Povo nas ruas preparando o clima para greve geral de abril

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São Paulo – Av. Paulista.

Itapipoca-CE. Protesto de estudantes e trabalhadores.

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Belém – São Brás.

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Recife – BR-101.

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Ourinhos-SP. Greve dos servidores em protesto contra reformas temerárias.

Curitiba – C8QU-3CW0AAIjGi

Curitiba – plenário da Assembléia Legislativa do Paraná tomado por manifestantes contra o fim da aposentadoria.

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Salvador-BA – Manifestação no centro da capital chamando para a greve geral do próximo dia 28 de abril.

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Campinas-SP.

Temer tirou imprensa do vermelho

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POR PABLO ANTUNES (*)

Há anos, cientistas políticos alertam que o pior de um presidencialismo de coalizão é a pulverização de favores a líderes políticos de diversos partidos em um troca-troca que envolve ministérios, secretarias e cargos de chefia em estatais em favor de apoio nas casas parlamentares e no aparelhamento do Estado.

A esse tenebroso cenário se soma uma outra coalizão que em nada respeita o direito do cidadão à informação e à liberdade de expressão. Desde que assumiu a presidência da república, interinamente, depois definitivamente, o governo Michel Temer elevou, sem qualquer constrangimento, as verbas publicitárias para a grande mídia oligárquica que produz as manchetes que informam e desinformam a maior parte da população brasileira. Essas empresas são: as Organizações Globo, as editoras Abril e Caras, os grupos Folha/UOL, Estadão e Band.

Inicialmente, o leitor precisa saber que as verbas publicitárias são um importante ferramenta de qualquer governo para falar com a população. Por meio da propaganda, o povo é informado de campanhas de vacinação, projetos sociais, ações educativas, alterações de regras da previdência social, dos prazos para pagamentos de impostos, entre outros. Portanto, quanto mais municípios forem abrangidos, maior será a população a receber a mensagem.

Contudo, o governo de Michel Temer retoma uma velha prática comum às administrações de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), quando a regra era dar muito a poucos, reproduzindo uma antiga característica que marca a desigualdade em nossa sociedade. Ao deixar a presidência da república, Fernando Henrique chefiava um governo que pagava cerca de R$ 2,3 bilhões ao ano a 499 veículos de mídia (redes de TV e rádio, jornais, revistas e outros). Com esse número de empresas, as verbas publicitárias se concentravam bastante nos cofres da Globo e da Abril.

A partir de 2003, quando Lula assumiu o comando do governo federal, houve uma maior partilha das verbas usadas para as propagandas, sem que houvesse aumento significativo do total investido. Isso significa que mais receberam menos, ou seja, foi dado um passo em direção a um melhor equilíbrio (que na prática não chegou a se concretizar). Com menos dinheiro recebido do governo, a editora Abril encabeçou uma cruzada contra os governos do PT, mas não foi a única.

Nos dias 14 de junho e 29 de setembro, a Folha publicou textos que tratavam do corte de verbas publicitárias para blogs considerados “pró-PT” por parte do governo Temer, sem citar os valores aumentados das mesmas para Globo, Abril, Caras, Band, além de empresas do Grupo Folha, como o próprio jornal Folha de S. Paulo e o UOL. Essa atitude que fere a liberdade de expressão foi o suficiente para que o jornalista Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho, investigasse os números disponibilizados no site da Secom (Secretaria de Comunicação Social ligada à presidência da República).

A generosidade com a mídia oligárquica é indecente porque, ao mesmo tempo,  o governo de Temer se empenha na sedução de parlamentares para obter a aprovação da PEC 241, com o discurso hipócrita de que é necessário cortar despesas para diminuir o endividamento público do Estado, atingindo setores fundamentais da sociedade como a saúde e a educação.

Diferente de um presidente que chega ao poder encabeçando uma chapa eleitoral e expondo o seu plano de governo, que após o pleito vencido organiza uma coalização com as legendas partidárias que o apoiaram, o atual chefe do executivo federal agora paga a conta a quem o ajudou a vencer uma eleição indireta armada em um julgamento político amplamente fomentado por conglomerados de mídia que se sentem muito confortáveis em um desigual seleto clube de poderosas empresas acostumadas com o monopólio da informação.

