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A sentença eterna

“Toda arte é local antes de ser regional, mas, se prestar, será contemporânea e universal”.

Ariano Suassuna

24 de julho de 2017 at 1:40 Deixe um comentário

Erros que se acumulam

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POR GERSON NOGUEIRA

Contra o Brasil, em Pelotas-RS, no sábado à noite, o Papão não foi nem melhor, nem pior do que havia sido na terça-feira diante do Náutico no Mangueirão. A rigor, repetiu as oscilações e erros que têm marcado a trajetória da equipe na Série B deste ano, sem repetir as pequenas virtudes mostradas nas últimas rodadas.

Se Marquinhos Santos conseguiu melhorar a articulação entre os setores, ainda não teve sucesso quanto à criatividade no meio-campo e à força ofensiva. O time até se posiciona bem quando tem a bola, mas é incapaz de criar jogadas fortes no ataque. E quando é atacado quase sempre abre a guarda, permitindo gols bobos.

Com três homens na frente – Magno, Bergson e Marcão –, o Papão jogou como se não tivesse ataque. Passou o 1º tempo inteiro sem dar um chute a gol. Aos 27 minutos, perdeu seu mais inquieto atacante, Magno, sofrendo em seguida um gol de falta.

Na etapa final, começou com ímpeto, mas foi golpeado pelo segundo gol, de novo em cobrança de falta, o que acusou um problema de cobertura defensiva. Nos dois lances que originaram as infrações junto à área, os zagueiros ficaram vulneráveis à chegada do ataque adversário – no caso, um homem só, Marcinho.

Chegou ao gol, depois de média pressão ofensiva, mas não teve fôlego e competência para alcançar o empate, mesmo estando com um jogador a mais – Marcinho foi expulso aos 30’.

O jogo se estendeu até 50 minutos, mas outra vez a falta de um armador criativo comprometeu a tentativa de reação. Diogo Oliveira ainda entrou, mas foi apenas Diogo Oliveira e a derrota acabou se confirmando.

A competição vai chegando à metade e o Papão parece se contentar mesmo em brigar para não cair, embora ainda haja chance (e tempo) de uma arrancada que salve a campanha.

A chegada de reforços até aqui não representou mudanças na estrutura do time. Rodrigo é habilidoso, mas prende muito a bola. Anselmo estreou, mas pouco se fez notar.

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Uma aposta de altíssimo risco

Só mesmo uma fábula de dinheiro na mesa de negociações justifica a decisão que Neymar parece já ter tomado: deixar o gigante Barcelona e partir para o emergente Paris St. Germain na próxima janela de transferências do mercado europeu. Apenas pelo prazer de meter o bedelho na vida alheia, arrisco dizer que a troca será financeiramente lucrativa, mas tecnicamente ruim para a carreira do jovem astro brasileiro.

Ainda sem ter obtido as consagrações máximas – um título mundial e a Bola de Ouro – da carreira, Neymar parece estar mais a fim de engordar (e como) a conta bancária do que apostar no futuro. Nesse sentido, faz lembrar outro ex-santista, Robinho, que trocou o Real Madri pelo Manchester City e perdeu o rumo na Europa.

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Festival de passes tortos e tentativas inúteis

Perdi parte da tarde de domingo dando olhadelas furtivas no jogo Fluminense x Corinthians, grande clássico da rodada do Brasileiro. Mas, cansado das constantes trombadas e agressões à bola, resolvi me dedicar apenas à leitura da biografia de The Boss, Bruce Springsteen, há semanas na cabeceira esperando uma brecha de tempo. Fiz bem.

Do pouco que acompanhei, foi um confronto sonolento. Poucos lances agudos e quase nenhuma jogada bem elaborada. Jô, Fagner, Romero, Dourado, Frazan & cia. se esmeraram na arte de trocar passes tortos. Retrato do futebol brasileiro atual, onde a maioria dos times se agarra ao condicionamento físico e à correria para disfarçar a ruindade técnica.

Assusta ver a quantidade de jogadas que já nascem travadas por pura insegurança. Os jogadores preferem dar meia-volta, mesmo quando têm campo livre para ir em frente, tornando o jogo arrastado e desinteressante. Até Scarpa e Rodriguinho, os menos grosseiros em campo, passaram em branco, perdidos em tentativas inúteis.

Como a coroar a mesmice, o gol corintiano surgiu de um lance óbvio: desvio de cabeça, por um beque (Balbuena), em cobrança de escanteio.

Tite estava no Maracanã. Tomara que não se empolgue muito – como da última vez que passou pelo estádio e resolveu convocar ninguém menos que o frangueiro Muralha para a Seleção.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 24) 

24 de julho de 2017 at 0:02 Deixe um comentário

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(in)Justiça brazuca

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23 de julho de 2017 at 15:22 Deixe um comentário

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