O dia em que os Beatles subiram no telhado

Do Estadão

Um dia histórico para os amantes da boa música, do rock, dos Beatles. Foi no dia 30 de janeiro de 1969 que John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr faziam seu último show ao vivo. E escolheram aparecer no telhado do prédio onde ficava a Apple Records, em Londres. Esta última apresentação ao vivo do quarteto, que acabaria um ano depois, fez parte das gravações do filme (e do álbum) Let It Be. No repertório, Get BackDon’t Let Me Down,I’ve Got a FeelingDig a PonyGod Save the Queen e um trecho de I Want You (She’s So Heavy).

Claro que o evento acabou reunindo uma multidão, que se juntou na rua para olhar para cima e ver nada menos que os Beatles. Os rapazes estavam tocando em alto volume, e aí a polícia foi chamada, subiu no telhado e pediu para que o som fosse abaixado. Paul disse, que seria um grande final para aquele concerto se os Beatles tivessem sido presos. Grandes histórias de um grande grupo, vale lembrar no dia em que completa 45 anos dessa emblemática apresentação, que acabou influenciando outros grupos a fazerem algo semelhante, com o U2 em 2009, quese apresentou no edifício da BBC de Londres.

 

Tribuna do torcedor

Por Andréia Nóbrega (andreiassnobrega@hotmail.com)
Amigos do blog,
Com a proximidade do centenario bicolor constatei a nossa gritante superioridade frente ao nosso rival. Vou começar pelos estaduais, apesar do paysandu ser mais novo, temos plena vantagem, somos o maior campeão com 45 títulos. Nos Brasileiros nossa vantagem aumenta ainda mais, na série A são 21 participações do Paysandu contra 14 do remo ( vale observar que a última vez que nosso adversário disputou a elite no longíguo ano de 1994, a vitória ainda valia 2 pontos e o goleiro ainda podia pegar bola recuada, haja tempo rsrs) na serie B nem se fala, somos bi campeões nacionais, pra aumentar essa diferença ainda mais, somos campeão dos campeões, da copa Norte e encantamos o Brasil com nossa brilhante participação na Libertadores.
Clube que está sem divisão desde 2009 e todo ano mendiga participação na serie D querendo comprar vaga dos outros times do seu mesmo nível só pode ser considerado “time nanico” indigno de se fazer a miníma comparação com o maior campeão da amazônia.
Contra fatos não há argumentos, portanto amigos remistas, é muito mais digno vcs aceitarem nossa infinita superioridade do que ficarem pagando mico quando discutem futebol. 
Vou encerrar com a linda crônica do Armando Nogueira. Parabéns, Paysandu!.
 
PAYSANDU, A ALMA PARAENSE
“O Paysandu está pegando um Ita no Norte e desembarca com toda corda no Campeonato Brasileiro. É tricampeão dentro de casa, é campeão do Norte e acaba de ser pra sempre consagrado na Copa dos Campeões. Pra mim, que também sou daquelas bandas, o Paysandu é bem mais que um bom time de futebol. Se o Flamengo é um estado d’alma, o Paysandu é a própria alma paraense. É pimenta de cheiro, é o Círio de Nazaré, é tacacá com tucupi, é Eneida de Morais, tia de Fafá, mãe de Otávio, campeão botafoguense. É palmito de bacaba, é Billy Blanco, é açaí, é Jayme Ovalle, inventor do Azulão, tom profundo do azul-celeste, campeão dos campeões. E sempre será também Fafá de Belém, Leila Pinheiro, Jane Duboc, canto e contracanto ao violão de Sebastião Tapajós, fluente como o rio que lhe dá o sobrenome.
O Paysandu é feijão de Santarém, é farinha de mandioca, é jambu, é manga-espada, é maniçoba que Raimundo Nogueira servia, declamando Manuel Bandeira:
“Belém do Pará, onde as avenidas se chamam Estradas. 
Terra da castanha
Terra da borracha
Terra de biribá bacuri sapoti
Nortista gostosa 
Eu te quero bem. 
Nunca mais me esquecerei 
Das velas encarnadas, 
Verdes, Azuis, da Doca de Ver-o-Peso 
Nunca mais
E foi pra me consolar mais tarde
Que inventei esta cantiga: Bembelelém, Viva Belém! Nortista Gostosa
Eu te quero bem.”
 
Paysandu, permita-me parafrasear Caymmi, cantando teu troféu de imensa glória: 
“Agora, que vens para cá
Um conselho que mãe sempre dá
Meu filho, jogue direito que é pra Deus te ajudar.”

A origem do tabu de 33 jogos

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A data de 31 de janeiro é histórica para os azulinos. Neste dia, em 1993, o Remo abriu a série invicta de 33 jogos sobre o Paissandu. O time da primeira partida do famoso tabu era o seguinte: Flávio; Marcelo, Belterra, Gilberto Cametá e Vanderley; Agnaldo, Dema e Serrano (Alex); Edson, Leco e Luciano Viana (Celso Reis), sob o comando do técnico Wanderley Carvalho.

