Jogo Fla x Remo pode reabrir o Maracanã

Segundo nos informa o pequenininho Geo Araujo, da Rádio Clube do Pará, o jogo de volta entre Flamengo e Clube do Remo pela Copa do Brasil, previsto para 24 de abril, pode marcar a reabertura do novo Maracanã. Seria um evento-teste no estádio do final da Copa de 2014, com público limitado em 25 mil pessoas e transmissão direta pela TV até para o Rio de Janeiro. Se confirmado, será um excelente veículo para o Remo, que busca voltar à ribalta.

Manaus também tem sua Tuna Luso

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Meio por acaso, via Twitter, leio notícia do jornal A Crítica que revela a existência de uma Tuna Luso no Amazonas. Sim, é um clube pouco conhecido por aqui, mas que tem atividades normais em Manaus, mantendo várias modalidades. O jornal informa, por exemplo, que o time de futsal Sub-15 da Tuna Luso se prepara desde a primeira quinzena de janeiro para a Taça Brasil de Futsal Sub-15, que ocorre de 12 a 18 de maio em Minas Gerais. Prestes a completar um mês de trabalho, o treinamento passou a ter um padrão “cinco estrelas”, fruto da parceria feita com o Centro de Treinamento de Alto Rendimento da Amazônia (CTARA), que vai oferece médicos, fisioterapeutas, professores de educação física e estrutura de academia a equipe. Curiosamente, ao contrário de sua inspiradora paraense, a Tuna baré tem uniforme negro com um escudo avermelhado.

Vídeo motivacional do Botafogo causa polêmica

Oito dias após o empate em 1 a 1 com o Fluminense, o clássico volta a agitar o Botafogo. Não dentro, mas fora de campo. Nesta segunda-feira, o clube divulgou em seu site oficial um vídeo de bastidores da partida com frases fortes ditas pelo técnico Oswaldo de Oliveira, do meia Seedorf e do zagueiro Bolívar, antes e depois da partida, válida pela Taça Guanabara.

No vídeo de oito minutos, editado pela equipe de comunicação do Botafogo e publicado na área chamada ‘TV do Fogão’, Osvaldo de Oliveira demonstra muita irritação com a atitude dos jogadores na partida disputada no domingo da semana passada, no Engenhão. Após o empate, o técnico fez um discurso inflamado e disse estar com “ira” do time adversário. O desabafo do treinador começou após uma avaliação do jogador Seedorf, que se envolveu em uma discussão com o volante Valencia, do Flumienense, ao fim do jogo. Para o jogador, o Botafogo respeitou demais o rival e e não partiu para a cima, mesmo tendo jogado melhor.

– Quando tem briga, vamos brigar com os caras, todo mundo junto. Não vamos aceitar, desde o começo, com tudo, é cartão aqui, cartão lá. Faz diferença no final. Valeu? – disse o meia.

No final da fala do ídolo holandês, o técnico diz que o time tem que ir “para dentro”.

– É isso aí, Seedorf! Eu acho que nós temos é que comprar barulho mesmo, ir dentro dos putos, não tem que refrescar porra nenhuma, não. Vai, peita, mete a mão na cara, que nem eles estavam fazendo. Estou com ira desses putos! – encerra o Osvaldo.

O vídeo, que faz parte da série ‘Conteúdo Único’, mostra os bastidores das partidas contra o Fluminense, no Engenhão, e o Audax, em Moça Bonita. A gravação apresenta, tambem, um trecho em que Bolivar diz aos companheiros, antes do clássico, que o time tem que partir para cima e “deixar cicatrizes nesses caras”.

Contratado este ano pelo Botafogo, Bolívar já se envolveu em um episódio polêmico quando atuava pelo Internacional. Em novembro de 2011, ele cometeu uma falta dura em Dodô, do Bahia, e embora não tenha sido expulso de campo, recebeu posteriormente uma punição dura do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD): quatro jogos de suspensão, e afastamento dos gramados pelo mesmo período de recuperação de Dodô. A sentença, no entanto, foi posteriormente abrandada para duas partidas e 15 dias de gancho.

