Archive for 21 de abril de 2017

Enquanto isso…

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21 de abril de 2017 at 22:43 Deixe um comentário

Algumas razões para não ir a Curitiba ao encontro de Lula

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POR MAURO SANTAYANNA

A oposição pode estar se equivocando com a ideia das pessoas irem para Curitiba no dia 3 de maio para se  solidarizar com Lula. Em primeiro lugar porque, quando começou-se a falar nas redes sociais e nos comentários dos portais de notícias, de partir para a capital paranaense para  impedir, “na marra”, a prisão do ex-presidente, caso ela viesse a ser decretada no dia do depoimento, pelo estilo das intervenções e a própria hipótese, descabida, era  evidente que essas mensagens estavam vindo do campo adversário para montar uma esparrela, uma arapuca – como se vê no “meme” acima – na qual  qualquer pessoa de bom senso dificilmente acreditaria que se viesse a cair com a facilidade e rapidez com que isso ocorreu.

Se a ideia é demonstrar apoio, por que razão não fazer exatamente o contrário do que os adversários estão esperando, e em vez de se manifestar em Curitiba, estabelecer vigílias simbólicas, em todas as capitais do país, durante a tomada do depoimento, com exceção, exatamente, da  capital paranaense?

Em segundo lugar, porque um depoimento não pode se transformar em um cavalo de batalha.

Que os calvos nos desculpem a expressão, mas todo mundo está careca de saber que quem está se dando bem com a politização da justiça, com a decisiva ajuda da parte mais venal e hipócrita da mídia – é a direita.
Se Lula for abertamente hostilizado, ou alguma coisa injusta acontecer com ele, em Curitiba, o fato de ele estar enfrentando, sozinho, a situação, representará um tiro pela culatra para aqueles que querem enfraquecê-lo, fortalecendo, institucionalmente o seu papel, e ressaltando a injustiça e o arbítrio contra ele, não apenas junto à opinião pública nacional, mas aos olhos do mundo.

Em terceiro lugar, porque vai se dar ao Sr. Sérgio Moro mais importância ainda do que ele já pensa que tem, o que o discreto – e modesto – magistrado, ao ver as pessoas se digladiando, na rua, em sua defesa – poderá acabar achando uma maravilha.

Em quarto lugar, porque os fascistas estão desesperados com a consolidação de Lula nas pesquisas, apesar do massacre midiático cotidiano, e precisam de um fato novo, chocante e contundente, aos olhos da maioria da população, para tentar mudar esse quadro.

Quando tem gente que está louca para produzir um confronto, pode até se armar  um atentado, para acusar o adversário de estar por trás dele.

Ou, no mínimo, existe o risco de que se tente infiltrar sabotadores e vândalos no lado pró Lula, para atacar, vestidos de vermelho – quando é que esse pessoal vai entender que o uso do verde e amarelo não é prerrogativa oficial da direita?- as forças de segurança presentes e desaparecer logo depois na multidão, justificando todo o tipo de violência que venha a ocorrer em seguida.

Essa é a tática que foi usada pra engrossar as estúpidas manifestações de 2013 e 2014, no Brasil, que está sendo usada na Venezuela, e que foi adotada na Ucrânia e na maioria dos países árabes, no início da tal “primavera” que os mergulhou no inferno de destruição, miséria e guerra em que se encontram agora.

Ou alguém duvida que, em caso de confronto, com a mentalidade predominante atualmente na polícia, na justiça, no ministério público, as vítimas vão ficar todas de um lado e as simpatias – e as armas – todas do outro?

A recente condecoração, no Dia do Exército, com a máxima condecoração da Força Terrestre, de um jornalista que se deu ao trabalho de escrever um livro diminuindo o papel da FEB na Itália – publicamente criticado, quando de seu lançamento, pelo Comandante do Segundo Exército, General Sebastião Ramos de Castro – e de um magistrado que, com a sua atuação, está colocando em risco projetos estratégicos de material de defesa que levaram décadas para voltar a ser executados em nosso país, são significativos dos estranhos tempos que estamos vivendo.

