Muito mais que um jogo

POR GERSON NOGUEIRA

Dez anos depois, o Remo chega à final de uma competição interestadual importante. A última vez em que isso ocorreu foi em 2005, no Campeonato Brasileiro da Série C. Na ocasião, participou de uma decisão em quadrangular que envolvia América-RN, Novo Hamburgo e Ipatinga, saindo vencedor no final.

Quando se passa uma década sem que uma agremiação centenária e de tanta tradição dispute o título de competição relevante surgem, naturalmente, alguns questionamentos. O que aconteceu nesse período? Por que o clube não se estruturou para buscar grandes vitórias e por que se acostumou com o jejum de títulos?

Uma explicação responde a todas essas perguntas. Ao longo de boa parte dessa década perdida o Remo mergulhou em gestões malfadadas e incompetentes, algumas até criminosas, sofrendo duramente as consequências disso.

unnamed (70)Foi uma década de grandes prejuízos, pouquíssimos momentos para festas. O clube perdeu prestígio junto à elite do futebol brasileiro, ficou sem divisão e também sem dinheiro. Perdeu até o respeito das equipes emergentes dentro e fora do Pará. Só sobreviveu mesmo pela força de sua torcida, uma das mais apaixonadas do país.

Esse rápido inventário serve para ressaltar o extremo valor que a Copa Verde tem hoje para o Remo. Não apenas pelo simbolismo que envolve uma eventual conquista, mas pelo resgate da imagem do clube e da autoestima do torcedor.

O fato adicional de a vaga de finalista ter sido conquistada em cima do Papão é um combustível a mais a empolgar os azulinos. Vale sempre lembrar que os 10 anos de fila adquirem uma carga ainda mais negativa se comparados à caminhada do tradicional rival, que neste período se impôs, conquistou mais títulos e se manteve nas divisões nacionais, apesar de alguns erros no percurso.

Vencer a Copa Verde é para os azulinos um passo fundamental para deixar para trás a era das vacas magras. Pelo menos é assim que a torcida vê as coisas. Os dirigentes nem sempre mostraram grande entusiasmo. Houve um deles que afirmou, logo depois da derrota para o Papão no primeiro jogo da semifinal, que o torneio não tinha maior importância e não era prioridade. Certamente mudou de ideia nos últimos dias diante do entusiasmo que toma conta de todos no clube.

Disciplina tática e comprometimento

No Re-Pa que decidiu o returno do Parazão, Cacaio manteve a ofensividade do time escalando dois meias e dois atacantes. Em alguns momentos da partida, chegou a ter cinco jogadores na frente – um verdadeiro recorde nestes tempos de devoção à cautela tática. O próprio Papão entrou com três volantes e apenas um armador (Carlinhos), só alterando sua configuração ofensiva quando teve que correr em busca do empate.

Desde que Cacaio assumiu o comando, o Remo passou a jogar sempre com dois volantes, normalmente Dadá e Ilaílson. Contra o Papão, usou o jovem Ameixa e deslocou Ilaílson para a lateral-direita. Para hoje, não poderá contar com Dadá, suspenso. Com isso, o setor de marcação deverá ter Ilaílson e Ameixa, com Ratinho e Eduardo Ramos na armação. Para o ataque, o mais provável é que Bismarck seja mesmo o companheiro de Rafael Paty.

O Remo vem jogando assim há menos de um mês e está invicto desde o clássico que abriu a semifinal da Copa Verde. Os jogadores assimilaram rapidamente as orientações de Cacaio. Os resultados (mesmo aqueles improváveis) aconteceram e reforçaram o elo. Além da obediência ao esquema traçado, todos se empenham na marcação. O principal diferencial do time tem sido esse comprometimento. Não há de ser diferente hoje à noite contra o Cuiabá.

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Camisa 10: a prioridade no Papão

A dupla eliminação, no Parazão e na Copa Verde, só teve um aspecto a ser comemorado na Curuzu: antecipar os preparativos para o Brasileiro da Série B. O time ficou livre para treinar e pensar exclusivamente na competição mais importante da temporada.

Como consequência natural do insucesso nas duas competições, o elenco foi submetido a uma rigorosa avaliação individual de rendimento. Atletas foram desligados e outros ainda poderão sair. Até o momento, nenhuma surpresa na lista. As dispensas têm seguido um critério justo: só fica quem mostrou qualidades.

Por outro lado, cresce a preocupação com os reforços. Os setores de defesa e marcação têm sido mais contemplados até aqui, com Gualberto, João Lucas, Fahel e Gilson.

