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POR GERSON NOGUEIRA

O Papão é hexa. Conquistou pela sexta vez a Copa Verde com autoridade e merecimento. Perseguiu o objetivo de reverter a desvantagem de gols (havia perdido por 3 a 1 no jogo de ida) e atropelou o Anápolis com três gols no 2º tempo, garantindo a goleada acachapante e a festa da torcida bicolor no estádio Mangueirão neste domingo (7).

A bola começou a rolar e o Papão partiu com apetite e ações seguidas pelos lados do campo buscando chegar ao gol. Nos cinco primeiros minutos, foram quatro chutes em direção à trave goiana. Um sufoco imposto pelos bicolores para assustar os visitantes e tentar diminuir a diferença.

O PSC adiantou suas linhas e o Anápolis parecia travado, ocupado demais em se defender. Somente aos 22 minutos surgiu a primeira investida: Leonan bateu falta, a zaga deu rebote e o centroavante Fernando Viana tentou uma bicicleta, que levou perigo para Gabriel Mesquita.

A luta pela posse de bola deixava o jogo feio e truncado, mas o Papão terminou achando o caminho do gol através de uma iniciativa individual de Kleiton Pego. Ele foi lançado pelo meia Marcinho, aos 40’, e desferiu um chute forte para abrir o placar no Mangueirão.

Nos minutos seguintes, o PSC seguiu atacando e quase aumentou a contagem. Juninho recebeu dentro da área e chutou na trave. Os instantes finais do 1º tempo foram de total pressão sobre a defensiva goiana.

Após o intervalo, os bicolores seguiram empenhados em fazer mais gols, para desfazer a vantagem do Anápolis no agregado. Logo aos 5 minutos, Marcinho novamente brilhou, lançando bola na área para a finalização do zagueiro Castro no 2º pau. Papão 2 a 0. O gol empatou o placar da final em 3 a 3, garantindo a decisão nas penalidades.

Empolgado, o Papão manteve a pegada, acreditando em fazer um placar que permitiria o título nos 90 minutos – o que acabaria acontecendo. A partir dos 15 minutos, o Anápolis abandonou a cautela e começou a atacar, principalmente com Juninho, Fernando Viana e Gonzalo.

Aos 31’, o técnico Júnior Rocha fez três trocas que iriam garantir a virada bicolor: substituiu Pedro Henrique, Thaylon e Juninho por Brian, Thalyson e Ítalo. Com isso, aumentou a força de marcação no meio e tornou o ataque mais agressivo com Thalyson aberto pelos lados.

O Anápolis quase chegou lá aos 36’. Fernandinho desviou de cabeça um cruzamento da direita e Gabriel Mesquita espalmou, evitando o gol.

Com o avanço de todos os setores, o PSC empreendeu a pressão final a partir dos 40’. A estrela do artilheiro Ítalo começou a brilhar quando Lucas Cardoso, após ser lançado por Marcinho, cruzou na área e o centroavante se antecipou à marcação e tocou para o fundo das redes.

A festa já sacudia o Mangueirão, mas ainda havia tempo para mais um gol. No acréscimo, Marcinho puxou contra-ataque e passou para Ítalo novamente estufar as redes outra vez. Goleada de 4 a 0 e a tríplice coroa da temporada assegurada – Parazão, Copa Norte e Copa Verde.  

Corte de lateral reabre receios sobre a Seleção

O corte do lateral-direito Wesley e a convocação do meio-campista Ederson foram os assuntos que passaram a dominar o noticiário da Seleção Brasileira a partir da manhã de domingo, 7. Superou até a repercussão da vitória no amistoso sobre o Egito, no sábado, por 2 a 1.

Os exames realizados em Nova Jersey detectaram uma lesão de grau 3 no músculo adutor da coxa esquerda, o que exige mais tempo de tratamento, afastando Wesley do Mundial. A comparação com a situação de Neymar, que chegou lesionado à Seleção, é inevitável.

Ao vencer o Egito por 2 a 1, a Seleção encerrou os preparativos para a estreia na Copa, no próximo sábado, contra Marrocos. Pena que, depois de experimentar todos os jogadores do elenco, Carlo Ancelotti parece ainda não ter um time definido.

Até mesmo antigos titulares indiscutíveis, como Vinícius Jr. e Raphinha, parecem suficientemente garantidos depois das atuações pouco convincentes nos dois amistosos, contra Panamá e Egito.

Ao mesmo tempo, novidades como Endrick e Danilo Santos continuam cotados como prováveis surpresas de última hora no time para abrir a competição. A saída de cena de Wesley deixa dúvidas e preocupações. 

A Seleção vai disputar o Mundial sem um lateral-direito de ofício, pois o reserva imediato – Danilo – não joga por ali há muito tempo. No Flamengo, quando é escalado, entra como zagueiro de área. 

O volante Ederson, convocado ontem, não atua no lado direito. Pior ainda: com Neymar mal das pernas e ainda lesionado, o time não tem um camisa 10 para chamar de seu.

NY Times rebaixa Pelé em lista dos melhores

Às vésperas da Copa do Mundo nos Estados Unidos, o jornal The New York Times sai com uma lista sobre os melhores jogadores do mundo e tem a pachorra de escolher o Rei Pelé como o 3° maior jogador de todos os tempos, atrás dos argentinos Diego Maradona e Lionel Messi

Diante do absurdo óbvio da lista, é inevitável lembrar que norte-americanos não manjam mesmo nada de futebol, o que é agravado pela omissão do nome de Mané Garrincha.

Cheira até a uma provocação rasteira ao Brasil, em meio aos ataques absurdos perpetrados pelo presidente deles. Uma espécie de cartão de visitas dos anfitriões ao país pentacampeão do mundo. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 08)

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