Re-Pa será às 15h30 e com ingressos mais caros

O Re-Pa decisivo do primeiro turno será realizado domingo, às 15h30, com público máximo de 25 mil espectadores no Mangueirão e preços estipulados em R$ 70,00 (arquibancada) e R$ 140,00 (cadeira). A renda será dividida pelos clubes e os sócios torcedores entram normalmente.

Outro acordo diz respeito à arbitragem, que será local. O árbitro será escolhido em sorteio, mas Dewson Freitas e Andrey da Silva e Silva poderão ser indicados pela FPF. O Paissandu retirou o veto aos dois apitadores.

As definições saíram depois de várias reuniões e de alguns impasses. A Polícia Militar queria o jogo pela manhã, mas os clubes não aceitaram. Depois, surgiu a proposta de adiar o clássico por uma semana para dar tempo de viabilizar o acesso pela Augusto Montenegro, mas por maioria de votos a ideia foi descartada.

Enquete aponta Vandick como o maior ídolo bicolor

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Por ampla vantagem, Vandick foi escolhido o maior ídolo da história do Papão na enquete promovida pelo blog desde o sábado, 20/02, até hoje. O artilheiro recebeu 225 votos (55.28%). Em segundo lugar, ficou Quarenta, com 67 votos (16.46%). Em terceiro, veio Robgol com 64 votos (15.72%). Zé Augusto foi o quarto, com 15 votos (3.69%). O quinto colocado, Chico Spina, recebeu 11 votos (2.7%).
O goleiro Ronaldo mereceu 7 votos (1.72%), ficando na sexta posição. Cacaio veio a seguir, com 6 votos (1.47%). Iarley foi o oitavo colocado, com 5 votos (1.23%). Bené ficou em 9º lugar, com 4 votos (.98%). E Dario foi o décimo, com 3 votos (0.74%). No total, 407 internautas participaram da enquete. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo) 

Re-Pa pode ser realizado pela manhã

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Em reuniões que estão acontecendo durante toda a segunda-feira, dirigentes de Remo, Paissandu, FPF, Polícia Militar e Bombeiros discutem o horário do clássico Re-Pa de domingo e a capacidade de público para o estádio Jornalista Edgar Proença. Nas semifinais, foi liberada a venda de 25 mil ingressos. Para a decisão do turno, os clubes reivindicam a ampliação desse limite.

Com a possível liberação de todo o entorno do Mangueirão, facilitando o acesso dos torcedores, é provável que seja autorizado o limite de 30 mil espectadores. Quanto ao horário, a Polícia Militar defende que o jogo seja realizado pela manhã, mas os dirigentes dos clubes são contrários à ideia. (Fotos: MÁRIO QUADROS)

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As lições das semifinais

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POR GERSON NOGUEIRA

As semifinais do primeiro turno, disputadas no sábado e no domingo, deixaram claro pelo menos um aspecto deste Campeonato Paraense: a dupla Re-Pa não está nadando de braçada em relação aos demais competidores. Pelo contrário, o equilíbrio reina, tanto que nas duas decisões deu empate no tempo normal e o vencedor teve que sair na cobrança de penalidades.

Tanto Remo, que superou o Independente, quanto o Papão, que passou pelo Águia, encontraram inúmeras dificuldades nos dois confrontos. Um e outro não conseguiram se impor perante os adversários interioranos. Os dois empates – justos do ponto de vista técnico – atestam isso.

A tese de que o Papão 100% era um time quase pronto fez água ontem no Mangueirão. O Águia foi superior no primeiro tempo e o Papão sentiu o impacto da perda do volante Ricardo Capanema e do principal organizador, Celsinho, expulso depois de um sururu com Charles e Ednaldo.

A convicção de que o Remo não tem um time afinado se confirmou plenamente no sábado à noite, quando o Independente se posicionou com mais clareza e articulação na defesa e no ataque, levando ainda ampla vantagem nas ações de meia-cancha.

As duas torcidas comemoram com gosto a classificação à final do turno. Objetivamente, é o que mais importa. Vencer a primeira metade do campeonato já garante uma vaga na Copa do Brasil e representa passo importante para a conquista do campeonato.

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De mais a mais, torcedor festeja até vitória no palitinho ou no bilharito, mas o fato é que a análise do desempenho dos grandes da capital nas semifinais não pode omitir a baixa produtividade nos dois jogos.

Comentei Remo x Independente na Rádio Clube e sofri críticas de alguns torcedores por ser aparentemente rigoroso demais na avaliação da atuação azulina. É natural que a opinião do analista por vezes entre em choque com a empolgação do torcedor e desagrade a técnicos, jogadores e dirigentes.

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Não analiso um jogo apenas pelo resultado final. Observo e comparo planos táticos e atuações, levando em conta o comportamento individual dos jogadores e a produção coletiva de cada equipe. A partir daí, formulo minha opinião. O que vi sob o temporal de sábado no estádio Jornalista Edgar Proença foi um embate parelho, com o Independente sempre mais objetivo e consciente. Depois que perdeu o ala Jaquinha (lesionado), Lecheva apostou tudo nas ações pelo meio, com Fabrício e Alexandre adiantados, enquanto Billy e Dudu ficavam na proteção à zaga.

