Botafogo confirma contratação de Leandro Carvalho

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Para fechar 2017, o Botafogo contratou o atacante paraense Leandro Carvalho, que estava no Ceará Sporting e pertence ao Paysandu. A notícia foi divulgada na tarde deste domingo pelo site Globo Esporte. Com a negociação, o Alvinegro adquire 50% dos direitos econômicos do jogador. Leandro Carvalho é um atacante de lado de campo e chega para suprir uma carência constante no elenco do Alvinegro em 2017.

No ano que passou, Leandro marcou sete gols em 41 partidas por Ceará e Paysandu. Apesar do acerto com o atacante a busca por um centroavante continua. Gilberto, ex-São Paulo, é o favorito, mas Hernane Brocador também está na pauta.

A chegada do atacante envolve também a ida de dois jogadores revelados na base do Glorioso: o atacante Renan Gorne e o lateral-esquerdo Victor Lindenberg. O contrato dos garotos alvinegros será pago integralmente pelo Bota e é válido até o fim de 2018.

O próximo jogador a acertar com o Glorioso deve ser o também atacante paraense Rony, ex-Remo e que pertence ao Cruzeiro. A chegada dele depende da concretização do negócio envolvendo Bruno Silva com a Raposa.

O Papão ainda não confirmou oficialmente o negócio com o Botafogo. Isso deve ocorrer amanhã.

Feliz 2018! Navegar é preciso!

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Abro um parêntese na programação normal de posts do blog para um recadinho aos companheiros de convivência diária ao longo deste duríssimo 2017, amigos e baluartes, conhecidos e recém-chegados. 

Quero desejar um 2018 pleno de conquistas e metas alcançadas, de sonhos realizados (ou, pelo menos, tentados), de amores consolidados, de amizades cada vez mais fortes e de verdades triunfantes.

De minha parte, mesmo ainda sofrendo os abalos do ano que se vai, projeto grandes jornadas – a vida, afinal, é luta constante – e imagino, esperançosamente, que o novo ano nos traga mais solidariedade, paz de espírito, tolerância e justiça social.

Sei que é esperar muito, mas otimista empedernido que sou, roqueiro de alma e coração, baionense de raiz, jamais poderia ceder ao abatimento.

Os Ramones cantaram um dia que é possível “acreditar em milagres” (não aquele milagre fajuto dos anos de chumbo e sangue) e Bowie, o grande Bowie, escreveu que podemos ser heróis nem que seja por um dia.

Creio que tais palavras, de gente que tanto respeito, têm chances de se concretizarem sempre, dependendo das circunstâncias e caminhos da vida de cada um. 

Por isso, o pensamento positivista de que tudo pode melhorar – e vai!

Sigamos sempre em frente; afinal, navegar é preciso.

Que venha 2018!

Abraços, amigos. 

‘Meu pai teria vergonha’: filho de Henfil critica Noblat por usar desenho do cartunista nas redes

O jornalista Ricardo Noblat decidiu postar em sua conta no Twitter uma imagem do cartunista Henfil como balanço de 2017. Nela, um dos personagens clássicos do mineiro, conhecido pelos desenhos no jornal O Pasquim, em plena ditadura militar, questiona: “Que país foi este?”. A imagem foi postada no dia 23 de dezembro.

Na noite de sábado (30), porém, o filho do cartunista se manifestou a respeito da mensagem. Ivan Cosenza de Souza, que preside o Instituto Henfil, comentou na própria rede do jornalista: “O país que saiu do mapa da fome da ONU, e com o Temer, volta a passos largos pra esta lista negra. Meu pai teria vergonha de ver o desenho dele no twitter de bajulador daquele que ‘Foi o maior mau-caráter que já conheci!’, como ele me dizia do Temer. Desenho do Henfil não é pra qualquer um!”.

No Facebook, Ivan postou a imagem e acrescentou: “Como filho do Henfil, a coisa que mais me incomoda é ver apoiadores do Temer utilizando a obra do meu pai em seus posts pessoais. Desta vez foi o Noblat, em seu Twitter. Não pude deixar sem resposta”.

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Noblat foi um dos jornalistas convidados a entrevistar Michel Temer (PMDB), em 2016, para o programa Roda Viva. Com uma larga carreira no jornalismo político, ele virou alvo de críticas depois de lançar ao peemedebista a pergunta: “Temer, como você conheceu a Marcela?”.

