Galo faz ‘proposta’ para não renovar contrato de Robinho

A negociação fechou. A parceria de dois anos entre Atlético e Robinho parece ter chegado ao final, com o contrato que se encerra no fim de 2017 e não será renovado. A informação foi divulgada pelo jornalista Heverton Guimarães e confirmada pela Gazeta Esportiva. O clube e o jogador não conseguiram acertar as bases salariais do meia-atacante. O valor falado pelo clube alvinegro não satisfez os desejos de Robinho. Com isso, o negócio parou. O Galo prepara uma nova oferta para apresentar a representante de Robinho, Marisa Alija.

O jogador disse, há alguns meses, que aceitaria reduzir seu salário para permanecer em Belo Horizonte. A nova política do Atlético é de economizar mais e fazer bons negócios. Robinho, no entanto, estava satisfeito na capital mineira e ouviu da família que permanecer no Galo seria o melhor para todos.

Entretanto, o Atlético ofereceu algo muito reduzido. Robinho chegou ao Galo em 2016 com salário de 800 mil mensais, além de premiações. No início do contrato, a Dryworld faria o pagamento da maior parte, porém, não conseguiu arcar com os vencimentos e o clube mineiro teve que assumir a dívida.

Ganso ganha elogios na Espanha

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Acostumado com as críticas em função de seu estilo de jogo, pouco dinâmico em relação ao futebol europeu, Paulo Henrique Ganso viu as opiniões mudarem após sua atuação nesta quarta-feira, pela Liga dos Campeões. Entrando aos 15 minutos do segundo tempo, o meia teve boas participações e acabou sendo responsável por marcar o gol de empate do Sevilla contra o Maribor, na Eslovênia, em jogo que terminou 1 a 1. Depois de muitas desaprovações, o brasileiro finalmente foi alvo de elogios por parte da imprensa espanhola.

“Ganso foi o revolucionário da partida. Sua entrada no segundo tempo fez com que o Sevilla fosse o Sevilla, uma equipe com muito mais ambição no ataque do que mostrada em campo desde o início. O brasileiro fez o gol de empate e ajudou a criar mais ocasiões. Aproveitou os poucos minutos que lhe dão no Espanhol para confirmar que seu papel nesta equipe pode ser muito maior”, escreveu o Marca. (Da Gazeta)

Após ganhar 5ª Bola de Ouro, CR7 declara ser “o melhor da história”

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Após ter a sua quinta Bola de Ouro confirmada em cerimônia realizada na última quinta-feira pela France Football, Cristiano Ronaldo concedeu um entrevista para a revista, publicada nesta sexta-feira. Questionado se se considera o melhor jogador da história, o camisa 7 do Real Madrid não titubeou e respondeu positivamente.

“Sim! Eu sou o melhor jogador da história. Em tempos bons e ruins. Como Zidane nos disse no treino, é porque às vezes experimentamos momentos difíceis que os triunfos têm seu valor. A adversidade faz você trabalhar mais. É normal estar com raiva e frustração quando você não marca um gol. Se fosse o contrário, isso significaria que você não se importava. Então, sim, se eu estou tendo um jogo ou um treino ruim fico com raiva de mim mesmo. Mas quando saio do centro de treinamento, ou do estádio, consigo retomar uma vida normal”, avaliou o atacante.

Com o prêmio conquistado nesta temporada, o português igualou o número de conquistas do rival Lionel Messi. Com uma década de supremacia da dupla no futebol, Cristiano ficou à frente na premiação em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017, enquanto o craque do Barcelona comemorou a conquista em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015. Apesar do empate conseguido nesta temporada, o gajo revelou que o domínio de Messi na premiação há alguns anos vinha o incomodando.

“É uma história engraçada, não é? Ganhei uma Bola de Ouro antes do Messi. Então ele me passou ganhando quatro em seguida. Não escondo isso, estava triste e com raiva. Ia às cerimônias e nunca ganhava. Chegou um ponto que estava desmotivado. Eu não queria mais ir. Estar lá só para a foto não me interessava”, revelou o craque.

Na temporada passada, que lhe rendeu a premiação dourada, Cristiano Ronaldo marcou 42 gols em 46 partidas disputadas, além de poder comemorar os títulos da Liga dos Campeões da Europa, do Mundial de Clubes e do Campeonato Espanhol.

Precisa fazer mais uns 500 gols e ganhar pelo menos uma Copa do Mundo para reivindicar tal condição. 

