PT e coordenação de campanha redobram cuidados com a segurança de Lula

O cancelamento da viagem que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) faria a Santa Catarina nesta quinta-feira dá a dimensão da preocupação do partido com a segurança do candidato à Presidência da República. De acordo com a equipe que faz a segurança do PT, não foi encontrado um local adequado no qual Lula ficasse menos exposto.

“Não estamos antagonizando com um candidato em circunstâncias normais, mas sim com um criminoso. O Bolsonaro é vocacionado ou a matar ou a incitar contra a vida das pessoas. Ele ficará o tempo todo incitando um atentado contra o Lula”, disse à Folha de SP o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que faz parte da coordenação da campanha do candidato petista.

Lula gostaria de fazer um ato em espaço aberto em Santa Catarina, porém a previsão do tempo – que aponta chuva – obrigou a mudança para um local fechado. De acordo com o PT local, não haveria um espaço fechado que comportasse as mais de 3 mil pessoas já cadastradas.

Nesta quarta (1º), o ex-presidente deve viajar ao Rio Grande do Sul onde cumprirá agenda de campanha em um estádio, com capacidade para 7.000 pessoas. Todas deverão passar por detectores de metal além de receber uma pulseira de identificação.

(Transcrito do Congresso em Foco)

Papão se impõe em casa, vence o Manaus e entra no G4 da Série C

O PSC venceu o Manaus por 2 a 0 na noite desta segunda-feira, dia 30, na Curuzu, pela 8ª rodada da Série C. Ofensivo desde os primeiros minutos, o Papão teve maior posse de bola, domínio e presença no ataque, enquanto o Gavião se limitava a sair em raros contra-ataques. Os gols saíram na etapa final. Após a bola bater no braço de Weriton dentro da zaga, o árbitro marcou pênalti (muito contestado pelo time baré). Danrlei converteu a cobrança e fez 1 a 0. Nos minutos finais, José Aldo fez boa jogada individual e selou a vitória para o time bicolor, com um chute seco no canto direito do gol amazonense.

Pesquisa Datafolha confirma movimentação pelo voto útil em Lula

Por Miguel do Rosário

Após a divulgação do Datafolha, militantes de candidatos que não pontuam bem protestaram contra os números, alegando inconsistências. A reclamação mais comum é que “não fazia sentido” que Lula tivesse herdado os votos de João Dória e Sergio Moro. Entretanto, esse é um protesto ancorado numa interpretação esquemática e equivocada de uma pesquisa eleitoral, oriunda, por sua vez, da cultura de “bolha” das redes sociais.

A movimentação dos números não obedece a esse tipo de lógica. O desaparecimento das candidaturas Dória e Moro não tem nada a ver com o aumento de Lula. Não há nada, pelo menos, a indicar que houve essa “migração”, que, de fato, seria incoerente.

No entanto, os próprios números autorizam uma interpretação muito mais lógica.

Os votos de Dória e Moro provavelmente retornaram a Bolsonaro, compensando em parte a desidratação que o presidente está enfrentando, especialmente entre as classes mais pobres, beneficiárias ou não do Auxílio Brasil.

É infinitamente mais lógico, portanto, concluir que Lula cresceu a partir de votos de baixa renda que se soltaram de Bolsonaro.

Há um outro importante movimento em curso. A pesquisa também sugere migração de votos ciristas para Lula, buscando uma opção estratégica.

Os discurso de Ciro, muito agressivos contra tudo e contra todos, especialmente contra a liderança popular mais querida do país, vem gerando um gigantesco constrangimento no eleitorado de esquerda, incluindo os que votam em Ciro.

É muito mais plausível que o cirista moderado, que tem críticas ao PT e a Lula, mas que não foi inteiramente intoxicado pelo antipetismo ensandecido que Ciro vem tentando promover, esteja se movendo na direção de Lula. Temos observado inúmeros exemplos nas redes sociais.

Os mais notórios foram Gregório Duvivier e Bruno Torturra, apresentador e editor do programa Greg News, que fizeram campanha para Ciro de 2018, mas que agora optam por um voto crítico – porém não menos entusiasmado e determinado – em Lula.

Neste sábado, a vereadora Duda Salabert (PDT), a mais votada da história de Belo Horizonte, postou em suas redes sociais um vídeo em que ela e família aparecem à janela do carro fazendo o L de Lula.

