CBF consulta FPF sobre mudança na Copa Verde

A CBF consultou a Federação Paraense de Futebol no final da tarde desta segunda-feira (30) sobre a possibilidade de uma mudança no formato da Copa Verde 2016. Isso permitiria a inclusão de mais equipes – por convite – no torneio, totalizando 18 participantes. A novidade é que o Pará, ao invés de três representantes, teria apenas dois clubes na competição do próximo ano. Uma vaga seria a do campeonato estadual (Remo) e outra pelo RNC (PSC).

A Assessoria de Comunicação do Paissandu chegou a anunciar que, através do ranking nacional de clubes, a CBF teria confirmado a participação do clube na Copa Verde. Posteriormente, corrigiu a notícia, informando que a entidade fez uma consulta à FPF.

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A nota do clube termina dizendo que “de antemão, o Paissandu reafirma o interesse em disputar a competição e aguarda um posicionamento oficial da CBF quanto à confirmação da participação na Copa”.

O ofício da CBF é assinado por Manoel Flores e explica que, a pedido do canal Esporte Interativo, detentor dos direitos de transmissão da Copa Verde, consulta a FPF sobre o modelo proposto, com 18 participantes, incluindo dois representantes do Estado de Goiás. O Ranking Nacional seria usado para convidar quatro clubes, “o que traria mais peso para a competição”.

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Segundo a comunicação da CBF, “no caso do Pará, a vantagem seria a de garantir sempre um dos dois grandes do Estado na competição, tendo em vista a utilização do RNC”.

A FPF ainda não se pronunciou a respeito da sondagem da CBF. Se confirmada a modificação, com a redução de participantes paraenses e a mudança no processo de escolha, Independente (vice-campeão) e Parauapebas (2º colocado na classificação geral do Parazão 2015) seriam as equipes prejudicadas diretamente, pois têm participação assegurada no atual regulamento.

Agora à noite, em Tucuruí, o presidente do Independente, Deley Santos, declarou que irá à Justiça para impedir qualquer alteração na fórmula de disputa da Copa Verde. “Isto se chama virada de mesa. Não estamos sabendo de nada sobre isso (mudança no regulamento) oficialmente, mas estamos trabalhando com o departamento jurídico para nos resguardar”.

Segundo ele, os critérios para disputar a Copa Verde foram estabelecidos há três anos e seria injusto, a esta altura,  excluir os dois clubes que garantiram a vaga dentro de campo. (Com informações de Paulo Sérgio Pinto/Wellington Campos – Rádio Clube – fotos: MÁRIO QUADROS) 

Pipico na mira da dupla Re-Pa

O arisco Pipico, autor do gol da vitória do Macaé no primeiro turno sobre o Paissandu, pode vir a ser alvo de uma disputa entre Leão e Papão. O atacante entrou no radar da diretoria bicolor, que irá fazer todos os esforços para tê-lo no elenco em 2016. Por seu turno, os azulinos mantêm o interesse no atleta desde que ele despontou no Macaé, embora ainda sem qualquer sondagem oficial.

O preço de ser uma ovelha é o tédio

O preço de ser uma ovelha é o tédio

POR ANDRÉ KASSU – Partner/Chief Creative Officer at CP+B

Em uma recente entrevista, Fernanda Montenegro revelou o seu medo de perder a memória. Na mesma hora, digitei o seu nome no Google e fiquei pesquisando as imagens da história dessa atriz. Ali estão os diversos  personagens, as múltiplas cenas, os incontáveis momentos. Uma vida longa, repleta de pequenas outras vidas. Porque é do ator esse privilégio. Ele pode ser muitos, pode ser outros. Tem a licença para exercitar as suas facetas mais sombrias. Por um breve instante, pensei que para Fernanda Montenegro realmente seria mais sofrido do que para nós, reles mortais. Não é. A perda da memória assusta tanto porque é perder a si mesmo. É como caminhar na areia e se ver em uma praia deserta sem passos. De repente, não sabemos mais como chegamos ali.