Para o ataque, por enquanto, nenhum novo nome garantido. E para cuidar da criação a equipe continua a depender de Rogerinho e Carlinhos. Ambos, ao longo deste primeiro quadrimestre, não deram a confiabilidade necessária ao setor. Dado Cavalcanti continua precisando de um bom camisa 10 para encarar a maratona da Série B.

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O adeus do homem que calou o Maraca

Não foi só Obdúlio Varela. Outro negro também fez o Maracanã silenciar. Valmir Louruz vai ficar com o nome eternizado no futebol pela façanha de calar quase 100 mil alvinegros no Maracanã, em 1999, por ocasião da final da Copa do Brasil entre Botafogo e Juventude.

Depois de vencer em Caxias do Sul, ele foi ao Rio disposto a segurar o empate. E fez isso com rara competência. Bebeto, Rodrigo e outros bons atacantes do Fogão não conseguiram furar o bloqueio montado por Louruz e o Juventude festejou o título no então “maior do mundo”.

No futebol paraense, Louruz treinou a Tuna (1996) e o Papão (1997). Dirigiu outros times de porte médio em todo o Brasil e trabalhou ainda no futebol árabe e no Japão. Vivia em Porto Alegre, era discreto e jamais teve grandes preocupações com marketing. Morreu ontem, aos 71 anos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 30)

Meia paulista é o novo reforço bicolor

20150430_153655destaqueA diretoria do Paissandu anunciou em seu site oficial uma nova contratação para a Série B. O reforço é Carlos Alberto, meia paulista de 27 anos, que teve passagens pelo Luverdense, Corinthians, Atlético-PR, Portuguesa e Santa Cruz. O meia falou aos torcedores: “Estou muito feliz em ter essa oportunidade de mostrar o meu trabalho aqui no Paysandu. Agora tenho esta grande chance na minha carreira, que eu quero agarrar com todas as forças”, disse o jogador.

Carlos Alberto disse também que a torcida pode esperar muita vontade e garra para vencer. “Eu costumo dizer que não gosto de perder nem no rachão, então o torcedor bicolor pode esperar de mim um cara que vai estar sempre batalhando dentro de capo em busca da vitória. Sou voluntarioso e gosto também de atacar. Espero muito que o torcedor nos apoie nessa campanha que vamos fazer na Série B”.

O atleta será submetido a exames médicos e físicos no estádio da Curuzu, sob a supervisão dos departamentos Médico e de Fisiologia do clube, e será apresentado oficialmente à imprensa neste sábado (02).

PM do Paraná agride professores em greve

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Professores e servidores que estão hoje (29) na Assembleia Legislativa para acompanhar a votação de alterações na previdência do funcionalismo foram brutalmente agredidos pela Polícia Militar do governador Beto Richa (PSDB).

De acordo com o jornal paranaense Gazeta do Povo, que cobre os conflitos in loco, mais de 130 manifestantes estão feridos e oito encontram-se em estado grave. O SAMU divulgou que o número total de feridos é de 150 pessoas. Os que apresentam estado mais grave foram encaminhados para o hospital Cajuru, um deles com traumatismo craniano.

Foram utilizados blindados, bombas, balas de borracha, cães treinados e até um helicóptero para coibir os servidores. Um veículo do Batalhão de Fronteira do Paraná, que atua a 600km de Curitiba, foi deslocado para reforçar o cerco à Assembleia Legislativa.

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Diversos feridos estão sendo atendidos no meio da rua. O prédio da Prefeitura de Curitiba foi transformado em uma espécie de ambulatório para dar suporte aos atendimentos.

O gás lacrimogênio utilizado pela PM acabou entrando em um dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) do Centro Cívico. Os pais foram buscar as crianças. Segundo o diretor, os alunos ficaram muito assustadas.

As ambulâncias não foram suficientes e equipes da Guarda Municipal foram acionadas para ajudar no deslocamento dos manifestantes feridos. O prefeito Gustavo Fruet (PDT) disse que até o momento houve 34 pessoas encaminhadas ao hospital e que a ação do governo do estado tem um grau violência desnecessário. “Há dias a prefeitura vem alertando da desproporcionalidade da força.”

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O comandante da Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública afirmam policiais também ficaram feridos.

Guerra

O deputado federal Enio Verri disse que o cenário é devastador e fugiu do controle. “É uma atitude truculenta e absurda, ultrapassada, parece o Brasil do século 19. São trabalhadores organizados fazendo uma mobilização não para conquistar direitos, mas para não perdê-los. Eles (governo) não têm diálogo nenhum com o setor público e ainda por cima mandam colocar a polícia”, afirmou.

