Clássico tem pesos diferentes

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POR GERSON NOGUEIRA

Márcio Fernandes e Hélio dos Anjos têm desafios e motivações diferentes para o clássico de domingo. O técnico remista chega pouco pressionado, com elenco completo e situação favorável na tabela de classificação. O comandante bicolor, que ainda não venceu (embora também não tenha perdido nenhum jogo), tem desfalques na equipe e precisa de um triunfo como combustível para a esperada reação do PSC na Série C.

Apesar dessas diferenças, inclusive quanto ao estágio técnico dos rivais, é inegável que o Re-Pa surge como a oportunidade ideal para uma reabilitação do Papão, que ainda não se encontrou na competição e sofre o desgaste dos seis jogos sem vitória (oito no total, incluindo a Copa BR).

Os resultados negativos não impediram que o PSC se mantivesse no quarto lugar, com 10 pontos, o que permite acreditar que a arrancada depende muito de um triunfo capaz de reconquistar o apoio da torcida. Nada melhor, portanto, do que o Re-Pa para que isso seja buscado.

Na partida de sábado, contra o Luverdense, o time mostrou os mesmos pecados das últimas cinco rodadas. Pouca produção no meio-campo e anemia ofensiva. As raras chances de gol surgiram de lances esporádicos e de tentativas individuais.

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Dos Anjos teve pouco tempo para arrumar a equipe, pediu reforços e parece ter se dado conta da necessidade de alterar a maneira de jogar.

Para tornar tudo mais difícil, ele não terá alguns jogadores importantes, como os laterais Tony, Bruno Oliveira (lesionado) e Bruno Collaço. Até Wesley, atacante recém-contratado, se machucou no treino de ontem.

Para Márcio Fernandes, mesmo livre das pressões que o rival sofre, o Re-Pa surge no horizonte como um desafio às pretensões do Remo na Série C. Com a derrota na última rodada, o time perdeu a liderança e viu a chegada de outros times, como o próprio São José.

Algumas apostas não vêm rendendo o suficiente para que o time alcance vitórias com mais tranquilidade e à altura do rendimento coletivo. O foco das preocupações é o ataque, onde Emerson Carioca não faz o que a função exige: gols. A dúvida é se Marcão, que acaba de chegar, será o remédio ideal para resolver o problema.

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Direto do blog campeão

“Concordo que o intervalo curto entre jogos e viagens longas reflita no rendimento da equipe, assim como a grama sintética. Mas observo que o Remo taticamente não foi tão mal e que o gol saiu num dos lances em que o São José aproveitou a vantagem de conhecer melhor o piso e de estar mais descansado. Defensivamente, temos das melhores defesas da série C e talvez a melhor da década do Mais Querido. Mesmo assim, o Remo não mostrou em nenhum momento a qualidade necessária no meio-campo para ao menos equilibrar a partida em alguns momentos.

O Tufa é bom marcador, mas Djalma tem muito mais qualidade, e velocidade. Zotti não é meia burocrático, mas, recuado, não vai produzir bons ataques e contra-ataques. Deve jogar mais avançado. Emerson Carioca está jogando para o time e faz bom papel sem a bola, mas sai muito da área. Carlos Alberto e Ramires têm tudo para serem os caras que aproveitam sobras, que arrematam de longe e ainda entram na área como elemento surpresa, mas precisam combinar com os articuladores. Com a volta de Packer e Yuri, o meio-campo deve estabilizar de novo, mas a má fase de Carioca pode estar aí, na distância entre ele e o gol adversário”.

João Lopes Junior, a respeito da primeira derrota do Leão

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Mudança do local de jogos abre crise no Sub-17

Uma confusão inesperada ameaça a paz na reta final do Campeonato Sub-17. Amanhã, 19, começam as semifinais e uma decisão do vice-presidente da FPF surpreendeu e revoltou os clubes. Em ato isolado, Paulo Romano decidiu que três dos quatro jogos das semifinais serão realizados no estádio Jornalista Edgar Proença.

