Fábio entra no meio-campo contra o Rio Branco

No registro de Mário Quadros, imagens da movimentação do Paissandu na quinta-feira, com Fábio já confirmado pelo técnico Edson Gaúcho como meia de ligação para a partida contra o Rio Branco, formando o meio-campo com Daniel, Juliano e Luciano Henrique. Com isso, Rodrigo Cardoso (na segunda foto) está garantido na lateral-esquerda, apesar da atuação apenas discreta contra o América (RN).

Seleção recupera drible para vencer 1º clássico

É preciso voltar a driblar para vencer um clássico. A seleção brasileira derrotou a Argentina anteontem, em Belém, graças à principal característica de seus jogadores mais jovens, notadamente Neymar (foto) e Lucas, 19. Na vitória por 2 a 0 no Superclássico das Américas, o Brasil tentou 26 dribles. A média da era Mano Menezes até então era muito inferior: 17 fintas por partida, segundo o Datafolha. Esse número é bem semelhante ao que o time nacional apresentava no período em que foi treinada por Dunga, entre 2006 e o ano passado. Com o antecessor de Mano no comando, a seleção adotou um estilo pragmático e objetivo, com média de 16,4 dribles por jogo. Com Parreira, esse índice era de 26,2. O atacante do Santos foi quem mais tentou jogadas individuais. Neymar arriscou dez dribles e acertou oito. Para o técnico Mano Menezes, a boa atuação teve a ver com o “ambiente favorável” encontrado em Belém. “Tudo o que lá em Córdoba esteve contra aqui esteve a favor”, declarou o treinador da seleção brasileira. (Da Folha de SP – Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Esmac chega a 30 jogos sem derrota no futsal

A Esmac voltou a brilhar no Campeonato Paraense Sub-20 de futsal masculino. Jogando em seus domínios (ginásio Amintas Neto, em Ananindeua), a atual campeã estadual da categoria derrotou o Espada/IFPA, de Belém, por 5 a 3. Com isso, chegou à sua 30ª partida sem derrota – não perde desde 23 de outubro de 2009, quando foi vencida pelo Remo por 3 x 2. Com esse resultado, ficaram definidos os semifinalistas do 2º turno: Esmac, Tuna, CDC/STIAPA e Espada/IFPA. O Paissandu, mesmo que vença na rodada desta sexta-feira (contra o CDC, em Castanhal), está fora das semifinais porque perdeu 6 pontos por utilizar atleta irregular. (Com informações de Paulo José Silva)

Torcida se mobiliza para pintar muros da Curuzu

A Torcida Bicolor vai aproveitar o domingo (2) para, a partir das 9h, fazer a pintura dos muros do estádio da Curuzu, numa campanha para revitalizar e embelezar o “Vovô da Cidade”, que foi emporcalhado pelas pichações feitas nas últimas semanas. É o primeiro passo também para mobilizar os torcedores para combater essa prática e manter a Curuzu sempre limpa e bem pintada. A prioridade inicial é pintar os muros da parte frontal, na avenida Almirante Barroso. Por essa razão, a torcida arrecada pacotes de tinta hidracor em pó, azul pavão, que custa cerca de R$ 3,50 a unidade de 2 quilos. Depois da pintura, será servida uma feijoada aos trabalhadores e depois todos se reunirão para acompanhar pela TV o jogo do Papão em Rio Branco (AC).

Tribuna do torcedor

Por Walmiglisson Ribeiro da Silva (wall_rsilva@hotmail.com) (*)

Dirijo-me a você no sentido de externar toda a minha insatisfação com os preços praticados no interior do Estádio Olímpico do Pará, a quando da partida Brasil x Argentina. Veja alguns exemplos: água mineral de 500 ml: R$ 6,00 (nos melhores supermercados da cidade, mesmo com a margem de lucro do comerciante, eu pago menos de R$ 5,00 em um garrafão de 5 litros); pacote de rosquinhas: R$ R$ 5,00 (fora do estádio comprei o mesmo produto por R$ 1,00); refrigerante, lata de 350 ml: R$ 4,00 (fora do estádio, R$ 2,00). E por aí vai… Meu questionamento se dá pelo fato de entender (a menos que esteja errado) que todos os ambulantes que atuam nas dependências do referido estádio têm concessão (onerosa ou gratuita) da SEEL, ou atuam para a mesma, e está completamente apartado de considerações sobre a renda ou situação econômica daqueles que estavam no estádio, visto que o futebol é e sempre foi o esporte do povo. Por se tratar de um estádio mantido por uma Secretaria de Governo, que por sua vez é mantida com o dinheiro público, ou seja, do torcedor, é evidente que algo precisa ser feito no sentido de coibir este verdadeiro furto contra o povo que aprecia estes eventos, pois isto é oportunismo. Tenho certeza que não praticarão os mesmos preços nos jogos do PSC na Série C, por exemplo. Conto com a ajuda dos Sr.s para que as sejam dados esclarecimentos sobre o tema, por quem de direito, sempre com vistas a resguardar o direito daquele que é a grande estrela do nosso esporte, o torcedor. Abraço…

(*) Walmiglisson é bacharel em Direito (UFPA) / assessor e consultor jurídico

Que beleza! Um campeonato só para juízes federais

Do Blog do Juca

Em reportagem de Marcelo Auler, o diário “Lance!” de hoje revela que a CBF está patrocinando um torneio de futebol entre juízes federais espalhados pelo país na Granja Comary, com tudo pago pela entidade. A reportagem mostra um e-mail de um juiz federal, Wilson Witzel, que é diretor de esportes da AJUFE (Associação dos Juízes Federais) convidando seus pares para o evento que será realizado nos dias 11, 12 e 13 de novembro. Witzel está lotado na 2a. Vara de Execuções Fiscais de São João do Meriti, na Baixada Fluminense. Não é a primeira vez que a CBF faz gentilezas a magistrados, porque ficaram famosos os vôos da alegria por ela promovidos nas Copas do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, e em 1998, na França, quando até desembargadores da Justiça do Rio de Janeiro, com suas mulheres, foram convidados da CBF em hotéis cinco estrelas.

A Corregedoria do Tribunal de Justiça fluminense chegou a se manifestar a respeito, não vendo, no entanto, nenhum problema ético ou de conflito de interesses, embora viva julgando casos que envolvem não só a CBF como, principalmente, seu presidente. Como lembra o diário “Lance!”, Ricardo Teixeira já foi condenado, em agosto de 2000, a seis anos de reclusão por prestar informações falsas às autoridades fazendárias, mas a sentença ficou por tanto tempo para ser decidida no STJ (Superior Tribunal de Justiça) que, quando foi, o crime já estava prescrito e ele se livrou da condenação.

A grave denúncia do “Lance!” surge exatamente quando o STF (Supremo Tribunal Federal)  avalia a competência do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para julgar magistrados. A decisão deveria ter saído ontem, mas foi adiada, exatamente porque a opinião pública manifestou sua indignação com a ameaça de limites ao necessário contrôle externo da magistratura. Tudo porque, corajosa, a corregedora-geral da Justiça, Eliana Calmon, referiu-se à “infiltração de bandidos escondidos atrás da toga”. Ao que tudo indica, há também alguns que calçam chuteiras, aproveitam-se de mordomias comprometedoras e não estão nem aí para as mulheres de César, que além de ser devem parecer honestas.