Remo lança selo, informativo e campanha especial

Os Correios lançaram na manhã desta sexta-feira o selo comemorativo ao aniversário do Clube do Remo. O evento aconteceu na sede social do Remo, na avenida Nazaré, com a presença de toda a diretoria da empresa estatal e dirigentes do clube. Em seguida, o presidente Sérgio Cabeça apresentou o informativo interno do clube, com ênfase na divulgação dos esportes amadores. Durante a cerimônia, o clube também oficializou a Campanha via Crowdfundig para reforma do piso do ginásio Serra Freire. Segundo o Alexandre Costa, vice-presidente de Projetos Estratégicos, trata-se de um campanha inovadora e por isso mesmo mais desafiadora que as demais que o clube já abraçou. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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1) Coronel Antonio Carlos Nunes manda ofício à CBF reclamando da exclusão do Pará (e dos demais Estados nortistas) da Copa do Brasil Sub-20. Talvez devesse ter se antecipado, conversando com os muitos amigos que diz ter lá na entidade.

2) Leandro e Bartola arrebentam na Copa BH Sub-20, mas continuam sem merecer oportunidade no elenco do Paissandu que disputa o Brasileiro da Série C. E olha que o ataque é o maior problema do time de Givanildo…

3) Remo contrata Alceu, ex-Palmeiras, o 29º volante para a campanha da Série D. Jogador está sem atuar profissionalmente desde abril, mas já foi relacionado para a partida de domingo contra o Mixto, em Cuiabá. 

O esperneio do coronel

Por Gerson Nogueira

Por ser incomum, merece destaque especial a mensagem enviada pelo presidente da Federação Paraense de Futebol protestando junto à CBF pela exclusão de clubes paraenses da recém-criada Copa do Brasil de Futebol Sub-20. Antonio Carlos Nunes de Lima, um dos mais longevos cartolas brasileiros, interpela José Maria Marin, novo sumo-sacerdote do nosso pobre futebol, questionando as razões de o Pará e a Região Norte terem sido limados da nova competição.

Argumenta, com razão, que a Copa do Brasil de futebol profissional e a Copa do Brasil de futebol feminino incluem todas as regiões. Observa que a ideia da competição é muito boa, mas que a CBF fez um gol contra ao adotar um formato tão excludente, principalmente em relação ao apaixonado torcedor nortista.

O coronel da FPF reivindica uma revisão especial no aspecto técnico, propondo que a CBF reanalise a escolha dos participantes. Infelizmente, levando em conta fatos anteriores, é quase certo que a entidade não irá alterar seu planejamento, visto que o torneio foi concebido há vários meses e houve tempo suficiente para pesar todas as possibilidades. Se o Norte não foi contemplado é porque, acima de tudo, a CBF quer evitar maiores despesas com deslocamentos de equipes.

Será, como tantas outras iniciativas, um projeto destinado a beneficiar apenas os clubes do Sul e Sudeste, justamente aqueles que garantem faturamento e fornecem jogadores para as seleções de futebol sob controle da CBF. Não deixa de soar estranho, porém, que a entidade desconheça o imenso potencial do futebol nortista, principalmente nas divisões de base. Se a intenção real é descobrir talentos, há uma contradição embutida na formulação da Copa Sub-20.

Ocorre que estamos falando justamente da CBF, entidade movida a contradições e cuja prática não prima pelo bom senso ou busca do mérito. Ao contrário, quase todos os negócios e projetos envolvendo a confederação revelam profundo desinteresse pelo lado lógico das coisas.

Não é, portanto, surpresa que o novo torneio discrimine a parte superior do mapa. Sempre foi assim e, ao que parece, levará ainda muito tempo até que isso se altere. O esperneio do coronel cairá no muro das lamentações, sem direito a atenção maior, visto que o próprio jamais se impôs como um defensor das causas regionais.

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Caso a velha tradição se confirme, o Remo precisa se cerca de cautelas com o goleiro do Mixto, adversário de domingo pelo mata-mata da Série D. O guardião chama-se Perereca. Como é de conhecimento público, os times paraenses costumam se atrapalhar com jogadores de nomes exóticos, como Bilau, Cabixi, Bimbinha etc. O ponto positivo é que Perereca não é atacante, mas, se a lógica prevalecer, pode vir a fechar o gol contra os azulinos.

