Erros penalizam o Castanhal

Paysandu e Castanhal empataram em 1 a 1 na Curuzu

POR GERSON NOGUEIRA

Não foi a estreia dos sonhos do PSC, mas podia ter sido uma entrada triunfal do Castanhal no Campeonato Paraense 2021. O time interiorano jogou melhor, buscou o gol o tempo todo e só não venceu por errar demais nas finalizações. O empate em 1 a 1 acabou premiando o esforço dos bicolores ainda em fase de recomposição do time.

Depois da partida, o técnico Itamar Schülle foi preciso: o resultado só foi aceitável porque a equipe está em construção, carecendo de maior entrosamento e reforços para várias posições. Elogiou o empenho dos garotos escalados e as tentativas de colocar em prática o que foi treinado na pré-temporada em Barcarena.

De fato, o PSC mostrou luta, buscou o resultado dentro de suas possibilidades, mas foi evidente que falta muito para alcançar uma pegada mais competitiva. O gol, em assistência de Igor Goularte para Nicolas, foi um dos poucos lampejos de um ataque ainda em busca de organização.

A zaga falhou bastante, exigindo do experiente Perema muito esforço para cobrir posições que ficavam a descoberto pela velocidade imposta pelo Castanhal no jogo. Denilson teve atuação abaixo do esperado e o goleiro Victor Souza teve muito trabalho para arrumar o setor na base do grito.

O primeiro tempo teve predomínio castanhalense a partir da boa movimentação dos meias Samuel e William Fazendinha, que trabalhavam bem a bola e faziam com que os laterais e atacantes atuassem em velocidade, determinando o ritmo da partida.

A primeira chance foi com o lateral Daelson, que mandou um chute de longa distância na trave direita assustando Victor Souza. O PSC procurou reagir rápido e Marlon, minutos depois, carimbou o arco do Japiim.

O desenvolvimento das ações permitiu novas chances ao Castanhal, com Canga e Marcos. O PSC se atrapalhava nas tentativas de sair da pressão estabelecida e só ameaçava em contragolpes.

A entrada de Igor Goularte no segundo tempo contribuiu para melhorar a produção do ataque do Papão. Foi dele o passe para o artilheiro Nicolas marcar, aos 24 minutos, quando o Castanhal era mais ameaçador no jogo.

Dois minutos depois, em rápida chegada pela direita, Daelson cruzou e Canga cabeceou para as redes depois que a bola atravessou toda a extensão da área. O jogo podia ter outro rumo se, aos 38’, o árbitro Dewson Freitas tivesse marcado penal claro para o Japiim. Denilson chegou atrasado e pisou no pé de Alexandre. Dewson estava a dois metros do lance.

O jogo teve um final eletrizante, à altura da altíssima temperatura no horário. Alexandre. O goleiro Axel apareceu muito bem em cabeceio de Denilson. No rebote, Kerve desperdiçou a chance do desempate com um chute que saiu longe do gol.

Como resposta, aos 48’, o Castanhal ergueu bola na área alviceleste e gerou uma confusão que quase terminou em gol. Victor Souza saiu em falso, zagueiros e atacantes disputaram a bola e Yan conseguiu finalmente espanar afastando o perigo.

Artur Oliveira, técnico do Castanhal, resumiu bem o que foi o jogo. Seu time deixou de vencer por errar demais na hora de definir, mas, ainda assim, impôs sofrimento ao campeão estadual dentro de seus domínios.

Águia bate Lusa; goleador baionense brilha em Tucuruí

Nos demais jogos, destaque para a vitória do Águia sobre a Tuna, por 3 a 2, em Marabá. O time de João Galvão foi superior na primeira parte, chegou a impor 3 a 0 no placar, mas Robson Melo conseguiu corrigir as causas do apagão inicial e a Lusa descontou, deixando o final da partida sob claro equilíbrio. Uma boa estreia de ambos.

Em Tucuruí, o Independente derrotou o Tapajós em jogo aberto, de muitas chances para cada lado. O artilheiro baionense Danrlei marcou o único gol, aos 21 minutos do 1º tempo, desviando a bola com a barriga.

Leão estreia com novidades no meio e no ataque

Renan Gorne ao lado de Wallace no ataque. Anderson Uchoa junto com Laílson e Dioguinho no meio-campo. Estas são as principais novidades remistas para o confronto com o Gavião, hoje, às 19h, na reinauguração do sistema de iluminação do estádio Evandro Almeida.

Mais que a luz, o técnico Paulo Bonamigo espera que o time mostre ânimo para superar o revés do meio da semana na final da Copa Verde. O volante titular Lucas Silva será poupado, mas Uchoa deve fazer a esperada estreia.

