Archive for março, 2017

Para entender a arapuca

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23 de março de 2017 at 13:03 Deixe um comentário

Noite cultural de Belém ganha o Ziggy Hostel Club

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Um espaço que, semanalmente, promova shows autorais, baladas, impulsionando a arte e a cultura paraense e, de quebra, ainda hospede pessoas interessadas na cena cultural de Belém: assim será o Ziggy Hostel Club, que já era sonho antigo e se torna realidade a partir desta sexta-feira, 24 de março, quando inaugura o espaço do club e do biergarten. Localizado na Tv. Benjamin Constant, 1329, no bairro de Nazaré, o multiespaço começa a funcionar com baladinhas, shows locais e nacionais e já libera seu subsolo e quintal, que se une à efervescente noite belenense.

De quinta à sábado, o Ziggy estará aberto com festas de rock, discotecagens, baladas anos 90, black music, programação cultural, infantil, aberta e muito mais, sempre trazendo novidades e integrando as novidades culturais belenenses. No dia da inauguração, 24 de março, o público vai ser recebido com a primeira festa do Ziggy, uma Roquerági, com discotecagens dos DJs Se Rasgum e show da banda The Baudelaires, no melhor estilo do inferninho rock. No sábado, a Insanos 90, festa que a Se Rasgum produções já realiza desde o início dos anos 2000, tem sua primeira edição no Ziggy Hostel Club, trazendo os clássicos rock e indie desta década amada nos sets dos DJs Damasound, Felipe Proença, Fernando Souza e o DJ convidado Márcio Gato.

Ainda na programação de abertura, o club terá a primeira edição da Soul Train, festa de black music comandada pelos DJs residentes da casa, os Bambata Brothers, sempre trazendo convidados especiais. Já confirmados na programação, tocam por lá a Molho Negro e uma banda nacional já anunciada, a paulista O Terno, no dia 07 de abril, fazendo uma apresentação completa no club do Ziggy com ingressos limitados. A programação integral do Ziggy Hostel Club pode ser acessada nas redes sociais da casa (Facebook, Instagram e Twitter).

CLUB, CAFÉ E HOSTEL

Instalados em um casarão datado da primeira metade do século 20, o Ziggy vai colocar todos os seus espaços pra funcionar em etapas. Em março já serão inaugurados o club e o biergarten, que são um espaço pra festas e um quintal charmoso pra degustação de um cardápio criativo e exclusivo da casa. Em breve, será lançado o café cultural, que ocupará o segundo piso do casarão, com um cardápio para merendas, cafés e cervejas especiais e irá inaugurar o happy hour das quintas-feiras no Ziggy, com chopps sempre no ponto. Por último, será inaugurado o hostel, com vagas para dezenas de aventureiros que compartilhem o desejo de estar bem próximos da cena cultural de Belém do Pará.

SELO DE GARANTIA

O club já inaugura com grande expectativa de público, trazendo consigo a experiência de mais de 10 anos da Se Rasgum Produções, empresa que organiza várias festinhas, shows e o festival de mesmo nome, em Belém, e que também integra o Ziggy Hostel Club. Dessa forma, o público terá uma programação intensa de festas e shows locais e nacionais semanalmente, com grande qualidade sonora, além dos shows em grandes palcos e do festival, que continuará saudável como sempre. (Texto: Imprensa Se Rasgum)

ROQUERÁGI NO ZIGGY HOSTEL CLUB

Sexta, 24.03, a partir de 22h – Ziggy Hostel Club, Tv. Benjamin Constant, 1329

Show da The Baudelaires, DJs Se Rasgum

Ingressos – R$ 15 até 23h; R$ 20 de 23h em diante

—————————————————–

PROGRAMAÇÃO DE LANÇAMENTO

SEMANA 1

24.03 – ROQUERÁGI – Show: The Baudelaires DJs Lux (Se Rasgum) e Tércio Souza (Sir Black)

25.03 – INSANOS 90 – DJs Damasound, Felipe Proença, Fernando Souza e DJ convidado Márcio Gato

SEMANA 2

30.03 – SOUL TRAIN – DJs Bambata Brothers e DJ convidado Morcegão

31.03 – ROQUERÁGI – Show: Molho Negro; DJs Lux (Se Rasgum) e Vini (Vandersex)

01.04 – BAILE TROPICAL – DJs Bernardo Pinheiro (Baile Tropical) e Damasound (Se Rasgum)

SEMANA 3

06.04 – SOUL TRAIN – DJs Bambata Brothers + convidados

07.04 – ZIGGY APRESENTA O Terno (SP) – DJs Se Rasgum e convidados

08.03 – CASABERTA – Pocket Shows: programação a confirmar

23 de março de 2017 at 12:59 Deixe um comentário

Enquanto isso, na casa do golpe…

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23 de março de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Juiz das camisas negras sequestra computador e quebra sigilo de blogueiro: objetivo é intimidar

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POR RODRIGO VIANNA

O juiz das camisas negras cometeu mais uma arbitrariedade. Não é novidade. Um juiz que vaza ilegalmente conversa sigilosa de presidente da República (como Sérgio Moro fez com Dilma); um juiz que oferece à mídia conversas pessoais da ex-primeira dama Marisa Letícia; um juiz que vai às redes sociais pedir apoio popular, como se fosse um justiceiro de filme de bang-bang; um juiz que confraterniza com a direção do PSDB, entre conversas de pé de ouvido e risos cínicos… Esse ser ainda pode ser chamado de juiz?

Hoje, Sérgio Moro deu mais um passo em sua carreira de arbitrariedades. Mandou a Polícia Federal bater à porta do blogueiro Eduardo Guimarães, um dos mais ácidos críticos da Lava-Jato. E determinou que se apreendessem todos equipamentos (laptop, computador, celulares) do blogueiro que, há 12 anos, cumpre papel jornalístico divulgando informações relevantes e expressando opinião no Blog da Cidadania.

Percebam a gravidade do ato praticado neste dia 21 de março de 2017. Ninguém mais está a salvo das arbitrariedades da vara de Curitiba. Depois de atentar contra a Democracia e o voto, depois de enterrar segmentos importantes da economia nacional, Moro e a Lava-Jato investem agora contra a liberdade de informação.

Isso só já seria grave. Mas pretendo mostrar que a ação tresloucada do juiz pode ter outro objetivo, que indica o caminho sem volta adotado pela Lava-Jato nesta terça-feira, 21 de março.

Em fevereiro de 2016, Eduardo Guimarães publicou em primeira mão a informação de que a Lava-Jato se preparava para conduzir Lula coercitivamente e invadir o Instituto Lula. Alguns dias depois, em 4 de março de 2016, os fatos se confirmaram. Isso enfureceu os procuradores da Lava-Jato e o próprio Moro. O jornal de direita “O Globo” fez reportagens mostrando que Guimarães deveria ser alvo de investigação. E assim se fez.

Oficialmente, o juiz das camisas negras determinou agora condução coercitiva de Eduardo Guimarães para que ele revelasse, na qualidade de “testemunha”, quem foi a fonte que lhe vazou a informação sobre a operação. Trata-se de um atentado à liberdade de informação. A Constituição estabelece o princípio do “sigilo da fonte”.

Reparem: a Globo e outros meios tradicionais vazam tudo o que querem da Lava-Jato. Jornalistas jamais foram incomodados por isso. E é bom que assim seja, apesar do caráter unilateral e abjeto dos vazamentos globais. Mas a regra do sigilo da fonte não vale quando o jornalista que faz o vazamento é o dono de um blog com posições políticas claramente contrárias à Globo e a Moro.

Moro argumenta que Eduardo não é jornalista, por isso não estaria coberto por tal garantia. Aí está a malandragem. O provável é que Moro saia derrotado nesse debate jurídico, já que o STF já deu decisão clara sobre o fato.

Por que então conduzir Eduardo?

Pra mim, não resta dúvida: todo o show teve dupla função…

Primeiro, intimidar quem ouse criticar a Lava-Jato (nesse ponto, acho que o tiro sai pela culatra, e sei de vários jornalistas da chamada grande mídia que se mostram indignados com o ato ditatorial do juiz de fala mole). Qualquer cidadão minimamente informado sobre a história sabe que a tendência é a seguinte: com o poder desmedido que angariou, Moro num primeiro momento vai intimidar os críticos mais identificados com a esquerda; depois, partirá pra cima de qualquer um. Não é à toa que jornalistas com posições tão diferentes como Ricardo Noblat, Kennedy Alencar e André Forastieri já se manifestaram publicamente contra a ação ilegal.