Se, no lugar de aceitar provocação – a começar a do próprio juiz que pretende obrigar Lula a assistir ao depoimento de todas as suas dezenas de testemunhas de defesa – e ir para as ruas em Curitiba, as pessoas que estão se preparando para viajar para lá tivessem defendido a governabilidade e a democracia nas redes sociais, desde o início desse processo nefasto, em 2013,  com o mesmo denodo e empenho,  o  fascismo jurídico-midiático não teria chegado ao ponto que chegou, a – suposta – luta contra a corrupção não teria se transformado em um amplo movimento pela antipolítica, Dilma não teria caído e Lula não estaria depondo nas condições em que irá depor no início do mês que vem em Curitiba.

A guerra pela Democracia, a Constituição e o Estado de Direito, para males do debate livre e benefício do pensamento único imperante, foi perdida na internet, que continua praticamente vazia de comentários, nos espaços ditos “neutros”, de gente que está incomodada com o que está ocorrendo com o país.

E ela – infelizmente para aqueles que desprezam a persistência e o planejamento – só poderá ser vencida se for travada no mesmo espaço, com garra, paciência, serenidade, informação e coragem.

Isso, se as pessoas entenderem que é preciso se mobilizar – inteligentemente – tanto do ponto de vista dialético como do jurídico – como mostrou a indenização que Chico Buarque recebeu recentemente por ter sido caluniado.

E não esquecerem que é preciso correr contra o tempo para se evitar a ascensão de um governo radical e fascista no Brasil, já que resta menos de um ano para se tentar vencer a batalha da opinião pública, na defesa da democracia, da liberdade, do voto, da República e das instituições, até que seja dada, oficialmente, em meados de 2018, a decisiva largada da campanha para as próximas eleições presidenciais.

21 de abril de 2017 at 22:38 Deixe um comentário

Perdedores maravilhosos

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POR GERSON NOGUEIRA

Durou apenas três discos, mas marcou a cena musical para sempre, influenciando muita gente boa. Venderam pouco, não alcançaram sucesso comercial, nem lotavam shows. Essa aura de derrotados, porém, não combina com a consistência artística e a longevidade do trabalho. Big Star, banda criada por Chris Bell e Alex Chilton na Memphis dos anos 70, nadou sempre contra a correnteza. Apesar do nome pretensioso, teve dificuldades imensas em fazer chegar sua música ao mercado. Contou com a admiração de críticos e músicos, mas passou à história como a aposta que não vingou.

Uma parceria desastrada entre a pequena gravadora da banda, a Ardent Records, e a então poderosa Stax acabou por detonar toda e qualquer possibilidade de conquistar fama e dinheiro. A Stax faliu justamente quando era lançado o álbum Radio City, considerado o mais apurado trabalho dos artesãos Chilton e Bell, que tinham talento para serem reverenciados como Lennon & McCartney ou Jagger & Richards, mas que acabaram se perdendo em alguma curva da estrada.

A história do Big Star revela uma linha invisível a ensinar que nem tudo leva ao sucesso na indústria da música, por mais que todos os elementos estejam presentes. Alex Chilton havia aparecido como vocalista e compositor do grupo Box Tops, estourando nas paradas com o sucesso “The Letter” em 1967. Largou Box Tops e, aconselhado pelos pais, guardou a grana. Matava o tempo curtindo a vida mansa em Memphis, cidade sempre cultuada como berço do rock e morada do blues.

Em 1972, durante ensaios nos estúdios da Ardent, alguém soprou a Chris Bell que Chilton estava livre e que talvez topasse se juntar a ele. O convite foi feito e prontamente aceito, reunindo dois grandes músicos em torno de um projeto ainda sem nome. Enquanto analisavam sugestões, alguém apontou para a fachada de uma revendedora de carros que ficava em frente à gravadora. Big Star. Estava batizado o grupo.

Amigos e parentes da dupla falam sobre os dois, ajudando a personalidades complexas e parecidas. Como era previsível, a relação deteriorou com o tempo muito em função da introspecção de ambos, que erguia uma barreira na comunicação, embora deva-se dizer que se completavam no aspecto criativo.

“#1 Record” foi o título do primeiro LP, que chegou cercado de expectativas e resenhas favoráveis, mas teve vendas muito fracas. Bell passou a desenvolver uma certa mágoa porque Chilton era sempre reconhecido pela mídia. Rolling Stone e NME viviam incensando-o, até mesmo quando a presença de Bell era mais preponderante em determinada composição.

