Carpegiani pode ter mandato-tampão no Fla. Clube ainda sonha com Renato

Paulo César Carpegiani não será técnico do Flamengo por muito tempo. O próprio treinador, quando acertou com o o clube, foi informado pela direção que a intenção é usá-lo como coordenador de futebol no futuro.

E esse futuro pode ser ainda em 2018.

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Renato Portaluppi, hoje no Grêmio, é unanimidade no Flamengo. Era considerado o nome ideal para assumir como técnico. O bom momento no sul e a sequência de títulos no Grêmio inviabilizaram qualquer negociação.

Voltar ao Flamengo como treinador sempre foi um dos objetivos de Renato.

O próprio Carpegiani, com aval de Rodrigo Caetano, reconhece as virtudes do atual comandante do Grêmio. (Por Bruno Voloch)

Ronaldinho Gaúcho anuncia aposentadoria

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Agora é oficial: Ronaldinho Gaúcho está aposentado. Nesta terça-feira, em entrevista concedida à coluna “Gente Boa”, do jornal O Globo, o irmão e empresário do craque, Assis, confirmou que o ex-camisa 10 do Barcelona e Seleção Brasileira encerrou sua carreira como jogador profissional. Agora, o foco está concentrado na organização de jogos de despedida, que deverão acontecer em diversos continentes.

É inegável que Ronaldinho é, além de tudo, uma marca global. Prova disso são as diversas partidas de exibição que ele vem protagonizando desde que deixou seu último clube, o Fluminense, em 2015. A curta passagem de pouco mais de dois meses nas Laranjeiras já indicava que sua trajetória no futebol como atleta estava chegando ao fim.

“Ele parou. Acabou. Vamos fazer algo bem grande, bacana, após a Copa da Rússia, provavelmente em agosto. Faremos vários eventos rodado por Brasil, Europa e Ásia. E, claro, estamos combinando um jogo com a Seleção Brasileira. A Nike vai jogar junto na elaboração desse projeto. Ainda não tenho detalhes, por enquanto estamos montando um programa, uma pauta. O fato de ele ser embaixador do Barcelona por dez anos facilita muito lá fora. Ele é querido lá e aqui”, disse Assis.

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Desta maneira, Ronaldinho Gaúcho passará os próximos meses bastante atarefado, embora o agito faça parte de sua rotina mesmo após sua última passagem por um clube profissional. Além dos jogos de despedida, ele seguirá seu calendário de partidas de exibição pelo mundo. “Ele tem três eventos agendados. O próximo vai ser no México, no dia primeiro de março”, revelou o irmão e empresário, que recentemente sofreu um infarto em Porto Alegre.

Elenco do Papão se prepara para estreia e técnico define escalação

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Às vésperas da estreia no Parazão, o técnico Marquinhos Santos já tem o time praticamente definido para enfrentar o Parauapebas na Curuzu: Marcão; Maicon, Perema, Diego Ivo e Timbó; Renato Augusto, Rodrigo Andrade e Fábio Matos; Mike, Cassiano (Filigrana) e Moisés.

Uma das últimas movimentações ocorreu ontem, no CT da Desportiva, em Marituba. Antes do início do treino, o técnico fez uma preleção de 20 minutos aos atletas, seguida de oração envolvendo todo o grupo.

Sob o comando dos preparadores físicos Glydiston Ananias e Roberto Onety, os jogadores fizeram um aquecimento com bola. Depois, Marquinhos dirigiu um treino em campo reduzido, ataque contra defesa e troca rápida de passes.

Os atletas Gabriel, Alan e Lucas Geovani ficaram na academia Gabriel de Souza Castro, para um trabalho de reforço muscular.

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À tarde, o elenco descansou no hotel Antonio Couceiro, na Curuzu, concentrando-se para o jogo de amanhã à noite. À noite, no refeitório Leonardo Maia, foi servido um jantar à base de culinária japonesa para jogadores, comissão técnica e funcionários, sob supervisão da nutricionista Cecília Guimarães. Na ocasião, o humorista Murilo Couto fez rápida apresentação, levantando o astral de todos, com piadas e brincadeiras.