Em segundo lugar (e aí está o pulo do gato): o objetivo da Lava-Jato não foi apenas sequestrar Eduardo Guimarães para que ele revelasse a fonte que lhe vazou informações em 2016 (até porque o blogueiro saiu da PF, no início da tarde de terça, com a nítida impressão de que seus interrogadores já sabem quem foi o vazador)… O objetivo pode ter sido sequestrar o celular do Eduardo, o computador do Eduardo, e vazar de forma lenta, a conta-gotas, qualquer conversa reservada, pessoal, que possa ser constrangedora ao Eduardo ou a outros personagens que cumprem a tarefa de enfrentar Moro e sua tropa de assalto.

Moro já fez isso com grampos de Lula. Vazou primeiro. A Globo fez a festa. O STF, através do ministro Teori, aplicou-lhe uma leve reprimenda. Moro então pediu desculpas, e seguiu adiante. Mas o estrago já estava feito.

Objetivo agora é idêntico: os camisas negras poderão usar seus prepostos na internet para vazar diálogos, mensagens ou qualquer coisa que sirva pra intimidar blogueiros e lideranças críticas à Lava-Jato (e não faltam antagonistas e porra loucas de extrema direita pra cumprir esse papel).

O celular e o computador do Eduardo Guimarães serão torturados, até confessar o que a Lava-Jato quer ouvir. A tortura física de uma prisão indefinida (instrumento adotado pelo juiz das camisas negras) pode ser tão grave quanto a tortura psicológica de conversas pessoais tornadas públicas. Dona Marisa que o diga…

Se não houver contenção organizada ao juiz arbitrário, ele se sentirá livre pra partir pra cima de qualquer um que ficar à sua frente. Ninguém estará a salvo. Ou a sociedade contem agora o juiz das camisas negras, ou ele fará jus ao uniforme que nos lembra os tempos tristes de Mussolini na Itália.

P.S.: o objetivo deste texto é interpretar o grave momento pelo qual passamos; mas não poderia deixar de manifestar minha solidariedade pessoal ao Eduardo Guimarães e à família dele; a forma altiva como Eduardo saiu da PF, depois de passar pela intimidação judiciária determinada por Moro, mostra a fibra do blogueiro, que é também um combatente pela Democracia. Se Moro pensou que iria intimidá-lo, errou feio. Avante, Eduardo! (Transcrito da Revista Forum) 

23 de março de 2017 at 9:49 1 comentário

Em discurso duro, Janot acusa Gilmar Mendes de sofrer ‘disenteria verbal’

Nesta quarta-feira (22), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de sofrer de decrepitude moral e disenteria verbal. O discurso duro foi feito em resposta à acusação de Mendes de que procuradores teriam convocado uma entrevista coletiva em off na última semana para vazar os nomes dos políticos suspeitos de receber propina da empresa Odebrecht.

Para Janot, a provocação foi feita para deslegitimar as investigações de corrupção no meio político, já que o ataque foi direcionado apenas ao Ministério Público, ignorando o uso do off no Palácio, no Congresso e no próprio STF.

“Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios. Mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e instrumentos legítimos de comunicação institucional”, afirmou durante um encontro de procuradores regionais eleitorais na Escola Superior do Ministério Público.

Apesar de não mencionar o nome de Gilmar Mendes, Janot deu todas as indicações de quem seria o seu alvo. Além disso, ele declarou que a informação sobre a coletiva é mentirosa. “Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar todos a sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se, não raras vezes, da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado”, completou. (Da Revista Forum)

23 de março de 2017 at 9:37 4 comentários

Campeonato Paraense – Classificação

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22 de março de 2017 at 18:39 4 comentários

Com o caso Eduardo Guimarães, Moro atravessa o Rubicão

POR LUIS NASSIF, no Jornal GGN

Vamos entender porque, para efeito da Lava Jato, o caso Eduardo Guimarães torna-se um divisor de águas – da mesma maneira que o episódio da condução coercitiva de Lula.

