Os 15 anos do título nacional do Leão

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O maior título da história do Clube do Remo foi conquistado há 15 anos, no dia 20 de novembro de 2005. O Leão sagrou-se campeão brasileiro da Série C e causou um verdadeiro carnaval pelas ruas de Belém.

Apesar de realizar boa campanha, o Remo chegou à rodada final sem ter a condição de favorito para ser campeão. O retrospecto da equipe de Roberval Davino era negativo fora de casa, mas no confronto decisivo o time se superou.

Diante do Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, o Remo venceu por 2 a 1. O jogo foi muito equilibrado na primeira etapa e os gols só saíram no segundo tempo. num jogo difícil, que só foi decidido no segundo tempo. 
 
O primeiro gol veio logo aos 2 minutos do segundo período, através de Capitão. Aos 29′, Maurílio, jogador mais experiente da equipe, assinalou 2 a 0, dando mais tranquilidade ao Leão.

Aos 34′, Luís Gustavo cobrou pênalti e diminuiu para o Novo Hamburgo. A partir daí, a partida ficou dramática. O Remo recuou para defender o resultado que lhe garantia o título.

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Rebaixado em 2004 à Série C, o Remo viveu uma temporada conturbada, com troca de técnicos e mais de 40 contratações. A torcida já havia jogado a toalha quanto a êxitos no ano do centenário, mas o time se reergueu na disputa do Brasileiro da Série C.

Na fase inicial, o Remo venceu as quatro partidas classificando-se em primeiro lugar no Grupo 3, com 14 pontos. Depois vieram as fases de eliminatórias, que foram disputadas em jogos de ida e volta. Passou pelo Tocantinópolis, Abaeté e Nacional (AM).

Classificado para o quadrangular final, o Leão enfrentou o América (RN), o Ipatinga (MG) e o Novo Hamburgo (RS). Ficou com o título ao conquistar 10 pontos, mesmo número do América, mas com melhor saldo de gols (2 a 1).

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A taça pela conquista do título da Série C do Campeonato Brasileiro foi entregue pela CBF ao presidente Raphael Levy, em 5 de dezembro, uma segunda-feira, durante a cerimônia que premiou os melhores do ano de 2005 no futebol brasileiro.

Primeira Fase – Grupo 3

31/07 – São Raimundo-RR 2×2 Remo
07/08 – Remo 2×1 Abaeté
14/08 – Remo 3×2 São José-AP
21/08 – São José-AP 1×1 Remo
27/08 – Abaeté 1×2 Remo
03/09 – Remo 4×0 São Raimundo-RR

Fases Eliminatórias

11/09 – Tocantinópolis-TO 2×0 Remo
18/09 – Remo 4×1 Tocantinópolis-TO
25/09 – Remo 1×1 Abaeté
02/10 – Abaeté 2×3 Remo
08/10 – Nacional-AM 0x2 Remo
16/10 – Remo 0x1 Nacional-AM

Quadrangular Final

22/10 – Remo 1×0 Novo Hamburgo-RS
29/10 – Ipatinga-MG 1×0 Remo
02/11 – América-RN 1×0 Remo
06/11 – Remo 2×0 América-RN
13/11 – Remo 2×2 Ipatinga-MG
20/11 – Novo Hamburgo-RS 1×2 Remo

Novo Hamburgo 1×2 Clube do Remo

Local: Estádio Santa Rosa (Novo Hamburgo-RS)
Árbitro: Djalma José Beltrami (RJ)
Gols: Capitão, aos 2 minutos; Maurílio aos 29 minutos; e Luís Gustavo (pênalti), aos 34 minutos, todos do 2º tempo.

Novo Hamburgo: Luciano; Sidiney, Dias e William; Rafael, Emerson, Pedro Ayub, Preto e Gerson (Valdinei); Luiz Gustavo e Flaviano (Duda). Técnico: Gilmar Irse.

Remo: Rafael; Marquinho Belém, Magrão, Carlinhos e Eduardo (Sérgio); Márcio Belém, Serginho, Maurílio e Geraldo (Capitão); Landu e Douglas Richard (Ailton). Técnico: Roberval Davino.

CBF confirma realização da Copa Verde

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A CBF liberou nesta sexta-feira (20) a tabela básica da Copa Verde, que será disputada de 20 de janeiro a 24 de fevereiro de 2021. Desta vez, 24 clubes participarão da competição. O Pará terá quatro representantes: Remo, campeão paraense de 2019; Independente, vice-campeão em 2019; Bragantino, terceiro colocado; e o Paissandu, que entra pelo ranking da CBF. O Papão é o atual vice-campeão da competição e o único time paraense que conquistou o torneio, levantando dois troféus, em 2016 e 2018.

CBF confirma início da Copa Verde 2020 para janeiro de 2021 - Crédito: CBF

A competição será dividida em cinco fases. As duas primeiras serão em jogos únicos, onde se houver empate nos 90 minutos a decisão da vaga sairá nos pênaltis. A partir das quartas de finais (terceira fase), as disputas terão jogos de ida e volta. A final do torneio está programada para os dias 21 e 24 de fevereiro. O campeão garante vaga nas quartas de finais da Copa do Brasil 2021.

Papão busca regularidade

POR GERSON NOGUEIRA

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A sequência em casa é o grande trunfo do PSC para coroar a recuperação dentro do campeonato. O time, que chegou a flertar com as posições de baixo, ganhou confiança a partir da vitória sobre o Treze-PB e agora já se posiciona no G4 novamente. Precisa apenas calibrar a pontaria e garantir triunfos como mandante.

Os três jogos – Ferroviário, Botafogo-PB e Remo – permitem ao Papão a perspectiva de garantir os seis pontos necessários para classificar à próxima fase. Nesse sentido, é fundamental que a equipe mostre-se confiante e segura para derrotar os visitantes, situação que evitaria depender de resultado no clássico da rodada final.

Com João Brigatti, o time readquiriu a pegada competitiva, graças a triunfos positivos fora de casa nas últimas rodadas – vitórias sobre Treze, Jacuipense e Imperatriz. Com o novo técnico vem sempre a lembrança da incrível arrancada que o time teve em 2014, sob a direção de Mazola Jr., que levou ao acesso à Série B.

Brigatti não opera milagres, mas é inegável que deu consistência ao time, que passou a marcar melhor e a ter um mínimo de organização entre os três setores. É visível, também, a capacidade de entrega e busca do resultado.

Essas características só não apareceram plenamente no único confronto em casa já sob o comando de Brigatti. Contra o Manaus, o time foi parcimonioso nas finalizações e quase acabou surpreendido no final. Alguns jogadores parecem render em casa exatamente o oposto do que conseguem lá fora.

Uilliam Barros, cuja importância cresce no ataque a partir da saída de Vinícius Leite, é um dos que têm mais a apresentar nessas três rodadas. Como cobrador oficial de pênaltis, assume um papel decisivo, mas tem falhado nas ações normais do ataque.

Ao lado de Nicolas, atuando mais pela direita ou revezando nas jogadas de área, passa a ser peça-chave para que o PSC alcance seu objetivo imediato, mesmo que o desempenho técnico não seja de encher os olhos.

A organização que o time passou a ter em campo depende fortemente do trabalho dos marcadores no meio-campo, Uchôa à frente, e da movimentação de Uilliam e Nicolas. O terceiro atacante, que pode ser Mateus Anderson ou Vítor Feijão, deverá buscar o mesmo nível de produtividade do antigo titular, Vinícius.

Os objetivos traçados pelo clube para a Série C, que pareciam quase que irremediavelmente perdidos há cinco rodadas, estão novamente vivos no horizonte. O Papão tem todas as chances de passar à fase de grupos e entrar na disputa direta pelo acesso.

Melhorar o rendimento coletivo e a performance individual dos jogadores talvez sejam os maiores desafios a essa altura. Um certo relaxamento esboçado diante do Imperatriz, quando o time tirou o pé no segundo tempo conformado com o resultado, acendeu luzes de alerta. Tal comportamento não pode se repetir no difícil embate de domingo contra o Ferroviário.

Dupla ganha destaque, mas instabilidade ameaça

Todo santo dia a mídia esportiva nacional elege um novo “melhor ataque do futebol brasileiro”. Isso traduz o nível de insegurança provocado pelas oscilações de um Campeonato Brasileiro que começa a ficar marcado pela instabilidade nas posições de liderança.

A cada rodada surge novo candidato a líder absoluto, mas ninguém se estabiliza. O campeonato chegou ao returno, mas os ponteiros se revezam e as diferenças de pontuação são mínimas. Internacional, Atlético-MG, Flamengo, S. Paulo e Palmeiras frequentam a parte de cima.

Entra em cena o campeonato paralelo quanto aos melhores jogadores da competição. Já houve a fase de adoração ao rubro-negro Pedro. Passamos pelos elogios rasgados a Keno, ex-Águia de Marabá que chegou arrebentando ao Galo. Teve também o ótimo momento de Thiago Galhardo, artilheiro da competição e destaque do Inter.

Aí, paralelamente ao Brasileiro, a Copa do Brasil começou a apresentar outra dupla de dianteiros correndo por fora. Brenner e Luciano têm garantido ao S. Paulo uma força ofensiva que o time de Fernando Diniz parecia precisar há muito tempo.

A consagração veio nos confrontos com o Flamengo, quando os dois atacantes tiveram atuações marcantes e decisivas, incluindo a de quarta-feira pela Copa BR. Jogadores rápidos e certeiros, resgatando aquela velha (e meio em queda) tradição nacional de duplas de área.

Desde Pelé-Coutinho, o Brasil se acostumou a grandes duos ofensivos. Jairzinho-Roberto Miranda, Renato-Careca, Assis-Washington. Depois de Gabigol-Bruno Henrique em 2019, a parelha Luciano-Brenner é a que mais entusiasma a volúvel imprensa esportiva do Sudeste.

“Eu diria que o S. Paulo tem a melhor dupla de ataque do futebol brasileiro. Me chama atenção como o Luciano se movimenta com muita facilidade e encontra os espaços”, disse Galvão Bueno, após a rodada, com aquele retrospecto digno de Íbis em pitacos sobre jogadores e times.

Apesar da opinião do palpiteiro infeliz, é inegável que os atacantes reunidos meio ao acaso por Fernando Diniz estão dando conta do recado, pelo menos por enquanto. A maldição da montanha-russa, porém, está sempre à espreita. Nas próximas semanas, talvez já tenhamos um novo “melhor ataque” para festejar. A conferir.

Atacante parece rumar para o Evandro Almeida

O interesse da dupla Re-Pa por um mesmo jogador não é novidade, mas é inédita a revelação por um dos lados de que o objeto de cobiça fechou com o adversário. “O Augusto é jogador do Remo. Só não vou falar a hora que ele chega, mas ele é jogador do Remo”, declara o diretor de futebol do PSC, Felipe Albuquerque.

Ele se referia ao atacante Augusto, que estava no América-RN. Originário do futebol piauiense, ele rodou o Nordeste, mas teve excelente aproveitamento nos últimos cinco anos, marcando muitos gols (sete pelo América este ano). Justamente o que o Remo anda precisando.

Em tempo, Albuquerque parece ter razão. A diretoria do Leão não confirma, mas o piauiense deve ser anunciado ainda nesta semana. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 20)

O fim dos novos picaretas

Por Moisés Mendes

Nunca antes o Brasil elegeu tantos picaretas quanto em 2018. Antes de serem fascistas, racistas, homofóbicos e ultraconservadores, eles são pilantras. Lula certa vez contou 300 picaretas no Congresso. Hoje devem ser mais, todos eleitos em 2018 em nome de algum apelo moralizante.

