Perdoar é divino

Amar é maravilhoso, perdoar é divino. Fiel a esse princípio espiritualista, mesmo tendo levado o fora uma semana antes do casamento, o empresário e bon vivant Hugh Heffner aceitou de volta sua ex-noiva Crystal Harris (foto acima), de 26 anos. Perdoada, a moça já está de volta à famosa mansão Playboy. Sessenta anos mais nova que Heffner, Crystal deixou o noivo octogenário para ficar com um namorado mais jovem. Chamada de “noiva fugitiva” na época, ela implorou perdão, jurou fidelidade e reatou namoro com o playboy da terceira idade, fazendo juras de amor. Sem rancor no coração, Heffner aceitou de pronto a arrependida mocinha. A atual namorada, Shera Berchar, a namorada número 1, não gostou muito da notícia e se mudou da mansão assim que Crystal voltou. (Foto: Reuters)

Espanhol lidera lista dos mais bem pagos da F-1

O marrento espanhol Fernando Alonso é apontado por quase todos os especialistas como o piloto mais completo em ação na Fórmula 1. E segundo a publicação francesa Business Book GP 2012, é também o mais bem pago da categoria nesta temporada. Atual líder do campeonato, o espanhol recebe 30 milhões de euros (cerca de R$ 74,7 milhões) por ano da Ferrari, ou R$ 3,7 milhões por corrida disputada.
O estudo francês não leva em consideração o ganho dos pilotos em publicidade, que engordam ainda mais a conta de Alonso e dos outros 23 competidores da F1. Se na classificação a diferença do primeiro colocado para o segundo é pequena neste ano, nos ganhos o espanhol tem vantagem absurda: os vices Lewis Hamilton e Jason Button, da McLaren, recebem praticamente a metade que Alonso (cerca de R$ 39,8 milhões).
Dos brasileiros da categoria, Felipe Massa aparece na lista dos oito mais bem pagos, recebendo cerca de 24,9 milhões dos chefes de Maranello. Já Bruno Senna, muito atrás, ganha 622 mil da Williams. Além da dupla da Red Bull, Michael Schumacher, Kimi Raikkonen e Heikki Kovalainen também aparecem no top 10 dos pilotos mais bem pagos.

Veja a lista do Business Book GP 2012 de pilotos mais bem pagos na F1:

1 – Fernando Alonso (ESP) – Ferrari – R$ 74,7 milhões
2 – Lewis Hamilton (GBR) – McLaren – R$ 39,85 milhões
        Jenson Button (GBR) – McLaren – R$ 39,85 milhões
4 – Sebastian Vettel (ALE) – Red Bull – R$ 24,9 milhões
        Mark Webber (AUS) – Red Bull – R$ 24,9 milhões
        Felipe Massa (BRA) – Ferrari – R$ 24,9 milhões
        Nico Rosberg (ALE) – Mercedes – R$ 24,9 milhões
8 – Michael Schumacher (ALE) – Mercedes – R$ 19,9 milhões
9 – Kimi Raikkonen (FIN) – Lotus – R$ 12,4 milhões
10 – Heikki Kovalainen (FIN) – Caterham – R$ 9,9 milhões
11 – Timo Glock (ALE) – Marussia – R$ 7,4 milhões
12 – Kamui Kobayashi (JAP) – Sauber – R$ 2,49 milhões
12 – Romain Grosjean (FRA) – Lotus – R$ 2,49 milhões
14 – Nico Hulkenberg (ALE) – Force India – R$ 1,2 milhão
14 – Sergio Pérez (MEX) – Sauber – R$ 1,2 milhão
14 – Vitaly Petrov (RUS) – Caterham – R$ 1,2 milhão
14 – Pedro de la Rosa (ESP) – HRT – R$ 1,2 milhão
18 – Jean-Éric Vergne (FRA) – Toro Rosso – R$ 996 mil
18 – Daniel Ricciardo (AUS) – Toro Rosso – R$ 996 mil
18 – Pastor Maldonado (VEN) – Williams – R$ 996 mil
21 – Bruno Senna (BRA) – Williams – R$ 622 mil
21 – Narain Karthikeyan (IND) – HRT – R$ 622 mil
23 – Paul di Resta (GBR) – Force India – R$ 498 mil
24 – Charles Pic (FRA) – Marussia – R$ 373 mil