Doping: suspensão por um ano tira Guerrero da Copa do Mundo

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O atacante Paolo Guerrero foi condenado a um ano de suspensão por doping para benzoilecgonina, um metabólito da cocaína e da folha de coca. O veredito da Fifa foi anunciado nesta sexta-feira, referente a julgamento que aconteceu no dia 30, em Zurique, na Suíça. O teste positivo foi realizado após o confronto da sua seleção contra a Argentina, pela Eliminatórias da Copa, em outubro.

Esse é o resultado do julgamento em primeira instância. A defesa espera que, até segunda-feira, receba uma notificação da Fifa com a fundamentação da decisão. Assim, entrará imediatamente com o recurso na Comissão de Apelação da entidade.

— Acredito que até 20 de dezembro, quando começa o recesso da Fifa, poderemos já ter uma decisão na segunda instância. A Comissão de Apelação pode sim reduzir a pena. Mas, se for necessário, iremos ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) porque acreditamos que o resultado justo é a absolvição — explicou o advogado Bichara Neto ao GLOBO.

Os casos julgados pelo CAS, a terceira e última instância, demoram, em média, entre seis e oito meses para serem julgados. Mas a defesa do jogador acredita que conseguiria antecipar esse prazo graças ao procedimento expedito, que é uma declaração de urgência do caso. Como a intenção do atleta é disputar a Copa do Mundo, que começa em junho, na Rússia, os advogados entendem que o CAS pode se manifestar ainda nos primeiros meses de 2018.

Guerrero tem contrato com o Flamengo até agosto de 2018 e já conversava sobre a renovação do vínculo. Mas o caminho mais provável, agora, é a rescisão amigável entre clube e o centroavante. Esse mecanismo está previsto no acordo entre jogador e clube e é padrão para vínculos com os atletas, sem prejuízo ao clube. (Com informações de O Globo)

Veja e o conto das 1001 noites

PALOCIZADE

POR FERNANDO BRITO

Não há mais limites para o que a mídia brasileira está disposta a fazer – e a incentivar que se faça – contra Lula. A Veja, agora, dá uma capa que parece saída das histórias das “Mil e Uma Noites”, com que Sherazade (que não era a Raquel, mas a rainha persa) entretinha o malvado rei Shariar para evitar, a cada manhã, a sua própria execução.

Agora, sai-se com uma suposta declaração de Antonio Palocci, cuja delação premiada empacou de que Lula teria recebido, na campanha de 2002 (2002!) um milhão de dólares de Muammar Kadafi, o líder líbio assassinado pelo que viria a ser, hoje, o grupo que estabeleceu no país, até, os leilões de escravos.

É dose para elefante! O teatral não parou no “pacto de sangue”, agora tem o “pacto do petróleo”. A menos que se  enxergue a oportunidade de algo mais delirante como, além de cassar Lula, cassar o registro eleitoral do Partido dos Trabalhadores, a história, tal como a edição da Veja que a traz, deve ir para a cesta de papéis inservíveis logo, logo.

As histórias da Sherazade-Palocci podem deixar encantados os sultões da Veja. Mas todo mundo vê que são contos do vigário,  de quem só se preocupa em escapar da cimitarra do sultão Moro.

Acusar sem provas virou o mandamento nº 1 da midiazona brasileira, inspirada em promotores e juízes. E la nave va…

Interrogações e dúvidas

POR GERSON NOGUEIRA

O torcedor azulino mais cri-cri já pode ir projetando a escalação do Remo para a estreia contra o Bragantino, no dia 14 de janeiro, com Vinícius; Levy, Bruno Maia (Martony), Mimica (Alex) e Esquerdinha (Jefferson Recife); Geandro, Fernandes, Leandro Brasília (Rodriguinho) e Adenilson; Jayme (Gabriel Lima) e Felipe Marques (Elielton).

No Papão, o time para enfrentar o Parauapebas no dia 15 de janeiro continua indefinido. Várias posições continuam vagas, principalmente nas laterais, meio-campo e ataque. Por ora, a formação inclui Marcão; Perema, Diego Ivo e Douglas; Rodrigo Andrade, Carandina (?), Renato Augusto (?) e Fábio Matos; Magno (?) e Bergson (???). O artilheiro da Série B, cada vez mais fora do que dentro, só entrou para completar a onzena.

