Archive for abril, 2015

Remo x Cuiabá (comentários online)

Copa Verde 2015 – final (primeiro jogo)

Remo x Cuiabá – estádio Jornalista Edgard Proença, às 19h40

Rádio Clube _ IBOPE_ Segunda a Sexta _ Tabloide

Na Rádio Clube, Valmir Rodrigues narra; Gerson Nogueira comenta. Reportagens – Paulo Caxiado, Valdo Sousa, Paulo Fernando. Banco de Informações – Fábio Scerni

30 de abril de 2015 at 16:57 150 comentários

Muito mais que um jogo

POR GERSON NOGUEIRA

Dez anos depois, o Remo chega à final de uma competição interestadual importante. A última vez em que isso ocorreu foi em 2005, no Campeonato Brasileiro da Série C. Na ocasião, participou de uma decisão em quadrangular que envolvia América-RN, Novo Hamburgo e Ipatinga, saindo vencedor no final.

Quando se passa uma década sem que uma agremiação centenária e de tanta tradição dispute o título de competição relevante surgem, naturalmente, alguns questionamentos. O que aconteceu nesse período? Por que o clube não se estruturou para buscar grandes vitórias e por que se acostumou com o jejum de títulos?

Uma explicação responde a todas essas perguntas. Ao longo de boa parte dessa década perdida o Remo mergulhou em gestões malfadadas e incompetentes, algumas até criminosas, sofrendo duramente as consequências disso.

unnamed (70)Foi uma década de grandes prejuízos, pouquíssimos momentos para festas. O clube perdeu prestígio junto à elite do futebol brasileiro, ficou sem divisão e também sem dinheiro. Perdeu até o respeito das equipes emergentes dentro e fora do Pará. Só sobreviveu mesmo pela força de sua torcida, uma das mais apaixonadas do país.

Esse rápido inventário serve para ressaltar o extremo valor que a Copa Verde tem hoje para o Remo. Não apenas pelo simbolismo que envolve uma eventual conquista, mas pelo resgate da imagem do clube e da autoestima do torcedor.

O fato adicional de a vaga de finalista ter sido conquistada em cima do Papão é um combustível a mais a empolgar os azulinos. Vale sempre lembrar que os 10 anos de fila adquirem uma carga ainda mais negativa se comparados à caminhada do tradicional rival, que neste período se impôs, conquistou mais títulos e se manteve nas divisões nacionais, apesar de alguns erros no percurso.

Vencer a Copa Verde é para os azulinos um passo fundamental para deixar para trás a era das vacas magras. Pelo menos é assim que a torcida vê as coisas. Os dirigentes nem sempre mostraram grande entusiasmo. Houve um deles que afirmou, logo depois da derrota para o Papão no primeiro jogo da semifinal, que o torneio não tinha maior importância e não era prioridade. Certamente mudou de ideia nos últimos dias diante do entusiasmo que toma conta de todos no clube.

Disciplina tática e comprometimento

No Re-Pa que decidiu o returno do Parazão, Cacaio manteve a ofensividade do time escalando dois meias e dois atacantes. Em alguns momentos da partida, chegou a ter cinco jogadores na frente – um verdadeiro recorde nestes tempos de devoção à cautela tática. O próprio Papão entrou com três volantes e apenas um armador (Carlinhos), só alterando sua configuração ofensiva quando teve que correr em busca do empate.

Desde que Cacaio assumiu o comando, o Remo passou a jogar sempre com dois volantes, normalmente Dadá e Ilaílson. Contra o Papão, usou o jovem Ameixa e deslocou Ilaílson para a lateral-direita. Para hoje, não poderá contar com Dadá, suspenso. Com isso, o setor de marcação deverá ter Ilaílson e Ameixa, com Ratinho e Eduardo Ramos na armação. Para o ataque, o mais provável é que Bismarck seja mesmo o companheiro de Rafael Paty.

O Remo vem jogando assim há menos de um mês e está invicto desde o clássico que abriu a semifinal da Copa Verde. Os jogadores assimilaram rapidamente as orientações de Cacaio. Os resultados (mesmo aqueles improváveis) aconteceram e reforçaram o elo. Além da obediência ao esquema traçado, todos se empenham na marcação. O principal diferencial do time tem sido esse comprometimento. Não há de ser diferente hoje à noite contra o Cuiabá.

————————————————————

Camisa 10: a prioridade no Papão

A dupla eliminação, no Parazão e na Copa Verde, só teve um aspecto a ser comemorado na Curuzu: antecipar os preparativos para o Brasileiro da Série B. O time ficou livre para treinar e pensar exclusivamente na competição mais importante da temporada.