Ronaldinho deixa Fla e cobra R$ 40 milhões

Por Diogo Dantas/Guto Seabra/Marjorie Cristine (Jornal Extra)

O relacionamento entre Flamengo e Ronaldinho Gaúcho está na Justiça do Trabalho. No fim desta manhã, o craque ingressou com ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), do Rio de Janeiro, em que cobra R$ 40.177.140,00 pela quebra de contrato por parte do clube. R10 está com salários atrasados. A advogada nomeada pelo jogador é Gislaine Nunes. “O Ronaldinho está liberado de treinar, jogar no Flamengo. O juiz já concedeu a liminar” – confirmou Gislaine Nunes. Ronaldinho passou os últimos dias em Porto Alegre, acompanhando a mãe, dona Miguelina, submetida à cirurgia para retirada de um tumor. Esperado para viajar à Teresina, o camisa 10 nem sequer deu notícias ao diretor de futebol Zinho, na última quarta-feira.

Ronaldinho e Patricia falaram-se por telefone pela última vez na segunda-feira à noite. O jogador, portanto, ignorava a ordem de Zinho para que nenhum jogador telefonasse para a presidente antes de esgotar as possibilidades de ter um problema por ele resolvido. No Piauí, o vice de futebol, Paulo Cesar Coutinho, foi flagrado nesta quarta-feira à noite em vídeo anunciando o afastamento do jogador a um grupo de torcedores. Em seguida, Zinho informou que a decisão ainda seria tomada em reunião nesta sexta-feira com a presidente Patricia Amorim.

O drama com a mãe, porém, não apagou o descaso em relação à viagem do time para o Piauí. Ronaldinho não atendeu às ligações de Zinho, chegou ao Rio horas depois de a delegação ter embarcado e deixou sem resposta quem o esperava no hotel em Teresina. Nesta manhã, o camisa 10 não se apresentou para treinar no Ninho do Urubu com os demais jogadores que não viajaram.

Uma relação conturbada

A relação entre Ronaldinho e o Flamengo se tornou conturbada desde o fim do ano passado, quando a Traffic rompeu com a parceria para custear boa parte dos salários do astro. Depois do rompimento, motivado por um conflito de interesses, a empresa se negou a pagar os vencimentos em atraso, e o caso ficou de ir para a Justiça. O Flamengo alega dever apenas R$ 2,2 milhões a Ronaldinho, mas Assis, irmão e empresário do jogador, diz que o valor chega aos R$ 5 milhões. Assis chegou a notificar o clube nos últimos meses para que o pagamento fosse realizado, mas agia com paciência na agitada relação, que passou por uma queda de rendimento de Ronaldinho em 2012.

A eliminação na Libertadores e no Estadual provocaram um desgaste ainda mairo da relação, já que com as más exibições Ronaldinho passou a ser muito cobrado pela torcida e internamente. No entanto, a dívida milionária inibia uma cobrança oficial por parte da diretoria, que perdeu a paciência com o jogador e seu irmão de forma definitiva depois que Assis pegou uniformes do Flamengo sem pagar na loja da sede do clube. Ao longo de sua passagem, o craque acumulou casos de indisciplina: na pré-temporada deste ano foi flagrado com uma mulher na concentração em Londrina, e chegou a ser apenas advertido. Virou rotina o comportamento ruim e a falta de comprometimento nos treinos, sobretudo pela manhã, quando Ronaldinho cansou de chegar sem condições para se exercitar e se atrasou em várias oportunidades.

Cumprimentando a Alegria do Povo

Quando a visita de um grande clube do Rio ainda era acontecimento de parar a cidade, o Botafogo de Mané Garrincha, Didi, Nilton Santos e Zagallo andou excursionando pelo Norte e se apresentou no estádio Evandro Almeida, em 1965. Na ocasião, o astro Garrincha foi cercado pela criançada e um dos moleques que furou o cerco foi o amigo Antonio Petillo, hoje próspero empresário e desportista (é um razoável jogador de futsal). A foto, já esmaecida pelo tempo, ocupa lugar de honra – justificadamente – em seu escritório. Detalhe: Petillo é rubro-negro, mas sabe o exato valor histórico de um cumprimento trocado com a “Alegria do Povo”.

