Guardiola usa camiseta antifascista em entrevista

Pep Guardiola

Pep Guardiola, técnico do clube Manchester City, da Inglaterra, deu o que falar nesta terça-feira, ao aparecer em uma entrevista coletiva com uma camiseta que dizia “Love Simone, hate fascism”. Guardiola também declarou seu amor pela cantora Nina Simone. “Me envergonho por como nós brancos tratamos os negros durante os últimos 400 anos”, declarou, afirmando apoiar o movimento Black Lives Matter

Junto com a frase, a camiseta tinha uma foto da cantora e compositora estadunidense Nina Simone, uma das maiores artistas do seu país em todos os tempos, e que ele afirmou ser uma das suas preferidas. A mensagem em português seria, então, “Ame a (Nina) Simone, odeie o fascismo”.

Pandemia devasta finanças

Futebol Interior

POR GERSON NOGUEIRA

O mundo virou de pernas pro ar nos últimos 100 dias, com perdas financeiras incalculáveis em todas as áreas de atividade. O futebol não é exceção e, como espetáculo, tem a dependência natural da presença de público pagante e consumidor. Nem mesmo os gigantes europeus abrem mão das receitas geradas pelo comparecimento de torcedores aos estádios.

Notícias veiculadas pela mídia espanhola indicam que a pandemia pode acarretar perdas de até 3,8 bilhões de euros (3,90 bilhões de dólares ou R$ 15,3 bilhões). O cálculo é da European Club Association (ECA), que representa mais de 700 agremiações de todas as divisões profissionais das 55 federações do continente.

A projeção indica que os prejuízos serão sentidos na próxima temporada, mas causam estragos desde já. O impacto financeiro tem o efeito de um abalo sísmico para as finanças, mesmo com a maioria das competições em andamento. Há, por esse motivo, a preocupação em criar uma indústria do futebol mais sustentável a médio e longo prazo.

O reinício das competições cumpre contratos de patrocínio, publicidade e transmissão pela TV, mas deixa em aberto o que seria auferido com a venda de tíquetes. O estudo aponta perda inicial de 1,3 bilhões de euros em 2020 e mais de 2,5 bilhões em 2021, pelos prejuízos com bilheteria.

Desdobrando esse cenário para o futebol paraense, que está a léguas de distância do dinheiro movimentado no Velho Continente, mas que depende desesperadamente dos recursos advindos de cobrança de ingressos, as perdas são igualmente devastadoras.

Retração do Náutico, irritação no Papão e liderança flamenguista ...

A dupla Re-Pa, que tem na força das torcidas uma importante viga de sustentação, vai deixar de faturar com a comercialização de entradas para os jogos como mandantes (contando semifinais e finais) do Campeonato Estadual. Cada clube poderia arrecadar R$ 1,7 milhões, levando em conta rendas de R$ 200 mil na fase classificatória, R$ 500 mil na semifinal e R$ 1 milhão na decisão.

Compensar a ausência de público é o desafio das diretorias e o trabalho terá que ser desenvolvido ainda em julho, antecipando-se à reabertura do Parazão. Tanto Remo quanto PSC se empenham em projetos de marketing que visam atrair o torcedor numa espécie de corrente solidária.

Essas iniciativas permitirão atenuar o impacto das perdas, mesmo que em valores obviamente modestos. A venda de ingressos virtuais e sorteios de prêmios para sócios torcedores são alguns dos planos em vista, dentro do que é possível fazer.

Juninho: um raio de consciência em meio à alienação

Em entrevista ao The Guardian, de Londres, Juninho Pernambuco confirma que continua craque, mesmo fora de campo. “O establishment no Brasil não tem empatia e quer que nós não tenhamos também. A elite [econômica brasileira] não entende o tamanho das desigualdades financeiras no país que, se aumentarem, causarão violência. Estamos assistindo isso se desenrolar agora”, disparou sobre as desigualdades sociais que se perpetuam no Brasil.

Estamos tão desacostumados com vozes inquietas, como Afonsinho e Sócrates, que soa estranho ouvir um ex-jogador de futebol do Brasil preocupado com tais assuntos. Esclarecido e politizado, Juninho não foge de nenhum tema importante. Tudo é urgente e necessário.

Observa, emocionado, segundo a reportagem, que o Brasil faz “tudo errado” quanto à pandemia. “Sinto uma profunda tristeza. Eu sou brasileiro, sei que somos um país pobre e nosso pessoal precisa trabalhar, mas isso (isolamento social para conter o vírus) é uma questão de saúde. Se tivéssemos um lockdown, poderíamos estar perto do fim disso, mas não”.  

