Algumas razões para não ir a Curitiba ao encontro de Lula

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POR MAURO SANTAYANNA

A oposição pode estar se equivocando com a ideia das pessoas irem para Curitiba no dia 3 de maio para se  solidarizar com Lula. Em primeiro lugar porque, quando começou-se a falar nas redes sociais e nos comentários dos portais de notícias, de partir para a capital paranaense para  impedir, “na marra”, a prisão do ex-presidente, caso ela viesse a ser decretada no dia do depoimento, pelo estilo das intervenções e a própria hipótese, descabida, era  evidente que essas mensagens estavam vindo do campo adversário para montar uma esparrela, uma arapuca – como se vê no “meme” acima – na qual  qualquer pessoa de bom senso dificilmente acreditaria que se viesse a cair com a facilidade e rapidez com que isso ocorreu.

Se a ideia é demonstrar apoio, por que razão não fazer exatamente o contrário do que os adversários estão esperando, e em vez de se manifestar em Curitiba, estabelecer vigílias simbólicas, em todas as capitais do país, durante a tomada do depoimento, com exceção, exatamente, da  capital paranaense?

Em segundo lugar, porque um depoimento não pode se transformar em um cavalo de batalha.

Que os calvos nos desculpem a expressão, mas todo mundo está careca de saber que quem está se dando bem com a politização da justiça, com a decisiva ajuda da parte mais venal e hipócrita da mídia – é a direita.
Se Lula for abertamente hostilizado, ou alguma coisa injusta acontecer com ele, em Curitiba, o fato de ele estar enfrentando, sozinho, a situação, representará um tiro pela culatra para aqueles que querem enfraquecê-lo, fortalecendo, institucionalmente o seu papel, e ressaltando a injustiça e o arbítrio contra ele, não apenas junto à opinião pública nacional, mas aos olhos do mundo.

Em terceiro lugar, porque vai se dar ao Sr. Sérgio Moro mais importância ainda do que ele já pensa que tem, o que o discreto – e modesto – magistrado, ao ver as pessoas se digladiando, na rua, em sua defesa – poderá acabar achando uma maravilha.

Em quarto lugar, porque os fascistas estão desesperados com a consolidação de Lula nas pesquisas, apesar do massacre midiático cotidiano, e precisam de um fato novo, chocante e contundente, aos olhos da maioria da população, para tentar mudar esse quadro.

Quando tem gente que está louca para produzir um confronto, pode até se armar  um atentado, para acusar o adversário de estar por trás dele.

Ou, no mínimo, existe o risco de que se tente infiltrar sabotadores e vândalos no lado pró Lula, para atacar, vestidos de vermelho – quando é que esse pessoal vai entender que o uso do verde e amarelo não é prerrogativa oficial da direita?- as forças de segurança presentes e desaparecer logo depois na multidão, justificando todo o tipo de violência que venha a ocorrer em seguida.

Essa é a tática que foi usada pra engrossar as estúpidas manifestações de 2013 e 2014, no Brasil, que está sendo usada na Venezuela, e que foi adotada na Ucrânia e na maioria dos países árabes, no início da tal “primavera” que os mergulhou no inferno de destruição, miséria e guerra em que se encontram agora.

Ou alguém duvida que, em caso de confronto, com a mentalidade predominante atualmente na polícia, na justiça, no ministério público, as vítimas vão ficar todas de um lado e as simpatias – e as armas – todas do outro?

A recente condecoração, no Dia do Exército, com a máxima condecoração da Força Terrestre, de um jornalista que se deu ao trabalho de escrever um livro diminuindo o papel da FEB na Itália – publicamente criticado, quando de seu lançamento, pelo Comandante do Segundo Exército, General Sebastião Ramos de Castro – e de um magistrado que, com a sua atuação, está colocando em risco projetos estratégicos de material de defesa que levaram décadas para voltar a ser executados em nosso país, são significativos dos estranhos tempos que estamos vivendo.

Se, no lugar de aceitar provocação – a começar a do próprio juiz que pretende obrigar Lula a assistir ao depoimento de todas as suas dezenas de testemunhas de defesa – e ir para as ruas em Curitiba, as pessoas que estão se preparando para viajar para lá tivessem defendido a governabilidade e a democracia nas redes sociais, desde o início desse processo nefasto, em 2013,  com o mesmo denodo e empenho,  o  fascismo jurídico-midiático não teria chegado ao ponto que chegou, a – suposta – luta contra a corrupção não teria se transformado em um amplo movimento pela antipolítica, Dilma não teria caído e Lula não estaria depondo nas condições em que irá depor no início do mês que vem em Curitiba.

A guerra pela Democracia, a Constituição e o Estado de Direito, para males do debate livre e benefício do pensamento único imperante, foi perdida na internet, que continua praticamente vazia de comentários, nos espaços ditos “neutros”, de gente que está incomodada com o que está ocorrendo com o país.

E ela – infelizmente para aqueles que desprezam a persistência e o planejamento – só poderá ser vencida se for travada no mesmo espaço, com garra, paciência, serenidade, informação e coragem.

Isso, se as pessoas entenderem que é preciso se mobilizar – inteligentemente – tanto do ponto de vista dialético como do jurídico – como mostrou a indenização que Chico Buarque recebeu recentemente por ter sido caluniado.

E não esquecerem que é preciso correr contra o tempo para se evitar a ascensão de um governo radical e fascista no Brasil, já que resta menos de um ano para se tentar vencer a batalha da opinião pública, na defesa da democracia, da liberdade, do voto, da República e das instituições, até que seja dada, oficialmente, em meados de 2018, a decisiva largada da campanha para as próximas eleições presidenciais.

Perdedores maravilhosos

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POR GERSON NOGUEIRA

Durou apenas três discos, mas marcou a cena musical para sempre, influenciando muita gente boa. Venderam pouco, não alcançaram sucesso comercial, nem lotavam shows. Essa aura de derrotados, porém, não combina com a consistência artística e a longevidade do trabalho. Big Star, banda criada por Chris Bell e Alex Chilton na Memphis dos anos 70, nadou sempre contra a correnteza. Apesar do nome pretensioso, teve dificuldades imensas em fazer chegar sua música ao mercado. Contou com a admiração de críticos e músicos, mas passou à história como a aposta que não vingou.

Uma parceria desastrada entre a pequena gravadora da banda, a Ardent Records, e a então poderosa Stax acabou por detonar toda e qualquer possibilidade de conquistar fama e dinheiro. A Stax faliu justamente quando era lançado o álbum Radio City, considerado o mais apurado trabalho dos artesãos Chilton e Bell, que tinham talento para serem reverenciados como Lennon & McCartney ou Jagger & Richards, mas que acabaram se perdendo em alguma curva da estrada.

A história do Big Star revela uma linha invisível a ensinar que nem tudo leva ao sucesso na indústria da música, por mais que todos os elementos estejam presentes. Alex Chilton havia aparecido como vocalista e compositor do grupo Box Tops, estourando nas paradas com o sucesso “The Letter” em 1967. Largou Box Tops e, aconselhado pelos pais, guardou a grana. Matava o tempo curtindo a vida mansa em Memphis, cidade sempre cultuada como berço do rock e morada do blues.

Em 1972, durante ensaios nos estúdios da Ardent, alguém soprou a Chris Bell que Chilton estava livre e que talvez topasse se juntar a ele. O convite foi feito e prontamente aceito, reunindo dois grandes músicos em torno de um projeto ainda sem nome. Enquanto analisavam sugestões, alguém apontou para a fachada de uma revendedora de carros que ficava em frente à gravadora. Big Star. Estava batizado o grupo.

Amigos e parentes da dupla falam sobre os dois, ajudando a personalidades complexas e parecidas. Como era previsível, a relação deteriorou com o tempo muito em função da introspecção de ambos, que erguia uma barreira na comunicação, embora deva-se dizer que se completavam no aspecto criativo.

“#1 Record” foi o título do primeiro LP, que chegou cercado de expectativas e resenhas favoráveis, mas teve vendas muito fracas. Bell passou a desenvolver uma certa mágoa porque Chilton era sempre reconhecido pela mídia. Rolling Stone e NME viviam incensando-o, até mesmo quando a presença de Bell era mais preponderante em determinada composição.

O segundo disco, “Radio City” (1974), foi saudado com redobrado entusiasmo pelas revistas especializadas, mas o insucesso comercial trazia crescente desânimo. Críticos musicais influentes, Lester Bangs à frente, admiravam e reverenciavam o Big Star, mas não foram capazes de fazer com que o grande público se interessasse pelas canções de construção delicada e inventiva, como “Kangoroo” e “In the Street”.

Depois do terceiro álbum, “Third/Sisters Lovers”, em 1978, que já não contou com a presença de Chris Bell, o Big Star simplesmente desapareceu em meio a uma nuvem de frustração nos que aprenderam a cultuar a banda.

Depois de várias tentativas infrutíferas de mostrar suas criações, Bell morreria tragicamente aos 27 anos – membro obscuro do chamado “clube dos 27”, como Brian Jones, Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix -, vítima de acidente de carro.

Ouvir hoje as músicas de Chilton e Bell confirma a impressão de que eram realmente músicos de primeira linha que escolheram hora e lugar errados. Em carreira solo, Chilton chegou a abraçar a causa punk, juntando-se aos Replacements e angariando a devoção de nomes respeitáveis, como o R.E.M., Pixies e Wilco, mas nunca mais repetiu o êxito de “The Letter”.

Antes de sua morte, em 2010, ainda teve tempo de promover um revival do Big Star, tendo o baterista Jody Stephens como único parceiro da formação original. Foram apresentações memoráveis nos Estados Unidos e Inglaterra matando a saudade de fãs ilustres e anônimos. Apesar de toda a urucubaca que certou sua história, a banda ocupa hoje um lugar de honra entre as referências do rock alternativo.

Resolvi escrever esta resenha tardia depois de ver o documentário dirigido por Drew DeNicola e Olivia Mori intitulado “Big Star: Nothing Can Hurt Me”. O filme estampa, com crueza e dignidade, a dor e a melancolia vistas nas músicas e nas vidas dos músicos do Big Star.

Chamusca fará mudanças no time do Papão para enfrentar o Pantera

O técnico Marcelo Chamusca concluiu, na manhã desta sexta-feira, a preparação do Paissandu para a partida da volta com o São Raimundo, valendo pela semifinal do Campeonato Paraense. Um treino na Curuzu tirou as últimas dúvidas do treinador, que admite fazer até três mudanças na equipe titular. O mais provável é que mexa no setor de criação e nas laterais, além de promover o retorno de Leandro Carvalho (foto) ao time.

“Nós estamos ainda analisando com o departamento físico e de fisiologia do clube sobre o nível de fadiga de alguns atletas”, procurou despistar Chamusca, durante entrevista logo depois do treino. O volante Ricardo Capanema, que estava lesionado, volta a ser relacionado, mas deve ir no banco de reservas. Jonathan é outro que deve ficar entre os suplentes.

Apesar de elogiar a força do Santos, adversário nas oitavas da Copa do Brasil, o técnico disse que seu foco é o jogo contra o São Raimundo. Preocupado com a maratona de partidas – até o início da Série B, no dia 13 de maio, o Papão fará dois jogos por semana -, Chamusca destacou a importância de manter o equilíbrio na hora de analisar cada competição, priorizando o presente. Evitou falar sobre a possível estratégia de poupar titulares contra o Pantera, visando a partida de quarta-feira (26) contra o Santos pela Copa do Brasil.

Atletas relacionados no Papão:

Goleiros: Emerson e Marcão
Zagueiros: Gilvan, Pablo e Perema
Laterais: Ayrton, Hayner, W. Simões e Will
Volantes: Augusto Recife, Jonathan, Rodrigo, Capanema e Wesley
Meias: Diogo Oliveira e Daniel Sobralense
Atacantes: Alfredo, Aslen, Bergson, Leandro Carvalho e Leandro Cearense

Paissandu e São Raimundo decidem neste sábado (Mangueirão, 18h30) vaga à final do Campeonato Paraense. Como houve empate em 0 a 0 no jogo de ida, só a vitória garante a classificação. Em caso de novo empate, por qualquer escore, haverá decisão por pênaltis. 

Os campeões de bilheteria

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Se o São Paulo, mesmo com a campanha irregular que vem apresentando até o momento na temporada, ainda lidera a média de público do futebol brasileiro em 2017, com cerca de 32.500 espectadores por partida, no quesito renda quem está com motivos para sorrir é o Palmeiras. Afinal de contas, nenhum clube faturou mais que o atual campeão do Brasileiro. Na disputa pelos títulos da Taça Libertadores e do estadual, o Verdão já arrecadou R$ 15,4 milhões. Lembrando que nos dois levantamentos, o GloboEsporte.com leva em consideração os confrontos realizados como mandante pelas 60 equipes das Séries A, B e C da principal competição nacional.

Nas nove vezes que atuou em casa, o time comandado pelo técnico Eduardo Baptista teve renda bruta média de aproximadamente R$ 1,7 milhão por partida. O maior faturamento foi registrado no duelo contra o Peñarol (R$ 2,58 milhões), pelo torneio continental, quando venceu por 3 a 2 no último minuto. Tal quantia é a terceira maior renda num único jogo em 2017, atrás apenas do Flamengo, que conseguiu R$ 3,6 milhões na goleada por 4 a 0 sobre o San Lorenzo e outros R$ 3,3 milhões, na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR, ambas pela mesma competição.

A segunda maior arrecadação do Palmeiras (R$ 2,56 milhões) também foi obtida na Libertadores, só que no difícil triunfo sobre o Jorge Wilstermann-BOL por 1 a 0. Na sequência aparece o clássico contra o São Paulo (R$ 2,3 milhões), pelo Paulistão. Na ocasião, o Verdão venceu por 3 a 0. Por outro lado, a sua pior receita (R$ 1,03 milhão) foi no jogo de volta contra o Novorizontino pelas quartas de final do estadual.

Depois do Palmeiras, o clube que mais ganhou dinheiro foi justamente o Rubro-Negro carioca. No total foram 11 partidas como mandante, o que gerou uma arrecadação de R$ 10,8 milhões. Além das partidas pela Libertadores citadas acima, vale destacar a renda (R$ 1,27 milhão) que conseguiu no empate por 2 a 2 com o Vasco pelo Carioca, em Brasília. O seu pior faturamento (R$ 27.440) foi no triunfo por 3 a 0 diante do Bangu, no Raulino de Oliveira, pelo estadual. Embora o preço médio do ingresso nos jogos do Fla (R$ 55) seja apenas três reais mais barato que nas partidas do Verdão (R$ 58), a diferença de arrecadação entre os dois clubes é de R$ 4,6 milhões.

Famoso pela sua fiel torcida, o Corinthians aparece na terceira colocação, com um total de R$ 9,55 milhões em nove confrontos disputados na sua Arena. A melhor renda (R$ 1,99 milhão) foi no clássico contra o Santos, quando venceu por 1 a 0, pela sétima rodada do Paulista. O pior (R$ 473.376) aconteceu na terceira rodada pela mesma competição, na vitória sobre o Novorizontino por 1 a 0.

