Adeus à grande dama do samba

A mangueirense Beth Carvalho, intérprete de alguns dos sambas mais marcantes da música brasileira, partiu hoje, aos 72 anos de idade. Ela estava internada desde o dia 8 de janeiro, no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro. A causa da morte foi septicemia, infecção generalizada no corpo.

Em nota, o empresário da cantora, Afonso Carvalho, afirma que ela morreu às 17h33, “cercada do amor de seus familiares e amigos”. “Agradecemos todas as manifestações de carinho e solidariedade nesse momento”, diz o texto.

“Beth deixa um legado inestimável para a música popular brasileira e sempre será lembrada por sua luta pela cultura e pelo povo brasileiro. Seu talento nos presenteou com a revelação de inúmeros compositores e artistas que estão aí na estrada do sucesso. Começando com o sucesso arrebatador de Andança, até chegar a Marte com Coisinha do Pai, Beth traçou uma trajetória vitoriosa laureada por vários prêmios, inclusive um Grammy pelo conjunto da obra. Assim que possível, informaremos sobre o velório e sepultamento.”

Um dos maiores nomes da música brasileira, Beth Carvalho tinha 50 anos de carreira e uma discografia de 33 discos e 4 DVDs. Ficou conhecida como “madrinha do samba”, por ter descoberto nomes como Zeca Pagodinho e o grupo Fundo de Quintal.

A sambista nasceu Elizabeth Santos Leal de Carvalho, no Rio, em 5 de maio de 1946. Herdou a paixão pela música da família – sua avó tocava bandolim e violão. Desde criança, ouvia Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso e Aracy de Almeida, grandes amigos de seu pai, que ele recebia em sua casa.

De posições políticas bem claras, desde os tempos de crítica à ditadura militar, Beth jamais se omitiu quanto ao golpe que derrubou Dilma Rousseff e foi apoiadora de Fernando Haddad na eleição presidencial de 2018. Botafoguense de coração, Beth cantou inúmeras vezes o hino alvinegro, inclusive em eventos da torcida.

Champions: Ajax bate Tottenham em Londres e se aproxima da final

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Ajax deu um passo importante rumo a grande decisão da Liga dos Campeões. Nesta terça-feira, o time holandês bateu o Tottenham por 1 a 0, em Londres, no New Tottenham Stadium, gol marcado por Van de Beek. Com o resultado, a equipe se aproximou da final da Champions League, que será realizada no dia 1º de junho em Madri, no estádio Wanda Metropolitano.

Durante o primeiro tempo, o time da Holanda foi amplamente superior, e poderia ter feito uma vantagem maior, ainda mais pelos 25 minutos iniciais feitos na capital inglesa. Os Spurs melhoraram na etapa final. Mesmo assim, o esforço acabou sendo insuficiente para pelo menos sair com um empate.

Na próxima quarta-feira, o Ajax joga por um empate na Amsterdã Arena. Os comandados de Mauricio Pochettino precisam vencer por pelo menos dois gols de diferença. Em caso de 1 a 0 a favor do Tottenham, a decisão irá para a prorrogação.

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Nos primeiros minutos de partida, o Ajax ao seu estilo de rápida troca de passes e movimentação, envolveu o Tottenham, que fazia uma forte marcação e impedia chances do time holandês. Quando tinha a bola, os ingleses perdiam rápido e não conseguiam chegar com perigo à meta adversária.

Até que aos 15 minutos, o time visitante saiu na frente em Londres. Em linda jogada coletiva, Zyiech deu belo passe para Van de Beek, que em posição duvidosa teve calma e tranquilidade para tirar de Lloris e abrir o placar.

Os Spurs estavam completamente perdidos em campo. Sete minutos depois, em outra trama maravilhosa de troca de passes, Van de Beek recebeu da esquerda, e poderia ter rolado para David Neres marcar. Contudo, optou por chutar e finalizou em cima do goleiro Lloris.

Depois de ter dominado boa parte do primeiro tempo, o Ajax começou a recuar um pouco e dava campo aos ingleses. Entretanto, o time de Mauricio Pochettino não estava nada inspirado e não conseguia incomodar o gol defendido por Onana.

O único problema dos holandeses no final do primeiro tempo era a marcação no jogo aéreo, principal jogada do Tottenham durante todo a etapa inicial. Mesmo com uma blitz final, o placar ficou em 1 a 0 a favor dos visitantes.

Tottenham melhora, mas Ajax vence

No início do segundo tempo, o Tottenham assustou em finalização travada e com Dele Alli, que parou em Onana. O Ajax respondeu em chegada perigosa. A bola estava chegando em Zyiech, mas Rose travou antes.

Diferentemente da etapa inicial, os Spurs controlavam as ações e cresciam no jogo. No jogo aéreo, Llorente ganhava praticamente todas. Os visitantes, por sua vez, sentiam muito o lado físico, devido a intensidade do primeiro tempo.

Aos poucos, o Ajax voltava a equilibrar o confronto. Mesmo sem a posse de bola, o time conseguia chegar perigosamente. Após roubada de bola no campo de ataque, Tadic recebeu na entrada da área, finalizou, mas acabou sendo travado.

O contra-ataque dos holandeses por pouco não foi letal. Alderweireld errou na saída de bola, e após outra bela troca de passes entre Mazraoui, Tadic e David Neres, o brasileiro finalizou com categoria. Porém, a redonda carimbou a trave de Lloris.

Na reta final do confronto, o Tottenham se atirou ao campo de ataque em busca do empate. Como sempre explorando o jogo aéreo com Llorente. Contudo, apesar do centroavante ganhar algumas jogadas no alto, o restante dos jogadores dos Spurs não estavam em uma boa jornada. Dessa forma, o Ajax conseguiu a importante vitória por 1 a 0.

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Local: Tottenham Stadium, em Londres, Inglaterra
Data: 30 de abril de 2019
Horário: 16h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Antonio Mateu Lahoz, da Espanha
Assistentes: Pau Cebrián Devís e Roberto del Palomar, ambos da Espanha
Cartões amarelos: Tagliafico e Veltman (Ajax)
Cartões vermelhos:
Gols: AJAX: Van de Beek aos 15 minutos do primeiro tempo

TOTTENHAM: Lloris; Davinson Sánchez, Alderweireld e Vertonghen (Sissoko); Trippier (Fotyh), Wanyama, Eriksen, Dele Alli e Rose (Davies); Lucas e Llorente. Técnico: Maurício Pochettino

AJAX: Onana; Veltman, De Ligt, Blind e Tagliafico; Schone (Mazraoui), De Jong e Van de Beek; Ziyech, Tadic e David Neres. Técnico: Erik ten Hag

Trivial variado sobre a hipocrisia brazuca torcendo pelo golpe na Venezuela

“Bozo filho, um dos conspiradores do golpe, foi para a fronteira com a Venezuela porque estava informado da ação. O clã está destruindo tudo no Brasil e tentando destruir na América do Sul também”. Toni Bulhões

“Bolsonaro está perseguindo professores e universidades o principal líder opositor do país está preso sem provas o exército mata inocentes na rua com 80 tiros apenas por ser negro e pobre e os bolsotários fingindo preocupação com a democracia NA VENEZUELA. ZERO RESPEITO por vocês”. Cynara Menezes

“ATENÇÃO: As 3 universidades que o min da Educação diz q promovem “balbúrdia”e não apresentam desempenho acadêmico esperado estão entre AS DE MELHOR DESEMPENHO DO PAÍS, diz o RUF (Ranking Universitário da Folha). De 196 universidades, a UNB é 9a colocada, a UFBA, 14a e a UFF, 16a.”. Mônica Bergamo

“O Brasil acompanha com bastante atenção a situação na Venezuela e reafirma o seu apoio na transição democrática que se processa no país vizinho. O Brasil está ao lado do povo da Venezuela, do presidente Juan Guaidó e da liberdade dos venezuelanos.” Jair M. Bolsonaro

“Pela manhã o Ariel Palácios dava como favas contadas a queda de Maduro. Impressionante como este povo da Grobo Nius é ruim de análise”. Renato Rovai

“Uma dúvida, sincera, sobre essa ideia de não punir o proprietário que matar invasor em suas terras… Se um índio fizer o mesmo com quem entrar em seu território, terá o mesmo tratamento? Ou a lei só valeria para um tipo de gente? A lei é para todos, dizem…”. André Rizek

Direito de matar não inocenta genocidas

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Por Fábio de Oliveira Ribeiro

Garantido expressamente pela CF/88, pela Declaração Universal dos Direitos do Homem e pela Convenção Americana de Direitos Humanos, o direito a vida é irrevogável, inegociável e intransferível. Pode ser exercido por qualquer ser humano e nenhum Estado pode condicionar seu exercício por razões de ordem racial, religiosa, ideológica, política, sexual, etc.