O episódio Lula, mais o vazamento dos grampos de Lula e Dilma, afastou de vez a presunção de isenção da Lava Jato e mostrou seu alinhamento com o golpe de Estado em curso.

A condução coercitiva de Eduardo Guimarães expõe de forma inédita o uso do poder pessoal arbitrário do juiz Sérgio Moro para retaliar adversários. Não se trata mais de disputa política, ideológica, de invocar as supinas virtudes da luta contra a corrupção para se blindar: da parte de Sérgio Moro, a operação atende a um desejo pessoal de vingança.

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Peça 1 – as pinimbas de Guimarães com Moro

Com seu Blog Cidadania, Eduardo é um crítico implacável da Lava Jato. E autor de uma representação contra Sérgio Moro junto ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Em represália, Moro entrou com uma ação contra Edu, baseada em uma frase mal construída. Na frase, Edu diz (para o leitor) que as ações da Lava Jato irão ameaçar “seu emprego e sua vida”, referindo-se ao emprego e vida do leitor.

Um Blog de ultradireita da Veja interpretou que “seu emprego e sua vida” referia-se a Moro. Cada vez mais ligado às milícias da  ultradireita, Moro aproveitou a deixa para processar Edu.

O Tweet remetia para um artigo onde Edu praticava seu esporte predileto: brigar com outros grupos de esquerda (https://goo.gl/UvpKWo), e mostrar a situação de caos na economia, na qual seriam destruídas o emprego e a vida das pessoas.

Moro tropelou a lei, que diz que um juiz não pode julgar um adversário. Mas tem mais tempero nessa salada.

Peça 2 – PF x MPF

A gestão vacilante do delegado geral da PF, Leandro Daiello, deflagrou uma guerra de facções dentro da PF, expressa em diversos inquéritos abertos, de lado a lado, visando identificar irregularidades.

Um dos inquéritos investiga membros da Lava Jato, pela colocação de escuta ilegal na cela do doleiro  Alberto Yousseff.

Outra, procura identificar os autores de um suposto dossiê contra a Lava Jato, cuja existência teria sido denunciada pela Veja, nos tempos do jornalismo escabroso do diretor Eurípides Alcântara – em uma capa em que mostrava Lula como uma jararaca.

Fui intimado pela PF a prestar depoimento nesse inquérito através de carta precatória – já que o inquérito corria em Brasília Ressalto que fui tratado com toda a fidalguia. Antes de receber a intimação, telefonaram de Brasília dizendo que não era nada contra mim.

Compareci no dia marcado e fui informado do teor do dossiê, sobre o reino da família Arns em Curitiba. Mostrava a influência do ex-senador Flávio Arns na APAE (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) do Paraná. Depois, a maneira como seu sobrinho Marlus Arns, metido em várias jogadas políticas no Estado,  tornou-se titular de praticamente todas as ações das APAEs do estado na vara de Curitiba. A diretora jurídica era a esposa de Sérgio Moro. E Marlus tem um irmão dono de um curso de direito à distância, tendo como professores procuradores e delegados da Lava Jato. Finalmente, com a saída de Beatriz Catta Preta, Marlus assumiu diversos clientes do milionário mercado de delação premiada.

Poderia ter lançado dúvidas sobre a contabilidade desse curso à distância, mas me ative às informações que consegui coletar na Internet, no Tribunal de Justiça de Curitiba e no site da Secretaria de Educação do Estado.

Informei os delegados que conhecia o conteúdo do material, que não recebera de ninguém pela relevante razão de ter sido o autor da matéria original. O tal dossiê era meramente uma cópia de um post antigo do Blog.

A ação contra Edu também se insere nesse quadro de disputas internas da PF.

Peça 3 – MPF x PF

Há uma pesada disputa entre a PF e o Ministério Público Federal pelo protagonismo da Lava Jato.

Ontem, durante congresso da categoria em Florianópolis, o presidente da Associação Nacional dos Delegados da PF, Carlos Eduardo Sobral, foi objetivo em conversa com jornalistas (https://goo.gl/BtV4TA). Disse que o MPF assumiu o protagonismo da Lava Jato devido à estratégia de publicidade e o apoio institucional para as investigações, incluindo recursos fartos. Sobral admitiu que o país enfrenta um “cabo de guerra institucional”. E se queixou de que a sociedade vê a PF como mera cumpridora de mandatos.