No ataque, um paraense é a maior ameaça ao time de Marcelo Veiga. Nonato, que foi ídolo no Bahia na década passada, é o artilheiro do Mixto, que tem ainda Paulo Almeida, volante no Santos de Robinho e Diego. Outro nome conhecido é Ley, lateral que despontou no Rio Branco e esteve cotado para defender Remo e Paissandu. O técnico é Everton Goiano, que também já passou pelo futebol paraense.

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Alceu, volante que já rodou por uma dúzia de clubes, alguns de primeira linha, é o novo reforço do Remo. Desconfio de times que centram esforços na proteção e na cautela. Dos seis volantes que estão hoje no Baenão, bastariam quatro para uma competição como a Série D. Útil mesmo seria trazer pelo menos um armador qualificado, capaz de estabelecer a ligação entre meia-cancha e ataque.

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Depois da desatinada ideia de lançar uma camisa rosa, o Botafogo tirou a quinta-feira para brindar sua apaixonada torcida com nova exibição de bagunça tática e ausência de agressividade. O contemplado da vez foi o São Paulo de Ney Franco, que não se fez de rogado e sapecou 4 a 0. Poderia, com algum apuro, ter construído uma goleada até mais elástica. Jefferson, porém, foi figura destacada na partida e evitou pelo menos três gols certos.

A derrota não surpreende, mas a goleada é dolorosa. O Botafogo, que investiu muito na contratação de Seedorf, não consegue dar ao holandês um time decente para jogar. Depois de quase 60 minutos de bom futebol, apesar de poucos companheiros a ajudá-lo, o veterano craque deixou o campo, extenuado e lesionado.

A partir daí, o Botafogo entregou definitivamente os pontos, com uma defesa completamente banguela e um meio-de-campo sem forças para resistir aos contra-ataques comandados por Lucas, Luiz Fabiano e Cícero. Se no meio e na zaga, o time é sofrível, no ataque simplesmente não há nada. O Botafogo é o único time do campeonato que joga sem atacantes. Difícil ter esperanças.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 31)

Maracanã pode ter mais um jogo da Seleção na Copa

O Maracanã pode acolher a seleção brasileira antes do previsto inicialmente na Copa do Mundo de 2014. A Fifa estaria estudando a transferência, de Fortaleza para o Rio de Janeiro, do confronto pelas quartas de final do Mundial. No país, em visita às obras de Manaus e Cuiabá e para reunião com o Comitê Organizador Local (COL), o secretário da Fifa, Jeróme Valcke, teria comunicado às autoridades brasileiras a possibilidade de alterar a tabela. Mas a CBF desconhece tal mudança. “Isso é ridículo. A CBF não foi comunicada de nada. E o presidente da CBF é o mesmo do COL”, afirmou, ao Jogo EXTRA, o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva.

No plano de voo original, a seleção brasileira só jogaria no Maracanã, caso chegasse à decisão da Copa do Mundo. Por esse roteiro, o Brasil, na fase de grupos, faz a abertura do Mundial em São Paulo, depois joga em Fortaleza e encerra em Brasília. Nas oitavas, dependendo da posição de classificação, a seleção jogaria em Belo Horizonte ou Fortaleza. Avançando ainda mais — aí é que viria a mudança —, o Brasil teria como sede Fortaleza ou Salvador. Agora, dentro do que teria cogitado Jeróme Valcke, o Rio ganharia novo jogo.

Mudança de tom

O secretário da Fifa, visto como antipático desde o episódio do chute no traseiro, vem tentando mudar sua imagem. Nesta quinta-feira, ele elogiou os preparativos para a Copa e já tem até dica de cardápio para quando retornar ao Brasil, em outubro: Ronaldo aconselhou-o a tomar uma pinga em Belo Horizonte. “Sugiro que experimente o feijão tropeiro e, no fim do dia, uma pinga, pura ou misturada com frutas, que é a nossa caipirinha”, recomendou o Fenômeno. (Do Jogo EXTRA)

Ameaçado pela torcida, Ganso reforça segurança

Do Blog do Perrone

Amedrontado por causa dos protestos da torcida do Santos durante e após o jogo com o Bahia, Paulo Henrique Ganso decidiu reforçar sua segurança. Antes, um guarda-costas acompanhava o meia. Agora são três. A decisão foi tomada após ele precisar da ajuda de cinco seguranças para sair do CT do Santos na noite desta quarta, após torcedores pedirem sua saída do clube com pichações no muro do centro de treinamento, como noticiou o UOL Esporte. Pessoa próxima ao jogador, diz que ele ouviu frases como “fique esperto quando estiver andando pela cidade”. Até a publicação deste post, no entanto, Ganso não havia registrado boletim de ocorrência sobre as ameaças.