Enquanto o governo propõe cortes de investimento na saúde pública pelos próximos 20 anos, apenas entre maio e agosto de 2016 (período de Michel Temer na presidência) as Organizações Globo receberam mais de R$ 15,8 milhões.

No mesmo período, enquanto o governo de Temer se esforça para tornar mais duras as regras de aposentadoria, o UOL recebeu mais de R$ 691 mil, a Folha, mais de R$ 426 mil, somando a apenas essas duas empresas do Grupo Folha uma quantia superior a R$ 1,1 milhão.

Ao mesmo tempo em que o governo Temer propõe dificultar o acesso ao seguro-desemprego e sinaliza com a perda de outros direitos trabalhistas, as editoras Caras e Abril recebem mais de R$ 1,3 milhão e R$ 350 mil, respectivamente.

Enquanto uma parte da sociedade se mobiliza para discutir o que representa a PEC 241 para a educação pública nas duas décadas seguintes, o governo Temer paga, com dinheiro público, mais de R$ 3 milhões para o Facebook e mais de R$ 616 mil para o Twitter veicularem propagandas governamentais.

Quase 1,3 milhão em quatro meses

Depois de um governo Dilma Rousseff que parou de pagar publicidade em jornais impressos em 2015, essas empresas voltaram a receber verbas para as suas publicações. Entre maio e agosto de 2016, O Globo recebeu mais de R$ 331 mil; o Estadão, R$ 307 mil; a Folha, R$ 303 mil; o Valor, R$ 347 mil.

São esses mesmos veículos de mídia que tentam convencer o cidadão da necessidade de cortes no orçamento em setores que não representam custos (como a saúde e a educação), mas investimentos no que há de mais importante em uma nação: a sua população. No retrocesso do governo Temer, corremos o risco de vivermos um Estado que governa apenas para o próprio Estado, o que na prática é uma mal disfarçada forma de oligarquia maquiada com algumas pinceladas de democracia a cada dois anos, de eleição a eleição.

Enquanto o governo Temer tira a velha mídia oligárquica do vermelho para conduzir a população mais desassistida a décadas de incertezas em setores fundamentais do bem estar social, importantes pontos para uma verdadeira transformação do país, bem como para recuperação da sua economia, são ignorados por quem prefere que os pobres paguem a conta por contínuas irresponsabilidades fiscais de governos de diferentes vertentes ideológicas, nos quais se incluem a antiga Arena, o PMDB, o PSDB, o PT e os partidos menores que colaboraram com essa situação em nome de uma coalizão, que bem poderia ser traduzida como um troca-troca lesivo aos interesses do povo.

Mesmo com toda a verba publicitária despejada nos cofres da Globo, da Abril, da Folha/UOL, do Estadão, da Band, do Facebook, do Twitter, entre outros, vai ser difícil para Michel Temer explicar as seguintes questões:

  • Com o teto que limita o investimento na educação pelos próximos 20 anos, como as escolas públicas receberão as crianças diagnosticadas com microcefalia e infectadas com o vírus zika, que exigirão um trabalho especial por parte dos educadores?

  • Com o envelhecimento da população brasileira, como o SUS atenderá uma demanda crescente de pacientes com caros tratamentos para doenças crônicas?

  • O governo federal não pensou em propor uma PEC para congelar os salários dos políticos por 20 anos?

  • Ou para extinguir as privilegiadas aposentadorias para políticos e pensões para os dependentes daqueles que serão eleitos a partir de 2018?

  • Ou rever a carga tributária tão agressiva para os pobres e tão branda para os ricos?

  • Ou a taxação de grandes fortunas e de heranças?

Sem respostas a essas perguntas essenciais, nos embasbacamos com a grande mídia fomentando o debate que divide o Brasil em PSDB e PMDB de um lado e PT de outro. Nesse pobre roteiro de bang-bang sem mocinhos, qualquer cidadão mais crítico há de perceber que todos deram provas de incompetência na condução do país.

