Brigatti isenta jogadores e pede desculpas à torcida pelo fim do sonho do acesso

“Chegamos ao limite técnico, físico e tático. Então até difícil questionar esclarecer e tem que ser frio, calculista. Estávamos numa situação difícil. Foram guerreiros e agora não conseguimos uma situação no quadrangular de acesso”, disse o técnico João Brigatti após a derrota do Paissandu para o Ypiranga, que significou o fim do sonho pelo acesso. Em tom melancólico, o treinador pediu desculpas à torcida.

“Pedir desculpa ao torcedor, mas o resultado final marca a gente. Paissandu nunca deixou de ser valente, buscar as vitórias, mas tudo tem limite. Chegamos ao limite na hora decisiva. Não nos impomos no fim e saímos derrotados. É terrível para o clube, profissionais e agora tentar buscar o acesso este ano”, concluiu.

A delegação retorna a Belém na madrugada da próxima segunda-feira (18) já pensando na disputa da Copa Verde, que começa na próxima semana.

Dupla Re-Pa perde na rodada, mas Leão vai decidir final da Série C

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Com um gol de Mossoró, logo aos 2 minutos do segundo tempo do confronto com o Paissandu, neste sábado (16), em Erechim, o Ypiranga conseguiu a vitória, mas não levou o acesso. Acabou ficando em 3º lugar no grupo D da Série C, superado pelo Londrina (PR), que venceu o Remo por 1 a 0 (Alemão contra) em Belém. O PSC, que dependia exclusivamente de suas forças, não conseguiu se impor na partida, apesar de uma atuação sem sustos no primeiro tempo. Na classificação, o campeão paraense ficou na lanterna do grupo, superado pelo Ypiranga no saldo de gols.

No estádio Colosso da Lagoa, o Ypiranga começou atacando em busca do gol, mas errava muito nas finalizações. Ainda assim, teve chances com Neto Pessoa e Jean Silva. O PSC superou o nervosismo inicial e ameaçou em duas chegadas agudas, com Nicolas e PH.

Depois do intervalo, o Ypiranga mostrou mais agressividade e chegou ao gol após jogada de linha de fundo. A bola foi cruzada na área e Mossoró chegou batendo de primeira, sem chances para o goleiro Paulo Ricardo. O time gaúcho ainda pressionou em busca do segundo gol, obrigando o goleiro paraense a uma grande defesa e colocando uma bola na trave.

No final, veio a frustração com a notícia de que o Londrina vencia o jogo no Mangueirão.

Contra um Remo modificado pela ausência de dois titulares (Salatiel e Marlon), o Londrina botou pressão desde os primeiros minutos, arriscando chutes de fora da área. Quase ao final do primeiro tempo, um chute de Douglas Santos pegou efeito e quase enganou Vinícius.

A melhor chance azulina foi do volante Lucas Siqueira, que chutou rasteiro, rente ao poste esquerdo do goleiro Dalton.

A segunda etapa mostrou mais equilíbrio, mas o time paranaense era o mais agressivo e acabou chegando ao gol nos instantes finais, após cruzamento da direita que foi desviado pelo zagueiro Gilberto Alemão para as redes. Os azulinos ainda tentaram chegar ao empate, mas não havia mais tempo.

No final da rodada, o Remo confirmou classificação à final do campeonato e o Londrina comemorou o acesso.

A história se repete: “Vem Pra Rua” e jornalistas sem noção querem “Fora Bolsonaro” apartidário

Por Kiko Nogueira, no DCM

Enquanto ninguém vai às ruas protestar contra Bolsonaro por causa da pandemia, os sommeliers de passeata e os oportunistas já começam a bulir com os granadeiros.

O Vem Pra Rua voltou com a canalhice de “não levar bandeira”. Aliás, “apenas a do Brasil”.

Golpista bom não envelhece.

Mariliz Pereira Jorge, a Dercy Gonçalves da Folha, foi ao Twitter dar seu parecer sobre o assunto. Mariliz é um caso raro de coerência na burrice.

Para ficar somente num caso, ela fez uma defesa famosa, pelos motivos errados, do direito de Danilo Gentili chamar Maria do Rosário de “puta” porque ela é “política”.

