Cansados de Bolsonaro

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Por Iran Souza

Cansamos de um presidente sem-noção que se porta como moleque. De suas bravatas golpistas. De suas mentiras. De sua baixeza. De seu negacionismo. De suas narrativas ridículas como a de que o voto impresso seria mais confiável. De sua estratégia fascista de militarização da política. (A propósito, “brasilianização” já é o novo termo para definir elites que não se importam com o povo que as mantêm no topo).

Situação vexatória a nossa: viver num país continental rebaixado a uma republiqueta de bananas. Cansados disso, queremos Bolsonaro fora do poder o quanto antes. Ufa!

Quem vai parar o trem castanhalense?

Castanhal 2 x 1 Fast, 8ª rodada da Série D do Brasileiro

O Castanhal manteve a sequência vitoriosa na Série D vencendo o Fast por 2 a 1, na manhã deste domingo, no estádio Maximino Porpino. A partida valeu pela 8ª rodada do Grupo 1 do Brasileiro. O Japiim abriu o placar logo aos dois minutos, em arremate de Lukinha de fora da área. O empate amazonense veio aos 10 minutos. Após falha do zagueiro Cleberson, Jackie Chan foi lançado na área e chutou para as redes.

O gol da vitória aurinegra veio aos 33 minutos, ainda da primeira etapa. Em cobrança de escanteio, o artilheiro Pecel aproveitou saída errada do goleiro Iago e cabeceou para o fundo do gol. Apesar do equilíbrio na segunda etapa, as equipes não fizeram mais gols. Foi o sexto triunfo do Castanhal, que segue na liderança isolada do grupo, já praticamente classificado.

Lukinha comemora gol para o Castanhal contra o Fast

Papão pode ter estreias hoje contra o Manaus

Paysandu encerrou preparação para encarar o Manaus, fora de casa — Foto: Vitor Castelo/Ascom Paysandu

Depois de encerrada a preparação para o jogo contra o Manaus, o técnico do PSC Vinícius Eutrópio liberou a lista de relacionados, com novidades importantes. O recém-contratado Rildo, já regularizado, pode estrear. Ao mesmo tempo, por deficiência técnica, o meia Ruy e o atacante Robinho foram cortados. A partida será neste domingo, às 17h, na Arena da Amazônia, em Manaus, valendo pela 9ª rodada do Grupo A da Série C do Brasileiro.

Com desempenho abaixo do esperado, Ruy e Robinho têm sigo muito criticados desde o campeonato estadual. Estão na mira da torcida e cogita-se que podem ser dispensados. Por enquanto, a direção do PSC não comenta o assunto. Quem também está fora é o lateral-direito Israel, que já acertou seu desligamento do clube.

O provável time do Papão para o confronto em Manaus é: Victor Souza; Marcelo, Denilson, Perema e Diego Matos; Bruno Paulista, Paulinho e Ratinho; Luan, Danrlei (Tiago Santos) e Rildo.

  • Goleiros: Victor Souza e Paulo Ricardo;
  • Laterais: Diego Matos, Jefferson e Marcelo;
  • Zagueiros: Alisson, Denilson e Perema;
  • Volantes: Bruno Paulista, Jhonnatan, Paulinho, Paulo Roberto e Ratinho;
  • Meias: João Paulo;
  • Atacantes: Bruno Paulo, Danrlei, Luan Santos, Marlon, Rildo e Thiago Santos.

Jornalista norte-americano alerta para risco de novo golpe contra Lula

Brian Mier e Lula

O jornalista norte-americano Brian Mier falou à TV 247 sobre a declaração do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, acerca da preocupação de seu país com a corrupção no Brasil, e não com a democracia. Segundo o jornalista, os EUA já preparam um novo golpe contra o Brasil. “Ele foi honesto. Os Estados Unidos não se preocupam com democracia, se preocupam com petróleo. Esse foi exatamente o motivo principal para o golpe de 2016, para privatizar o pré-sal”, disse Brian Mier sobre a fala de Chapman.

Para ele, é preciso ficar atento para uma nova investida norte-americana contra o Brasil, principalmente com o objetivo de impedir a volta do ex-presidente Lula ao poder. O jornalista recomendou que se arme uma defesa contra o que está por vir. “Se prepara para mais um golpe no ano que vem, se prepara para um bombardeamento nas mídias sociais contra o PT e contra o Lula, porque essa é a nova ferramenta da guerra do espectro total, originado dos Estados Unidos”.

