Com golaço de Danrlei, Papão confirma 1º lugar na classificação

Com gols de Rildo e Danrlei, um em cada tempo da partida, o PSC confirmou o primeiro lugar do Grupo A da Série C e agora terá como adversários no quadrangular da 2ª fase Ituano, Botafogo-PB e Criciúma. Os quatro times disputarão duas vagas à Série B 2022. Com 30 pontos, o Paysandu ficou com a 1ª colocação da chave, enquanto que o Manaus se classificou em quarto lugar, com 26 pontos.

O primeiro jogo do Papão será fora, contra o Criciúma, enquanto a partida final será em Belém. O outro quadrangular terá Novorizontino (1º do grupo B), Tombense (2º do grupo A, Ypiranga-RS (3º do grupo B) e Manaus (4º do grupo A). A partir de agora, os jogos da Série C já terão o uso do VAR.

O quadrangular decisivo da Terceirona será disputado de 2 de outubro a 7 de novembro, com partidas de ida e volta. Os dois melhores de cada grupo garantem o acesso à Série B 2022, com os líderes disputando o título.

Na partida deste sábado, o PSC foi mais objetivo e conseguiu estabelecer a vantagem que buscava. Começou melhor, tocando a bola a partir do meio-campo e marcou logo aos 12 minutos. José Aldo lançou Rildo, que tocou na saída do goleiro. O Manaus saiu em busca do empate e pressionou bastante, criando várias situações de perigo.

No segundo tempo, o time amazonense se manteve no ataque, mas foi o Papão que voltou a marcar. Aos 19 minutos, Danrlei (que havia entrado no intervalo) limpou a jogada em cima de dois marcadores e disparou no ângulo esquerdo de Gleibson. Um golaço.

Danrlei comemora o segundo gol do Papão

Jogos da segunda fase:

Criciúma X Paysandu – 3/10
Paysandu X Botafogo-PB – 9/10
Ituano X Paysandu – 17/10
Paysandu X Ituano – 23/10
Botafogo-PB X Paysandu – 30/10
Paysandu X Criciúma – 6/11

Para turbinar a campanha

POR GERSON NOGUEIRA

Jogadores agradecem apoio da torcida do Remo — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

Foi na raça e na persistência. Aos 51 minutos do 2º tempo, Felipe Gedoz cobrou escanteio em curva e Jefferson testou para as redes do Náutico. Uma explosão de alegria tomou conta do Baenão e da torcida azulina em todo o Estado. O gol teve o condão de transformar em êxito todo o esforço do time ao longo da etapa final.

Sim, porque no primeiro tempo as coisas foram bastante diferentes, para pior. O Remo não conseguia articular jogadas no meio, atacava sem convicção pelos lados. Wellington Silva se lesionou sozinho e Tiago Ennes entrou, dando um pouco mais de contundência pela direita. O problema é que o atacante de lado era Rafinha, que não acertava uma.

Enquanto isso, Jean Carlos cobrava uma falta após outra sempre levando perigo ao gol de Tiago, o substituto de Vinícius. Os escanteios também vinham em sequência, acentuando a sensação de perigo.

O Remo só respirou melhor quando se dedicou a explorar os avanços de Victor Andrade pela esquerda. Um chute forte do ponta deu trabalho ao goleiro e levantou a torcida pela primeira vez. Aos 27’, outra investida de Andrade resultou em passe para Artur, mas Lorran salvou.

Ao lado de Raimar, o ponta foi responsável pelas melhores manobras junto à área pernambucana. Aos 32’, o lateral acertou um chute rasteiro, que obrigou o goleiro Alex Alves a espalmar para escanteio.

O melhor momento do Remo foi aos 42’, quando Raimar cruzou rasteiro para o centro da área e Gedoz chegou chutando, mas a bola raspou na zaga e saiu. O Náutico fez um cerco nos minutos finais, com Jean Carlos batendo forte para intervenção de Lucas Siqueira, que tirou para escanteio.