Não haveria problema se isso não contrariasse as regras do jogo em pleno andamento da competição. Até então, clubes que tinham CT e campo oficial podiam mandar seus jogos, como é o caso da Desportiva.

O dirigente alega neutralidade no processo e afirma que somente o Carajás tem estádio apto a receber as semifinais – como se os jogos do sub-17 exigissem estrutura de futebol profissional. Ao ser questionado pela decisão unilateral, mostrou irritação e descartou o debate.

Pelo regulamento válido até então, a Desportiva, que vai enfrentar o Remo na semifinal, poderia mandar um jogo em seu CT ou no campinho do Ceju. Com a determinação do vice da FPF, as partidas terão que ser disputadas no Mangueirão.

Na avaliação da diretoria do clube, a medida fere frontalmente os termos anteriores, tirando-lhe a vantagem do mando e beneficiando o Remo. Por essa razão, o clube encaminhou reclamação à FPF e, caso não seja atendido, cogita sair da competição.

Os diretores da Desportiva avaliam que as divisões de base vivem hoje uma tremenda crise em função de atitudes desse tipo por parte da entidade que deveria primar pela lisura nas competições e preservar o respeito aos regulamentos e acordos.

Em tempo: o certame Sub-17 classifica campeão e vice para a Copa São Paulo, competição mais importante do futebol amador.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 18)

Cartaz de festival de rock com imagem de Bozo irrita delegado-deputado

Um cartaz da 3ª edição do Facada Fest, evento de rock dos gêneros punk e hardcore que se realizará no dia 6 de julho, no Mercado de São Brás, despertou a ira de Éder Mauro, deputado federal paraense aliado de Jair Bolsonaro. Nesta segunda-feira, 17, o parlamentar postou a imagem do cartaz do festival em suas redes sociais e fez um comentário em tom de ameaça.

O cartaz mostra um palhaço com faixa presidencial e com um lápis atravessado. Para o deputado, a ilustração é uma alusão a Bolsonaro, chamado nas redes sociais de ‘Bozo’, palhaço ícone da TV dos anos 90. Classificando os organizadores de “turma da lacrosfera teen rock in roll”, o parlamentar fecha o texto dizendo que o evento “já está marcado no calendário da polícia – Força e Honra”.

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Organizadores, músicos e produtores da cena alternativa de Belém sentiram-se ameaçados pela postagem do parlamentar. Diante da repercussão, a coordenação do evento lançou uma nota afirmando que o nome e a arte do festival são provocativos, como expressão de um movimento conhecido justamente por essa característica. Além de explicar a raiz musical, defendem a liberdade de expressão.

Na íntegra, a nota dos representantes do Facada Fest:

“O Facada Fest surgiu da união de bandas autorais de rock (em especial de hardcore e punk) de Belém e região metropolitana, além de alguns coletivos de produtores e produtoras culturais independentes, todos unidos pela mesma causa: o rock raiz, o rock de protesto e de debates sociais.

O nome “facada” é intencionalmente provocativo, sim, mas a nossa intenção é puramente a de tratar essa nomenclatura por abordagem de sátira e escárnio, linguagens presentes na música, literatura e arte como um todo desde sempre.

No Brasil, a catalogação destas modalidades se dá desde o século XVI, pouquíssimos anos após o início da colonização de nosso país. Optamos por essa abordagem para que todas as pessoas tenham o amplo direito e liberdade de interpretarem o nosso nome como bem entenderem, de acordo com os seus próprios aprendizados e leitura de mundo.

A história do nascimento rock pauta bastante disso, há muito debate sobre a liberdade, direitos humanos, direitos políticos, direitos sociais e direito à democracia, tudo isso dentro da criação do rock. Fazemos parte de um estilo musical que surgiu na luta dos guetos dos trabalhadores negros que ainda eram tratados como escravos no Estados Unidos, apesar da escravidão lá ter sido encerrada em 1863. Somos parte de uma cultura musical que nasceu também nas periferias inglesas, onde os trabalhadores (em especial os metalúrgicos e operários da construção civil) encontraram no rock as letras que retratavam a suas rotinas contra a coroa britânica, retratando a forma com que eles lutavam em defesa dos seus direitos trabalhistas e pela melhoria de vida social e de condição humana.