Sem Felipe Gedoz, que se despediu na quinta-feira, o meio-campo passa a contar com Uchoa, Pingo, Lailson e Dioguinho irão dar ao setor, uma configuração nunca utilizada antes. A conferir.

O adeus a um querido companheiro

Toninho Costa era um bom amigo. Amizade consolidada em mais de três décadas de convivência. O homem era uma máquina de trabalho, um obcecado pela profissão, atento aos detalhes.

Além de profissional qualificado, o caboclo de Igarapé-Miri era um jornalista consciente de seu papel, um cidadão politizado e crítico. Botafoguense e bicolor, de humor implacável, já está fazendo muita falta.

Trabalhamos desde os primórdios da TV RBA, com respeito mútuo. Depois, na gostosa convivência no Bola na Torre. Fizemos também eventos em outras áreas, sempre com afinco e paixão.  

Que o guerreiro descanse em paz.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 01)

Botafogo lança novo uniforme e resgata ídolo dos anos 60

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A escolha do craque Afonsinho para garoto-propaganda do novo uniforme do Botafogo repercutiu muito bem. Ídolo dentro e fora de campo. Tem uma história de consciência e engajamento quando jogadores de futebol nem eram ouvidos sobre política ou direitos. Unifica públicos e expõe a imensa galeria de grandes astros da história botafoguense.

Parazão 2021: Papão empata na estreia; Castanhal foi melhor

No jogo de estreia do Parazão 2021, o PSC empatou com o Castanhal na manhã deste domingo (28), no estádio da Curuzu. O placar ficou em 1 a 1. Nicolas abriu o placar aos 24 minutos do 2º tempo e Canga (de cabeça) empatou dois minutos depois. O Castanhal foi superior em grande parte do jogo, criou mais oportunidades de gol, mas errou muito nas finalizações. O time do Papão ainda está em formação e sentiu os efeitos do desentrosamento.

No final, o técnico Itamar Schülle voltou a pedir paciência ao torcedor e viu aspectos positivos no empate, levando em conta o pouco tempo de preparação. Já Artur Oliveira, do Castanhal, lamentou as chances desperdiçadas pelo Japiim e destacou o fato de sua equipe ter feito o PSC “sofrer até o fim” jogando dentro de sua casa. Reclamou também de penal não marcado pelo árbitro Dewson Freitas – aos 38 minutos, o zagueiro Denilson deu um pisão no pé do atacante Alexandre dentro da área.

Nas entrelinhas: a tragédia do negacionismo

Por Luiz Carlos Azedo, no Correio Braziliense

Bolsonaro é paranoico, vê conspiração em tudo. Acredita que os defensores do lockdown querem desestabilizar seu governo e aprovar o seu impeachment

O presidente Jair Bolsonaro bateu no teto do negacionismo quando atacou governadores e prefeitos que adotaram medidas de lockdown. Em Fortaleza, durante evento que causou aglomeração e ao qual compareceu sem máscara, na sexta-feira, disse: “Agora, o que o povo mais pede, e eu tenho visto, em especial no Ceará, é trabalhar. Essa politicalha do ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’, não deu certo e não vai dar certo”. Aproveitou para ameaçar os governadores que não seguirem a sua cartilha: “O auxílio emergencial vem por mais alguns meses e, daqui para a frente, o governador que fechar seu estado, o governador que destrói emprego, ele é quem deve bancar o auxílio emergencial”.

Mirou, sobretudo, o governador cearense Camilo Santana (PT), que havia endurecido as medidas de distanciamento social. Fortaleza está com uma taxa de ocupação de leitos de UTI de 94%, sendo uma das capitais em risco de colapso do Sistema Único de Saúde (SUS). As demais são: Porto Velho (RO), 100%; Florianópolis (SC), 96,2%; Manaus (AM), 94,6%; Goiânia (GO), 94,4%; Teresina (PI), 93%; e Curitiba (PR), 90,0%. O país já contabilizou 10,4 milhões de casos e 252 mil óbitos por covid-19 desde o início da pandemia. Na véspera das declarações, Bolsonaro havia questionado o uso de máscaras, enquanto o país batia o recorde de mortos num único dia: 1.582.

Psicologicamente, negacionismo é uma forma de escapar de uma verdade desconfortável. Na ciência, o negacionismo é definido como a rejeição dos conceitos básicos, incontestáveis e apoiados por consenso científico a favor de ideias radicais e controversas. Costuma se fortalecer quando a sociedade se depara com situações de instabilidade, como essa crise sanitária, ou diante de algo nunca presenciado, um vírus novo e letal, como é o caso. O negacionismo apela para teorias e discursos conspiratórios, que acabam favorecendo disputas ideológicas, interesses políticos e religiosos. Bolsonaro é paranoico, vê conspiração em tudo. Acredita que os defensores do lockdown (medida para conter a velocidade de propagação do vírus e evitar o colapso do sistema de saúde) querem desestabilizar seu governo e aprovar o seu impeachment.

