Goleada histórica completa 14 anos

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Quase passou despercebido o aniversário de 14 anos da fatídica goleada sofrida pelo PSC frente ao Paulista de Jundiaí (SP), por 9 a 0, a maior goleada da história da Série B. A partida ocorreu no estádio Jayme Cintra, na cidade de Jundiaí (SP), pela penúltima rodada da competição. Anos depois, o ex-jogador Zé Augusto e o técnico do Paissandu naquele jogo Sinomar Naves explicaram bastidores da partida.

O ex-jogador afirmou que os jogadores de fora do estado queriam entregar a partida no clássico contra o Remo, na rodada seguinte, mas não tiveram coragem. Já Sinomar disse que não sabia da intenção de parte de jogadores e afirmou quase ter saído na porrada com um deles.

A revolta do elenco com a diretoria do PSC era em função de atraso no pagamento de salários e premiações.

FICHA TÉCNICA – Paulista 9 x 0 Paissandu

Data: 18 de novembro de 2006

Local: Estádio Jayme Cintra – Jundiaí-SP

Árbitro: Rogério Pereira da Costa (MG).

Cartão Vermelho – Junior (PSC)

Gols – Dema (5’/1T), Jaílson, (29’/1T), Fábio Vidal (36’/1T), Marcus Vinícius (45’/1T), Jaílson (46’1T); Victor Santana (1’/2T), Jaílson (3’/2T), Jaílson (16’/2T),  Jaílson (31’/2T)

Paulista: Victor (Róbson); Marco Aurélio, Dema, Rever e Fábio Vidal (Eduardo); Glaydson, Marcus Vinícius, Marcelo Oliveira e Felipe Sodinha; Victor Santana (Leandro Alves) e Jaílson. Técnico: Vágner Mancini

Paissandu: Márcio; Oziel, João Paulo (Esquerdinha), Junior e João Vitor; Marabá, San, Élson (Rodrigo), Rogerinho e Têti (Zé Augusto); Aldrovani. Técnico: Sinomar Naves

A importância de vencer fora

Eduardo Ramos e Lailson

POR GERSON NOGUEIRA

Com a classificação engatilhada, embora nervosamente adiada pelo tropeço frente ao Santa Cruz, o Remo se prepara para um compromisso que tem todos os ingredientes de uma decisão. Na segunda-feira, em João Pessoa, enfrentará um Botafogo-PB reanimado pela vitória sobre o Vila Nova. De forte candidato ao rebaixamento, o Belo passa a acreditar na classificação, embora não dependa exclusivamente de suas próprias forças.

Diante do previsível entusiasmo do Botafogo, o Remo terá que realizar a melhor atuação fora de casa neste campeonato. Dependendo de dois pontos para se garantir na próxima fase, o time vai lutar por uma vitória. Seria a segunda como visitante – a primeira foi contra o Jacuipense, na já distante primeira rodada, sob o comando de Mazola Junior.

O Remo pode se classificar sem vencer lá fora. Basta empatar com Botafogo e Manaus. A questão é que vencer repõe o nível de confiança para encarar a decisiva segunda fase em alta. A vitória também assegura a permanência no segundo lugar do grupo, pois o Vila terá o Imperatriz como adversário e certamente vai vencer.

Além disso, há o aspecto psicológico de se fazer respeitar dentro da competição não apenas como um time doméstico, que cumpre bem o dever de casa e se atrapalha quando se aventura fora de casa. Essa condição é incômoda principalmente para o técnico Paulo Bonamigo, que não conseguiu nenhum triunfo como visitante.

Pelo contrário, o Remo atuou mal na derrota frente ao Ferroviário e no empate com o Vila Nova. A partida com o Botafogo oferece nova chance de provar que o time sabe se portar bem longe de Belém.

A maior dificuldade encontrada é no aspecto ofensivo. O Remo não consegue estabelecer pressão e cria poucas oportunidades. Parece sempre acuado e hesitante. Não chega a ficar recuado, espanando bolas, como nos tempos de Mazola, mas não tem intensidade e nem empreende jogadas capazes de envolver a marcação adversária.

Com Hélio Borges, Eduardo Ramos (Tcharlles) e Wallace, o Remo não conseguiu fazer gols fora de casa na era Bonamigo. A escalação de Salatiel, atacante de referência na área, pode mudar a estratégia ofensiva, passando a apostar nos cruzamentos e jogadas mais centralizadas.

Apesar da fartura de nomes – Eron, Salatiel, Tcharlles, João Diogo, Wallace, Hélio, Ronald e Gustavo Ermel –, a instabilidade do ataque segue como motivo de grade preocupação no Evandro Almeida.

Tanto que um novo reforço já está em perspectiva: Augusto, atacante que defendeu o América-RN na Série D e tem mais de 30 gols nas últimas cinco temporadas.

