Bate-Papo: Ronaldo Passarinho, grande benemérito/Clube do Remo

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POR CLÁUDIO SANTOS

A entrevista, há muito solicitada por frequentadores do blog e torcedores azulinos, foi feita na semana passada, via e-mail. Com a atenção e o carinho habituais para com o blog, Ronaldo Passarinho respondeu a todos os questionamentos, esclarecendo pontos importantes sobre a vida e a história de seu amado Clube do Remo. Responsável por inúmeras vitórias para o Remo em demandas trabalhistas, Ronaldo já se aposentou como advogado e hoje acompanha o clube à distância, como um torcedor comum. Deu informações importantes sobre dívidas e perda de patrimônio causadas por má gestão e contratações indiscriminada de jogadores. Mesmo convalescendo de doença degenerativa, o grande benemérito opinou sobre os caminhos que devem ser seguidos para que o Leão reencontre a glória e a vitória. E mencionou um princípio básico da economia ao falar como alternativa fundamental para a recuperação financeira e administrativa da agremiação: “Gastar menos do que arrecada”. 

Cláudio Santos – Quantas e quais funções o senhor ocupou dentro do Remo?

Ronaldo Passarinho – Em 1964, diretor de basquetebol e relações públicas. Em 1968, assessor do departamento de futebol. Em 1973/78, vice-presidente de futebol. Em 1990, vice de futebol. E, em 2003/2004, vice-presidente do Clube do Remo.

CS – Em matéria no Blog do Gerson, sob o título: “Eleição Direta no Remo”, o Sr. deixou transparecer que era contra as eleições diretas por pensar que não resolveria os problemas no clube. Por quê?

RP – Em uma leitura mais acurada do artigo citado, ninguém poderá concluir ser eu contrário a eleição direta no Remo. O que afirmei e reafirmei é que um grupo vendia ilusão que eleição direta era solução para todos os problemas. Demonstrei no artigo que o Estatuto começava desmoralizado, pois para as 100 vagas do Condel apenas 63 sócios postularam a indicação e dizia “sem dúvida, é um Conselho que começa mutilado”. Com a nova eleição um mês depois, aí sim, foram eleitos 100 conselheiros.

CS – Penso que a salvação do Remo seria dar o direito a voto ao Sócio Torcedor, que já provou ser mais interessado nas coisas do clube que os demais sócios, remidos e proprietários. O que o Sr. pensa sobre isso?

RP – Concordo. O programa ST precisa ser alavancado. O problema é o péssimo rendimento do time de futebol. Espero ardentemente que ganhando o returno do Parazão o programa dispare.

CS – Mas o direito a voto ao ST é uma das formas de alavancar o programa. O que fazer pra implantar isso no clube o mais rápido possível?

RP – Colocar de forma clara, no Estatuto.

CS – O Remo, em pelo menos 50 anos, foi comandado pelos ditos “cardeais”, pois quando não estavam no poder “faziam” os presidentes. Em 50 anos, Remo não evoluiu administrativamente e, no futebol, está há mais de 20 anos fora da série A e, há muitos anos, sem série. O que o Sr. pensa sobre isso?

RP – Sua acusação não se compadece com a verdade. Ao contrário, o Remo cresceu muito nos últimos 50 anos. Como exemplos, a quadra descoberta de esportes amadores transformou-se no ginásio Serra Freire, Construção de nova piscina, aquisição da sede campestre (1 hectare maior que o Vaticano), reforma total do telhado da sede, reforma total da garagem náutica, recuperação total do sistema elétrico e duplicação  da capacidade do Baenão com o aumento das arquibancadas etc. Nos esportes títulos de ouro: título de ouro no futebol, 2 tri na década de 70, um tri em 1989/90/91, um penta nos anos 90, bicampeão do Norte-Nordeste e campeão brasileiro da Série C em 1995. No basquetebol um hepta-campeonato na década de 70, além de outros títulos. No voleibol masculino e feminino, são incontáveis os títulos. Na natação, quebrando uma hegemonia da Tuna, fomos 17 anos seguidos campeões. Se fosse rememorar tudo, ocuparia todo o blog. Quanto a estar fora da série A e há muitos anos sem série, a responsabilidade é de direções incompetentes e contratações criminosas que só oneraram o nosso patrimônio. É importante notar que grandes clubes brasileiros, como o Bahia, o Vitória, o Santa Cruz e até mesmo o poderoso Fluminense, amargaram anos na série C e na B. Tenho certeza que o modelo de contratações caríssimas aliados a técnicos incompetentes e com pouco retorno ao clube, está esgotado. Há jogadores que com muito pouco tempo de Remo ganham quantias altíssimas na Justiça do Trabalho.

