Acharam o culpado pelo fracasso mundial de Bolsonaro

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Por Gilberto Dimenstein, no Catraca Livre

Acharam o culpado do fiasco mundial – e é um garoto, levando-se em conta sua pouca idade para o cargo. A leitura dos principais veículos de comunicação do mundo sobre o discurso do presidente Jair Bolsonaro em Davos mostra uma decepção generalizada pela superficialidade e generalidade – e até, em alguns casos, deboche.
Heather Long, do The Washington Post, preferiu fazer piada sobre “grande fracasso”. “O presidente brasileiro Bolsonaro falou por menos de 15 minutos. Grande fracasso. Ele tinha o mundo inteiro assistindo e sua melhor linha era dizer às pessoas para irem de férias ao Brasil”.
O discurso foi escrito por Filipe Martins, 30 anos, assessor internacional do presidente. Ele é um dos homens ligados a Olavo de Carvalho no Planalto, guru do presidente, informa a revista Época.
Filipe é muito jovem, inexperiente e, como seu guru, tem ideias exóticas sobre diplomacia, tipo “aquecimento global é um complô dos comunistas”. Ele trabalhou num site chamado Senso Incomum em que o editor chegou a propor a queima de livros de Paulo Freire.

Leia aqui o que a imprensa mundial falou sobre o discurso, numa seleção do Canal Meio

A cobertura da imprensa internacional a respeito do discurso do presidente Jair Bolsonaro, em Davos, foi menos crítica do que a brasileira. Ainda assim, as observações são similares. O presidente era um dos nomes que despertavam maior curiosidade. ‘Medo de palco’ foi o título dado pelo Washington Post, que descreveu a fala como “sem vida”. “Um discurso recebido com aplausos tímidos”, seguiu o New York Times. Mesmo o Financial Times, bem mais preocupado em sua cobertura com a economia do que com outros temas, dedicou metade da análise do discurso à aflição com a possibilidade de uma política descuidada com o meio ambiente. De forma mais sucinta, em seu título, o Quarz resume a desconfiança — ‘Jair Bolsonaro está tentando convencer o mundo de que se preocupa com o meio ambiente’. O Wall Street Journal também indicou estar desapontado. “Em um evento para a elite dos negócios mundiais, Mr. Bolsonaro deixou investidores frustrados ao lhes negar qualquer detalhe sobre sua política econômica.”

Um burro em Davos

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Por Fernando Horta, no Jornal GGN

Num dos esforços de melhorar as relações entre os países da América do Sul, durante ainda a segunda guerra mundial, os EUA por meio de Walt Disney, criou um personagem para dialogar com o rato mais famoso do estúdio. Zé Carioca (Joe Carioca em inglês) aparece em 1942 num filme ao lado do Pato Donald, chamado “Saludos Amigos”. O Brasil de Zé Carioca é um Brasil com “belezas naturais”, “florestas”, “praias” e com um “povo hospitaleiro” disposto a “receber” outros povos da América numa desesperada busca por modernização econômica.

O Brasil de Zé Carioca oferecia apenas entretenimento e oportunidades econômicas. Era “faceiro”, “falastrão” e “boa gente”, mas carecia de qualquer capacidade civilizatória que tivesse valor na metade do século XX. O Brasil vivia o processo de urbanização e Zé Carioca mostrava o estereótipo do “malandro carioca”, num modo de vida em franco mal-estar com trabalho ou produção econômica. Enquanto Donald é um determinado e turrão pato, Zé Carioca mostrava-se ao avesso de qualquer noção de “hard working”, vivendo da barganha individual e do extrativismo urbano de vantagens que o “malandro” podia obter.

É a noção mais eloquente do Brasil à venda; do Brasil como terra de “oportunidades” ao dinheiro estrangeiro. Oportunidades normalmente não industriais, mas voltadas ao entendimento que até então se tinha do país: o local do exótico e do selvagem.

Zé Carioca era o modelo mais bem acabado do Brasil do “baticundum”. Até o burro Jair, em Davos. Muito menos falante que Zé Carioca, sem qualquer carisma ou capacidade de comunicação, Jair retomou o estereótipo do Brasil opulento por suas “belezas naturais”, e carente de valores civilizados. Sem a capacidade de formular quaisquer pensamentos mais profundos, ou mesmo de dar indicações precisas de suas ideias, Jair Bolsonaro falou menos do que o entrevistador que tinha a triste missão de arrancar algo inteligente do presidente brasileiro. Em pouco mais de seis minutos de fala titubeante, desconexa, empiricamente mal formulada e totalmente frustrante, Bolsonaro falou mal do “bolivarianismo”, dos “governos anteriores”, do “viés ideológico” e hipotecou o Brasil de mais formas do que QUALQUER governo anterior.