Como consequência natural do insucesso nas duas competições, o elenco foi submetido a uma rigorosa avaliação individual de rendimento. Atletas foram desligados e outros ainda poderão sair. Até o momento, nenhuma surpresa na lista. As dispensas têm seguido um critério justo: só fica quem mostrou qualidades.

Por outro lado, cresce a preocupação com os reforços. Os setores de defesa e marcação têm sido mais contemplados até aqui, com Gualberto, João Lucas, Fahel e Gilson.

Para o ataque, por enquanto, nenhum novo nome garantido. E para cuidar da criação a equipe continua a depender de Rogerinho e Carlinhos. Ambos, ao longo deste primeiro quadrimestre, não deram a confiabilidade necessária ao setor. Dado Cavalcanti continua precisando de um bom camisa 10 para encarar a maratona da Série B.

————————————————————

O adeus do homem que calou o Maraca

Não foi só Obdúlio Varela. Outro negro também fez o Maracanã silenciar. Valmir Louruz vai ficar com o nome eternizado no futebol pela façanha de calar quase 100 mil alvinegros no Maracanã, em 1999, por ocasião da final da Copa do Brasil entre Botafogo e Juventude.

Depois de vencer em Caxias do Sul, ele foi ao Rio disposto a segurar o empate. E fez isso com rara competência. Bebeto, Rodrigo e outros bons atacantes do Fogão não conseguiram furar o bloqueio montado por Louruz e o Juventude festejou o título no então “maior do mundo”.

No futebol paraense, Louruz treinou a Tuna (1996) e o Papão (1997). Dirigiu outros times de porte médio em todo o Brasil e trabalhou ainda no futebol árabe e no Japão. Vivia em Porto Alegre, era discreto e jamais teve grandes preocupações com marketing. Morreu ontem, aos 71 anos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 30)

30 de abril de 2015 at 16:54 4 comentários

Meia paulista é o novo reforço bicolor

20150430_153655destaqueA diretoria do Paissandu anunciou em seu site oficial uma nova contratação para a Série B. O reforço é Carlos Alberto, meia paulista de 27 anos, que teve passagens pelo Luverdense, Corinthians, Atlético-PR, Portuguesa e Santa Cruz. O meia falou aos torcedores: “Estou muito feliz em ter essa oportunidade de mostrar o meu trabalho aqui no Paysandu. Agora tenho esta grande chance na minha carreira, que eu quero agarrar com todas as forças”, disse o jogador.

Carlos Alberto disse também que a torcida pode esperar muita vontade e garra para vencer. “Eu costumo dizer que não gosto de perder nem no rachão, então o torcedor bicolor pode esperar de mim um cara que vai estar sempre batalhando dentro de capo em busca da vitória. Sou voluntarioso e gosto também de atacar. Espero muito que o torcedor nos apoie nessa campanha que vamos fazer na Série B”.

O atleta será submetido a exames médicos e físicos no estádio da Curuzu, sob a supervisão dos departamentos Médico e de Fisiologia do clube, e será apresentado oficialmente à imprensa neste sábado (02).

30 de abril de 2015 at 16:52 6 comentários

Twitter oficial do Papão incentiva o Cuiabá

unnamed

30 de abril de 2015 at 16:47 14 comentários

Capa do Bola, edição de quinta-feira, 30

unnamed (80)

30 de abril de 2015 at 1:23 21 comentários

A sentença eterna

7ef064dc-5728-4fd1-9962-5db7c0d13bb7-medium

30 de abril de 2015 at 1:23 1 comentário

Capa do DIÁRIO, edição de quinta-feira, 30

unnamed (41)

30 de abril de 2015 at 1:22 1 comentário

Posts antigos


CONTAGEM DE ACESSOS

  • 7,279,669 visitantes

Tópicos recentes

gersonnogueira@gmail.com

Junte-se a 12.713 outros seguidores

VITRINE DE COMENTÁRIOS

Jorge Paz Amorim em Mais que mil palavras
Antonio Oliveira em Mais que mil palavras
Jorge Paz Amorim em Mais que mil palavras
Nelson Albuquerque em Rock na madrugada – John…
Antonio Valentim em O adeus do Rei da Comédia

ARQUIVOS DO BLOG

FOLHINHA

NO TWITTER

GENTE DA CASA

POSTS QUE EU CURTO


%d blogueiros gostam disto: