Leão anuncia novo reforço para o ataque

Augusto é, oficialmente, reforço do Remo na Série C — Foto: Divulgação/Remo

O Remo oficializou, no final da manhã de quarta-feira, a contratação do atacante Augusto, de 29 anos, que teve o América-RN como último clube. A negociação se arrastou por uma semana antes do anúncio. O atleta já está em Belém, integrado ao elenco azulino.

“A expectativa é muito grande por vestir a camisa do Remo, um clube grande do futebol brasileiro. Fico feliz em fazer parte dessa história e de chegar em um momento importante para o clube, que é a briga pelo acesso. Espero ajudar da melhor maneira possível e que a gente consiga subir o time para Série B”, disse Augusto.

Augusto começou a carreira no Flamengo, clube do Piauí que carrega o nome do gigante do Rio de Janeiro. Depois, teve passagens discretas por Santa Rita-AL, Corinthians-PI, Guarani-CE, Timon-PI e Parnahyba-PI.

Nas últimas cinco temporadas, porém, viveu momentos de artilharia. Em 2016, a sua melhor fase: 13 gols em 21 jogos pelo Campinense. Em seguida, passou por Santa Cruz – oito gols em mais de 65 partidas e, por último, no América-RN, balançou as redes sete vezes em 18 confrontos.

GloboNews debocha de Maradona e o chama de “populista”

Por Kiko Nogueira, no DCM

O programa Estúdio I, da GloboNews, fez uma cobertura aviltante da morte de Maradona. Mesclando deboche e sensacionalismo, a âncora Maria Beltrão conseguiu a proeza de bater o próprio recorde de risadas fora de hora e lugar.

A comoção que tomou o mundo passou ao largo da turma, que achava graça em idiotices. A ênfase foi à “idolatria” em torno do jogador, com anedotas dos presentes sobre a “igreja” Maradona e causos idiotas do correspondente Ariel Palácios, e à dependência química.

Beltrão gargalhava sem razão, dando o tom para os puxa-sacos que a cercam. Jornalistas e ex-jogadores foram convocados a relatar sua experiência com Maradona.

Júnior, ex-Flamengo, foi instado a responder se, no jogo contra o Boca Juniors, em 1981, notou que o argentino estava drogado. Saiu-se como deu diante da pegadinha.

Só faltava revelar que testemunhou Maradona se picar atrás do gol e voltar para o campo.

Sidney Garambone lembrou que viu Maradona no Carnaval do Rio e ele foi ao banheiro porque tomou “muito guaraná e tinha que fazer xixi”. É uma maneira sutil e supostamente divertida de sugerir que Maradona foi cheirar cocaína.

Coube ao mesmo sujeito lembrar a militância política de Diego. Ele foi, nas palavras de “Garamba”, o “primeiro jogador populista” por sua convivência com Chávez, Fidel Castro e Evo Morales.

Ou seja, a regra é ser um Pelé, um Neymar, calar a boca, jogar bola e morrer. Se tivesse VAR do jornalismo e da vergonha na cara, daria impedimento.

Maradona

Por Eduardo Galeano

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“Nenhum jogador consagrado tinha denunciado sem papas na língua os amos do negócio do futebol. Foi o esportista mais famoso e popular de todos os tempos quem rompeu barreiras na defesa dos jogadores que não eram famosos nem populares.

Esse ídolo generoso e solidário tinha sido capaz de cometer, em apenas cinco minutos os dois gols mais contraditórios de toda a história do futebol. Seus devotos o veneravam pelos dois: não apenas era digno de admiração o gol do artista, bordado pelas diabruras de suas pernas, como também, e talvez mais, o gol do ladrão, que sua mão roubou.

Diego Armando Maradona foi adorado não apenas por causa de seus prodigiosos malabarismos, mas também porque era um deus sujo, pecador, o mais humano dos deuses. Qualquer um podia reconhecer nele uma síntese ambulante das fraquezas humanas: mulherengo, beberrão, comilão, malandro, mentiroso, fanfarrão, irresponsável.

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Mas os deuses não se aposentam, por mais humanos que sejam.

Ele jamais conseguiu voltar para a anônima multidão de onde vinha.

A fama, que o havia salvo da miséria, tornou-o prisioneiro.

Maradona foi condenado a se achar Maradona e obrigado a ser a estrela de cada festa, o bebê de cada batismo, o morto de cada velório.

Mais devastadora que a cocaína foi a sucessoína. As análises, de urina ou de sangue, não detectam essa droga.”
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In “Espelhos: uma história quase universal”, 2008, L&PM Editores.