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Remo começa a venda de ingressos para jogo contra o Águia de Marabá

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O Fenômeno Azul, que brilhou nas arquibancadas do Mangueirão domingo contra o Bragantino, com mais de 30 mil pessoas pagantes, já recebe nova convocação para apoiar o Remo. A diretoria abriu nesta terça-feira a venda antecipada de ingressos para o jogo contra o Águia de Marabá, na terça-feira (23/01), no Mangueirão. Os preços seguem a linha promocional de R$ 20,00 (arquibancada) e R$ 40,00 (cadeira) para quem comprar os ingressos antecipadamente. O lote é de 10 mil arquibancadas e 500 cadeiras com valores promocionais. Após atingir a carga, os bilhetes serão comercializados a R$ 30,00 e R$ 50,00, respectivamente.

Os ingressos podem ser adquiridos nas lojas oficiais do clube, que ficam na sede social remista; Espaço Azulino; nos shoppings Castanheira, Pátio Belém, Boulevard e Parque Shopping; supermercados Formosa da Cidade Nova (Ananindeua), do Umarizal e da Rodovia Augusto Montenegro; e no IT Center. Antes de enfrentar o Águia, o Remo joga contra o Independente, sábado, às 17h, no estádio Navegantão, em Tucuruí.

A frase do dia

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“O silêncio da mídia de pensamento único diante da decisão da Justiça de BSB mostra que ela já percebeu a complicação que será condenar Lula depois de uma descoberta desse tamanho. A dificuldade não é que faltam provas de um crime. Falta o próprio crime.”

Paulo Moreira Leite

Comissão de Festas do Papão fará recepção especial aos jogadores na Curuzu

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A esperada estreia do Papão no Parazão acontece nesta quarta-feira, na Curuzu, contra o Parauapebas. A fim de dar um colorido especial à partida, um grupo de torcedores organiza uma recepção aos jogadores na subida ao gramado. A Comissão de Festas Bicolor está à frente da ação, que envolve o trabalho voluntário de torcedores e tem o objetivo de levar alegria aos jogos do Paissandu.

Para Luan Santos, um dos organizadores, a recepção aos atletas será inédita e vai surpreender a todos que estiverem no estádio. “Essa festa já tínhamos organizado desde o ano passado, mas estávamos esperando a melhor hora para poder fazer na Curuzu. Era a festa que faltava para o clube, e nós sentíamos essa obrigação de fazer uma grande festa dentro da nossa casa”, disse.

Será a primeira vez que a comissão organizará uma recepção aos jogadores no estádio da Curuzu, além de ser a primeira grande missão da Comissão de Festas neste ano. Para Gisa Vilhena, outra integrante da comissão, a ação contará com a colaboração direta dos torcedores. “Tudo será feito na entrada dos jogadores. Os voluntários já estarão na Curuzu a partir das 17h para os preparativos. Pedimos aos torcedores que acendam as lanternas dos celulares no momento que começar o show”.

Para ajudar na sincronização da festa, uma contagem regressiva será colocada no placar eletrônico da Curuzu. Em seguida, será revelada a grande surpresa para os atletas em campo. A partida entre Paysandu e Parauapebas começa às 20h30.

Os ingressos seguem à venda em diversos pontos da cidade. A arquibancada custa R$ 30,00 e a cadeira R$ 50,00. Segundo fontes do clube, já foram vendidos mais de 2 mil bilhetes. (Com informações da Ascom-PSC; foto: Fernando Torres)

Hardcore e Bole Bole nas noitadas do Ziggy

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Os eventos começam na quarta-feira com Happy Hour + Quarta-Sábado pra iniciar a semana com muita onda. O happy vai trazer o Pocket Show da dupla Bonus Track, que irá tocar nuances do rock country americano, hard rock setentista, chegando até o “maldito” indie rock dos anos 2000. Em seguida, a partir das 21h, a Quarta-Sábado começa e traz para o club da casa muito pop, funk, twerk, EDM, bass e outros ritmos requebrantes pra todo mundo dançar muito.