Do lado remista, os volantes não davam conta de atrapalhar os meias do Independente, muito menos de proteger o lado direito da defesa, onde Murilo sofreu com Chaveirinho no segundo tempo. Monga se afastou do duelo direto com os zagueiros e adotou posição mais recuada, onde teve vida mansa, pois os marcadores do Remo não conseguiam detê-lo.

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Pouco entrosado e sem repertório de jogadas, o Remo vive do voluntarismo de Eduardo Ramos e Ciro, algumas vezes ajudados por Léo Paraíba, que tem a missão de ajudar Levy no bloqueio. Apesar do esforço, Léo foi decisivo, cruzando da esquerda para a finalização perfeita de Ramos no segundo pau no lance do belo gol do Leão. Pelas dificuldades e na emoção natural desencadeada pelas penalidades, a classificação incendiou a galera.

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Ontem, a situação foi mais ou menos parecida, embora sem gols no tempo normal. A Fiel saiu em êxtase do Mangueirão com a vitória nos penais.

O jogo, porém, foi difícil e tecnicamente muito truncado. Na metade inicial, o Papão viu o Águia ameaçar em várias ocasiões. Flamel deixou Joãozinho na cara do gol por três vezes, mas o atacante escorregou uma vez e chutou errado nas outras duas.

Quando Celsinho saiu, o time evidenciou limitações que os jogos anteriores só esboçavam. A defesa insegura com Gilvan e Lombardi, com laterais muito afoitos. No meio, só prevalecia a tranquilidade de Augusto Recife. Mas faltavam jogadas agudas pelo meio.

Com Flamel bem vigiado, o Águia apenas se defendia na etapa final. Vieram mais três expulsões (duas do lado marabaense), colocando 9 contra 8 e deixando o campo ainda maior para o pouco futebol mostrado.

Mais confiante e inteiro fisicamente, o Papão foi á frente e chegou a ensaiar um sufoco. Betinho e Cearense desperdiçaram grandes chances, dentro da área, mas o Papão não conseguia jogar coletivamente, errando muitos passes e revelando insegurança por parte de alguns jogadores.

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Fabinho Alves, pela insistência com as jogadas de linha de fundo, sempre em velocidade, terminou como o principal destaque de uma equipe que confirmou sua dependência em relação a Celsinho, que ontem estava nervoso em excesso, a ponto de sair no tapa. Sem ele, o talento some da faixa central e até as cobranças de falta não frutificam.

Com raça e determinação, o Papão garantiu lugar na final. Destaque para a excelente performance de Emerson, que coroou a boa atuação com duas defesas fundamentais na série de penalidades.

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Dos dois grandes espera-se sempre mais, até porque são os principais representantes do Estado nas competições nacionais e precisam ter times competitivos não só para o Parazão, mas o restante da temporada. Pelo que se observa, será preciso evoluir muito. (Fotos: MÁRIO QUADROS)

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Um Re-Pa para aquecer o campeonato

Por tudo o que rolou nas semifinais, o Re-Pa do próximo domingo será mais equilibrado do que nunca. O clima de rivalidade volta com toda força e até os perrengues de acesso ao Mangueirão ficam em segundo plano.

Mas o equilíbrio se revela até na situação dos times. Além de não contar com titulares importantes – Celsinho e Christian –, o Papão pode perder Ricardo Capanema, que saiu lesionado. O Remo não terá o zagueiro Max.

Muito mais que as ausências, os técnicos terão que se preocupar com as presenças. E os times que terminaram as duas semifinais precisam de ajustes e não podem ficar reféns das individualidades.

Quando um time de futebol vive em função de um ou dois jogadores, costuma fraquejar do ponto de vista coletivo. É exatamente o que sucede hoje com a dupla Re-Pa, que precisa se libertar (no sentido coletivo) das dependências óbvias por Eduardo Ramos e Celsinho.

De qualquer maneira, o clássico vem em boa hora e pode dar novo gás a um campeonato que até o momento ainda deixa muito a desejar.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 29)

Semifinal Leão x Galo teve mais pagantes; Papão x Águia teve mais credenciados

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A renda de Paissandu e Águia foi de R$ 316.480,00, com 11.724 pagantes e 2.129 credenciados. Público total no Mangueirão: 13.853 espectadores.

No jogo de sábado, Remo x Independente, foram 11.794 pagantes, 1.625 credenciados e um total de 13.419 presentes.

Em termos de público pagante, a semifinal de sábado teve 70 torcedores a mais.

Papão x Águia – comentários on-line

Campeonato Paraense 2016 – Semifinal do turno

Paissandu x Águia – estádio Jornalista Edgar Proença, 16h

Rádio Clube _ IBOPE_ Segunda a Sexta _ Tabloide

Na Rádio Clube, Cláudio Guimarães narra; Rui Guimarães comenta. Reportagens – Carlos Gaia, Dinho Menezes, Paulo Henrique, Francisco Urbano, Saulo Zaire. Banco de Informações – Adilson Brasil e Fábio Scerni.