A impressionante arrancada

POR GERSON NOGUEIRA

Perema marcou o único gol do jogo, no primeiro tempo

Sete jogos de invencibilidade, 28 pontos e o segundo lugar na classificação. Uma arrancada rara de acontecer num campeonato tão equilibrado quanto esta Série C. O PSC chega à reta final da classificação em viés de alta, a um passo da segunda etapa. Há seis rodadas, ninguém poderia prever a situação confortável de hoje. O time não dava sinais de que pudesse reagir e a fase de Mateus Costa no comando aumentou a desesperança.

João Brigatti chegou e operou um quase milagre, recuperando o time e a confiança de todos. Apesar da impressionante recuperação, o PSC fez na sexta-feira um jogo abaixo de suas possibilidades. Marcou o gol logo aos 21 minutos, mas depois caiu de rendimento e não retomou a pegada inicial.

O início da partida foi extremamente auspicioso para o Papão. Chegou logo a 1 minuto com um chute forte de Vítor Feijão. O Botafogo saía de vez em quando, puxado sempre pelo experiente Marcos Aurélio. Sem seus meias de ofício, Luiz Felipe e Juninho, Brigatti apostou num quarteto ofensivo.

Mateus Anderson, Nicolas, Feijão e Marlon cumpriram à risca a missão estabelecida. Com muita movimentação, forçavam erros da zaga paraibana. Nicolas quase abriu o placar aos 12’ aproveitando um deslize da zaga. Mas, aos 17’, Everton Heleno também chegou com perigo.

O gol nasceu de falhas do goleiro Felipe. Primeiro, ele socou a bola para a frente da área. Mateus Anderson pegou o rebote, limpou a jogada e chutou forte. Felipe deu rebote e Perema tocou rasteiro para fazer 1 a 0.

A vantagem parece ter acomodado o time paraense, que diminuiu o ritmo e passou a viver de contra-ataques. Enquanto isso, cedia espaço em seu campo e começou a falhar na última linha. Por conta disso, Diego Rosa e Marcos Aurélio tiveram boas oportunidades para empatar.

Marlon e Feijão caíram assustadoramente de produção. O Botafogo, mesmo limitado, passou a avançar sobre a zaga do PSC e construiu algumas situações difíceis, a partir dos 30 minutos.

Brigatti fez mudanças, lançou Diego Matos e colocou Alex Maranhão para cadenciar mais o jogo. Indiferente a isso, o Botafogo pressionou muito e quase empatou com David Batista e Marcos Aurélio. Pode-se dizer que o empate só não ocorreu pelas imperfeições do ataque paraibano do que por méritos da defensiva paraense.

De toda sorte, o resultado foi excelente e premiou a arrancada. A vitória garantiu ao PSC uma pontuação que lhe permite classificar com um empate ou vitória do Remo em Manaus (jogo de sábado à noite).

A fase vivida pelo PSC credencia a equipe quanto à caminhada na competição. Caso consiga manter o rendimento atual, chegará mais fortalecido à disputa do acesso.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda a atração, a partir das 22h, na RBATV, com participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, as possibilidades de Remo e PSC na Série C. Direção de Toninho Costa.

Copa Verde: oportunidade para os clubes do Pará

A Copa Verde, cuja realização era incerta, apesar das promessas da CBF, foi finalmente confirmada e com novidade importante: começa no dia 20 de janeiro de 2021, quando o acesso já estará definido. Isso atenua o desgaste de Remo e PSC, caso cheguem à fase de grupos da Série C. O torneio terá 24 clubes, incluindo o Independente, além da dupla Re-Pa.

Um aspecto que pode determinar boas participações dos clubes paraenses é que a CV encontrará remistas e bicolores em nível de competição, com times testados na Série C, ao contrário de outras edições do torneio.

O Remo entra por ter sido campeão em 2019. O PSC participará pelo critério de vagas do Ranking Nacional de Clubes. O Independente entra por ter obtido uma vaga destinada às seis federações melhores ranqueadas no RNF que tenham até duas vagas asseguradas.