O segundo disco, “Radio City” (1974), foi saudado com redobrado entusiasmo pelas revistas especializadas, mas o insucesso comercial trazia crescente desânimo. Críticos musicais influentes, Lester Bangs à frente, admiravam e reverenciavam o Big Star, mas não foram capazes de fazer com que o grande público se interessasse pelas canções de construção delicada e inventiva, como “Kangoroo” e “In the Street”.

Depois do terceiro álbum, “Third/Sisters Lovers”, em 1978, que já não contou com a presença de Chris Bell, o Big Star simplesmente desapareceu em meio a uma nuvem de frustração nos que aprenderam a cultuar a banda.

Depois de várias tentativas infrutíferas de mostrar suas criações, Bell morreria tragicamente aos 27 anos – membro obscuro do chamado “clube dos 27”, como Brian Jones, Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix -, vítima de acidente de carro.

Ouvir hoje as músicas de Chilton e Bell confirma a impressão de que eram realmente músicos de primeira linha que escolheram hora e lugar errados. Em carreira solo, Chilton chegou a abraçar a causa punk, juntando-se aos Replacements e angariando a devoção de nomes respeitáveis, como o R.E.M., Pixies e Wilco, mas nunca mais repetiu o êxito de “The Letter”.

Antes de sua morte, em 2010, ainda teve tempo de promover um revival do Big Star, tendo o baterista Jody Stephens como único parceiro da formação original. Foram apresentações memoráveis nos Estados Unidos e Inglaterra matando a saudade de fãs ilustres e anônimos. Apesar de toda a urucubaca que certou sua história, a banda ocupa hoje um lugar de honra entre as referências do rock alternativo.

Resolvi escrever esta resenha tardia depois de ver o documentário dirigido por Drew DeNicola e Olivia Mori intitulado “Big Star: Nothing Can Hurt Me”. O filme estampa, com crueza e dignidade, a dor e a melancolia vistas nas músicas e nas vidas dos músicos do Big Star.

21 de abril de 2017 at 18:48 3 comentários

Bateu, levou…

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21 de abril de 2017 at 14:16 1 comentário

Chamusca fará mudanças no time do Papão para enfrentar o Pantera

O técnico Marcelo Chamusca concluiu, na manhã desta sexta-feira, a preparação do Paissandu para a partida da volta com o São Raimundo, valendo pela semifinal do Campeonato Paraense. Um treino na Curuzu tirou as últimas dúvidas do treinador, que admite fazer até três mudanças na equipe titular. O mais provável é que mexa no setor de criação e nas laterais, além de promover o retorno de Leandro Carvalho (foto) ao time.

“Nós estamos ainda analisando com o departamento físico e de fisiologia do clube sobre o nível de fadiga de alguns atletas”, procurou despistar Chamusca, durante entrevista logo depois do treino. O volante Ricardo Capanema, que estava lesionado, volta a ser relacionado, mas deve ir no banco de reservas. Jonathan é outro que deve ficar entre os suplentes.

Apesar de elogiar a força do Santos, adversário nas oitavas da Copa do Brasil, o técnico disse que seu foco é o jogo contra o São Raimundo. Preocupado com a maratona de partidas – até o início da Série B, no dia 13 de maio, o Papão fará dois jogos por semana -, Chamusca destacou a importância de manter o equilíbrio na hora de analisar cada competição, priorizando o presente. Evitou falar sobre a possível estratégia de poupar titulares contra o Pantera, visando a partida de quarta-feira (26) contra o Santos pela Copa do Brasil.

Atletas relacionados no Papão:

Goleiros: Emerson e Marcão
Zagueiros: Gilvan, Pablo e Perema
Laterais: Ayrton, Hayner, W. Simões e Will
Volantes: Augusto Recife, Jonathan, Rodrigo, Capanema e Wesley
Meias: Diogo Oliveira e Daniel Sobralense
Atacantes: Alfredo, Aslen, Bergson, Leandro Carvalho e Leandro Cearense

Paissandu e São Raimundo decidem neste sábado (Mangueirão, 18h30) vaga à final do Campeonato Paraense. Como houve empate em 0 a 0 no jogo de ida, só a vitória garante a classificação. Em caso de novo empate, por qualquer escore, haverá decisão por pênaltis. 

