Fifa confirma doping na Copa das Confederações

Em atitude rara, nas competições recentes, a Fifa anunciou o doping de um jogador em um de seus torneios. A entidade revelou que um jogador do Taiti foi pego no controle de doping durante a Copa das Confederações, encerrada no final de junho, no Brasil. O nome do jogador não foi revelado, mas a Fifa confirmou que ele foi suspenso provisoriamente do futebol por 30 dias e indicou que um processo legal foi aberto contra o atleta. 

Luxa usa os velhos truques de sempre

Vanderlei Luxemburgo assume o Fluminense e já desanda a falar bobagem. Em entrevista de apresentação, ontem, direcionou a conversa para a questão de ser torcedor do Flamengo, explicando que, apesar disso, quer “dar porrada” no time rubro-negro.  Claro que é sempre mais conveniente propor essa discussão de mesa de bar e evitar temas menos convenientes, como a prolongada falta de títulos na carreira.

Jogo do Papão só atraiu 3 mil pagantes

Depois da derrota de 3 a 0 frente ao ABC, a torcida do Papão se manteve arredia e não prestigiou a equipe na noite desta terça-feira contra o Figueirense, no estádio da Curuzu. O público foi um dos mais fracos do Paissandu na Série B: 3.196 pagantes. A renda foi de R$ 87.210,00. Descontadas despesas de R$ 24.732,00, sobrou para o mandante o valor líquido de R$ 62.477,97. 

Brasileiro Série B – Classificação geral

PG J V E D GP GC SG
Palmeiras 25 11 8 1 2 24 7 17 75.8
Chapecoense 23 10 7 2 1 24 11 13 76.7
Sport 21 11 7 0 4 20 17 3 63.6
Figueirense 19 11 6 1 4 23 18 5 57.6
Paraná 19 11 5 4 2 15 7 8 57.6
América-MG 18 10 5 3 2 21 15 6 60.0
Joinville 17 11 5 2 4 21 14 7 51.5
Boa Esporte 16 11 4 4 3 11 14 -3 48.5
Bragantino 15 11 4 3 4 11 10 1 45.5
10º Oeste 15 11 4 3 4 12 16 -4 45.5
11º Atlético-GO 13 11 4 1 6 9 14 -5 39.4
12º Icasa 13 11 4 1 6 14 22 -8 39.4
13º São Caetano 13 11 3 4 4 12 11 1 39.4
14º Ceará 13 11 3 4 4 13 14 -1 39.4
15º Paissandu 12 11 3 3 5 14 17 -3 36.4
16º Avaí 12 11 3 3 5 13 18 -5 36.4
17º América-RN 12 11 3 3 5 13 20 -7 36.4
18º Guaratinguetá 11 11 3 2 6 14 19 -5 33.3
19º ASA 10 11 3 1 7 9 19 -10 30.3
20º ABC 6 11 1 3 7 8 18 -10 18.2

Atitude vencedora faz a diferença

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Por Gerson Nogueira

A lógica boleira de que jogador (e não o técnico) é quem ganha jogo prevaleceu mais uma vez. Com esforço e superação, em alguns momentos jogando apenas com a velha raça, o Paissandu derrotou o Figueirense por 2 a 1, na Curuzu, e exibiu uma nova face ao torcedor. Apesar da repetição de problemas de posicionamento e falhas de marcação, nem de longe lembrou aquele bando desenxabido que se deixou vencer por 3 a 0 para o lanterna ABC.

Sofreu um gol de bobeira, como tantas outras vezes ao longo do campeonato, mas desta vez encontrou ânimo para ir buscar a virada. Mesmo levando em conta que a responsabilidade final é mesmo dos atletas, ficou evidente a diferença de postura do time – a partir dos instantes finais do primeiro tempo e na etapa final – sob o comando de Rogerinho Gameleira, substituto interino de Givanildo Oliveira.

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O jogo começou difícil, tenso e duro, como se previa. Mesmo sem mostrar arrumação tática, o Figueirense era superior tecnicamente. Comportava-se como time grande, dono do pedaço e chegava muito bem pelas laterais, com André Rocha e Wellington Saci, criando situações perigosas na área com Ricardo Bueno.

Apático nas ações de meio-campo e ataque, o Paissandu os poucos foi equilibrando o jogo. Parece ter ocorrido a Gameleira e seus jogadores que o jogo era em casa, diante da torcida e que não se podia entregar o ouro tão facilmente. A equipe começou a se desdobrar em campo e Pikachu tornou-se peça muito acionada nas jogadas de ataque.

bol_qua_310713_15.psAí, quando o jogo era mais parelho, veio o gol catarinense em cochilo da linha de zagueiros. Em falha de Janílson, a bola sobrou para Tchô tocar para as redes. Em desvantagem, o time voltou a mostrar instabilidade e a exibir desorganização, errando bolas fáceis e sofrendo com as vaias da torcida.

De repente, no final do primeiro tempo, começou a reação. Diego Barbosa não contribuía, mas Eduardo Ramos passou a se movimentar mais e, com isso, Marcelo Nicácio e Iarley também se beneficiaram, recebendo mais bolas na frente. O lance do penal de Saci sobre Pikachu (convertido por Nicácio) coroou a tomada de iniciativa do Paissandu.

