Archive for novembro, 2012

O rúgbi está chegando

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30 de novembro de 2012 at 23:27 5 comentários

A hora da verdade para Lula e o PT

Por Ricardo Kotscho

“Por que o bloguista inexplicavelmente não conta nada sobre Rosemary e o possível envolvimento do ex-presidente Lula em algumas operações ilícitas? Aonde está a sua imparcialidade de jornalista?”, pergunta o leitor Fernando Aleador, em comentário enviado às 04h57 desta sexta-feira.

Tem toda razão o leitor.

Demorei para escrever e dar esta resposta porque, para mim, estes últimos foram os dias mais difíceis da minha já longa carreira, posto que os fatos envolvem não só velhos amigos meus, como é do conhecimento público, mas um projeto político ao qual dediquei boa parte da minha vida. Simplesmente, não sabia mais o que dizer. Ao mesmo tempo, não podia brigar com os fatos nem aderir à guerra de extermínio de reputações e de desmonte da imagem do ex-presidente Lula e do PT que está em curso nos últimos meses.

A propósito, escrevi no começo de novembro um texto que se mostrou premonitório sob o título “O alvo agora é Lula na guerra sem fim”, quando o STF consumou a condenação dos ex-dirigentes do PT José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. De uma hora para outra, a começar pelo julgamento do mensalão, até chegar às revelações da Operação Porto Seguro, o que era um projeto vitorioso de resgate da cidadania reconhecido em todo o mundo levou um tiro na testa e foi jogado na sarjeta das iniquidades.

“O que me intriga é saber por que agora, por que assim e por que tamanha insistência. É claro que o esforço para acabar com a corrupção é legítimo e louvável, mas não terminaram recentemente de sangrar o PT até a entrada do necrotério? Quem estaria sedento por mais?”, pergunta-se a colunista Barbara Gancia, na edição de hoje da Folha, e são exatamente estas as respostas que venho procurando para entender o que está acontecendo.

Talvez elas estejam na página A13 do mesmo jornal, em que se lê: “FHC acusa Lula de confundir interesses públicos e privados”. Em discurso num evento promovido pelo PSDB no Jóquei Clube de São Paulo, na quinta-feira, o ex-presidente pontificou, mesmo correndo o risco de falar de corda em casa de enforcado:

“Uma coisa é o governo, a coisa pública, outra coisa é a família. A confusão entre seu interesse de família ou seu interesse pessoal com o interesse público leva à corrupção e é o cupim da democracia”. Sem ter o que propor ao eleitorado, após sofrer três derrotas consecutivas nas eleições presidenciais, e perder até mesmo em São Paulo na última disputa municipal, o PSDB e seus alíados na mídia e em outras instituições nacionais agora partem para o vale-tudo na tentativa desesperada de eliminar por outros meios o adversário que não conseguem vencer nas urnas.

Nada disso, porém, exime o ex-presidente Lula e o PT de virem a público para dar explicações à sociedade porque não dá mais para fazer de conta que nada está acontecendo e tudo se resume a uma luta política, que é só dar tempo ao tempo.

A bonita história do partido, que foi fundamental na redemocratização do país, e a dos milhões de militantes que ajudaram a levar o PT ao poder merecem que seus líderes venham a público, não só para responder a FHC e às denúncias sobre a Operação Porto Seguro publicadas diariamente na imprensa, mas para reconhecer os erros cometidos e devolver a esperança a quem acreditou em seu projeto político original, baseado na ética e na igualdade de oportunidades para todos.

Chegou a hora da verdade para Lula e o PT. É preciso ter a grandeza de vir a público para tratar francamente tanto do caso do mensalão como do esquema de corrupção denunciado pela Operação Porto Seguro, a partir do escritório da Presidência da República em São Paulo, pois não podemos eternamente apenas culpar os adversários pelos males que nos afligem. Isso não resolve.

Mais do que tudo, é urgente apontar novos caminhos para o futuro, algo que a oposição não consegue, até porque não há alternativas ao PT no horizonte partidário, para uma juventude que começa a desacreditar da política e precisa de referências, como eu e minha geração tivemos, na época da luta contra a ditadura.

Conquistamos a democracia e agora precisamos todos zelar por ela.

30 de novembro de 2012 at 20:05 28 comentários

O passado é uma parada…

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Fernando Gogó de Ouro puxando o samba-enredo “Lua Cheia”, do Império de Samba Quem São Eles, no Carnaval de 1988 na Doca de Souza Franco. Tempo de grande rivalidade entre Quenzão e Rancho Não Posso Me Amofiná nos desfiles oficiais. Ao lado do cantor, o dono do trio Bensom, Bento Maravilha.

30 de novembro de 2012 at 19:27 2 comentários

Palmeiras homenageia Joelmir

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Homenagem especial que o Palmeiras vai prestar ao seu ilustre torcedor, o jornalista Joelmir Beting, que morreu na madrugada de quinta-feira. Essa camisa (foto acima) será usada pelo time na partida deste domingo contra o Santos, válida pela rodada final do Campeonato Brasileiro.

30 de novembro de 2012 at 10:33 8 comentários

Vote no mico da semana

Escolha seu mico preferido e justifique o voto:

1) Tiago Cametá, revelação das divisões de base do Remo, some do clube e reaparece no exterior. Seu advogado informa que o jogador vai exigir liberação na Justiça, alegando que está há três meses sem receber salários.

2) Em meio à campanha eleitoral no Paissandu, reaparecem as suspeitas quanto aos “cabritos” (associados fantasmas) em poder da situação no clube. Apesar do avanço na aprovação do voto dos sócios, há o risco de que a eleição seja fraudada. 