“Zero paciência pra quem acha que vai derrubar Bolsonaro levantando bandeira de partido, enxotando quem votou no Genocida e se arrependeu. Inteligência emocional -10. Quando leio essas coisas, entendo que as chances de impeachment sejam baixas. Pessoal não se une nem aqui fora”, escreveu.

(É curioso como todo idiota que sobe no palanquinho de rede social se acha um guia genial das massas).

A ausência de símbolos partidários nas “jornadas de junho” era parte do discurso raso antipolítica dos grupos fascistóides que acabaram sequestrando os protestos.

O blablablá era exatamente esse que gente como Mariliz repete: as pessoas “comuns” seriam “enxotadas” etc e tal. Partidos malvados conspurcariam a “pureza” do movimento.

Eu vi quando, na Paulista, pitbulls chefiados por Marcelo Reis, dos Revoltados Online, partiram para cima de manifestantes com pavilhões da CUT.

Deu no que deu.

O que Mariliz está querendo, no fundo, é alijar as organizações de esquerda do processo.

Tem que ser limpinho e cheiroso e só ter cidadão de bem. Afinal, são todos corruptos e o gigante acordou.

Já vimos esse filme antes, talquei?

É preciso encampar o “Fora Bolsonaro”. Mas vamos combinar antes para que a estultice, misturada com a má fé, do pessoal da Mariliz e do Rogério Chequer (por onde anda esse sujeito??) não prospere.

Concentração e foco

POR GERSON NOGUEIRA

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Nunca foi fácil buscar vitória em campo inimigo. Em qualquer competição, a tarefa mais espinhosa é desafiar adversários dentro de seus domínios, mesmo que não haja torcida presente, como na atual Série C. O fato é que o PSC se prepara para jogar amanhã em Erechim (RS) contra o Ypiranga ciente da complexidade da missão.

Foco, disciplina e concentração são virtudes que não podem faltar ao time no confronto de sábado. Será preciso atuar em altíssimo nível para superar um adversário qualificado e extremamente agressivo no ataque. O Ypiranga paga o preço de um mau começo na segunda fase da competição, quando sofreu três derrotas.

Ocorre que nas últimas duas rodadas o time gaúcho se recuperou e vem mostrando um impressionante apetite no esforço pela recuperação plena. Derrotou o Remo e empatou com o Londrina, no estádio do Café, em partida na qual foi muito superior. Teve chance de vencer, perdeu um pênalti e jogou o tempo todo no campo de defesa do Tubarão.

Por tudo isso, o papel que caberá ao PSC é o de jogar sempre em voltagem superior ao do anfitrião. Não poderá cometer o erro de ceder espaço ao Ypiranga. Pode (e deve) se defender com organização, afinco e sabedoria.

O esquema de três zagueiros, utilizado exitosamente diante do Londrina, não parece o mais adequado para conter o Ypiranga. Da maneira como foi executado, o 3-5-2 visto no estádio do Café foi um primor de defensivismo, com atribuições de marcação que envolviam até o atacante Nicolas.

Contra o Ypiranga, marcar será apenas uma das responsabilidades dos bicolores. Será necessário vigiar e combater o rápido sistema ofensivo adversário, mas sem descuidar da ocupação de espaço e busca de jogadas rápidas pelos lados.

A volta dos laterais Tony e Bruno Collaço certamente vai contribuir para que os ponteiros Vítor Feijão e Marlon (ou Uilliam) tenham mais alternativas para avançar sobre a zaga do Ypiranga. O contra-ataque deve ser usado de maneira inteligente, a partir de saídas em velocidade pelo meio ou pelos lados.

Uchôa é volante e funciona como o organizador que o Papão não tem. Sabe passar e armar. Se puder atuar em tempo integral, será o ponto de equilíbrio de um meio-campo que perdeu dinâmica enquanto ele esteve fora.

Citei ali em cima uma dúvida para o ataque, em função do rendimento recente de Marlon na competição. Depois de brilhar na fase de classificação, o atacante teve uma queda técnica vertical. Pouco participativo, virou substituição carimbada no 2º tempo.