Parazão 2014: classificação do turno

TIMES PG J V E D GP GC SG AP
Remo 13 6 4 1 1 12 5 7 72.2
Paissandu 10 6 3 1 2 10 8 2 55.6
Cametá 10 6 3 1 2 6 4 2 55.6
São Francisco 8 6 1 5 0 6 5 1 44.4
Paragominas 7 6 1 4 1 8 8 0 38.9
Independente 7 6 1 4 1 4 5 -1 38.9
Gavião 4 6 0 4 2 4 9 -5 22.2
Santa Cruz 2 6 0 2 4 5 11 -6 11.1

A vitória interrompida

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Por Gerson Nogueira

Por obra e graça das forças da natureza, o jogo ficou para ser complementado na manhã de hoje. O Independente vencia por 2 a 1 ao cabo de 51 minutos de bola rolando com alguma dificuldade. Não se pode dizer que era um placar justo, pois o Paissandu acordou depois de sofrer dois gols e partia resoluto em busca do empate, embora sem maior organização ou criatividade.

De certa maneira, a chuva acabou prejudicando o Independente, que se posicionava com até seis homens na defesa e resistia à pressão dos bicolores. É verdade que, depois do intervalo, o time da casa não havia conseguido armar nenhuma tentativa de ataque.

O confronto teve um primeiro tempo surpreendente. O Independente, um dos piores do campeonato até agora, entrou determinado e bem distribuído em campo. Tomou as rédeas da partida porque explorava bem o contra-ataque e usava as laterais com Léo e Fábio Gaúcho. Em ritmo lento, o Paissandu parecia ainda de ressaca do Re-Pa, confiando que as coisas iriam se resolver naturalmente.

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Para atrapalhar ainda mais, o gramado encharcado derrubava a todo instante os jogadores do Papão. No meio-de-campo, Mazola Junior usava o seu tradicional esquema de três volantes, repetindo o que dera certo no clássico. Dentro dessa concepção, Djalma voltou a ser escalado na lateral e pouco contribuía para as ações ofensivas.

Pikachu, para espanto geral, foi mantido no banco de reservas. Fisicamente bem, deve ter sido submetido a um castigo do técnico, pois já havia sido perdoado pela diretoria. Pior para o Paissandu, que passou quase todo o primeiro tempo sem seu melhor jogador. Vivia nas tentativas de Héliton e dos avanços de Héverton, mas Lima teve poucas chances.

Apesar da firme barreira de volantes, o meia Daniel Piauí aos poucos foi furando o bloqueio e destacando-se como peça ofensiva do Independente. Apoiado por Kariri, Daniel partia com a bola desde a intermediária e criava sérios problemas para a zaga. Mais à frente, Joãozinho e Wegno também incomodavam bastante nos contragolpes.

O jogo era mais ou menos trucando, mas o Paissandu reclamou um pênalti sobre Aírton, ignorado pelo árbitro Joquetan Guimarães. Instantes depois veio o primeiro gol. Daniel cobrou falta com perfeição, aos 20 minutos. A vantagem empolgou o Independente, mas não provocou mudanças no ritmo do Paissandu.

Aos poucos, o time foi acelerando mais as jogadas, utilizando Aírton pela esquerda e alguns avanços de Djalma. Mas, apenas seis minutos depois, em rápido contra-ataque puxado por Joãozinho, Wegno mandou para as redes, ampliando para o Independente. O ponto alto da jogada foram as fintas de Joãozinho entortando o zagueiro Charles.

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De repente, a perspectiva de sofrer mais gols fez com que o Paissandu deixasse a burocracia de lado e fosse ao ataque. Por coincidência, Ricardo Capanema se contundiu e Mazola teve a chance de corrigir a escalação, botando Pikachu em campo. Djalma passou para o setor de ligação, ao lado de Héverton, e o Paissandu começou a jogar de verdade.

Aírton, um dos mais regulares do time, descontou aos 36 minutos e iniciou a reação. Os minutos finais do primeiro tempo foram de intensa presença ofensiva do Papão, que perdeu duas grandes oportunidades. No reinício do jogo, a busca pelo empate foi interrompida pela chuva.

Os 39 minutos que restam devem ter um panorama parecido com o da reta final de ontem, com o Paissandu em cima e o Independente se defendendo. Mazola só não pode mais é insistir com esse conceito de fé cega nos volantes. O meio-campo exige vida inteligente. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Ameaça põe pressão sobre árbitro

Em meio à dúvida quanto aos termos do regulamento, só esclarecida pelo diretor técnico da Federação Paraense de Futebol, o presidente do Paissandu, Vandick Lima, anunciou uma decisão tomada no calor dos acontecimentos: segundo ele, a partir de agora todos os jogos do clube terão arbitragem de fora.

A não ser que tenha sido um artifício para pressionar o árbitro Joquetan Guimarães no complemento da partida, a resolução leva jeito de um novo capricho de dirigentes. Que os árbitros têm errado bastante neste primeiro turno, ninguém pode negar. Mas as falhas não podem ser avaliadas como mal-intencionadas ou dirigidas a um ou outro clube, nem podem ser utilizadas como nuvem de fumaça para justificar a instabilidade dos times.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 31)