Sobre o racismo que campeia no país, Juninho foge das costumeiras passadas de pano de Pelé, Ronaldo Fenômeno, Neymar e outros, que sempre se esquivam de manifestar posicionamento mais contundente.

“Há milhares de George Floyds no Brasil”, diz Juninho, referindo-se ao caso do segurança negro, morto asfixiado por um policial branco nos Estados Unidos, desencadeando uma onda de protestos pelo mundo.

O ex-meia do Vasco admite sofridos embates domésticos pelas posições sempre fortes sobre o cenário político no país. Por isso, parou de falar com 90% dos familiares. “Bolsonaro é um filhote do WhatsApp e das fake news. As pessoas que o apoiavam eram maioria e foi minha decisão me afastar delas”, revelando a rinha comum a muitas famílias brasileiras.

Na entrevista, Juninho fez questão ainda de destacar a importância dos programas de combate à fome tocados pelo ex-presidente Lula e as políticas inclusivas executadas durante o governo Dilma.

A matéria do The Guardian foi publicada ontem e deveria ser lida com especial atenção pelos boleiros alienados, quase nenhum deles preocupado com os problemas que incomodam a Juninho.

Um reforço que o Remo ainda não estreou no Parazão

Um jogador em especial aguarda ansiosamente pelo reinício do Campeonato Paraense. É Dudu Mandai, lateral-esquerdo contratado pelo Remo no começo do ano, por indicação do ex-técnico Rafael Jaques. Pela boa participação na Série C 2019 pelo São José-RS, chegou credenciado como grande reforço para uma posição costumeiramente carente.

Ocorre que uma lesão na coxa esquerda atrapalhou os planos do jogador, que tem 27 anos. Jogou os amistosos preparatórios, mas se contundiu na pré-temporada, em Salinas, e não conseguiu voltar a jogar durante a fase de classificação do Parazão.

Já recuperado e pronto para assumir a titularidade, Mandai mostra preocupação em compensar o clube e satisfazer as expectativas da torcida. O ponto crucial é que o técnico Mazola Jr. apoiou sua permanência no clube, o que é fundamental para o processo de recuperação do atleta.

De características ofensivas, Mandai pode ser um importante reforço para o esquema de aproximação dos setores de meio e laterais com o ataque azulino. Em comparação com o antigo titular, Ronaell, leva a vantagem de ser mais veloz e efetivo nos cruzamentos.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 08)

Sentença suspende decreto que transferiu do MMA para o Ministério da Agricultura a concessão de florestas públicas

A Justiça Federal suspendeu os efeitos de decreto editado em maio deste ano, pelo governo federal, que transferiu o poder de concessão de florestas públicas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A sentença (veja aqui a íntegra) da 1ª Vara foi assinada, nesta quarta-feira (8), pelo juiz federal Henrique Jorge Dantas da Cruz.

O magistrado tomou a decisão ao apreciar ação popular. Em parecer, o Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se pela procedência do pedido, por entender que o deslocamento do poder concedente de concessão florestal para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é incompatível com a natureza e com as competências dessa Pasta, “que carece de capacidade institucional para o desempenho da função que lhe foi atribuída por decreto.”

A sentença ressalta que, na prática, o Poder Executivo edita medida provisória e o Congresso Nacional a converte em lei, daí porque a competência e a estrutura básica de cada ministério devem ser previstas na legislação aprovada pelo Poder Legislativo, e não em decreto. Segundo a decisão, esse foi sempre o procedimento adotado por todos os presidentes da República, inclusive pelo atual, a partir de 1988. Mas esse procedimento não foi observado na edição do Decreto nº 10.347/2020, relacionado ao Ministério do Meio Ambiente.

“É evidente que cada Presidente da República eleito tem suas prioridades e, por isso, confere, dentro do que o Direito permite, a roupagem vitoriosa nas urnas à Administração Pública. Ferir-se-ia a alternância de Poder e a própria soberania popular obrigar o novo Chefe da Administração Pública manter a estrutura criada pelo seu antecessor. Entretanto, o que não é possível é fazer mudanças que dependam de lei”, escreve o juiz.

A sentença destaca que a preferência pelo Ministério do Meio Ambiente, apesar de ser necessário que a gestão das florestas públicas seja feita de forma articulada com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, “é exatamente para que esse último não avance sem ruído, sem estrépito, de modo vagaroso na gestão das florestas públicas, e pouco a pouco escanteie o Ministério do Meio Ambiente”.