Na Curuzu, os pontos de interrogação confirmam os ventos da mudança. Mais do que um time inteiro foi liberado depois da Série B e o técnico Marquinhos Santos espera pela reposição das peças, a partir da próxima semana. Cerca de dez jogadores serão contratados para o elenco que irá disputar as primeiras competições do ano.

Sem tantas dúvidas quanto a jogadores, visto que o ciclo de contratações está prestes a se fechar, faltando apenas um meia-armador e um centroavante, os azulinos se debruçam sobre outras questões. A principal, por decisiva para a caminhada do time principalmente na Série C, diz respeito à confiabilidade da gestão.

Se o futebol passou a contar com uma equipe diretiva muito mais dinâmica e fiel aos prazos estabelecidos, o comando maior do clube segue como permanente fonte de preocupações e receios. Pelo estilo singular de administrar, o presidente Manoel Ribeiro representa hoje o maior risco à estabilidade da política que passou a reger o futebol profissional.

Quem vive a realidade do futebol do Remo não diz abertamente, mas comenta, intramuros, que o melhor dos cenários para o clube é ter um presidente que não interfira. Melhor ainda, que não atrapalhe.

Do lado alviceleste, as lavas do princípio de erupção já foram dissipadas ou atenuadas. A sensação é de que o ponto mais crítico já passou, após as dispensas de atletas e o desligamento de Vandick Lima. Resta à direção pôr em prática o planejamento traçado para 2018, que tem como itens inegociáveis a austeridade nos gastos e o controle máximo nas contas.

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Um torneio mixuruca, não mais que isso

Depois de ler dúzias de resenhas que tentam dar um verniz de charme ao Brasileiro recém-findo, reforço ainda mais a minha convicção quanto à ruindade do torneio. As redes nacionais de TV e canais fechados do eixo Rio-São Paulo douram a pílula – o que é até compreensível, embora não necessariamente honesto.

Por sorte, as tradicionais votações para escolha dos “melhores” do campeonato acabaram por desnudar a situação. Afinal, uma competição que elege Jô como “craque” não pode ser levada a sério. Jô é apenas um atacante esforçado, e isto já lhe cabe como expressivo elogio.

Outra: competição que termina sem apresentar um jogo memorável para chamar de seu não tem como ser enaltecida. Servirá para os rankings da CBF e para fazer a alegria dos torcedores do time campeão. Para os demais mortais, é torneio para ser esquecido.

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Mimos valiosos que afagam o coração

Meu compadre Waldemar Marinho, padrinho de meu filho João, é um apaixonado pela fotografia e um fino apreciador da boa literatura. Além da preciosa amizade, concedeu-me alguns presentes valiosos, entre os quais destaco a generosa hospedagem em sua casa no Rio de Janeiro durante a semana final da Copa do Mundo de 2014.

Graças a isso, instalados a apenas quatro quadras do Maracanã, ficamos (eu e o companheiro Paulo Fernando) estrategicamente posicionados para acompanhar a muvuca que precedeu a decisão entre Alemanha e Argentina, com direito a uma rápida incursão por Vila Isabel, um dos berços do samba carioca tradicional.

Na semana passada, já em clima natalino, presenteou-me com três obras respeitáveis, duas de Ruy Castro (“A Noite do Meu Bem” e “Os Garotos do Brasil – Um passeio pela alma dos craques”) e uma de Juca Kfouri, “Confesso que Perdi”, o seu aclamado livro de memórias. Ruy e Juca, craques do texto, são referências para os que cultuam a escrita de qualidade, sejam jornalistas ou não.

Fiz questão de mencionar os presentes ganhos para ter a oportunidade de agradecer publicamente. Valeu, compadre.

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Ao amigo Abílio, com carinho e saudade

Conversei com Abílio Couceiro muitas vezes, no Mangueirão e na Curuzu, às vezes por telefone. Um desportista como poucos e um alviceleste de alma e coração. Ciente de minha paixão pela Estrela Solitária, separou e me encaminhou revistas, álbuns e livros que contam parte da gloriosa saga do clube que deu Garrincha, Nilton Santos e Jairzinho ao planeta. Guardo com zelo em minha galeria particular de obras e símbolos botafoguenses.

Publicitário dos mais talentosos, cunhou slogans e bordões que o povo se acostumou a reproduzir desconhecendo o cérebro por trás da ideia. Sua morte consternou a todos que amam futebol e sabem distinguir torcedores de desportistas. Abílio pontificava no segundo grupo, sem deixar de pertencer ao primeiro. Vai fazer falta.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 08)