Leão cansou dos empates

marciofernandes

POR GERSON NOGUEIRA

Márcio Fernandes está em Belém há um mês e não conseguiu ainda festejar uma vitória como técnico do Remo. É verdade que não perdeu ainda, mas a sequência de empates gera desconforto e uma pressão extra sobre elenco e treinador, que foi contratado para dar novo rumo ao time, cujas atuações decepcionantes causaram a queda de João Neto.

Contra o Paragominas, neste domingo, o Remo luta para carimbar a primeira colocação de seu grupo, o A1. Até um empate serve, mas essa alternativa é firmemente rejeitada por todos no Evandro Almeida.

A ideia é fazer com que a vitória finalmente se concretize. Técnico e auxiliares avaliam que o triunfo já poderia ter ocorrido no Re-Pa de domingo passado, quando a equipe mostrou desenvoltura, boa troca de passes e maior compactação entre os setores.

A vitória acabou não acontecendo devido a um detalhe tão inesperado quanto raro: uma falha individual do goleiro Vinícius, ídolo da torcida e responsável por atuações impecáveis ao longo de sua atuação como titular do gol remista.

Para quebrar o incômodo jejum, Fernandes deve armar um time bem diferente daquele que vem jogando. Marcão permanece ao lado de Kevem na zaga, mas a lateral esquerda terá o retorno de Tiago Félix. A grande mudança, porém, está no meio, onde o jovem volante Pingo fará parceria com Dedeco e Diogo Sodré. No ataque, Emerson Carioca pode substituir o quase imexível Mário Sérgio.

O sistema não se altera. É o 4-4-2 clássico, com forte marcação no meio e tentativas de infiltração comandadas pelo meia-armador Douglas Packer.

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VAR não salva arbitragem ruim

Quem perdeu uma hora e meia vendo o Fla-Flu de quarta-feira, pelas semifinais do interminável Campeonato Carioca, aprendeu o quanto o VAR à brasileira pode ser um desserviço para esclarecimentos de lances polêmicos no futebol.

A questão é que a interpretação das jogadas cabe a árbitros ruins. Quando o profissional não tem qualificação para apitar jogos, como o notório Marcelo de Lima Henrique, não há tecnologia capaz de ajeitar as coisas.

Pelo contrário, acaba piorando, como nas interpretações do gol legal do Flu logo no primeiro lance da partida e na análise do penal que deu o triunfo aos rubro-negros nos acréscimos da partida.

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Direto do Twitter

“Realmente, está difícil pra cinquentões como eu, acostumados aos famosos ano sim-ano não do Flu, nessa baba que o transformaram. Nem me importo mais com a roubalheira do Fla e a lambeção de saco da imprensa, atrás de audiência da massa rubro negra. É até melhor ganhar deles assim.

O que revolta são os manés se submeterem à política de cotas que beneficia Fla e Corinthians e prejudica os outros 18. Depois reclamam. Caramba, se unam e exijam montante dividido em cotas iguais. Quem tiver mais torcida que faça diferença com venda de camisa, sócio torcedor, etc.”

De Sérgio Soeiro, um tricolor quase desesperançado

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 22h, na RBATV. Na bancada de debatedores, Giuseppe Tommaso e Rui Guimarães. Em pauta, a rodada final da etapa classificatória do Campeonato Paraense.

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Observações sobre reforços e o “plano milionário”

De um benemérito azulino e atento observador das contratações que o clube faz para a Série C:

“Edno é bom atacante, profissional exemplar e teve passagem correta pelo clube, mas está há mais de um mês parado e o peso da idade (35 anos) é preocupante para uma competição como a Terceira Divisão. Havia a promessa do executivo de futebol de que faria um time bom, bonito e barato. O limite de idade seria 30 anos”.

Por outro lado, um grande colaborador azulino fez contato com a coluna para elogiar a postura do presidente Fábio Bentes, que rechaçou delirante “plano milionário” anunciado pelo mesmo dirigente que destruiu o estádio Baenão há cinco anos.

A diretoria estranhou a natureza do negócio proposto, no qual o misterioso parceiro se recusa a aparecer e uma terceira figura é que assinaria os papéis, sem nenhuma garantia bancária para a sustentação do acordo.

A oferta era de arrendamento do Remo por 20 anos pelo valor total de R$ 10 milhões (R$ 500 mil por ano), sendo que o orçamento anual do clube gira hoje em torno de R$ 18 milhões. Segundo o interlocutor da coluna, um negócio com toda pinta de arapuca sem volta.

Aliás, o último plano mirabolante com parceiro milionário foi apregoado por Manoel Ribeiro antes da eleição passada. Até hoje os tais milhões de reais não apareceram.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 31)

11 comentários em “Leão cansou dos empates

  1. O lance mais bizarro foi a presepada do Everaldo que virou pênalti. O perturbado Marcelo estava em cima do lance, viu que o circense avante tricolor deu uma queda de asa e projetou seu corpo contra Léo Duarte, sendo a encenação ignorada pelo catatônico soprador de apito, Mas, estranhamente o VAR chamou e transformou aquilo em penalidade máxima. Quanto ao empurrão do Mateus Ferraz no Rodrigo Caio, talvez nesse tipo interpretação resida o único acerto daquela desastrosa arbitragem, já que vários lances semelhantes foram punidos com marcação de falta.
    Claro que à medida que o bom time rubro-negro for engrenando, como parece estar a caminho, aumentará o chororô da oposição, mas isto também nem o VAR salvará.

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  2. A proteção aos mulambos sempre haverá. A coisa melhorou para os adversários quando eles deixaram de montar times com jogadores vindo da base e, como novos ricos, passaram a gastar os milhões pagos a eles pela TV com jogadores cuja fama é inversamente proporcional com a qualidade requerida para ganhar títulos, qualquer que seja. Que continuem assim.

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  3. “Gol legal do Flu no primeiro lance da partida” ?

    Claro que não! O empurrão com o braço do zagueiro tricolor sobre Rodrigo Caio foi falta clara, sendo o gol anulado acertadamente.

    E mesmo que se admitisse a ausência de intenção do jogador tricolor o salto do mesmo com o braço aberto estabanado derrubando o jogador rubro-negro seria falta de qualquer modo por conduta imprudente.

    Concordo com o Jorge Paz Amorim a queda circense do Everaldo foi a grande falha da arbitragem que assinalou indevidamente pênalti a favor do Fluminense.

    Tal erro da arbitragem não foi mencionado no texto acima!

    Nessa partida ficou claro q se houve um prejudicado pelo VAR foi o Flamengo com esse pênalti escandaloso assinalado em favor do Fluminense.

    E mesmo que se possa falar que o pênalti em favor do Flamengo tenha sido mal assinalado no final do jogo, de qualquer forma o inexistente penal em favor do Tricolor equilibrou as coisas.

    E o que sobrou de tudo foi o bonito gol do Flamengo de fora da área que garantiria a vitória rubro-negra no clássico por um a zero se considerarmos, com muito esforço, que não houve pênalti no final do jogo em favor da equipe rubro-negra.

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  4. Interpretação sua, Peixoto. O zagueiro do Fluminense sobe para a disputa e usa os braços como o do Flamengo usou também. A questão que levou o Marcelo a não dar o gol foi a dúvida sobre impedimento. Note que o árbitro estava a dois passos da jogada e deu andamento, acabando por pedir o VAR para esclarecer se o atacante estava impedido (não estava) ou não. Quanto aos penais, até concordo que ambos não deveriam ter sido marcos. Revi a jogada no penal pró-Flu e admito que o jogador força, embora tenha sido derrubado de fato. O do Fla foi acintosamente fake. Respeito sua opinião, mas as discordâncias só acentuam o que foi o motivo do meu comentário: a arbitragem horrorosa, corroborada pela análise equivocada dos juízes do VAR.

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  5. O zagueiro do Flamengo está na frente, logo, não poderia usar os braços contra o jogador tricolor e o lance foi mesmo anulado pela falta. Quanto ao pênalti pró Flamengo, vejo que há unanimidade entre os comentaristas que trabalharam na partida, tanto de SPORTV quanto ESPN, não sei os da FOX. Claro que isto não é verdade absoluta, no entanto, um ombro a ombro é normal, mas ali houve uma acintosa perda do tempo da bola e o ombro do zagueiro corintiano emprestado ao Flu foi direto na costa do Lucas Silva. Pênalti no superlativo, como dizia o rococó Geraldo Bretas.