Chegadas & partidas

POR GERSON NOGUEIRA

O futebol profissional já deveria ter aprendido a conviver melhor com os rompimentos e despedidas. Como ocorre com os casamentos convencionais, é natural que jogadores e técnicos se divorciem de clubes com os quais pareciam ter um pacto de relação permanente.

Movido pela paixão que afeta milhões de pessoas, o futebol nem sempre sabe assimilar bem as separações. Algumas vezes, ruídos e mágoas acabam por abalar o que deveria ser um ritual pacífico e civilizado. Os canais abertos pela internet amplificam esses amuos.

Acompanho há dias uma batalha entre torcedores e dirigentes do Botafogo em torno da saída do volante Aírton, que repentinamente passou a contar com uma legião de fãs inconformados com o desfecho de suas negociações com o clube.

No mundo corporativo, esse tipo de conflito nem chega a existir, tamanha é a frieza e o tecnicismo dos processos de desligamento. Na área futebolística, o fanatismo pode ditar as regras e aí ninguém se entende.

No caso específico de Aírton, trata-se de um jogador comum, que está há várias temporadas no Botafogo sem produzir nada de significativo, com o aspecto negativo de passar mais tempo lesionado do que jogando.

Para os torcedores, que enaltecem conceitos como “raça” e “sangue”, Aírton deveria ter estátua na frente do estádio Nilton Santos e seu contrato renovado com o clube em nome de um reconhecimento sem razão lógica.

Vá entender cabeça de torcedor…

Outro episódio significativo da relação atribulada entre clubes e ex-atletas. Quarta-feira passada, no tradicional jogo de final de temporada promovido por Zico, a torcida carioca reencontrou antigos ídolos. Adriano, que ainda alimenta o sonho de voltar a jogar, foi o mais aplaudido.

Curiosamente, Léo Moura, lateral que defendeu o Flamengo por anos e hoje está no Grêmio, foi vaiado sem piedade. Tudo porque teria se referido ao ex-clube com alguns xavecos depois da conquista da Libertadores.

Aqui mesmo no Pará, com suas incongruências bem conhecidas, boa parte da torcida bicolor não concordou com a saída do goleiro Emerson, tido por alguns como ídolo da Fiel torcida. É fato que o goleiro, de performances decisivas em 2016, não foi o mesmo em 2017, ficando ausente por muito tempo e atuando mal em alguns jogos.

O clube fez a avaliação fria e sensata, pesando custo-benefício, mas o torcedor, com sua alma eternamente em chamas, não deglutiu a ideia. Até hoje é possível ouvir resmungos, lamentando a partida do goleiro.

A apaixonada torcida do Atlético-MG vive momentos de extrema atribulação com a saída do artilheiro Fred, que simplesmente atravessou em direção ao Cruzeiro. Pior que o abandono é a troca pelo arquirrival. Para completar, o jogador apagou das redes sociais todos os vestígios de ligação com o antigo clube.

Coisas desses tempos desalmados, quando o jogador alcançou um nível profissional que o torcedor jamais entenderá. O conflito entre paixão e profissionalismo é um dos grandes dilemas da humanidade.

Simplesmente não há como resolver e voltamos aos tempos de antanho, quando já se sabia que a dor dos que ficam será sempre mais aguda que a saudade dos que partem.

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Bola na Torre

O último programa da temporada vai ao ar hoje, às 20h30, na RBATV. Guilherme Guerreiro apresenta, com participações de João Cunha e deste escriba de Baião. Em pauta, os preparativos e contratações da dupla Re-Pa para a temporada que está começando.

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Lista de reforços faz torcida recuperar confiança

A contratação de Cáceres, Mike, Cassiano e Pedro Carmona deu ao torcedor do Papão um alento no final da temporada. O primeiro lote de contratações, que consistiu de goleiro e defensores, não chegou a entusiasmar o torcedor mais exigente.

Com o anúncio de nomes conhecidos, como Cáceres e Cassiano, veio a aprovação às escolhas da comissão técnica e do executivo de Futebol. Se os reforços irão vingar já é outra história, depende de fatores diversos, mas está claro que o caminho trilhado é o mais correto.

A possibilidade de um acerto com Moisés, bom atacante do Vila Nova-GO no último Brasileiro da Série B, pode fechar o pacote com chave de ouro.

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Que 2018 restitua nossas esperanças perdidas 

A última coluna do ano é dedicada aos meus amados pais, Benedita e José, que seguem firmes e fortes lá em Baião, na mesma casa em que nasci, tendo por perto quase todos os mesmos amigos de sete décadas.

