Ainda sobre o JT

Por Flávio Gomes

Meu jornal era o da tarde. Talvez porque eu estudasse de manhã. Tinha 11, 12 anos. Não havia tempo de ler o jornal de manhã, e mesmo se houvesse, meu jornal não estaria lá, porque o meu era o da tarde. Então a gente saía da escola, eu e meu irmão mais velho, tirando corrida para ver quem chegava em casa primeiro para poder pegar a edição de esportes do jornal que chegava de tarde. Eu tinha uma tática certeira, de pegar o metrô até o Paraíso, uma estação à frente do ponto inicial, que era na Ana Rosa. Entrava no ônibus um pouco mais cheio, mas era mais rápido o trajeto até o destino final, em frente ao Conjunto Nacional.

Claro que depois de duas ou três vitórias, meu irmão mais velho passou a fazer o mesmo. Como saíamos da escola na mesma hora, não era raro o encontro no mesmo ônibus, o que me levava a buscar um posicionamento um pouco melhor no coletivo, de modo que pudesse saltar antes dele pela porta da frente, ganhando preciosos segundos. Muitas vezes era a diferença entre pegar o farol de pedestre aberto e deixá-lo para trás quando ficava vermelho, o que me concedia uma considerável vantagem. Então, desabalada carreira ladeira abaixo para chegar antes e pegar o jornal da tarde e ler a edição de esportes antes.

Na maioria das vezes, eu perdia. O que me estragava o humor miseravelmente, porque o irmão mais velho enrolava para ler de propósito. Irmãos mais velhos são insuportáveis. E no meu caso isso foi ainda mais traumático, porque não pude fazer o mesmo com meu irmão mais novo, que não se interessava pelo jornal que chegava de tarde, muito menos pelas páginas de esportes. Assim, não pude ser insuportável para meu irmão mais novo nesse quesito. Tive de criar outros.

Eu sabia o que queria ser desde muito pequeno, mas esse vespertino, adequadamente chamado “Jornal da Tarde”, só me fez ter certeza e pressa para que chegasse logo a faculdade e a hora de colocar minhas palavras e meu nome nele. Lia Roberto Avallone e Alberto Helena Jr. na “Bola de Papel”, a coluna diária que dizia o que eu deveria pensar sobre o futebol e o mundo. Lia Lourenço Diaféria e invejava aquela escrita elegante e cotidiana. Lia até os reaças bélicos que sempre trabalharam no grupo, embora o “JT” tenha sido criado por um humanista brilhante como Mino Carta. Com 11, 12 anos, não sabia direito o que era um reaça. Eles não me influenciaram. Mino, sim.

Lia o “Divirta-se” e escolhia os filmes que não veria. Lia o “Jornal do Carro” e escolhia os carros que não teria. Lia, lia, lia. E quando o irmão mais velho liberava a edição de esportes, que se chamava “Edição de Esportes”, lia palavra por palavra, as crônicas dos jogos, as atuações com notas comentadas para cada jogador, xingava quem dava notas ruins para nossos jogadores, detinha-me por minutos a fio nos gols desenhados por Gepp e Maia, depois recortava o que achava interessante, colava em cadernos, registrava meu mundo.

Quando, anos depois, fui entrevistado para uma vaga na “Folha”, disse aos entrevistadores que não lia a “Folha”, mas sim o “JT”, e que achava a “Folha” uma bosta. Não exatamente com estas palavras. Mas ficou claro que achava a “Folha” uma bosta, e fui contratado.

Nunca trabalhei no “JT”, e depois de alguns anos deixei de lê-lo, também. A corrida fratricida para pegar a “Edição de Esportes” primeiro se perdeu no tempo e tornou-se desnecessária, porque na redação, pela manhã, eu era o primeiro a pegar o exemplar do “JT”, então apenas para ver o que eles tinham dado e a gente, não. O jornal da tarde, àquela altura, já era matinal. E fazia parte do time deles, não do meu. A relação passou a ser de respeito, não mais de companheirismo. Ainda assim, a memória guardava algumas capas de dar raiva, porque a gente nunca faria igual. Sarriá, 1982. Jânio “é isso aí” prefeito. A página negra das Diretas que não passaram. O nariz do Maluf que não parava de crescer.

