
POR GERSON NOGUEIRA
O Remo entra em campo hoje à noite (20h30) contra o Porto Velho, em Rondônia, abrindo participação na Copa Norte. O jogo marca o reencontro com um time que já causou problemas ao Leão em 2024. A vitória por 1 a 0, em fevereiro daquele ano, pela fase inicial da Copa do Brasil, deu a classificação ao PV e provocou a queda do técnico Ricardo Catalá.
A eliminação inesperada causou um prejuízo tremendo ao clube. A furiosa reação da torcida remista ao vexame abriu profunda crise no Evandro Almeida. Daquela equipe, que tinha Ribamar como centroavante, permanecem no Remo apenas Marcelo Rangel e Pavani, embora fora do confronto desta noite.
Léo Condé não estará em Porto Velho para dirigir o time. Fica em Belém treinando e ajustando o time principal para os próximos compromissos na Série A, contra Santos e Grêmio, fora de casa, marcados para depois da data-Fifa. Ele será substituído pelo auxiliar Felipe Surián.
A lista dos relacionados para o confronto permite acreditar numa equipe razoavelmente competitiva, levando em conta o nível modesto do Porto Velho. O grande problema do Remo B será a falta de entrosamento. Estarão em campo jogadores que nunca atuaram juntos, como os zagueiros Tassano e Léo Andrade, ambos de histórico muito contestado no clube.
Os laterais devem ser Thalisson (ou Rafael, do sub-20) e Cufré. O meio-de-campo repete uma formação que atuou na Série B: Pavani, Cantillo e Jaderson. Para o ataque, há a possibilidade de um trio também inédito: Nico Ferreira, Gabriel Poveda e Rafael Monti.
Para alguns jogadores, a Copa Norte é a oportunidade para mostrar serviço ao técnico Léo Condé e garantir permanência no elenco da Série A. Só Thalisson, Nico, Jaderson e Poveda estão fora dessa situação de teste.
Em campo pela última vez no domingo passado, 22, contra o Bahia, a equipe azulina só volta a ter compromissos pela Série A no dia 2 de abril contra o Santos, pela 9ª rodada, mas se prepara para uma dura maratona de jogos. No dia 5, enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre (RS). No total, serão 10 partidas em 30 dias, pelo Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Norte. (Foto: Raul Martins/Ascom Remo)
Clubes e atletas bradam contra a ditadura na Argentina
Ao contrário da realidade brasileira, onde o mundo do futebol costuma se esconder no silêncio conivente e na alienação pura quando o tema é política, os vizinhos dão de goleada neste departamento, No Brasil, o comprometimento com temas democráticos se restringe a alguns poucos ex-jogadores, como Casagrande e Juninho Pernambucano, cujo destemor permite enfrentar com galhardia hordas de fascistas nas redes sociais.
No dia 24 de março, data nacional de protesto contra o golpe militar na Argentina, dezenas de clubes de todas as divisões se manifestaram de forma corajosa, repudiando o ocorrido no país vizinho sob a tutela de generais corruptos e sanguinários.

Deu gosto ver as mensagens corajosas de agremiações tradicionais, como River Plate, Racing, San Lorenzo, Independiente e Boca Juniors, ao lado de representações mais modestas, como Lanús e Rosario Central.
Em todos os comunicados, condenação irrestrita à ditadura que torturou e matou milhares de argentinos, empurrando o país para a pior crise de sua história.
No Dia Nacional da Memória pela Justiça e a Verdade, ex-jogadores também marcaram posição. Destaques para Leopoldo Luque, Verón, Ubaldo Fillol. Maradona também foi lembrado pelo posicionamento corajoso ao longo de sua carreira.
Ao mesmo tempo, não faltam críticas aos jogadores campeões do mundo em 2022, que mantiveram um constrangedor silêncio sobre a data.
Ao contrário do Brasil, onde a ditadura militar terminou em anistia condescendente, na Argentina os opressores foram julgados por civis e condenados à prisão. A fibra argentina na lembrança dessa página tenebrosa de sua história tem a ver com a firme punição aos criminosos.
A benevolência brasileira com a ditadura ensejou outro golpe, felizmente sufocado em 8 de janeiro de 2023, com a prisão dos responsáveis e do principal articulador. Fica a lição. O primeiro passo para evitar novos golpes é prender golpistas, e jamais esquecer de denunciar seus crimes.
Papão amplia a série invicta na temporada
A série invicta do PSC na temporada chegou a oito partidas com a vitória (3 a 1) sobre o GAS, na terça-feira (24) à noite, no estádio Modelão, em Castanhal. O Papão encarou a missão com a determinação habitual, atacando desde os primeiros minutos. Ítalo perdeu boa oportunidade, mas quem chegou ao gol foi o time visitante.
Logo na investida inicial, um cruzamento de Lucas Martins resultou no gol de Iarley, aos 6 minutos. Ele subiu no meio da zaga e cabeceou para as redes de Gabriel Mesquita, surpreendendo a torcida que lotava o estádio.
Com dificuldades para furar o bloqueio do GAS, o PSC só chegou ao empate aos 34’. Marcinho bateu escanteio, o goleiro deu rebote e Castro emendou para o gol. A virada veio em penalidade inexistente – a bola bateu na barriga do zagueiro do GAS. Marcinho cobrou e desempatou a partida.
O segundo período teve domínio amplo do Papão, que marcou o terceiro gol logo aos 10 minutos. Ítalo desviou para o barbante, aproveitando cruzamento rasteiro de Kleiton Pego. Assustado, o GAS não conseguia organizar jogadas, errando passes e finalizações.
Organizado e tranquilo, o PSC ainda chegou com perigo em arremate de Caio Mello, antes de um gol anulado do GAS por impedimento.
A atuação reafirmou o processo evolutivo do Paysandu sob o comando de Júnior Rocha, que escalou todos os titulares e só lançou mão dos garotos da base nos minutos finais do 2º tempo.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 26)
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