Brigatti e o PSC irão precisar de atacantes que tenham constância e sejam agudos. Oportunidades sempre surgem para os dois lados em jogos decisivos. Que o Papão saiba aproveitar as suas. (Foto: Jorge Luís Totti/PSC)

Sonho do bicampeonato move a esquadra azulina

Tenho acompanhado programas da Rádio Paiquerê, de Londrina, para ouvir as projeções que amigos de lá fazem sobre o duelo decisivo de amanhã com o Remo. Além do prazer de ouvir os amigos J. Mateus e Reinaldo Furlan, parceiros de cobertura das Copas de 2006 e 2010, é interessante notar como eles enxergam o futebol do Pará.

Um dirigente do Londrina chegou a admitir que existiriam “malas” viajando, e não falou como na piada que diz que toda mala vem para Belém. Falou meio sério, dando a entender que o clube paranaense estaria disposto a tudo.

Bem, cartolas vivem expondo desnecessidades e fugas de ideia, mas talvez os londrinenses não entendam a importância que o jogo adquiriu para o Remo. O acesso era a meta principal dos azulinos, mas sua conquista não excluiu a segunda ambição: o bicampeonato da Série C.

Em 2005, jogando em Novo Hamburgo, o Remo de Roberval Davino botou a mão no laurel de maior relevância neste século. Era o título nacional que o clube tanto buscava. Agora, 15 anos depois, surge a oportunidade de repetir aquela façanha e ninguém no Evandro Almeida admite desperdiçar essa chance.

Além das vantagens naturais de uma conquista nacional, como o acréscimo de pontos no ranking oficial da CBF, há o fator rivalidade. Neste século, o PSC já foi campeão brasileiro da Série B (2001), levou a Copa dos Campeões (2002) e participou da Libertadores, em 2003.

O Remo luta, como todo grande clube que se preze, para reduzir toda e qualquer desvantagem em relação ao rival maior. A diretoria quer, os jogadores também e a torcida mais ainda.

Talvez por ser um clube interiorano, o Londrina não entenda bem a lógica disso tudo, mas alguém precisava dizer isso àquele dirigente boquirroto.

Dois azulinos, agora palmeirenses, na final da Libertadores

Weverton é um dos maiores nomes da campanha que levou o Palmeiras à disputa da Libertadores depois de duas décadas. Seguro, tranquilo e sortudo, reúne todas as qualidades que um grande goleiro deve ter. Graças a ele, o embate decisivo com o River Plate na semifinal terminou favoravelmente ao Palestra.

Goleiro campeão com a seleção olímpica e convocado várias vezes por Tite, Weverton forma com Rony a pequena porção de ex-azulinos no milionário elenco alviverde. Muitos torcedores do Remo nem sabiam dessa curiosidade, que uma matéria de um site nacional citou nesta semana.

No início da carreira, ele defendeu o Remo, em 2006-2007. Sem maior destaque, é verdade, mas foi tempo suficiente para sempre mencionar o Leão em entrevistas. Ao contrário, por exemplo, de Clemer, que faz questão de suprimir essa parte do currículo. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 15)

Surto de covid-19 desfalca Remo para jogo contra o Londrina

Paysandu 0×1 Remo (Lucas Siqueira, Tcharlles e Salatiel)

Após exames realizados na terça-feira, 12, o departamento médico do Clube do Remo informa que os atletas Mimica, Marlon, Gelson, Carlos Alberto, Salatiel, Augusto e o técnico Paulo Bonamigo testaram positivo para a covid-19. Os jogadores e o treinador azulino estão com sintomas leves e foram afastados das atividades normais do clube, seguindo o protocolo estabelecido pela CBF e Organização Mundial da Saúde. Durante esse período, os atletas serão monitorados pelo DM remista.

Salatiel e Marlon são titulares e desfalcam o time na partida deste sábado contra o Londrina. Mimica, Carlos Alberto e Augusto são reservas importantes no esquema de Paulo Bonamigo, que também não poderá acompanhar a equipe ao lado do gramado. O provável time para o jogo que pode dar ao Remo a condição de finalista da Série C é: Vinícius; Ricardo Luz, Rafael Jansen, Fredson e Ronald (Lailson); Charles, Lucas Siqueira e Felipe Gedoz; Hélio Borges, Tcharlles e Wallace.