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  6. Como disse o Jorge Paz Amorim, “o zagueiro do Flamengo está na frente, logo, não poderia usar os braços contra o jogador tricolor e o lance foi mesmo anulado pela falta” Ou seja, o árbitro até pode ter sido provocado pela questão do impedimento, mas ao ver a imagem na tela detectou a falta clara cometida pelo atleta tricolor anulando acertadamente o gol. Assim a vitória do Flamengo foi merecida e este até foi prejudicado pela arbitragem com o inexistente penal marcado em favor do Fluminense.
    Decididamente não há que se falar em benefício da arbitragem em favor do Flamengo nesse específico clássico.

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  7. Aliás, meu caro Peixoto, aquele lance que o Vinicius Furlan marcou, e em seguida desmarcou, pênalti em Dudu no São Paulo x Palmeiras sábado último, é bastante parecido com aquele arranjo feito quase lá do meio de campo pelo Vagner Magalhães, que marcou pênalti do Thuler no Marroni e evitou a derrota vascaína nos acréscimos. Mesmo assim continuam achando que o Fla é o grande beneficiado das arbitragens no RJ.

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  8. Amigo, o questionamento que faço é da muleta que muitos buscam ter no VAR. O cérebro eletrônico, como escreveu Mautner, é preciso, mas não pensa. O fator humano determina o que o monitoramento avalia e o fato é que a ruindade (e tibieza) de árbitros como Marcelo L. Henrique avacalham com qualquer projeto de análise eletrônica.

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  9. Penal questionável tanto para o Fla quanto para o Flu, amigo Amorim. O fato de a discussão ter se estendido ao pós-jogo significa que os lances foram discutíveis, não conclusivos. E a infração marcada no gol do Flu me pareceu o típico artifício do guarda de trânsito que aborda o motorista exigindo documentos, não descobre nenhuma irregularidade e – para não perder a viagem – dá um jeito de achar um farol qualquer fora das configurações regulamentares. Como Lima Henrique se omitiu de dar o gol, alegando dúvida quanto à linha de impedimento, o colegiado (juízes do VAR e o próprio soprador de apito) se escudaram no suposto (por ser inconclusivo quanto à força empregada no contato) empurrão para respaldar a decisão que lhes convinha: a anulação do gol. Arrisco dizer que se o lance fosse no ataque do Fla nem teria sido submetido ao VAR – já vimos isso trocentas vezes. Reafirmo meu ponto de vista: o VAR, quando submetido a juízes despreparados, torna-se inapelavelmente inútil.

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  10. Caro Gerson, concordo que o problema do VAR está na interpretação equivocada dos lances pela arbitragem. Não discordo que as penalidades tenham sido mal assinaladas principalmente a que resultou no gol do Fluminense e aí residiu, a meu ver, o tumulto causado pela arbitragem.

    Quanto ao lance do gol irregular do Flu cabe destacar que o fato do árbitro ter sido provocado pra analisar o impedimento, não ter constatado o mesmo, mas ter concluido, ao ver as imagens, a falta clara em cima do Rodrigo Caio não lhe eximiria de anular o gol.

    No caso em questão, o arbitro “não achou” uma brecha de menos importância para anular o gol, já que houve falta clara em cima do jogador rubro-negro.

    Acrescente-se que o fato de não se constatar se a “força empregada” seria suficiente para derrubar Rodrigo Caio não é justificativa para se desconsiderar a falta. A imagem mostra o braço do jogador tricolor deslocando Rodrigo Caio.

    Em suma, para ser falta o jogador atingido nem precisa cair ao solo.

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  11. Aceito suas argumentações, Peixoto, mas reafirmo que o lance apontado como faltoso é muitas vezes o esbarrão simples e inevitável de dois corpos no ar, sendo que o braço muitas vezes é usado como proteção. Não precisa derrubar pra ser falta, obviamente, como naquele lance do Miranda na Copa, mas é legítimo questionar a força empregada.

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