Embora o preço médio (R$ 26) que o São Paulo cobra pela entrada nos jogos em casa seja bem menor que outros times, o Tricolor Paulista já soma R$ 8,66 milhões em 10 duelos, ocupando a quarta posição. Não é à toa que é o primeiro em média de público. Neste caso, a matemática é simples: com ingresso mais barato, a torcida tende a comparecer em maior número.

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O Botafogo fecha o top 5, com R$ 6,51 milhões em receitas com bilheteria nos 10 jogos que teve o mando de campo. Destaque para os confrontos pela Libertadores, quando ganhou por 2 a 1 do Colo Colo (renda de R$ 1,89 milhão), e Estudiantes (renda de R$ 1,72 milhão), além do Olimpia por 1 a 0 (renda de 1,39 milhão). Nos três jogos, os torcedores encheram o Engenhão, apesar de o preço do bilhete ser mais caro que o cobrado no Carioca. Por sua vez, o Glorioso só faturou R$ 64.050 na vitória sobre o Macaé por 2 a 1, pelo estadual.

Entre os 10 primeiros clubes com maior arrecadação na atual temporada ainda temos Grêmio (R$ 6 milhões), Internacional (R$ 4,1 milhões), Atlético-PR (R$ 3,6 milhões), Cruzeiro (R$ 3,5 milhões) e Fluminense (R$ 3,4 milhões).

Dorival prevê dificuldades em confronto com o Papão

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Os torcedores do Santos ficaram felizes com o sorteio da Copa do Brasil nesta quinta-feira. A equipe fugiu de clássicos nacionais e o adversário nas oitavas de final será o Paissandu, campeão da Copa Verde e que está na Série B do Campeonato Brasileiro.

O Santos fará o primeiro jogo na Vila Belmiro, no dia 26 de abril. A volta será disputada no dia 10 de maio, no Mangueirão, em Belém. O técnico Dorival Júnior, porém, descarta vida fácil para o Peixe e prevê uma eliminatória complicada contra o time paraense.

“É um momento da Copa do Brasil em que não podemos escolher adversário. Acredito que teremos um jogo complicado. Não tenho dúvida disso, já que o Paissandu vem da conquista de uma competição muito difícil (Copa Verde). Além disso, em Belém eles se tornam uma equipe muito difícil de ser batida. Mas vamos nos preparar muito para avançar nesta fase”, analisou Dorival, mostrando desinformação quanto à temporada do Papão, pois a Copa Verde ainda está em disputa.

Veja a tabela detalhada das oitavas de final da Copa BR:

JOGOS DE IDA

Santos x Paissandu – 26 de abril – Vila Belmiro, às 19h30

Botafogo x Sport – 26 de abril – Nilton Santos, às 21h45

Cruzeiro x Chapecoense – 3 de maio – Mineirão, às 21h45

Flamengo x Atlético-GO – 10 de maio – a definir, às 19h30

Santa Cruz x Atlético-PR – 10 de maio – Arruda, às 21h45

Paraná x Atlético-MG – 10 de maio – Durival Britto, às 21h45

Grêmio x Fluminense – 17 de maio – Arena do Grêmio, às 21h45

Palmeiras x Internacional – 17 de maio – Arena Palmeiras, às 21h45 

JOGOS DE VOLTA

Paissandu x Santos – 10 de maio – Mangueirão, às 21h45

Atlético-GO x Flamengo – 24 de maio – Serra Dourada, às 21h45

Atlético-MG x Paraná – 24 de maio – Independência, às 21h45

Atlético-PR x Santa Cruz – 31 de maio – Arena da Baixada, às 19h30

Fluminense x Grêmio – 31 de maio – Maracanã, às 19h30

Internacional x Palmeiras – 31 de maio – Beira-Rio, às 21h45

Sport x Botafogo – 31 de maio – Ilha do Retiro, às 21h45

Chapecoense x Cruzeiro – 31 de maio – Arena Condá, às 21h45 

(Com informações do GE)

Aviões da FAB transportam autoridades para farra lobista de Doria

Começa nesta sexta-feira (20) e vai até segunda-feira (23) o tradicional encontro do Lide – Grupo de Líderes Empresariais em Foz do Iguaçu, no Paraná. O evento reúne empresários dos mais diferentes ramos e políticos com cargos públicos, nomes do judiciário e das três esferas de poder do país. Em outras edições, participou do encontro quase toda a cúpula do governo de Michel Temer, membros do PSDB e até mesmo o juiz Sérgio Moro. Quem lidera o grupo e o evento é João Doria (PSDB), atual prefeito de São Paulo.