Completou dizendo que “não queremos nos transformar em quarto ou quinto poder. Não buscamos a falta de controle. Não buscamos o arbítrio ou abuso. Buscamos simplesmente a capacidade de continuar realizando combate ao crime organizado e à corrupção”.

Peça 4 – o caso Eduardo Guimarães

É por aí que se insere o caso Eduardo Guimarães.

Ele foi convocado para depor no inquérito que apura o vazamento da condução coercitiva de Lula. Tinha data marcada para depor.

Hoje de manhã, a PF invadiu sua casa, intimidou ele e sua esposa, levou celulares e computadores, sem nenhuma necessidade. Aparentemente já sabiam quem havia vazado a informação. E, se fora convocado como testemunha, qual a razão para a condução coercitiva e para o recolhimento de celulares e computadores? Provavelmente tentar levantar indícios contra outros blogs.

Reforça a suspeita de que a autorização dada por Moro, além de arbitrária, serviu aos propósitos de revanche contra um cidadão que o denunciou ao CNJ e está sendo processado pelo próprio Moro.

Mais, a Constituição assegura sigilo de fonte. Quando questionado pelo deputado Paulo Teixeira no Congresso, a alegação de Moro foi a de que Eduardo não é jornalista. Ora, de posse das informações, Eduardo deu-lhes publicidade ampla, ou seja, cumpriu uma função jornalística.

Recentemente, o decano do STF, Celso de Mello, considerou o sigilo de fonte como direito da sociedade, não de jornalistas. Além disso, ao não reconhecer mais o diploma de jornalista como pré-condição para a prática da profissão, o STF acabou com a classificação restrita de jornalista.

Peça 5 – as consequências

Agora se chega no busílis da questão.

Eduardo foi efetivamente feito prisioneiro, ainda que por algumas horas. Chegando à PF, foi interrogado por delegados sem a presença de um advogado.

Sua casa, seu lar, foi conspurcado com a invasão da PF. Tanto a ação movida por Moro, quanto a operação atual, são juridicamente insustentáveis. Mas Moro conseguiu se valer de seu poder de juiz para cometer uma arbitrariedade, com o agravante de agir de forma triplamente ilegal: decretar a condução coercitiva de quem não se negou a depor; obrigar uma pessoa a abrir mão de seu sigilo de fonte e agir contra uma pessoa com quem mantem uma disputa jurídica.

Depois de sofrer ataques da direita, o Ministro Luís Roberto Barroso resolveu se blindar: tornou-se o principal avalista do Estado de exceção de Curitiba, alegando que a Lava Jato enfrenta um quadro de exceção. Caminha para se tornar o Ministro símbolo do MBL e congêneres, assim como Moro e os procuradores da Lava Jato.

Irá se pronunciar agora? A prisão e humilhação de um cidadão brasileiro, a invasão injustificada de seu lar, não obedeceu sequer à real politik da Lava Jato. Foi um ato de vingança pessoal, que atropela normas fundamentais de direitos civis.

Moro se comportou como um imperador, acima das leis, porque, no episódio do vazamento dos grampos, foi tratado acima das leis.

Sua atitude, agora, mostra um sujeito desequilibrado, utilizando o pesadíssimo poder conferido pelo apoio da mídia e de Ministros descompromissados com direitos civis, para exercer o arbítrio em causa própria.

Se fosse contra um jornalista da Rede Globo, o Ministro Barroso permaneceria calado? Certamente, não. Se fica calado agora, endossa a tese do direito penal do inimigo.

No final, fica-se sabendo que a sombra projetada por Barroso é infinitamente maior do que seu verdadeiro tamanho. Se não for contido agora, se a imprensa se calar – porque a vítima é um adversário – estará em marcha definitivamente a escalada do arbítrio.

O episódio mostra definitivamente que Sergio Moro está em estado de desequilíbrio emocional. Até onde irá, não se sabe.

22 de março de 2017 at 18:32 Deixe um comentário

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