3) Empresário de Tiago Potiguar espalha boato de que o jogador tem propostas de vários clubes, esnoba suposto interesse do Santa Cruz e garante que até o Flamengo quer ficar com o atleta. O Rubro-Negro carioca não confirma proposta.

30 de novembro de 2012 at 2:07 26 comentários

Capa do Bola, edição de sexta-feira, 30

30 de novembro de 2012 at 1:49 8 comentários

Esperanças de mudança no Papão

Por Gerson Nogueira

As propostas de trabalho são diferentes em muitos pontos, mas os candidatos à presidência do Paissandu têm um discurso afinado quanto ao futuro do clube que um deles irá administrar a partir de janeiro. Victor Cunha, da Chapa Centenário, e Vandick Lima, da Novos Rumos, fizeram campanhas direcionadas a um colégio eleitoral de pouco mais de 1.000 associados.

A simples contagem dos eleitores sinaliza para um dos maiores problemas do clube: a pouca representatividade do quadro de sócios em comparação com o tamanho da torcida.

Mais grave ainda porque o Paissandu inaugura na eleição de hoje um procedimento mais democrático, ampliando o voto a todos os sócios. O avanço político deve corresponder, porém, à verdadeira vontade dos votantes.

A mancha representada pelos “cabritos” (sócios fantasmas), sempre presente nas eleições do clube, é um ponto cego que pode comprometer a legitimidade da chapa vencedora.

Como esse artifício sempre beneficiou a situação do clube fica a sensação de que o aperfeiçoamento institucional ainda requer medidas mais drásticas. O Conselho Deliberativo, que no Pará virou simples figuração, tem imensa responsabilidade quanto à lisura da eleição.

Quanto aos candidatos, há a esperança de que o vencedor represente efetivamente uma mudança na gestão do clube. Até mesmo Victor Cunha, indicado pelo presidente atual, demonstra disposição para romper com antigos dogmas, como a não remuneração de diretores. Promete, ainda, investir na construção de um centro de treinamento, item que nunca foi prioridade para os demais gestores.

Vandick, um ídolo da torcida, tem a chance de repetir a trajetória de Roberto Dinamite no Vasco, com possibilidades de superar o vascaíno em organização e transparência. Defende a profissionalização do departamento de futebol, promete a construção do CT e prioridade para as categorias de base. Para a massa não votante, a oposição é vista com mais simpatia, mas o retrospecto histórico não lhe favorece. A situação não perde eleição no clube há quatro décadas.

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Dívida (paga) com dois elencos

A lista de jogadores que firmaram acordo com o Remo – e tiveram as pendências pagas – dá pra formar dois times. As ações se referem à gestão Amaro Klautau e antecessores. Cabe ressaltar que a carpintaria dos acordos foi executada por Ronaldo Passarinho, responsável pelo departamento jurídico do Remo durante a gestão de Sérgio Cabeça. À coluna, com exclusividade, ele enviou a relação completa dos atletas que tinham litígio trabalhista com o clube:

Goleiros: Evandro, Alencar Baú e Ivair. Laterais-direitos: Levy e Lima. Zagueiros: Diegos Barros, Enio, Anelka e André. Laterais-esquerdos: Edinaldo, Marcelo Muller, Diego Nazareno e Márcio Loyola. Volantes e meias: Júlio Bastos, Mauricio Oliveira, Toninho, Rodrigo “Sarará”,  Fernando Goiano, Ricardo Oliveira, Rogério Belém, Vélber, Jobson, Eder de Leon, Ézio e Paulista. Atacantes: Felipe Mamão, Zé Carlos, Fábio Oliveira, André Leonel, Jailson, Barata e Renato Santiago. Técnico: Bagé. Preparador físico: José Jorge. Massagista: Bombinha. Supervisor: Márcio Sampaio.

Não chega a ser um elenco de primeira linha, mas nas arengas trabalhistas tinha poder de fogo para arrebentar com as finanças do Remo. Ronaldo, como guardião da área jurídica do clube, usou de toda sua expertise para resolver as coisas da melhor maneira. Uma façanha.

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Retorno ao estilo Felipão

Seleção Brasileira é realmente algo ainda muito apaixonante, apesar do desgaste dos últimos tempos. Uma simples frase de Felipão, durante a apresentação de ontem, gerou um bafafá nacional, provocando notas de repúdio do Banco do Brasil e do sindicato nacional dos bancários. Besteira.

Quem estava ligado na entrevista percebeu que houve uma pausa entre a frase sobre o BB e o restante do pensamento, sobre o “não fazer nada”. Óbvio que, como é praxe no Brasil, todo mundo gosta de tirar uma casquinha e pegar carona no noticiário.

De interessante mesmo na fala de Felipão foi o tom enfático quanto à obrigação de ganhar a Copa. Gosto disso, desse jeito despachado e direto. A maioria dos técnicos faz aqueles requebros verbais, foge do assunto e invoca respeito a adversários etc.

Por isso, entre outros aspectos, prefiro Felipão a Mano Menezes e Tite, dois craques na arte da enrolação. Nem Parreira, outro especialista em dissimulação, será capaz de conter a língua solta do treinador gaúcho. A CBF de Marin não sabe em que vespeiro está entrando. Vai ser divertido – e o Brasil vai ser campeão.

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Direto do blog:

“Pela farra de irregularidades e conchavos que é a organização do mundial na ‘terra brasilis’, não merecemos o caneco. Tudo o que há de mais abjeto no mundo do futebol e que hoje se pratica no Brasil, até com certa convicção, não pode ser premiado com o levantamento da taça no Maracanã em 2014”.

Por Daniel Malcher, cético quanto aos passos do Brasil na Copa.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 30)

30 de novembro de 2012 at 1:45 17 comentários

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