Apesar de ter se mantido firme no Datafolha, com seus 8%, a candidatura de Ciro emergiu fragilizada da pesquisa , porque os números legitimam as críticas que muitos vem fazendo ao candidato de estar “fazendo o jogo da direita”, ou pior, fazendo um jogo que interessa unicamente a Jair Bolsonaro.

A campanha de Ciro, no entanto, parece ter se fechado num clima negacionista assustador. Quadros próximos de Ciro procuram disseminar as mais bizarras teorias de conspiraçação, como a de que o UOL “fechou aliança” com Lula, ou que o Datafolha é uma pesquisa “falsa”. O próprio Ciro alimenta isso em suas entrevistas. No dia da pesquisa, Ciro participou de uma entrevista na CNN Brasil, na qual declarou que uma pesquisa como Datafolha custaria em torno de “R$ 2 milhões”.  O valor é usado por Ciro como um elemento de suspeita. A troco de que, insinua o candidato, alguém se interessaria em pagar pesquisas tão absurdamente caras?

A inflação galopante que assola o país chegou às teorias de conspiração de Ciro, porque até então ele vinha “denunciando” que as pesquisas “pagas por banco” custavam R$ 1 milhão. O custo delas aumenta na proporção inversa com que agradam a Ciro. Quanto mais as pesquisas o incomodam, mais caras ficam. Talvez cheguem a R$ 5 ou R$ 10 milhões até o dia das eleições.

Entretanto, isso não era para ser uma brincadeira. O TSE regula severamente o mercado de pesquisas eleitorais no país, aplicando multas pesadíssimas contra empresas que cometem qualquer irregularidade. Hoje os institutos de pesquisa são obrigados a registrar os formulários, custos e nota fiscal no site do TSE, e tudo fica disponível ao público.

Essa última pesquisa Datafolha, por exemplo, não custou os R$ 2 milhões “denunciados” por Ciro, mas R$ 473.780,00. E, a propósito, não foi paga por “banco”, e sim pela empresa Folha da Manhã, proprietária do jornal Folha de São Paulo.

Realizado entre os dias 25 e 26 de maio de 2022, a pesquisa traz números que nos permitem entender melhor de onde estão vindo os eleitores que, até o momento, dão vitória a Lula no primeiro turno.

O número de entrevistados foi de 2.556, abordados em pontos de fluxo. Desse universo, mais da metade, ou 1.339, tem renda familiar abaixo de dois salários. É nesse grupo que o ex-presidente Lula tem uma de suas melhores pontuações, ou 43% dos votos espontâneos (atenção, espontâneos!).

Entretanto, se fizéssemos uma lista dos segmentos onde Lula apresenta seu melhor desempenho na votação espontânea, por ordem descrescente, ela seria a seguinte: nordestinos (49%), estudantes (44%), pretos (44%), jovens até 24 anos (43%), eleitores com até o ensino fundamental (43%), com renda até 2 salários (43%), católicos (43%), assalariado sem registro (42%).

No caso de Bolsonaro, ele se destaca entre evangélicos (32%) e empresários (49%). De uma base de entrevistados de 2.556, os evangélicos responderam por 682. É um grupo expressivo, correspondente a quase a totalidade de nordestinos. Os empresários, por outro lado, representam um grupo muito pequeno de entrevistados, apenas 83.

Desses 83 empresários abordados pelo Datafolha, 20% indicaram voto em Lula, 49% em Bolsonaro e apenas 1% em Ciro. O grupo de estudantes não é tão numericamente relevante, mas é simbólico. Dos 100 estudantes entrevistados pelo Datafolha, 44% disseram votar em Lula, 22% em Bolsonaro, e ninguém em Ciro.

O Datafolha entrevisou 353 jovens com idade até 24 anos. É um grupo bem grande –  mais representativo, por exemplo, que empresários (83 entrevistados) ou funcionários públicos (184 entrevistados). Desses jovens, 43% disseram, espontaneamente, que iriam votar em Lula, contra apenas 16% para Bolsonaro e 1% para Ciro Gomes. Esses números reforçam nossa análise da migração de votos ciristas para Lula, porque Ciro chegou a ter uma boa entrada entre a juventude, especialmente universitária.

Ainda hoje, Ciro tem sua melhor pontuação na espontânea entre cidadãos com ensino superior (5%), funcionários públicos (6%) e com renda entre 5 e 10 salários (4%). Em todos os outros segmentos tem menos de 2%.