Há sim quem trate o rock como um mero entretenimento, mas esta não é a nossa abordagem. Respeitamos quem tenha essa escolha, mas essa não é a nossa postura, tampouco assim será.

Prezamos pela liberdade de imprensa, liberdade de expressão humana, artística, política e social. Desta forma, compreendemos que a fala do senhor deputado federal Éder Mauro é uma nítida tentativa de intimidação aos nossos eventos, às bandas que abraçam as nossas propostas e ao público que sempre nos prestigia com sua presença.

Para nós, é explícita a postura do deputado em tentar nos atingir com ameaças, inverdades e discurso de ódio, fazendo uso abusivo de seu mandato político e de sua figura pública para nos atacar. Somos todos estudantes, trabalhadores, temos famílias e prezamos pela liberdade e democracia para toda a população, algo que infelizmente o deputado não realizou em suas palavras e postura.

Nossas programações seguirão em frente, não iremos retroceder em nada do que já fazemos. Estamos disponíveis para o diálogo, onde ambas as partes possam ter vozes e serem ouvidas, pois rechaçamos toda e qualquer forma de censura”. (Com informações do DOL)

Nota do editor: Todo apoio à liberdade de expressão, à crítica inteligente e ao espírito contestador do rock. Era só o que faltava festival roqueiro ter que render obediência, acatar ordens e fazer vontades de quem quer que seja. Te contar…

Top 20 dos melhores solos de guitarra da história do rock

O blog CityRag publicou em 2007 matéria especial com os 100 Melhores Solos de Guitarra da História, lista elaborada pela revista Guitar World.

O top 20 ficou assim:

01. Stairway To Heaven – Jimmy Page
02. Eruption – Edward Van Halen
03. Freebird – Collins/Rossington

04. Comfortably Numb – David Gilmour
05. All Along The Watchtower – Jimi Hendrix
06. November Rain – Slash
07. One – Kirk Hammet
08. Hotel California – Don Felder/Joe Walsh
09. Crazy Train – Randy Rhoads (Option 2)

10. Crossroads – Eric Clapton
11. Voodo Chile – Jimi Hendrix
12. Johnny B. Goode – Chuck Berry
13. Texas Flood – Stevie Ray Vaughan
14. Layla – Clapton/Allman
15. Floods – Dimebag Darrell
16. Heartbreaker – Jimmy Page
17. Cliffs Of Dover – Eric Johnson

18. Little Wing – Jimi Hendrix
19. Highway Star – Ritchie Blackmore
20. Bohemian Rhapsody – Brian May

Barcelona encaminha a volta de Neymar

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Segundo o site Globoesporte.com, Neymar está perto de voltar ao Barcelona após duas temporadas no Paris Saint-Germain. De acordo com a reportagem, o clube catalão tem conversado com o estafe do atacante brasileiro, e a negociação pode sair já na próxima janela de transferências, que abre em julho.

Ainda segundo o portal, o Barcelona pagaria cerca de 100 milhões de euros (R$ 436 milhões) ao PSG, que, por sua vez, poderia receber atletas, sendo os principais nomes Rakitic, Dembelé e Umtiti. Há dois anos, o PSG pagou 222 milhões de euros para tirar Neymar do Barcelona.

O presidente do clube francês, Nasser Al-Khelaifi, concedeu uma entrevista à revista France Football, na qual comentou a situação de Neymar e de Mbappé. “Estou 200% seguro de que Mbappé continuará no PSG na próxima temporada”. Já sobre Neymar, enfatizou: “Ninguém o obrigou a assinar com a gente”.

