Site elege os 10 melhores álbuns de estreia no rock

O site Watchmojo.com produziu uma lista dos 10 melhores álbuns de estreia da história do rock. Eles escolheram duas entradas por década, baseados na combinação do sucesso comercial e de crítica, o impacto na banda e as influências em outros artistas. Eles excluíram bandas de punk e heavy metal.

Você pode conferir o ranking abaixo.

10: “Boston”, BOSTON (1976)

09: “Funeral”, ARCADE FIRE (2004)

08: “Is This It”, THE STROKES (2001)

07: “Definitely Maybe”, OASIS (1994)

06: “The Stone Roses”, THE STONEN ROSES (1989)

05: “My Aim is True”, ELVIS COSTELLO (1977)

04: “Ten”, PEARL JAM (1991)

03: “Appetite For Destruction”, GUNS N’ ROSES (1987)

02: “Led Zeppelin”, LED ZEPPELIN (1969)

01: “Are You Experienced”, THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE (1967)

A força que vem do interior

POR GERSON NOGUEIRA

O campeonato estadual é, reconhecidamente, um dos piores dos últimos anos. Times que não convencem, nenhum grande jogo até agora e baixa média de gols. Aliás, o principal artilheiro é um lateral-direito, o que diz muito do nível geral da competição e da fraqueza dos ataques.

Michel, do Paragominas, é o líder da artilharia, com cinco gols marcados. Na segunda colocação, aparecem dois meias, William Fazendinha (Independente) e Alexandre (São Francisco), com quatro gols.

Na terceira posição, com três gols, surgem finalmente os atacantes de ofício, mas a hegemonia interiorana é mantida, com Joãozinho (Independente), Gabriel (Bragantino), Junior Rato (Águia) e Mariano (Tapajós).

Nada contra o destaque obtido por jogadores dos clubes do interior, mas não deixa de ser uma situação surpreendente, pois a dupla da capital contratou mais de uma dúzia de atacantes. No PSC, o elenco tem oito jogadores de ataque. O Remo tem seis.

Até agora, a duas rodadas do fim da fase classificatória, os reforços dos grandes clubes não deram as caras. Ainda não exibiram a esperada superioridade técnica (correspondente aos ganhos salariais) sobre os jogadores nativos ou regionais.

O bicolor Paulo Rangel ensaiou abrir frente, mas ficou nos dois gols marcados nas primeiras rodadas. No caso do Remo, David Batista tem rendimento ainda mais pífio: não balançou as redes até agora. Gustavo Ramos salva a lavoura, com os dois gols marcados contra o Independente.

Vai daí que o destaque obtido pelos jogadores dos times interioranos começa a chamar atenção de Remo e PSC. Durante a semana passada, surgiram especulações sobre o interesse manifestado por João Brigatti em Michel e Alexandre. Como o técnico foi demitido, não se sabe como o clube avalia a situação.

No Remo, o presidente Fábio Bentes disse ontem que acompanhou o jogo Tapajós x Bragantino, quarta à noite em Santarém, e gostou da atuação de Fidélis, atacante de lado que vem fazendo bons jogos pelo time de Bragança. Bentes elogiou também Michel, o ala goleador do Paragominas, e disse que o clube pretende contratar jogadores regionais para a Série C.

Ponderou, porém, que muitas vezes a atuação vista em clubes medianos não se confirma nos grandes da capital. O próprio Remo já passou por isso recentemente, com jogadores como Léo Rosa, Jaquinha e Bruno Limão. De toda sorte, o Parazão das decepções vem se salvando pela aparição individual de atletas esquecidos ou pouco valorizados na capital.

Além dos já citados Michel, Alexandre e Fidélis, merecem citação os atacantes Mariano e Jackie Chan (Paragominas), o meia Fazendinha (Independente), o volante Ricardo Capanema (Bragantino) e o zagueiro Allison (Castanhal). Não ficam nada a dever em comparação com alguns dos contratados pela dupla Re-Pa.

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Um auxiliar acostumado a quebrar galhos

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Depois de 25 anos de estrada, o paranaense Leandro Niehues já se acostumou a situações de interinidade. Quebrou galhos em vários clubes, incluindo o Atlético-PR, e agora chegou a vez de comandar o Papão à beira do gramado contra o Remo no próximo domingo.

Desde que o atual elenco começou a treinar, a 2 de janeiro, Leandro teve envolvimento direto com os preparativos, como auxiliar técnico permanente do PSC. No Re-Pa, ele será coadjuvado por Henrique Bittencourt, analista de desempenho.