Tirar a vida de alguém é crime. As únicas exceções são prescritas no art. 23, Código Penal, norma legal que também permite a punição do excesso doloso ou culposo praticado pelo agente. O Código Penal Militar também prevê algumas exceções. Vários crimes militares cometidos em tempo de guerra são punidos com a morte. Durante o conflito militar o soldado de um exército está autorizado a matar o soldado do inimigo, exceto se ele depor as armas e se entregar (caso em que o inimigo se tornará prisioneiro de guerra e recuperará seu direito à vida).

Jair Bolsonaro prometeu aos ruralistas que eles poderão matar militantes sem-terra. Entretanto, mesmo que queira, o presidente brasileiro não pode revogar o direito à vida. No sistema jurídico brasileiro e mundial, a vida é um valor jurídico mais valioso do que o direito de propriedade. As disputas de terra devem ser resolvidas pacificamente pelo Judiciário. Mesmo que a Lei do Abate dos Militantes Sem-Terra venha a ser aprovada no Parlamento e declarada constitucional pelo STF, referida norma não produzirá efeitos jurídicos na esfera internacional.

O presidente da república, ministros de estado, parlamentares e juízes que legitimarem o assassinato de militantes sem-terra com base na inovação prometida por Jair Bolsonaro serão responsáveis por cada um dos crimes que forem cometidos. Se não foram julgados no Brasil, os assassinos e coautores dos homicídios com aparência de legalidade poderão ser condenados pelo Tribunal Penal Internacional.

Esta semana estreou nos cinemas o último capítulo da saga Avengers. No filme anterior, o vilão havia exterminado metade da população da Terra e do Universo estalando os dedos. Em Avengers: Ultimato, Thanos decide exterminar todos os seres vivos quando descobre que os vingadores viajaram ao passado para recuperar as Joias do Infinito com o intuito de desfazer o que o vilão havia feito no futuro.

Se uma colisão de universos ficcionais fosse possível, Thanos também teria que derrotar outro inimigo. Refiro-me obviamente a Sabah Nur, vilão do filme X-Men: Apocalipse. Nur também planeja praticar um genocídio, mas ao contrário de Thanos (Avengers: Ultimato) ele reconheceria o direito a vida dos sobreviventes desde que fosse adorado como o único deus verdadeiro. Impossível dizer qual seria o resultado deste conflito entre os dois supervilões. Entretanto, uma coisa é certa: a humanidade sairia perdendo se o vitorioso não fosse derrotado.

Os seguidores fanáticos de Jair Bolsonaro o chamam de mito e o comparam aos heróis das HQs. Nos últimos dias o presidente brasileiro (um maluco segundo Lula) oscilou entre Thanos e Sabah Nur. Ele não consegue se decidir se autorizará apenas o extermínio dos sem-terra ou se mandará matar também todos os advogados, promotores, juízes, policiais e militares que defenderem o direito a vida ou que se recusarem a ser coautores de um genocídio.