Em meio a uma janela de transferências movimentada e com muitas sondagens pelas maiores estrelas do Paris Saint-Germain, Mbappé e Neymar, o presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi, concedeu uma entrevista à revista France Football em que comentou a situação dos dois jogadores.

Sobre o jovem de 20 anos e campeão do Mundo continuar no Campeonato Francês, afirmou: “Estou 200% seguro de que Mbappé continuará no PSG na próxima temporada”. Já sobre Neymar, enfatizou: “Ninguém o obrigou a assinar com a gente”.

“Quero jogadores dispostos a dar tudo para defender a honra da camisa e se unir ao projeto do clube. Aqueles que não querem ou não entendem, conversaremos. Existe um contrato que deve ser respeitado (assinado até 2022), mas agora a prioridade é nosso projeto. (…) Ninguém o obrigou a assinar com a gente. Ninguém o empurrou. Ele veio sabendo que participaria de um projeto”, completou sobre o brasileiro.

Quanto a Mbappé, o tom da conversa é positivo: “Ele quer participar do nosso projeto de crescer com a equipe, com o clube. Mas lhe expliquei que não se pede responsabilidades. Deve correr atrás delas, às vezes arrancá-las. Como é muito inteligente, estou seguro de que ele entendeu. (…) Continuará no PSG no ano que vem? Não estou 100% seguro, estou 200%! Eu não vou deixar esse cara ir”.

COL explica renda recorde em jogo da Seleção com ingresso VIP a R$ 2.043

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O Comitê Organizador Local da Copa América explicou hoje como o jogo da seleção brasileira na abertura da Copa América teve renda recorde de mais de R$ 22 milhões. Segundo nota enviada ao UOL Esporte, o total divulgado inclui a verba arrecadada com hospitalidade. Os ingressos para a zona VIP, de acordo com o comunicado, tiveram média de R$ 2043. O COL afirma que pouco mais de R$ 6 milhões foram arrecadados apenas com os ingressos VIPs e que esse preço inclui outros serviços, como bebida e comida.

A organização ainda divulgou que a carga total de ingressos a venda foi de 60.340, com 51.587 bilhetes emitidos. Descontando os ingressos de camarote, o ticket médio do jogo, então, passaria para R$ 368,47. O UOL Esporte manteve contato por três dias seguidos com o COL em busca de uma explicação para o recorde, mas não obteve resposta desde então. Essa foi a primeira manifestação oficial da organização. (Do UOL)

“Neon Genesis Evangelion” e “Dark” são atrações da semana na Netflix

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Todas as semanas, a Netflix adiciona novas filmes e séries ao catálogo, oferecendo sempre novas opções de conteúdo para seus assinantes, e é sempre bom saber o que vem por aí no serviço. Por causa disso, o Olhar Digital selecionou as principais estreias previstas para os próximos dias na plataforma de streaming.

A elogiada série “Dark” ganha uma segunda temporada, que entra no catálogo da Netflix a partir de sexta-feira, 21. Além da nova leva de episódios da produção alemã, o serviço também vai adicionar nos próximos dias o anime clássico Neon Genesis Evangelion, com todos os episódios produzidos para a TV e também os dois filmes que concluem a série original dos anos 90.

Confira abaixo as principais novidades da Netflix entre os dias 17 e 23 de junho de 2019:

Séries

  • Ad Vitam (21/06)
  • Dark – temporada 2 (21/06)
  • Go! Viva do seu jeito – temporada 2 (21/06)
  • Neon Genesis Evangelion (21/06)
  • Pompas Fúnebres em Família – temporada 2 (21/06)
  • Professor Iglesias (21/06)

Filmes

  • Hip-Hop Beats (19/06)
  • Neon Genesis Evangelion: Death & Rebirth (21/06)
  • The End of Evangelion (21/06)

Documentários e especiais

  • Adam Devine: Best Time of Our Lives (18/06)
  • Democracia em Vertigem (19/06)
  • Garotas no Cárcere – temporada 2 (21/06)
  • The Confession Tapes – temporada 2 (21/06)

