Ministério Público do Trabalho manifesta apoio à greve geral de sexta (28)

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou nesta quarta-feira (26) nota pública sobre a greve geral marcada para a próxima sexta-feira (28).

NOTA PÚBLICA

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, considerando a Greve Geral anunciada para o dia 28.04.2017, vem a público:

I – DESTACAR que a Greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, bem como por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil, “competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender” ( art. 9º da CF/88);

II – ENFATIZAR a legitimidade dos interesses que se pretende defender por meio da anunciada Greve Geral como movimento justo e adequado de resistência dos trabalhadores às reformas trabalhista e previdenciária, em trâmite açodado no Congresso Nacional, diante da ausência de consulta efetiva aos representantes dos trabalhadores (Convenção OIT n. 144);

III – REAFIRMAR a posição institucional do Ministério Público do Trabalho – MPT contra as medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores contidas no Projeto de Lei que trata da denominada “Reforma Trabalhista”, que violam gravemente a Constituição Federal de 1988 e Convenções Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho;

IV – RESSALTAR o compromisso institucional do MPT com a defesa dos Direitos Sociais e com a construção de uma sociedade livre, justa, solidária e menos desigual.

RONALDO CURADO FLEURY
Procurador-Geral do Trabalho

Centrais sindicais do Pará unidas em torno da greve geral de sexta-feira

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As centrais sindicais e entidades que estão organizando a greve geral em Belém querem primeiramente garantir que a paralisação aconteça nos locais de trabalho e, por isso, a partir das primeiras horas do dia 28 até o final da manhã, os piquetes e fechamento de ruas e rodovias serão prioritários. Somente depois que forem garantidas as paralisações é que haverá uma concentração na Praça da República, no centro da cidade.

Diversas categorias já decidiram pela participação na greve, como os bancários, funcionários dos Correios, portuários, construção civil, comerciários, urbanitários das Centrais Elétricas do Pará (Rede Celpa), da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) e da Eletronorte, além dos servidores públicos federais, estaduais e municipais. Também, praticamente a totalidade das escolas particulares não funcionarão, incluindo os tradicionais colégios Nazaré, Gentil Bittencourt e Santa Catarina.

A grande expectativa é quanto à participação dos rodoviários, cuja assembleia será realizada nesta quinta-feira (27), às 18h, no Centro de Formação dos Rodoviários, na travessa Vileta, entre as avenidas Duque de Caxias e 25 de Setembro.

Em Belém, sete centrais sindicais estão unidas na organização da greve (CUT, CTB, UGT, NCST, FS, Intersindical e Conlutas), além de dezenas de sindicatos e entidades. Panfletagens e atos têm ocorrido para explicar à população os motivos da greve. Na manhã desta quinta-feira, estão previstas mobilizações na feira do bairro do Guamá, um dos mais populosos da cidade, e na área do Ver-o-Peso, principal cartão postal de Belém e local de grande concentração.

O que já está certo é que, no dia da greve, os servidores da Prefeitura de Belém ficarão concentrados em frente ao Instituto de Previdência e Assistência (Ipamb), na avenida Almirante Barroso. Haverá piquetes a partir das seis horas nas agências bancárias localizadas no corredor da avenida Presidente Vargas e devem ocorrer também “arrastões” pelos bancos localizados em outras ruas da área comercial.

Os funcionários da Celpa, Cosanpa e Eletronorte vão concentrar em frente ao portão da Cosanpa, na avenida José Bonifácio, em São Brás, a partir das sete horas. Outras concentrações vão ocorrer na avenida Perimetral, em frente da Embrapa e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Os funcionários do Tribunal Regional do Trabalho vão fazer um ato em frente ao prédio, na praça Brasil, no bairro do Umarizal, enquanto que os operários da construção civil vão concentrarão na rodovia Augusto Montenegro para fazer piquetes e arregimentar trabalhadores para um ato no Entroncamento, local de saída e entrada da cidade.

Interior do Estado 

Em todas as regiões do Pará vão ocorrer atos e fechamento de pontos estratégicos, como rodovias e portos. Em Santarém, no Baixo Amazonas, a concentração começará às 8hs na praça da Matriz. Em Placas, também no Baixo Amazonas, está prevista uma caminhada pela cidade, com concentração às 7h30, em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores e trabalhadoras em Educação Pública do Pará (Sintepp). Em Marabá, no sudeste paraense, a concentração será em frente ao prédio do INSS, no Núcleo da Cidade Nova, a partir das oito horas. Em Itaituba, no sudoeste do estado, ocorrerá um ato no porto de Miritituba, para onde é levada grande parte da soja produzida no país.

Os trabalhadores e trabalhadoras rurais serão fundamentais para o sucesso do movimento no interior do estado, pois estarão envolvidos com os “trancaços” de trechos estratégicos de rodovias estaduais e federais.

Copa América 2019 será no Brasil, com possível participação de europeus

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POR MARTIN FERNANDEZ, do GloboEsporte.com

A Copa América de 2019, a ser disputada no Brasil, terá 16 participantes. A proposta foi apresentada nesta terça-feira pela CBF ao Conselho da Conmebol, em Santiago, que aprovou a ideia. O torneio terá os 10 integrantes da Conmebol (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela) e mais seis convidados a serem definidos.