ParanaPrevidência

Os servidores públicos protestam contra o projeto de lei que promove mudanças no custeio do Regime Próprio da Previdência Social dos servidores estaduais – ParanaPrevidência.

O projeto foi aprovado em primeiro turno na sessão na tarde de terça-feira com 31 votos favoráveis e 20 contrários. O projeto de lei muda a fonte de pagamento de mais de 30 mil beneficiários para o Fundo Previdenciário.

Com isso, o governo deixa de pagar sozinho essas aposentadorias e a divide a conta com os próprios servidores, já que o fundo é composto por recursos do Executivo e do funcionalismo.

(Atualização | 18H20) – Mesmo com a greve e a pressão dos professores na porta da Assembleia Legislativa do Paraná, o projeto que propõe mudanças na Paranáprevidência foi aprovado pelos deputados estaduais. O governador Beto Richa (PSDB) tem maioria governista na casa.

Atacante do Dourado mostra otimismo para a final

Nesta quinta-feira, às 19h40, no estádio Mangueirão, Remo e Cuiabá começam a decidir a Copa Verde. O vencedor da competição nacional garante vaga na Copa Sul-Americana de 2016. O segundo duelo entre as equipes acontecerá no dia 07 de maio, às 22h, na Arena Pantanal.

unnamedPor valer vaga numa competição internacional, esses duelos diante do Remo estão sendo encarados como os mais importantes da história do Cuiabá, clube fundado em 2001. Em virtude disso, a concentração será total nesses compromissos. É o que garante o atacante Felipe Alves (foto). “O título da Copa Verde será de muita importância para nós jogadores e comissão técnica. É a primeira vez que o clube chega à final dessa competição. Sabemos de tudo que passamos para estar aqui. O Remo é uma grande equipe. Então, não pode ter erros, afinal é uma decisão”, declarou o camisa 11 do Cuiabá.

Até então, o Cuiabá está invicto na Copa Verde. Foram seis jogos com quatro vitórias e dois empates. Presente em todas as partidas da equipe mato-grossense na competição nacional, Felipe Alves enaltece a campanha e qualidade do time treinador por Fernando Marchiori. “Sabemos da nossa qualidade e se estamos invictos na Copa Verde é porque nossa equipe é bem postada taticamente e tem um entrosamento bom. Acho que se trata de uma equipe sempre ligada, que não dá vacilo e que tem um bom aproveitamento nas finalizações”, opinou o atacante titular do Cuiabá.

Dewson será o árbitro de Remo x Independente

O árbitro Dewson Freitas (Fifa-PA) apita a decisão do Campeonato Paraense neste domingo, 03, entre Remo x Independente. Ele foi escolhido em sorteio realizado na tarde desta quarta-feira, na sede da FPF. Terá como assistentes José Ricardo Coimbra e Luiz Diego Nascimento Lopes. O quarto árbitro será Andrey da Silva e Silva e o quinto, Olivaldo Moraes. (Com informações da Rádio Clube do Pará)

Vídeo com ex-garota de Del Nero complica repórter

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Depois que o vídeo íntimo da modelo Carol Muniz, gravado e divulgado por Thiago Asmar, ganhou repercussão na mídia, havia rumores de que a Globo demitiria o repórter esportivo. A emissora demorou para se pronunciar sobre o caso e quando o fez afirmou que não comentaria o assunto e que o jornalista não seria demitido, nem mesmo suspenso.

Globo se pronuncia sobre o caso do repórter Thiago Asmar

Thiago_Asmar_Memoria_um_GolMas parece que a Globo  mudou de ideia, desde que o vídeo virou notícia, o repórter sumiu da tela da emissora, onde participava do Esporte Espetacular e do Globo  Esporte. Inclusive, segundo o site Notícias da TV, uma série de reportagens especiais, apresentada por Thiago Asmar saiu do ar por tempo indeterminado.

Intitulada Memórias de um Gol, a série prometia recontar a história de gols marcantes dos principais clubes brasileiros, mas teve apenas um episódio no dia 5 de abril e nunca mais foi ao ar. A Globo nega que o quadro tenha saído do ar. Diz que Memórias de um Gol “não tem periodicidade definida, entrando esporadicamente no Esporte Espetacular”.

Ainda de acordo com a emissora, o quadro “não é feito apenas por um repórter”, mas pela “equipe de repórteres do Esporte da Globo“. Já Thiago Asmar, ao anunciar o lançamento do quadro em vídeo promocional disponível no site oficial, afirma que é o criador e apresentador do quadro. Procurado, Thiago Asmar não foi encontrado. Ele excluiu seus perfis nas redes sociais e não atende telefone. (Do Observatório da Televisão)