Na fala de Bolsonaro, o Brasil é uma terra-arrasada precisando de ajuda. E para isto não apenas ele oferece nossa “opulência”, como promete “privatizar” e oferecer “oportunidades de negócios”. Nem a Cuba de Fulgêncio Batista, antes da revolução, era pintada de uma forma tão subalterna, insossa e desesperada por capital estrangeiro. Bolsonaro precisou ser lembrado, diversas vezes, pelo entrevistador de que o Brasil é a oitava economia do mundo (já foi a sexta, nos tempos de Lula), e que deveria ter algo a mais a oferecer do que “diminuir o Estado”. O sonho de Bolsonaro, contudo, é que o Brasil se torne “um dos 50 melhores países do mundo para fazer negócios”.

A revista Forbes organiza uma lista de “best countries to do business”, anualmente, baseados em entrevistas com empresários e alguns indicadores capitalistas (como inflação, renda per capita, PIB e etc.). Entre os 50 primeiros na lista estão a Lituânia, a Estônia, o Chipre, a Mauritânia e a Costa Rica, por exemplo. O Brasil figura na posição 73 da lista, e o sonho do atual mandatário do país é subir 23 posições na lista da revista americana.

Bolsonaro aceitou, sem qualquer reserva ou questionamento, o rótulo para o Brasil de “país corrupto”. Aceitou a ideia de que precisamos dar algo para a comunidade internacional (reformas) para dela obter “confiança” e “investimento”. Bolsonaro só não aceitou o termo “direitos humanos”, transformados na fala dele em “verdadeiros direitos humanos”. Também não aceitou a noção de que precisamos preservar nosso meio ambiente e nossa diversidade. Para Bolsonaro, agrobusiness e meio ambiente “precisam andar juntos”. “Nem pra lá, nem pra cá”, disse o empossado, num luminar momento de concatenação de duas ideias ao mesmo tempo. Foi o máximo que o entrevistador conseguiu tirar do burro que hoje ocupa o Palácio do Planalto.

Bolsonaro não falou da Embraer e nossa tecnologia de ponta em indústria aeronáutica, não falou da Petrobrás e nossas tecnologias para descoberta e extração de petróleo, não falou das nossas pesquisas sobre revitalização de biomas (como o Cerrado), não falou do esforço para fazer crescer o valor agregado de nossas mercadorias. Bolsonaro falou do Brasil já sem as áreas que ele pretende vender. E isto significa voltar ao Brasil do Zé Carioca. Um país suplicante, mendigo e submisso, culpando-se por não poder ser mais espoliado pelo capital estrangeiro. Um país que tem vergonha de si, vergonha de não ser uma potência urbana, quem sabe branca e rica.

O discurso de Bolsonaro teria envergonhado TODOS os ditadores militares de Castelo Branco a Médici. Falando em um tom monocórdico de aluno recém alfabetizado, o burrito Jair repetia os nomes dos ministros Guedes, Moro e “Ernesto” como se aos olhos do mundo eles fossem fiadores da capacidade que Bolsonaro não tem. O entrevistador envergonhado termina o suplício da fala de Bolsonaro, e quem assistiu fica com saudade do Zé Carioca. O papagaio da Disney nos vendia por um preço melhor, com maior conhecimento e eloquência do que o burrito Jair. E ainda ouvíamos Aquarela do Brasil sem bater continência para bandeira norte-americana …

https://jornalggn.com.br/blog/fernando-horta/um-burro-em-davos

A frase do dia

“Imagina que o Bolsonaro perdeu a eleição pro Haddad. Imagina que após perder a eleição presidencial ele é eleito deputado e presidente da Câmara dos Deputados e decide que o Haddad é ilegítimo, o STF é ilegítimo e ele é o verdadeiro Presidente. É isso que tá rolando na Venezuela”.

Erico Dietrich

Ofensas de desembargadora a Marielle serão investigadas pelo CNJ

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Por Carol Proner

Vem em boa hora essa insistência dos Juristas pela Democracia (ABJD), para que o CNJ investigue a desembargadora Marília Neves pelo cometimento de crime de ódio. Agora que se mesclam os escândalos de corrupção do clã Bolsonaro e as atividades da milícia que assassinou Marielle Franco, as palavras da desembargadora soam ainda mais odiosas.

Relembremos: em março de 2018, Marília Neves escreveu nas redes sociais, logo após o assassinato de Marielle, que a vereadora fora “engajada com bandidos e eleita com apoio do Comando Vermelho” . Segundo a desembargadora, “seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim. Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

Essas duras palavras proferidas por integrante do poder judiciário merecem responsabilização exemplar, por caracterizarem discurso de ódio com objetivo vil de insultar, intimidar ou assediar.

