de cachaça. O pai-de-santo também “incorpora” um exu e diz a Duque que o Corinthians iria ganhar a partida nos pênaltis.

Ao final da sessão, o médico do Corinthians observa que o atacante da equipe está alcoolizado. “Não se preocupe, doutor. O efeito passará e o Geraldão estará bom para o jogo de domingo”. Em seguida, o pai-de-santo vai à praia, onde acende, com a ajuda de assistentes, seis mil velas. O jogo, como se sabe, terminou 1 a 1 e foi vencido pelo Corinthians nos pênaltis. Uma semana depois, a despeito do esforço de Pai Guarantã, a equipe paulista perdeu a final do Brasileiro para o Internacional. O “trabalho” em favor do Corinthians é um dos muitos que Pai Guarantã, hoje com 81 anos, descreve em “Magias do Futebol” (Ícone editora, 152 págs. R$ 24), livro recém-lançado. Segundo contou, decidiu fixar seus feitos porque se deu conta que “muita gente não sabia do ocorrido”.

“Se macumba ganhasse jogo…”

A presença de pais-de-santo no ambiente do futebol sempre alimentou especulações e fofocas. O seu efeito real é contestado numa frase famosa, atribuída a Neném Prancha, mas na realidade de autoria do jornalista e técnico João Saldanha (1917-1990): “Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminava empatado”. Pai Guarantã sorri ao ouvir a frase de Saldanha. Em seu livro, o pai-de-santo relata, sem reservas, situações em que atuou por times sem conseguir bons resultados. Foi o caso, por exemplo, da final da Libertadores de 1974, entre São Paulo e Independiente, vencida pelos argentinos numa melhor de três.

No último jogo, em Santiago (Chile), o jogo estava 1 a 0 para o Independiente quando o São Paulo teve um pênalti a seu favor. Poy mandou Zé Carlos bater. “Senti que ele não estava bem espiritualmente”, escreve Pai Guarantã. “E gritei para o Poy deixar o Forlan bater, mas acho que ele não me ouviu e o inevitável aconteceu”.  O jogo terminou 2 a 0 para os argentinos.

Como provar se esta e outras histórias contadas pelo pai-de-santo são verdadeiras? É muito difícil. Não há registros da maioria. Pai Guarantã desafia os protagonistas a desmenti-lo. “Todo mundo sabe o que fiz. Todos os jogadores sabem”, diz, por exemplo, sobre o elenco do Guarani, campeão do Brasileiro de 1978. O pai-de-santo acompanhou a equipe de Zenon, Careca & Cia por quase todo o campeonato. Fez sempre, assegura, apenas trabalhos “positivos”, de apoio, e nunca de “magia negra”, contra os adversários. “Formava uma auto-defesa. Eu positivava o time. É um segredo meu”, diz.

Coluna: Uma conversa esclarecedora

O principal reforço de um time hoje é salário em dia. Quem disse isso foi o técnico do Paissandu, Roberto Fernandes, que foi o convidado de ontem no programa Bola na Torre (TV RBA). Citou esse detalhe não como frase de efeito. Fez questão de enfatizar que a disciplina e o comprometimento dos atletas estão diretamente vinculados ao cumprimento das obrigações contratuais pelo clube.
No caótico sistema de gestão adotado pelos clubes do Pará a questão salarial é quase sempre deixada em segundo, às vezes até em terceiro plano. Resulta disso o já habitual rosário de queixas dos jogadores em relação ao clube, quase sempre no calor de competições importantes.
Além da preocupação com o pagamento aos jogadores, Fernandes destacou pontos exaustivamente cobrados por quem acompanha futebol com visão profissional e conseqüente. Centros de treinamento, por exemplo. Na contramão das modernas práticas esportivas, os clubes do Pará decidiram virar as costas para esse item fundamental para a preparação de um time.
Preocupação com os detalhes também nunca esteve na agenda de prioridades dos clubes. O cuidado em programar rotas de viagens menos cansativas – e mais baratas – também não integra o caderninho de supervisores e auxiliares de diretoria.
Com a experiência de dirigir clubes medianos de realce no futebol brasileiro, Fernandes tenta implantar no Paissandu uma consciência mais aguda quanto à organização e planejamento. São palavras desgastadas por uso inadequado, mas vale a pena acreditar no seu bom intento.
Explicou com clareza seus critérios para escolha dos reforços para a Série C. Buscou atletas com passagem recente por clubes das séries A e B e com acessos na C. Achou por bem abrir mão de Billy, Vanderson e de uma trinca de zagueiros com base no vergonhoso rendimento da defesa do Paissandu ao longo do Campeonato Paraense.
Vai apostar em Sandro Goiano, a partir da obstinação do velho capitão em fazer as pazes com a torcida, ainda agastada pelos episódios que resultaram no desastre perante o Salgueiro na Série C do ano passado. Fernandes não enrolou também ao explicar que a saída de Mendes foi consensual. Tanto ele quanto a diretoria optaram pela liberação.
Por fim, definiu como obrigação sua e do atual elenco obter o acesso à Segundona, levando em conta que o acaso deixou de ser fator predominante na Série C. A disputa por pontos corridos, nas duas primeiras fases, afastam o risco de um azarão desembestar no mata-mata. A tendência é que equipes bem preparadas levem a melhor. Fernandes acha que o Paissandu vai estar bem preparado. Não há razão para duvidar.
 
Confirmado: o Paissandu vai trazer mais um goleiro, um centroavante de área e um meia-atacante de projeção, tipo “a cereja do bolo”, segundo Fernandes. Aposto em Iranildo, que está se desligando do Brasiliense.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 11)