Welinton e Edinho à disposição de Dado

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Depois da eliminação na Copa do Brasil para o Fluminense, Dado Cavalcanti pelo menos recebeu boas notícias. O comandante do Paysandu contará com dois reforços importantes para o duelo deste sábado contra o Bragantino. O meia Edinho e o atacante Welinton Junior, que não puderam defender o time bicolor contra o Flu, estão à disposição para medir forças com a equipe paulistapela Série B.

E cheios de gás. Com o Paysandu cada vez mais perto do G4 em função dos bons resultados, eles não escondem qual o principal objetivo do clube. Um dos destaques do Papão até aqui, Welinton Junior quer o acesso para presentear a apaixonada torcida. “Infelizmente tive que ficar de fora contra o Fluminense por já ter jogado a Copa do Brasil. Mas estou de volta. Contamos com a presença da fiel bicolor que é fundamental para gente dentro de casa. Sempre fazem uma festa linda. Queremos buscar o acesso para dar essa alegria para eles, que são sensacionais”, disse o atacante.

O Papão tem, inclusive, chances de entrar no G4 já nessa rodada. Para isso tem que vencer o Bragantino. Edinho, no entanto, quer respeito total ao adversário. “Não podemos deixar esse nervosismo de entrar no G4 logo nos abalar. Precisamos pensar somente no duelo seguinte sempre, ter calma. E o Bragantino tem um bom elenco. Temos que aproveitar o embalo dessa torcida fantástica para conquistar a vitória sim, mas respeitando nosso adversário”, afirmou.

O duelo entre Paysandu e Bragantino acontece neste sábado, às 16h30, no Mangueirão. (Da AV Assessoria)

Caso Ilaílson ainda sob indefinição

O caso Ilaílson continua em banho-maria. O jogador se reuniu pela manhã com a diretoria do Remo, deixando praticamente firmada sua permanência no clube. À tarde, porém, o repórter Dinho Menezes (Rádio Clube) informou que haveria uma nova reunião na noite desta sexta-feira entre dirigentes do Paissandu e representantes do atleta. O encontro serviria para avaliar quantos meses o Remo está devendo de salários ao jogador e o real valor da multa rescisória (em contrato, R$ 500 mil).

Por precaução, a diretoria remista depositou os valores correspondentes ao FGTS e ao INSS do jogador. Quanto a salários, as informações divergem no Baenão. O fato é que Ilaílson não voltou mais ao clube e pode decidir entrar em litígio para obter sua liberação por via judicial.

Nota de esclarecimento

Abusos e leviandades através da internet estão passando dos limites do suportável. Acabo de ser informado sobre a divulgação de uma suposta conversa sobre o caso da transferência do jogador Ilaílson, do Remo. Informo aos que me seguem e conhecem, a título de esclarecimento, que as postagens são inverídicas. Publicamos no blog a notícia sobre a negociação, daí talvez tenha se originado a ilação leviana. Os fakes partem provavelmente das mesmas mentes desocupadas e criminosas que povoam as redes sociais com mentiras e ataques contra outros profissionais de comunicação, com o objetivo de semear o descrédito perante torcedores, clubes e opinião pública em geral. Esse comunicado é o meu posicionamento inicial. Os desdobramentos posteriores disso serão no campo jurídico, para que os responsáveis pela falsa acusação sejam devidamente responsabilizados. Criminosos têm que responder por seus crimes. Simples assim.

As 10 camisas de clubes mais vendidas no Brasil

Flamengo, com torcida em todo o país, e São Paulo, numeroso no estado mais rico, lideram listas de Centauro e Netshoes

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POR RODRIGO CAPELO, do blog Época Esporte Clube

Flamengo em primeiro lugar, alavancado pelo alto número de torcedores e simpatizantes em todo o Brasil. São Paulo em segundo, beneficiado por estar no estado mais populoso do país, cuja renda domiciliar per capita é a segunda mais alta, e ter trocado de fornecedora de materiais esportivos no período analisado. Este é o consenso quando se cruza as tabelas de camisas mais vendidas no primeiro semestre de 2015, de 1º de janeiro a 30 de junho, de Centauroe Netshoes, às quais ÉPOCA teve acesso com exclusividade.

Em terceiro lugar na Netshoes, bom parâmetro das vendas nacionais pela internet, aparece o Cruzeiro, duas vezes seguidas campeão brasileiro. Na lista da Centauro, por sua vez bom parâmetro das vendas nacionais em lojas físicas, os cruzeirenses ficam em quarto, depois do Corinthians. A Seleção, na loja online, é a quarta mais vendida, mas nem aparece nas dez mais na varejista física.

A análise fica mais divertida quando se compara, estado por estado, quais camisas saem mais – para ver o ranking completo daCentauro clique aqui, e para comparar com o da Netshoes, aqui.