Com eles, aprendi que a vida é sempre melhor quando a brisa chega tranquila e o barulho maior vem das folhagens.

De minha parte, torço para que 2018 seja menos inclemente que este duríssimo 2017 que termina. Que os corações e mentes se abram para as necessidades do mundo e das pessoas.

Continuo convencido de que a esperança é nosso último refúgio.

Feliz ano novo!

(Coluna publicada no Bola de domingo, 31, e segunda-feira, 01)

FPF adia estreia do Águia e bagunça tabela do Parazão; Castanhal reage

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O Águia solicitou e a Federação Paraense de Futebol concordou em adiar a estreia do time marabaense no Campeonato Estadual de 2018, devido ao atraso nas obras realizadas (foto acima) no estádio Zinho Oliveira. A partida inaugural seria contra o Castanhal. Agora, a FPF irá reagendar o jogo, ficando provavelmente para o mês de fevereiro.

As demais partidas do Águia teriam ficado para o dia 20 de janeiro contra o Paragominas e no dia 23 contra o Remo, ambas como visitante. No dia 27, está programado o confronto com o Parauapebas, no Zinho Oliveira, mas já há previsão de adiamento, pois o estádio dificilmente estará pronto para sediar partidas.

As obras se arrastam há quase dois meses. A previsão inicial era de entrega no dia 13 de janeiro, mas a grama para reformar o campo de jogo ainda não foi comprada.

Ao tomar conhecimento da informação, o presidente do Castanhal, Helinho Junior, reagiu dizendo que a FPF não comunicou oficialmente nada sobre o adiamento. “Estamos trabalhando desde 10 de dezembro devido o calendário apresentado pela federação. E outra: o Castanhal não tem culpa se o estádio deles não está pronto, pois tem estádio suficiente para ter a partida”, disse.

No começo da tarde deste domingo, em nota oficial, o Castanhal informa que, apesar do comunicado do Águia sobre o adiamento, o jogo está mantido para o dia 13 de janeiro:

“A diretoria do Castanhal entrou em contato com a presidência da FPF e a mesma informou que desconhece a informação (sic) anunciada pelo Águia de Marabá e que o jogo está mantido para o dia 13, conforme já havia sido definido. A Diretoria do Castanhal Esporte Clube confia na credibilidade da FPF em ter anunciado a tabela com bastante antecedência para os clubes organizarem seus calendários de programações, pois o Castanhal já vem trabalhando de acordo com o calendário da estreia na competição”.

A mudança na tabela, se confirmada, cria precedente para novos remanejamentos, colocando em descrédito a organização do campeonato antes mesmo da abertura. O Águia deveria mandar o jogo em outro estádio, pois os outros clubes não podem ser prejudicados por um problema exclusivo do clube marabaense. (Foto: Paulo Henrique/Marabá) 

Não se cuidar é uma forma de autoagressão sutil ou manifesta

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Há muitas formas de se cuidar, já que nos cuidamos com todas aquelas condutas por meio das quais nos mostramos amor, respeito e dedicação. Quando deixamos de nos cuidar acabamos tirando valor de nós mesmos, deixamos de dar importância a nossas necessidades e de algum modo estamos nos agredindo através de nossas próprias atitudes.

Muitos de nós adotamos uma lista de pessoas das quais cuidamos, acreditando que há pessoas que precisam de nossos cuidados, e passamos todos na nossa frente. Pensamos que temos força o suficiente para atender aos outros antes de atender a nós mesmos. Isso, como veremos ao longo desse artigo, é um grave erro.
Não se trata de passar o cuidado dos outros para o primeiro plano, antecedendo inclusive o cuidado de si mesmo: o cuidado consigo mesmo é eticamente o primeiro à medida em que a relação consigo mesmo é ontologicamente a primeira”.
-Michel Focault-
Cuidar-se supõe uma responsabilidade com nós mesmos, para atentar tanto para nossa vida física, quanto para a espiritual, a psicológica ou a emocional, já que somos formados por um conjunto de dimensões que forma uma globalidade interligada que deve ser levada em conta, e nenhum desses aspectos deve ser descuidado.
Compreender o que significa se cuidar

Tente por um momento refletir sobre isso: o que é cuidar de mim? O que estou fazendo para cuidar de mim? A forma como cuidamos de nós diz muito sobre como nos encontramos atualmente, já que está estreitamente relacionada com nosso estado de ânimo e nossa autopercepção.

