A frase do dia

“Lula foi deputado federal, presidente da República por 2 mandatos, não tem conta milionária, nem imóveis caros. Bolsonaro foi deputado, é presidente há 1 ano, tem conta bancária com R$ 18 milhões, 8 casas, 9 carros, 12 aptos e investimentos imobiliários, só não tem pedalinhos”.

Cristina Andrade, advogada

Moro e a noção muito singela do combate à corrupção

O jornalista Reinaldo Azevedo comentou a entrevista de Sergio Moro à Folha de S. Paulo, em que ele culpa o Supremo Tribunal Federal, pelo aumento da percepção de corrupção no pais e não poupou críticas ao ministro da Justiça.  “A coisa mais fabulosa da entrevista é atribuir ao STF a responsabilidade pela avaliação ruim que fazem os brasileiros sobre o combate à corrupção no governo Bolsonaro. Segundo o doutor, isso decorre de o STF ter decidido fazer valer a Constituição no caso prisão só depois do trânsito em julgado”, escreveu Reinaldo, em sua coluna.

“Sugere que a liberdade de Lula fez com que as pessoas avaliassem mal o governo. É uma aberração. Nada menos de 54% aprovam a soltura do ex-presidente. Confrontado com o dado, ele atribuiu essa opinião ao fato de o petista contestar as acusações. Ora vejam! Então ao condenado cabe elogiar a sentença, ainda que se considere injustiçado!? Que coisa! Lula livre contribuiria para rebaixar a avaliação que a população faz do combate à corrupção. Já o senador Flávio Bolsonaro e seu amigão Fabrício Queiroz e o ministro Marcelo Álvaro Antônio, flagrado no meio do laranjal, não devem ter nada com isso… É do arco da velha!”, escreveu ainda Reinaldo.

Recorde de assassinatos de líderes indígenas mostra que violência foi liberada no Brasil

Dados do Relatório da Comissão Pastoral da Terra publicados pelo G1 apontam que em 2018, foram duas lideranças dos povos originários assassinadas. Os mais recentes episódios violentos aconteceram no final de semana, quando duas lideranças indígenas Guajajara foram mortas em um atentado no Maranhão e o indígena Humberto Peixoto Lemos morreu no hospital em Manaus, Amazonas, após ser agredido a pauladas.

“Este ano é extremamente preocupante e grave para a questão da terra, a questão fundiária do país. Na verdade, desde 2016 a gente já vem sofrendo tanto com o sucateamento dos órgãos quanto com as próprias instâncias relativas às questões fundiárias sendo entregues de bandeja para o agronegócio”, afirma à Sputnik Brasil o coordenador nacional da CPT Paulo César Moreira.

A medida provisória da legalização fundiária assinada nesta quarta-feira (11) pelo presidente Jair Bolsonaro é vista com preocupação por Moreira, que também diz que as palavras do presidente tem um “reflexo direto na violência que está sendo perpetrada”.

Por repetidas vezes, Bolsonaro disse que não irá demarcar terras indígenas e já afirmou, em 2017, que os quilombolas (descendentes da população escravizada trazida ao Brasil) “não servem nem para procriar”. 

Moreira acredita que há um “aumento de grupos fascistas no Brasil” e que está sendo aberto o caminho para a “liberalização da violência”.

“O Estado tem uma responsabilidade grande nisso. Porque com esses assassinatos, as pessoas que fizeram isso e os mandantes, se não sofrerem punição, esse sinal verde que já está aceso pode avançar e criar um clima de aumento ainda maior da violência. É um cenário extremamente grave”, analisa o coordenador da CPT.

Após o mais recente assassinato de indígenas no Maranhão, o ministro da Justiça, Sergio Moro, anunciou o envio da Força Nacional para a região. Moreira, contudo, enxerga a decisão com desconfiança: “O governo tenta mostrar alguma importância, alguma necessidade de dirimir essa situação. No entanto, isso parece extremamente falso quando, de outro lado, são implementadas medidas contrárias. A liberação das armas, toda essa política de apoio ao agronegócio.”

Em nota, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) denuncia que o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier, “substituiu antropólogos de larga experiência técnica em Grupos de Trabalho criados para proceder estudos de identificação e delimitação de terras indígenas por ‘pessoas de confiança’, sem competência para o trabalho”.

Nereu Pinheiro: o adeus de um técnico-raiz

O nome de Nereu Pinheiro estará sempre na história do futebol pernambucano. O lendário treinador, que, no estado, acumulou passagens por Sport, Santa Cruz, Central, América, Olinda e Ferroviário do Cabo, faleceu nesta quinta-feira, aos 69 de idade, por decorrência de um tumor na cabeça.

O dia do óbito é simbólico. Na mesma data, 20 anos atrás, Nereu comandava o Santa Cruz que, em um empate sem gols com o Goiás, conseguia um acesso à Sèrie A, ainda lembrado pela torcida. Em solidariedade, o clube prestou uma homenagem ao ex-treinador em seu Twitter.

Ele também é marcado por uma grande campanha no Sport, na qual se sagrou vice-campeão da primeira edição da Copa do Brasil, em 1989. No torneio, o time de Nereu passou por  Fortaleza, Guarani, Vitória e Goiás, sendo superado pelo Grêmio na decisão.
Sempre respaldado como uma grande referência do futebol pernambucano, Nereu foi responsável por revelar diversos jogadores que fizeram sucesso nos gramados estaduais, como Juninho Pernambucano, Sandro Barbosa, Russo e Chiquinho. Ele foi escolhido para comandar a Seleção Pernambucana, no amistoso realizado no ano passado contra o Barça Legends, na Arena.
Nereu Pinheiro também construiu trabalhos fora do estado, tendo comandado Treze, Confiança e Sergipe. Ele vinha realizando tratamento para o tumor que o acometeu, mas não conseguiu resistir e morreu a quatro dias do seu aniversário de 70 anos, que seria comemorado na próxima segunda-feira. (Do Superesportes-PE)

A manipulação política na investigação contra o filho de Lula

Por Reinaldo Azevedo

Vivemos na era do surrealismo jurídico. A 69ª fase da Lava Jato, denominada Mapa da Mina, deflagrada desta terça-feira, tem o objetivo declarado de investigar se houve repasses ilegais de recursos da Oi e da Vivo para arcar com despesas de familiares do ex-presidente Lula. Para tanto, teriam sido usadas empresas que pertencem a Jonas Suassuna e a Fábio Luiz da Silva, um de seus sócios e filho de Lula. Vamos lá. Qual é a função da força-tarefa, também conhecida como Lava Jato? Investigar desvios de recursos ocorridos na Petrobras.

Quando é que a 13ª Vara Federal de Curitiba é o foro para a tomada de decisões judiciais? Quando estas dizem respeito à investigação de ilegalidades ocorridas na estatal. O que têm a ver com a dita-cuja os alvos dessa nova fase da Lava Jato? A resposta inescapável, irremediável, incontestável é esta: ABSOLUTAMENTE NADA!

Suassuna é um dos donos do famosíssimo sítio de Atibaia, que fez com que Lula fosse condenado pela segunda vez em segunda instância, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As empreiteiras Odebrecht, OAS e Schahin fizeram melhorias no sítio, que era usado pelo ex-presidente e seus familiares. As benfeitorias aconteceram? Sim! Ao todo, ficaram pouco acima de R$ 1 milhão. A Polícia Federal e o Ministério Público conseguiram vincular esse desembolso aos contratos que as empresas mantinham com a Petrobras? Não.

Mesmo assim, a 13ª Vara Federal de Curitiba condenou Lula a 12 anos e 11 meses de prisão, pena majorada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região para 17 anos, um mês e dez dias. Insista-se: não há uma só prova que ligue as benfeitorias à Petrobras. Portanto, a exemplo do apartamento de Guarujá, também o caso do sítio não deveria estar a cargo da força-tarefa de Curitiba. Nem era a 13ª Vara Federal seu foro natural.

O que já era, portanto, uma espetacular forçada de barra para manter Lula na berlinda se transforma agora em verdadeiro deboche. E se desfechou, sob o silêncio cúmplice da quase totalidade da imprensa — quando não com o aplauso —, esta 69ª fase da Operação que Nunca Vai Terminar.

Se vocês lerem as reportagens a respeito, verão que se investigam pagamentos de duas empresas de telefonia — a Oi e a Vivo — à Gamecorp e à Goal Discos. A primeira é uma sociedade entre Lulinha e Suassuna; a outra pertence apenas ao segundo.

O Ministério Público Federal sustenta que não há serviços prestados às telefônicas que justifiquem os desembolsos e investiga se estes não estão ligados a decisões tomadas por Lula quando presidente da República.