De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do O Globo, ao menos dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) saíram lotados de Brasília (DF) rumo à cidade paranaense onde acontece o encontro com políticos e empresários das mais diferentes esferas de poder.

À coluna, a assessoria de imprensa de João Doria procurou se livrar da responsabilidade de ter que responder sobre o uso dos aviões da FAB e enviou nota dizendo que, ainda que Doria permaneça como “o rosto mais conhecido do Lide”, o prefeito não tem mais ações no grupo, que seria agora controlado pelos seus filhos. (Com informações da coluna de Lauro Jardim, no O Globo)

Defesa de Lula acusa empresário de mentir para ter delação aceita

Nota divulgada pela defesa do ex-presidente Lula após a divulgação de delação feita pelo empresário Léo Pinheiro à Lava Jato:
“Léo Pinheiro no lugar de se defender em seu interrogatório, hoje, na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, contou uma versão acordada com o MPF como pressuposto para aceitação de uma delação premiada que poderá tirá-lo da prisão. Ele foi claramente incumbido de criar uma narrativa que sustentasse ser Lula o proprietário do chamado triplex do Guarujá. É a palavra dele contra o depoimento de 73 testemunhas, inclusive funcionários da OAS, negando ser Lula o dono do imóvel.
A versão fabricada de Pinheiro foi a ponto de criar um diálogo  – não presenciado por ninguém – no qual Lula teria dado a fantasiosa e absurda orientação de destruição de provas sobre contribuições de campanha, tema que o próprio depoente reconheceu não ser objeto das conversas que mantinha com o ex-Presidente. É uma tese esdrúxula que já foi veiculada até em um e-mail falso encaminhado ao Instituto Lula que, a despeito de ter sido apresentada ao Juízo, não mereceu nenhuma providência. 
A afirmação de que o triplex do Guarujá pertenceria a Lula é também incompatível com documentos da empresa, alguns deles assinados por Léo Pinheiro. Em 3/11/2009, houve emissão de debêntures pela OAS, dando em garantia o empreendimento Solaris, incluindo a fração ideal da unidade 164A. Outras operações financeiras foram realizadas dando em garantia essa mesma unidade. Em 2013, o próprio Léo Pinheiro assinou documento para essa finalidade. O que disse o depoente é incompatível com relatórios feitos por diversas empresas de auditoria e com documentos anexados ao processo de recuperação judicial da OAS, que indicam o apartamento como ativo da empresa.
Léo Pinheiro negou ter entregue as chaves do apartamento a Lula ou aos seus familiares. Também reconheceu que o imóvel jamais foi usado pelo ex-Presidente.
Perguntado sobre diversos aspectos dos 3 contratos que foram firmados entre a OAS e a Petrobras e que teriam relação com a suposta entrega do apartamento a Lula, Pinheiro não soube responder. Deixou claro estar ali narrando uma história pré-definida com o MPF e incompatível com a verdade dos fatos. 
 a) Cristiano Zanin Martins”

De peixe em peixe…

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POR GERSON NOGUEIRA

O Papão parece estar mesmo predestinado a enfrentar peixes neste começo de temporada. Na Copa Verde, acaba de superar o Peixe da Amazônia, valoroso representante amapaense. Passou, mas não sem sacrifício. Teve dificuldades no primeiro jogo, em S. Luís, e chegou a estar perdendo no confronto realizado em Belém. Com muito esforço e bom rendimento de algumas peças, acabou conquistando a vitória e a classificação para a final do torneio.

