Archive for dezembro, 2010

A frase certeira

“Não considero como um ataque de Grondona. Eu mesmo dei a camisa 10 a Messi [quando foi treinador da seleção]. Pela primeira vez nós concordamos em algo. Acho que dessa vez Grondona tomou o remédio certo. Messi é um bom garoto e tem talento. Se continuar assim, certamente será o melhor camisa 10 da Argentina”.

De Diego Maradona, em resposta à declaração de Julio Grondona (AFA) elegendo Messi como melhor camisa 10 argentino.

31 de dezembro de 2010 at 14:24 5 comentários

Um pequeno balanço

Para não perder o hábito ortodoxo de tentar de organizar o que é naturalmente caótico, dedico aqui algumas linhas a um inventário breve da temporada que hoje finda. Em primeiro lugar, ao contrário do nosso malfadado futebol, com seus dirigentes aloprados e vocação para o erro, não posso reclamar de 2010. Foi um ano profissionalmente instigante em vários aspectos. O principal motivo de satisfação para este escriba baionense foi a consolidação do jornal que dirijo como o mais lido e influente da região Norte. Com método e inventividade, o DIÁRIO se estabilizou no âmbito do planejamento para a temporada, empenhando-se sempre em chegar aos corações e mentes do leitorado. Esforço recompensado: os números da pesquisa Ibope de dezembro de 2010 confirmam, pelo quinto ano consecutivo, a liderança absoluta e insofismável de mercado e a plena aprovação da opinião público ao nosso projeto editorial. 

Para quem já havia empreendido uma luta quase insana para conceber um formato essencialmente popular de TV no Pará, cujo principal artefato foi o pioneiro “Barra Pesada” (programa idealizado no final de 1990 e lançado em fevereiro de 1992) na TV RBA, a obsessão em praticar um jornalismo de qualidade dirigido ao grande público se corporifica no DIÁRIO atual. Um matutino de desenho gráfico arrojado, linha editorial clara e objetivo prioritário de noticiar o Pará e a Amazônia como nenhum outro jornal paraense jamais ousou. A receita é certeira: competência de uma equipe que mescla experiência e juventude aliada à maturidade de seu jovem presidente, Jader Barbalho Filho, inovador nas ações administrativas e tão vigilante à apuração dos fatos quanto qualquer operário da Redação. A impecável (e diferenciada) cobertura das eleições estaduais, com caderno exclusivo, atestam o compromisso do jornal com a seriedade.  

Impossível não elencar entre as grandes vitórias do ano a cobertura da Copa do Mundo pelo DIÁRIO e da Rádio Clube. Ao lado dos companheiros Geo Araújo, Giuseppe Tomaso e Valmir Rodrigues, integrei orgulhosamente a única equipe nortista presente à África do Sul. Os resultados de campo frustraram a todos, mas nosso trabalho foi aprovado publicamente pelos leitores e ouvintes. Cumprimos as metas que estavam ao nosso alcance. Dunga, Felipe Melo, Robinho & cia., infelizmente, não. Muito além dos infortúnios do escrete, tivemos a alegria abençoada de desbravar um país desconhecido. Impossível ficar indiferente aos encantos da terra de Mandela. Rica nos bens naturais e na incoerência, generosamente bela nas diferenças. Conheci cidades majestosas, convivi com gente de fino trato. Não há preço para isso.  

Por fim, cabe um ligeiro capítulo sobre as conquistas de natureza pessoal. Além do privilégio de acompanhar o crescimento de meus dois filhotes, Pedro e João, posso afiançar que a alegria de rever Paul McCartney ao vivo no Brasil só perdeu, em emoção, para a tocante reunião de irmãos Nogueira em torno da formatura de minha querida sobrinha Joyce. O bom da vida está, afinal, nesses encontros. Graças a Deus.

 

Feliz e próspero 2011 a todos os parceiros deste libertário espaço de convivência.