No Fluminense, o meia Wagner evitou fazer criticar ao vídeo do Botafogo, lembrando a boa relação que tem com Oswaldo de Oliveira.

– Não vi o vídeo. Já trabalhei com Oswaldo no Cruzeiro, e ele é uma pessoa nota mil. Agora, futebol é jogo, acho que vale quase tudo para tentar tirar um jogador adversário do sério. Mas aqui no Fluminense somos tranquilos, só pensamos em jogar futebol, na bola, e não lembro de nada neste sentido durante o clássico. (De O Globo)

Parazão 2013 – Classificação do turno

TIMES PG J V E D GP GC SG AP
Remo 16 6 5 1 0 12 6 6 88.9
Paissandu 13 6 4 1 1 16 9 7 72.2
São Francisco 11 6 3 2 1 13 9 4 61.1
Paragominas 8 6 2 2 2 10 10 0 44.4
Santa Cruz 7 6 2 1 3 5 6 -1 38.9
Águia 6 6 1 3 2 5 9 -4 33.3
Cametá 4 6 1 1 4 3 6 -3 22.2
Tuna 1 6 0 1 5 1 10 -9 5.6

Definida a arbitragem para a 7ª rodada

A Comissão de Arbitragem da FPF anunciou a escala de árbitros para a sétima rodada do Parazão, prevista para quinta-feira, 7, às 20h30:

Joelson Silva dos Santos apita Paissandu x Santa Cruz, no estádio da Curuzu. 

Benedito Pinto da Silva será o árbitro de Águia x Remo, no Zinho Oliveira. 

Wasley do Couto apita Cametá x São Francisco, no Parque do Bacurau. 

Joelson Nazareno Cardoso será o apitador de Tuna x PFC, no estádio do Souza. 

Adeus a um grande jornalista

O jornalismo brasileiro perdeu hoje um dos maiores repórteres que já se conheceu: Fritz Utzeri, de 68 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (4), no Hospital Quinta D’Or, após lutar bravamente contra um linfoma (câncer nos gânglios). Como jornalista, firmou-se na profissão através do Jornal do Brasil, onde ingressou em 1968.  Ali não apenas mostrou-se um excelente profissional na elaboração de reportagens, mas participou ativamente da luta pela redemocratização do país. Em 1978. teve participação ativa quando os jornalistas do Rio retomaram o controle do Sindicato da categoria que estava em mão de pelegos.

Veja também: Fritz, um repórter que derrubou versões

fritz-utzeri-firmou-se-na-profissao-atraves-do-jornal-do-brasil-onde-ing_1Ao longo da carreira fez diversos amigos que se tornaram quase irmãos, como Sérgio Fleury, que com ele convivia desde os primeiros momentos no JB. É dele, o texto abaixo contando um pouco da vida de Fritz. Fritz, o amigo de Timmendorferstrand. De médico e louco todos nós temos um pouco, diz o ditado. Médico ele já era, formado pela UERJ com opção pela Psiquiatria, profissão que não chegou a exercer e que abandonou para ser jornalista. Louco alguns pensavam que era, pelo jeito vibrante de ver e dizer as coisas. Na verdade, ele era um grande boa praça, um amigo, uma figuraça que conquistava as pessoas pela maneira simples, inteligente e direta de se comunicar com a vida.

Por onde passou usou seu jeito informal de ver os problemas que, de uma forma incomum, rápida e precisa, procurava resolvê-los. Era um descomplicador de coisas, inclusive da própria história iniciada há 68 anos na cidade de Timmendorferstrand província de Sleswig Holstein, Norte da Alemanha, um “balneário ipanemense”, como sempre comparou.

Ele nasceu Fritz Carl, nome herdado do pai alemão que não chegou a conhecer porque morreu em sua motocicleta com side car na explosão de uma bomba durante a guerra na Polônia, no dia 11 de setembro de 1944, quatro meses antes do seu nascimento (10 de janeiro de 1945).