Os picaretas prometeram caçar bandidos, enquadrar corruptos e realizar exorcismos. Nada de novo. O Brasil sempre elegeu gente com arma, Bíblia ou relho na mão. Mas desta vez muitos nem sabiam fingir que sabiam fazer o que estavam prometendo. Nem a atirar, nem a exorcizar e nem a surrar com relhaços.

São apenas picaretas. São pilantras que pegaram carona no embalo de Bolsonaro e produziram o que certos cientistas passaram a chamar de ciclo bolsonarista.

Não há ciclo nenhum, ao contrário do que disse há poucos dias Rodrigo Maia. O presidente da Câmara, faceiro com os ventos que empurraram a sua direita fofa para prefeituras e Câmaras, acha que o ciclo que elegeu Bolsonaro está esgotado.

O que se esgotou foi o fenômeno circunstancial que produziu uma extrema direita capaz de obter votos na cacunda de Bolsonaro. Mas isso não é ciclo nenhum.https://fe99d2d957cfdf03ceb8de1600b231a8.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Não há ciclo político que se encerre em apenas dois anos, nem em grêmio estudantil. Não há nenhum fenômeno de massa que possa ter sido atribuído ao que se chama de bolsonarismo.

O que pode ter chegado ao fim, com o fracasso de Bolsonaro e dos candidatos de extrema direita na eleição municipal, é o espaço para a ostentação de ignorâncias, mais do que para ideologias. Os enganadores, que se elegeram com facilidade em 2018, já não funcionam mais nem como cacarecos. Bateu a exaustão.

Antes dos picaretas de extrema direita de Bolsonaro, a desinformação, o medo e a manipulação se misturavam a outras formas de dominação pela ação de coronéis, de donos de pequenos currais e de especialistas em criar ilusões moralistas. Eram os picaretas paroquiais do tempo de Lula.

O novo picareta da eleição de 2018 sentiu que havia um caminho aberto por Bolsonaro para que se transformassem em figuras nacionais. Muitos se elegeram governadores (alguns com adesão encabulada), senadores e deputados.

A eleição municipal não deu muita chance aos imitadores de Bolsonaro. O truque da alma bolsonarista não funcionou mais. Mas há um cenário preocupante para 2022, em meio à eleição de mulheres e negras de esquerda.

É a possibilidade de ampliação do espaço do que seria o centro de Rodrigo Maia, com a ressurreição do espírito do PFL. A estratégia deles já havia funcionado com algum sucesso em 2018, foi aperfeiçoada em 2020 e deve vir com força em 2022.

Se as esquerdas não souberem reagir, os governos e o Congresso serão transformados em latifúndios dessa gente, que tem o suporte financeiro de milionários e famosos. Sai o picareta criado por Bolsonaro e vem aí a multiplicação de figuras tipo Tabata Amaral.

Lula repudia espancamento e morte de homem negro no Carrefour

Lula é condenado na Lava Jato a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do  triplex | Paraná | G1

O ex-presidente Lula se manifestou nas redes sobre o assassinato de João Alberto Freitas, homem negro espancado até a morte no Carrefour. A Polícia Civil autuou em flagrante os dois homens envolvidos por homicídio qualificado.

No Twitter, Lula diz: “Amanhecemos transtornados com as cenas brutais de agressão contra João Alberto Freitas, um homem negro, espancado até a morte no Carrefour. O racismo é a origem de todos os abismos desse país. É urgente interrompermos esse ciclo.”

No Dia da Consciência Negra, Pelé autografa camisa para o presidente racista do Brasil

Ex-jogador apareceu sorridente com uma assinatura ao presidente, que publicou a foto e se mostrou agradecido pelo ato - Reprodução/Facebook

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou as suas redes sociais na manhã de hoje, Dia da Consciência Negra, para compartilhar uma imagem de Pelé com uma camisa autografada do Santos. O “Rei do Futebol”, que completou 80 anos no mês passado, escreveu no uniforme uma sinalização de que enviaria o histórico item ao político: “Ao Pres. Bolsonaro, com abraço, Edson Pelé”.

Nada que venha do Rei nos surpreende mais.