“A gente precisa pensar em como vamos nos defender de um ataque dessa natureza. Está sendo tudo montado. A gente não pode pensar que só porque Lula está liderando em todas as pesquisas ele vai ser eleito presidente. Tem outra tentativa de golpe eleitoral sendo montada com ajuda dos Estados Unidos, com a CIA, provavelmente, que estava lá visitando o Bolsonaro, e eu fico um pouco preocupado”, completou.

Leoninos ligam sinais de alerta

POR GERSON NOGUEIRA

Técnico Felipe Conceição, do Remo — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

A apresentação errática e apagada de sexta-feira, em Londrina, criou uma situação nova para o Remo e sua comissão técnica. Ficou evidente que, ao contrário do que bons jogos (contra Brusque, Ponte Preta e Cruzeiro) deram a entender, o time não está pronto para encarar a gangorra da Série B, um campeonato que fulmina previsões e favoritos a cada rodada.

Com exceção de Náutico e Coritiba, os times mais certinhos do campeonato, os demais vivem num perde-ganha incessante, raramente conseguindo emendar três ou quatro resultados positivos. O Remo de Felipe Conceição somou três vitórias consecutivas. Um feito e tanto para quem ensaiava ficar na rabeira da classificação.

Os nove pontos conquistados antes do jogo com o Londrina deram um fôlego novo ao time, que saiu da lanterna e se afastou da zona. Mas o revés no estádio do Café deixou claro que é necessário qualificar mais a equipe, variar o repertório e buscar alternativas para quando o jogo não encaixa.

Diante do lanterna da Série B, o Remo abusou de erros que pareciam ter ficado no passado recente. Não significa que Felipe perdeu a mão ou esgotou seus truques. Nada disso. Significa que a competição é árdua e alguns times oscilam, em função do cansaço excessivo ou de um dia ruim.

Ocorre que a falta de inspiração do meio-campo, aliada à lentidão nas tentativas de transição, mataram qualquer expectativa positiva para o jogo. Com cerca de 15 minutos já era evidente que o Remo teria imensas dificuldades para chegar ao gol. Victor Andrade, Felipe Gedoz, Flores e Dioguinho não se entendiam, erravam as triangulações.

Por sorte, o Londrina não fez gol no primeiro tempo. Vinícius andou pegando bolas que tinham endereço certo. Na etapa final, a pressão continuou, apesar das muitas limitações do mandante. Mas, quando o Londrina concedia espaços, o Remo não chegava. Arrastava-se em campo.

Felipe trocou peças, botou Wallace no lugar de Dioguinho, sem qualquer melhoria para o conjunto. Custou a botar Lucas Tocantins, o mais agudo atacante do elenco. Penso que, se Tocantins estiver em condições, deve ser titular ao lado de Victor Andrade. É mais agressivo e intenso que Dioguinho ou Wallace.

Mas os problemas foram bem além das más jornadas de peças importantes. Faltou organização e aproximação. A bola parecia queimar nos pés de todos, sem exceção. Aos 29’ veio o gol de Gegê, que podia ter ocorrido antes em bolas que Vinícius salvou.

O resultado foi justo – apesar de dois pênaltis que o notório Marcelo de Lima Henrique preferiu ignorar – e o Remo precisa se reconectar. Voltar ao ponto dos jogos bem executados e não permitir que um tropeço abale o projeto implantado por Felipe.

Diretoria e comissão técnica devem ter a consciência de que peças de reposição também fazem a diferença. Os reservas atuais não funcionam, alguns jogadores (Wallace, Dioguinho) precisam se reencontrar e Felipe deve olhar para mais gente que frequenta o banco em silêncio. Quarta-feira tem mais.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 22h, na RBATV. Participações da jornalista Mayara Almeida 9DOL) e deste escriba de Baião. Em análise, os jogos dos clubes paraenses nas Séries B, C e D. A edição é de Lourdes Cézar.

Em busca de afirmação, Papão desafia o Manaus

O PSC está na quinta colocação do grupo A da Série C. Já foi líder, desceu dois pontos e perdeu essa condição. O confronto desta tarde em Manaus pode recolocar o time no G4. Não é uma missão impossível, basta repetir a fórmula das vitórias obtidas fora de casa – Jacuipense, Floresta e Santa Cruz. Jogar bem fechado e subir nos momentos certos, aproveitando as chances que naturalmente aparecem.

Depois de frequentar a ponta da tabela, o Manaus sofreu uma queda de rendimento, em consequência das muitas alterações no time. Ao contrário do ano passado, o representante baré não conta com um ataque agudo, nem com laterais que apoiem com consistência.

