Voltaço contrata ex-técnico do Paissandu

O Volta Redonda dispensou Márcio Bittencourt e contratou, na tarde desta segunda-feira, o técnico Dário Lourenço, que treinou o Vasco e o Paissandu. No próprio Volta Redonda, Dário chegou a um vice-campeonato carioca.

Todo mundo arranja emprego, até Dário Lourenço e Giba Jibóia, mas ninguém tem coragem de chamar o Edson Massaranduba Gaúcho. Quanta injustiça. Te dizer…

Tribuna do torcedor

Por Antonio Brito (nikobrito@yahoo.com.br)

Mais uma vez venho até você, para  questionar o comportamento de parte da imprensa esportiva paraense, em relação ao Remo. Após o jogo de 2ª feira (Remo 3 x 0 S. Raimundo) o que se ouviu, e leu foram rasgados elogios ao time mas, bastou um empate fora de casa (Cametá 2 x 2 Remo) para o mundo vir abaixo, creio que existiu um precipitação por parte da imprensa em relação aos dois jogos, calma gente nem tanto ao mar nem tanto a terra, o toque de bola do Remo foi muito prejudicado pelo estado lastimável do gramado(gramado?) que mais parecia um mangal, outro fator foi a complacência do árbitroem relação as jogadas violentas dos jogadores do Cametá. Ocorreu um lance na área do Cametá aos 32 do segundo tempo, que passou despercebido por toda a imprensa e também pelo árbitro e  seus auxiliares; após a cobrança de um escanteio favorável ao Remo, um atacante do Remo é derrubado ná pequena área por um zagueiro do Cametá com uma gravata – não deu para identificar quais os jogadores envolvidos no lance mas, basta ver no video tape e o que fato será comprovado. Você, que se posicionou contra a venda do Baenão na administração passada, me diga agora qual a sua posição após o presidente atual admitir a venda do estádio, fato que o mesmo omitiu na sua campanha.

Velha mídia ignora protestos no mundo árabe

O blogueiro Francisco Bicudo chamou a atenção para um fato curioso nas capas das revistonas desta semana. Nenhuma delas deu manchete para as explosões populares que abalam as ditaduras pró-EUA no mundo árabe. “Quem aguardava análises e relatos de fôlego sobre Tunísia, Egito e afins deu com os burros n’água”.

As capas da Veja, Época e IstoÉ

A Veja, que mais se parece como uma sucursal rastaqüera do império, deu na capa o “bom-mocismo” de Luciano Huck e Angélica. É certo que o ator global foi um dos principais cabos eleitorais do demotucano José Serra e que vem sofrendo inúmeras críticas na sociedade – por crimes ambientais e outros. Mas é evidente que este assunto, tipicamente plantado, não tem maior relevância do que a explosão social no Egito. Já a revista Época, da Editora Globo – que mantém fortes ligações com os EUA desde o sinistro acordo com a Time-Life –, trouxe na capa outro tema momentoso: “O guia essencial dos imóveis”. E a IstoÉ destacou “O novo astro da fé”, sobre o ex-lavrador que comanda a igreja evangélica que mais cresce no país. Apenas a revista CartaCapital, única que faz um jornalismo mais crítico, trouxe na manchete “A convulsão árabe”.

As suspeitas razões editoriais
O que explica a opção editorial destas três revistonas? Não dá para dizer que foi falta de tempo para um trabalho jornalístico mais acurado. Afinal, as explosões de revolta nesta região estratégica já ocorrem há duas semanas – tendo resultado na derrubada do presidente da Tunísia e em mega-protestos no Egito. Não dá para afirmar, também, que o assunto tem pouca relevância. O fim destas ditaduras, fantoches dos EUA e de Israel, pode alterar radicalmente a geopolítica mundial. O possível declínio da hegemonia ianque fortaleceria movimentos de independência nacional e de integração regional. Numa região rica em petróleo e conflagrada, a conquista da democracia resultaria em governos menos submissos aos EUA.

Defesa das ditaduras “pró-ocidente”
O que explica, então, esta comida de bola editorial? No caso da revista Veja, ela não vacila em confessar sua opção. Em matéria nas páginas internas, alerta para o perigo da vitória dos “grupos radicais islâmicos”, num discurso típico do Departamento de Estado dos EUA. Teme o fortalecimento do “eixo do mal”. Na prática, a famiglia Civita prefere as ditaduras árabes “pró-ocidente”, do que as revoltas populares por democracia. No que se refere às outras duas revistas, as razões não foram explicitadas. Há episódios, no entanto, que devem causar calafrios em toda a mídia hegemônica. Na Tunísia, um dos primeiros alvos dos manifestantes foi o prédio da maior emissora privada de televisão do país, que sempre fez o jogo sujo da ditadura local.
Em toda esta onda de protestos no mundo árabe, as redes sociais superaram a velha mídia na mobilização da sociedade. A “revolução do jasmim” na Tunísia já foi apelidada, erroneamente, de revolução da internet. No Egito, o ditador Mubarak ainda tenta se safar censurando a internet e os celulares. Estes e outros fatores talvez expliquem porque as revistonas preferiram minimizar a explosão popular na região.

Já imaginaram se os protestos tivessem acontecido na Venezuela ou em Cuba?

Calvário vascaíno

A diferença entre a letra i e o Vasco é o ponto no i.

Os ônibus não estão mais parando perto do clube: não tem ponto.

A melhor solução para o Vasco é chamar Pedro Álvares Cabral e começar tudo de novo.