Um tiro na Lava Jato

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Por Gaudêncio Torquato

Mais uma vez, o Senhor Imponderável dos Anjos faz uma visita ao nosso roçado político-institucional. Desta feita, para dar um susto no aclamado ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, Sérgio Moro, e puxar o tapete onde desfila, impávido, um dos mais estridentes acusadores da Operação Lava Jato, o procurador do Ministério Público, Deltan Dallagnol. As duas midiáticas figuras tiveram conversas publicadas no site The Intercept Brasil, criado pelo jornalista investigativo norte-americano Glenn Greenwald, também conhecido por ter ajudado o ex-analista de sistemas Edward Snowden a revelar informações secretas da Agência de Segurança Nacional dos EUA.

O vazamento puxa para baixo do alto pedestal o ex-juiz Moro, cuja interlocução com Dallagnol aponta para certa combinação de comportamentos. Ora, nem o julgador nem o acusador podem ajustar posicionamentos sobre casos em investigação, muito menos anunciar eventuais caminhos a seguir. Foi o que aconteceu no caso da investigação do ex-presidente Lula, quando Dallagnol tinha dúvidas sobre a solidez de provas contra ele na primeira denúncia em 2016. Houve uma espécie de consulta ao juiz, que teria sugerido ao procurador seguir em frente.

Estrela mais brilhante da constelação Lava Jato, Moro ganhou aplausos da sociedade. Tornou-se ícone da Moral, a ponto de ser elevado ao patamar de presidenciável,  posição que deve sustentar seja qual for o desfecho do caso do vazamento. Conseguirá o ex-juiz se livrar da enroscada em que foi jogado por hackers que teriam invadido a rede Telegram de membros do MP? Há grande expectativa sobre o resultado das investigações que começam a ser feitas pela PF (sob o comando de Moro). A depender de novas mensagens prometidas pelos “invasores”, o imbróglio tem potencial para ir longe.

A frente política faz barreiras contra o ex-juiz. Parlamentares tentam formar uma CPI para apurar ilicitude em sua conduta, mas os presidentes da Câmara e do Senado se opõem. Moro era uma pedra no sapato de políticos envolvidos em embaraços.  Portanto, há interesse em fechar a torneira da Lava Jato.

O que pode acontecer? Vejamos: a) comprovação de atitudes antiéticas e reprimenda ao ministro, sem maiores consequências; b) anulação das decisões do juiz pelo STF, com os votos da maioria do plenário (mas como ficariam as condenações nas instâncias superiores?); c) saída de Moro do ministério. Qual seja o desfecho, a imagem do ministro da Justiça está arranhada. A chance de chegar ao STF perde força. Outro lado da historia: seu exército de admiradores fará contundente defesa nas redes sociais, enfrentando as linhas de opositores lideradas pelo PT, com sua trombeta denunciando sua parcialidade.  Fora ou dentro do governo, Moro não perderá a condição de “guerreiro da moral”, permanecendo no ranking presidencial de 2022.

Quanto a Dallagnol, as alternativas são: a) apuração da conduta pelo CMP, com afastamento do cargo na Lava Jato; b) ligeira reprimenda, sem maiores consequências. O juiz e o procurador levantam a tese do crime de “invasão de privacidade”, a par do fato de que a interlocução, com frases apartadas do contexto, não aponta para combinações.

O maior ganho será de Lula, cuja posição de vítima de perseguição por parte de Moro e dos procuradores será esbravejada pelo PT. Lula tende a reocupar o centro do oposicionismo, enquanto a galera das ruas fará eco à sua condição de injustiçado. Se continuar preso, terá reforçada a pressão por  liberdade. Se não for condenado em 2ª instância no caso do sítio de Atibaia até setembro, adquire o direito de prisão em regime semiaberto ou domiciliar. O PT, glorioso, antecipa o discurso eleitoral de 2022.