Muito bem! Estou eu aqui a descartar que tenha havido alguma irregularidade? A resposta, obviamente, é “não”. Mas sou jornalista, não porta-voz da PF e do MPF. É de causar espécie, claro!, que uma operação que tem como alvo um dos filhos de Lula seja desfechada apenas agora, logo depois de ele deixar a cadeia. Sim, é verdade: a PF havia pedido mandados de busca e apreensão e a preventiva de Lulinha em junho de 2018 — dois meses depois da prisão de seu pai.

O MPF solicitou, então, mais prazo. A autorização só foi dada pela juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal, em setembro deste ano. Os procuradores não viram a necessidade de prender o filho do ex-presidente, com o que concordou a juíza. Alguns problemas operacionais fizeram com que a coisa fosse para a rua só agora.

Voltemos ao centro da questão. Por que diabos esse caso está com a Lava Jato e por que seu foro é a 13ª Vara Federal de Curitiba? Resposta: POR CAUSA DO SÍTIO DE ATIBAIA. Parece uma brincadeira meio sinistra, mas é assim.

Então notem: a causa original que diz respeito ao imóvel e que levou Lula à segunda condenação já não tem vínculo nenhum com a Petrobras. A ação penal ficou com a turma porque as empreiteiras que reformaram o sítio, afinal, tinham contratos com a estatal. A justificativa é, por si, absurda.

E por que os pagamentos das telefônicas às empresas de Lulinha e Suassuna também estão sendo investigados pela turma? Porque parte do dinheiro recebido teria sido usada por Suassuna e por Kalil Bittar, seu sócio, para comprar o sítio.

Ainda que assim fosse e que houvesse uma grana carimbada das empresas de telefonia para comprar o imóvel de Atibaia, pergunta-se: O QUE ISSO TEM A VER COM A PETROBRAS? Resposta: nada! Logo, ainda que haja o que investigar, não é uma atribuição da força-tarefa, e o foro, por óbvio, não é a 13ª Vara Federal de Curitiba.

Caso se comprovem as safadezas, que cada um arque com o peso daquilo que fez. O que não é aceitável é que MPF e Justiça manipulem escancaradamente uma investigação para manter Lula refém da Lava Jato e da 13ª Vara. Não é decente fraudar a Justiça sob o pretexto de fazer justiça.

Senado instala CPI para apurar acidente da Chape

O acidente que vitimou o time da Chapecoense completou três anos, mas ainda causa muita dor aos familiares dos 71 jogadores, diretores e jornalistas que morreram na queda do avião que levava o clube de futebol brasileiro para a final da Sul-Americana de 2016. É que, além da saudade, esses familiares sofrem com a falta de assistência das seguradoras responsáveis pelo voo. Por isso, o Senado Federal instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar essa situação e cobrar a indenização dessas famílias. A CPI da Chape foi instalada nesta quarta-feira (11) e promete ouvir seguradoras, companhias áreas e até a CBF nos próximos 180 dias.

A CPI da Chape foi proposta pelo senador Jorginho Mello (PL-SC), que será o presidente da comissão, com o apoio de mais 28 senadores. “O que pretendemos é investigar a grande demora nas indenizações que devem ser pagas aos familiares das vítimas deste lamentável acidente”, informou o senador no requerimento que possibilitou a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. O documento ainda destaca que, apesar da demora do pagamento, o valor da indenização oferecida por essas seguradores que “faturam milhões de reais dos cidadãos brasileiros e do erário público” foi irrisório diante da gravidade do acidente o que, segundo Mello, “demonstra um grande descaso e desrespeito com aqueles que ainda sofrem pela morte de seus entes queridos”.

“A gente tem que lutar para diminuir a dor desses familiares, é preciso ajudá-los. Eles sofrem com a dor da perda e a dor da desatenção. Essa é a nossa ajuda. Essas famílias merecem respeito”, destacou Jorginho Mello nesta quarta-feira. Ao ser eleito presidente da CPI da Chape, ele ainda disse que vai trabalhar com o relator da comissão, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), para “fazer as companhias de seguro e o governo boliviano assumirem suas responsabilidades”.

Para isso, Jorginho Mello disse que está em contato com a embaixada, o Itamaraty e o Ministério da Justiça para facilitar o relacionamento com a Bolívia, que deve responder sobre o plano de voo da Chape, e com as seguradoras internacionais responsáveis que devem essas indenizações aos familiares das vítimas do acidente. Além disso, senadores como Espiridião Amin (PP-SC) planejam usar os poderes de investigação da CPI para pedir explicações de instituições como a CBF e, assim, esclarecer o plano de segurança dos voos que transportam delegações brasileiras para tentar evitar novos acidentes.

