Papão ainda tenta manter Bergson para a próxima temporada

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O Paissandu negocia com os jogadores Nando Carandina, Renato Augusto, Magno e Bergson tentando convencê-los a permanecerem no clube por mais uma temporada. Com os três primeiros, a tendência é de um acordo. Quanto a Bergson, a situação é mais difícil, pois o jogador tem ofertas de outros clubes. O próprio presidente Tony Couceiro está tratando da renovação de contrato desses jogadores.

Ao mesmo tempo, o clube começa a procurar por reforços para substituir atletas que foram liberados depois da Série B. Segundo estimativas da diretoria, antes do final do ano devem ser contratados oito jogadores para diversas posições.

Na comissão técnica, permanece a dúvida quanto a Rogerinho Gameleira, cuja saída foi solicitada pelo técnico Marquinhos Santos. Aylton Moraes, que comanda a divisão sub-20, pode ser promovio para a função hoje ocupada por Rogerinho.

“Recebemo algumas colocações acerca do trabalho do Rogerinho, que serão discutidas posteriormente”, disse o presidente durante entrevista coletiva na última segunda-feira. Rogerinho, que sempre foi uma espécie de substituto de plantão dos técnicos que passaram pelo clube nos últimos seis anos, está fora de Belém, passando férias com a família no interior de São Paulo.

Polícia Federal, que liberou helicóptero com 500 kg de cocaína, invade UFMG

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POR LUIS NASSIF

A notícia, agora de manhã, de que a Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) levando em condução coercitiva o reitor e a vice-reitora, em uma operação sintomaticamente denominado de “Esperança Equilibrista”, comprova o avanço político do estado de exceção. A operação visa apurar desvios no Memorial da Anistia, construído pela UFMG.

Assim como no caso da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) repete-se a combinação de PF, Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU). Há anos o Memorial padece de problemas burocráticos.

Problemas administrativos, que demandam análises administrativas, são transformados em casos policiais, para que se infunda o terror nas universidades, último reduto da liberdade de pensamento no país, depois que a Lava Jato se incumbiu de desmontar o PT e a reforma trabalhista investiu contra as centrais sindicais.

A história do Memorial é bonita. Todo o país que passou por ditaduras tem movimentos emblemáticos representando a luta contra a repressão. O Brasil teve mais de 50 mil pessoas anistiadas, reconhecidas como perseguidas pela ditadura e não tinha nenhum monumento.

A Comissão de Anistia, quase dez anos atrás, lançou o projeto de Memorial da Anistia, com verbas do Ministério da Justiça e parceria com UFMG. A ideia seria reformar o Coleginho e ali fazer uma exposição permanente. E, ao lado, um prédio para ser o acervo da Comissão de Anistia.

Os problemas ocorreram quando se analisaram as condições do Coleginho, cuja estrutura, antiga, não suportaria as reformas. Foi planejado, então, a construção de um prédio ao lado, que abrigaria o acervo e a própria Comissão de Anistia.

Os valores, de R$ 19 milhões, eram perfeitamente compatíveis com a nova estrutura proposta. Foram abertas três sindicâncias, no Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal e na própria UFMG apenas para apurar se houve imperícia no projeto para o Coleginho, que não levou em conta suas condições.

Com o impeachment, não houve sequer nomeação do novo presidente da Comissão de Anistia, e as obras foram paralisadas. Este ano, foi realizada uma audiência pública em Belo Horizonte, na qual se solicitou à UFMG que terminasse o projeto. E foi recusado pela óbvia falta de verbas que assola as universidades federais.

A invasão da UFMG e a condução coercitiva de oito pessoas mostram três coisas.

A primeira, é que não há um fato apurado e um suspeito preso. Monta-se o velho circo de prender várias pessoas, infundir terror na comunidade, e obter confissões sabe-se lá por quais métodos. A segunda é que a morte do reitor da UFSC não mudou em nada os procedimentos.

Têm-se uma PF incapaz de solucionar o caso do helicóptero transportando 500 quilos de cocaína,soltando o piloto e liberando o veículo em prazo recorde e, agora, a investida política contra a segunda universidade. A terceira, é que o nome dado à operação – “Esperança Equilibrista” – é claramente uma provocação aos setores de direitos humanos.

Esse monstro está sendo diretamente alimentado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que se transformou no principal inspirador da segunda onda repressiva dos filhotes da Lava Jato. Vamos ver quem são as vozes que se levantarão para denunciar mais esse ataque. A força policial invadiu a sala da vice-reitora. Quando outros professores chegaram lá, aboletada na cadeira da vice-reitora estava uma corregedora da CGU, como se fosse a nova dona do pedaço. Faltou uma foto para documentar a extensão do arbítrio.