Concomitantemente, é com dinheiro público que revistas, jornais e redes de televisão produzem textos para definir uma primeira-dama como bela, recatada e do lar, bem como para conduzir debates para convencer o cidadão assalariado de que ele precisa renunciar a direitos para ajudar o Brasil a melhorar a sua situação financeira. Com a distribuição de verbas publicitárias e com uma mídia menos combativa, o governo com sua retórica vazia segue dando maus exemplos.

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Pablo Antunes é psicólogo e escritor. Publica o blog LiteromaQuia

Na mosca

POR ANTONIO JOSÉ SOARES, no Facebook

Belém está sendo supostamente administrada por um prefeito cassado; o Pará, agora, por um governador também cassado; o Brasil pode ter o seu presidente ilegítimo também cassado. No Rio de Janeiro, o ex-governador está preso e o governador pode ter o mesmo destino. A cidade de São Paulo caiu nas mãos de quem caiu. O Tribunal de Contas carioca está quase todo na cadeia. A maioria do Congresso Nacional foi denunciada nas delações premiadas da Lava Jato. O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acaba de ser condenado a 15 anos de cadeia. Juízes corruptos, ministros safados… Não temos mais nem a quem nos queixarmos, pois até o bispo (Crivela) também está atolado em falcatruas. 

Leão conquista uma nova musa

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A fotografia da atriz Paolla Oliveira vestindo a tradicional camisa azul-marinho do Clube do Remo causou furor nas redes sociais nesta quinta-feira, 30, compartilhada pelos torcedores azulinos em todo o país. Foi postada nas redes sociais pela atleta de judô e artes marciais Érica Paes, que é instrutora de luta da atriz, estrela da nova novela da Rede Globo, “A Força do Querer”.

Paolla adotou a camisa depois de ver a azulina Érica usando sempre o uniforme oficial do Leão. Érica é prima da atriz (e remista também) Dira Paes.

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Leão sofre para vencer o Peixe

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POR GERSON NOGUEIRA

Foi muito mais difícil do que se imaginava. Favorito no papel, o Remo sofreu para vencer o Santos-AP por 2 a 1, ontem à noite. Depois de um início atrapalhado, o Leão chegou à vitória já ao final da partida, estabelecendo a vantagem mínima (e perigosa) nas quartas de final da Copa Verde. Edgar voltou ao time e, com duas assistências perfeitas, foi decisivo. Ele e Gabriel Lima foram os melhores da equipe.

O time amapaense não se retrancou, nem se intimidou com o favoritismo remista. Sob as ordens de seu próprio presidente, o Santos tratou de acalmar o jogo desde o começo, defendendo-se sem afobação.

A lentidão excessiva do Remo facilitou ainda mais o trabalho defensivo do adversário, que se fechava e saía em contra-ataques bem articulados, puxados por Fabinho e Balão Marabá.

Com Val Barreto no centro do ataque e Edgar e Gabriel pelos lados, além das subidas de Léo Rosa, o Remo teoricamente reunia todas as condições para envolver o Santos, mas não foi o que aconteceu. O time acusou o desgaste do clássico com o Papão e não rendeu o esperado.

O problema principal estava na construção das jogadas. Pouco inspirado e bem marcado, Eduardo Ramos não produzia o suficiente para surpreender a marcação. Diante disso, o Remo apelava para os passes longos de Marquinhos e cruzamentos que eram sempre abafados pela zaga.

Aos 31 minutos, o Santos chegou lá. Fabinho iniciou contragolpe rápido e a bola foi lançada na área, achando o centroavante Luciano livre para marcar.

O gol obrigou o Remo a acelerar o ritmo, mas a troca de passes era sempre defeituosa. Os arremates não levavam perigo. Val Barreto não se movimentava e era facilmente anulado. Ninguém no Remo parecia perceber que o melhor caminho rumo ao gol era com as jogadas de tabelinha, buscando a infiltração na área.