Cartão de crédito Vasco da Gama é o melhor do mundo: não vence nunca.

Há uma grande diferença entre o Titanic e Vasco: o Titanic afundou no mar e o Vasco no Rio.

Os dois piores times do mundo são os titulares e os reservas do Vasco.

A situação está tão boa que até o site perdeu ponto – wwwvascocombr.

Se você receber uma multa de trânsito faça uma boa ação: transfira os pontos para o Vasco.

O diretor do filme “Lixo Extraordinário” fará um documentário sobre o Vasco.

É melhor ser manifestante no Egito do que vascaíno no Rio.

Coluna: Homenagem ao talento

Quando alguém diz que um jogador é diferenciado, o elogio quase sempre cai em descrédito tal a freqüência com que o adjetivo é empregado, tornando-se quase banal. Mas seria uma indelicadeza, um pecado não reconhecer a diferença que Tiago Potiguar faz ao time do Paissandu.
O lance do gol de empate, sábado à tarde, em Tucuruí, é daqueles que atestam o nível de qualidade de um jogador. Passou pelo zagueiro com uma finta de corpo em velocidade e, em seguida, antes que a bola lhe escapasse, disparou um chute colocado, quase no ângulo oposto ao do goleiro.
De uma só feita, Tiago utilizou vários recursos, demonstrando equilíbrio, arranque, pontaria e técnica, acima de tudo. Só os realmente bons podem fazer tudo aquilo em tão reduzido espaço. Tem sido essa a trajetória dele no Paissandu, desde que foi descoberto no modesto Potiguar de Currais Novos, na mais feliz contratação do nosso futebol nos últimos anos.
É preciso considerar que a fracassada campanha na Série C 2010 arranhou um pouco o cartaz de Tiago junto aos torcedores, embora seu desempenho na competição tenha sido exemplar. No afã de arranjar culpados poucos se deram ao trabalho de observar os sacrifícios impostos pela sequência de lesões, algumas agravadas até em desnecessários jogos-treinos.
O Campeonato Paraense começou sem a presença dele. Na segunda rodada, finalmente, o torcedor do Paissandu se reencontrou com seu melhor jogador. Ele confirmou que está de volta com o belíssimo gol aos 41 minutos do primeiro tempo, em Tucuruí. Com ele, o Paissandu fica mais forte. E a competição fica mais interessante. 

 

Além de Potiguar, Sérgio Cosme teve outra grata notícia: o Paissandu tem, enfim, um centroavante. Com apenas 30 minutos de atuação, Mendes justificou plenamente a contratação. Deu passe açucarado para o gol de Sandro, depois de um grande drible no goleiro, e ainda deixou o seu.
 
 
O Remo saiu de Cametá com o empate e pode se considerar afortunado. Os minutos finais do jogo representaram um tormento para a defesa, que sofreu com a correria de Cassiano e a boa presença de Leandro Cearense. A rigor, o time de Paulo Comelli só teve lampejos de bom futebol nos últimos 15 minutos do 1º tempo, quando o ataque armou duas ou três boas triangulações e Marlon deu o passe para Ramon empatar. No reinício da partida, a chuva estragou de vez o campo. Fininho desempatou, mas a zaga azulina vacilou e cedeu novo empate. Mas, repito, podia ser pior.
 
 
A seleção da rodada é: Adriano (Tuna); Elsinho (Remo), Cristiano Laranjeira (PSC), Gil (Cametá) e Mocajuba (Cametá); Billy (PSC), Wilson (Cametá), Flamel (Castanhal) e Tiago Potiguar (PSC); Ró (Independente) e Mendes (PSC). Técnico: Sérgio Cosme. (Foto: Keilon Feio/Bola)

(Coluna publicada no Bola/DIÁRIO, edição desta segunda-feira, 31)

A frase do dia

“É uma vergonha para o futebol brasileiro. Na Europa valorizam – os jogadores mais velhos. Aqui desrespeitam, encostam, jogam fora. Temos que ficar atentos para isso. Vamos analisar. Vamos colocar a cabeça no lugar. Podem deixar os ídolos de lado, o que acho que é um erro. É um alerta, não é um desabafo. É tudo menino, menino, menino…Há sim um interesse econômico muito grande. Mas os experientes têm história, têm que ser respeitados e servir de exemplo para os mais jovens”.

De Léo, 35 anos, lateral-esquerdo do Santos

Operários da notícia

Transcrevo o post do blog de Parsifal Pontes, fazendo referência ao esforço de guerra do DIÁRIO para informar seus leitores, detalhadamente, sobre o desabamento do edifício Real Class.  

“A pressa dos jornais em colocar nas ruas a edição de domingo o mais cedo possível no sábado, cunhou a irreverência de, no sábado à tarde, alguém dizer que leu tal e qual notícia no jornal de amanhã.
Em um movimento hábil e concatenado, o “Diário do Pará”, fez uma exceção neste domingo, e deu capote no concorrente ao estampar a tragédia da 3 de maio, causada pelo desabamento do edifício Real Class, ocorrida às 14hs de sábado, quando, com certeza, a edição de domingo estava pronta.
Mudar páginas inteiras de jornais, escrever uma matéria que acaba de acontecer, e reimprimir a primeira página, em tempo exíguo foi uma operação de guerra que o “Diário do Pará” levou à cabo para informar, com a urgência devida, os seus leitores.
Parabéns aos trabalhadores do “Diário” pela prova de compromisso com a notícia.”

Os trabalhadores da notícia agradecem.