Thomas Muller ironiza assédio sobre o PSG: “Muita badalação”

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A vitória por 3 a 1 sobre o Paris Saint-Germain não garantiu a liderança do grupo ao Bayern de Munique, mas já foi suficiente para as primeiras desconfianças em relação ao elenco parisiense. Quem fez questão de tornar a opinião pública foi Thomas Muller, que pediu menos holofotes ao time francês e um tratamento mais fiel ao que Neymar e companhia desempenham em campo.

“É claro que eles possuem grande jogadores no ataque, mas vocês (jornalistas) precisam ter calma para não exagerarem nos elogios e ficarem fazendo uma badalação como essa”, disse Muller. “Ganhamos por 3 a 1 e mesmo com algumas chances do PSG não dá para dizer que foram melhores que nós, nem foram dominantes como dizem. Ainda somos o Bayern”, completou.

No duelo entre as equipes em Paris, o time alemão ainda tinha Carlo Ancelotti no banco de reservas. Naquela oportunidade, o PSG venceu por 3 a 0 e causou a demissão do comandante italiano. Desde então, os bávaros anunciaram Jupp Heynckes, que recolocou o time na liderança do campeonato nacional e classificou para a segunda fase da Liga dos Campeões.

Thomas Muller fez questão de usar como exemplo o primeiro embate entre as equipes para explicar a “supervalorização” do time francês. “Quando nos enfrentamos em Paris foi 3 a 0, mas tivemos a estatística de 18 escanteios contra apenas um deles e querem vender a ideia de que o PSG possui alguma fórmula mágica ou alguma coisa assim”, ressaltou o atacante alemão, capitão no duelo da última terça-feira. (Da Gazeta Esportiva)

Corinthians já vai começar a vender ingressos para a Libertadores

Mesmo sem nem saber quem enfrentará, o Corinthians inicia nesta sexta-feira a venda de ingressos para os jogos em casa da fase de grupos da Libertadores da América. O anúncio foi feito por meio do twitter oficial do estádio corintiano, acompanhado de um pedido para a regularização da sociedade daqueles que estão inadimplentes com o Fiel Torcedor.

A prática tem sido comum no Alvinegro, buscando assegurar uma parte da renda antes mesmo da definição dos jogos. Para o Campeonato Brasileiro, por exemplo, os sócios-torcedores do clube puderam comprar um carnê com os 18 jogos do Timão como mandante.

Em férias, o elenco do técnico Fábio Carille tem reapresentação marcada apenas para o dia 3 de janeiro, no CT Joaquim Grava. A estreia na competição continental, porém, deve acontecer apenas entre o final de fevereiro e o início de março.

Leão apresenta suas armas

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A diretoria do Remo promoveu um evento festivo, na noite desta terça-feira (05), no salão nobre da sede social, em Nazaré, para apresentar oficialmente o elenco profissional formado para a temporada de 2018. O presidente Manoel Ribeiro – ainda com suas contas do primeiro quadrimestre enroscadas e aguardando aprovação do Conselho Deliberativo – mostrou entusiasmo com a nova fase do clube. “Temos aqui homens empenhados e honrar a camisa do Remo”, garantiu, no discurso de abertura.

Outros dirigentes pediram a palavra e transformaram a festa em palanque para suas ideias sobre o futuro remista e para seus próprios projetos. No total, 27 atletas compareceram, ao lado do técnico Ney da Matta, dos auxiliares e do executivo Zé Renato. Os ausentes foram os volantes Geandro e Leandro Brasília e o goleiro Douglas Dias, que devem se apresentar ao clube até sexta-feira, 08.

Em todas as declarações e pronunciamentos foi enfatizado que a missão prioritária para 2018 é a conquista do acesso à Série B. Zé Renato prometeu alcançar a meta: “Em 2018, nesta mesma data, o Remo estará na Série B. Podem me cobrar isso. O Remo está, hoje, com uma gestão muito profissional. Tudo o que foi prometido, de estrutura, foi entregue”.

Observou, porém, que o Parazão também tem importância na agenda do clube, servindo como teste para o Brasileiro. “Queremos conquistar o título estadual. Depois vem a Copa Verde, uma melhor colocação na Copa do Brasil e vem também o acesso, que é muito importante para a gente. A gente tem quatro competições e em todas queremos conquistar títulos e em algumas, como a Copa do Brasil, ficar em melhor colocação”, afirmou.

O executivo revelou que o clube segue em negociação com o uruguaio Gonzalo Latorre, 21 anos, atacante do Cruzeiro (MG). A expectativa é de que a transação seja fechada até a próxima semana. Zé Renato disse também que o lateral Levy tem boas chances de acertar seu retorno ao clube.