Nesse ponto, é imperativo citar Hannah Arendt:

“O caso de consciência de Adolf Eichmann, que é realmente complicado, mas de modo nenhum único, não é comparável ao caso dos generais alemães, um dos quais quando lhe perguntaram em Nuremberg. ‘Como é possível que todos vocês, honrados generais, tenham continuado a servir um assassino com lealdade tão inquestionável?’, respondeu que ‘não era tarefa de um soldado agir como juiz de seu comandante supremo. Que a história se encarregue disso, ou Deus no céu’. (Era o general Alfred Jodl, enforcado em Nuremberg). Eichmann, muito menos inteligente e sem nenhuma formação, percebeu pelo menos vagamente que não era uma ordem, mas a própria lei que os havia transformado todos em criminosos. Uma ordem diferia da palavra do Führer porque a validade desta última não era limitada no tempo e no espaço – a característica mais notável da primeira. Essa é também a verdadeira razão pela qual a ordem do Führer para a solução Final foi seguida por uma tempestade de regulamentos, diretivas, todos elaborados por advogados peritos e conselheiros legais, não por meros administradores; essa ordem, ao contrário das ordens comuns, foi tratada como uma lei. Nem é preciso acrescentar que a parafernália legal resultante, longe de ser um mero sintoma do pedantismo ou empenho alemão, serviu muito eficientemente para dar a toda coisa a sua aparência de legalidade.” (Eichmann em Jerusalém, Hannah Arendt, Companhia das Letras, São Paulo, 2008, p. 166/167)

Bolsonaro quer transformar os ruralistas em assassinos usando a mesma artimanha empregada pelo 3º Reich. A aparência de legalidade não salvou Alfred Jodl e Adolf Eichmann de serem condenados. Portanto, todos as autoridades brasileiras que ajudarem o Thanos/Sabah Nur tupiniquim a cumprir a promessa que ele fez aos fazendeiros poderão responder, dentro e fora do país, pelos crimes que forem cometidos com base na Lei do Abate de Militantes Sem-Terra.

Quem ainda não se afastou do presidente louco e genocida (digo isso pensando especificamente no vice-presidente e nos generais da ativa, deputados, senadores, ministros do STF, juízes e procuradores que apoiam o bolsonarismo) deve fazer isso agora. No futuro as coisas se tornarão mais difíceis. Ninguém se salvará de uma condenação dizendo que estava apenas cumprindo ordens.

Ministro da Educação fere Constituição e Lei de Improbidade

Por Reinaldo Azevedo

Megalômano, grosseiro e medíocre.

São alguns dos adjetivos que me ocorrem para qualificar o ministro da Educação, Abrahan Weintraub. Sua irrelevância como acadêmico lhe subiu a cabeça. E, como se nota e ele confessa, resolveu usar o cargo que ocupa para fazer a sua própria versão de uma “Escola com Partido”.

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Qual critério ele vai usar para cortar verbas das universidades federais? Ora, se elas promoverem ou não o que ele chama de “balbúrdia”. E quem faz essa avaliação? Leiam o que informa o Estadão. Volto em seguida.

O Ministério da Educação (MEC) vai cortar recursos de universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado e, ao mesmo tempo, estiverem promovendo “balbúrdia” em seus campi, afirmou o ministro Abraham Weintraub ao Estado. Três universidades já foram enquadradas nesses critérios e tiveram repasses reduzidos: a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), disse. Segundo ele, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, está sob avaliação.

“Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, disse o ministro.

De acordo com Weintraub, universidades têm permitido que aconteçam em suas instalações eventos políticos, manifestações partidárias ou festas inadequadas ao ambiente universitário. “A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”, disse. Ele deu exemplos do que considera bagunça: “Sem-terra dentro do campus, gente pelada dentro do campus”.

De acordo com o MEC, as três universidades tiveram 30% das suas dotações orçamentárias anuais bloqueadas, medida que entrou em vigor na semana passada. Os cortes atingem as chamadas despesas discricionárias, destinadas a custear gastos como água, luz, limpeza, bolsas de auxílio a estudantes, etc. Os recursos destinados ao pagamento de pessoal são obrigatórios e não podem ser reduzidos.

Weintraub disse que o corte não afetará serviços como “bandejão”. O MEC informou que o programa de assistência estudantil não sofrerá impacto, apesar desses recursos integrarem a verba discricionária.

A UNB disse que verificou no sistema bloqueio orçamentário “da ordem de 30%” e espera conseguir revertê-lo. A UFBA e a UFF não se pronunciaram. (…) Retomo É a cabeça de um fascistoide no comando daquele que deveria ser o ministério mais importante do governo. Não tenho nenhuma simpatia por boa parte das manifestações que alguns grupos de esquerda promovem nas universidades públicas. Mas recorrer ao orçamento para punir o conjunto da comunidade acadêmica porque grupos de que ele discorda se comportam de maneira que considera inadequada não é coisa de um ministro da Educação, mas de um tiranete que comanda um presídio ou um campo de trabalhos forçados.