Quando João Brigatti foi demitido, domingo, Leandro foi imediatamente chamado a comandar os trabalhos, já dentro das diretrizes que o comitê de análise e desempenho entende como prioritárias para que o time comece a ter um rendimento à altura da expectativa criada.

Ele admite que muita coisa que está repassando aos jogadores já era prática comum anteriormente. A ideia é valorizar os pontos positivos e corrigir aspectos que são vistos como deficientes.

Alinhado com os princípios estabelecidos pela nova diretoria para o futebol profissional, Leandro tem a vantagem de se relacionar muito bem com os 29 atletas. Justamente por conhecer bem as condições do elenco, pode-se dizer que com ele os melhores serão escalados para o clássico.

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Seleção de Tite inova na camisa 10

Contra o brioso Panamá, amanhã, a Seleção Brasileira promete algumas façanhas. Tite e seus meninos forjados no discurso da neurolinguística. As novidades começam com a entrega da camisa 10 a Paquetá, uma evidente afronta à longa tradição – desde Pelé – de que apenas craques indiscutíveis podem ser seus usuários. Por esse ponto de vista, Philipe Coutinho poderia ser o escolhido. Enfim, seja o que Deus quiser.

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Uma tradição que não decepciona jamais

O grande Xico Sá lembra que, em meio ao naufrágio das instituições nacionais, uma não decepciona nunca.

O Íbis, cumprindo a saga de pior time do mundo, orgulhosamente perdeu outra ontem: 0 a 1 para o Vera Cruz.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 22)

Moreira Franco soube da ordem de prisão dentro do avião

Moreira Franco foi fotografado por ouvinte dentro do voo

Um dos ouvintes da rádio BandNews FM acompanhou bem de perto a prisão do ex-ministro Moreira Franco, nesta quinta-feira (21/3). O advogado Renato Ventura estava sentado ao lado do político no voo 066215 da companhia aérea Avianca, que deixou Brasília às 9h55 e pousou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, às 11h40.

Ventura, que também é procurador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), soube da prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB) ainda dentro do avião, por meio de um grupo de WhatsApp.

O advogado foi comentar o caso com o “senhor ao lado”, quando percebeu que o homem era justamente o ex-ministro Moreira Franco. Ventura disse ter sido empurrado pelo político no corredor do avião e passou a segui-lo. Já do lado de fora do aeroporto, um veículo da marca Volvo esperava pelo ex-ministro.

O advogado tentou ligar para a Polícia Federal e para a Polícia Militar, pois acreditava que Moreira Franco estava tentando fugir. Sem sucesso nas ligações, ele resolveu retardar a saída do Volvo ao ficar parado na faixa de pedestres.

Poucos minutos depois, uma biltz policial acabou interceptando o automóvel e prendendo o ex-ministro de Minas e Energia.

Trivial variado da nova jogada midiática lavajateira

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“Temer lidera organização criminosa há 40 anos, diz MP. Perguntar não ofende: E por que só prende justo agora?”. Gerd Wenzel

“Alguém acha que a Laja Jato vai conseguir apoio prendendo Temer? Esquece. A Lava Jato acabou.” Gustavo Conde

“Lamento lembrar que boa parte dos liberais brasileiros aplaudiu os abusos lavajatistas quando estes só atingiam o PT! Em 64 foi igual: a turma apoiou violação contra Jango. E depois foi vítima das mesmas violações. Não vai parar aí. Farão o mesmo contra jornalistas, editores etc”. Rodrigo Vianna

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“Temer e Moreira Franco roubam desde a Santa Ceia, do nada a lava jato resolveu prender os dois ‘preventivamente’ e tem trouxa que ainda acredita nessa pirotecnia sem fundamento legal do lavajateiro Bretas”. Cristina Andrade

“É fundamental que sejam seguidos os ritos processuais, que o direito de defesa seja amplo e respeitadas as garantias de cada cidadão. É minha visão de advogado garantista e legalista. Mas minha alma brasileira apesar de tudo esta lavada. Perdão,não sou perfeito”. Roberto Requião

“É também uma demonstração de força da Lava-Jato, depois da derrota que sofreu no STF. É o modus operandi deles, dar o troco para deixar a sensação de que não são passíveis de controle. Cada vez que sofrem uma derrota, dão o troco alto.” Merval Pereira

“O alvo é o STF, que com um HC de duas linhas vai soltar o Temer, afinal, os fatos são de 2017. A lava jato quer causar (mais) indisposição popular para o STF”. José de Abreu

Leão confirma contratação de Yuri

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O Remo confirmou nesta quinta-feira a contratação do volante Yuri Naves, conforme informou com exclusividade o blog campeão no último sábado, logo depois do jogo Remo x Independente. O presidente Fábio Bentes confirmou a chegada do jogador para a próxima semana. “Agora já da para confirmar. Yuri terminou a participação no Mirassol (SP) na noite de ontem (quarta-feira) e já está com pré-contrato assinado. Está chegando segunda-feira (25/03) ou na terça-feira (26). Ele está acertando sua rescisão contratual, mas chega para dar sequência no Campeonato Paraense”, disse o dirigente.