Quanto ao presidente Bolsonaro, a inferência é a de que o tiroteio sobre o ministro da Justiça, um dos dois maiores pilares da administração – o outro é o ministro Paulo Guedes -, abre fissura no costado governamental, mas não compromete sua imagem. E o futuro? Há duas visões: a) com a imagem arranhada, Moro perderia a nomeação ao Supremo em novembro de 2020, quando Celso de Melo se aposentar; b) Bolsonaro bancará a promessa, tirando-o do páreo presidencial. O fato é que o ministro continuará a ter o apoio social, podendo até arriscar-se a um voo solo na direção do Palácio do Planalto.  Difícil adivinhar para onde a biruta apontará.

Resumo: seja qual for a trajetória de Moro e Dallagnol, a Lava Jato levou um tiro.

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Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

Pelé x Di Stéfano, um duelo tão esperado quanto a revanche que nunca veio

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Por Breiller Pires, no El País

De um lado, o Real Madrid e seu ataque dos sonhos, que reunia GentoPuskas e Di Stéfano. Do outro, a formação embrionária do time que levaria o Santos a suas maiores glórias, liderada pelo jovem Pelé. Com o estádio Santiago Bernabéu praticamente lotado, aquele seria um confronto que jamais se repetiria. Dois times quase imbatíveis, dois craques no auge da forma. Em 17 de junho de 1959, aconteceu o jogo mais aguardado de uma época em que o futebol sul-americano ainda rivalizava de igual para igual com o europeu. O dia em que o Santos sucumbiu à categoria de Di Stéfano. E Madri se encantou de vez por Pelé.

Embora se tratasse de um amistoso, promovido em homenagem a Miguel Muñoz, que mais tarde se tornaria um dos treinadores mais longevos do Real Madrid, o que estava em jogo era o título imaginário de melhor time do mundo. Os anfitriões tinham acabado de levantar sua quarta taça consecutiva da Europa. Aos 32 anos, o argentino Alfredo Di Stéfano já empilhava prêmios individuais: Bola de Ouro, quatro artilharias seguidas do Campeonato Espanhol e a façanha de ter marcado gols em todas as finais europeias disputadas pelo Real.

Hospedada no antigo hotel Alexandra, a delegação santista foi recebida com festa e cercada de expectativas na capital espanhola. No entanto, o técnico Lula não queria que seu time se deixasse levar pelo clima de oba-oba. Impondo rígida concentração, explicava aos atletas a necessidade de fazer marcação individual sobre o craque adversário. “Foi recomendado que tivéssemos cuidado com o ataque do Real Madrid, principalmente com o Di Stéfano. O time deles era quase perfeito”, relembra Pelé ao EL PAÍS.

O jogo começou ao feitio do Santos. Logo aos 10 minutos, Pelé acerta um chutaço de fora da área e abre o marcador para os visitantes. Porém, envolvidos pelas movimentações ofensivas do Real, o conjunto praiano sofre três gols em 20 minutos do atacante Mateos, que ofusca as estrelas em campo ao aproveitar assistências preciosas de Di Stéfano. No segundo tempo, os brasileiros reagem com Pepe, em violenta cobrança de um pênalti sofrido por Pelé. Administrando a vantagem, os donos da casa voltam a ampliar com Puskas, mergulhando de peixinho para testar a bola dentro da área. O Santos é valente e Pelé não se dá por vencido. Mais uma jogada do camisa 10, chute forte, o goleiro espalma e o rebote fica com Coutinho, 16 anos recém-completados, que empurra para as redes.

A poucos minutos do fim da partida, o cansaço castigava os alvinegros. Sentiam a pesada sequência de compromissos na excursão (14 jogos em 25 dias e seis países diferentes) e o ritmo imposto pelo Real Madrid. “Eu fiquei sabendo do jogo no Bernabéu dois dias antes”, conta o ex-atacante Pepe, segundo maior artilheiro do Santos depois de Pelé. “Era jogo atrás de jogo. Nós estávamos exaustos.” Aos 38, Di Stéfano, que passou em branco na partida, apresentou sua última pitada de genialidade aos torcedores merengues. Avançou pelo meio com a habitual elegância e descolou um passe milimétrico nos pés de Gento, que fechou o placar.

