A prosa romântica do rock

“A flecha de Cupido já havia zumbido pelas minhas orelhas outras vezes, mas dessa vez me acertou no coração e seu peso me carregou. Encontrá-la é como entrar nos contos árabes das mil e uma noites. Ela tinha um sorriso que poderia iluminar toda uma rua cheia de pessoas”.

De Bob Dylan, no livro “Crônicas, Volume 1”, referindo-se à ex-namorada e musa Suze Rotolo, falecida ontem, em Nova York. Ela aparece, inclusive, na capa (foto acima) do disco The Freewheelin’ Bob Dylan, de 1963.

CBF condenada no caso da “Máfia do Apito”

Parece inacreditável, mas aconteceu. Quase seis anos depois, veio finalmente a público, nesta segunda-feira, a sentença em primeira instância do caso que ficou conhecido como “Máfia do Apito”. O ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho, o empresário Nagib Fayad e a CBF foram condenados a pagar conjuntamente uma indenização de R$ 160 milhões por danos morais na manipulação de resultados de jogos do Campeonato Brasileiro de 2005. Além desse valor, a Confederação Brasileira de Futebol terá de pagar uma multa por ter dificultado as investigações do caso. Edílson, Nagib, o também ex-árbitro Paulo José Danelon e a Federação Paulista de Futebol foram ainda condenados a dividir indenização pela manipulação de partidas do Campeonato Paulista de 2005, no valor de R$ 20 milhões. O valor a ser pago pelas duas entidades, pelos dois ex-árbitros e pelo empresário deverá ser ainda muito maior, uma vez que a sentença do juiz José Paulo Camargo Magano, da 17ª Vara de Cível da Justiça de São Paulo, contempla apenas os danos morais, sem estipular ainda os valores das indenizações por danos materiais. A CBF e Paulo José Danelon também foram condenados por agirem de má-fé e tentarem atrapalhar o andamento do processo e terão que pagar 20% sobre o valor da causa, 1% a título de multa. Cada réu ainda pagará R$ 10 mil por despesas processuais e honorários advocatícios arbitrados. (Com informações da ESPN e Folhaonline)

Festa rubro-negra não tem hora pra acabar

O rubro-negro Paulinho Gusmão Oliveira posa com a Taça Guanabara, ao lado da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, logo depois do jogo final do primeiro turno do Campeonato Carioca, na tarde do último domingo. O flagrante desse momento de efusão rubro-negra foi enviado ao blog pelo próprio Paulinho (que também já foi diretor de futebol do Paissandu) e é irmão do também rubro-negro Marco André, cantor/compositor dos mais talentosos.

O adeus a Renato Guerreiro

Morreu nesta manhã de segunda-feira, em Brasília, o paraense Renato Guerreiro, um dos mais respeitados especialistas em telecomunicações do país e primeiro presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Formado em engenharia elétrica, era consultor dos mais requisitados. Nascido em Oriximiná, tinha 62 anos e enfrentava o câncer há pelo menos um ano e meio.

Conhecia Renato há anos, desde os tempos da Telepará, mas ficamos mais próximos durante a Copa de 2006, na Alemanha, quando ele nos visitou em Munique. Grande figura, excelente papo e um homem extremamente bem informado. Desportista, era remista de carteirinha. O escriba-comentarista baionense se solidariza com seus familiares, em particular o amigo Guilherme Guerreiro, irmão caçula de Renato.

Tribuna do torcedor

Por Luiz Vicente de Andrade e Silva (luizvicenteas@hotmail.com)

Meu caro Gerson, acabei de postar o presente comentário no site do Paissandu, mas sei que o mesmo não será publicado pois ali so é colocado o que interessa aos moderadores. Como acompanho a anos sua coluna em O Diário do Pará, e sei de sua lisura e competência em sua atividade profissional, lhe envio o mesmo para sua apreciação. Um grande abraço, Luiz Vicente.