Além dele, um outro jogador deve chegar no Baenão também na próxima semana, já que as inscrições para atuar no Parazão terminam no dia 2 de abril. “Fechamos com o Yuri e temos um outro atleta que deve fechar o pré-contrato hoje (quinta-feira). O jogador também terminou a participação no Estadual ontem e, assinando os pré-contratos, vamos anunciar e na segunda ou terça-feira ele deve estar por aqui. Queremos trazer atletas para chegar e jogar, não adianta pegar jogador parado, então estamos trazendo atletas que estavam atuando”, falou.

Yuri criou uma boa relação com a torcida em 2016. Certa vez, suspenso, chegou a assistir uma partida no meio da torcida, nas arquibancadas do Mangueirão. Mesmo longe de Belém, o volante usou as redes sociais para manifestar carinho pelo clube e seu desejo de retornar.

Torcedor é demitido após xingar comentarista no Twitter

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O torcedor do Flamengo Reginaldo Guilarducci foi demitido depois de xingar o comentarista da ESPN e blogueiro do UOL Esporte Mauro Cezar Pereira no Twitter. Guilarducci trabalhava na ArcelorMittal, multinacional indiana que produz aço, e tem uma fábrica no interior de Minas Gerais. Na última terça-feira, Mauro Cezar usou a rede social para comentar o confronto entre Flamengo e Madureira pelo Estadual do Rio. A série de postagens tinha um tom crítico à equipe rubro-negra. Nas respostas, Guilarducci escreveu: “Vtnc era para estar 7 x 1 vc é um bosta…”.

O comentarista, alvo frequente de ofensas e ameaças na internet, retrucou com o nome da empresa para a qual o torcedor trabalhava, uma informação que consta em seu perfil público e escreveu: “Lá na empresa eles estimulam os funcionários a xingar as pessoas pura e simplesmente por discordar em algo sobre futebol?”.

A citação chegou ao conhecimento da multinacional. No dia seguinte, o torcedor voltou à postagem e informou que havia sido demitido: “Obrigado Mauro. Acabo de desligado da empresa……. Deus é maior!!!!!!” O torcedor também chegou a pedir desculpas por ter se excedido.

Depois do anúncio da demissão, comentarista e torcedor conversaram por telefone, e Guilarducci chegou a pedir para Mauro telefonar à ArceloMittal para tentar reverter a demissão. O jornalista entrou em contato com a multinacional, disse que aceitava o pedido de desculpas do torcedor e que via sinceridade em seu arrependimento. Procurado pela reportagem nesta quinta-feira (21), Guilarducci disse que não estava com cabeça para conversar. Após diversas postagens solidárias de outros flamenguistas, afirmou que estava “sem chão” e sua família, “abalada”.

Ao UOL Esporte Mauro Cezar Pereira afirmou que sua intenção ao questionar a ofensa não era causar a demissão do torcedor, mas fazer um “gesto educativo”. “As pessoas têm que aprender que a internet não é terra de ninguém”, disse ele. Outros torcedores começaram uma espécie de campanha tentando promover a readmissão do supervisor. Procurada, a ArcelorMittar não respondeu.

Xadrez da contagem regressiva para a queda de Bolsonaro

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Por Luis Nassif, no Jornal GGN

PEÇA 1 – UM PROVINCIANO NA CORTE DO TIO SAM

A história do século 20 está coalhada de mandatários caricatos, seja no mundo real ou do cinema. Especialmente nos Estados Unidos, depois que se tornaram a economia mais poderosa do planeta, a figura do ditador (ou mandatário) terceiro mundista, deslumbrado, caricato, tornou-se um dos pratos prediletos no ramo das comédias grotescas nacionais.

Poucos personagens se igualaram ao show de ridículo de Jair Bolsonaro, El Refundador – o estadista que deu ao Brasil a refundação tão alardeada pelo Ministro Luís Roberto Barroso – nesta viagem à corte do Tio Sam.