Na quinta, a terceira edição do Xapô repete a dose de antes: promoção de 2 Hamburgueres + 01 cerveja Colorado por R$ 40 (promoção válida enquanto o estoque durar). O clima vai ser bem intimista, com os burguers preparados no quintal da casa, juntamente com um pocket show, no mesmo espaço, do músico Renan Chady, que irá tocar várias canções do Blues, Folk e R&B. Pra completar as sonoridades da noite, a DJ Hanna Santiago vai discotecar no Café da casa, pro evento não ficar sem música em nenhum momento. Especialmente nesta ocasião, a casa fecha às 23h. A entrada é totalmente gratuita.

Enquanto isso, na sexta, a programação é de Roquerági com Delinquentes (foto abaixo), que se apresenta pela primeira vez no Ziggy. A banda existe há 32 anos e seu som já variou bastante. Hoje eles tocam um Hardcore bem rápido e agressivo mesclado a outros estilos como Thrash Metal, Industrial, Punk Rock e Alternativo, desembocando num som moderno, sempre com letras atuais e que tentam fugir do lugar comum. Aliás, eles vão lançar duas músicas inéditas pra galera conferir em primeiríssima mão! Pra completar a noites, os Dj’s Dance Like Hell e Marco Auad vão botar mais um montão de rock doido pra todo mundo bater muita cabeça.

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E pra fechar a semana com chave de ouro, a Meachuta chega com sua versão carnavalesca pra agitar o Ziggy. Vai ter até distribuição de glitter e máscaras de celebridades incríveis pra quem quiser brilhar e dar um close. Aliás, quem chegar vestindo abadá de outros bloquinhos paga só R$ 10 no ingresso. Além dos DJ’s da festa, a noite vai receber o show da Bateria da Escola de Samba do Bole Bole (Escola campeã 2016 e 2017 – Belém PA) a partir de 00h com dançarinas e repertório variado de sambas, marchinhas e músicas pop.

No sábado, o Ziggy abre a partir de 19h. Às 20h30 vai rolar um pocket show de Tchelo Gasparini com participação de Thais Vaz (SP), que vão mandar versões de canções folk, hillbilly e rock de músicas pop. A entrada é gratuita até 22h, a partir disto a entrada começa a ser cobrada pra quem quiser entrar ou continuar na casa.

SERVIÇO

(QUA) Happy Hour + Pocket Show (18h às 21h) – Happy Hour: 18h às 21h – Pocket Show: Bonus Track

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(QUA) Quarta-Sábado (21h) – DJ’s: Bruno Caveira (GO), Rodrigo Donza e Morena Pedrosa

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(QUI) Xapô: Burguers & Beersm- Pocket show: Renan Chady – Dj: Hanna Santiago

Promoção de cerveja Colorado e hambúrgueres

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(SEX) Happy Hour + Roquerági com Delinquentes – Happy Hour: 18h às 21h; 

Show: Delinquentes – Dj’s: Dance Like Hell e Marco Auad

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(SÁB) Meachuta – Show: Bateria da Escola de Samba do Bole Bole

DJ’s: MauVianna, PhillSucks e Pedro Kobold

Heineken anuncia patrocínio à dupla Re-Pa

Glacial, cerveja do portfólio da Heineken Brasil, anuncia o patrocínio de dois importantes times de futebol do Pará; Paysandu e Remo. A parceria tem início já na rodada de estreia dos campeonatos regionais de 2018 e visa expandir a presença da marca no mercado local, acompanhando os consumidores em seus momentos de lazer.

Sob o slogan ‘Se Tem Glacial, Tem Jogo’, a marca estará presente com exclusividade nos jogos que os clubes são mandantes. Glacial também será vista em placas de campo, backdrops na área de entrevistas, nos bares, camarotes e nos telões dos estádios. A marca também estampará a camiseta de treino de ambos os clubes.

“A ocasião de consumo da cerveja tem grande sinergia com o universo do futebol e nada melhor do que uma marca com grande ligação com a região Norte e presente no dia a dia dos consumidores, como é Glacial, para acompanhar esses momentos”, destaca Bruno Piccirello, gerente de marketing de Glacial.