No sensível livro “Days with my father”, o fotógrafo Phillip Toledano registra o seu pai lidando com esse fato. Com a “não memória”. Em uma das fotos, há uma anotação em um caderno que diz “where is everybody?”. É a síntese do desespero. Um homem devastado que não mais se reconhece. Por outro lado, a memória que guarda um manancial de boas sensações é a mesma que pode tornar-se um flagelo. Por fazer com que você reviva nitidamente coisas que deveriam ter ficado no passado. Tenho cá para mim que a capacidade de esquecer alguns acontecimentos deixa o ato de perdoar muito mais simples. Nesse pensamento, relevar é também sublimar um sentimento. Falo disso porque tenho uma memória aguda para fatos e sensações. Guardo cada detalhe das coisas boas que me marcaram. E guardo também o ressentimento. Porque sou incapaz de esquecer o dia, a hora, o tom e o que foi falado. Nem os que aconteceram comigo, nem os que ocorreram com as pessoas de que eu gosto. É tudo vivo demais. Por mais que eu tente me livrar, acabo sendo acometido daquela mesma sensação. Sendo assim, perder a memória seria de bom grado. Ou, quem sabe, poder apelar para a empresa do “Brilho eterno de uma mente sem lembranças.” E apagar seletivamente alguns machucados não curados.

Não andarei aqui pelo flagelo. Prefiro mergulhar no manancial. Lá está guardada uma aula com Saburo Kobayashi. Um enfático japonês que foi o General Manager da Divisão de Planejamento Corporativo da Honda. Por diversas vezes na sua aula, ele se dirigia aos alunos com o simpático adjetivo: estúpido. Nunca ter sido chamado assim me fez tão feliz. Porque era verdade. Eu estava de frente para o homem que inventou o airbag. Sim, o airbag.

Aí você pensa: moleza. Ele teve a ideia do airbag, todo mundo comprou e foram felizes para sempre. Ledo engano. Por 16 anos, ele brigou para que o projeto saísse do papel. Como diz o meu compadre Marco Monteiro: “Ideia é que nem carro alegórico: se todo mundo não empurrar, não vai para a rua.” A possibilidade de um airbag era tão estranha que, certa vez, os próprios funcionários da Honda a elegeram como a ideia mais idiota daquele momento. Nada disso impediu Kobayashi de seguir em frente. O que até me faz pensar que 11 meses brigando por um animatic nem é tão sofrido assim.

Na Honda, se um funcionário apresentasse a mesma ideia por 3 vezes seguidas, todos tinham que acatar. Porque era um sinal claro de que aquela pessoa acreditava muito no que estava fazendo. O próprio Sr. Honda apoiou todo o processo de pesquisa para que o airbag virasse uma realidade. Um dia isso aconteceu e nenhuma alma viva se lembrou de registrar a patente. Afinal, ninguém sabia se aquilo seria mesmo um sucesso. Havia, até o último segundo, uma dúvida. Hoje, o airbag já salvou tantas vidas que a patente é algo menor na história. Kobayashi pode se dar ao luxo de dizer, do alto da sua elegância, que ofereceu um presente para toda a humanidade. A aula foi tão intensa que anotei algumas frases que passei a chamar de Regras de Kobayashi. Tomo a liberdade de comentar algumas delas.

“Inovação não é uma coisa lógica. Não tente entender.” O que pode ser traduzido como: que tal parar de racionalizar tudo?

“Se você não consegue explicar a sua ideia para um leigo, você ainda não a entendeu.” Pessoas que enrolam demais para falar raramente apresentam uma grande ideia. Buscam disfarces para camuflar o que não existe. Capricham no laço e se esquecem do presente em si. Roubo uma definição do George Tannenbaum, do blog Ad Aged, que diz que quanto maior a palavra, menos ela significa. Não à toa ideia é tão curta. E ainda lhe tomaram o acento.