Seus assessores principais o trataram como idiota. É o caso do Ministro da Economia Paulo Guedes dizendo em público que El Refundador “tem culhões” para segurar o aumento do gasto público. Lembra a história do desafio do “duvide-o-dó”, dos tempos de moleque. Ou, para os homens de negócios americanos, afirmando que El Refundador gosta de “Coca Cola e hambúrguer”, a única característica do modo de vida americano assimilada por ele. Esqueceu de falar da Disneyworld, CIA e FBI e da indústria de armas.

O show se tornou completo com as investidas do filho número 3, as comemorações pelo Twitter do filho número 2, e o amuo do Ministro das Relações Exteriores por ter sido preterido na visita ao Salão Oval. Nem Idi Amin, em seus tempos áureos, protagonizou tal vexame.

PEÇA 2 – O TOMA-LÁ-DÁ-LÁ

Não se ficou apenas no assassinato da imagem do país. As negociações bilaterais nada ficaram a dever às miçangas com que os conquistadores portugueses conseguiram cativar os silvícolas.

El Refundador aceitou isenção de tributos para importação de trigo e de suínos em troca de nada. Aceitou abrir mão das salvaguardas da Organização Mundial do Comércio (OMC) para nações em desenvolvimento em troca do apoio dos EUA para o ingresso do país na OCDE (a organização que reúne as maiores economias do planeta).

Não há um ganho efetivo sequer nesse ingresso. A OCDE atua no monitoramento das condições econômicas do país-membro, para torna-lo mais apetecível aos investimentos externos. É um monitoramento a mais nas políticas públicas. Tudo o que sugere pode ser feito de forma voluntária pelo país, sem se submeter a nenhum monitoramento. E só aderem países com multinacionais fortes, precisando de espaço para ampliar seu poder, não um país cujas multi foram destruídas por uma ação conjunta da Lava Jato com o Departamento de Justiça dos EUA, com base em uma legislação da OCDE.

Mesmo assim, aceitou-se abrir mão de vantagens objetivas do comércio, das quais nem economias mais potentes, como a China, abrem mão. E tudo porque El Refundador gosta de Coca Cola, hambúrguer e da Disneyworld. Entregou a base de Alcântara aos Estados Unidos, sem impor nenhuma condição de transferência de tecnologia. Tudo de mão beijada, apenas pela honra de aparecer em uma foto com Trump. O evento comprovou a total incapacidade de El Refundador de defender o interesse nacional.

PEÇA 3 – A VISITA À CIA

A visita de Sérgio Moro à CIA, com o Refundador e tropa, é a comprovação fática da influência externa na Lava Jato. Numa ponta, submete-se os sistemas de inteligência brasileira ao monitoramento da CIA, como ocorreu com a Lava Jato. Na outra, a política econômica ao monitoramento da OCDE. E, como recompensa, a divisão do butim das imensas multas aplicadas às empresas brasileiras, por esse conluio de Sergio Moro, Lava Jato e Departamento de Justiça.

As explicações de Moro para a visita não explicaram nada. A história de que foi tratar de narcotráfico não bate. O departamento de narcotráfico é o DEA, não a CIA. Nem bate a história das informações sobre organizações criminosas. A CIA trata de terrorismo, e de espionagem em outros países, não da influência das milícias nos governos nacionais.

PEÇA 4 – A QUEDA NA POPULARIDADE

Tem-se, neste Xadrez, então, três peças demonstrando a falta absoluta de uma estratégia de governo, de estatura mínima para defender interesses nacionais. Ao mesmo tempo, as últimas pesquisas de opinião mostram o desabamento da imagem de El Refundador junto à opinião pública. O público pode demorar para entender desdobramentos de decisões econômicas. Mas os feitos do número 3 no Twitter, os vídeos pornográficos, as tolices diárias, ajudaram a acelerar o desmanche da imagem do número 0.

É impossível esperar dele qualquer mudança de estratégia, sequer qualquer esboço de estratégia política. É um tosco. A perda da popularidade é a antessala da perda de mandato.

PEÇA 5 – O FIM DO MEDO

Há dois pontos centrais que ajudarão a marcar o final de Bolsonaro, o breve.

O primeiro, a constatação das cortes brasilienses de que a escandalização com o governo não se resume a eleitores desiludidos, mas às próprias Forças Armadas. À esta altura, não há como o Alto Comando não se dar conta dos riscos de se deixar o país nas mãos desses desatinados. Especialmente à medida em que vai ficando claro o envolvimento do clã com milícias digitais e milícias criminosas.

O segundo, é o fim da blindagem da Lava Jato, com a explicitação dos interesses menores na criação da fatídica fundação de direito privado.