CS – E o que o Remo perdeu nesses 50 anos, em relação ao seu patrimônio?

RP – A sede campestre, em Marituba, graças a uma administração desastrosa, e por valor vil: R$ 3 milhões, com R$ 600 mil de entrada e mais 13 parcelas de R$ 200 mil, sem juros e correção monetária. Decisão da Justiça do Trabalho, levando a leilão um bem que àquela altura valia pelo menos três vezes mais.

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CS – Sempre falo que o Remo precisa de renovação no seu quadro de conselheiros, candidatos à presidência do clube, dirigentes, mas essa renovação não passa pela questão etária, e sim em valorização de pessoas com ideias novas. O Sr. concorda?

RP – A renovação dentro do Remo já é uma realidade, graças à eleição direta que legitimou tanto o presidente, como os conselheiros. Concordo que o Remo precise de um choque de juventude e de pessoas com idéias novas, mas que tenham total comprometimento com o clube.

CS – Quando foi destruído e retirado o escudo da frente do Baenão, o Sr., juntamente com conselheiros, sócios, ex-presidentes e torcedores, participou de um abraço simbólico ao Baenão em repúdio àquele ato. O estado em que se encontra o Baenão hoje não merecia esse mesmo abraço, ou é diferente?

RP – Situações completamente diferentes. O escudo foi derrubado para impedir um novo pedido de tombamento, e vender todo o conjunto do Baenão por preço vil. Agora foi para aumentar o patrimônio do clube com um belo estádio, projeto de uma dos grandes remistas, o dr. Aurélio Meira. Lamentavelmente, a irresponsabilidade criminosa de contratações para o time de futebol, quase todas inúteis, gerando uma folha impagável de R$ 550 mil/mês, sem cobertura de patrocínios, foi um sorvedouro de todas as receitas auferidas, incluindo-se a venda de camarotes e cadeiras. Sem falar em Leandrão, Rogélio, Zé Soares etc. Basta citar a contratação do Danilo Lins, que ninguém sabe se tem futebol porque aqui não entrou em campo.

CS – O Sr. defende muito a volta do que muita gente chama de time cabano, montado pelo dr. Ubirajara Salgado, mas o time montado pelo senhor em 2004, também era cabano e foi rebaixado à Série C. O que deu certo no primeiro e o que deu errado no segundo time cabano?

RP – Defendo a criação do time cabano da gestão Ubirajara. Graças a isso, o Remo foi saneado financeiramente e fomos tricampeões. Em 1990, com um time cabano fomos bicampeões, sob minha direção. O time campeão, com Wagner, Paulo Verdun, Chico Monte Alegre, Tonho e Fofão. Varela, Bebeto ( Paulo de Tarso), Edmilson; Tiago, Helinho e Paulo Sérgio. Como é fácil verificar, 8 jogadores paraenses e apenas 3 de fora. Quanto à queda para a Série C, não era um esquadrão cabano, já que os goleiros Buzzeto, Gilberto e Gian, eram de fora, embora tenha jogado, só na decisão, o Jucélio. Tínhamos Juninho, Rômulo, Junior Amorim, Junior Ferrin, que saiu graças à cláusula contratual antes do último jogo, além de Allison e outros que não me recordo. Desagregação e desmotivação por motivos extracampo foram determinantes.

CS – Como foi ser campeão 100% no Parazão, um título inédito, e quais fatores foram importantes nessa conquista?

RP – Foi gostoso demais. O fundamental para o êxito foi um elenco de boa qualidade técnica e a união entre plantel, comissão técnica e diretoria.

CS – Percebo em alguns comentários seus a preocupação com os jogadores de base do Remo, de terem vez no profissional e no time titular. As categorias de base no Remo funcionam, dr. Ronaldo?