“Experts: pessoas com conhecimento suficiente para matar a inovação.” Essa, se eu comentar, estraga. Prefiro que ela continue afiada como a lâmina de samurai.

“O CEO estúpido diz: lucro é o nosso objetivo, quando dar valor deve ser sempre o principal objetivo.” Gere valor para a sua marca e os consumidores comprarão até sem saber o porquê. Busque apenas o lucro e eles comprarão até que algo mais interessante apareça.

“Sem paixão, você não consegue gerenciar uma equipe. Muito menos uma marca.” Desconfie de pessoas que seguem os seus comandos sem questionar nada. Se você é cliente, prefira uma agência que discuta as suas ordens do que uma que siga cegamente. É mais chato, mas o resultado é melhor. Se você é chefe, desconfie de uma equipe que executa toda e qualquer ordem sem confrontar. Ninguém é tão assertivo assim. Como diz o meu guru Dave Trott: “Question the question.”

“Se 9 de 10 pessoas concordam com a sua ideia, é tarde demais. Se 9 de 10 discordam, você pode ter um diamante.” Não procure por um senso comum. As pesquisas já fazem isso e o resultado é uma catástrofe.

“Paixão e caos são as mães da inovação.” Se você tem tudo esquematizado, o resultado será previsível. Do início ao fim.

“O preço de ser um lobo é a solidão. O preço de ser uma ovelha é o tédio.” Cabe a você escolher que preço quer pagar. Você pode seguir no rebanho reclamando. Ou pode decidir ser o reclamado. Pessoalmente, posso dizer que, para um filho único, a solidão é um preço que se paga mais fácil.

Caminho na praia e olho para essas frases como se fossem pegadas fundas na areia. Elas vão ao encontro do que acredito. Tomo como se fossem minhas. Meus valores foram confirmados aos gritos de “estúpido”.  O medo do desaparecimento da memória diminui ao perceber que os valores nunca são perdidos. Quando alguém perde é porque nunca os teve de verdade. Ando em frente. O mar não vai apagar.

E Maitê amarelou…

Reprodução / SporTV

Maitê Proença cumpriu parte da promessa e apresentou sua “surpresa sexy” na televisão fechada, neste domingo (29), no programa Extraordinários, do SporTV. Ela fez duas apresentações – na primeira, a “luz acabou” no estúdio, em brincadeira da emissora, e ninguém pôde ver nada. Na segunda, apareceu com o corpo pintado com as cores da equipe alvinegra.

A loira de 57 anos entrou em cena, recebida pelos seus colegas, todos com trajes de gala, de vestido preto brilhante, salto alto, luvas e gargantilha. Na sequência, após cerca de 20 minutos no ar, começou um strip-tease. Quando tirou o vestido, um blackout aconteceu.

“Diretor, o que aconteceu, é um problema na região?”, disse ela, brincando. “Estou pelada aqui, mas não vou ficar pelada o tempo todo”, prosseguiu, no momento em que o Extraordinários cortou para o intervalo.

O programa voltou ao ar, a luz voltou a funcionar e Maitê já estava de vestido. “Eu tirei a roupa”, justificou. “Se houve problema técnico e o SporTV não pagou a conta…”, continuou, até ser interrompida pelo diretor da atração, que anunciou: “Teremos de fazer a cena de novo”. Foi aberta uma votação via Twitter, para os telespectadores decidirem se ela teria de repetir o strip-tease ou não.

Decidiram pelo sim. Desta vez, ela foi com o “show” até o final, e de fato tirou o vestido. Já nua, contudo, mostrou pintura corporal para cobrir partes íntimas. A atriz e apresentadora prometou ficar nua em rede nacional ainda em março deste ano, no começo da disputa da Série B, caso o Botafogo conseguisse o acesso à elite do futebol brasileiro. “Fico pelada, peladíssima, venho só com uma coleira escrito Botafogo”, disse.