A parceria acontece no momento em que a comercialização de cerveja nos estádios de futebol voltou a ser permitida. Por conta disso, além de estar disponível em diversos pontos de vendas no entorno dos campos de jogo, a marca também poderá ser consumida durante as partidas.

Ainda segundo o gerente, “Além da visibilidade que dará para marca, a parceria é importante por gerar experimentação do produto em momentos de grande relevância para o público. Além de fortalecer a marca, esperamos que a parceria desenvolva ainda mais o futebol da região norte”.

O patrocínio reforça a presença da marca na região, que já recebe o Glacial Fest, festival que reúne os principais nomes da música brasileira, há oito anos. Mais informações da marca estão disponíveis no site www.glacial.com.br.

Preocupada em conscientizar os consumidores da importância de se beber com responsabilidade, a marca promoverá durante todo ano diversas ações e comunicações sobre o tema.

Sobre a HEINEKEN Brasil – A Heineken Brasil chegou ao país em maio de 2010, após a aquisição da divisão de cerveja do Grupo FEMSA e, em 2017, adquiriu a Brasil Kirin Holding S.A (“Brasil Kirin”), tornando-se o segundo player no mercado brasileiro de cervejas. No Brasil, a empresa gera mais de 10 mil empregos e tem 15 fábricas localizadas em Alagoinhas (BA), Alexânia (GO), Araraquara (SP), Benevides (PA), Blumenau (SC), Campos de Jordão (SP), Caxias (MA), Igarassu (PE), Igrejinha (RS), Itu (SP), Jacareí (SP), Manaus (AM), Pacatuba (CE), Ponta Grossa (PR) e Recife (PE). O portfólio de cervejas é composto por Heineken, Desperados, Sol, Kaiser, Bavaria, Bavaria Premium, Bavaria 0,0%, Xingu, Amstel, Kirin Ichiban, Schin, No Grau, Devassa, Baden Baden, Eisenbahn, Cintra e Glacial. O portfólio não alcoólico inclui refrigerantes, sucos, energético e água como Água Schin, Itubaína, K Energy Drink, Schin Tônica, Skinka, Viva Schin, Viva Schin Mini. A empresa importa Dos Equis, do México, Birra Moretti, da Itália e Edelweiss, da Áustria. Com sede em São Paulo, é uma subsidiária da Heineken NV, a maior cervejeira da Europa, a segunda em termos de rentabilidade e a terceira em volume. A Heineken opera 170 cervejarias em mais de 70 países. 

Informações atualizadas estão disponíveis na homepage da HEINEKEN Brasil:

http://www.heinekenbrasil.com.br

Julgamento de Lula é o auge da judicialização da política no Brasil

POR KENNEDY ALENCAR, de SP, em seu blog

Com seu périplo ontem por Brasília, o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Carlos Eduardo Thompson Flores, contribuiu para o acirramento dos ânimos em relação ao julgamento do recurso da defesa do ex-presidente Lula no processo a respeito de um apartamento no Guarujá. Esse julgamento está marcado para a próxima semana, dia 24, em Porto Alegre.

Ao procurar autoridades federais, batendo à porta do Supremo Tribunal Federal, Thompson Flores dá um ar de gravidade ainda maior às ameaças que ele diz que os desembargadores vêm sofrendo. Como presidente do TRF-4, ele tem poder para pedir reforço da segurança individual dos desembargadores e também do prédio do tribunal.

O governo federal já recusou um pedido indevido e irresponsável do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., para envio de tropas federais à capital do Rio Grande do Sul. Auxiliares do presidente Michel Temer dizem que o general Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, almoçou ontem com Thompson Flores e não viu justificativa para nenhuma ação de segurança de iniciativa do governo federal.

Ou seja, todas as medidas de segurança podem ser solicitadas às autoridades do Rio Grande do Sul, como as polícias Civil e Militar. Também podem ser solicitadas medidas de apoio à Polícia Federal, que tem uma superintendência no Estado. Não há necessidade de intermediação do Palácio do Planalto.