Mas leve em conta, antes de zoar o colega, que as duas empresas carregam peculiaridades. Um comércio eletrônico não tem limitação de espaço. Ele pode expor quaisquer produtos para consumidores de todo o país ao mesmo tempo. A loja de tijolo e cimento, tem. Nela não há espaço para vender uniformes de todos os clubes, então o lojista prioriza os que vê mais potencial. As peças que vão para vitrines e ficam à frente em araras também tendem a vender mais. Esta é uma das explicações para a Centauro ter nos campeões estaduais mais times locais, e a Netshoes, mais estrangeiros.

Lembre-se que os compilados das varejistas não revelam volume (número de peças comercializadas), nem receita (dinheiro arrecadado pelos lojistas). Também faltariam dados de outras redes e das próprias lojas dos clubes e fornecedoras para se ter certeza sobre quem está à frente de quem. Feitas as ressalvas, vamos às listas.

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Tribuna do torcedor

POR LEOVEGILDO NEVES (leovegildoneves@bol.com.br)
Mais uma vez o Paysandu decepciona a torcida. Isso é histórico quando a torcida vai em peso. Foi assim com o Boca e o Macaé. No jogo do Boca foram distribuídas mais de 50 mil bandeirinhas, no jogo do Macaé e o de ontem tiveram mosaico. O Pikachu não tem a mínima condição de ser lateral. Os 4 gols tomados nos dois jogos foram pelo lado dele. o Pikachu deixa um buraco, pois chega atrasado quando volta do ataque. Teria que ter sempre uma cobertura. Agora entendo porque o Capanema fica exausto no final dos jogos, pois ele tem que cobrir o Pikachu. O PiKachu tinha que ser atacante, não lateral. Se for para o Flamengo, logo a torcida vai pegar no pé. E ainda ele fala que o time foi na empolgação da torcida. O que ele queria? Que a torcida ficasse calada?
Outra coisa, o Mangueirão não representa vantagem, pois é campo neutro, pois a torcida fica muito distante do campo. Tanto na horizontal como na vertical(fica empoleirada). É o único estádio do mundo que a arquibancada não chega no solo. Se fosse como as arenas da Copa aí sim seria pressão. Os juízes e bandeirinhas trabalham sem pressão. Como eu queria que fosse tirada a pista de atletismo e as arquibancadas chegassem ao solo. A pista é um “elefante branco”. O Paysandu joga em campo neutro no Mangueirão. Deveria jogar contra times de grande porte na Curuzu. Mas aí pesa o faturamento.
E já reparou que os jogos no Mangueirão são mais lentos que os demais jogos em outros estádios, que um passe curto a bola prende. Isso é devido a grama alta do Mangueirão. Todo mundo que vem jogar aqui reclama. Até os jogadores locais. Por que isso? Viu só o ritmo frenético do Vasco e Flamengo, um jogo extremamente rápido? Grama baixa. Aqui o jogo foi mais lento e os jogadores saíram extenuados.

Saudades da emoção

POR GERSON NOGUEIRA

A Copa do Brasil existe para dar ao futebol brasileiro um mínimo de emoção anual. Se o torneio não existisse, ficaríamos reféns do modelito comportado, bacaninha e justo dos pontos corridos nos campeonatos das séries A e B. Cada vez que vejo os jogos de mata-mata da Copa BR sinto saudades imensas daqueles tempos de finais eletrizantes nos certames nacionais, quando dois times chegavam ao jogo decisivo com chances de levantar a taça.

Nada substitui essa emoção que só as incertezas do futebol podem proporcionar ao torcedor. Nenhum outro esporte permite tamanha amplitude de possibilidades num simples jogo. A torcida paraense, ou parte dela, esteve até anteontem envolvida nesse roteiro imprevisível, por obra da boa campanha do Papão, que alcançou as oitavas-de-final da Copa.

Tarefa, diga-se, das mais difíceis desde que a competição passou a ter a participação dos clubes vindos da Taça Libertadores em flagrante prejuízo dos deserdados do mercado boleiro no país. Explico: antigamente, era possível que o Criciúma, o Juventude, Sport e o Paulista conquistassem o título. Hoje, com os grandões de volta, ficou complicado, daí a façanha alviceleste de chegar à quarta fase do torneio.

Mas o que me chamou atenção na super rodada de quarta-feira à noite foi a quase equânime redistribuição de lugares entre os menos aquinhoados da Série A. Não que eu esteja duvidando da veracidade dos jogos, todos disputados de maneira empedernida pelos times.

É que, por vias do acaso, o cambaleante Vasco viu-se triunfante sobre o Flamengo, o semi-emergente Palmeiras despachou o Cruzeiro, o Figueirense superou o Atlético-MG e o Santos passou pelo hiper mega poderoso Corinthians. Só não se fez justiça “social” com o Papão e o Ceará, garfado dentro de casa, mas aí já são outros quinhentos mil réis.

