Rivais não têm jogadores suspensos

Remo Leandro Cearense-Mario Quadros (2)

Todos os jogadores que corriam risco de suspensão disciplinar estão liberados pela Justiça Desportiva para o clássico de domingo. No Remo, o ala Walber foi apenas advertido e o atacante Leandro Cearense teve o julgamento adiado devido a uma falha no processo. O volante Vânderson, do Paissandu, foi suspenso por uma partida, e já cumpriu a pena. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Rafael é dúvida e Iarley deve ser o titular

PSC Rafael Oliveira-Mario Quadros (3)

O atacante Rafael Oliveira (foto) foi submetido a exames, mas o resultado indicou que não há nenhuma lesão grave. Continua, porém, sob observação para o clássico de domingo por reclamar de dores na coxa. Com base nos treinos realizados até agora, o técnico Lecheva deve escalar o seguinte time: Zé Carlos; Pikachu, Raul (Tiago Costa), Diego Bispo e Rodrigo Alvim; Ricardo Capanema, Billy, Djalma e Eduardo Ramos; João Neto e Iarley (Rafael). (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Atacante paraense a caminho dos Emirados

Por Luiz Magaiver (@MAGAIVERLUIZ) 

O atacante paraense Rafael Tanque (foto), atualmente no Palmeiras, está proximo de sair do País rumando para Dubai, o atleta recebeu proposta muito alta para ir jogar no futebol dos Emirados Árabes. O atleta diz já estar praticamente tudo acertado para sua saída do Palmeiras, com multa rescisória de quase 1 Milhão de reais, não está ainda 100% porque o futebol Italiano tem interesse também no centro avante paraense.
Agora é que fico pensando, um atleta paraense, que rodou os grandes times do Estado nas suas bases, desponta no futebol Italiano, ou vai pra Dubai e arrebenta, aí irão surgir perguntas do tipo, “Esse cara jogou em Belém?” como aconteceu com o Ganso e tantos outros que só sabemos depois da joia que tínhamos e não demos valor.

314846_128573680617925_86228173_nO Paysandu por exemplo, está com os pés na Série B, precisando da contratação de um atacante não podia olhar um pouquinho mais para esse lado? Já que o presidente e o treinador foram jogadores! Sabem ambos muito bem quando o atleta tem valor, e detalhe, o mais importante, sabemos que um atleta sempre tem vontade de jogar em sua terra, isso é fato, ainda mais com torcidas apaixonadas que nós temos.
Rafael Tanque com toda certeza se recebesse uma proposta do Paysandu por exemplo não se negaria a vir jogar pelo time alviceleste, isso porque estaria perto da família e em sua terra natal. Por fim, os dirigentes dos grandes clubes paraenses estão de parabéns pelas campanhas, mas vamos olhar um pouquinho para os nossos valores, como o Jaime do Remo, que está aí como eterna promessa; além dele, o Alex Ruan, ambos vislumbrando jogar em suas equipes e cair nas graças do torcedor apaixonado. Dirigentes, pensem nisso.

Regalos muito especiais

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Algumas lembranças muito especiais que recebi ontem. A primeira traz a marca da Estrela Solitária, enviada pelo amigo botafoguense Artur Tourinho. A segunda é essencialmente roqueira, o dvd “Paul McCartney Live in Halifax, Nova Scotia 2009”, presente do amigo Edmundo Neves, um dos baluartes dohttp://blogdogersonnogueira.com/. Thanks.

As ‘organizadas’ podem acabar com o futebol

Por André Barcinski

estadio-vazioNão interessa de que time é o “torcedor” que disparou o sinalizador que matou o menino Kevin, de 14 anos, em Oruro. O que aconteceu lá poderia ter acontecido no Engenhão, no Mineirão, nos Aflitos, ou em qualquer estádio do país. Reduzir o crime a um incidente isolado, ou culpar apenas um torcedor de uma determinada torcida organizada de um determinado time, não só é injusto, como imoral. O problema é geral.

A verdade é que o futebol, como nós o conhecemos, acabou. E a culpa é da violência nos estádios.

Já nos acostumamos a clássicos com uma torcida só, ou com a torcida visitante reduzida e espremida em um canto. Virou a regra.

Se você mora em São Paulo e tem um filho que começou a gostar de futebol agora, nunca – repito, NUNCA – poderá levá-lo para ver um clássico estadual como deveria ser, com o estádio dividido em dois e a emoção que só o futebol pode proporcionar.

De quem é a culpa? Só das organizadas? Claro que não. Todos são culpados: as organizadas, os clubes que as apóiam, a polícia que não as reprime, políticos que lhes devem favores, as federações que não as punem, os jogadores que lhes puxam o saco, e até os torcedores comuns, que cantam as músicas grotescas de louvor à violência.

Acabar com o poder das organizadas é necessário. Mas há vontade de fazer isso? Os clubes vão conseguir viver sem o apoio bélico desses torcedores profissionais? Os políticos terão coragem de ir contra essa massa que lhes dá votos?

Enquanto isso não acontece, os torcedores de verdade, aqueles que pagam ingresso, que gostam de seus times e querem levar seus filhos ao estádio com segurança, ficam reféns desses profissionais.

E assim vamos vivendo, tendo nossas liberdades individuais tolhidas diariamente. Já não podemos ir aos estádios. Se um cretino invade a apuração das escolas de samba e rasga envelopes, proíbe-se a entrada de torcedores. Como sempre, é mais fácil proibir que remediar.

Como acabar com as organizadas? Isso é tarefa para especialistas. Na Inglaterra, onde o problema era tão ruim quanto o nosso, deram um jeito. Acho que um bom começo seria cortar os benefícios delas, fichar os diretores, responsabilizar os clubes por atos de suas “torcidas”. E todos sabem da penetração de facções criminosas em diversas torcidas organizadas.

Mas a principal mudança teria de partir da sociedade: parar de enxergar esses grupos como “torcedores” e vê-los como o que são: profissionais dos estádios, para quem o futebol é só uma desculpa. Se o esporte mais popular do país fosse o críquete, estaríamos aqui discutindo a violência nos estádios de críquete. As organizadas gostam de futebol porque é onde arregimentam mais mão-de-obra, mais sócios. É um esquema empresarial.

Para finalizar: eu tenho uma filha pequena que gosta de futebol. Eu gostaria de levá-la a um clássico sem medo de levar um rojão na cara ou de apanhar na entrada do estádio. É pedir demais?