Hoje, o grupo informou que quarta-feira, dia 31, o “JT” circula pela última vez. Vítima da internet, dirão. Não.

O “JT” é vítima de outra coisa. Aquele “JT” criado em 1966 e que me fez gostar de ler nos anos 70 era melhor do que qualquer jornal que se faz hoje. Melhor, mais moderno, criativo, nervoso. E quem faz um jornal bom, moderno, criativo, nervoso, são jornalistas bons, modernos, criativos, nervosos.

Esses são cada vez mais raros, e é isso que vai matar o jornal impresso, não a internet.

O menino da capa histórica do JT

Adriano Wilkson – Do UOL, em São Paulo

No fim do JT, menino da tragédia do Sarriá conta como a foto histórica de 6 de julho de 1982 marcou sua vida. 

Aos 10 anos, José Carlos Vilella Jr. foi protagonista de um dos melhores momentos do jornalismo brasileiro. Aos 22, porém, já estava deixando seu pai sexagenário profundamente irritado. Na tarde de 5 de julho de 1982, no estádio do Sarriá, em Barcelona, o garoto foi clicado pelo fotógrafo Reginaldo Manente enquanto chorava a eliminação brasileira na Copa da Espanha.

No dia seguinte, seu rosto triste estampava a capa do “Jornal da Tarde”, na edição de maior tiragem da história de um dos mais importantes jornais de São Paulo. Somente a foto, ampliada, sem texto nenhum além da data da tragédia do Sarriá. A imagem ganhou o Prêmio Esso, láurea maior entre os jornalistas do país.

A capa histórica protagonizada pelo choro de José Carlos foi o grande momento do jornalismo brasileiro, nas palavras de Ruy Mesquita, diretor do Grupo Estado, empresa que criou o “Jornal da Tarde”. O periódico viu sua última edição circular nesta quarta-feira, depois de 46 anos. “É como se fosse a morte de um parente querido ou de um amigo”, compara Reginaldo Manente, o autor da foto.

“Era uma morte anunciada. É como se você estivesse vendo seu amigo morrendo aos poucos sem poder fazer nada”, continua Mário Marinho, ex-editor de esporte da publicação. Doze anos depois, embarcado no sucesso involuntário do filho, José Carlos Vilella pai fez um coquetel em seu apartamento no Rio de Janeiro para recepcionar quase 30 jornalistas interessados em assistir à final da Copa de 1994 com a família. Outro jogo entre Brasil e Itália.

A pauta do dia era ver como o garoto reagiria em caso de mais uma derrota para o mesmo adversário depois de tanto tempo. José Carlos primeiro aceitou. Na hora agá, sumiu. “Fiquei com medo de virar, de novo, a cara da derrota, o símbolo da tristeza”, afirmou o hoje advogado de 40 anos. “Pedi abrigo na casa de um amigo que meus pais não conheciam e vi a final lá”, completou.

Impacientes e frustrados, os jornalistas iniciaram uma caçada pelo bairro de São Conrado atrás de José Carlos e bateram na porta de todos os amigos lembrados pela mãe. Mas o rapaz não foi encontrado antes de Roberto Baggio isolar sua cobrança de pênalti no Rose Bowl. “Quando ganhamos, voltei para casa e meu pai, que era muito vaidoso e tinha preparado tudo para aquele dia, ficou quase três meses sem falar comigo”, lembra o advogado, que hoje tem uma reprodução ampliada da capa histórica do JT pendurada na parede de seu escritório em Florianópolis.

A Copa do Mundo de 1982 foi a única in loco do garoto. Ele e a família foram convidados à Espanha pelo então presidente da Fifa, João Havelange. O elo entre eles era José Carlos Vilella pai, então advogado do Fluminense, conhecido no Rio de Janeiro como “Rei do Tapetão” pela capacidade de consertar os erros do tricolor nos tribunais. “Ali do meu lado no estádio tinha um monte de gente importante do futebol. Vi uns fotógrafos, mas não conseguia parar de chorar. Minha mãe tentava me consolar, me enganar que o Brasil não tinha saído da Copa, que ainda tinha repescagem, mas eu já entendia tudo.”