Sua mãe Elza, italiana, já tinha fugido para o Norte da Alemanha, como fizeram todas as mulheres grávidas naquela época de guerra. Certamente essa aventura foi a primeira de suas muitas estórias de vida! Com dois anos de idade veio para a América Latina com a mãe, direto para Assunção, Paraguai. Ao Brasil, chegou com sete anos (1952) indo morar no bairro paulista de Higienópolis, mais precisamente à Rua São Vicente de Paula, 152. Mas não parou ali: veio para o Rio de Janeiro, foi para Lima (Peru), La Paz (Bolívia), Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina), acompanhando a mãe e o padrasto italiano Otello, que na verdade o criou e se meteu a montar fábricas e hidroelétricas pelo continente latinoamericano. Das andanças latinas pegou o hábito de entremear expressões em espanhol – um dos cinco idiomas que dominava – no meio de suas animadas conversas.

De volta ao Rio, foi morar na Tijuca, anos 60/70, época em que o bairro ainda era aprazível. Foi na então bucólica Avenida Paulo de Frontin, repleta de flamboyants, que passeava com a namorada Liége, depois sua mulher por mais de 50 anos, e com a qual teve dois filhos, Ana e Pedro (de quem teve um casal de netos, Gabriela-Gabi e André).

A troca da Psiquiatria pelo jornalismo no ano de 1967/68 lhe rendeu um comentário que fez parte do seu folclore: “se continuasse médico e fosse para uma cidadezinha do interior, abrisse um consultório, colocasse o diploma na parede e na porta o nome Dr. Fritz, ficaria rico e famoso. Iam me confundir com o médium”. Como jornalista, começou repórter estagiário do Correio da Manhã época em que viveu uma de suas ótimas histórias. Um dia entrou no elevador da Revista Manchete, na Glória, junto com o dono Adolpho Bloch que, pensando falar com um dos seus jornalistas gritou: – o senhor está demitido por não usar gravata. Fritz com seu ar debochado retrucou: ora, isso é impossível, eu não sou seu funcionário! E saiu gargalhando “a la Fritz”…

Ao naturalizar-se brasileiro, em 1970, de Fritz Carl, registrado na rebuscada certidão de nascimento alemã, passou a chamar-se Federico Carlo Utzeri. Mas ele já era mesmo o Fritz Utzeri, nome com o qual se firmou nas funções de repórter especial do JORNAL DO BRASILe de seu correspondente nas cidades de Nova Iorque (82/85) e Paris (85/89).

De Paris voltou para o JB, mas foi logo convocado para ser o editor de Ciência e Tecnologia da TV Globo, onde mesmo depois de sair matou as saudades do telejornalismo ao participar da edição especial do programa Globo Repórter sobre o Caso Riocentro, assunto por ele apurado junto ao falecido repórter Heraldo Dias e que rendeu à equipe do JB o Prêmio Esso de Jornalismo. Com o companheiro ainda ajudou a desvendar o caso do desaparecimento e assassinato do deputado Rubens Paiva.

No período 1991/95 trabalhou, como Diretor de Comunicação na multinacional de telecomunicações Alcatel, mas a vida na Ponte-Aérea o deixava longe da família e dos seus brinquedinhos: as coleções de trens elétricos, de livros – era um leitor voraz – de antigos LPs e CDs, de carros em miniatura e os de verdade, como um MG 1966, original, que conservou por anos na garagem junto a um Karmhan-Ghia e a um Alfa Romeo ‘Spider”.

Trabalhou, também, como Diretor de Comunicação da Fundação Roberto Marinho e Diretor de Redação do JB na fase semifinal da edição impressa. Escreveu os livros “Aurora” (ficção) e “Dancing Brasil” (crônicas) e editou o seu blog “Montbläat”.

Nos últimos três anos lutou bravamente contra um raro linfoma (câncer nos gânglios) que nem um transplante de medula e remédios experimentais lhe deram a confortável sobrevida sem dor.