O clube carioca garantiu o retorno em 10 de novembro, ao vencer o Luverdense por 1 a 0, fora de casa. Desde então, Maitê adia o “evento” tão esperado. Chegou a dizer que tratava só de uma brincadeira, mas voltou atrás e, nas redes sociais, anunciou surpresa para o programa deste domingo.

“Não foi uma promessa, foi brincadeira. Mas já que correu o Brasil e virou essa coisa doida, será a brincadeira mais séria do ano. Estou bolando uma surpresa para não decepcionar. Nunca na história do SporTV se terá visto uma cena assim. Vai ser inesperada. Vai ser divertida. E será sexy! Tcharam!”, escreveu, em postagem da última quinta-feira (26).

No sábado (28), foi ao Engenhão para entregar a taça de campeão ao Botafogo, e voltou a falar sobre a “surpresa”. No estádio, chegou até a ameaçar a soltar o vestido branco, levando a torcida presente à loucura. “Maitê, tire a roupa ‘aê”’ foi o grito que ecoou pelas arquibancadas, na oportunidade. (Do Uol Esporte) 

Prêmio Fifa, enfim, olha para a América do Sul

Barcelona ficaria até 2021 e só receberia menos que Lionel Messi

POR PAULO VINÍCIUS COELHO, no Uol

Ronaldo, o Fenômeno, ganhou o prêmio Fifa em 1997 e produziu durante anos muitos comentários sobre Edmundo. Ninguém jamais contestou a premiação para quem mais decidia jogos na Europa naquela época. Mas, se a organização e os eleitores olhassem um pouco para a América do Sul, Edmundo deveria estar na lista dos finalistas.

Naquele ano, Ronaldo ganhou, Roberto Carlos ficou em segundo, Bergkamp em terceiro empatado com Zidane. Zidane ainda não estava no Real Madrid, não havia vencido a Copa do Mundo nem tinha sido campeão da Liga dos Campeões. E Bergkamp começava sua trajetória no Arsenal, depois de fracassar na Internazionale.

Edmundo jogou demais! Poderia estar entre os três.

Neymar vai disputar o prêmio Fifa com Messi e Cristiano Ronaldo e isso já é uma vitória. Desde 2011, só Messi e Cristiano Ronaldo vencem e só os dois ficam em segundo lugar. Desde Iniesta, vice em 2010, por causa do gol do título mundial da Espanha.

Os eleitores, técnicos e capitães de seleções nacionais, além de um grupo seleto de jornalistas, tinham até a véspera do clássico espanhol para votar. Normalmente, sempre sobra algum prazo extra oferecido pela Fifa. Mesmo que não exista folga, o período de votação coincidiu com a ausência de Messi, por lesão, e com o crescimento de Neymar.

Se é difícil tirar o prêmio de Messi, pelo que o argentino fez na Champions League, é possível pensar em Neymar como o segundo colocado. Desbancar Cristiano Ronaldo e mudar a ordem do pódium depois de quatro anos seguidos é provável.

Mas o olhar para a América do Sul sobre o qual fala o título desta nota não é para Neymar, porque o craque brasileiro joga na Europa. A vingança de Edmundo é a indicação de Jorge Sampaoli. O técnico do Chile não vai ser eleito o melhor técnico do mundo. Mas está entre os três melhores porque o trabalho na Copa América teve repercussão mundial.

E o prêmio Fifa/Bola de Ouro finalmente olhou para o que acontece do lado de baixo do Equador.

Só discordo da citação de Edmundo. O Animal foi um bom jogador, mas nunca esteve entre os melhores do mundo.  