O desfecho da rodada ficou para a noite de ontem, quando o Internacional tinha tudo para confirmar a vaga diante do modesto Ituano, mas o fato indiscutível é que a Copa do Brasil já serviu pelo menos a um propósito: alegrar algumas torcidas que iriam passar os próximos meses apenas se lamuriando pelas desditas de seus clubes na Série A. Com alguma sorte, podem ter até mais emoções do que muitos medalhados que estão melhor posicionados no campeonato de pontos corridos.

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Outro azulino ameaça atravessar a avenida

unnamed (100)Depois de Jonathan e Leandro Cearense, outra proposta tentadora por parte do Papão pode fazer um outro azulino trocar o Baenão pela Curuzu. A bola da vez é o volante Ilaílson Aguiar. O jogador foi procurado por dirigentes do Papão, compareceu a uma reunião e recebeu uma oferta salarial que gira em torno de R$ 30 mil, segundo fontes próximas ao atleta. Um dos diretores do Remo soube da história e contatou Ilaílson, que teria confirmado o encontro e a negociação com os bicolores.

O fato é que o jogador está desmotivado no Baenão, por conta dos atrasos salariais e pela constante improvisação na lateral-direita pelo técnico Cacaio. Ilaílson ficou bastante interessado na proposta do Papão, embora não esconda a preocupação em não se indispor com os azulinos.

No Papão, o negócio não é confirmado oficialmente, mas nos bastidores comenta-se que Ilaílson entrou na alça de mira depois da lesão sofrida por Ricardo Capanema no jogo contra o Fluminense, afastando-o por pelo menos dois meses da disputa da Série B. Sem um volante pegador para substituir Capanema, Dado Cavalcanti teria aprovado a iniciativa.

No Remo, a diretoria deve se reunir hoje para discutir o que fazer, até porque Ilaílson tem contrato em vigor com o clube. A dúvida é se ele não está com os salários em atraso, o que poderia permitir o desligamento, como aconteceu com Jonathan. Um detalhe em particular irrita os azulinos; Ilaílson é representado por Hércules, o mesmo procurador que foi animador de torcida no Papão e que tirou o atacante Roni do Baenão.

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Ranking dos maiores públicos e rendas do ano

Levantamento do produtor Adilson Brasil, do Banco de Informações da Rádio Clube do Pará, confirma mais uma vez a ampla hegemonia da dupla Re-Pa no futebol nortista. Os dois titãs respondem pelos 10 maiores públicos da temporada na região, tendo arrastado ao estádio Jornalista Edgar Proença um total de 238.264 pagantes. Não é para qualquer um.

Abaixo, a lista completa:

1° Remo 4×1 Cuiabá (Copa Verde) – 34.780
2° Remo 2×0 Independente (Estadual) – 34.773
3° Paysandu 1×2 Fluminense (C. do Brasil) – 31.418
4° Paysandu 2×1 Atlético-GO (Série B) – 30.201
5° Remo 2×1 Paysandu (Estadual) – 26.416
6° Remo 2×0 Paysandu (Copa Verde) – 21.861
7° Paysandu 1×1 S. Corrêa (Série B) – 21.509
8° Remo 1×0 Paragominas (Estadual) – 21.096
9° Paysandu 2×1 Vitória (Série B) – 19.293
10° Paysandu 1×1 Mogi Mirim (Série B) – 18.426

(Atualizado em 27/08/2015)

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Sobre livros, exemplos e jornalistas

Registro, agradecido, o recebimento de dois livros recém-lançados e que muito dignificam qualquer biblioteca, mesmo aquelas mixurucas, como a minha. O primeiro é “Golpe de Estado” (Ed. Geração), de Palmério Dória e Mylton Severiano. O subtítulo explica a obra: “O espírito e a herança de 1964 ainda ameaçam o Brasil”. O outro é “A Vida sem Crachá” (Ed. Agir), de Claudia Giudice. Um relato pungente e muitíssimo bem escrito sobre “a dor de perder um emprego e a experiência de dar a volta por cima com um plano B”.

O prazer maior vem do fato de que são livros escritos por jornalistas. Bons jornalistas, diga-se. “Golpe…” tem um tom engajado e até carbonário, com o qual muito me identifico. O de Claudia é sobre a faina diária, as agruras, os ‘sapos’ e a pauleira de um ofício que poucas vezes glorifica méritos, mas está sempre à espreita para nos dar rasteiras. Profissão, porém, que amamos tanto.

As duas obras, tão diferentes entre si, são úteis e atualíssimas. Ambas provocam inveja branca neste caboclo baionense e fizeram com que mergulhasse ainda mais no meu próprio livro, com a certeza de que não tenho como nem chegar perto. Vale a tentativa, e isso já é meritório, como nos ensina Claudia.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 28)