Este senhor pretende se impor por intermédio da punição coletiva para que, então, o conjunto dos atingidos decida reprimir os que Weintraub considera rebeldes e resistentes à sua visão de mundo, à sua orientação política, à sua ideologia.

É um escândalo que ele deixe claro que está usando o dinheiro público para impor o que, de fato, é o seu próprio viés ideológico.

É evidente que o ministro não teve tempo de avaliar o desempenho acadêmico das universidades punidas. Tudo cheira a retaliação porque essas instituições abrigaram críticas e críticos à candidatura de Jair Bolsonaro.

A decisão anunciada fere o Artigo 207 da Constituição, que garante a autonomia universitária, a saber: “Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.”

E agride também o Artigo 11 da Lei de Improbidade Administrativa: “Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:

I – praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência;”

A parcialidade está escancarada em sua fala. Não precisa mais ser demonstrada. Ele está fazendo um corte amparado na ausência de leis e está sendo desleal à Carta, que assegura a autonomia.

Ainda que se possa questionar se deve ou não haver pessoas peladas dentro da universidade — eu, por exemplo, penso que não —, indago se o conjunto dos estudantes deve arcar com o ônus porque meia-dúzia de exaltados resolveu tirar a roupa. A propósito: que prejuízo efetivo isso provoca ao ensino?

Bolsonaro está apenas no quarto mês de governo. E, a cada dia, resolve esticar um pouco a corda. Sei lá que diabo de horizonte escatológico tem pela frente, com a provável ambição de uma ruptura, que então lhe permitiria governar sem amarras. E, para tanto, conta com alguns truculentos medíocres, que fazem do ressentimento e da vingança do recalcado uma política de Estado.

Não há perigo de isso dar certo, é claro! Ocorre que o país piora um pouco até que venha a reversão e que passe esse aluvião de estupidez.

Cadê o Ministério Público Federal?

Craque ostentação torra R$ 48 milhões em carro top de linha

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Não é novidade que Cristiano Ronaldo é um apaixonado por carros. A fissura é tanta que o astro português não mede esforços para conseguir o automóvel que quiser, independentemente do valor. Segundo o jornal espanhol “Mundo Deportivo”, o craque da Juventus teria desembolsado 11 milhões de euros (quase R$ 48 milhões) para comprar o novo modelo da marca francesa Bugatti. O tabloide Marca vai na mesma direção.

O carro, que leva o nome de “La Voiture Noire”, foi apresentado pela primeira vez em março, no Salão do Automóvel de Genebra, e tem apenas um exemplar no mundo. O veículo chega a 420 km/h e tem potência de 1,5 mil cavalos. Só que, por enquanto, CR7 não poderá dirigir a Bugatti. A fábrica informa que ainda vai acertar alguns detalhes no modelo, que só estará concluído em 2021.

O modelo único foi encomendado à Bugatti por um “cliente especial” da marca, cuja identidade não foi revelada oficialmente, mas o jornal espanhol Marca garante que CR7 é o misterioso comprador.

O caminho da redenção

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POR GERSON NOGUEIRA

Parece que o Remo vai finalmente deixar a condição de sem-teto, que o perseguiu e prejudicou bastante nos últimos cinco anos. Compromisso de campanha do atual presidente, o retorno ao estádio Evandro Almeida está confirmado para a primeira semana de julho, por ocasião do jogo com o Juventude (RS) pela segunda etapa do turno classificatório da Série C.

Cabe notar que a revitalização do Baenão é também um presente para a cidade de Belém. O estádio foi palco de jogos lendários, com a presença de clubes que eram os melhores de seu tempo, como o Benfica de Eusébio, o Santos de Pelé e o Botafogo de Nilton Santos. O Rei e a Enciclopédia, por sinal, vestiram a camisa remista.