Há ainda a questão protocolar da confirmação de interesse de participar da Copa. Ofício nesse sentido tem que ser enviado até 30 de novembro. PSC e Remo não se manifestaram, mas é certo que participarão.

Cabe considerar que a Copa Verde 2020 será certamente a mais difícil de todas, com pelo menos oito candidatos ao título. De Goiás, três fortes concorrentes: Atlético, Goiás e Vila Nova. De Mato Grosso, Cuiabá e Luverdense. Gama e Brasiliense representam o Distrito Federal. Dos vizinhos, o Manaus é o adversário mais temível.

A despedida de um boa-praça apaixonado por Belém

Meu amigo Paulo Cal nos deixou na sexta-feira. Justo ele que tanto curtia o dia nacional da diversão boêmia. Jovial, mesmo aos 77 anos, era um dos mais legítimos cidadãos de Belém.

Ninguém conhecia tão bem os meandros e sutilezas da capital. Andava por suas ruas com a autoridade de um prefeito sem pasta ou cargo. Parecia conhecer todo mundo – e devia conhecer mesmo.

Convivemos de perto no começo dos anos 2000, quando ele assinou uma coluna inspiradíssima nas páginas do DIÁRIO. Com texto impecável, desfilou conhecimento e erudição (em palavras simples) sobre a cidade.

Arquiteto, professor de Arquitetura e Jornalismo, dominava os cálculos e projeções, mas entendia mesmo era de gente. Viveu dias difíceis de clausura imposta pela pandemia e por ela acabou traiçoeiramente levado.

Trabalhamos na campanha eleitoral de Augusto Rezende, junto com Anselmo Gama e Tito Barata. Nosso candidato não venceu, mas ganhamos todos com a presença espirituosa de Paulo Cal.

Leva com ele o precioso acervo de conhecimento humano sobre Belém e seus moradores. Cumpriu sua missão. Sentiremos saudades.

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 29)

A frase do dia

“Lembrando: Flávio Bolsonaro comprou, em 4 anos, 38 imóveis na zona sul do Rio, pagando à vista, com o salário de deputado estadual e com a ajuda dos milicianos que trabalhavam para ele na Alerj. Lula foi condenado por uma merda de apto de e um sítio que NÃO são dele. E o ladrão é o Lula”.

Marcia Denser, escritora e jornalista

O dia em que Maradona foi jogar na lama com o Nápoli para salvar a vida de um menino

Por Kiko Nogueira, no DCM

Quando perguntarem por que Maradona era tão amado, basta lembrar de um janeiro de 1985. O caso ocorreu em Acerra, perto de Nápoles.

Maradona se cobriu de lama, debaixo de um temporal, numa partida beneficente contra um time modesto, o Acerrano, para salvar a vida de um menino que precisava de uma operação urgente.

Corrado Ferlaino, presidente do Napoli, acabara de pagar a transferência milionária do Barcelona e não queria danos ao produto que adquiriu.

Pietro Puzone, meio-campista do Napoli, estava preocupado com um conterrâneo de Acerra cujo filho estava gravemente doente e propôs ao clube que o ajudasse com um evento beneficente.

A direção se recusou, com o argumento de que a seguradora se recusaria a pagar o dinheiro investido em Maradona. O argentino, porém, disse a Puzone: “Foda-se o Lloyds de Londres”.

No dia 25 de janeiro, após ter derrotado a Lazio na véspera, a equipe titular se apresentou no pequeno estádio Nuevo Comunale. Em um dos gols do Maradona, a torcida adversária invadiu o lodaçal para abraçá-lo.

O Napoli venceu por 4 a 0, mas o dinheiro arrecadado não foi suficiente para a operação. Maradona completou do bolso.

Jogou como nunca, brilhou como sempre, como se estivesse na favela da Villa Fiorito — de onde nunca saiu, na verdade, para alegria de todos e felicidade geral das nações.