Apesar da derrota por 5 a 3, a apresentação no Bernabéu serviu para valorizar o passe dos jogadores santistas. Filho de espanhóis, Pepe recebeu propostas de Barcelona e Valencia. Ficou balançado, pois seu sonho era levar os pais de volta para a Espanha. No jogo seguinte, o Santos foi a Corunha enfrentar o Botafogo pelo tradicional Troféu Teresa Herrera. Em uma exibição de gala, venceu o time de Garrincha, Didi, Nilton Santos e Zagallo por 4 a 1. Depois da partida, Pepe, que marcara dois gols, pegou o trem rumo a uma pequena vila da Galícia, onde conheceu a avó materna. A ligação familiar com o país não foi suficiente para convencê-lo de trocar o Santos pelo futebol europeu. “Naquela época, a gente tinha um vínculo muito forte com o clube”, diz.

Diante do Real Madrid, conta Pepe, o parceiro Pelé foi “o Pelé de sempre”. Driblou, arrancou, chutou e lançou, justificando todas as expectativas em torno de seu nome. O então presidente do clube merengue, Santiago Bernabéu, passou pelo hotel Alexandra para visitá-lo, mas, embora encantado com seu futebol, concluiu que ele ainda era muito jovem. Mais tarde, o Real tentaria contratá-lo, mas sem sucesso. “Com 16 anos, fiz meu primeiro jogo como profissional do Santos e, ao longo da minha carreira, sempre tive propostas de outras equipes. Nunca aceitei porque me sentia bem no clube que me revelou”, afirma Pelé.

Se, por um lado, jogar na Europa não era sua obsessão, o Rei sonhava com uma revanche contra o Real Madrid. Aquela virada sofrida em Chamartín ficou entalada na garganta. Além do cansaço acumulado na excursão, o Santos também reclamava de outra penalidade em cima de Pelé, que teria sido ignorada pelo árbitro. O clube chegou a propor duelos aos espanhóis, que alegavam falta de brecha no calendário para realização da partida. Pelo tira-teima, Pelé e seus companheiros topavam até mesmo voltar ao Santiago Bernabéu, onde Pepe acabou atingido por uma garrafa que havia sido arremessada em direção ao bandeirinha e, por azar, o acertou na cabeça. “Dei sorte de não ter pegado em cheio. Mas, depois do jogo, os dirigentes do clube vieram me pedir desculpas. Fomos muito bem tratados em Madri.”

Em 1965, surgiu a oportunidade para o reencontro. Os dois times decidiriam a final do quadrangular em que haviam superado Boca Juniors e River Plate, em Buenos Aires. No entanto, o Real Madrid desistiu de disputar a partida e abriu mão do troféu para o Santos. “Nessa época, o Santos provou que era melhor time que o Real. Com todo o respeito, o que aconteceu na Espanha foi um acidente”, diz Pelé, ainda ressentido pela chance negada de dar o troco aos espanhóis. “A grande prova de que esse jogo [no Bernabéu] foi um presente para o Real Madrid é que sua diretoria nunca aceitou uma revanche.”

Enquanto os jornais espanhóis rendiam manchetes ao “esplêndido triunfo do Real Madrid”, as publicações no Brasil se curvavam à maestria de Di Stéfano, exaltando sua capacidade de jogar para equipe em contraponto a um Santos que jogava por Pelé. Em 2000, a FIFA elegeu o Real como maior clube do século XX. Depois daquele amistoso, sua geração de ouro conquistou mais uma Liga dos Campeões, uma Copa Intercontinental e outros quatro títulos do Campeonato Espanhol. “Acredito que o Santos foi melhor. Também ganhamos vários troféus pelo mundo”, pondera o Rei.