Série B 2015 – Classificação final

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
Botafogo 72 38 21 9 8 60 30 30 63
Santa Cruz-PE 67 38 20 7 11 63 43 20 59
Vitória 66 38 19 9 10 58 40 18 58
América-MG 65 38 19 8 11 55 39 16 57
Náutico 63 38 18 9 11 49 42 7 55
Bragantino 60 38 19 3 16 56 56 0 53
Paysandu 60 38 17 9 12 49 40 9 53
Sampaio Correa-MA 58 38 15 13 10 51 43 8 51
Bahia 58 38 15 13 10 48 41 7 51
10° Luverdense 54 38 15 9 14 46 40 6 47
11° CRB 54 38 15 9 14 47 45 2 47
12° Criciúma 49 38 12 13 13 36 41 -5 43
13° Paraná Clube 47 38 12 11 15 39 43 -4 41
14° Atlético-GO 46 38 11 13 14 36 46 -10 40
15° Ceará 45 38 12 9 17 42 50 -8 39
16° Oeste 44 38 10 14 14 37 45 -8 39
17° Macaé 43 38 10 13 15 46 54 -8 38
18° ABC 32 38 6 14 18 41 64 -23 28
19° Boa Esporte Clube 31 38 7 10 21 34 54 -20 27
20° Mogi Mirim 23 38 4 11 23 32 69 -37 20

Cartola da Fla critica time pelo vexame

O Flamengo decepcionou neste domingo ao ser derrotado pelo Atlético-PR por 3 a 0, na Arena da Baixada. Disputando a reeleição no clube, o presidente Eduardo Bandeira de Mello criticou a equipe e reiterou a necessidade de alterações no Rubro-Negro.

O Flamengo tem que honrar a camisa, isso não aconteceu ontem (domingo). Só foi para confirmar que precisamos de mudanças profundas”, afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes. “Foi desagradável perder, mas a torcida pode ter certeza que não ficará assim”, disse o mandatário. (Da ESPN)

Neymar disputa prêmio Bola de Ouro da Fifa

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Um brasileiro volta a ser finalista do Prêmio Bola de Ouro da Fifa. Neymar foi indicado hoje, ao lado de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, como candidato a levar o troféu que premia o melhor jogador do planeta. Desde 2007, quando Kaká foi o vencedor, o Brasil não tinha nenhum jogador entre os finalistas da premiação.

Papão confirma nome de novo gerente de futebol

Alex Brasil é o novo executivo de Futebol do Paissandu. Sua contratação foi anunciada na manhã desta segunda-feira, via Twitter, pelo presidente Alberto Maia. Com experiência até no futebol internacional (Parma, da Itália) e passagem pela empresa Traffic de J. Hawilla, Alex trabalhava ultimamente no Londrina e aceitou a proposta do Papão para substituir Sérgio Papelin.

Celso Russomanno é condenado a dois anos de prisão por desvio de dinheiro público

Deputado federal pelo PRB de São Paulo, líder em pesquisas de intenção de voto na corrida para a Prefeitura da capital paulista, apresentador da TV Record e condenado a dois anos e dois meses de prisão. Assim pode ser definido o minicurrículo do parlamentar-jornalista Celso Russomanno, que teve o último item inserido em sua biografia no sábado, 28, após a revista Veja divulgar sentença de 2014 da Justiça Federal do Distrito Federal, que o considerou culpado pela prática de peculato, crime relacionado à apropriação e ao desvio de dinheiro público.

Convertida em 790 horas de trabalho comunitário e doação de 25 cestas básicas, a condenação de Russomanno é referente ao fato de o político-comunicador ter nomeado para seu gabinete uma mulher que, segundo avaliado pelo Judiciário, dava expediente na empresa particular mantida pelo jornalista atualmente contratado pela Record, onde comanda o quadro ‘Patrulha do Consumidor’. A Justiça Federal concluiu que o deputado manteve Sandra de Jesus como assessora da Câmara por quatro anos, sendo que ela trabalhava na produtora Night and Day Promoções. O caso ocorreu de 1997 a 2001, período em que o congressista esteve filiado ao PSDB e ao PPB (hoje PP).