PT cresce e é opção para derrotar bolsonarismo neste domingo, 29

PT chega na reta final das eleições municipais de 2020 com candidaturas competitivas em 15 das 57 cidades cujos eleitores irão às urnas neste domingo, 29 de novembro. É a melhor performance de um partido político na disputa municipal em 2020.  E o PT ainda compõe a chapa em duas capitais importantes: Belém e Porto Alegre, com as candidaturas de Edilson Moura, vice na chapa de Edmilson Rodrigues (PSOL) e Miguel Rossetto, com Manuela D’Ávila (PCdoB). Em São Paulo, o PT fechou o apoio no segundo turno com Guilherme Boulos (PSOL).

“Chegamos na véspera das eleições mostrando que o PT é a melhor opção de voto para o povo”, destaca a presidenta nacional da legenda, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR). “As pessoas sabem quem faz a defesa de verdade dos direitos do povo e está na linha de frente para encarar a onda neofascista e o arrocho fiscal imposto pelo Planalto”. Ela está confiante que o partido e os progressistas vão surpreender analistas e a velha mídia golpista, que decretou tantas vezes a morte das esquerdas no país. 

Nas pesquisas eleitorais, é possível constatar que o PT cresceu, enquanto Jair Bolsonaro se escondeu. O líder da extrema-direita optou por fugir do embate nas capitais durante a semana, gravando vídeos para candidatos de outras cidades. A estratégia adotada tem uma explicação: os aliados que disputam as capitais não ousam aparecer ao lado do presidente, campeão do desemprego e, por isso mesmo, mal avaliado nos grandes centros urbanos, até por conta dos 170 mil mortos e 6,2 milhões de brasileiros doentes do Covid-19. A política criminosa do governo Bolsonaro, sua falta de planejamento e o esforço de minimizar a pandemia e ignorar as medidas de isolamento social fizeram a popularidade de Bolsonaro despencar.

Além disso, o PT surge no segundo turno brigando em condições de vencer em muitas das cidades que concorre. Candidatos petistas nas capitais, como Marília Arraes (PT), que luta pelo comando da Prefeitura do Recife, enfrenta uma máquina de mentiras montada pelo adversário, João Campos (PSB), que tem o apoio das elites dominantes de Pernambuco. Ainda assim, Marília arrancou e está na frente, de acordo com o último Datafolha: 43%. O candidato do PSB usou a máquina e partiu para a ofensa, espalhando mentiras e pregando o antipetismo.

Esperança

Por Heraldo Campos (*)

Outro dia, meu amigo Heitor de Assis Junior que escreve (e muito bem) para o democrático blog do Cacá Medeiros Filho comentou num e-mail que me enviou que “o verdinho é uma ninfa de gafanhoto e não um grilo”, se referindo à foto que usei para ilustrar a pequena crônica “Grileiros de condomínio” que pode ser vista nessa direção no blog:

http://cacamedeirosfilho.blogspot.com/2020/11/grileiros-de-condominio.html?view=magazine

Num rebote a esse e-mail recebido perguntei se “a ninfa de gafanhoto é uma grila ou é outro bicho?”, tentando entender onde havia pisado na bola e cometido o erro na ilustração do texto publicado.  Em seguida, voltei na Internet para checar isso e a foto utilizada constava como um grilo mesmo, na sua identificação.

Mas não satisfeito, fui aos bons e velhos “Houaiss” e “Aurélio”, “pesados” companheiros no formato de livro e em papel, e encontrei para o grilo no “Houaiss” que é uma designação “comum dos insetos ortópteros da fam. dos grilídeos, que ger. possuem coloração escura e se caracterizam por serem cantores bem conhecidos” e no “Aurélio” que é um inseto “ortóptero, da subordem Grylloidea, de coloração geralmente parda ou escura, com antena muito mais longa que o corpo.”

Sobre o gafanhoto o “Aurélio” diz que esse inseto é “da ordem dos ortópteros, subordem Acridoidea, o qual se distingue das esperanças e dos grilos por ter antenas mais curtas do que o corpo e pernas anteriores semelhantes às do par médio”.

Como nunca tinha ouvido falar dessas “esperanças”, depois dessa busca nos dois dicionários, comentei com a patroa o assunto e perguntei se ela conhecia as tais “das esperanças”.