A notícia foi comunicada à torcida azulina minutos depois da vitória sobre o Boa Esporte, sábado à noite, no Mangueirão, na estreia do Leão no Brasileiro. Fábio Bentes deu a boa nova e comunicou o plano de marketing elaborado para o evento de reinauguração do estádio. É simples. O torcedor pagará R$ 80,00 (valor que deve mudar a partir do segundo lote) pela camisa promocional que será o ingresso do jogo.

É a maneira mais inteligente de captar recursos para turbinar a receita necessária para a finalização das obras. Não se pode esquecer também, além do esforço da diretoria, o trabalho incansável do grupo de torcedores reunidos em torno do projeto “Retorno do Rei”. De maneira anônima, como cabe a quem de fato quer ajudar, eles fizeram promoções, arrecadaram grana e recuperaram setores vitais do estádio.

O grande mérito da atual diretoria foi ter compreendido a gravidade da situação e, a partir disso, ter encarado a recuperação do Baenão como prioridade, ao contrário de outros gestores, que se ocupavam de outros compromissos e adiavam a questão mais importante da vida do clube: voltar a mandar jogos em sua casa e recuperar a identidade perdida desde que uma desastrosa gestão destruiu a centenária praça de esportes.

A arrecadação antecipada irá contribuir para que as obras sejam finalizadas, bem como parte do dinheiro obtido com a transação envolvendo o zagueiro Kevem e possível negociação com um futuro fornecedor de material esportivo. Não falta ideia aos novos dirigentes, o que representa, junto com a reativação do Baenão, a esperança de avanços que permitam ao Remo ingressar – com significativo atraso – na nova era do futebol.

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Bielsa: daqueles loucos que engrandecem o futebol

Irascível e sempre surpreendente, Marcelo Bielsa teve uma atitude maravilhosa e altamente educativa nestes tempos de pragmatismo crônico e poucas preocupações com as leis não escritas do desporto.

Técnico do Leeds, que tenta o acesso à Premier League, o argentino não aceitou o fato de seu time ter marcado um gol enquanto um jogador adversário estava à espera de atendimento no gramado.

Bielsa teve o desassombro de dar um gol de graça ao Aston Villa a poucos minutos do fim, sob protesto de alguns de seus jogadores e perplexidade da torcida, que terminou por entender o gesto de ética desportiva.

Aos 28 minutos do 2º tempo, Jonathan Kodjia, do Aston Villa, caiu após dividida e seus companheiros pediram para que o Leeds colocasse a bola para fora. Um zagueiro chutou a bola para frente e o atacante Klich, do Leeds, aproveitou para avançar e marcar o gol.

Bielsa, de imediato, mandou seu time “devolver o gol” ao Aston Villa, deixando o placar em 1 a 1.

Quem dera o mundo do futebol tivesse outros loucos como Bielsa, mentor de técnicos importantes da atualidade (Pochetino e Guardiola), que neste domingo honrou sua fama de homem de poucas palavras e firmes decisões. Nem é possível imaginar tal gesto de um técnico no Brasil das vantagens indiscutíveis e dos fins que justificam qualquer meio.

Em sentido contrário, Neymar cometeu outra de suas atitudes polêmicas, socando um torcedor que ousou xingá-lo ao término de um jogo em que o PSG deixou escapar a vitória, em Paris. O lado curioso é que Neymar até havia jogado bem, marcando um golaço, antes que seu time caísse de rendimento.

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Vem aí o livro póstumo de Euclides Farias

Amigos e companheiros de trabalho do jornalista Euclides Farias estão convidados para o lançamento oficial do livro póstumo “Rir é o melhor corretivo”, que será promovido pela Imprensa Oficial do Estado no próximo dia 8 de maio, às 18h30, na Casa da Linguagem, em Belém.

O livro traz 45 crônicas de Euclides, que trabalhou por muitos anos em O Liberal e no DIÁRIO, e que morreu em agosto do ano passado. Doze dos textos têm ilustrações assinadas pelo craque JBosco Azevedo. A capa é de autoria de outro bamba, Biratan Porto.

Além da sessão de autógrafos, haverá exposição de fotografias que Euclides fazia por hobby. Além de fotografar, ele curtia uma boa pescaria e era torcedor ferrenho do Papão e do Fogão.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 30)