31 de dezembro de 2010 at 13:36 9 comentários

Imagens do mico do ano

Nas fotos de Mário Quadros, o retrato explícito de um dos piores dias vividos pela fiel torcida alviceleste. O que estava programado para ser uma festiva e carnavalesca manhã de outubro transformou-se em pesadelo a céu aberto. Na Curuzu lotada, o modestíssimo Salgueiro desfila brio e coragem para reverter o favoritismo do mandante e subir à Série B. Ao Paissandu, desorganizado, frouxo e apático, restou juntar os cacos e buscar os bodes expiatórios – até hoje incertos, apesar das desconfianças da torcida.

31 de dezembro de 2010 at 12:21 13 comentários

Capa do Bola, edição de sexta-feira, 31

31 de dezembro de 2010 at 1:19 15 comentários

Atorres e a presepada do ano

31 de dezembro de 2010 at 0:43 6 comentários

Rock na madrugada – Elvis Costello, Peace Love and Understanding

Um músico de respeito, um grande roqueiro. Aparição sensacional de Costello & The Imposters na solenidade de introdução ao Rock’n’Roll Hall of Fame.  

31 de dezembro de 2010 at 0:28 Deixe um comentário

Coluna: Outra temporada perdida

O futebol paraense não tem, rigorosamente, o que comemorar do ano que termina aqui. A temporada foi marcada pelo insucesso, ao contrário de 2009, quando pelo menos o S. Raimundo conquistou o título do Brasileiro da Série D. Desta vez, nem isso. Fiascos de diferentes quilates recobriram a participação de Paissandu, Águia, São Raimundo, Remo e Cametá nas competições nacionais.
Sem considerar o fato de que já estamos no limbo futebolístico, nossos representantes primaram pela inadequação de elencos, despreparo de gestão e fragilidade técnicas nas horas decisivas. Paissandu e Águia chegaram muito perto da ascensão à Série B, mas tombaram na semifinal do torneio.
No caso alviceleste, a frustração foi muito maior. Em plena Curuzu, sob um sol de verão, o time jogava por um empate sem gols contra o Salgueiro, mas acabou derrotado de virada. Pior que isso: subjugado por adversário modesto, sem tradição ou jogadores de renome.
O maior rival não ficou longe disso, embora disputasse divisão inferior. Depois de campanha caótica, naufragou diante de adversário igualmente inexpressivo, depois de alimentar as ilusões do torcedor ainda agastado pela temporada sem divisão em 2009. 
Exemplos de clamoroso insucesso que devem servir de alerta para os clubes paraenses, cuja distância em relação aos vizinhos maranhenses e amazonenses diminui perigosamente a cada janeiro. 
 
 
Apesar da aparência de filme velho, a realidade é dura e cruel na Curuzu. O Paissandu está à deriva, entregue à própria sorte. Se a ausência de autoridade já se manifestara de maneira grave nos dois últimos anos, comprometendo a vida administrativa do clube, agora chegou ao limite máximo. Não há quem possa decidir sobre rigorosamente nada, seja assinatura de cheques ou programação de treinos.
Atestado desse vazio de poder é a esdrúxula folga concedida ao técnico Sérgio Cosme para passar o Ano Novo no Rio de Janeiro, com retorno previsto – não confirmado – para o dia 2 de janeiro. Em função da falta de informações oficiais, pipocam especulações quanto à data exata da volta do treinador. Há quem garanta, inclusive, que ele pode estar se desligando do clube.
Mais preocupante é o fato de Cosme ter feito somente dois mini-coletivos antes de partir, deixando atrás de si a indefinição quanto ao time que estréia no dia 5 de janeiro no torneio internacional de Paramaribo. O Paissandu, pela inação de seus dirigentes, insiste em trilhar caminhos tortuosos. O torcedor, velho herói da resistência, merece mais respeito.  
 
Aos amigos e companheiros de viagem, um feliz e produtivo ano novo, com saúde e garra. Este escriba baionense dá uma ligeira trégua ao leitor, retornando com a coluna no próximo dia 10.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 31/12)

31 de dezembro de 2010 at 0:23 3 comentários

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