Ela me disse que sim, que era um bicho bem verde, bonito e aí emendei todo sabidão e entendido do assunto: “nesse caso, então, é um gafanhoto!”.

Nesse momento, para não dar outra pisada na bola, voltei ao “Aurélio” e encontrei para esperança o seguinte: “inseto ortóptero, da subordem Tettigonidea, de antena setácea, geralmente mais longa que o corpo”.

Ainda segundo a lembrança da patroa, ela me disse que “não vê há muito tempo a esperança, que anda desaparecida, assim como as abelhas e as boas notícias”.

Depois disso tudo e antes de começar a escrever essa pequena crônica, para completar, o amigo Heitor enviou outro e-mail esclarecendo que “O grilo é marrom quase preto e tem hábitos noturnos, vive semi-enterrado, comem vegetais, os vegetais em decomposição e até fungos, daí comerem o papel que também é celulose como a maior parte dos tecidos vegetais.”

Ou seja, se entendi direito, são três bichos diferentes, talvez primos, e espero ter acertado dessa vez, na foto que ilustra essa pequena crônica, com a esperança correta.

E por falar em esperança, na última segunda-feira 23/11/2020, assisti o Guilherme Boulos no programa Roda Vivo da TV Cultura. Ele falou várias vezes em esperança, no que poderia ser a sua administração na prefeitura de São Paulo em 2021, junto com a ex-prefeita Luiza Erundina, caso vençam a eleição municipal. 

Assim, como tenho esperança que de fato isso aconteça cito aqui um pequeno trecho de “Uma esperança” de Clarice Lispector: “Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes verifica-se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto.”

*Heraldo Campos é Graduado em geologia (1976) pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Mestre em Geologia Geral e de Aplicação (1987) e Doutor em Ciências (1993) pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo – USP. Pós-doutor (2000) pelo Departamento de Ingeniería del Terreno y Cartográfica, Universidad Politécnica de Cataluña – UPC e pós-doutorado (2010) pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo – USP. Postado há 2 days ago por Cacá Medeiros

A ordem é vencer ou vencer

POR GERSON NOGUEIRA

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O plano é um só: vencer. Contra o Botafogo-PB, que segue ameaçado de rebaixamento (tem 19 pontos), é quase certo que haverá um confronto entre ataque e defesa. O PSC terá que se munir de um bom repertório de jogadas para não se perder nas tentativas de cruzamento e esbarrar no bloqueio dos paraibanos.

Será uma oportunidade e tanto para João Brigatti completar a sequência de quatro vitórias (as anteriores foram sobre Jacuipense, Imperatriz e Ferroviário), sem sofrimento. O desempenho diante do tricolor cearense no domingo encheu os olhos e passa a ser o balizador das atuações futuras.

O objetivo inicial da contratação do treinador foi plenamente alcançado. O PSC, que andava trôpego na competição, ganhou confiança. Jogadores que não rendiam já se destacam novamente, casos de Nicolas, Collaço e PH.

Na linha de frente, uma surpresa e tanto, daquelas raras de acontecer por aqui. Marlon, contratado junto ao Oeste-SP, vem se tornando a grande figura dessa campanha de superação que o Papão realizada.

Marcou três gols em duas partidas disputadas. Os lances decisivos contra o Ferroviário deixaram excelente impressão. Mostrou qualidades que se adequam perfeitamente ao esquema utilizado por Brigatti.

Encaixado no lado esquerdo, mas aparecendo no meio da área – como no lance do primeiro gol –, Marlon traz vida nova ao PSC. Oferece ao técnico a opção do jogo acelerado pelos lados e também como opção para contra-ataques. Dribla, corre muito, flutua e finaliza bem. Melhor reforço não poderia haver após a saída de Vinícius Leite.

A situação pode melhorar ainda mais com a chegada do centroavante Jefinho, ex-Operário, recém-contratado e que vem para ser reserva de Nicolas. Ocorre que nos últimos jogos Nicolas passou a atuar numa zona mais intermediária, organizando e lançando seus companheiros.

