Archive for abril, 2017

Homem-bomba

unnamed (100)

POR GERSON NOGUEIRA

A coisa foi tão feia que a Conmebol, normalmente lerda nesses assuntos, já aplicou gancho provisório de três jogos em Felipe Melo pela baderna generalizada no estádio Centenário no meio da semana, por ocasião do jogo entre Peñarol e Palmeiras pela Libertadores. Fazia tempo que a competição não registrava cenas tão bizarras quanto as agressões promovidas e provocadas pelo volante palmeirense contra jogadores uruguaios.

O mais grave de tudo é que foram ações premeditadas e anunciadas através da imprensa. Felipe Melo afirmou, logo após a partida realizada em S. Paulo, que iria esmurrar um uruguaio. Falou com a empáfia própria dos boçais, como se estivesse proferindo frase de profundo alcance intelectual.

Sim, Felipe Melo se orgulha de ser brucutu. Acha que as coisas podem ser resolvidas em campo como nos idos de 1950 e 1960 quando era possível ganhar no muque. É daqueles atletas que acreditam que o futebol é um mero pretexto para distribuir socos e pontapés. O tal fair-play (jogo limpo), tão defendido pela Fifa, é brincadeira de crianças para figuras desse naipe.

Eu tive o desgosto de assistir, na Copa 2010, na África do Sul, o volante carniceiro aprontar das suas envergando a mítica camisa canarinho. Homem de confiança – sabe-se lá o que isso queira dizer – do capitão do mato Dunga, Felipe Melo bufava em campo à caça de um holandês para abater. O Brasil não jogava mal e o próprio Felipe havia dado um belíssimo passe para Robinho abrir o placar no primeiro tempo.

Mas o Rambo que habita a cabeça de Felipe Melo resolveu aflorar naquela noite em Porto Elizabeth. Depois de atrapalhar o goleiro Júlio César no gol que deu o empate à Holanda, o endiabrado volante acertou Robben com uma pernada e, não satisfeito, ainda pisoteou o craque holandês, causando brutal prejuízo ao time brasileiro.

Depois de várias cenas de pugilato no futebol turco, migrou para a Itália, onde fez jus ao autoapelido de Pitbull, que tanto aprecia. Repatriado pelo Palmeiras neste ano, chegou em grande estilo. Desandou a dar entrevistas agressivas, com olhos rútilos e expressão furibunda. Está sempre prestes a explodir em ódio e distribui ameaças a quem ouse criticá-lo.

Nem parece aquele meia franzino e habilidoso dos tempos de Flamengo, em 2001. No Cruzeiro, seu segundo clube, foi campeão também jogando bola, sem exibir talentos para a arte marcial. A mutação ocorreu no futebol europeu. Talvez preocupado em não parecer fraco, assumiu a persona de ferrabrás. Mais ou menos como Edmundo, que se apegou à alcunha de Animal e chegou a acreditar que era realmente valente.

Felipe é um bom volante, apesar de já não ter tantos recursos, mas está possuído pela ideia de que vai triunfar distribuindo cascudos em todo mundo e que pode amedrontar adversários apenas espumando de raiva. Pode se dar mal. No futebol, como no Velho Oeste, sempre aparece um pistoleiro capaz de sacar mais rápido.

—————————————————————————————————–

Velhos titãs começam a decidir o título

O clássico é o mais disputado do mundo, segundo estatísticas confiáveis. A paixão do torcedor é o combustível que mantém aceso o encanto deste jogo nem sempre primoroso como espetáculo. Na atual temporada, prevalece a invencibilidade azulina, que venceu uma partida e empatou outra. Hoje, briga é mais séria, pois abre a decisão do campeonato estadual.

A boa atuação do Papão no 1º tempo na Vila Belmiro faz crer num time mais encorpado. O Remo, ainda às voltas com o imbróglio Eduardo Ramos, sofre com a sequência de lesões no elenco. Apesar disso, não se pode atribuir favoritismo a ninguém. A história ensina que Re-Pa é, acima de tudo, equilíbrio de forças, dentro e fora das quatro linhas.