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Russomanno alegou que Sandra trabalhou na emissão de passagens aéreas e no atendimento de consumidores e eleitores em seu escritório político na capital paulista, que, por coincidência, funcionava no mesmo endereço em que a produtora mantida por ele. O diário garante, entretanto, que “várias testemunhas e documentos comprovaram” a ilegalidade: a mulher nomeada como assessora parlamentar atuava na gerência da companhia particular, chegando a assinar a carteira de trabalho de funcionários contratados pela produtora controlada pelo jornalista.

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Responsável por avaliar o caso, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira afirmou que, mesmo Sandra tendo trabalhado no atendimento e apoio à população, os fatos demonstram que o serviço ao qual foi nomeada não era exercido de forma exclusiva, misturando interesses públicos e privados. “Mesmo a atividade de atendimento ao consumidos, conquanto tenha alto grau social e de benefício à população, não pode ser reputada atividade parlamentar típica e exclusiva. Trata-se de um misto de atividade parlamentar, jornalística e empresarial”, informa parte da sentença.

O juiz reforçou que Russomanno obtinha destaque midiático graças ao atendimento de quem recorria até sua equipe. “Ao mesmo tempo aufere vantagem de alguma maneira com o programa, porque colhe das pessoas atendidas gratuitamente o material humano e a matéria para audiência na TV”, definiu o magistrado, que cravou: o caso culminou em desvio de verba pública. “Valendo-se da qualidade de deputado federal, o réu concorreu que fosse desviado dinheiro público em proveito de Sandra de Jesus e indiretamente dele próprio, já que a União passou a remunerar pessoa cujo encargo seria da empresa [a produtora Night and Day Promoções]”.

Normalmente ativo nas redes sociais, com postagens diárias na fan page que administra, Russomanno ainda não se posicionou publicamente sobre a condenação relativa a fevereiro do ano passado e detalhada neste fim de semana por reportagens da Veja e da Folha. No Facebook, no entanto, internautas têm criticado o parlamentar e jornalista. “Vergonha, não podemos ter um deputado e um prefeito como você”, postou o usuário identificado como Diego Willian. “O que devemos fazer com um político condenado pela Justiça Federal? Podemos devolver?”, questionou Ceci Casquilho, ironizando a principal bandeira política do comunicador, a atuação em defesa do consumidor. (do Comunique-se) 

Só para cumprir tabela

POR GERSON NOGUEIRA

O jogo, por tão desinteressante, reuniu alguns poucos gatos pingados no estádio de Osasco. O clima geral de fim de festa contaminou os jogadores, sendo que o Papão, que não tinha mais nada a perder, se apresentou da maneira mais burocrática possível. Atacava quando dava, defendia-se como era possível e se safou da derrota muito mais pela imperícia e falta de recursos por parte do Oeste.

Para quem entrava com a obrigação de pelo menos empatar para não ser rebaixado, o Oeste foi escalado ofensivamente. No papel. Entrou no 4-3-3, com Betinho no centro do ataque, Foguinho e Vaguininho pelos lados. Não funcionou assim.

O jogador mais avançado e claramente a fim de resolver as coisas era o meia-atacante Mazinho, que deu um grande trabalho aos marcadores do Papão e esteve a pique de marcar, tanto no primeiro quanto no segundo tempo.

Caso todos se aplicassem como o camisa do Oeste, a partida teria sido boa de ver. O problema é que tanto paulistas quanto paraenses não estavam muito a fim de correr, sendo que o gramado irregular e o calor infernal não contribuíam em nada para animar os atletas.

No primeiro tempo, dois lances ensaiaram afastar a pasmaceira. Mazinho quase marcou para o Oeste, depois de um risca sensacional em Pablo, e Pikachu errou no toque final diante do goleiro rubro-negro depois de receber livre dentro da área.

A etapa final começou com um Oeste mais avançado, disparando chutes da intermediária e quase chegando ao gol em dois lances rápidos. Logo a um minuto, Tiago Martins errou a saída e a bola sobrou para Betinho. Ele disparou cruzado, mas Emerson fez grande defesa.