Veio o segundo tempo e o panorama não se alterou. O Náutico valorizando a posse de bola e os corredores laterais, o Remo se defendia com boa atuação da dupla Jansen e Marlon em meio a escanteios seguidos. O aperreio só acabou quando Felipe Conceição finalmente trocou Rafinha por Lucas Tocantins, aos 16 minutos.

A partir daí, o Remo passou a ter Victor Andrade-Raimar na esquerda e Tocantins-Ennes pela direita. O Náutico parou de atacar e teve que se recolher à defesa. Jean Carlos sumiu e a pressão mudou de lado. Tocantins chegou logo dando as cartas, chutando com muito perigo aos 19’.

Depois, acabou causando involuntariamente a saída do goleiro Alex Alves. Tocantins foi lançado por Victor Andrade e disputou a bola com Alex, que se lesionou e teve que ser substituído por Jefferson.

Minutos depois, novas trocas no Remo. Neto Moura e Pingo substituíram Marcos Jr. e Lucas Siqueira. O time ganhou mais consistência no meio, adiantou a marcação e as jogadas passaram a ser priorizadas pelos lados.

Os frutos da mudança ficariam ainda mais visíveis depois que Jefferson entrou, substituindo a Victor Andrade. Aberto pela direita, ele começou a ameaçar com chutes cruzados, cabeçadas e provocando faltas junto à área. Na outra ponta, Tocantins fazia o mesmo papel.

Aos 33’, Gedoz cruzou na cabeça de Jefferson, ele desviou e a bola bateu em Lorran saindo à esquerda da trave. No escanteio, Jansen subiu e cabeceou para as redes, mas a bola havia saído antes e o gol foi anulado.

A torcida empurrava o time e o Náutico se encolhia. E ficou mais defensivo ainda quando Carlão foi expulso após falta violenta em Tocantins, aos 46’. Nos instantes finais, o Remo conseguiu dois escanteios e no segundo saiu o gol. Gedoz cobrou e Jefferson cabeceou no canto direito da trave.

Vitória suada, mas justa, pelo esforço que a equipe fez na etapa final. Não desistiu nem quando tudo parecia conduzir ao empate. Uma postura altiva e confiante bem ao gosto da exigente e vibrante torcida remista. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Bola na Torre

O programa vai ao ar às 23h30 deste domingo, na RBATV, com apresentação de Guilherme Guerreiro e participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, a trajetória dos clubes paraenses nas séries B, C e D do Campeonato Brasileiro. A edição é de Lourdes Cézar.

“Crônicas de Baião” sai finalmente do forno

O amigo Jonas Favacho, um baionense de quatro costados como eu, avisou na sexta-feira: vem aí o lançamento do livro “Crônicas de Baião”, que reúne textos e colaborações de vários filhos da terrinha. A data festiva de apresentação da brochura será 29 de outubro, em local da cidade a ser definido.

O livro foi impresso na Imprensa Oficial do Estado e tem 366 páginas – “uma para cada dia do ano e ainda sobra uma de lambuja”, como Jonas diz, brincando. Óbvio está que a obra, produto de um esforço coletivo, servirá como desculpa para um reencontro pai d’égua entre baionenses que vivem espalhados por aí, soltos no mundo.

Seleção agora tem “jogadores flechas”

Depois das formulações sobre mapa de calor, aprumo do eixo corporal, extremos agudos, eis que Tite estreou neologismo nesta sexta-feira ao anunciar a tediosa convocação da Seleção para os próximos jogos das Eliminatórias. Para não perder o hábito, o técnico definiu alguns atacantes como “jogadores flechas”, sabe-se lá o que isso venha a significar.  