Justiça quebra sigilo bancário de assessores de Carlos Bolsonaro

Quatro assessores do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados na investigação de “rachadinha” no gabinete de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, os assessores trabalharam tanto na Câmara Municipal, com Carlos Bolsonaro, como na Assembleia Legislativa, no gabinete de Flávio Bolsonaro, durante o período de quebra de sigilo autorizada pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal.

O intervalo de 2007 a 2018 foi estabelecido confirme o tempo em que Fabrício Queiroz, (apontado como operador da “rachadinha”) ficou alocado no gabinete do senador. Os assessores que são alvo de investigação são a fisiculturista Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente Jair Bolsonaro, Claudionor Gerbatim de Lima, Marcio da Silva Gerbatim (sobrinho e ex-marido da mulher de Queiroz, Marcia Aguiar, atualmente foragida) e Nelson Alves Rabello.

De posse dos dados financeiros dos assessores, os investigadores têm informações sobre a existência ou não da movimentação financeira suspeita no período em que eles estiveram alocados no gabinete de Carlos Bolsonaro. As suspeitas sobre a movimentação financeira no período em que trabalharam na Câmara podem ampliar o escopo da análise sobre o caso de Carlos, atualmente concentrado na existência de funcionários fantasmas. (Do Jornal GGN)

O nascimento da ‘GatoFerj’ (ou a saga do desmonte do futebol do Rio)

O blog transcreve artigo de Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, historiando as manobras urdidas na Federação de Futebol do Rio de Janeiro com o objetivo indisfarçável de beneficiar o Flamengo, tanto na retomada afoita do Campeonato Carioca quanto nas medidas que envolvem o direito de transmissão da decisão da Taça Rio.

Mario Bittencourt, presidente do Fluminense Foto: Nelson Perez/Fluminense

Uma explicação sobre os fatos destes dois dias ilustra de forma nítida o desmonte do futebol do Rio de Janeiro.
Vamos lá:

A FERJ autorizou o Flamengo a transmitir o seu jogo contra o Boavista, dando validade ao direito do mandante;

Em seguida, a FERJ vai à justiça comum e pede que a Globo transmita o jogo da semifinal e finais, mas informa que o Flamengo está respaldado pela MP que garante o direito do mandante;

O Vasco transmite na sua TV o jogo contra o Madureira com anuência da FERJ, que não faz nenhum movimento contrário;

A Globo então consegue uma decisão onde em seu entendimento se desobriga de transmitir o jogo, apesar de já ter pago por ele;

No mesmo dia, o Fluminense ganha o sorteio de mandante realizado na sede da FERJ, sorteio este auditado na hora pelo Presidente do TJD;

O Fluminense então, de forma honesta, faz consulta à TV Globo sobre se poderia realizar a transmissão pela Flu TV, já que a emissora não possui interesse em transmitir o jogo, apesar de já ter pago por ele como mera liberalidade;

No intervalo entre o pedido do Fluminense e a resposta da Globo, o Flamengo, através de se Presidente, procura o Fluminense e pede autorização para transmissão na Fla TV, ou seja, o Flamengo, ao procurar para solicitar a transmissão, reconhece expressamente que o direito e do Fluminense;

O Fluminense não atende o pedido do Flamengo, por que a Globo já pagou por esta transmissão e o clube entende que a transmissão não deve ser comercializada, mas informa que, para o bem do futebol, a transmissão será aberta e que todos os torcedores do país, inclusive os do Flamengo, poderão ver o jogo pela Flu TV de forma gratuita;

Na sequência, a Globo responde que autoriza o Fluminense a transmitir o jogo em seu canal do YouTube sem nenhuma restrição;

O Fluminense faz ofício à FERJ informando que fará a transmissão do jogo, em razão da autorização da Globo, e ressalta que Vasco e Flamengo transmitiram seus jogos em suas plataformas digitais nas rodadas passadas como mandantes que eram;

A FERJ, diferentemente do que fez com o Vasco, exige que o Fluminense comprove que a Globo autorizou a transmissão;

O clube cumpre a exigência da FERJ e envia a comunicação da Globo mostrando que está autorizado;

Curiosamente, logo em seguida, a FERJ publica nota oficial afirmando que o direito segue sendo da Globo, por decisão judicial;

Em seguida, o procurador do TJD André Valentim, aquele mesmo que no início do ano denunciou o Fluminense por cânticos na arquibancada, propõe medida cautelar requerendo ao presidente do TJD que ele anule o sorteio porque no seu entender, com a Medida Provisória, uma torcida não pode ser obrigada a ver o jogo no canal do time adversário, ou seja, ele destrói em seus argumentos justamente o que prevê a Medida Provisória, com o objetivo claro de dar ao Flamengo um direito que é do Fluminense;