Provavelmente estarão presentes seleções da Concacaf, que historicamente já participam da Copa América. Uma das propostas é convidar países latinos da Europa, como França, Espanha, Itália e Portugal. Também existe a possibilidade de completar os 16 participantes com seleções asiáticas.

O principal argumento a favor da globalização da Copa América é financeiro – assim como havia sido no inchaço da Copa do Mundo, que passou de 32 para 48 seleções. Mais times, mais jogos, mais dinheiro. A competição deve ficar concentrada no Sudeste e terá apenas arenas utilizadas na Copa do Mundo de 2014.

A Conmebol descartou os planos de fazer a Copa América com 10 e com 12 países. Embora a formação de um Comitê Organizador da Copa América não tenha sido discutida durante as reuniões em Santiago, é certo que seu presidente será Rogério Caboclo, diretor executivo da CBF. Ele já havia trabalhado no COL da Copa do Mundo de 2014.

Como o GloboEsporte.com revelou, a Copa América do Brasil será a última realizada em anos ímpares. Em 2020 haverá um torneio nos EUA, nos moldes da Copa América Centenário de 2016. daí para a frente, serão sempre de quatro em quatro anos (2024, 2028, 2032, sempre no mesmo período, mas não necessariamente nas mesmas datas que a Eurocopa).

Investigação descobre rombo de R$ 472 milhões na Conmebol

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Pelo menos US$ 150 milhões (R$ 472 milhões pelo câmbio atual) foram desviados da Conmebol entre 2000 e 2015. A constatação foi feita por uma auditoria contratada pela própria confederação para levantar o tamanho do estrago causado pelo esquema de corrupção.

Durante anos, os clubes brasileiros se queixaram de que a premiação das competições sul-americanas era muito baixa, chegavam a dizer que pagavam para jogar a Libertadores. Aí está uma parte da explicação: em vez de ir para quem protagoniza o espetáculo, o dinheiro ia direto para a conta de cartolas.

A investigação interna constatou que o principal responsável pelo rombo foi o ex-presidente Nicolas Leoz, que comandou a Conmebol entre 1986 e 2013, quando deixou o cargo por problemas de saúde.

Aos 88 anos, Leoz está desde junho de 2015 em prisão domiciliar em Assunção, Paraguai, e seus advogados lutam para derrubar um pedido de extradição formulado por autoridades dos Estados Unidos, que também querem julgá-lo.

A defesa do ex-dirigente não foi encontrada para comentar a investigação interna da entidade que manda no futebol da América do Sul. Em outras oportunidades, seus advogados sempre argumentaram que o cartola paraguaio é inocente.

A partir do resultado dessa auditoria, a Conmebol pretende tomar ações legais para tentar reaver parte do dinheiro – algo que a Fifa também faz na Justiça dos EUA. Com uma diferença importante: a Fifa nunca tornou pública sua investigação interna, ao contrário do que a Conmebol deve fazer nesta quarta-feira no Chile, durante seu congresso anual.

Segundo o GloboEsporte.com apurou em Santiago, outros cartolas não devem ser citados nominalmente na investigação interna da Conmebol. Os dois sucessores de Nicolas Leoz na presidência da Conmebol também foram presos: Eugenio Figueredo (2013-2014) está em prisão domicilar no Uruguai, onde confessou e passou a colaborar com a Justiça daquele país. (Por Martin Fernandez, no GloboEsporte.com) 

Galeria do rock

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Fotos do célebre “fim de semana perdido”, em 1974, durante o qual John Lennon e Paul McCartney tocaram juntos pela última vez. Na ocasião, os velhos amigos jogaram baralho, beberam e contaram piadas sobre os tempos de estrada. Rolou até a velha conversa sobre o retorno dos Beatles (retomada, depois, num encontro em Nova York, quando ambos consideraram – meio na brincadeira, meio a sério – uma aparição no programa Saturday Night Live, da rede NBC, que fazia piadas sobre os Beatles). As fotos são de May Pang, namorada e secretária de Lennon, que embarcou com ele numa trip de 18 meses após o ex-beatle se separar de Yoko Ono.

Em Santa Monica, Los Angeles, Paul visitou a mansão onde Lennon havia se instalado, recebendo amigos de som, fúria e folia, como Leon Russell, Elton John e Keith Moon, o endiabrado baterista do The Who. O tal “fim de semana perdido” durou dois dias, com a presença de vários músicos, como Stevie Wonder e Harry Nilsson, que aparece de óculos na foto acima.

Essa temporada na Califórnia não foi só de farra, mas também produtiva para Lennon. Rendeu o álbum “Walls and Bridges” (1974) e boa parte dos covers do álbum “Rock ‘n’ Roll” (1975), além do já citado primeiro reencontro de Lennon e McCartney. Auxiliado por Jimmy Iovine (depois presidente da Interscope Records), o produtor Roy Cicala gravou tudo.

As fitas originais foram destruídas num incêndio em Nova York, mas um bootleg – em péssima qualidade – documenta aquela jam. “Foi despretensioso. Estávamos nós, McCartney, Ringo, Leon Russell, Harry Nillson, Stevie Wonder no piano. Não havia pressão da gravadora, ou de Phil”, lembra. É importante ressaltar: esta foi a única vez em que Lennon e McCartney estiveram juntos em um estúdio após o fim dos Beatles.

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