Flamengo é recebido no Rio como campeão

Empolgados com a virada de gala, naquela que foi considerada a melhor partida da competição nacional até agora, cerca de 100 torcedores do Flamengo receberam os jogadores no aeroporto Santos Dumont, nesta quinta-feira. Na garganta, gritos como o já conhecido “O campeão voltou” e apoio incondicional ao astro Ronaldinho Gaúcho. De longe, o autor de três gols do Flamengo foi o mais celebrado. Assim que foi avistado, fotógrafos cercaram o jogador. Houve muito empurra-empurra e alguns profissionais foram ao chão por conta da busca pela melhor imagem do meia. Meio assustado, ele foi extremamente econômico nas palavras.

“É muita alegria”, limitou-se a dizer. Um pouco mais tranquilo para falar com os jornalistas, Renato Abreu também se mostrou surpreso com a reação dos torcedores do Flamengo. “O nosso time mostrou que nunca se entrega e muitos torcedores que estão aqui faltaram ao trabalho para nos apoiar. É muito gratificante esse carinho da torcida com o Flamengo. Claro que nos dá muito mais força para trabalhar”, disse o meio-campo, emendando uma brincadeira. “Quem foi dormir quando estava 3 a 0 para o Santos não entendeu nada quando acordou hoje pela manhã”, encerrou, lembrando que o Flamengo estava perdendo por 3 a 0 antes de virar o marcador. (Do UOL)

Águia se prepara para encarar Tourão do Norte

O elenco do Águia de Marabá se prepara para o jogo da próxima segunda-feira contra o Araguaína no estádio Mirandão. Adepto do sistema 3-5-2, João Galvão não esconde a possibilidade de altenar para o 4-4-2, em decorrência das necessidades da  partida. Os atacantes Mendes e Peri, que atuaram muito bem no amistoso diante do Independente, deverão ser mantidos como titulares. Uma novidade deve ser a escalação do polivalente Alan Taxista como ala direita. Analdo, Cleuber e Vander, recuperados de contusão, já estão à disposição do técnico João Galvão , para o jogo diante do Araguaína. (Com informações da Rádio Clube)

Ricardo Peixeira não brinca em serviço

O avião que o grupo TAM receberia do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, como parte do pagamento para a compra de outro modelo novo, em março de 2007, entrou no país por apenas US$ 1, um valor simbólico. Em maio, quando fechou o contrato de patrocínio com a seleção, a TAM aprovou a compra do Cessna PT-XIB, um negócio cujo valor registrado nos EUA foi de US$ 1. Só para assinar, traduzir e protocolar o contrato nos EUA foram gastos US$ 23. É o que revelam as notas de compra e venda da aeronave Cessna PT-XIB arquivadas na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e obtidas pela reportagem.

A TAM Táxi Aéreo disse estar impedida de fazer comentários por uma cláusula contratual de confidencialidade. A empresa reforçou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o jato não entrou como parte da negociação do contrato de patrocínio com a CBF, fechado em maio de 2007 e renovado neste ano. Por meio de seu diretor de comunicação, a fabricante americana Cessna afirmou que “nesse ramo, é comum lançar o valor de apenas US$ 1 nas notas de compra e venda em vez do valor cheio”.

A reportagem completa, assinada por Elvira Lobato e Julio Wiziack, foi publicada nesta quinta-feira, pela Folha. A A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

A batalha de Duda contra Duda

Por José Carlos Teixeira

Três décadas depois de comandar a campanha publicitária contra a divisão da Bahia, o marqueteiro Duda Mendonça vai enfrentar… Duda Mendonça. Dessa vez, Duda vai comandar a propaganda que os comitês separatistas realizarão nos 40 dias anteriores ao plebiscito que decidirá, em dezembro, o desmembramento do Pará em três estados. Mas os defensores da integridade territorial do estado já avisaram: vão imitar as peças publicitárias concebidas pelo próprio Duda para combater a proposta de divisão da Bahia, nos anos 1980 e que são consideradas como clássicos da propaganda baiana.

A principal delas é um vídeo em que a cantora Maria Bethânia dizia que dividir a Bahia seria como “separar irmão de irmão”. “É como separar a corda do pau, calar para sempre o berimbau. É como separar Castro de Alves, Rui de Barbosa, Dorival de Caymmi, Caetano de Veloso”, dizia o texto. “Vamos mostrar que não se pode separar o tacacá do pato ao tucupi, o Rio Amazonas do Rio Tocantins”, declara abertamente Zenaldo Coutinho, secretário da Casa Civil do Governo do Pará e um dos articuladores do movimento pelo “não” no plebiscito.

De todo modo, os antisseparatistas também buscarão argumentos econômicos para fazer contraponto ao tom emotivo que costuma marcar as campanhas de Duda. “Queremos levar o debate para o campo da razão”, explica Coutinho, para quem os defensores da divisão do estado se mostram “ora apaixonados, ora oportunistas”.