Nem bem superou o obstáculo regional, o Papão recebe a notícia de que terá outro peixe como oponente nas oitavas de final da Copa do Brasil. Desta vez, não será mais o genérico, mas o Santos original, dono de rica história e berço do Rei Pelé. O sorteio que definiu os cruzamentos foi realizado ontem, na CBF.

Para quem teve surrupiado o direito de disputar a Sul-Americana, pela conquista do título da Copa Verde em 2016, encarar a etapa mais qualificada da Copa do Brasil é um prêmio de consolação que dependendo das circunstâncias periga virar castigo. Venho afirmando isso desde que a CBF malandramente tomou do Papão o acesso à Sul-Americana, previsto no regulamento da CV até a edição passada.

A disputa com o Santos não será tranquila. Em situação normal, com o time que vem sendo utilizado na temporada, o Papão terá sérios problemas para superar o Peixe. A diferença técnica é óbvia. O clube paulista disputa a Libertadores e conta com um elenco qualificado, alinhando atletas do nível de Lucas Lima e Ricardo Oliveira.

Não é uma esquadra invencível, mas certamente entrará neste duelo como favorito. E é justamente o favoritismo santista que pode vir a aumentar as chances do Papão, que se apresenta como um franco-atirador, sem ter nada a perder. A obrigação de se classificar é toda do Santos.

Por outro lado, jogar a primeira partida na Vila Belmiro não favorece o Papão. O sorteio dos mandos realizado também ontem cria uma situação mais adversa para o representante paraense, principalmente do ponto de vista financeiro. Em caso de resultado vantajoso para o Santos, a expectativa pelo confronto em Belém diminuirá sensivelmente.

De toda maneira, a sorte está lançada e caberá ao Papão de Chamusca fazer a melhor participação possível, até mesmo para valorizar o prêmio de consolação criado pela CBF para compensar a exclusão da Sul-Americana.

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Recado de um conselheiro azulino para Josué Teixeira

A coluna abre espaço para uma mensagem enviada pelo amigo Ronaldo Passarinho, um dos mais atuantes baluartes deste espaço e grande benemérito do Clube do Remo.

“Como um dos sócios mais antigos do Remo, tendo participado intensamente da vida de meu amado clube, agradeço ao espaço a mim dado pelo jornalista Gerson Nogueira para dizer-lhe do meu sentimento em relação ao que se passa no clube, agora. Considero que a sua presença como treinador do Remo é extremamente benéfica para os verdadeiros remistas. O que é mais importante na nossa gloriosa História é a salvação de seu patrimônio, criminosamente dilapidado por recentes ‘administrações irresponsáveis’ que estão a nos levar a terríveis dificuldades financeiras. Basta dizer que todos os nossos patrocínios estão bloqueados.

Com a destruição do Baenão somos obrigados a jogar no Mangueirão pagando taxas altíssimas. E a situação só não está pior pois graças ao Ricardo Ribeiro, temos um departamento médico moderno a gerar grande economia para nosso clube. Louvo, Josué, o seu esforço de formar um time modesto, sem estrelas e no geral, jovem, Muitos vieram de nossa base e não tiverem nenhuma oportunidade com ‘técnicos’ muitas vezes empresários, formando plantéis caríssimos sem qualquer retorno para nós. Quanto a contratações equivocadas que foram feitas, aprendi uma lição com o grande treinador Joubert Meira: ‘só não erra em futebol quem não contrata’. Por fim, parabéns pela coragem de trabalhar com jovens.

As estrelas que vieram para o Remo só nos levaram a Justiça do Trabalho a aumentar a nossa colossal dívida. Peço-lhe apenas que os reforços para a disputa da Série C sejam pontuais. Aumente a sua fonte de consulta com quem quer servir ao Remo, e não dele se servir.

a) Ronaldo Passarinho, sócio do Clube do Remo, desde 1952.”

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 21)