Com a disposição renovada e passando a ter o incentivo das arquibancadas, o Papão cresceu. Voltou determinado e, principalmente, mais confiante. Aproveitou os primeiros minutos para encurralar o Figueirense, que se intimidou, permitindo a pressão. Foi dos pés do contestado Janílson que partiu o cruzamento para Nicácio decretar a virada.

Por alguns minutos, a superioridade técnica mudou de lado e o Paissandu teve até oportunidade de ampliar, aproveitando-se do nervosismo da defensiva do Figueira. Depois, o jogo caiu numa rotina de passes errados no meio-de-campo, mas o time de Adilson Batista passou a prevalecer, explorando as jogadas aéreas para Ricardo Bueno, principalmente.

A situação era dramática nos minutos finais. Zaga do Papão batia cabeça, errava na saída de bola e obrigava a torcida a muitos sustos. O leitor há de perguntar então qual a diferença em relação ao time que vinha perdendo todas sob o comando de Givanildo. Ora, como diria o filósofo Luxa, tudo tem a ver com atitude.

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Até mesmo a vibração de Gameleira ao lado do campo, orientando os jogadores e gritando a todo instante, cria uma atmosfera de envolvimento que o velho Giva já não consegue passar. Por outro lado, é mais ou menos evidente que o time se comporta como se quisesse valorizar a permanência do interino, ao contrário do que demonstrava com o ex-técnico.

Ontem, além das defesas precisas de Marcelo em dois lances no final da partida, o Paissandu teve a melhor atuação de Pikachu no campeonato. Conseguiu ver Janílson se reabilitar diante da galera, indo do inferno ao céu entre um lance bisonho e um cruzamento perfeito.

Iarley, abrindo espaço para os companheiros, voltou a mostrar eficiência e utilidade. E Nicácio, com mais dois gols decisivos, caminha para se tornar um novo ídolo dos bicolores, talvez repetindo outro artilheiro nordestino que marcou época na Curuzu – Vandick Lima. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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E agora, o que fazer com Rogerinho?

O time quer Rogerinho. Jogou por ele, esforçou-se ao máximo, deixando até a desconfiança de que fez o contrário em relação a Givanildo. Não há como fugir ao assunto: depois da vitória suada sobre o Figueirense, diretoria e torcida do Paissandu precisam combinar se o time continua precisando de técnico ou se basta efetivar o temporário.

Pelo desembaraço mostrado nas duas vitórias que conquistou no comando do time – contra o Paraná e ontem –, Rogerinho pode ser considerado pronto para a delicada missão de dirigir o Papão na Série B. A questão é complexa, porém.

Todos sabem que técnicos caseiros costumam ser mais vulneráveis às pressões. Por isso, mesmo vencendo e feliz com ele, o clube deve manter seu operoso auxiliar, mas ainda necessita de um comandante mais experiente.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 31)

Papa Francisco promove caônização de Criolo

Do blog Fora do Beiço

tumblr_inline_mqd9xyGVnD1qz4rgpPouco tempo atrás, o Fora do Eixo promoveu uma campanha para transformar o sacro-rapper Criolo no sucessor do papa Bento XVI. Porém, não foi dessa vez que o mundo ganhou um Sumo Pontífice brasileiro e amigo da Regina Casé. Mesmo assim, o batalhador-ainda-que-humilde Criolo não desistiu do sonho de guiar espiritualmente a humanidade de um castelo de ouro com clima mediterrâneo. Com a visita do papa estreante Francisco ao Rio de Janeiro, a esperança se reacendeu. Para conseguir se aproximar do testa de ferro de Jesus na Terra, Criolo pediu ajuda ao amigo Marcelo Camelo, respeitado nos bastidores da Igreja Católica devido ao seu relacionamento carnal com alguém menor de idade. Sabendo da máxima do Novo Testamento que diz que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos Céus, Marcelo, que é ambos, provocou um colapso na lógica bíblica, deixando os assessores papais discutindo o sexo dos anjos e facilitando a inclusão de Criolo na lista de convidados da recepção no Palácio Guanabara. Vestindo sua tradicional bata em uma versão branco-pomba e seu quepe de marinheiro, Criolo se sentiu bastante à vontade na cerimônia, que, no mesmo estilo dos eventos do Fora do Eixo, custou 850 mil reais e ofereceu apenas água, café e biscoito. Em 10 minutos, o cantor havia distribuído mais bênçãos e lições de vida do que Francisco, o que levou o papa a pedir para conversar com ele em particular. Num papo franco, o papa Francisco descobriu afinidades com Criolo – ele é jesuíta, que catequiza os índios, e Criolo é augustino (que vem de “Augusta”), e catequiza os indies – e, considerando o histórico de milagres confirmados do rapper – ele recebe cachê em dinheiro do FDE e resistiu à conjunção carnal com Patrícia Pillar – resolveu promover de imediato sua caônização. Assim, a partir de hoje, São Criolo passa a ser oficialmente padroeiro da ladainha memética e protetor do hype de agência de publicidade. Com um esfuziante meio sorriso, o novo santo se despediu dos presentes, provando que, tal como na música, também no sagrado tudo se resolve com a famosa brodagem universal.