Mas, apesar das carências, vai tentar pressionar o PSC desde os primeiros movimentos. Afinal, precisa vencer para se reaproximar da liderança. Caso possa resistir a essa investida inicial, o bicampeão paraense tem chances de inverter os papéis no jogo.

De certa maneira, os tropeços em casa permitem valorizar o comportamento do Papão como visitante. Conquistou 10 dos 12 pontos que tem sabendo explorar os pontos frágeis de seus adversários. Foi cirúrgico contra o Jacuipense, eficiente diante do Floresta e consciente frente ao Santa Cruz.

Os demais jogos do time de Vinícius Eutrópio não devem nem ser lembrados, tal a desordem tática mostrada dentro da Curuzu. Em muitos momentos, o PSC mostra-se inferior até à sofrível equipe do Campeonato Estadual – vitoriosa na final por capricho dos deuses e esforço de um atacante iluminado, Gabriel Barbosa.

Sem atacantes consolidados e com buracos na armação, Vinícius Eutrópio deve apostar nos contragolpes, utilizando para isso os rápidos Luan e Danrlei – isto se não optar pelo novato Tiago Santos. É jogo para voltar a vencer e confirmar a condição de melhor visitante do campeonato. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 25)

“Fora Bolsonaro!”: atos reúnem milhares de pessoas em todo o Brasil

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Mais de 10 mil paraenses foram às ruas de Belém neste sábado para protestar contra as irregularidades e denúncias de propina na compra de vacinas durante a pandemia, cobrar o aumento do auxílio emergencial e criticar a reforma tributária proposta pelo governo. Reunindo todas essas reivindicações e queixas, os gritos de “fora Bolsonaro!” ecoaram desde as 8h, na Praça da República.

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Ao longo da manhã, os manifestantes percorreram as principais ruas do centro de Belém ganhando mais adeptos e ecoando as palavras de protesto contra o atual governo. A manifestação terminou na Praça do Operário, em São Brás.

As manifestações contra o governo Jair Bolsonaro se espalham por inúmeras cidades brasileiras e pelo mundo neste sábado (24). No Rio de Janeiro, o ato pela saída do presidente foi o maior registrado até agora. Milhares de pessoas se concentraram na Avenida Presidente Vargas desde as 10h e de lá, seguem agora para a Praça da Candelária.

Carregando faixas e cartazes, os manifestantes clamam pelo fim do governo radical de Jair Bolsonaro e acusam o líder político de ter cometido um genocídio na condução dos rumos da pandemia no Brasil. Já são quase 550 mil mortos vítimas da Covid-19 no país. O músico Tony Bellotto, dos Titãs, e atriz Malu Mader são alguns dos nomes do meio artístico que saíram às ruas. Quem também esteve presente foi o ator Paulo Betti.

O ato, convocado por partidos políticos, movimentos sociais e centrais sindicais, com a adesão maciça de setores da sociedade civil, além das múltiplas pautas de diferentes segmentos, reivindica sobretudo a manutenção da democracia no Brasil, que vem erodindo nos últimos anos após sucessivas ações autoritárias perpetradas pelo atual presidente.

A cidade de São Paulo, mais uma vez, contou com o maior ato do 24J contra Jair Bolsonaro neste sábado (24). Cerca de 100 mil manifestantes se reuniram na avenida Paulista para pedir o impeachment do presidente e mais agilidade na vacinação contra a Covid-19.

Ao todo, foram realizados atos contra o chefe do Executivo em mais de 400 cidades do Brasil e do exterior. Na capital paulista, os manifestantes se concentraram em frente ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp) e seguiram em marcha, pela rua da Consolação, até a região central da cidade.

Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que “o barco de Bolsonaro está afundando”. Em sua fala, Boulos citou as ameaças que Bolsonaro vem fazendo às eleições de 2022 caso não seja implantado o voto impresso.

“Ele começa a ficar assustado com as manifestações, CPI, queda de popularidade, aí começa a ameaçar com a baboseira de que, se não tiver voto impresso, não vai ter eleição em 2022. Quero dizer uma coisa para o Bolsonaro: vai ter eleição em 2022, sim, seu golpista sem vergonha”, exclamou o psolista.

Já Fernando Haddad (PT), por sua vez, pulou e dançou com a Juventude de seu partido na rua e, do alto do carro de som, exclamou: “Nós estamos aqui com vocês até a última gota de suor pra tirar o genocida do Palácio do Planalto”.