Jefinho pode, então, entrar no decorrer da partida para ampliar o poder de fogo da equipe contra a previsivelmente fechada defensiva do Botafogo. Seria o centroavante que o PSC tanto busca desde a saída de Cassiano.

Todo o esforço para chegar à condição atual terá que ser coroado com um triunfo hoje. Com mais três pontos, o Papão somaria 28, ficando a um ponto da classificação ou até se classificando, caso o Manaus não vença o Remo amanhã à noite.

Por outro lado, um tropeço devolve a sensação de insegurança, pois a equipe passa a ter a necessidade de vencer o Re-Pa na rodada final.

Leão tem opções, mas precisa dar respostas

O Remo tem alguns enroscos urgentes para resolver e algumas respostas a dar em campo. Desde que passaram a ser escalados, ao mesmo tempo, como no jogo diante do Botafogo-PB, Eduardo Ramos, Carlos Alberto e Felipe Gedoz mostraram que a equipe perde muito em força, intensidade e velocidade quando atuam juntos no meio-campo.

Felipe Gedoz e Thiago

A rigor, a escalação do trio não trouxe qualquer benefício claro para o desempenho do time. Ramos se movimentava muito próximo a Gedoz e o único que avançava era Carlos Alberto, mas igualmente sem ter com quem jogar, pois Eron era o único atacante.

O mais preocupante foi o recuo excessivo de Gedoz, que em certos momentos apareceu junto à área participando da marcação. Obviamente, cumpria orientação, mas não havia necessidade disso, pois o Remo se fechava com quatro defensores e mais dois volantes, Lucas e Charles.

Depois do empate conquistado em João Pessoa, o Remo precisa de mais um ponto para classificar. É improvável que Paulo Bonamigo altere o esquema à la Mazola Jr. Vai, de novo, povoar o meio-campo. Caso decida repetir o sistema, deveria pelo menos incluir dois jovens na equipe, a fim de garantir fôlego e velocidade, virtudes ausentes da partida passada.

A possibilidade de ter Tcharlles e Augusto, atacante recém-chegado, abre a perspectiva de um time mais balanceado, não depende exclusivamente da barreira montada no meio-campo. É bom lembrar que o Manaus, ao contrário do Botafogo, tem vocação ofensiva e costuma atuar com rapidez pelos lados pressionando muito quando joga em seus domínios.

Mesmo que o Remo estrategicamente se contente com o empate, que assegura a classificação, é temerário se expor a tantos riscos. As certezas anteriores, a partir de um time que gostava de atacar e era propositivo, deram lugar a dúvidas imensas quanto às convicções do técnico.

Alegria do Povo também ganhou uma Copa sozinho

Um jornalista distraído perguntou ontem a Jairzinho: “Você viu algum outro jogador carregar um time nas costas como o Maradona na Copa de 86?”. Jairzinho, na lata: “Sim, Manoel dos Santos, o Garrincha, que vocês não valorizam até hoje”. O jeito contundente de dizer verdades é uma característica do Furacão da Copa e, neste caso específico, ninguém há de lhe negar plena razão.

Muitos não lembram, mas Mané Garrincha, a Alegria do Povo, comandou a campanha do bicampeonato mundial em 1962, substituindo a estrela maior da Seleção Brasileira. Pelé, lesionado logo no primeiro jogo, não participou da Copa realizada no Chile.

O infernal ponta botafoguense marcou gols, driblou como nunca e manteve até o fim sua visão singular do futebol. Para ele, jogar bola era mera brincadeira de criança. Levava na flauta e, talvez por isso mesmo, fosse tão genialmente grande.

Águia Guerreira fortalece laços com a Beneficente

A empolgante campanha da Tuna na Segundinha do Parazão 2021 está permitindo ao clube reatar laços importantes com a comunidade lusitana de Belém. A camisa oficial, com a logomarca da Beneficente Portuguesa, foi entregue aos diretores do hospital anteontem.

À frente, o presidente Alírio Gonçalves e a vice-presidente Regina Oliveira, a diretoria do hospital posou com a tradicional camisa alviverde, congratulando-se com o clube no esforço para voltar à elite paraense. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 27)