A equipe da Vila Belmiro ficou em quinto lugar na lista da FIFA. Passada a excursão em que somou 13 vitórias e cinco empates em 23 jogos na Europa, seu apogeu viria na década seguinte, quando faturou o bicampeonato das Copas Libertadores e Intercontinental, além de seis Brasileiros. Pelé e Di Stéfano nunca mais se enfrentaram. O argentino jamais disputou uma Copa, ao contrário do Rei, que ainda ganhou outros dois títulos mundiais com a seleção. A FIFA o reconheceu como o ‘Atleta do Século’, mas nenhum de seus feitos no futebol foi capaz de fazê-lo esquecer o jogo memorável em que Madri reverenciou duas majestades.

Obras entram em fase de finalização no Baenão

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Em declarações ao site Remo100porcento, a diretora de Patrimônio Aline Porto explicou as dificuldades encontradas na reta final das obras de reforma do estádio Evandro Almeida e dos prazos para entrega de laudos técnicos. A menos de um mês do jogo de reabertura, contra o Juventude, pela 11ª rodada da Série C, provavelmente no dia 7 de julho (domingo), os trabalhos entraram em fase de finalização.

As vistorias começam nesta semana e a diretora avalia que, numa escala e 0% a 100%, a obra de reforma já atingiu 95%. Mais de 9 mil ingressos-combo (ao preço de R$ 100,00) já foram vendidos antecipadamente. Aline Porto informou que o Baenão deverá receber uma visita técnica de representantes da CBF, que farão uma inspeção completa nas instalações do estádio.

Renda recorde da Seleção vira mistério

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A Copa América no Brasil começou com estádios vazios e rendas altas. Como é possível? Os preços dos ingressos são caros, com mínimo de R$ 120 (inteira) na maioria das partidas da primeira fase, o que explica os lugares vazios e valores milionários em jogos como Peru x Venezuela, sábado (15) em Porto Alegre, e Paraguai x Qatar, domingo (16), no Maracanã.

O grande mistério, e que até o momento o COL (Comitê Organizador Local) não explicou, é como a partida Brasil x Bolívia, na abertura sexta-feira (14), teve pouco mais de 46 mil pagantes e renda de incríveis R$ 22 milhões, a maior já divulgada no futebol brasileiro.

O valor médio do tíquete nos números anunciados do jogo do Morumbi foi de R$ 485, menor apenas do que a entrada mais cara vendida para o torcedor em geral nessa partida, de R$ 590 (inteira), a categoria 1. Havia bilhetes nos valores de R$ 360, R$ 260 e R$ 160, menores o que a média. O UOL Esporte questiona desde sexta-feira após a partida o COL para explicar a renda milionária, que não bate com os torcedores presentes no estádio, e qual foi a carga total colocada à disposição, mas até o momento não houve resposta.

Uma das possibilidades é a de que o valor tenha incorporado a receita de pacotes de hospitalidade, com ingressos para camarotes e áreas VIP, muitas delas compradas por patrocinadores da Conmebol e da competição. Não é comum que torneios de seleções como a Copa América divulguem renda de partidas específicas, apenas uma receita total ao fim do torneio, englobando áreas de hospitalidade — é o que a Fifa faz na Copa do Mundo, por exemplo.

Há preocupação na cúpula da Conmebol com os estádios vazios. O Blog do Rodrigo Mattos revelou que será feita uma cobrança ao COL, isso porque as duas partidas com pior venda para a primeira fase ainda nem ocorreram — Bolívia x Venezuela, dia 22 de junho, e Equador x Japão, dia 24 de junho, ambos no Mineirão, que não chegavam a 5 mil entradas negociadas ao fim da semana passada. A diretoria do COL apostava que o início da Copa América, e a paralisação do Campeonato Brasileiro, que teve rodada até a véspera da abertura, fariam com que os torcedores se animassem em comprar ingressos para a competição de seleções, mas até o momento isso não ocorreu. (Transcrito do UOL)