Vacinas
No governo, além de Bolsonaro, os ministros de Relações Exteriores, Ernesto Araujo; do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, em suas respectivas pastas, estão na linha de frente do negacionismo. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, também fez parte desse time. Sua responsabilidade no colapso do SUS em Manaus, por falta de oxigênio, está sendo investigada, assim como no atraso da compra de vacinas, inclusive, as que estão sendo produzidas no Brasil, como a CoronaVac (Instituto Butantan); a Oxford (Fiocruz) e a Sputnik V (União Química, privada). Agora, corre atrás das vacinas da Pfizer, que negocia desde agosto e refugou em setembro passado.

O negacionismo é insidioso e perigoso, pois atua no campo ideológico para influenciar a opinião pública e legitimar governantes com posições anticientíficas. Com isso, pode resultar em tragédias humanitárias. É o caso da epidemia de Aids na África do Sul, que chegou a registrar 5,4 milhões infectados, para uma população de 48 milhões de pessoas. O ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki (1999-2008) ficou para a história como o principal negacionista do HIV/Sida, que mandou tratar com erva, o que custou a vida de mais de 300 mil pessoas. Há quem exija que seja julgado por crimes contra a humanidade.

A negligência no combate à pandemia, a negação das vacinas e a insistência na promoção de tratamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19, pelo presidente Jair Bolsonaro, porém, provocou ampla mobilização de médicos, pesquisadores e entidades científicas, que atuam nos meios de comunicação e nas redes sociais para combater a fake news e explicar à população o que realmente está acontecendo. O negacionismo irresponsável é tanto que até hoje o governo não fez uma campanha oficial de esclarecimento e incentivo à vacinação, que é a última fronteira do combate ao negacionismo em relação à pandemia da covid-19.

Toninho Costa, editor de esportes da RBA, morre vítima da covid-19

Toninho Costa (camisa listrada preta e branca) ao lado de Bob Iran, Rui Guimarães e Gerson Nogueira. Ele deixará saudade entre familiares, amigos e colegas de trabalho.

Aos 62 anos, morreu neste domingo (28) o jornalista esportivo Emílio Antonio da Costa (Toninho Costa), editor de esportes da RBATV, vitimado por complicações da covid-19. Natural de Igarapé-Miri, ele estava internado há um mês no Hospital da Beneficente Portuguesa. Nos últimos dias, amigos e colegas se mobilizaram numa campanha para conseguir doação de sangue, mas o estado dele se agravou durante a madrugada, levando ao óbito pela manhã.

Profissional competente e respeitado, Toninho Costa trabalhava há 31 anos na RBATV, tendo comandado os principais programas de esporte da emissora. Era o diretor do Camisa 13 e do Bola na Torre, campeões de audiência no segmento. Muito querido pelos companheiros, Toninho era conhecido pela capacidade de trabalho. Botafoguense e bicolor, era um cidadão politizado e crítico da forma como o governo federal tem atuado durante a pandemia, sem saber que seria uma vítima do descalabro da saúde no Brasil.

Em 2004, Toninho recebeu em Brusque (SC) o Troféu Bola de Ouro, premiação máxima da mídia esportiva brasileira. Sua morte consternou a todos no meio esportivo paraense. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Pará emitiu nota oficial pelo seu falecimento. Toninho deixa esposa, Zulene, e filha, Bia.

De minha parte, perdi um amigo querido, de convivência quase diária na RBA e nos demais veículos do grupo. Trabalhamos em projetos particulares nos anos 90, sempre com a mesma seriedade e profissionalismo. Perdemos um jornalista de alto nível. Vai fazer muita falta. Na foto acima, numa confraternização em 2015, ele aparece comigo, Rui Guimarães e Bob Iran. Toninho é o que aparece à minha esquerda, de camisa azul e branca em listras horizontais.

Papão encara primeiro desafio

POR GERSON NOGUEIRA

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O Campeonato Estadual começa hoje com modelo de disputa diferente e um número maior de participantes. Dois jogos aparecem como grandes atrações da domingueira. Em Belém, o PSC recebe o Castanhal. Em Marabá, acontece o duelo das águias, entre Águia e Tuna.

A volta da Cruz de Malta vem revestida de simbolismos, a partir da excelente campanha na Segundinha e do esforço administrativo que permitiu ao clube manter jogadores importantes e ainda ir ao mercado contratar uma estrela do porte de Eduardo Ramos.

Na Curuzu, sob o previsível sol escaldante das 10h30, o PSC terá que enfrentar suas próprias limitações de momento: o desentrosamento e a ausência de peças importantes. O técnico Itamar Schülle (foto) teve pouco mais de uma semana para ajustes na mini-temporada realizada em Barcarena.