No Datafolha de junho de 2018, Bolsonaro tinha uma performance infinitamente melhor que a de Ciro na espontânea, especialmente quando se olhava para alguns extratos (homens, classe média, sobretudo).

Finalizando, um comentário sobre o percentual de indecisos na espontânea.

Por óbvio, há sempre um número muito superior de indecisos, numa pesquisa espontânea, do que na estimulada. Alguns candidatos costumam exagerar a importância desse eleitor indeciso, como se ele guardasse grandes surpresas. Pode até ser que o indeciso na espontânea possa surpreender. O mais provável, porém, é que o indeciso na espontânea se distribua entre os principais candidatos, segundo a tendência de sua própria classe social, região, idade e nível de escolaridade. A estimulada é justamente onde a gente vê isso.

Por exemplo, o caso das eleitoras mulheres é emblemático. Na espontânea, Lula tem 36% do voto feminino, Bolsonaro 18% e Ciro 1%, e ainda temos 36% de mulheres indecisas. Para onde elas vão?

Ora, basta olhar a estimulada.

Na estimulada, Lula cresce para 49% entre mulheres (ou seja, ganha 13 pontos na comparação com a espontânea), Bolsonaro sobe para 23% (ganha 5 pontos) e Ciro chega a 7% (ganhando 6 pontos).

Na verdade, o Datafolha mostra uma quantidade baixa de indecisos, tanto na espontânea quanto na estimulada. No Datafolha de junho de 2018, por exemplo, havia 46% de eleitores indecisos na espontânea.

Hoje, segundo o mesmo Datafolha, são 29%.

Na estimulada, os números de indecisos são semelhantes para 2018 e este ano. A diferença está mesmo na espontânea, o que mostra um eleitor mais seguro de suas escolhas do que em 2018.

Há um outro fator que devemos considerar, quando olhamos para o eleitor indeciso. Quem segmento é mais indeciso? Segundo o Datafolha, a indecisão eleitoral, ao menos na pesquisa espontânea, é característica principalmente de dois grandes segmentos: pobres e mulheres.

A estimulada mostra que praticamente todas essas eleitoras mulheres, de baixa renda, indecisas na espontânea, aderem a Lula na estimulada, sinalizando que, por mais que o nível de certeza do voto já esteja em nível recorde, ele ainda pode crescer bem mais.

A íntegra do relatório pode ser lida aqui.

(Texto originalmente publicado em O CAFÉZINHO)

Reencontro com a vitória 

POR GERSON NOGUEIRA

O resultado foi excelente, o desempenho nem tanto. A vitória de 2a 0 sobre o Floresta-CE recoloca o Remo no G8 da Série C e abafa o começo de crise causada pela atuação ruim frente ao Ypiranga. Diante de um Baenão cheio, o time se movimentou razoavelmente no primeiro tempo, achando o caminho do gol somente no segundo tempo. 

Os deslocamentos de Fernandinho para compensar a falta de um articulador no meio contribuíram para alguns bons momentos, assim como Marciel participou com tentativas de bolas lançadas principalmente para o lateral Renan, que atuou bastante adiantado.

Através dele, fluíram as melhores tentativas do Remo na primeira etapa  mas as finalizações saíram defeituosas, principalmente com Rodrigo Pimpao e Brenner. O Floresta só ameaçou uma vez, após desarme errado de Daniel Felipe, que Luan não soube aproveitar. 

Depois do intervalo, Ronald entrou na esquerda e começou a abrir caminho, com dribles e arrancadas. Foi numa tabelinha rápida entre ele e Brenner que nasceu a falta que originou o gol. Bruno Alves, que havia acabado de entrar, acertou um tiro forte no ângulo esquerdo da trave cearense. Um golaço que eletrizou a massa e tranquilizou o Remo. 

Tranquilidade excessiva, que gerou um recuo das linhas, agravado pelo cansaço de Marciel e Uchoa. O Floresta chegou a ensaiar uma pressão, acertou dois chutes perigosos e fez o jogo mergulhar na instabilidade, apesar de suas limitações.

Ronald era o escape natural, mas o Remo está tão desabituado de jogar com ele que a bola raramente chegava em condições de aproveitamento. Ainda assim, sempre que foi lançado se destacou com dribles que desarrumaram a marcação.

Aos 40 minutos, Thalysson mandou um chute rasteiro de fora da área e Vinícius teve que se desdobrar para evitar o gol. Aos 44,’ Rafael Luz também bateu com perigo em cobrança de falta.