A verdadeira força dos titãs

Por Gerson Nogueira

Dados garimpados pela infatigável dupla de produtores Sérgio Wilson Japonês/ Rodrigo Godinho, da Rádio Clube, atestam que o Parazão 2012 continua dependente e refém de seus dois velhos titãs. Mesmo num período não muito aquecido do nosso futebol, eles bancam o torneio.
A competição deste ano atraiu um público pagante de 344.813 em 70 jogos, com média de 4.926 espectadores. Desta vez, o Paissandu teve modesta participação no balancete final, em função da má campanha. O Remo, porém, compensou amplamente, arrastando multidões que elevaram os números do campeonato.
O melhor público ficou com o confronto Remo 2 x 0 Águia na decisão do returno, com 36.809 pagantes no estádio Mangueirão. No outro extremo, Tuna 3 x 1 S. Raimundo registrou o menor público – apenas 214 testemunhas.
Quanto ao faturamento, o campeonato teve arrecadação total de R$ 4.786.789,00. A maior renda foi registrada no Re-Pa do returno, com R$ 609.820.000,00. No fim das contas, como sempre, quem faturou mais foi a Federação Paraense de Futebol, que levou R$ 478.679,00.
Como mandante, o Remo foi o primeiro colocado em público pagante: 158.472, com média de 14.407 (11 partidas). Foi do Leão também a maior arrecadação em todo o torneio: R$ 2.076.239,50, com média de R$ 188.749,00.
A dupla Re-Pa, que segue carregando o futebol paraense nas costas, pode não ter muito a comemorar ao final do Parazão, mas a FPF tem razões de sobra para ficar rindo para as paredes. Além dos R$ 478 mil, limpos, obtidos no certame estadual, a federação embolsou mais de R$ 70 mil com a participação das equipes paraenses na Copa do Brasil.
Dos jogos do Paissandu, recebeu R$ 26.871,00. Do Independente, R$ 23.467,00. E do Remo, R$ 20.189. Saldo final de R$ 549.206,00. Colheita nada ruim para os primeiros cinco meses da temporada. Poucas empresas paraenses contabilizam lucros tão generosos por 150 dias de atividade.
E ainda há quem duvide do papel fundamental de Remo e Paissandu para a sobrevivência do futebol no Pará, com todos os desdobramentos dessa condição, como proporcionar emprego, prestígio, poder e renda para muita gente, inclusive quem abertamente manifesta antipatia pelos velhos rivais. Em resumo, se a coisa está ruim com ambos, ficaria muito pior sem eles.
 
 
A ser verdade o que informa o Vicente Dória, em mensagem à coluna, o Paissandu tem motivos para se preocupar com as escolhas do técnico Roberval Davino para a disputa da Série C. “Sou aqui de Catanduva, de onde Davino saiu, depois de afundar o Grêmio Catanduvense no primeiro semestre para a segunda divisão do Estado. Logo, vão cair pra Série D”, vaticina Vicente.
Segundo ele, dos jogadores indicados só se salva mesmo o meia Alex William. Sobre os demais, Vicente é implacável: “Marcus Vinícius é fraco, Fabinho Carioca é uma lástima, o Sidrailson tem muita raça, mas se machucou e nem deve estar apto a jogar”.
Davino, segundo Vicente, não ministrava treinos coletivos no Catanduvense e costumava decidir tudo em cima da hora. “Treinava a semana toda com um time e jogava com outro. E o pior: só coloca jogadores apadrinhados, nunca repete escalação. Pode esperar que logo ele deve pedir para contratarem Lorran, Du, Johnson Angolano, Luís Mário, Chiquinho etc. Repasse isso pra massa bicolor, pois com esse cara o Paissandu vai cair igual tijolo”. Será?
Em favor de Davino deve-se dizer que é bicampeão da Série C. Ganhou com o Vila Nova (GO) e com o Remo, em 2005. Só por isso já merece todo respeito.
 