Cuidar-se significa levar-se em conta, escutar as próprias necessidades e compreender que temos direito de nos sentirmos bem. É entender e reconhecer nossa existência, sabendo que merecemos nosso amor e nossa compaixão além de todos os preconceitos, castigos e cobranças que impomos a nós mesmos.

Estamos cuidado de nós quando evitamos o que nos produz mal-estar: quando nos afastamos de certas pessoas que nos prejudicam, quando impomos limites em relação ao que queremos e não queremos fazer, e quando nos damos a oportunidade de tomar decisões por nós mesmos, dando prioridade ao nosso bem-estar.

“Não se cuidar é uma forma de autoagressão sutil ou manifesta. Às vezes, como em um estado depressivo, a pessoa está sem energia para ela mesma, e em outros problemas o sujeito reverte sua energia contra si mesmo, aumentando por sua vez a culpa e a autodepreciação”
-Fina Sanz-

Não se preocupar consigo mesmo e não se cuidar é uma forma de se agredir e de se desvalorizar. Nossa própria autoestima fica afetada quando não atentamos para nós, já que não estamos cuidando de aspectos básicos do nosso crescimento e aprendizagem. Além disso, é bom prestar uma atenção especial a si já que esta forma de nos agredir é muito sutil, mas não deixa de ser extremamente prejudicial.

É igual a quando deixamos de regar uma planta, impedindo que ela possa viver e crescer de forma saudável. Nós também precisamos nos nutrir e dar atenção a nossas necessidades, que são a fonte da nossa energia. Dessa maneira, damos a nós a oportunidade de desenvolvimento e de explorar nossa felicidade.

“Nutrir a si mesmo de uma maneira que ajude a florescer na direção que deseja é uma meta possível de alcançar, e você merece esse esforço”
-Deborah Day-

Somos responsáveis por gerar em nossas vidas emoções e sentimentos agradáveis. Temos a capacidade de fazer florescer nossa felicidade e dar a ela o maior sentido de nossa existência, compartilhando nosso amor. Dedicar tempo a nós deve ser uma de nossas prioridades, e assim estaremos nos cuidando. Como consequência disso, se fizermos bem feito, poderemos cuidar dos outros depois.

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o egoísmo aparece realmente quando não damos atenção a nós, quando consideramos que estamos nos voltando mais para os outros do que para nós mesmos. Longe de ser um gesto altruísta e amável, supõe na verdade um descuido que nos impede de nos ouvir e compartilhar tudo o que temos e somos.

Não podemos dar nada que não temos, e se não contamos com nosso amor, respeito e compreensão, dificilmente poderemos oferecê-lo para os demais. Sem ser conscientes disso, acabamos mendigando aos outros o que nós mesmos não nos damos. Nos apoiamos nos outros não atentando para o que realmente precisam, mas sim para tentar encontrar sensações positivas que não conseguimos de nós mesmos.

Os que se comportam como salvadores e cuidadores na vida são muito inconscientes do próprio egoísmo, porque acreditam estar no ponto contrário: do desprendimento, da generosidade, do altruísmo e da amabilidade. Mas para chegar a esse ponto o primeiro passo é estar bem, escutar a si mesmo e amar-se, ou então tudo o que oferecemos aos outros estará contaminado por nossa falta de amor próprio.

“Minha própria pessoa deve ser um objeto de meu amor igual ao que é outra pessoa. A afirmação da vida, da felicidade, do crescimento e da liberdade pessoal está arraigada na própria capacidade de amar, isto é, no cuidado, no respeito, na responsabilidade e no conhecimento. Se um indivíduo é capaz de amar produtivamente, também ama a si mesmo: se só ama os outros, não pode amar em absoluto”.
-Erich Fromm-

(Fonte: A Mente É Maravilhosa – Psicologias do Brasil)

Remo empata com o Castanhal na estreia de Ney da Matta

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POR GERSON NOGUEIRA

Remo e Castanhal empataram em 1 a 1 na tarde deste sábado, em Santa Maria do Pará, em amistoso de preparação para o Campeonato Paraense de 2018. O confronto marcou a estreia do técnico Ney da Matta e os azulinos sofreram com o desentrosamento e a baixa produtividade do ataque. Com um gol marcado por Val Barreto logo aos 14 minutos de jogo, o Castanhal conseguiu sustentar a vantagem durante a metade inicial da partida. Apesar do gol sofrido, o time azulino foi superior, tendo amplo domínio da partida e maior posse de bola. Jayme empatou aos 28 do segundo tempo.