Até comunicados ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), presidido por Cármen Lúcia, com quem Thompson Flores se reuniu ontem, poderiam ser feitos diretamente ao departamento do órgão que trata da segurança de juízes. O périplo de Thompson Flores só ajuda a criar alarde. Só produz mais barulho numa hora em que o presidente do tribunal deveria ser o primeiro a agir no sentido contrário. Deveria ajudar a serenar os ânimos, mas foi em busca de palco federal.

Na internet, há relatos de militantes que defendem atos de violência no dia do julgamento. Esses relatos merecem condenação. Ameaças não devem ser minimizadas. Tampouco superestimadas.

Nas redes sociais, bravatas são o que mais existem hoje em dia em torno do julgamento do recurso da defesa do ex-presidente Lula. Cabe às autoridades pesar corretamente a seriedade, a gravidade e a consistência dessas ameaças, bem como as que teriam sido feitas de outras formas, como telefonemas anônimos ou cartas enviadas ao tribunal. Cabe aos dirigentes do PT e de movimentos que pretendem ir a Porto Alegre dar orientações que evitem violência e que estimulem manifestações pacíficas.

Os aliados de Lula têm todo o direito de se manifestar, mas cometerão um erro grave se um protesto legítimo do ponto de vista democrático enveredar pela violência física.

Convém lembrar que, desde o começo da Operação Lava Jato, procuradores e o juiz Sérgio Moro recorreram à opinião pública para reforçar a investigação. Recorreram à arena política diversas vezes, seja se manifestando por entrevistas, notas ou posts nas redes sociais.

A politização do julgamento de Lula não começou por iniciativa do ex-presidente. Teve início no dia em que o procurador da República Deltan Dallagnol deu uma entrevista, apresentado seu famoso PowerPoint, enfiando uma acusação de crime de organização criminosa que não constava da denúncia. Moro já escreveu artigo sobre a importância do apoio da opinião pública no combate à corrupção.

Quem usa o debate público e político para realizar a sua ação judicial deve ter consciência de que receberá respostas na mesma moeda. Ou seja, receberá uma resposta política, que, aliás, é mais legítima vinda de um político, de partidos políticos e de movimentos sociais do que de integrantes do Poder Judiciário. Integrantes estes que não deveriam agir politicamente.

A absolvição ou condenação do ex-presidente Lula no dia 24, se o julgamento se encerrar nesse dia, como previu nota do próprio TRF-4, será o auge do processo de judicialização da política no Brasil.

Qualquer que seja o resultado, absolvição ou condenação, estaremos diante da decisão de maior impacto histórico da Justiça brasileira.

Nos processos de impeachment de Collor e Dilma, a Justiça teve papel lateral. Essas decisões, tomadas pelo Congresso Nacional, foram muito mais políticas do que jurídicas. O processo de impeachment possui natureza política inegável.

Uma decisão da Justiça que pode viabilizar ou impedir a candidatura ao Palácio do Planalto de um ex-presidente que é líder nas pesquisas terá imenso impacto histórico. Qualquer que seja a decisão, ela significará a maior intervenção judicial já feita no processo político-eleitoral do país.

Olhando o passado, em 1955, quando o Supremo impediu a volta de Café Filho ao Palácio do Catete, houve um enorme impacto, porque os espíritos golpistas que teriam sucesso em 1964 estavam animados naquela época _tentando impedir que Juscelino Kubistchek assumisse a Presidência. Getúlio Vargas se matara no ano anterior.

O general Henrique Lott deu o chamado golpe de Estado preventivo para garantir a posse de JK. Na ditadura, o Supremo teve seu poder diminuído. Foi um apetrecho do regime. É positivo que os militares, que tiveram ações decisivas na história do país, adotem atitude profissional hoje em dia.

Se Lula for absolvido no dia 24 ou se for condenado e isso der início a uma série de recursos da defesa do ex-presidente perante as cortes superiores em Brasília, estaremos diante da mais importante decisão da história do Judiciário brasileiro. O momento é grave na vida nacional.

Portanto, dirigentes petistas e líderes sociais devem agir com responsabilidade. Autoridades públicas como o presidente do TRF-4 também têm obrigação de agir com responsabilidade e de atuar com isenção, algo que tem faltado a Thompson Flores levando em conta as suas declarações e atitudes no que se refere ao processo do ex-presidente Lula.