João Gordo: “No Brasil, pobre pensa que é classe média, classe média acha que é elite e a elite jura que é gringa”

João Gordo, músico e vocalista da banda Ratos de Porão

O músico João Gordo disse em entrevista ao jornal O Globo que “’no Brasil, pobre pensa que é classe média, classe média acha que é elite e a elite jura que é gringa”, ao fazer uma série de denúncias sobre a situação política no Brasil.

Ele anunciou o lançamento da música de metal ‘Hecatombe genocida’, que tem versos críticos contra a ofensiva da direita. “Necropolítica / Narcisista / Eugenia / Assassina / Perpetuando a Morte / E a pobreza eterna/ Jesus Nazifacista / Protege a Milícia”, canta o vocalista do Ratos de Porão.

“Eu tenho medo desse fascismo, que começa com censura, ameaça investigar candidato porque falou mal do presidente, a jogadora de vôlei não pode dar opinião… isso é censura. Mas, enquanto a gente pode tem que falar. Nós influenciamos um monte de gente. Quem fica de boca miúda diante desses absurdos é porque concorda com eles. No Brasil, pobre pensa que é classe média, classe média acha que é elite e a elite jura que é gringa”, afirmou Gordo.

Mas será que o rock tem força para fazer frente à onda conservadora que neste momento envolve o mundo todo? Ainda mais com os próprios fãs se colocando contra seus ídolos, como nas vaias que Roger Waters recebeu de parte do público durante sua turnê brasileira em 2018? Prika não tem a menor dúvida que sim.

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