RP – Divisão de base, ainda que precariamente, funciona sim no Clube do Remo, graças à abnegação de Ulisses d’Oliveira, Roberto Porto, Paulinho Araújo e outros. Veja alguns nomes de jogadores que saíram das divisões de base e seriam indispensáveis hoje, para formação de um plantel. Alguns: Cicinho – Raul – Rodrigo – Tsunami – Betinho – Jaime, e os que continuam, como Igor João – Yan – Ameixa – Alex Juan – Levy – Sílvio (citou também Rony, que já anunciou saída). Esta base reforçada por jogadores regionais, como Henrique, Chicão e Romeu, além de 3 ou 4 contratações de fora fariam um time, que se não fosse campeão pelo menos não destruiria as finanças do Clube e jogaria com amor à camisa.

CS – O Sr., que já comandou o futebol do Remo, hoje teria a receita para o clube chegar à Série D e conseguir o acesso à Série C?

RP – A receita já está dada na resposta acima.

CS – O Sr. tomou a iniciativa de se afastar totalmente do clube. Por quê?

RP – Grande parte de dirigentes e alguns chamados pejorativamente de “cardeais” é que se afastaram de mim. Na última eleição não fui chamado a nenhuma reunião, nem para apontar nomes na disputa para a eleição de conselheiros, mas esse não é o motivo principal. Sofro de uma doença degenerativa, que além de me deixar quase surdo vem com crises de severas tonturas. Diversas vezes nos últimos quatro anos saí da sede amparado por amigos como Pablo Coimbra, Sérgio Reis, Baralho e Ubirajara Salgado.

CS – Há muita vaidade dentro do Remo, dr. Ronaldo?

RP – Infelizmente, sim. Sempre defendi a posição de que o Remo é maior que tudo, não somos partidos políticos que querem o poder a qualquer custo. Quem perde a eleição no clube deve obrigatoriamente unir-se aos eleitos. Para mim, pouco me importa quem é o presidente. Quero que ele sempre brilhe, pois nós, parte do Fenômeno Azul, é que ganhamos, com as alegrias que merecemos. E o pior é que a intriga impera e prospera dentro das hostes vencedoras, como acontece presentemente.

CS – Dizem que no Paysandu, as pessoas se unem em prol do clube. No Remo, cada um só quer saber de si e o clube vai ficando em segundo plano. É isso mesmo?

RP – Por ética, não comento a situação interna do PSC, que considero adversário, mas não inimigo. Sonho ver um dia todos os remistas unidos para voltarmos ao nosso destino de “Filho da Glória e do Triunfo”.

CS- O que fazer pra salvar o Remo, em todos os sentidos, na sua opinião?

RP – A solução é seguir na prática um trecho do hino do Remo, que diz: “Se um dia formos unidos para a luta…”

CS – Nessa reforma do Estatuto que estão fazendo dei uma ideia a um amigo, conselheiro do Remo, para que procurasse ver a possibilidade de colocar uma cláusula, onde dirigentes não poderiam colocar seu dinheiro no clube e, em colocando, não seriam ressarcidos. Penso eu que os maus candidatos à presidência do clube se afastariam e, os que se propusessem a ser candidatos, viriam com projetos, ao invés de dinheiro para mais tarde ser reembolsado. O que o Sr. pensa?

RP – Seria o ideal, mas perdidamente inconstitucional. O dono do dinheiro pode dar a destinação que quiser aos seus bens. No entanto, basta deixar de forma clara e explícita a responsabilidade do mandatário, respondendo solidariamente pelos danos causados ao patrimônio do clube, com rígida fiscalização do Condel e demonstração permanente do Conselho Fiscal.

CS – Alguma coisa que eu não lhe perguntei e que o senhor gostaria de publicar?

RP – Agradecer a oportunidade, e que o Remo implante, urgentemente, uma lição básica para qualquer família, comunidade. PASSO INICIAL: “GASTAR MENOS DO QUE ARRECADA”.