A primeira pessoa que chamou a atenção do fotógrafo Reginaldo Manente segundos depois da consumação da tragédia do Sarriá foi mesmo a mãe de José Carlos. “Era uma mulher muito, muito bonita. Descobri que tinha sido miss Fluminense. Ela chorava, borrava a maquiagem e tentava retocar.” Após 13 anos como fotógrafo do Grupo Estado e já com três Prêmios Esso na estante, Manente pulou alambrados, ultrapassou barreiras de proteção (“esbarrei no Havelange, mas nem reconheci”) e ficou a um metro e meio de mãe e filho. “Como eles estavam na parte coberta, a luz era perfeita, bem espalhada e não estourava a foto.”

Mas ele não gostou da primeira foto que fez de José Carlos. “Estava chorando demais”, lembra. Passou a clicar a mãe, se esforçando para não parecer intrometido. José Carlos não se recorda de ter visto um fotógrafo tão perto. Quando o garoto se distraiu, o fotógrafo deu o bote. “A foto foi tirada no momento exato em que ele puxava ar para recomeçar a chorar”, diz Manente.

A um oceano de distância dali, em São Paulo, Mário Marinho, o editor do caderno de esportes do “Jornal da Tarde”, estava preocupado com a forma como noticiaria, um dia depois, a derrota da seleção que o Brasil todo já conhecia. “Não dava para simplesmente dizer ‘a seleção perdeu para a Itália com três gols de Paolo Rossi’. A gente precisava de um diferencial”, afirma o jornalista, 30 anos depois. O diferencial apareceu quando um aparelho ligado à linha telefônica (arqueologicamente chamado de transmissor de fotografias) apitou.

Era Manente enviando as “15 ou 20 fotos” daquela cobertura, incluindo a única de José Carlos. Depois de mandá-la à redação, o fotógrafo fez uma cópia e mostrou a Roberto Avallone e Vital Bataglia, outros jornalistas que cobriam aquela Copa do Mundo. Ao olhar pra ela, Bataglia chorou copiosamente, incapaz de conter as lágrimas diante da contenção do garoto de dez anos. O repórter acabou ganhando de presente aquela foto, com uma dedicatória do autor.

Papão treina para decisão em Paragominas

A delegação do Paissandu chegou no começo da tarde à Paragominas e treinou na Arena Verde a partir das 16h (17h HBV), horário previsto para o jogo desta sexta-feira contra o Macaé (RJ). Um público expressivo acompanhou a prática. Lecheva não confirmou a escalação, mas ao que tudo indica, com o retorno de Vânderson, o time será este: João Ricardo; Pikachu, Fábio Sanches (foto), Marcus Vinícius e Rodrigo Fernandes; Vânderson, Ricardo Capanema, Alex Gaibu e Harisson; Kiros e Tiago Potiguar.

A diretoria está mobilizada para levantar uma quantia em dinheiro para quitar um mês de salários atrasados antes do jogo contra o Macaé. Uma outra parte seria paga com a bilheteria da partida, que deve render aproximadamente R$ 200 mil aos cofres do clube. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Gol de mão

Por Hélio Schwartsman

Ao entrar com o pedido de anulação do jogo contra o Internacional, o Palmeiras estará na prática reivindicando o direito de fazer gols com a mão, o que não pega bem para um clube de futebol. Antes que rábulas ludopédicos e palmeirenses em geral me venham corrigir, sei que a ideia é questionar uma suposta interferência externa na decisão do árbitro, o que é vedado pelas regras. Pior, a pessoa que teria influenciado o juiz lhe teria passado informações obtidas através de imagens de TV, o que também é proibido.

A analogia cabível, sustentam os “filopalmeirenses”, seria com provas judiciais colhidas de forma ilegal, as quais, segundo a melhor doutrina do Direito, devem ser peremptoriamente excluídas do processo. “Mutatis mutandis”, a informação de que o gol de Barcos foi feito com a mão não poderia ter chegado licitamente ao conhecimento do árbitro.