No começo da partida, as jogadas mais agudas do Remo partiam da esquerda, com Esquerdinha (que substituiu Fernandes) cruzando na área sempre com muito perigo. Depois que Val Barreto abriu o placar, o meia Andrei entrou no lugar de Rodriguinho aos 15 minutos e imprimiu mais dinamismo ao setor de criação, acionando Jayme e Marcelo Santos na frente.

Muito recuado, o Castanhal raramente se aventurava nos contra-ataques. O Remo atacava com até cinco jogadores, mas com pouca objetividade e optando pelos cruzamentos altos, facilmente neutralizados pela zaga castanhalense.

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Depois do intervalo, Lecheva tirou Val Barreto e o volante Pelezinho, lançando Everton e Railson, além de outras várias mudanças na equipe. Ney da Matta também providenciou alterações, trocando Levy por Diego Superti, lançando Jefferson na vaga de Elielton.

A pressão azulina continuou intensa na segunda etapa, com insistência nas jogadas com Jefferson Recife e Andrei explorando a velocidade de Jayme. Os erros de finalização, porém, não permitiam que as oportunidades fossem bem aproveitadas.

Após escanteio aos 11 minutos, Geandro cabeceou no travessão do goleiro Roger Kath e a bola foi aliviada pela zaga do Castanhal. Logo em seguida, Flamel cobrou falta, a bola resvalou na perna de Jefferson Recife e quase enganou o goleiro Vinícius.

Aos 20 minutos, Da Matta trocou o goleiro Vinícius por Douglas Dias, o volante Geandro por Dudu e Yuri entrou em substituição a Superti, lesionado. Apesar das mexidas, a equipe não mostrou força criativa para superar o retrancado esquema do Castanhal. Lecheva trocou Flamel, cansado, por Everton.

Aos 24 minutos, Marcelo desviou cruzamento e acertou a trave de Kath, levantando a torcida remista. Em jogada construída pelo meia Andrei, o gol de empate surgiu aos 29 minutos. Jayme recebeu pela direita e disparou um chute forte e cruzado. A bola tocou no terreno e passou pelo goleiro.

Aos 36′, Marcelo recebeu de Andrei e tocou para Jayme, que entrou livre na área, mas chutou fraco perdendo grande oportunidade. No final do jogo, Lecheva pôs Bartola em campo, substituindo a Chazinho, para tentar uma pressão final em busca do desempate.

Do lado azulino, os destaques foram Andrei, Jaime, Esquerdinha e Jefferson Recife. No Castanhal, Pelezinho e Dedeco foram os melhores.

Os dois times iniciaram a partida com as seguintes escalações:

REMO – Vinícius (Douglas); Levy (Superti e Yuri), Alex (Mimica), Bruno Maia (Martony) e Fernandes (Esquerdinha); Geandro, Leandro Brasília (Dudu) e Rodriguinho (Andrei); Elielton (Jefferson Recife), Marcelo Santos e Felipe Marques (Jayme). 

CASTANHAL – Roger Kath; Chazinho (Bartola), Rubran, Derlan e Souza (Lucas); Pelezinho, Ramon, Dedeco e Flamel (Everton); Val Barreto (Railson) e Junior Rato.   

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GEO HOMENAGEADO

O estádio Rabelão, em Santa Maria, ganhou uma cabine de rádio e TV dedicada a Géo Araújo, radialista que dedicou grande parte  que faleceu recentemente e era natural do município. A homenagem ganhou aplausos da torcida que lotava o estádio.

(Fotos: Magno Fernandes)

Crônicas baionenses

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POR JONAS FAVACHO (*)

2018 se aproximando, ano de eleição, relembro aqui uma história contada pelo Seu Duca Barroso, um simpático e sábio amigo de 99 anos. Que era ano de eleição municipal em Baião. De um lado, Sandoval Coelho Ramos, um rapaz pobre, filho de lavrador, que, para se vestir, preferia calça preta. Daí o seu apelido. Do outro lado nada menos que João Valente Moreira, um coronel de barranco, remanescente do período da borracha na Amazônia, dono de um casarão de trapiche comprido na beira do rio, no Cuxuará, na Vila de Calados. Ali aviava castanheiros, seringueiros e pescadores de toda aquela beirada. Era um dos maiores comerciantes do município.