Agora pela manhã, o presidente do TJD, o mesmo que participou do sorteio “tirando a bolinha do Fluminense”, indeferiu corretamente a liminar, mas determinou um sorteio para um novo auditor do próprio TJD da FERJ julgar o caso. Ou seja, de forma nítida, foi obrigado ou pressionado a redistribuir o pedido para alguém da confiança do presidente Rubens Lopes (foto abaixo);

FERJ | Galeria de imagens

Entre os possíveis sorteados, está o presidente do Conselho Deliberativo do Bangu (clube de Rubinho) que há anos enverga o cargo de auditores daquele Tribunal que finge ser independente, mas que na verdade é a fogueira que queima todos os clubes, atletas ou dirigentes que ousam defender seus próprios direitos e contrariar o “chefe” maior;*

No despacho do presidente do TJD, ele solicita que os clubes Flamengo e Fluminense, e a própria FERJ, se manifestem no processo até as 11h da manhã, para que depois possa “repassar a bola” para um colega cometer a atrocidade de conceder um direito que não é do Flamengo, e mais, que a Justiça Desportiva não tem a competência para julgar, posto que tal demanda já está sendo debatida pela própria FERJ na justiça comum;

Lá, no foro cível, a FERJ defende sua posição e a posição de mandante do Flamengo, mas na justiça desportiva, terreno usado de forma sorrateira, defende que o mando de campo deve ser dividido entre os clubes quando o Flamengo não é o mandante;

Como ressaltamos acima, o presidente do TJD solicitou que o Fluminense se manifeste no processo até as 11 da manhã, mas nossa manifestação nos autos não teria o mesmo alcance que possui agora, e mais, nos faria permanecer neste circo vergonhoso armado pelo Presidente da Federação com o intuito claro de beneficiar um clube em detrimento de outros, aliás, o que vem sendo feito desde o início da competição;

Desta forma, deixaremos que eles sozinhos terminem o trabalho que estão fazendo, num conluio descarado, rasgando todas as regras da competição e agora também dos direitos de transmissão;

Se a negativa do Presidente do TJD for mantida, não será feito mais do que o óbvio, posto que a medida ajuizada e sorrateira, vergonhosa, teratológica e ilegal. Completamente ilegal.

Se for revertida, ficará clara a covardia e o vilipêndio ao direito do Fluminense, bem como será desmascarado todo o sistema que há anos vem dizimando o futebol do Rio de Janeiro;

Diferente das outras vezes, agora vamos só observar de “camarote” até onde vai a sordidez e a mesma cara de pau dessa gente que tomou de assalto o futebol mais charmoso do Brasil;

Em seguida, vamos à Justiça Comum buscar indenização e reparação financeira pelos prejuízos causados ao Fluminense em razão do furto de seu direito de transmitir de forma exclusiva em sua plataforma digital FLu TV.

A FERJ, assim como os que furtam sinais de TV, criou neste episódio a “GATOFERJ”, tentando furtar a transmissão do Fluminense;

Em síntese, mais uma vergonha perpetrada pelo grupo que destrói o futebol do Rio de Janeiro há décadas.

Por fim, informamos aos nossos torcedores que transmitiremos o jogo na nossa FLU TV de forma gratuita como já informado antes;

Lutaremos até o fim pela nossa honra, pela nossa dignidade e pelos nossos direitos.

Imprensa portuguesa prevê retorno de Jesus ao Benfica

A imprensa portuguesa especula sobre um possível acerto entre o técnico Jorge Jesus e o Benfica, clube onde ele obteve suas maiores conquistas na carreira. As insistentes ofertas do clube luso teriam balançado o Mister, que renovou contrato com o Rubro-Negro há cerca de um mês.

Jesus teria sido convencido a voltar a Portugal pelo presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, a assumir o cargo depois da demissão de Bruno Lage.

Segundo fontes do próprio Benfica, Jesus só deixará o Flamengo após a decisão do Campeonato Carioca, que pode ocorrer nesta quarta-feira, pois se vencer a decisão da Taça Rio (contra o Fluminense) o time da Gávea conquistará automaticamente o título estadual.

Uma cláusula no contrato de Jesus facilita sua saída, desde que seja para o futebol de Portugal, Espanha ou Inglaterra. O Benfica estaria disposto a pagar cerca de R$ 42 milhões anuais ao técnico de 65 anos, que é uma espécie de astro em Portugal, muito querido pela torcida encarnada. No Fla, ele ganha aproximadamente R$ 22 milhões por ano.