A tentativa é boa, mas não me convence. A razão para não tolerarmos provas ilegais na vida real não se aplica ao esporte bretão. Trata-se de uma proteção conferida ao indivíduo para protegê-lo do poder do Estado. Recusamos a busca sem mandado para preservar a privacidade do cidadão. Abominamos a confissão sob tortura para garantir-lhe a integridade física.

Obviamente, um jogador que se exibe diante de um público de dezenas de milhares de pessoas (sem contar a TV) não pode legitimamente invocar o direito de privacidade. Por mais que tente, não consigo ver, no contexto do futebol, nenhum interesse que possa competir com o de apurar o que de fato ocorreu na jogada.

É por essas e outras que me parece absurda a insistência da Fifa em banir ferramentas tecnológicas que possam melhorar a qualidade da arbitragem. Os esforços da entidade me lembram o rival de Galileu que se recusou a pôr o olho no telescópio para ver as evidências, alegando que tudo o que havia para saber sobre os astros já estava descrito na doutrina aristotélica sobre os céus.

Aviso

Estive por dois dias envolvido numa missão profissional que não me permitiu dar a devida atenção ao blog. Conto com a compreensão e generosidade dos amigos comentaristas e baluartes, que seguraram a onda ao longo da segunda-feira. A partir de hoje, se o bom Deus assim o permitir, as coisas voltam à normalidade.

No desespero, Palmeiras pede anulação de jogo

Pouco depois da CBF divulgar a súmula da partida entre Internacional e Palmeiras ignorando a polêmica anulação do gol ilegal marcado pelo atacante Barcos, o clube paulista entrou com um pedido de impugnação do jogo em que saiu derrotado por 2 a 1 no último sábado.
A alegação do Palmeiras, segundo explicou o diretor jurídico Piraci Oliveira, é que o quarto árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima só teve condições de informar o juiz Francisco Carlos do Nascimento porque o delegado do jogo, Gerson Baluta, colheu informações com jornalistas presentes no Beira-Rio para determinar a anulação do gol marcado com a mão a partir do testemunho de quem viu a jogada na televisão.
Agora, o Palmeiras espera que o caso seja julgado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva no dia 8 de novembro, mesma data em que será debatido o pedido de efeito suspensivo em relação ao gancho de quatro jogos longe da cidade de São Paulo – o clube espera conseguir levar o duelo diante do Fluminense para o Pacaembu. (Da ESPN)