—————————————————————————————————

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda a atração, a partir das 21h, na RBATV. Tommaso e este escriba de Baião integram a bancada de debates.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 30)

30 de abril de 2017 at 2:26 1 comentário

Rock na madrugada – Bad Religion, American Jesus

30 de abril de 2017 at 1:13 Deixe um comentário

Capa do Bola – domingo, 30

unnamed

30 de abril de 2017 at 1:11 Deixe um comentário

Marcelo brilha na vitória do Real

30 de abril de 2017 at 1:00 Deixe um comentário

Barça vence clássico e retoma a liderança

30 de abril de 2017 at 0:58 Deixe um comentário

Vox Populi: cai aprovação a Moro e Lava Jato já não é consenso

images-cms-image-000543263

“Há quem pense que a Operação Lava Jato é um consenso nacional. Que seus agentes são vistos como heróis pelo povo, que respalda com entusiasmo tudo que fazem. Pelo menos os cidadãos de bem, pois quem, senão os bandidos, poderia fazer-lhe algum reparo?”, questiona o sociólogo Marcos Coimbra, presidente do instituto Vox Populi, em novo artigo na revista Carta Capital. Ele mostra em números como a estratégia montada por políticos, membros do Judiciário e imprensa não está mais dando certo, pelo menos se a pretensão é ter êxito nas eleições presidenciais de 2018.

“A Lava Jato foi construída pela imprensa conservadora como a vanguarda da luta contra a corrupção, e normal seria que tivesse 100% de aprovação. Apresentados há três anos como os paladinos desse combate, os responsáveis por ela no Judiciário, no Ministério Público e na Polícia Federal deveriam, a essa altura, ser aclamados por todos Esse consenso não existe, no entanto. Ao contrário, embora ainda tenha boa acolhida, o que vemos é, a cada dia que passa, diminuir o apoio de que desfruta. Na mais recente pesquisa CNT/Vox Populi, isso fica claro”, escreve Coimbra.

Quando perguntados a respeito da atuação do juiz Sérgio Moro, não chega a 50% a proporção dos que acham que ele ‘faz uma luta justa e usa métodos corretos’. No inverso dos 100% que deveríamos ter na avaliação do trabalho de um magistrado, apenas 47% concordam com o enunciado.

A discordância em relação aos métodos utilizados pelos agentes da Lava Jato é nítida nas respostas à pergunta a respeito de se é correto acusar Lula ‘sem provas, mas com convicções’, como eles próprios disseram. A proporção dos que acreditam ser isso errado é de 68%, enquanto somente 28% estão de acordo.

“No fundo, o teste do verdadeiro apoio que recebe da população é indireto. Ela (a Lava Jato) – e a imensa máquina de propaganda que a imprensa conservadora montou para potencializar seu impacto – está se revelando incapaz de provocar as mudanças que buscava. Pelo que as pesquisas mostram, se o povo puder escolher livremente os candidatos na próxima eleição presidencial, vai acontecer o oposto do que esses personagens querem”, diz o presidente do Vox Populi.

Para fechar a conta, Coimbra lembra que “a insistência no discurso anticorrupção se acentuou depois da chegada do PT ao poder. Quando Lula venceu a eleição de 2002 e começou a fazer um governo com larga aprovação popular, seus adversários na política, nos aparelhos de Estado e na sociedade enxergaram na manipulação do estereótipo um meio para enfraquecê-lo, uma vez que denunciá-lo por incompetência se mostrava difícil”. (do Brasil247)

30 de abril de 2017 at 0:31 Deixe um comentário

A história mais gloriosa

C-m-rOyXkAEtelL

29 de abril de 2017 at 18:23 Deixe um comentário

Posts antigos


CONTAGEM DE ACESSOS

  • 7,087,664 visitantes

Tópicos recentes

gersonnogueira@gmail.com

Junte-se a 19.692 outros seguidores

ARQUIVOS DO BLOG

FOLHINHA

abril 2017
S T Q Q S S D
« mar    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

NO TWITTER

GENTE DA CASA

POSTS QUE EU CURTO


%d blogueiros gostam disto: