Casa Civil da Presidência questiona eleição da UFPA

Reitoria da UFPA — Foto: Thiago Pelaes / UFPA

Como já ocorreu em outras universidades federais, o Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício à Universidade Federal do Pará (UFPA) solicitando readequação do processo de consulta à comunidade universitária para escolha do novo reitor da instituição. Segundo o MEC, a Casa Civil da Presidência da República encontrou inconformidade no processo de consulta informal à comunidade realizada pela UFPA, por ter sido adotado o mesmo peso aos votos de professores, estudantes e técnicos. O assunto foi debatido em reunião virtual do Conselho Universitário (Consun) da UFPA nesta terça (29).

Ainda de acordo com o ofício, a universidade poderia realizar a consulta informal à comunidade acadêmica antes da lista tríplice, mas o pleito deve possuir votações com pesos diferentes, sendo 70% para o corpo docente.

No entanto, segundo a assessoria da UFPA, o processo de consulta à comunidade não é obrigatório e está desatrelado da votação da lista tríplice pelo Consun, que é a instância que tem o poder de escolha dos candidatos que podem ser nomeados reitor.

A consulta acadêmica informal para escolha do novo reitor da UFPA foi realizada em junho, dentro da mais completa normalidade e decidido por ampla maioria. O atual gestor, Emmanuel Tourinho, foi o vencedor com 92,7% dos votos. A partir do resultado das eleições, o Conselho Universitário votou e enviou ao MEC a lista tríplice de candidatos.

Por inconsistente, o motivo alegado pela Casa Civil do governo despertou imediata desconfiança da comunidade acadêmica, que já se mobiliza em favor do respeito à lista tríplice encabeçada por Emmanuel Tourinho. Bolsonaro dá sinais de que vai insistir em contrariar as regras de atender a vontade da maioria. (Com informações do G1)

O adeus de Quino, mestre do traço e pai da Mafalda

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O cartunista e artista gráfico argentino Joaquín Salvador Lavado, conhecido como Quino e criador da Mafalda, uma das personagens mais famosas do mundo dos quadrinhos, morreu nesta quarta-feira (30/09) em Mendoza, sua cidade natal, aos 88 anos. “Quino morreu. Todas as pessoas boas do país e do mundo chorarão por ele”, escreveu seu editor Daniel Divinsky, ao anunciar a morte nas redes sociais.

Citada pela agência espanhola Efe, a família de Quino disse que ele morreu por “razões próprias da idade e consequências de sua saúde nos últimos tempos”. Segundo o jornal argentino Clarín, o cartunista sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) na semana passada.

Ao longo dos últimos anos, o autor, que se mudou de Buenos Aires para Mendoza no final de 2017, após ficar viúvo, passou por diversos problemas de saúde e se locomovia em uma cadeira de rodas, embora não tenha deixado de comparecer a homenagens a seu trabalho.

Em 17 de julho, o artista celebrou seus 88 anos junto de sua família em Mendoza, numa data em que o Ministério da Cultura do país o definiu como “criador de uma parte da cultura argentina”.

Um dos maiores ícones do país sul-americano, ele recebeu prêmios importantes ao longo da carreira, como a Ordem Oficial da Legião de Honra, na França, e o prêmio Príncipe das Astúrias, na Espanha, concedido em 2014.

Filho de imigrantes espanhóis, Quino nasceu em 1932 em Mendoza, no oeste da Argentina, e se mudou aos 18 anos para Buenos Aires para estudar desenho. Seu primeiro quadrinho foi publicado com a mesma idade, já na capital argentina. Mas foi somente aos 30 anos que, do traço de seu lápis, nasceu Mafalda.

A menina inconformada com a injustiça social, cuja imagem e mensagens atemporais e irônicas a favor de um mundo melhor se espalharam por todo o mundo, se tornou a obra mais famosa de Quino, embora ele tenha criado outra infinidade de personagens.

O argentino imaginou a pequena enquanto trabalhava num projeto comercial para promover uma marca de eletrodomésticos, para o qual lhe pediram que desenhasse uma família típica da classe média.

O quadrinho publicitário não chegou a ser publicado, mas Quino recuperou a personagem quando o convidaram para publicar na revista Primera Plana, à época um veículo que procurava fazer uma reflexão crítica da atualidade argentina e internacional.

Foi em 29 de setembro de 1964 que Mafalda surgiu: uma garota que detestava sopa, adorava os Beatles e proferia monólogos preocupados e existencialistas em frente a um globo terrestre. Em 1965, as obras passaram a ser publicadas no jornal El Mundo.

As tiras estampavam comentários sobre ordem mundial, luta de classes, capitalismo e comunismo, mas também, de forma mais sutil, sobre a situação política e social argentina.

Quino deixou de publicar histórias inéditas da Mafalda em 1973, mas a personagem se manteve viva no imaginário argentino e mundial, tendo sido traduzida para 30 idiomas e chegado ao cinema e à televisão.

Nesta quarta-feira, o jornal El País recordou a resposta de Quino quando lhe perguntaram quem seria Mafalda na atualidade. Na previsão do criador, essa “menina sábia” estaria morta, porque seria um dos desaparecidos da ditadura militar argentina (1976-1983). Em 2016, em entrevista à agência Efe por ocasião da Feira do Livro de Buenos Aires, Quino afirmou que o mundo atual seria para Mafalda “um desastre e uma vergonha”.

“Olhando as coisas que fiz todos estes anos, percebo que digo sempre as mesmas coisas, e que elas continuam atuais. É terrível… não?”, disse ele, citando os seus temas de sempre: “A morte, a velhice, os médicos e outras coisas”, como as injustiças sociais e a pobreza.

Muito tímido e reservado, Quino reconheceu na mesma entrevista que gostaria de ser lembrado como “alguém que fez as pessoas pensarem sobre as coisas que acontecem”. (Transcrito da DW)

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Em foto recente, a santíssima trindade do traço argentino: Quino ao lado de Caloi e Negro Fontanarrosa, em Buenos Aires.

Musa fitness torcedora da Juve faz campanha nas redes pela permanência de CR7

Com uma proposta ousada, a musa fitness Grasi Mattos, fanática pelo Juventus e fã do jogador Cristiano Ronaldo, anunciou que vai posar nua se o jogador português decidir recusar a proposta do Barcelona. Segundo a modelo, o time precisa do CR7. “Sou fã do Cristiano Ronaldo e torço muito pelo Juventus, sei da sua importância para a força do time. Por isso posaria nua só para ele não sair do Juventus”, promete a morena.

Rumores de que Cristiano Ronaldo poderia sair do Juventus começou depois que o seu próprio empresário ofereceu o astro ao Barcelona. Segundo o jornalista Guillem Balagué, da BBC Rádio 5 Live Sport, Jorge Mendes, agente do jogador, estava procurando novos ares para o craque. Cristiano Ronaldo esteve em poucos clubes durante a sua carreira, entre eles o Sporting, Manchester United e Real Madrid. (Fotos: CO Assessoria)

O blog, sempre ao lado das grandes causas, apoia a mobilização da bela Grasi.

João Gordo: “No Brasil, pobre pensa que é classe média, classe média acha que é elite e a elite jura que é gringa”

João Gordo, músico e vocalista da banda Ratos de Porão

O músico João Gordo disse em entrevista ao jornal O Globo que “’no Brasil, pobre pensa que é classe média, classe média acha que é elite e a elite jura que é gringa”, ao fazer uma série de denúncias sobre a situação política no Brasil.

Ele anunciou o lançamento da música de metal ‘Hecatombe genocida’, que tem versos críticos contra a ofensiva da direita. “Necropolítica / Narcisista / Eugenia / Assassina / Perpetuando a Morte / E a pobreza eterna/ Jesus Nazifacista / Protege a Milícia”, canta o vocalista do Ratos de Porão.

“Eu tenho medo desse fascismo, que começa com censura, ameaça investigar candidato porque falou mal do presidente, a jogadora de vôlei não pode dar opinião… isso é censura. Mas, enquanto a gente pode tem que falar. Nós influenciamos um monte de gente. Quem fica de boca miúda diante desses absurdos é porque concorda com eles. No Brasil, pobre pensa que é classe média, classe média acha que é elite e a elite jura que é gringa”, afirmou Gordo.

Mas será que o rock tem força para fazer frente à onda conservadora que neste momento envolve o mundo todo? Ainda mais com os próprios fãs se colocando contra seus ídolos, como nas vaias que Roger Waters recebeu de parte do público durante sua turnê brasileira em 2018? Prika não tem a menor dúvida que sim.

O adeus de Silva, o “Batuta”

Ídolo do Flamengo, Silva 'Batuta' morre no Rio aos 80 anos -

Morreu na terça-feira, 29, o ex-atacante Walter Machado da Silva (conhecido como “Batuta”), no Rio de Janeiro, aos 80 anos. Ele estava internado do Hospital Pró-Cardíaco em Botafogo. A causa da morte ainda não foi confirmada. Paulista de Ribeirão Preto, o centroavante começou no futebol paulista na década de 1950. Passou por Batatais e Botafogo-SP até chegar ao Corinthians em 1961. No Timão ele se tornou um dos maiores atacantes da época, marcando 95 gols.

O Corinthians prestou homenagem a Silva no Twiiter e se solidarizou com os familiares e amigos do ex-jogador. Outro ídolo do Flamengo, Zico, que vive atualmente no Japão, publicou um vídeo em que relembra sua convivência com Batuta, desde que começou a jogar no clube carioca. 

Após o êxito em quatro temporadas no Timão, o atacante foi contratado pelo Flamengo, onde viraria ídolo. Ele teve duas passagens pelo Rubro-Negro carioca: a primeira entre 1965 e 1966. Depois retornou ao clube no período entre 1968 e 1969. Ao todo, Silva marcou 70 gols em 132 partidas, e se sagrou campeão do estadual de 1965.

Para ficar mais próximo de seu clube de coração, permaneceu na Cidade Maravilhosa até a noite de anteontem, quando não resistiu após semanas internado no Hospital Pró-Cardíaco. Silva foi diagnosticado há alguns dias com Covid-19, mas os médicos não confirmam a relação da morte do grande artilheiro com a doença causada pelo novo coronavírus.

Quando defendia o Flamengo, foi convocado para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Foram seis jogos e dois gols com a camiseta verde e amarela. Na derrota para Portugal por 3 a 1, que eliminou o Brasil em 1966, ele atuou ao lado de Pelé e Jairzinho.

Silva ainda jogou com outras camisas brasileiras: Foram quase 150 jogos pelo Corinthians, teve seu início de carreira no Tricolor paulista, venceu o Paulistão de 1967 pelo Santos e conquistou o Cariocão de 1970 pelo Vasco. Ele também defendeu Racing (Argentina), Barcelona (Espanha), Botafogo, Rio Negro (Amazonas), Júnior Barranquilla (Colômbia) e Tiquire Flores (Venezuela). Encerrou a carreira profissional aos 35 anos, em 1975.

Banpará adere ao Pix e realizará transações bancárias com menos custos e mais ágeis

Mais agilidade, comodidade, menor gasto de tempo para efetuar transações financeiras, e, sobretudo, segurança. Essas são as principais vantagens da adesão do Banco do Estado do Pará (Banpará) ao sistema eletrônico Pix, criado pelo Banco Central, para facilitar pagamentos e transferências bancárias.

Segundo a diretora Financeira do Banpará, Ruth Mello, a implantação do Pix na instituição está em fase de validações de transações e será dividida em três etapas. A partir da próxima segunda-feira (5), o sistema estará disponível para o primeiro grupo restrito que terá acesso aos serviços. A segunda fase iniciará a partir do dia 3 de novembro e possibilitará o acesso a outros grupos autorizados. Na terceira etapa, a partir do dia 16 de novembro, o Pix estará presente em todas as instituições financeiras.

“Seguimos em fase de preparação desta plataforma, que será muito importante para o mercado financeiro. O custo para o cliente reduzirá em até 80% do valor que ele paga hoje e o sistema Pix ficará disponível 24h por dia, todos os dias da semana, inclusive nos feriados”, explica Mello. A velocidade de transferência prevista para uma transação é de, no máximo, 10 segundos.

Em um primeiro momento, as movimentações serão limitadas, exclusivas para pagamentos de tributos e transferências. O Banpará aguarda orientações do Banco Central sobre o limite dos valores, que ainda não foram definidos. Além dos benefícios para os clientes, as instituições financeiras também serão contempladas.

“O Banpará terá a vantagem de não armazenar grandes numerários, não só para saques, como para depósitos de pagamentos de tributos, o que pode ser considerada uma medida de segurança também, porque, com isso, diminui os riscos de assaltos e sequestros” – Ruth Mello, diretora Financeira do Banpará.

Além da segurança oferecida pela plataforma de transações do Sistema Financeiro Nacional, o Banpará atua com o Sistema Multifatorial, que garante um processo de transações ainda mais confiável, porque faz a verificação randômica dos dados cadastrais do cliente. “Será uma grande revolução no Sistema Financeiro Nacional, com benefícios para os clientes e para as instituições financeiras, principalmente relacionados à disponibilidade, agilidade e segurança”, garante a diretora.

CADASTRO

Não será necessário se dirigir ao Banpará para realizar o cadastro. A partir do momento em que o cliente tem instalado no seu celular o app mobile do banco ou tem acesso à internet do Banpará para pessoas jurídicas, ele poderá efetuar o cadastro e realizar transações.

“Com o aplicativo instalado, é necessário realizar um cadastro e manter sempre atualizado. Os clientes terão chaves de acesso randômicas, que pedem informações diferentes a cada acesso para utilizar o serviço. Dados como CPF, e-mail e telefone são fundamentais nesse processo”, explica a diretora.

As chaves são um recurso do Pix que serve para facilitar a identificação dos usuários. Ao invés de informar nome, CPF, agência e número da conta todas as vezes que o cliente fizer uma transferência, com o Pix, basta informar a chave, que pode ser um e-mail, o CPF ou um número de celular.

SISTEMA PIX

Em agosto de 2019, o Banco Central atualizou os requisitos fundamentais para o ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro, com a divulgação do comunicado n° 34.085, o qual será formado pelo arranjo aberto instituído pelo BC (Pix), pelas instituições financeiras e instituições de pagamento, pela plataforma única que fará a liquidação das transações realizadas entre diferentes instituições participantes (SPI) e pelo diretório de identificadores de contas transacionais que armazenará as informações das chaves ou apelidos que servem para identificar as contas dos usuários recebedores (DICT).

Tempos sombrios: protesto de Carol gera denúncia ao STJD

Carol Solberg - Divulgação/FIVB

Por Demétrio Vecchioli

A denúncia apresentada contra Carol Solberg pela subprocuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do vôlei pede que a jogadora seja condenada pela penalidade máxima em cada um dos dois artigos nos quais ela foi denunciada. Assim, a atleta pode levar uma multa de R$ 100 mil e seis torneios de suspensão.

A denúncia cita dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): o 191 — deixar de cumprir o regulamento da competição — e o 258 — assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras do código. Pelo primeiro, a punição varia de R$ 100 a R$ 100 mil. Pelo segundo, suspensão de “uma a seis partidas, provas ou equivalentes”.

Uma multa de R$ 100 mil seria equivalente ao que Carol recebeu de premiação na soma de todas as últimas 12 etapas do Circuito Brasileiro, realizadas durante quase dois anos. Nesse período, incluindo o terceiro lugar em Saquarema (RJ), quando ocorreu o “Fora, Bolsonaro”, ela conquistou um primeiro lugar, dois segundos, dois terceiros, um quarto, três quintos e um nono.

Assim, de novembro de 2018 para cá, ganhou, em premiação bruta, R$ 104 mil. Os jogadores, porém, dividem seus prêmios com a comissão técnica. Carol não tem patrocínio individual do Banco do Brasil. Sua relação com o banco estatal é intermediada pela CBV: a confederação recebe o patrocínio e, no Circuito Brasileiro, exige que os competidores usem top com os patrocinadores da entidade.

Na denúncia apresentada ontem (29) à secretaria do STJD do vôlei, o subprocurador Wagner Dantas pede que Carol seja “condenada aos termos da penalidade máxima prevista no inciso III do artigo 191 e caput do artigo 258, ambos do CBJD, com a aplicação dos efeitos do artigo 184 do mesmo diploma legal”. Esse último artigo, o 184, fala da acumulação de penas.

De acordo com Wagner, o pedido por uma penalidade máxima, porém, é de praxe nesse tipo de denúncia. “A dosimetria da penalidade fica a encargo dos auditores da comissão disciplinar. Os auditores aplicam as atenuantes e as agravantes indicadas no CBJD”, comentou ele ao blog.

Na denúncia, o subprocurador aponta que a fala de Carol coloca em risco o patrocínio do Banco do Brasil ao vôlei — ele não cita expressamente, mas teme-se que o governo Jair Bolsonaro (sem partido) retalie a modalidade cortando o patrocínio, que vem desde o governo José Sarney e tem contrato vencendo em abril do ano que vem.

“Tais manifestações somente acirram a divisão existente na sociedade e lançam em perigo o patrocínio ao desporto que garante a sua continuidade, gera renda e empregos, beneficiando atletas, profissionais, mídia, público e patrocinadores. E se ao sujeito político o qual foi o destinatário das críticas da ora denunciada já foi midiaticamente imputada a divisão da sociedade, esta não poderia de forma transversa percorrer o mesmo caminho e contribuir para o aumento desta divisão existente”, alega Dantas.

Ele destaca na denúncia (com negrito e sublinhado) que “o interesse e direito individual da denunciada em externar a sua manifestação de forma inapropriada não pode se sobrepor ao interesse e direito coletivo que se beneficia de uma competição financeiramente e desportivamente saudável” e que o regulamento que Carol teria descumprido “primordialmente buscou criar uma proteção do abuso de direito no exercício de direitos individuais”.

No termo de participação do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2020/2021, anexo ao regulamento do torneio, os jogadores se comprometem “a não divulgar, através dos meios de comunicações, sua opinião pessoal ou informação que reflita críticas ou possa, direta ou indiretamente, prejudicar ou denegrir a imagem da CBV e/ou os patrocinadores e parceiros comerciais das competições”.

“Não há qualquer ganho ou avanço para o desporto em manifestações inapropriadas por parte de atletas a respeito de espectros ou campos ideológicos de sua preferência ou de sua insatisfação, de partidarismo político, ou mesmo, a favor ou contra determinado sujeito inserido dentro do cenário político”, continua o subprocurador.

VÁ ENTENDER

Como o Olhar Olímpico mostrou ontem, Dantas se diz antifascista e também protesta contra Bolsonaro nas suas redes sociais. Ele classificou a denúncia contra Carol como “ossos do ofício”.

Em junho, Dantas foi além e assinou o “manifesto dos advogados antifascistas pela democracia”. O documento começa citando que o Brasil vem enfrentando desde o início da década os mais variados ataques ao estado de direito” e termina afirmando que a “desobediência civil é resultado quando os prepostos das instituições democráticas não as obedecem e para que o Estado Brasileiro volte a assemelhar a uma República”.

No mesmo dia, o advogado compartilhou ter recebido um convite assinado pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, para participar de um “ato em defesa da democracia e do judiciário”. Agora, os dois vão se encontrar no STJD. Dantas pela procuradoria e Santa Cruz, como revelou o blog do Juca, defendendo Carol.

“A Carol tem todo direito de se manifestar. É muito saudável para a democracia a manifestação. A questão é que ela utilizou o local e o canal inapropriados para se manifestar. Ao assentir participar desse campeonato, ela assinou um regulamento que é claro, explícito, que fala que o atleta se compromete a não divulgar sua opinião pessoal — que foi o que ela fez —, crítica, — o que ela fez —, ou falas que possam denegrir a CBV os patrocinadores. Isso já é subjetivo. Pode ser que ela tenha feito, pode ser que não”, ele opina.