Até nesse período muito difícil sua fome de informação aliada à memória privilegiada fazia com que esse germano-ítalo-carioca sempre tivesse um “causo” a contar. Era imbatível em Cultura geral ou na do tipo inútil, do gênero “você sabia”? Pudera: para quem nasceu em Timmendorferstrand nada lhe era impossível, inclusive “desaparecer“ nesta manhã deixando uma profunda saudade em todos nós. Esse era o nosso amigo Fritz.

* Sérgio Fleury foi companheiro de trabalho e amigo de Fritz desde 1968

Esquema mundial de manipulação é investigado

Da Folha de S. Paulo

000_aph2002060595669A Europol, organização europeia de polícia, informou nesta segunda-feira que descobriu uma rede de corrupção internacional no futebol profissional na qual estão envolvidos mais de 15 países no mundo todo e que já realizou 50 detenções. Estão sob suspeitas inclusive jogos da Copa dos Campeões da Europa e das eliminatórias da Copa do Mundo.

O diretor da Europol, Rob Wainwright, informou que “foram identificados mais de 380 partidas de futebol profissional nos quais houve práticas de apostas ilegais”, e que “essa ampla rede criminosa é controlada desde a Ásia”. Entre essas partidas “ficou provada a prática de combinação de resultados em 150 casos”, acrescentou um dos policiais que participaram da investigação. “Realizamos a maior investigação sobre partidas suspeitas no futebol”, disse o diretor da Europol, ao mesmo tempo em que acrescentou que esses supostos delitos envolvem “enormes quantidades de dinheiro”.

Entre os países investigados figuram Alemanha, Áustria, Eslovênia, Reino Unido, Hungria, Holanda e Turquia, além de países africanos e sul-americanos. Wainwright informou também que a Europol “emitiu 28 ordens internacionais de prisão” e outras 50 pessoas já foram detidas. Os especialistas da Europol investigaram durante 18 meses um total de 425 jogos de futebol oficiais, assim como representantes de clubes, jogadores e criminosos que são suspeitos de envolvimento com os casos de corrupção.

Segundo as informações da organização do Serviço Europeu de Polícia, essas operações teriam dado lucro de 8 milhões de euros (cerca de R$ 21,5 milhões) e essa rede teria efetuado pagamentos no valor de 2 milhões de euros (R$ 5,4 milhões) em subornos, sendo 140 mil euros (R$ 380 mil) o maior realizado a uma pessoa. O diretor da Europol acrescentou que os resultados da investigação apontam “em direção a um grande problema de integridade no futebol europeu”.

Os investigadores disseram que não serão divulgados nomes de jogadores ou clubes enquanto a investigação estiver em andamento, mas apontaram especificamente para o jogo entre as seleções sub-20 da Argentina e da Bolívia, válido pela Copa Córdoba, em 2010. O confronto acabou 1 a 0 para os argentinos com um gol de pênalti aos 56min do segundo tempo. O árbitro húngaro Lengyel Kolos deu 13 minutos de acréscimo em uma partida que não teve apagão ou confusão, apenas uma parada técnica de poucos minutos.

Leão comemora 108 anos de existência

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O Clube do Remo comemora nesta terça-feira, 5 de fevereiro, seu 108º aniversário de fundação. Dono de torcida imensa e apaixonada, o Leão Azul é uma das glórias do desporto paraense e uma de suas mais importantes instituições. O clube nasceu em 1905, criado por um grupo de jovens formado por Victor e Raul Engelhard, Eugênio Soares, Narciso Borges, José Henrique Danin, Vasco Abreu e Eduardo Cruz, como dissidência do Esporte Clube do Pará. Em 15 de agosto de 1911, o Grupo deu origem ao Clube do Remo. Ao longo de sua história, a agremiação de Periçá acumulou conquistas e glórias em diversas modalidades esportivas. No futebol, inúmeros jogadores talentosos vestiram a camisa azulina. Jorge de Castro, China, François, Ribeiro, Rubilota, Rosemiro, Dico, Alcino, Edson Cimento, Mesquita, Bira, Aderson, Belterra, Artur (foto acima), Aranha, Dutra, Pagani, Mendes, Geovani, Luiz Müller e outros. A diretoria do clube organizou uma programação interna para celebrar a data.