“Como o nosso presidente é especialista em série C, pois a três anos que lá está, e da maneira como conduz o nosso clube vai ficar muito mais tempo, é claro que ele não tomará providências para demitir este enganador que é o nosso técnico. Ontem, o Charles Guerreiro mesmo dirigindo um time muito mais fraco deu um baile no nosso técnico de araque.
Nunca vi uma equipe tão mal posicionada em campo, sem estrutura tática nenhuma. Mas a culpa não é do técnico não! Ele até que é muito esperto, pois encontrou um “Pai” que pensa que ele é técnico e lhe paga o salário que poderia servir para tirar o nosso querido clube desta incômoda situação em que nos encontramos. Até quando vamos ter que aturar tudo isto!?”

Coluna: Encontros e desencontros

Remo, Paissandu, Independente e Cametá estão nas semifinais da primeira metade do campeonato. Com justiça. São os times mais regulares da competição e apresentaram peças individuais mais eficientes. O que o campeonato apresentou de bom até agora deve, em grande parte, a essas equipes.
Nem tudo é tão perfeito, porém, principalmente quando o assunto é bola. Remo e Paissandu, que aparecem na ponta da tabela, têm problemas sérios e inteiramente opostos. O Remo padece com a falta de especialistas no ataque. Eles até estão lá, são escalados, mas não funcionam. O Paissandu sofre com a trôpega defesa, que não se entende, apesar das sucessivas trocas de jogadores.
Na rodada de ontem, o Remo apresentou um time muito modificado – ausências de Marlon, Paulo Sérgio, Tiaguinho e Luís André –, mas conseguiu passar pelo Independente. Com dificuldades.
Criou muitas jogadas no meio-campo, cercou a área e envolveu o adversário, principalmente no tem final. Mas é verdade também que sofreu contragolpes fulminantes, podia ter levado gol, caso Marçal aproveitasse as boas chances criadas no primeiro tempo.
A vitória veio em jogada individual do meia Fininho quando o jogo já entrava naquele estágio perigoso entre a pressa e a necessidade. Aliás, os meias sempre salvam o Remo. Quando isso não acontece, zagueiros e volantes se encarregam da tarefa que seria do ataque.
Em sentido inteiramente inverso, o Paissandu funciona bem do meio pra frente, mas não arranja jeito de se arrumar atrás. A começar pelo gol, onde estranhamente Sérgio Cosme continua prestigiando Nei, tendo Fávaro no banco. O miolo de zaga, ontem com Hebert e Ari, teve vários apagões e acabou permitindo três gols. Como o ataque só conseguiu fazer dois, o Paissandu perdeu. 
Repito o que já comentei durante a semana. É fato que os zagueiros de área falham, mas o problema defensivo do time é maior que eles. Erros se repetem porque o setor de proteção está sobrecarregado pelas deficiências dos laterais. Sidny abusou de errar passes contra o S. Raimundo e Brayan foi envolvido pelo rápido ataque santareno.
Mais à frente, Sandro não tem fôlego para ajudar os dois volantes marcadores, Alexandre Carioca e Billy. Vânderson entrou perdido e saiu sem dizer a que veio. Por tudo isso, pode-se dizer que é uma profissão perigosa ser zagueiro do Paissandu.
 
 
A seleção da sétima rodada teve como principal destaque o defensor Jardel, do São Raimundo, excelente tanto na defesa quanto no apoio. O time ficou assim: Léo Rodrigues (CR); Diego Barros (CR), Bruno Oliveira (Tuna) e Jardel (SR); San (CR), Wilson (CAM), Renato Medeiros (SR), Fininho (CR) e Alex Oliveira (PSC); Sató (SR) e Mendes (PSC).

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 28)

A frase do dia

“É só técnico que fica velho, que acaba, que está precisando de reciclagem. E vejo ícones do jornalismo como Armando Nogueira ficando até morrer. Não tem disso. Ano passado foi um ano ruim para mim e mesmo assim ganhei o Mineiro, Muito treinador por aí passa a carreira toda sem título. É um pouco de covardia com um profissional que tem história. Tem que ter respeito”.

De Vanderlei Luxemburgo, empolgadíssimo com o título da Taça Guanabara.