Tribuna do torcedor

Por Mariana Sousa (mariana.mariana.sousa76@gmail.com)

“Entra ano e sai ano e não aparece um jornalista ou cronista para afirmar que a nossa torcida é  fantástica e fenomenal. Vocês  ficam tudo em cima do muro. Ficam falando que o Pará é dividido e todo mundo sabe que a torcida do Remo é bem maior que a do Payssandu. Vamos ver se neste  ano aparece algum jornalista ou radialista corajoso e concorde com essa realidade que a cada ano aumenta mais, calando vocês todos. Pois sempre há uma diferença enorme entre nós”.  

Lei seca nos estádios acaba em março

A partir de março, a venda de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros pode ser liberada se o Senado e a Câmara votarem nesse prazo a Lei Geral da Copa, segundo reportagem de Martín Fernandez, publicada na Folha SP desta terça-feira. De acordo com o relator da lei, deputado Vicente Cândido (PT-SP), a ideia é liberar o álcool em todos os estádios do Brasil antes, durante e depois da Copa. A intenção inicial era permitir a venda só nos jogos do Mundial de 2014.

Você é contra ou a favor de bebida alcoólica nos estádios brasileiros?

No Vasco, batalha é para receber salários

Os jogadores do Vasco se organizaram para discutir nesta terça-feira com a diretoria sobre o pagamento dos salários do mês de dezembro, do 13º e de parte dos direitos de imagem. “Hoje, o Juninho [Pernambucano] e o [Fernando] Prass não estão treinando conosco, mas estamos indo para São Januário para ter um encontro com a diretoria. Lá irão nos passar o que está acontecendo para o pagamento da dívida. A última conversa que tivemos sobre o assunto foi na semana passada”, revelou o meia Diego Souza após o treinamento desta manhã no Cefan. Na última quinta-feira, o meio-campista Felipe afirmou que estava incomodado com os salários atrasados e reclamou o cumprimento de promessa feita pelos dirigentes. (Com informações de O Globo, ESPN e Lance!)

Águia, líder da regularidade

Por Gerson Nogueira

O ritmo frenético do Campeonato Paraense, com tabela que prevê jogos de três em três dias, não permite aos times trabalho de recuperação física e treinos técnicos mais aprofundados. O problema deve ser aflitivo para os técnicos dos oito clubes, quase todos ainda sem um planejamento tático definido e jogando na base da valentona.
A exceção, por ora, é o líder Águia, cuja forma de jogar é a mesma nas últimas quatro temporadas. Não há mistério. A equipe marca forte no seu campo de defesa, com seis ou oito homens, e sai rápido para o ataque, liderada por um armador habilidoso (Flamel) e dois atacantes experientes, Branco e Valdanes. Quando a situação exige, há a opção do veloz Sató para explorar contra-ataques.
Como não troca de comando há bastante tempo, o time marabaense incorporou as preferências de seu técnico. João Galvão, além disso, é também o responsável direto pelas contratações. Óbvio que nem sempre acerta, mas costuma errar menos que os outros na escolha de jogadores. Leva sobre seus colegas de ofício a vantagem de ser ao mesmo tempo treinador, gerente e diretor de futebol.
A partir de um sistema bem definido, o Águia tem até a sua preparação facilitada. Para disputar o Parazão, Galvão só dispôs de 18 dias, mas os jogadores recém-chegados assimilaram com facilidade as funções e posicionamentos. Os resultados apareceram logo.
Perdeu na estréia para o Remo, no Baenão, fazendo um grande segundo tempo. Dois dias depois, derrotou a Tuna em confronto duríssimo no estádio do Souza. Apesar do cansaço, liquidou a fatura a 5 minutos do final, quando empreendeu um verdadeiro sufoco sobre os cruzmaltinos. Mostrou como armas poderosas os laterais Júlio Ferrari e Rayro, os melhores do campeonato.
Na sequência, bateu São Raimundo e Paissandu, em Marabá. Duas atuações corretas, resultados incontestáveis. Por fim, enfrentou o Cametá e arrancou um empate no Parque do Bacurau. O Águia é regular. Não dá show, mas é um time dificílimo de ser vencido.  
Não há mistério, nem fórmula mágica. Sem as pressões que rondam Remo e Paissandu, o clube pode segurar um técnico por várias temporadas seguidas, o que facilita tremendamente as coisas. A liderança do turno é merecida e não será mero acaso se terminar em 1º lugar. Com os dois últimos jogos em casa, tem tudo para garantir essa condição.
 
 
Da série “o futebol é uma verdadeira mãe”: o argentino Max Lopez foi apresentado como novo atacante do Milan. Contrato generoso por um ano de empréstimo. É o mesmo que passou uma temporada no Grêmio, andou pela Espanha e estava ultimamente no italiano Catânia. Sem exagero, pode-se dizer que é um André Lima louro ou um Wellington Paulista menos pipoqueiro. Deve ter excelente empresário.
 
 
Andrezinho, meia-armador que despontou no Remo nos idos de 2004, é o novo reforço do Paissandu para o Parazão. Aos 25 anos, tem muita lenha pra queimar e pode ser bastante útil ao novo Papão. Com a vantagem de já ter percorrido um extenso roteiro profissional, com passagens por clubes estrangeiros. Tem bom toque de bola, muita habilidade e deve se encaixar facilmente neste quadrado de meio-campo usado por Nad. 
 
 
Direto do blog
 
“Sem dúvida alguma, os grandes vencedores do dia foram o público presente na Rod Laver Arena e os milhões de telespectadores mundo afora, que tiveram o privilégio de assistir a uma partida de altíssimo nível técnico, golpes de rara precisão, belos rallys e, sobretudo, uma gigantesca (ênfase no gigantesca) dedicação e garra de ambos os tenistas. Novak Djokovic e Rafael Nadal reescreveram ao vivo e em cores, para o mundo inteiro ver, o significado da expressão: ‘Agora é botar o coração em quadra’.”
 
De Israel Pegado, sobre a sensacional decisão do Aberto da Austrália, ganho pelo sérvio Djokovic.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 01) 

A épica final de tênis

Por Saul Rassy Carneiro (saulfisio@superig.com.br)

Pense bem e responda, você algumas vez já pode contemplar uma atividade humana realizada em sua máxima exuberância, beleza, esmero e dignidade? Caso você já tenha presenciado tal fato, por quanto tempo você foi testemunha desse momento? Pergunto isso porque foi exatamente o que aconteceu no último dia 29 de janeiro quando ocorreu a final do Austrálian Open de Tênis entre o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal (respectivamente número 1 e 2 do mundo).

Esses Super Homens jogaram um tênis da mais alta qualidade, não disputavam dinheiro ou fama, isso eles já têm até demais, almejavam algo mais nobre, perpétuo e inestimável, eles jogavam pela glória do esporte, algo cada vez mais raro no nosso querido futebol mas que ainda sobrevive em outras modalidades.

Rafa e Djoko jogaram por exatas 5 horas e 53 minutos, demonstraram o tempo todo profissionalismo, vigor físico, técnica apurada e acima de tudo a emoção que emanava de suas raquetadas. Houve um vencedor (mesmo que digam que em uma partida como essa não existem perdedores) e este foi o sérvio com parciais de 5/7;6/4;6/2;6/7 e 7/5 dessa forma aumentou a freguesia que tem em relação a Nadal (eles disputaram exatas 7 finais   de 2011 até agora e o espanhol perdeu todas).

Para aqueles que não são familiarizados com o tênis gostaria de dizer que é um esporte que se baseia principalmente na precisão dos golpes, técnica e estratégia de jogo e principalmente concentração e foco para manter as três primeiras. Percebe como é difícil manter isso por quase 6 horas e sempre em alto nível???

Nadal é conhecido como El Touro, pois não tem uma técnica apurada, porém sua concentração e determinação são sobrenaturais, a derrota para ele não é uma opção pois a única condição aceita é sobrepujar o adversário, nenhum tenista conseguiu ser melhor do que Rafa nesse quesito e é por isso que ele é o que é no mundo do tênis, um cara que intimida pelo olhar e pela maneira como corre e devolve todas as bolas (até mesmo as impossíveis).

Novak era um bom tenista até o ano passado, nada além disso, não conseguia fazer frente a Nadal e Roger Federer (considerado o melhor tenista de todos os tempos, ainda que seja bastante discutido isso) e eventualmente perdia para jogadores de nível técnico inferior porém, conseguiu o que para muitos é extremamente difícil, melhorar todos os seus pontos fracos a ponto de se aproximar da excelência em quase todos principalmente onde Nadal é mais forte: a concentração e a disciplina tática. Dai seu grande feito, superar aquilo que definia o Espanhol e virou a sua principal referência: a garra, determinação e força de vontade em ganhar as partidas

No domingo, os amantes do esporte que puderam assistir a essa partida, podem ter a certeza de que presenciaram um daqueles momentos que se tornarão  referência para a humanidade em diversos aspectos,  certamente daqui há 100 anos irão comentar sobre como dois esportistas conseguiram levar às lágrimas milhares de pessoas de diferentes nacionalidades, envolvidas em um jogo de tênis que serviu como reflexão para outros aspectos da vida.

Foco de campeão

O sérvio Novak Djokovic bateu o espanhol Rafael Nadal na final do Aberto da Austrália, domingo, na partida mais longa  da história de uma decisão de torneio de Grand Slam, por 3 a 2 (5/7;6/4;6/2;6/7 e 7/5): 5 horas e 53 minutos de trocas de golpes de todo tipo, em exuberante demonstração de excelência técnica dos dois duelistas. Um jogaço como há tempos não tinha chance de ver no tênis de primeira linha. Costumava sentir saudades de confrontos fantásticos envolvendo os craques Ivan Lendl, Pete Sampras e John McEnroe, mas Djokovic e Nadal superaram todas as minhas expectativas. O tipo da decisão que acaba sem ter, na verdade, um único vencedor. Djokovic ganhou, mas desconfio que nós, telespectadores, fomos os verdadeiros ganhadores.