Próximo da eleição apareceu na cidade uma vidente que dizia prever quem iria ganhar a eleição. Andava com uma bacia cheia de água e uma cutaca. Isso mesmo, um bichinho parente do sapo.

A coisa era assim: ela jogava a cutaca na água. Se a cutaca boiasse, o ganhador seria o Sandoval. Se a cutaca ficasse no fundo, o vencedor seria o João Moreira. É claro que a pobre da cutaca ficava boiando, esparramada em cima d’água. Que besteira? Mas era assim o nosso Ibope da época.

O pior é que muitas pessoas acreditaram na vidente e sua cutaca. Menos a tia Rita, uma das mais entusiastas eleitoras do Seu João Moreira. Veio a eleição e, pra surpresa dos cutaqueiros, deu João Moreira. E por apenas nove votos.

Dizem que foi uma família da Vila de Matacurá, que, como na época era permitido servir comida aos eleitores no dia da eleição, foi almoçar no comitê do Sandoval e, não sendo atendida, porque a comida já tinha acabado, foi pegar o bandeco no farto comitê do João Moreira onde comeu até dizer chega. Vejam só! A eleição por nove pratos de comida! Lamento de um lado, festa do outro.

A turma do João Moreira não quis nem saber. Logo organizou a passeata da vitória e, com a tia Rita no meio, alegres, iam cantando: “A cutaca não valeu / João Moreira é que venceu / a cutaca não valeu / João Moreira é que venceu”. Os eleitores do Sandoval, que tristes, espiavam a passeata, irônicos, completavam: “e a perna da tia Rita o cupim roeu”. A picareta da vidente, evidente, sumiu da cidade e nunca mais apareceu.

(*) Professor e memorialista oficial de Baião.

(**) Em tempo, Sandoval era meu padrinho e foi um dos homens mais inteligentes e cultos que já conheci. Depois dessa tentativa frustrada, seria eleito prefeito de Baião. Morreu jovem ainda. Era filho de tio Enéas, dono da maior e mais diversificada biblioteca da cidade, onde me enfurnava e passava horas esquecidas, até que minha avó Alice mandasse me rastrear para não perder a hora de ir vender cocadas, beijos-de-moça e rebuçados (que chamávamos de ‘rabuçados’ e os mais sacanas traduziam por rabo-assado). 

Professor de Lógica tritura sentença de Moro contra Lula

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POR FERNANDO BRITO

Tomei conhecimento pelo Conversa Afiada e li diversos trechos do livro “Falácias de Moro – Análise Lógica da Sentença Condenatória de Luiz Inácio Lula da Silva” do ex-professor de Filosofia do Método Científico e  de Lógica da Universidade Federal do Paraná, Euclides Mance.

É de colocar num embrulhinho natalino e dar de presente aos três desembarcadores que, em menos de um mês, decidirão se este país voltará a ser uma democracia, com voto livre, oi se nossas escolhas serão tuteladas pelo arbítrio judicial.

Mance confronta os trechos da sentença e os depoimentos judiciais do processo do triplex e, com todo o rigor da ciência – inclusive na construção de proposições lógicas semelhantes que evidenciam absurdos, daquelas que muitos aprendemos na escola a colocar “verdadeiro” ou “falso” – desmonta e tritura a sentença que o presidente do Tribunal Regional Federal, Thompson Flores, definiu como “tecnicamente perfeita”.

Não tive, claro, tempo de ler todo – a íntegra está disponível na internet  – mas separei alguns dos trechos para o leitor:

[ Léo Pinheiro,] ao ser perguntado sobre o tema de haver dado o imóvel ao ex-presidente, ele afirmou “já foi me dito que era”. E essa frase, será então usada pelo juiz, para dizer que, de fato, aquele apartamento era propriedade real do ex-presidente.
Comecemos, então, analisando os seguintes parágrafos da sentença.

531. […] Pinheiro Filho:- O apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop, já foi me dito que era do presidente Lula e de sua família, que eu não comercializasse e tratasse aquilo como uma coisa de propriedade do presidente. […]
577. […] Medeiros:- Eu me lembro numa viagem internacional a trabalho que eu tive com o Léo [Pinheiro], em meados de 2014, […] me falou da reserva de um apartamento triplex no Guarujá para o ex-presidente Lula, me falou de reformas que estava executando nesse apartamento triplex […]

(…) o sujeito que lhe disse [a Léo Pinheiro] que o triplex era do ex-presidente permaneceu uma incógnita no processo e, considerando o que consta na sentença, o juiz não se interessou em fazer algumas perguntas básicas que poderiam elucidar a questão.

