“Fora Bolsonaro!”: atos reúnem milhares de pessoas em todo o Brasil

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Mais de 10 mil paraenses foram às ruas de Belém neste sábado para protestar contra as irregularidades e denúncias de propina na compra de vacinas durante a pandemia, cobrar o aumento do auxílio emergencial e criticar a reforma tributária proposta pelo governo. Reunindo todas essas reivindicações e queixas, os gritos de “fora Bolsonaro!” ecoaram desde as 8h, na Praça da República.

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Ao longo da manhã, os manifestantes percorreram as principais ruas do centro de Belém ganhando mais adeptos e ecoando as palavras de protesto contra o atual governo. A manifestação terminou na Praça do Operário, em São Brás.

As manifestações contra o governo Jair Bolsonaro se espalham por inúmeras cidades brasileiras e pelo mundo neste sábado (24). No Rio de Janeiro, o ato pela saída do presidente foi o maior registrado até agora. Milhares de pessoas se concentraram na Avenida Presidente Vargas desde as 10h e de lá, seguem agora para a Praça da Candelária.

Carregando faixas e cartazes, os manifestantes clamam pelo fim do governo radical de Jair Bolsonaro e acusam o líder político de ter cometido um genocídio na condução dos rumos da pandemia no Brasil. Já são quase 550 mil mortos vítimas da Covid-19 no país. O músico Tony Bellotto, dos Titãs, e atriz Malu Mader são alguns dos nomes do meio artístico que saíram às ruas. Quem também esteve presente foi o ator Paulo Betti.

O ato, convocado por partidos políticos, movimentos sociais e centrais sindicais, com a adesão maciça de setores da sociedade civil, além das múltiplas pautas de diferentes segmentos, reivindica sobretudo a manutenção da democracia no Brasil, que vem erodindo nos últimos anos após sucessivas ações autoritárias perpetradas pelo atual presidente.

A cidade de São Paulo, mais uma vez, contou com o maior ato do 24J contra Jair Bolsonaro neste sábado (24). Cerca de 100 mil manifestantes se reuniram na avenida Paulista para pedir o impeachment do presidente e mais agilidade na vacinação contra a Covid-19.

Ao todo, foram realizados atos contra o chefe do Executivo em mais de 400 cidades do Brasil e do exterior. Na capital paulista, os manifestantes se concentraram em frente ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp) e seguiram em marcha, pela rua da Consolação, até a região central da cidade.

Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que “o barco de Bolsonaro está afundando”. Em sua fala, Boulos citou as ameaças que Bolsonaro vem fazendo às eleições de 2022 caso não seja implantado o voto impresso.

“Ele começa a ficar assustado com as manifestações, CPI, queda de popularidade, aí começa a ameaçar com a baboseira de que, se não tiver voto impresso, não vai ter eleição em 2022. Quero dizer uma coisa para o Bolsonaro: vai ter eleição em 2022, sim, seu golpista sem vergonha”, exclamou o psolista.

Já Fernando Haddad (PT), por sua vez, pulou e dançou com a Juventude de seu partido na rua e, do alto do carro de som, exclamou: “Nós estamos aqui com vocês até a última gota de suor pra tirar o genocida do Palácio do Planalto”.