21 de abril de 2017 at 14:08 4 comentários

Os campeões de bilheteria

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Se o São Paulo, mesmo com a campanha irregular que vem apresentando até o momento na temporada, ainda lidera a média de público do futebol brasileiro em 2017, com cerca de 32.500 espectadores por partida, no quesito renda quem está com motivos para sorrir é o Palmeiras. Afinal de contas, nenhum clube faturou mais que o atual campeão do Brasileiro. Na disputa pelos títulos da Taça Libertadores e do estadual, o Verdão já arrecadou R$ 15,4 milhões. Lembrando que nos dois levantamentos, o GloboEsporte.com leva em consideração os confrontos realizados como mandante pelas 60 equipes das Séries A, B e C da principal competição nacional.

Nas nove vezes que atuou em casa, o time comandado pelo técnico Eduardo Baptista teve renda bruta média de aproximadamente R$ 1,7 milhão por partida. O maior faturamento foi registrado no duelo contra o Peñarol (R$ 2,58 milhões), pelo torneio continental, quando venceu por 3 a 2 no último minuto. Tal quantia é a terceira maior renda num único jogo em 2017, atrás apenas do Flamengo, que conseguiu R$ 3,6 milhões na goleada por 4 a 0 sobre o San Lorenzo e outros R$ 3,3 milhões, na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR, ambas pela mesma competição.

A segunda maior arrecadação do Palmeiras (R$ 2,56 milhões) também foi obtida na Libertadores, só que no difícil triunfo sobre o Jorge Wilstermann-BOL por 1 a 0. Na sequência aparece o clássico contra o São Paulo (R$ 2,3 milhões), pelo Paulistão. Na ocasião, o Verdão venceu por 3 a 0. Por outro lado, a sua pior receita (R$ 1,03 milhão) foi no jogo de volta contra o Novorizontino pelas quartas de final do estadual.

Depois do Palmeiras, o clube que mais ganhou dinheiro foi justamente o Rubro-Negro carioca. No total foram 11 partidas como mandante, o que gerou uma arrecadação de R$ 10,8 milhões. Além das partidas pela Libertadores citadas acima, vale destacar a renda (R$ 1,27 milhão) que conseguiu no empate por 2 a 2 com o Vasco pelo Carioca, em Brasília. O seu pior faturamento (R$ 27.440) foi no triunfo por 3 a 0 diante do Bangu, no Raulino de Oliveira, pelo estadual. Embora o preço médio do ingresso nos jogos do Fla (R$ 55) seja apenas três reais mais barato que nas partidas do Verdão (R$ 58), a diferença de arrecadação entre os dois clubes é de R$ 4,6 milhões.

Famoso pela sua fiel torcida, o Corinthians aparece na terceira colocação, com um total de R$ 9,55 milhões em nove confrontos disputados na sua Arena. A melhor renda (R$ 1,99 milhão) foi no clássico contra o Santos, quando venceu por 1 a 0, pela sétima rodada do Paulista. O pior (R$ 473.376) aconteceu na terceira rodada pela mesma competição, na vitória sobre o Novorizontino por 1 a 0.

Embora o preço médio (R$ 26) que o São Paulo cobra pela entrada nos jogos em casa seja bem menor que outros times, o Tricolor Paulista já soma R$ 8,66 milhões em 10 duelos, ocupando a quarta posição. Não é à toa que é o primeiro em média de público. Neste caso, a matemática é simples: com ingresso mais barato, a torcida tende a comparecer em maior número.

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O Botafogo fecha o top 5, com R$ 6,51 milhões em receitas com bilheteria nos 10 jogos que teve o mando de campo. Destaque para os confrontos pela Libertadores, quando ganhou por 2 a 1 do Colo Colo (renda de R$ 1,89 milhão), e Estudiantes (renda de R$ 1,72 milhão), além do Olimpia por 1 a 0 (renda de 1,39 milhão). Nos três jogos, os torcedores encheram o Engenhão, apesar de o preço do bilhete ser mais caro que o cobrado no Carioca. Por sua vez, o Glorioso só faturou R$ 64.050 na vitória sobre o Macaé por 2 a 1, pelo estadual.

Entre os 10 primeiros clubes com maior arrecadação na atual temporada ainda temos Grêmio (R$ 6 milhões), Internacional (R$ 4,1 milhões), Atlético-PR (R$ 3,6 milhões), Cruzeiro (R$ 3,5 milhões) e Fluminense (R$ 3,4 milhões).

21 de abril de 2017 at 13:19 1 comentário

Nem precisa desenhar

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21 de abril de 2017 at 13:16 Deixe um comentário

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