O sucesso de Galhardo ou as voltas que o mundo dá

Depois de surgir no Bangu, em 2009, passar pelo Botafogo e chegar ao Remo na temporada 2013, sem maior brilho – cinco jogos, nenhum gol – e um esquisito e curtíssimo período no Cametá, Thiago Galhardo perambulou por vários clubes medianos até renascer em 2018.

Vindo de uma rápida aventura no Japão, fez ótima temporada no Vasco e foi contratado pelo Ceará. Marcou 12 gols e virou ídolo da torcida. A partir daí, despertou o interesse do Internacional, onde finalmente se encontrou. Virou artilheiro (15 gols no Brasileiro) e chegou à Seleção.

Aos 31 anos, atravessa o melhor ano de sua carreira e chegou ao escrete canarinho numa idade improvável para uma convocação. Superando desconfianças, Galhardo tem atuado em nível destacado, muito em função das orientações e do esquema do técnico Eduardo Coudet no Colorado.

Quando a maioria dos jogadores já começa a planejar a aposentadoria, o atacante natural de Minas conseguiu se encontrar, graças a muito esforço e a uma formidável e feliz série de coincidências positivas. O grande desafio é se manter bem depois que o Inter trocou Coudet por Abelão.

Pode-se afirmar, sem receio, que Galhardo personifica hoje um “case” excepcionalmente bem sucedido (e inédito) de recuperação de carreira no futebol brasileiro.

Papão ainda não fechou estágio de contratações

A saída de Erik Bessa, anunciada ontem, é a senha para que o PSC saia em busca de mais um jogador de ataque, além da anunciada pretensão por um lateral-direito, depois que Netinho deixou o clube há duas semanas. O prazo para substituições de peças no elenco está se esgotando – vai até 2 de dezembro – e a fúria consumista continua alta. A diretoria de futebol do PSC deixa no ar que outros jogadores podem ser adquiridos para reforçar o time na reta final da Série C.

Há um curioso cenário no futebol paraense atual. A busca por contratações no estilo conta-gotas. O time precisa de alguém para determinada posição e sai à procura. Não parece a forma mais inteligente de montar um time visando uma competição de longo curso.

É fato que a temporada pode ser desde já considerada a mais atípica de todos os tempos, em virtude da interrupção de quatro meses imposta pela quarentena de prevenção à covid-19. Mesmo assim, os clubes deveriam ter sido mais cuidadosos na aquisição de reforços.

Como Bessa, que chegou em julho e nunca conseguiu a titularidade, o PSC tem no elenco Mateus Anderson, Vítor Feijão e Elielton. Todos praticamente com as mesmas características, inclusive físicas. São jogadores de beirada e velocistas. Tendo ainda em comum o fato surpreendente de nenhum ter sido titular com João Brigatti.

Direto da grande rede

“Sou super a favor dos jogos da seleção em pay-per-view. Se me pagarem, eu assisto”.

Antonio Tabet

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 19)

Ceni reclamou de acréscimos com medo de tomar mais gols

No fim do duelo entre São Paulo e Flamengo, na noite de hoje (18), pela Copa do Brasil, uma cena inusitada: o técnico Rogério Ceni fez uma reclamação à arbitragem. O comandante rubro-negro não gostou dos seis minutos que foram indicados de acréscimos, quando o placar já apontava 3 a 0 para o Tricolor paulista.

A equipe da Gávea foi dominada pelo Tricolor e não conseguiu reverter a desvantagem estabelecida no primeiro jogo, quando o São Paulo ganhou por 2 a 1, no Maracanã. Rogério, que ainda não conseguiu vencer como técnico do Flamengo, temia sofrer mais gols e completar a sequência ruim que derrubou Domènec Torrent, que sofreu três goleadas.

“Meu time sem chance de ganhar, desgastado e você dando esse tempo todo de desconto agora”, disse Rogério, angustiado, em áudio captado pela TV. Uma diferença monumental para o estado de ânimo dos rubro-negros ao longo de 2019, quando o time era considerado invencível no Brasil.

Rogério esqueceu que a regra que permite o acréscimo ao tempo de jogo visa compensar, em benefício da qualidade do jogo e do direito do torcedor, os minutos perdidos em substituições e outras paralisações. O tempo não é acrescido para beneficiar uma equipe que está perdendo ou vencendo.

Não há remédio preventivo contra covid-19, dizem especialistas

Contrariando estudos científicos, o Ministério da Saúde tweetou nesta quarta defendendo o “tratamento precoce” da Covid-19. Especialistas afirmam que não existe tratamento precoce da doença, uma vez que não há nenhum medicamento com eficácia comprovada contra a infecção provocada pelo novo coronavírus.

Profissionais da saúde apontam ainda que remédios que tiveram resultado positivo contra a Covid-19 agem em outros estágios da doença. Mais cedo, o Ministério da Saúde havia divulgado informações consideradas corretas sobre a prevenção, mas deletou a publicação.