O alívio azulino só veio nos acréscimos. Aos 47′, após passe primoroso de Paulinho Curuá, Fernandinho recebeu na meia-lua e chutou duas vezes para vencer o goleiro Marcão. 

A torcida, que vaiou time e técnico no intervalo, reconheceu o esforço e aplaudiu a suada vitória, depois de se submeter a alguns sustos evitáveis. (Fotos: Samara Miranda/Ascom Remo)

O peso da camisa merengue e o exemplo dos Reds

O Real Madrid conquistou seu décimo quarto título europeu num jogo que passou longe de ser o espetáculo encantador que todos esperavam. Foi um duelo duro no meio-campo. Melhor postado, o Liverpool era o time que mais tentava as jogadas de aprofundamento. Teve lá suas chances no primeiro tempo, outras tantas no segundo, mas parou no melhor goleiro do mundo, Courtois, em noite inspirada. 

Contou também com certa ineficiência de seus finalizadores, principalmente Salah. No segundo tempo, em arrancada fulminante, o Real chegou ao gol, através de Vinícius Jr. O mais interessante é que o Real levou essa Liga dos Campeões muito mais pelo esforço e pelo talento individual de seus jogadores, com os brasileiros Casimiro e  Vinícius muito bem. 

A final mostrou que o sólido conjunto montado por Klopp tem falhas, principalmente nas laterais. A desatenção dentro da área no lance do gol foi um pecado que time do porte do Liverpool não poderia cometer. 

Nesta decisão, o Real entrou como franco-atirador. O favorito era o Liverpool. Mas decisão não tem essa coisa de ser o melhor de véspera. Tem que ser o mais objetivo e decisivo dentro do próprio jogo.

Abatido pela derrota, o time do Liverpool esperou dentro do gramado, civilizadamente, a festa dos campeões para assistir e prestigiar. Saber perder é uma arte. O gesto é um exemplo para tantos tapuias que não sabem respeitar a vitória de um oponente.

Japiim desaba e Lusa se consolida na lanterna

O Moto Club venceu a Tuna por 2 a 0, na tarde de sábado, em Belém, pela sétima rodada da Série D do Brasileiro. Com a vitória, o time maranhense segue na liderança isolada do Grupo 2. A Cruz de Malta confirma a fase desastrosa e se isola na lanterna do grupo ainda sem vencer. 

O Castanhal foi goleado por 4 a 1 pelo Tocantinópolis e saiu da zona de classificação no grupo. Foi a reestreia do técnico Robson Melo, que se ausentou por duas semanas para fazer um curso na CBF. A rodada fechou o 1º turno da etapa de grupos e os clubes paraenses precisam reagir para evitar um fiasco completo.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 30)

Deputado propõe agravar pena por crime de quem tem ódio à pobreza

O presidente Jair Bolsonaro seguidamente transita de motocicleta sem capacete. Nessas ocasiões, muitas vezes é inclusive escoltado pela Polícia Rodoviária Federal, que faz vista grossa a essa que é considerada pelo Código de Trânsito uma infração gravíssima sujeita, inclusive, à perda da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Genivaldo de Jesus Santos era um homem preto e pobre. Andava de motocicleta sem capacete na cidade de Umbaúba (SE). Foi abordado por agentes da Polícia Rodoviária Federal, que o trancaram em um camburão e ali dentro jogaram bombas de gás lacrimogêneo. Genivaldo tinha 38 anos. Deixa mulher e dois filhos.

O presidente Jair Bolsonaro participou de uma motociata na sexta-feira em Goiânia. Ele estava de capacete. Mas na sua garupa estava o deputado Vitor Hugo (PL-GO), sem o equipamento de proteção. Não houve punição pela infração.

Há um nome para esse tipo de atitude que discrimina as pessoas pobres e as trata com violência desmedida e covardia: aparofobia. O termo une duas palavras gregas: aparos (pobre) e fobia (ódio ou rejeição). Ou seja, aparobia é a aversão a pobre. Se tivesse sido aprovado um projeto de autoria do deputado Fábio Trad (PSD-MS), o assassinato de Genivaldo praticado pelos policiais rodoviários implicaria uma pena de 12 a 30 anos de prisão. (Do Correio Braziliense)

Pedras no caminho do Leão

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo tem um grande desafio neste domingo enfrentando o Floresta-CE, no Baenão. O jogo representa uma espécie de Dia D para o time – e para o técnico Paulo Bonamigo. Um insucesso hoje certamente determinará mudanças no comando técnico, visto que este jogo e o próximo são vistos como oportunidade preciosa de voltar ao G8 e buscar se consolidar em posição mais confortável.