Depois de muita insistência, o gol de empate caiu do céu aos 43 minutos, quando o desespero já se instalava nas hostes azulinas: Val Barreto chegou antes do goleiro para escorar um cruzamento rasteiro de Edgar.

Para o segundo tempo, o Remo voltou com mais disposição. Val Barreto e Ramos perderam boas chances antes dos 5 minutos. Aos 9, Edgar recebeu bom passe de Tsunami, mas isolou a bola com o gol escancarado.

Para tentar desatar o nó da meia-cancha, Josué Teixeira substituiu Marquinhos por Fininho, que passou a dividir a criação com Ramos, aumentando o poder de fogo azulino.

Gabriel quase desempatou aos 19. Cinco minutos depois, Fininho disparou de longa distância, mas Axel espalmou para escanteio. O goleiro voltaria a brilhar aos 28, defendendo cabeceio certeiro de Gabriel. Felipe entrou (jogando bem) no lugar de Val Barreto para reforçar o lado direito.

A impaciência já dominava o Remo quando Edgar driblou dois na esquerda e cruzou rasteiro para Henrique tocar para o gol, garantindo a vitória remista. O Santos ainda deu um imenso susto na torcida aos 44’, quando Denilson obrigou André Luís a uma grande defesa.

O Remo venceu, mas foi pouco produtivo e sentiu a falta de Flamel como meia-atacante. Com o placar apertado, o Santos joga agora por uma vitória simples e o jogo de volta será uma verdadeira batalha no Zerão.

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Juventude do Águia desafia o Papão

O Águia terá que superar hoje, no Zinho Oliveira, a invencibilidade de oito jogos do Papão na batalha para seguir em frente na Copa Verde. O último confronto entre os dois times, pela 5ª rodada do Campeonato Paraense, foi facilmente vencido pelos bicolores (3 a 0) no Mangueirão.

Acontece que, após essa derrota, o Águia subiu de produção e engatou uma sequência de boas apresentações, incluindo a maior goleada do Parazão (6 a 1 sobre o Cametá). Jovens apostas, como Tiago Mandií, Felipinho e Vinícius, passaram a mostrar qualidades, mudando a cara do time.

O Papão, que ainda busca convencer seu torcedor na temporada, vai atrás de um resultado que permita ter tranquilidade no jogo de volta em Belém. Boa oportunidade para Marcelo Chamusca mostrar que aprendeu a lição depois do enrosco que foi passar pelo Galvez na primeira fase.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 30) 

Problema eterno do país é que Congresso só representa os ricos

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POR LUIS FERNANDO VERÍSSIMO, em O Globo

“Há muito mais operários, trabalhadores no campo e empregados em geral — enfim, povão — do que a soma de todos os empresários, evangélicos, rentistas, latifundiários etc. do nosso Brasil. O que quer dizer que a grande, a eterna crise que vivemos, é uma crise de representatividade.

Minorias com interesses restritos têm suas bancadas amestradas no Congresso. A imensa maioria do país tem representação escassa, em relação ao seu tamanho, e o que passa por “esquerda” na oposição mal pode-se chamar de bancada, muito menos de coesa. Só a ausência de uma forte representação do povo explica que coisas como a terceirização e a futura reforma da Previdência passem no Congresso como estão passando, assoviando.

Os projetos de terceirização e reforma da Previdência afetam justamente a maioria da população, a maioria que não está lá para se defender. Li que a Lei das Privatizações vai ser mais “dura” do que sua versão original, que não agradou aos empresários. Os empresários pediram para o Temer endurecer. Os empresários têm o ouvido do Temer. O povo era um vago murmúrio, longe das conversas no Planalto.

Não há muita diferença entre o que acontece hoje e como era na Velha República, em que o país era governado por uma casta auto-ungida, que só representava a si mesma. Agora é até pior, pois a aristocracia de então não se disfarçava. Hoje, temos uma democracia formal, mas que também representa poucos, e se faz passar pelo que não é.”