Parazão muda de formato outra vez e volta ao sistema antigo

A Federação Paraense de Futebol voltou atrás, de novo, e cancelou alterações no sistema de disputa do Parazão 2020. Dessa maneira, o campeonato – que começa em 18 de janeiro – retomou parcialmente o formato utilizado desde 2017, com mudança apenas no método de classificação ao mata-mata e na definição dos rebaixados.

As novas alterações na tabela acontecem após reclamações de alguns clubes, principalmente o Paissandu. No Conselho Técnico realizado no dia 29 de novembro ficou definido que o estadual teria jogos de todos contra todos em uma chave única, com os quatro melhores colocados na classificação geral fazendo a semifinal em jogos de ida de volta, assim como a final.

Depois de muitas críticas, a FPF divulgou alterações na tabela em datas e jogos, porém mantendo o formato. Só que nesta quarta-feira a Federação decidiu que o estadual voltará ao modelo dos últimos três anos, com 10 equipes divididas em dois grupos. Em turno único, os times do A1 jogam contra os do A2 em sistema de ida e volta.

Mas agora a classificação para a semifinal e o rebaixamento serão baseados na classificação geral do campeonato, ou seja, as quatro melhores campanhas vão ao mata-mata e as duas piores caem para a Segundinha.

A divisão das chaves ficou assim:

  • Grupo A1: Remo, Bragantino-PA, Castanhal, Itupiranga e Paragominas.
  • Grupo A2: Paissandu, Águia de Marabá, Carajás, Independente e Tapajós.

A guerra jurídica Sampaoli x Santos

Por PVC

Jorge Sampaoli diz que não pediu demissão do Santos, “oficialmente”. O advérbio é importante para entender a guerra jurídica que se inicia entre o técnico argentino e seu ex-clube.

Na segunda-feira (9), em reunião com o presidente José Carlos Peres, o treinador informou que pediria demissão se o Santos não mudasse seu contrato e incluísse uma cláusula com investimentos de R$ 100 milhões em reforços. Peres respondeu que isso não tinha cabimento e a cláusula não seria incluída.

De fato, isso não é coisa que conste em contrato. “Então eu vou embora”, teria dito Sampaoli. Peres disse que não aceitava a inclusão da multa, mas consultaria o Conselho Gestor.

No dia seguinte, informou a Sampaoli que o conselho vetou a mudança, como era óbvio. E que o Santos aceitava seu pedido de demissão.

Agora, o técnico argentino alega que não pediu demissão “oficialmente.” Mas deixou claro que estava pedindo demissão se a cláusula absurda não entrasse no contrato.

Então, a data da demissão é terça-feira, 10 de dezembro. E sua multa de R$ 10 milhões vale até 11 de dezembro.

Na conversa de segunda-feira (9), Sampaoli também pediu para retirar do contrato a multa de R$ 3 milhões de seus assistentes, o que não foi negociado quando Paulo Autuori retirou a cláusula rescisória do documento do treinador.

Sampaoli exigiu também que a premiação por classificar o Santos para a Libertadores seja paga até dia 17 de dezembro. O Conselho Gestor negou todos os pedidos.

O caso vai parar na Justiça. Sampaoli está desempregado, porque pediu demissão na segunda-feira e o pedido foi aceito na terça. A multa deve ser paga, porque valia até quarta-feira, 11 de dezembro. A não ser que algum advogado prove em tribunal que a cláusula era abusiva.

Virou uma guerra jurídica. Sampaoli está livre para assinar com qualquer clube, mas terá de discutir nos tribunais a maneira como deixou a Vila Belmiro. O Santos procurará novo treinador.

O nome mais comentado na manhã desta terça-feira é o do espanhol Miguel Angel Ramírez, campeão da Copa Sul-Americana pelo Independiente del Valle.

Depois do pedido de demissão anunciado pelo Santos na noite desta terça-feira (10), Jorge Sampaoli está no Rio de Janeiro, onde deverá se reunir com o Palmeiras nos próximos dias.

Também está no Rio de Janeiro o mais forte candidato ao cargo de diretor-executivo, depois da recusa de Diego Cerri. Anderson Barros é ótimo nome. Discreto e campeão.

Num tempo em que se discute a hegemonia do Flamengo no estado do Rio de Janeiro, Anderson Barros foi o dirigente do Botafogo na improvável campanha do título estadual de 2018.

No passado, teve paciência para montar um Botafogo espetacular com Cuca no comando, num período em que Cuca não era tão calmo quanto é hoje.