O que se sabe é que, com ou sem flechadas, o escrete terá de novo Paquetá e Vinícius Jr., que vive bom momento no Real Madrid, além de Antony e Edenilson, novidades da vez. Pode-se criticar Tite pelo futebol chato da Seleção, mas ninguém há de negar sua prestimosa contribuição para atualizar vocabulário dos comentaristas moderninhos de canal fechado. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 26)

Com gol no minuto final, Leão derrota Timbu e chega ao 8º lugar na Série B

Jeferson REMO X NAUTICO

Foi com raça e emoção. Em partida vibrante no final, o Remo venceu o Náutico por 1 a 0 e pulou para a sétima posição na classificação da Série B. O gol salvador foi marcado por Jefferson, escorando cobrança de escanteio de Felipe Gedoz. O jogo começou equilibrado, mas o Náutico leva perigo em bolas paradas, quase sempre chutadas pelo meia Jean Carlos. As investidas do time pernambucano se acentuaram entre os 14 e os 20 minutos. O Remo reagiu aos 36′ em chute de Raimar que levou muito perigo.

Nos instantes finais, Gedoz quase fez o gol após boa jogada de Raimar. Aos 44′, Tiago Ennes aproveitou rebote e mandou rasteiro à direita do gol do Timbu.

No segundo tempo, o Remo voltou mais agressivo, saindo com mais rapidez de seu campo e levou perigo em trama de Victor Andrade e Artur, aos 5 minutos. Aos 6′, resposta do Náutico, com Júnior Tavares chutou forte ao lado do gol de Thiago Coelho, que substituía ao goleiro Vinícius.

Remo x Náutico Série B

Aos 18′, Lucas Tocantins (que substituiu a Rafinha) disparou chute forte, mas a bola desviou em Breno Lorran. Aos 29′, Alex Alves sentiu lesão e foi substituído pelo reserva Jefferson. Aos 33′, Gedoz cruzou para Jefferson, que cabeceou em cima de Breno e a bola saiu muito perto do gol.

O Remo se instalou no campo de defesa do Náutico e, empurrado pela torcida, insistiu tanto que acabou chegando ao gol. Aos 51′, Gedoz cobrou escanteio no primeiro pau e Jefferson, de cabeça, desviou para as redes. Uma explosão da torcida dentro e fora do Baenão. Vitória importante porque coloca a equipe no G10 da Série B.

Torcida é a grande atração

POR GERSON NOGUEIRA

Torcida do Remo não poderá comparecer ao Baenão neste sábado, dia 21 — Foto: Fabio Lima/Olhar da Bancada

Remo e Náutico travam hoje um jogo importantíssimo para os planos de ambos na Série B. O Leão é o 12º colocado, com 33 pontos; o Timbu é o oitavo, com 35 pontos. Em caso de vitória azulina, o Remo sobe três posições na classificação e entra para o G10. Diante de todos esses aspectos, há um detalhe que diferencia essa partida em relação às anteriores: é a primeira com a presença do Fenômeno Azul.

Após 599 dias, a torcida se fará presente nas arquibancadas do Evandro Almeida. Ainda em tamanho reduzido, é verdade, mas já em quantidade suficiente para empurrar o time em busca de mais uma vitória. A última participação da galera em jogo do Remo foi contra o Independente Tucuruí, pelo Parazão 2020.

A autorização da Prefeitura de Belém é para 30% da capacidade do estádio. Com isso, cerca de quatro mil torcedores terão acesso ao estádio, a maioria pagando ingresso ao preço de R$ 140,00, valor projetado pela diretoria do Leão para evitar prejuízos, visto que as despesas com fiscalização e estrutura para cumprir o protocolo sanitário devem comprometer a receita auferida com a bilheteria.

O montante de ingressos – já excluída a parte destinada a gratuidades legais, promoção Jogo da Luz e sócios torcedores do Programa Nação Azul – soma pouco mais de 2 mil bilhetes à venda. Só poderão ter acesso à partida maiores de 18 anos em dia com as exigências do protocolo sanitário, como a carteira de vacinação (duas doses) e sem apresentar sintomas da doença.

Em campo, com a bola rolando, o Remo terá que fazer por onde merecer os aplausos da torcida. Pela campanha é justo que seja incentivado do começo ao fim. O último jogo, porém, deixou uma impressão ruim, pelo desleixo com que a equipe se comportou em Campinas.