O nosso Bate-Papo desta vez foi com o grande benemérito do Clube do Remo, dr. Ronaldo Passarinho, a quem considero uma pessoa correta e do bem e que poderia esclarecer algumas coisas relacionadas ao Leão Azul. Espero que os amigos tenham gostado. Ainda este mês faremos um rápido bate-papo com o empresário Eduardo Guizzo, do Sócio Torcedor Nação Azul, do Remo, a fim de se posicionar sobre algumas acusações que têm sido feitas à gestão do ST. Aguardem.

(Fotos: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)

Zé Teodoro só fica se diretoria der garantias

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Depois do jogo de sábado, no Mangueirão, o técnico Zé Teodoro deixou claro que só fica no Baenão se a diretoria cumprir com suas responsabilidades. O pito teve endereço certo: a direção do clube. “Eu não posso me envolver na situação financeira do time. Tenho que resolver os assuntos dentro de campo. Essa é a hora de todos que fazem o Remo se unirem e não torcerem contra. Não é possível que o foco principal do Remo seja interrompido por atraso de salários. Só fico no Remo se a diretoria der condições”, afirmou em entrevista à Rádio Clube do Pará. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Nova hegemonia europeia

Por Gerson Nogueira

Não bastaram os humilhantes 7 a 1 nas semifinais, nem o título mundial conquistado com requintes de competência e método em pleno Maraca. Incansáveis, os alemães continuam a nos assombrar com exemplos quase diários de evolução dentro e fora de campo. Todo o planejamento concebido e executado a partir de 2000, com investimentos grandiosos na formação de atletas, materializa-se em vitórias de valor incalculável.

A história da transformação alemã de força decadente em potência revitalizada já é bem conhecida. Veio à tona durante a própria Copa, quando todos os olhos se voltaram para a campanha impecável e o apuro nos detalhes da preparação da seleção de Joachin Low. Não custa, porém, reavivar memórias no país que sempre gostou de pensar que tinha o melhor futebol do mundo.

Que a Alemanha é um exemplo de determinação e competitividade todo mundo está cansado de saber. A firmeza com que o país se reergueu depois da destruição advinda das insanidades do nazismo é prova mais do que eloquente da fibra de seu povo e da confiabilidade de suas instituições.

Em termos globais, a execução do ambicioso plano de reforma do futebol, a partir do estímulo à criação de escolinhas, é tão significativa para o esporte quanto a formatação da Premier League na Inglaterra e o renovado esforço norte-americano para conquistar excelência e respeito mundial.

Pois a combinação de fartura de atletas com a solidez econômica dos clubes permite hoje à Alemanha inverter uma rota que normalmente a situava como mercado de quarta linha na Europa, atrás de Itália, Espanha e Inglaterra.

Seus clubes, notadamente Bayern de Munique e Borussia Dortmund, já rivalizam com Real Madri, Barcelona, Manchester United, Internazionale, Milan, Juventus, Chelsea e Arsenal. Prova eloquente dessa mudança de cenário foi dada nesta semana, quando o ídolo Thomas Müller recusou oferta milionária do Manchester United para deixar o Bayern.

Ao descartar a oferta do United, Müller disse simplesmente que estava bem na Alemanha e no Bayern, seu clube de coração e onde aprendeu a jogar bola. Bem remunerado e disputando um campeonato quase tão charmoso quanto o inglês, o craque não viu razão para mudar de país.

Cabe também a Müller e seus talentosos companheiros campeões do mundo a manutenção da hegemonia europeia no futebol planetário. Desde 2006, somente seleções do Velho Mundo conquistaram a Copa. Antes da Alemanha, Itália e Espanha haviam vencido. E, pelo andar da carruagem, diante da decadência de potências como o Brasil, é improvável que a situação se altere nos próximos mundiais.

São três potências conhecidas pela importação maciça de talentos da América do Sul e da África, que, ao contrário do que se imaginava anteriormente, conseguiram reagir à influência dos estrangeiros e passaram a formar seus próprios craques. Alguns – caso de Müller – até bem superiores à média dos boleiros revelados nas “colônias”.

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Dura missão azulina no sertão do Ceará

Em meio a boatos de divisões internas, zangas entre o técnico e os jogadores, o Remo viaja a Sobral-CE para tentar devolver o prejuízo sofrido semana passada em Bragança. A tarefa é duplamente ingrata, pois o Guarani jogará em sua casa e com informações sobre a maneira de atuar do campeão paraense.