No momento, o Leão ocupa o 10º lugar, ameaçado por equipes que estão a poucos pontos e que podem superá-lo nesta rodada. É preciso observar que o campeonato ainda está com a classificação embolada, o que impõe a necessidade de se desgarrar do bloco intermediário, principalmente para quem aspira brigar pelo acesso.

O grande problema é que o Remo tem um meio-campo que ainda não se estabilizou na competição. Enfrenta novamente uma crise, com várias peças importantes fora de combate, casos do meia Albano, que disputou apenas três jogos e se lesionou, e de Erick Flores, que vinha sendo utilizado como armador, embora esta não seja sua função original.

Resta a Bonamigo montar o meio-campo com Marco Antônio ou Marciel na criação, o que definitivamente não é o melhor dos cenários. Há também a alternativa de escalar Netto como um quarto homem de meio-campo, função que exerceu no início do jogo contra o Ypiranga, conseguindo se sair razoavelmente bem.

No ataque, o Remo tem o retorno de Rodrigo Pimpão, que ainda deve uma atuação convincente desde que chegou ao clube. Brenner segue na frente, na expectativa de ser mais acionado do que nos últimos jogos, quando ficou completamente encaixotado na marcação.

Netto, grande nome como ala diante do Mirassol, pode ter um papel ofensivo importante, forçando o jogo pela extrema e ajudando a tirar Brenner do isolamento, mesmo que tenha que ajudar na recomposição. Os avanços dele podem ser um dos trunfos do time para fugir da irritante previsibilidade dos últimos jogos. 

O fato é que o Remo não pode pensar em tropeçar na partida de hoje. As últimas projeções indicam que a linha de corte para classificar é 28 pontos. É cedo ainda para projetar, pois apenas o Mirassol alcançou metade dessa pontuação. É fundamental começar a acumular pontos até porque a disputa fica naturalmente mais difícil com a aproximação da reta de definição dos classificados. 

O Floresta vem de dois resultados negativos e sem vencer há cinco rodadas, mas tem a mesma pontuação do Remo. É certo que vem com uma estratégia conservadora, buscando fazer um jogo de reação e explorar contra-ataques. Cabe ao mandante fugir a essa e fazer um jogo de imposição a fim de evitar surpresas. 

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 21h30, na RBATV, destacando as séries C e D do Campeonato Brasileiro. Participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. A edição é de Lourdes Cézar.

Direto do blog campeão

“Sejamos francos, Erick Flores é um meia atacante, joga aberto, serve a aproximação da área, alguns chamariam meia de ligação, típico jogador de 4-4-2, funciona bem atuando pelos flancos e perto da área, mas não é armador. Este é Albano. Era Gedoz. Bonamigo parece não acreditar que o time é previsível. Para quem assiste aos jogos isso fica evidente a facilidade com que o Remo é marcado pelos adversários, que nem precisam ser um primor. Basta olhar para a estática funcional do time. Talvez seja necessário variar para um 4-4-2 para, ao menos, dar trabalho ao treinador adversário para reanalisar o esquema tático azulino”. Lopes Junior

Papão alimenta dúvidas no meio para jogo de amanhã

Gabriel Davis jogou pouco tempo com a camisa do PSC contra o Volta Redonda, domingo passado. Entrou ali pelo meio do 2º tempo e contribuiu para a vitória. Foi o suficiente para agradar o torcedor e sair satisfeito de campo, impressionando com a força da torcida.

O meia conhecia o ambiente da Curuzu, como adversário. Com a massa apoiando é outra história. No jogo de amanhã, tudo pode se inverter, caso Márcio Fernandes decida apostar em Gabriel para compor o meio-campo, diante da necessidade de posicionar José Aldo mais como volante, ao lado de Wesley.

Outra alternativa, bem real, é uma temeridade e um teste para os nervos do torcedor: Bruno Leonardo, que jogou (mal) como volante diante do Ypiranga, pode ser o escolhido de Márcio Fernandes para substituir Mikael, suspenso.

No confronto com o Voltaço, Bruno trombou com o lateral Patrick Brey e dessa trapalhada resultou o gol do time visitante. Antes, ele atuou também como lateral-direito, sem deixar saudades.

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 29)