Adeus ao JT, um jornal que fez história

Do Blog do Menon

Foi em Cali, na Colômbia, após uma conversa com Paulo Cobos e Fabio Victor, reporteres da Folha, que eu criei o mito dos Matadores do JT. Brincadeira interna entre nós – Cosme Rimoli, Luis Prósperi, Jose Eduardo Savoia, Luis Augusto Monaco e eu, que nunca teve intenção de melindrar amigos e concorrentes, mas que nos rendia muitas risadas.
Mas voltemos àquela Cali de 2001, onde havia espaço nos cinemas para que as pessoas deixassem suas armas antes de entrar para a sessão. Onde fui comprar um remédio e me deparei com um segurança da farmácia com um rifle na mão. O time de Felipão havia se classificado e viajaria até Manizales para enfrentar Honduras. Todos os jornalistas brasileiros alugaram um ônibus para a tortuosa viagem. As curvas da estrada de Manizales são um horror. Quem acredita em alguma entidade superior, acaba rezando. Não tem jeito.
Queria fazer alguma coisa diferente e no dia anterior, aluguei um carro. Cheguei a Manizales um dia antes de todos. Avisei à chefia do JT que faria isso e eles esconderam minha viagem. Os colegas do Estadão – o grande Eduardo Maluf era um deles – não sabia de mim. O jornal pegou o material deles e me deixou livre.
Cheguei a Manizales com Edu Garcia, o fotógrafo, e tiramos muitas fotos do estádio, que seria inaugurado. Entrevistei Maradiaga, um dos homens mais feios da história da humanidade, que era treinador de Honduras. Falei com o goleiro Valladares e lhe contei que Marcos, goleiro do Brasil, havia dito que não conhecia Honduras. “Então, ou ele não foi na escola, ou o ensino no Brasil é muito ruim”, disse o goleiro.
Como não tinha hotel para mim em Manizales, voltei a Cali. Quando cheguei ao hotel, me encontrei com Cobos e Fabio Victor. Eles me perguntaram onde eu havia estado. Contei da viagem e eles disseram. “Voces do JT sempre aprontam alguma. A gente só tem medo de vocês”.
Era verdade. Não digo isso por mim, mas pela tradição do jornal. O respeito pela editoria de esportes vinha de décadas atrás, construída por monstros como Vital Bataglia, Roberto Avallone, Sergio Baklanos, Denise Mirás, Castilho de Andrade e tantos outros.
O respeito era muito. Em 1995, na Copa América do Uruguai, eu estava na Gazeta Esportiva e percebi como a Folha da Tarde havia escalado um repórter apenas para ficar grudado em Cosme Rímoli e Prósperi. Ficou com o apelido de Sombra.
Mas, voltemos aos Matadores. Desculpem o vaivém. Foi então que inventei que todo mundo tinha medo da gente. E, no caminho ao Morumbi, a cada domingo, seja quem fosse meu companheiro de cobertura – sempre um dos quatro – falava para o motorista ir mais devagar. Queria ser o último a sair do carro, com o computador na mão, como se fôssemos aqueles mafiosos de filmes, só para assustar a concorrência. “Quando a gente chega, eles tremem. Chegaram os matadores, é o que pensam”, eu falava. E toso mundo ria.
Um riso do bem, sem arrogância. A gente era feliz, estava no melhor caderno de esportes do Brasil. Eu estava no jornal que gostava de ler desde há muito. Era o jornal ideal para mim, com a possibilidade de escrever textos longos e bem trabalhados. Foram muitos.
Em 2006, cinco anos após ter, com consentimento da direção, alugado um carro para andar uns 200 kms em busca de um furo, fui demitido do JT porque a contabilidade achou um erro nas minhas contas. Canetas de cores diferentes em uma nota de DEZ euros.
Eram novos tempos. Meu chefe não teve a coragem de me demitir. Ele só chegava a tarde no jornal e pediu que o Castilho me comunicasse pela manhã. Nem viu a minha cara. Junto comigo, saiu a Denise, depois o Rímoli e o Savoia, a ordem não interessa muito.
O Prósperi foi para o Estadão. Ficou o Guto a comandar o nosso JT. Podia pedir um minuto de silêncio. Podia dizer RIP. Mas, sou matador, velho.

UMA SALVA DE PALMAS PARA O JT. É O QUE PEÇO A VOCÊS.

(Depois de 46 anos, a próxima quarta-feira, 31, ficará marcada pela publicação da última edição do Jornal da Tarde. Após especulações da imprensa, o Grupo Estado confirma que o impresso será encerrado. A justificativa diz que a decisão empresarial tem foco estratégico de investimento na marca Estadão.)

Cuiarana dispensa Paty e mais 8 jogadores

Em reação imediata à perda do título da Segundinha para o PFC Paragominas, a diretoria de futebol do Santa Cruz de Cuiarana dispensou, na tarde desta segunda-feira, nove jogadores: Rafael Paty (foto), Balão, Tiago Souza, Ronaldão, Gil Bala, Daniel, Roberto, Soure e Bulhões. Em compensação, outros quatro atletas foram contratados. Para repor as baixas, a diretoria anunciou os meias Fininho e Soares, o zagueiro Hélder (ex-Ananindeua) e o lateral-esquerdo Rafael Vieira, ex-Vila Rica. A surpresa na lista da degola foi a presença do artilheiro Rafael Paty. O elenco do Santa Cruz se reapresenta na próxima quarta-feira (31), às 8h, no estádio Mário Couto, em Salinas, quando o técnico Mário Henrique começa a treinar o time para a estreia do Tigre na primeira fase do Parazão, marcada para 10 de novembro, às 17h, contra o Independente, no Estádio Navegantão, em Tucuruí. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)