Dois minutos depois, Emerson furou ao tentar rebater uma bola e Mazinho apanhou livre junto à pequena área. No desespero, o goleiro conseguiu espalmar o chute que tinha endereço certo.

Após essas duas tentativas, os times levaram 35 minutos para arrancar um tico de emoção dos sonolentos torcedores presentes. Só aos 38 minutos, surgiu novo lance de área. Novamente Mazinho estava na jogada. Desviou de cabeça um cruzamento perfeito vindo da direita, mas a bola rente ao poste de Emerson.

A essa altura, o Oeste estava mais ligado nas notícias sobre Ceará e Macaé, que jogavam no mesmo horário. O goleiro Leandro caía a todo instante para retardar o jogo e refrear um tímido ensaio ofensivo do Papão, depois que Dado Cavalcanti botou o zagueiro Dão como segundo atacante, ao lado de Leandro Cearense.

O placar continuou em branco e o Oeste festejou efusivamente a permanência na Série B. Na verdade, a partida horrorosa não justificava qualquer comemoração e o escore de 0 a 0 funcionou como nota para os dois times.

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Ainda sobre a aposta remista em Leston

No Bola na Torre de ontem, o tema veio à baila e fui voz discordante na discussão sobre a contratação de Leston Junior para dirigir o Remo em 2016. Não que o considere um técnico ruim, apenas porque não o conheço. Citando Roberto Avallone, Leston chega como um imenso ponto de interrogação.

Não significa que seja uma aposta equivocada. Apenas precisa ser visto como aposta, de fato. Pode dar certo, mas pode também dar em nada. Vem bem recomendado pela passagem no Tupi, onde obteve o acesso à Série B. Há, porém, o receio pelo fato de nunca haver trabalhado em clubes de massa.

Lembro que no ano passado o começo foi com um nome conhecido. Zé Teodoro assumiu, pediu contratações e tropeçou feio logo nas primeiras rodadas do campeonato. Foi substituído por Cacaio, que se encarregou de operar a surpreendente transformação de um time combalido em vencedor, garantindo o título estadual, o vice da Copa Verde e o acesso à Série C.

É possível que, desta vez, apostando num jovem ainda com pouca rodagem, o Remo acerte em cheio.

A conferir.

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Insanidade à solta até em clássico amador

O Re-Pa disputado no sábado pela manhã no estádio Jornalista Edgar Proença teve vitória alviceleste por 2 a 1 e serviu para tirar o Remo da próxima Copa São Paulo de juniores. Em campo, muita luta e alguns espasmos de categoria entre os garotos da categoria sub-17.

Na parte externa, novos confrontos entre gangues uniformizadas para desespero de moradores da área e pessoas que passavam por ali. Além de muitas agressões e correria, houve troca de tiros e o pânico de sempre a manchar a imagem do futebol.

Nem quando o clássico envolve garotos, a sanha dos turbulentos arrefece.

Até quando?

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E o pulso (vascaíno) ainda pulsa

O Vasco conseguiu um gol miraculoso já nos instantes finais do jogo com o Santos em São Januário. Soou como melhora da morte. A parada continua muito difícil, principalmente depois que Coritiba e Avaí também venceram na rodada.

Pior ainda é a batalha que espera pelo Almirante no Couto Pereira na rodada final. Jogo de vida ou morte para os dois e o Vasco ainda precisará torcer por uma derrota do Avaí.

Muitas contas, muita reza e apenas um fio de esperança a motivar a esquadra cruzmaltina. Mas, como se sabe, milagres acontecem.

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Futebol, esta velha mãe tão generosa

A gente percebe que algo está fora de ordem quando vê a escalação estelar do Real Madri (Cristiano Ronaldo, Bale, Tony Kroos, James Rodriguez etc.) e percebe que o Pepe é o capitão.

Te contar…

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 30)