O ponto de inflexão foi a reação do STF (Supremo Tribunal Federal) contra o jogo de chantagens das milícias digitais e os ataques de procuradores nas redes sociais, com a decisão do presidente Dias Toffoli de mandar investigar a origem dos ataques. Por aí se quebrará a parte mais ostensiva da influência dos bolsonaristas-lavajateiros, com suas ameaças digitais.

No dia em que se contar a história da Lava Jato, aliás, ficará claro os movimentos de chantagem contra quatro ministros da corte – não necessariamente da parte da Lava Jato, mas das milícias de direita que se formaram em torno dela e que ajudaram a impulsionar o impeachment.

Há indícios de que pelo menos quatro ministros se submeteram às pressões:

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Luís Roberto Barroso – com o dossiê envolvendo sogra e esposa e investimentos imobiliários em Miami. Depois do aggiornamento de Barroso, não mais se falou do tal dossiê.

Luiz Edson Fachin –farta documentação (inclusive fotográfica) do trabalho realizado pela JBS em favor da sua eleição para o cargo, passando pelo empréstimo do jatinho da empresa para as visitas a senadores em seus estados de origem, e festividades típicas da corte brasiliense. A mudança de Fachin foi radical. E o dossiê não apareceu.

Carmen Lúcia – a casa que adquiriu, sub-avaliada, de um vendedor próximo a Carlinhos Cachoeira. O episódio mereceu uma nota em uma coluna de O Globo. Depois que a Ministra se alinhou ao punitivismo, o caso sumiu dos jornais.

Luiz Fux – é o tal Ministro que está sendo agora alvo de ameaças, conforme indicado dias desses por Gilmar Mendes, e não Barroso, como supus. As investigações da Lava Jato Rio estão indo a fundo no sistema judicial e nos escritórios de advocacia. Semana sim, semana não, há uma nota em jornal com insinuações sobre a delação do ex-governador Sérgio Cabral.

Nem se julgue que sejam cúmplices de atos criminosos. Foram subjugados unicamente com a ameaça sobre suas reputações. Abriram mão de convicções tratando reputação pública – isto é, a serviço do público – como um ativo privado.

Nada disso ajudará a segurar a enchente quando o caso das milícias e de Marielle Franco for finalmente desvendado.

Governo formaliza contrato de patrocínio e direitos de imagem do Parazão

O Governo do Pará formalizou nesta quarta-feira (20), em Santarém, o contrato de transmissão dos jogos do Parazão pela Funtelpa. O ato envolveu a Federação Paraense de Futebol (FPF) e representantes dos 10 clubes que disputam o Campeonato Paraense.

O total é da ordem de R$ 2,9 milhões. Remo e Paissandu receberão, cada um, R$ 745 mil aproximadamente. Os demais clubes participantes ganham cerca de R$ 79 mil, cada.

O Governo do Pará também destina recursos à meritocracia, que é a premiação para os 4 primeiros colocados do Campeonato Paraense. O valor total é de R$ 532 mil, sendo que o primeiro colocado recebe R$ 212 mil, o segundo R$ 159 mil.

Direto do Twitter

“Como são cruéis as elites: cassaram Dilma e colocaram Temer no poder, mesmo sabendo que era um larápio. Em dois anos, acabou com a saúde, a educação, o pré-sal. E foi útil e tratado como se fosse presidente legítimo. Agora foi descartado. E as elites continuam enriquecendo!”. 

Renan Araújo, no Twitter

PF prende Michel Temer

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A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta quinta-feira (21), Michel Temer, ex-presidente da República. Os agentes ainda tentam cumprir um mandado contra Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Desde quarta-feira (20), a Polícia Federal (PF) tentava rastrear e confirmar a localização de Temer, sem ter sucesso. Por isso, a operação prevista para as primeiras horas da manhã desta quinta-feira atrasou.

Michel Temer (PMDB) foi o 37º presidente da República do Brasil. Ele assumiu o cargo em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff, e ficou até o final do mandato, encerrado em dezembro do ano passado.

Eleito vice-presidente na chapa de Dilma duas vezes consecutivas, Temer chegou a ser o coordenador político da presidente, mas os dois se distanciaram logo no começo do segundo mandato.

Formado em direito, Temer começou a carreira pública nos anos 1960, quando assumiu cargos no governo estadual de São Paulo. Ao final da ditadura, na década de 1980, foi deputado constituinte e, alguns anos depois, foi eleito deputado federal quatro vezes seguidas. Chegou a ser presidente do PMDB por 15 anos.