O problema é que boa parte dos reforços chegou nos últimos dias, sem tempo para conhecer os demais jogadores, dificultando o encaixe. Os remanescentes da Série C formam a base, mas os treinamentos não foram suficientes para deixar o time pronto.

Itamar, que não assumiu a equipe na Copa Verde, foi preservado para as competições da temporada e o primeiro teste de fogo é o Parazão. Envolvido diretamente na busca e contratação de reforços, o técnico vai estrear dependendo de uma dose extra de paciência da torcida.

Nas entrevistas, o comandante alviceleste tem deixado isso claro, consciente de que o adversário da estreia está mais preparado, até por ter montado elenco já no começo de janeiro.

O técnico Artur Oliveira, que dirigiu o Castanhal em 2020, prossegue com o trabalho e liderou pessoalmente a prospecção por novas peças. Conseguiu formar uma espécie de seleção interiorana, com a contratação de jogadores que despontaram em outros clubes emergentes.

Tradicionalmente, o Castanhal é um adversário difícil de ser batido. Com a preparação antecipada, deve oferecer mais resistência ao reformulado PSC. Vale lembrar que, na última partida entre ambos, na Curuzu, a vitória bicolor por 1 a 0 foi valorizada pela pressão exercida pelo Japiim em busca do empate, mesmo com apenas nove jogadores – dois foram expulsos.

Uma das novidades no PSC é a possível utilização de três zagueiros, até para compensar as dificuldades para compor o lado direito – Israel só será regularizado a partir de segunda-feira. Foi somente no sábado que o time teve a primeira movimentação no gramado da Curuzu, chance para os novatos conhecerem o ambiente do jogo.

Como já virou rotina, o papel de comandante em campo ficará com Nicolas, grande destaque do time nas últimas temporadas e artilheiro do último Parazão. Dependerá dele a responsabilidade pela dinâmica ofensiva, principalmente pela ausência de um meio-campo afiado e criativo.

Itamar já deixou claro que tem uma desculpa na ponta da língua para eventual tropeço: o pouco tempo de trabalho e a insuficiência de atletas para realizar treinamentos mais completos. A conferir.

Hélio deixa saudades, mas deixa substituto

Enquanto acompanha a saída de seu melhor atacante de lado, o Remo encaminha a contratação do meia Renan Oliveira e do centroavante Edson Cariús, que deve compor o ataque da Série B com Renan Gorne. Além deles, mais seis atletas já estão contratados.

Na situação atual, a perda de Hélio Borges constitui duro golpe no planejamento para o Brasileiro, embora já estivesse mais ou menos desenhada desde a disputa da Série C – e muitos ainda não estejam preparados para esta conversa.

Hélio tem proposta de outro clube e decidiu dar uma guinada na carreira. Tem qualidades e, dependendo do novo clube (e do técnico) pode repetir o sucesso de Roni e Pikachu nos grandes centros.

A característica de arrancadas e dribles na vertical pode lhe ser muito útil. Precisa, porém, aperfeiçoar a finalização, principalmente em chutes de média distância. Nada que esforço, treino e dedicação não corrijam.

Alguns técnicos sabem muito bem como orientar jovens valores. Se tiver sorte, Hélio só precisará de uma boa dose de perseverança, coisa que um garoto humilde vindo das divisões de base certamente carrega consigo.

Para Paulo Bonamigo, resta o consolo de que a solução pode estar no próprio Evandro Almeida. Ronald, que é ala de origem, tem perfil de atacante. Dribla, vai à linha de fundo e é tão rápido quanto Hélio.

O problema é adquirir a confiança do técnico, que não o utilizou nem mesmo na Copa Verde. Só entrou (muito bem) no final do jogo com o Independente no Mangueirão, a tempo de cruzar para Laílson fazer um gol.

Alguns jogadores exigem tempo e insistência. Caso isso seja concedido a Ronald, o Remo certamente colherá os frutos, ganhando uma promissora opção de velocista pelas beiradas.  

Experiência e rodagem o elenco vai ter com Cariús, Jefferson Lima, Renan Gorne e Renan Oliveira, que foi confirmado como novo contratado, mas só será regularizado na primeira semana de março.

Renan, 31 anos, chega cotado para ser titular da meia-cancha, principalmente depois que Felipe Gedoz teve que se desligar do clube, sem garantia de que voltará para jogar a Série B.

Bola na Torre

O programa tem apresentação de Valmir Rodrigues, com participação (on-line) de Guilherme Guerreiro, Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, a primeira rodada do Parazão. Edição de Lourdes César, direção geral de Toninho Costa. Começa logo depois do jogo da NBA. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 28)