 
Sobre o debate em torno dos pênaltis, inaugurado pelo próprio presidente da Fifa, recolhi no Facebook a opinião de um craque das letras (e do futebol sem compromisso), o amigo Edyr Augusto Proença. “Sou batedor de pênalti, claro, na minha pobre pelada. Mas acho que o grande batedor é o que tem malícia, que espera até o último instante pelo movimento do goleiro. Quanto a mim, poucas vezes perco, porque não facilito, chuto forte, no canto, com precisão. Mesmo com goleiros ágeis e grandes de hoje, é muito difícil pegar. Os últimos pênaltis perdidos nos grandes jogos internacionais tiveram o medo, principalmente, como elemento ativo”.
 
 
Cametá, que rivaliza com Baião pelo título de mais bela cidade paraense, festeja São João Batista. Neste ano, a colônia cametaense de Belém também vai poder homenagear o padroeiro. Um cortejo será realizado no sábado (2) às 11h, da Alça Viária até a travessa Vileta, na Pedreira. A concentração dos romeiros será no posto da Polícia Rodoviária na BR-316, informa o cantor Kim Marques, um dos coordenadores da homenagem. No domingo, às 6h30, haverá procissão e missa na Igreja de Nossa Senhora Aparecida (avenida Pedro Miranda), às 9h.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 31)

Seleção começa a tomar forma

Por Gerson Nogueira

O primeiro amistoso, contra uma Dinamarca sem entusiasmo, valeu mais pelo placar e a boa movimentação. O de ontem, contra um time americano doido para sair do terceiro mundo da bola, foi mais convincente. Duvidava que Mano Menezes ainda conseguisse dar um formato tático interessante e competitivo à Seleção. Esse time, apesar de peças descartáveis como Sandro (um volante comum), promete. É verdade que com Neymar no ataque tudo fica mais facilitado. As jogadas fluem e aparece aquele improviso que tanta falta fez ao Brasil nos últimos tempos.

Oscar, o organizador que andamos procurando há anos, voltou a jogar muito. Fiquei com a impressão de que Paulo Henrique Ganso vai ter que correr atrás de uma vaga no time. O garoto do Inter joga sério, muito sério, mas esbanja categoria. Tomou conta da camisa 10. Marcelo, o lateral que o Real Madri aplaude e que o Brasil esnobava, apareceu muito bem. Leandro Damião voltou a jogar mal e Alexandre Pato segue acima da média na arte de perder gols. Chega a ser irritante a facilidade com que ele desperdiça bolas fáceis.

Hulk manteve o nível de esforço e a disposição que se espera de um operário da bola. No gol, Rafael esteve firme, embora o titular indiscutível seja Jefferson. Não foi uma exibição de gala, mas gostei da Seleção e começo a acreditar em medalha olímpica.

Tribuna do torcedor

Por João Lopes Jr. (englopesjr@gmail.com)

No mesmo dia em que o Remo selou a vaga para esta série D, dois dias depois de ser vice, e ainda aborrecido com toda a celeuma com o Cametá, prometi que não daria a mínima para a série D… Mas a verdade é que, passado esse pouco tempo de lá para cá, adivinhe só, já estou novamente torcendo e preocupado com o Remo. Não dá para negar que o time tem chances de realizar boa campanha, mas acho que isso será no melhor estilo Davino, muita retranca e futebol de resultado. Evidentemente, o futebol apresentado pelo Remo no Parazão não relembra os melhores momentos do Clube, mas dava até vontade de ver a garotada se empenhando junto com os mais experientes e até de ver Fábio Oliveira e Marciano se esmerando para fazer gols. Essa mescla de experiência e juventude parece ter sido o que garantiu u a maior pontuação do Parazão ao Remo. Então, uma perguntinha razoável a ser feita é por que tanto veterano para a série D? Principalmente na zaga! Onde estão com a cabeça os dirigentes que não tratam de levar para o Baenão o Perema? E por que não Ricardinho e Balão Marabá do mesmo São Francisco, para reforçar o ataque? Um dos melhores times que vi jogar com a camisa do Remo era aquele com Edil e Ageu Sabiá no ataque, que tinha ainda o lateral Junior, o Rogério Belém e o Dema, além do zagueiro que é, até hoje, “O” zagueiro: Belterra. Os papa-xibé se garantiam! Isso é só um exemplo de que deve existir investimento na base. Aquela história de jogador de time grande e de time é bobagem, o que existe é investir ou não no atleta. Torço, embora não espere, que os dirigentes valorizem o verdadeiro do clube, a torcida e o nome Clube do Remo.