Na esteira das manifestações otimistas, o técnico Ney da Matta contou que já havia dito ao filho sobre a vontade de dirigir o Remo. Isso aconteceu quando veio a Belém e viu de perto a força da torcida azulina, durante a Série C comandando o CSA (AL):

“Tem coisas na vida da gente que você tem que, primeiro, ter paciência em saber esperar o momento de Deus. Sei que antes de chegar aqui tinham muitas pessoas no caminho, mas o caminho foi preparado para eu vir trabalhar aqui. Sabia que viria trabalhar aqui, não só depois desse jogo (pelo CSA-AL), mas depois da negociação que comecei com o Milton (Campos) e o Miléo (Júnior). Apareceram outros clubes, mas sabia que era aqui que ia trabalhar. Preciso dizer da minha satisfação, da felicidade de estar aqui. A gente veio confiante, sabendo da dificuldade que é”, revelou.

Ainda durante o evento, diante do elenco de jogadores, Ney da Matta fez um ensaio de preleção. “Na minha vida, aprendi muitas coisas, e o que sempre levo comigo é que tudo o que você fez ontem não serve para hoje e o que você faz agora não serve para amanhã. As conquistas que tivemos são importantes para você caminhar, mas não são importantes para você permanecer. Só vamos permanecer nesse clube se conquistarmos esses títulos aqui. Esse é o nosso objetivo, do grupo, da diretoria e do torcedor. Vou dizer aos jogadores, pois alguns não chegaram a trabalhar conosco e alguns estão saindo da base: Deus sempre me colocou no caminho certo e me abençoou por onde passei, porque sempre fui justo e leal com as pessoas. Não existe idade, não existe nome. O que vai nos ajudar é o comportamento e a luta de cada dia. Tem jogadores de 16 e 17 anos aqui, mas se tiverem qualidade e competência, vão ter oportunidade. Tenho certeza que vamos ser vencedores”.

Os jogadores continuam na fase de treinamentos físicos preliminares. Hoje haverá treino à tarde, no campo do Ceju. Ainda ontem à noite, a diretoria de futebol confirmou a contratação do lateral direito Diego Superti, 21, ex-Cruzeiro/RS. Ele deve se apresentar ao técnico Ney da Matta nesta sexta-feira.

O Remo estreia no Campeonato Estadual no dia 14 de janeiro, recebendo o Bragantino (campeão da Segundinha), no estádio Jornalista Edgar Proença.

Brasileiro de 2018 será o menos “nacional” da era dos pontos corridos

Com os detentores do acesso à primeira divisão e os rebaixados para a segundona da próxima temporada definidos, uma coisa é certa: o Campeonato Brasileiro de 2018 será o “menos Brasileiro” da história dos pontos corridos.

Se considerarmos as chegadas de América-MG (Belo Horizonte), Internacional (Porto Alegre), Ceará (Fortaleza) e Paraná (Curitiba), além das quedas de Atlético-GO (Goiânia), Ponte Preta (Campinas), Avaí (Florianópolis) e Coritiba (Curitiba), teremos apenas dez cidades diferentes no ano que vem.

Seriam elas: Rio de Janeiro (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco), Belo Horizonte (América, Atlético e Cruzeiro), São Paulo (Corinthians, Palmeiras e São Paulo), Curitiba (Atlético-PR e Paraná), Porto Alegre (Grêmio e Internacional), Salvador (Bahia e Vitória), Fortaleza (Ceará), Chapecó (Chapecoense), Recife (Sport) e Santos. Vale lembrar que este último, inclusive, costuma fazer diversos jogos na capital e há a expectativa de que mande metade de suas partidas no Pacaembu.

Desde 2003, o número é um recorde negativo, ao lado de 2011. À oportunidade, porém, eram quatro das cinco regiões sendo representadas, uma vez que o Goiás, do Centro-Oeste, atuava na Série A. No ano que vem, no entanto, serão só três.

O ano de 2018 fica bem atrás, por exemplo, do de início da Era dos pontos corridos no Brasileirão. Naquele campeonato, 15 municípios estiveram presentes no torneio, o máximo já contabilizado no período. No entanto, vale lembrar que eram 24 equipes que disputavam o certame. Em 2004 e 2005 havia 14 disputantes, mas, novamente, com mais clubes do que atualmente.

Será também uma larga diminuição em relação aos dois últimos anos de Brasileirão. Neste que acaba de terminar eram 12 cidades distintas. Já no anterior, 11.

Veja abaixo uma relação do número de cidades que participaram do Campeonato Brasileiro ano a ano desde 2003, quando iniciou o sistema de pontos corridos:

2003* – 15
2004* – 14
2005** – 14
2006 – 13
2007 – 11
2008 – 11
2009 – 12
2010 – 12
2011 – 10
2012 – 11
2013 – 11
2014 – 12
2015 – 12
2016 – 11
2017 – 12
2018 – 10

* Eram 24 times disputando
** Eram 22 times disputando

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