A notícia de que Vinícius e Romércio são desfalques para hoje trouxe novo abalo. É fato que o Remo tem sofrido muitas perdas ao longo do campeonato, talvez seja até o time mais penalizado com lesões. Há também o entendimento de que a forma de disputa da Série B sacrifica os clubes, mas no caso azulino a situação já beira o limite máximo.

O retorno antecipado de Romércio lembrou o que ocorrido com Kevem e Tiago Ennes, também apressadamente reaproveitados na equipe. Nem mesmo o elogiado centro médico do clube, o Nasp, é capaz de dar conta de tantas baixas e retrabalhos, pois jogadores que não se recuperam plenamente acabam voltando a desfalcar o time. (Foto: Fabio Lima/Olhar da Bancada)

Andrade é arma do Leão e Náutico volta com o ex

Em função das perdas, Felipe Conceição terá que novamente mexer na estrutura da equipe, a começar pelo gol. Tiago Rodrigues substitui Vinícius, que disputou 40 dos 42 jogos do Remo na temporada. A defesa deve ter Jansen e Marlon e a lateral esquerda fica com Raimar.

Na frente, Victor Andrade retorna, o que é sempre sinal de arrancadas e situações agudas na área. A dúvida é sobre quem será o parceiro de ataque, se Felipe Gedoz ou Renan Gorne ou Lucas Tocantins.

O Náutico teve um começo auspicioso, mas foi caindo pelas tabelas e agora tenta se reerguer, trazendo de volta inclusive o técnico que havia sido demitido há um mês, Hélio dos Anjos.

Aliás, a trajetória é curiosa: demitido no dia 18 de agosto, Hélio acionou o clube na Justiça no dia 31 de agosto e, miraculosamente, foi recontratado ontem. O Brasil sempre a nos surpreender.

Dani Alves e o mistério da eterna juventude

Mesmo com passagem discretíssima pelo São Paulo, Daniel Alves desfruta de um aleijão bem característico do futebol brasileiro: a fé inabalável na longevidade de jogadores famosos. É como se o passado glorioso fosse garantia absoluta de êxito permanente. Vários veteranos estão retornando ao país, atraídos pela surpreendente bonança (nem sempre bem explicada) financeira de alguns clubes.

Nos últimos dias, desde que se desligou do S. Paulo, Dani é brindado com sondagens de vários clubes brasileiros e até de fora – o Boca Jrs. estaria no páreo. Especulou-se nos últimos dias o interesse de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR, mas a bola da vez é o Fluminense, que corajosamente oficializou proposta para ter o lateral-direito de 38 anos.

O mesmo Fluminense que só nesta semana conseguiu enfim botar em dia três meses de salários atrasados com jogadores e funcionários.

Para quem se mostrava surpreso com a ousadia tricolor, eis que a diretoria estabeleceu esta sexta-feira como o Dia D para fechar o negócio. Espantosamente, pagar R$ 1 milhão de salários parece não ser problema, pois o clube aposta em parceiros para bancar o negócio – coisa que o S. Paulo, aliás, não conseguiu.

O destino de Daniel Alves será definido logo, até porque o prazo de inscrições no Brasileiro termina exatamente hoje. Como só disputou seis jogos pelo S. Paulo, ainda pode ser inscrito.

Apesar da oferta, o Fluminense ainda corre o risco de perder a corrida pelo campeoníssimo lateral para clubes mais endinheirados no prodigioso mercado paralelo que dita as regras por aqui. Flamengo e Atlético-MG podem atropelar na reta final.

Daniel, que foi o vovô-garoto da última Olimpíada, joga hoje muito mais em função do prestígio amealhado na belíssima trajetória. O talento com a bola nos pés ainda é visível, mas jogar sem correr não é mais possível. Só não é chamado de ex-jogador em atividade, como Felipe Melo, porque sua carreira impõe respeito.

Em resumo, negócio de altíssimo risco, principalmente para um clube de caixa baixa como é o Flu hoje. Vale dizer que o S. Paulo, que ficou com dívida estimada em R$ 24 milhões, festeja ter se livrado de um fardo. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 24)