Quem lhe disse que o triplex já era do ex-presidente Lula e de sua família antes do condomínio ter sido transferido para a OAS Empreendimentos? Como tal pessoa poderia comprovar essa afirmação se – como veremos na seção 1.7 – não existia um apartamento triplex naquele condomínio? Quem lhe disse que tratasse do apartamento 164-A triplex do Condomínio Solaris como propriedade do ex-presidente? Tais questionamentos não aparecem na sentença.

Mance registra que Moro nunca perguntou isso a Léo Pinheiro, num dos momentos de “não vem ao caso” e, portanto…

(…)não se pode comprovar a verdade de quem é o proprietário do triplex com base na declaração já foi me dito que. Em assim fazendo, teríamos o seguinte:

Se já foi me dito que o triplex era do ex-presidente, então, o triplex era do ex-presidente. 

E, com o mesmo valor de verdade, teríamos que:
Se já foi me dito que um extraterrestre pousou em Varginha, então, um extraterrestre pousou em Varginha.
Adiante, o professor cuida da história da “conta” da reforma ter sido debitada numa “caixa de propinas” da Petrobras.
Mesmo não podendo comprovar que o ex-presidente e sua esposa fossem proprietários do imóvel pela falácia de apelo a crença comum do “já foi me dito que”, nem pela falácia de circularidade da matéria do jornal O Globo, nem pela falácia non sequitur da reforma do imóvel, o juiz avança agora para o próximo argumento, buscando provar como a reforma do imóvel beneficiaria o casal com recursos de origem ilícita.
Como se lê na sentença:
646. […] a diferença […] e o custo das reformas, não seriam pagas pelo ex-Presidente e por sua esposa à OAS Empreendimentos, mas consumidas como vantagem indevida em um acerto de corrupção. […]
819. Ainda argumentou a Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, em alegações finais, que os custos da reforma foram incluídos nos custos de empreendimento, conforme documento apresentado por […] Pinheiro Filho no evento 849, arquivo anexo2, fl. 6, e que não se lançaria “propina na contabilidade”. […]
821. As reformas do apartamento 164-A, triplex, precisavam ser lançadas na contabilidade formal da OAS Empreendimentos, pois emitidas notas fiscais contra ela. O problema reside na realização de tais reformas pela empresa em benefício do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, ao invés do ressarcimento, o abatimento do valor correspondente em uma conta geral de propinas, esta fora da contabilidade.
Vários aspectos podem ser analisados sobre essa tese, como faremos na segunda parte deste livro. Aqui, tratamos apenas de dois deles. O primeiro é a falácia de converter, no argumento, o tempo verbal do futuro do pretérito, em que a tese da acusação é descrita, em pretérito perfeito, para a condenação do réu, tomando por fato acontecido o que era mera suposição do que poderia se dar no futuro depois que o repasse do apartamento viesse a ocorrer, mesmo sem comprovar que tal repasse tenha sido efetivamente realizado.
Assim, graças à falácia que toma um cenário futuro possível como o único que possa se realizar, pode-se condenar alguém por um crime que ele não cometeu no passado, pois o apartamento não lhe foi repassado, nem continue acometer no presente, mas que cometeria num futuro que não ocorreu, mas que o juiz sabe qual seria.
A falácia aqui está em tomar uma possibilidade futura como se fosse um fato a acontecer necessariamente no futuro. E, como se trata do futuro do pretérito, de um fato que ocorreria no passado, mesmo que não tenha ocorrido.(…)
Trata-se, pois, de uma variação da falácia do apelo à possibilidade, quando uma conclusão é tomada como verdadeira porque assumida como necessária, simplesmente porque poderia ocorrer. Na Falácia de Moro, entretanto, das diferentes possibilidades abertas para a realização futura, determina-se que somente uma se realizará.
Sua forma lógica é: Num universo de variados resultados possíveis, X pode ocorrer. Portanto, X é o único único resultado que necessariamente ocorrerá.
Veja o “não temos prova, mas temos convicção” transformado em proposição (e verdade) lógica, não é espetacular?
Há mais, muito mais, na íntegra do livro, disponível aqui.