Acima da boataria que nada acrescenta e ciente de que sua permanência depende de um bom resultado, o técnico Roberto Fernandes comandou treinos durante a semana que pouco modificaram a escalação que já era prevista para o jogo de hoje. O meio-de-campo deve ter três volantes (Dadá, Ilaílson e Michel) e Reis como meia de ligação.

No ataque, as dúvidas de sempre. Fernandes deve manter Leandro Cearense, centroavante que tem sua preferência desde o Parazão. O segundo atacante deve ser Tiago Potiguar, embora o jogo se prenuncie ideal para as arrancadas de Roni em contra-ataque.

Ocorre que Roni, como Jonathan e Alex Ruan (substituído por Rodrigo Fernandes), carrega a sina de ser um jogador local, cujas limitações são sempre superdimensionadas enquanto as virtudes ficam em segundo plano.

De qualquer maneira, assustado com o tropeço em casa, o Remo parece armado para se defender à espera de erros do Guarani. Exatamente como os cearenses fizeram em Bragança. O fato é que, pelas características dos times, o jogo corre o risco de virar um chatíssimo embate de volantes.

A conferir.   

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O futebol na era do amadorismo

Cascata, de procedência não muito clara, e Leandrão, aquele centroavante que passou em branco pelo Remo, são os “reforços” que o Icasa garbosamente se prepara para receber nos próximos dias.

Não há jeito.

O futebol muda de perfil em muitas áreas, assimila fundamentos de gestão avançada e busca se tornar um negócio rentável para todos, mas certas práticas seguem imutáveis.

Contratar mal e sem critério é aleijão que assombra todos os clubes brasileiros, de A a D. Uma simples busca no Google permitiria avaliar as reais condições dos jogadores, evitando frustrações e prejuízos financeiros.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta e a bancada será formada por Giuseppe Tommaso, João Cunha e este escriba baionense. O programa vai ao ar na RBATV por volta de 00h15, logo depois do Pânico na Band. 

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Boas perspectivas para o Papão em Alagoas

Não há dúvida quanto à evolução do Papão em relação à fase sob o comando de Vica. O time ganhou outro astral, os jogadores estão animados e o bom resultado aconteceu. A partida contra o CRB marca um recomeço na caminhada bicolor na Série C. Mazola Jr., que havia treinado o time no primeiro semestre, voltou ao cargo e as coisas se encaixaram novamente.

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O principal sinal deste novo momento é o ressurgimento de Pikachu, que havia passado em branco nas últimas seis partidas. Com vocação para a finalização, o meia-atacante andava longe da área, arriscando pouco e sem achar uma posição certa para jogar. Como por encanto, bastou Mazola chegar para que Pikachu, Djalma e outros jogadores se reencontrassem com o bom futebol.

Contra o ASA, neste domingo, será fundamental reproduzir a marcação forte e a rapidez nas saídas para o ataque. Caso consiga reeditar a boa atuação de segunda-feira – principalmente no segundo tempo -, o Papão pode sair de Arapiraca com um bom resultado, que permita se aproximar do G4 do grupo A. Apesar da anunciada dúvida no meio, entre Raul e Rafael, é provável que Mazola prefira Djalma para compor o setor, ganhando em velocidade e entrosamento com Pikachu. (Fotos; MÁRIO QUADROS/Bola)

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 24)

Vote no mico da semana

Escolha seu macaco preferido e se agarre a ele, com argumentos…

1) Meia Tiago Galhardo, do Remo, reclama da chuva e do mau estado do gramado durante pré-temporada em Castanhal. Coitado, não viu nada ainda. Deixa ele pegar aquele barranco do Zinho Oliveira e o pântano do Parque do Bacurau.

2) Marcelo Nicácio conversou com os dirigentes do Paissandu, encaminhou proposta, pediu tempo para pensar e nessa enrolação toda passou três semanas. Para, no fim de tudo, fazer beicinho e ficar no Vitória.

3) Presidente da FPF justifica o não-patrocínio do Parazão pela Chevrolet, alegando que a grana era mixaria e que já havia contrato com o Governo. Potoca. Vários outros campeonatos patrocinados por governos fecharam com a montadora.