Esse foi o conteúdo da representação que a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia protocolou junto ao CNJ e que até hoje espera resposta.

(*) Doutora em Direito Internacional e professora da UFRJ

Estreia em grande estilo

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POR GERSON NOGUEIRA

A longa espera da torcida não foi em vão. Ansiosa por ver o time em ação, o público presente à Curuzu não se amofinou nem com o temporal que desabou cinco minutos antes do jogo. E valeu a pena. Com grande atuação do meia Alan Calbergue, autor de dois gols e organizador das ações no meio, o Papão aplicou a primeira goleada do Parazão atropelando o São Francisco, apesar de um ligeiro susto inicial.

Sem fazer amistosos de preparação, o time do técnico João Brigatti se comportou bem, superando o desentrosamento natural e a falta de adaptação de boa parte dos jogadores – 10 estreantes. Alan foi a exceção, representando (muito bem) os atletas regionais.

Depois da imagem negativa deixada no último compromisso oficial de 2018, quando foi fragorosamente goleado pelo Atlético-GO por 5 a 2 no jogo do rebaixamento à Série C, o PSC encarou com gosto o desafio da estreia no Campeonato Estadual.

Depois de um início confuso, a defesa se atrapalhou com a rápida movimentação dos atacantes do São Francisco e acabou entregando o ouro, aos 12 minutos. Alexandre cruzou na área e o baixinho Tavinho se meteu entre os zagueiros para cabecear e abrir o placar.

O Leão santareno não teve nem tempo de comemorar. Menos de dois minutos depois, uma bobeira da defesa santarena permitiu o empate. Andrelino demorou a despachar a bola e acabou estourando em Caion ao  tentar dar um chutão. A bola se dirigiu caprichosamente para Paulo Rangel na entrada da área. Ele dominou e bateu firme, no canto direito de Labilá.

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Mesmo com a correria do São Francisco, as jogadas de mais lucidez eram sempre elaboradas do lado bicolor. Aos 20’, mostrando bom entendimento, Caion e Bruno Oliveira avançaram pelo lado direito e o passe saiu rasteiro, sob medida, para o arremate de Alan Calbergue. O meia bateu de chapa acertando o canto da trave do São Francisco.

Apesar da virada no placar e do entusiasmo da torcida, o sistema de zaga do Papão continuava vacilante. Em chute longo de Alexandre, Mota se atrapalhou todo com a bola, quase botando para o fundo das redes.

A reabilitação do goleiro veio no lance seguinte, quando Douglas cabeceou no canto esquerdo, de cima para baixo. Mota voou e evitou o gol certo, embora o lance fosse invalidado pela arbitragem.

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Aos 33’, nasceu o terceiro gol. Bruno Oliveira, um dos estreantes mais dinâmicos em campo, cobrou falta sofrida por Leandro Lima e a bola saiu forte, resvalando na barreira e enganando o goleiro Labilá.

Algumas outras investidas do ataque poderiam ter resultado em gols. Caion mandou um disparo forte da entrada da área, mas Labilá defendeu bem. O centroavante Paulo Rangel também arriscou, mas o goleiro salvou. No minuto final do 1º tempo, Sandro enfraqueceu ainda mais o São Francisco recebendo o segundo amarelo após carrinho em Leandro Lima.

Depois do intervalo, com o jogo controlado, Brigatti trocou Paulo Rangel por Elielton e Bruno Oliveira por Caíque. O gol que determinou a goleada aconteceu aos 32’ e foi o mais bonito da noite. Após bom passe de Nicolas, Alan bateu de primeira, no canto direito de Labilá.

William ainda entrou no lugar de Leandro Lima, mas o Papão já havia baixado as armas. Passou a tocar a bola e administrar a passagem do tempo, sacramentando a boa estreia.

A categórica vitória reforça a condição de favorito que o PSC tem na competição, afastando os temores de que o pouco tempo de preparação poderia comprometer a caminhada inicial da equipe.

Domingo pela manhã, na Curuzu, o adversário será o Bragantino e os bicolores terão a oportunidade de confirmar a boa impressão deixada ontem e brigar pela liderança do grupo A2, que tem o Paragominas em primeiro lugar com duas vitórias.

Em sentido contrário, o São Francisco saiu de campo com a defesa mais vazada da competição e um preocupante ar de acomodação, levando em conta as entrevistas de seus jogadores. A ausência de Jefferson Monte Alegre afetou o esquema montado, mas não é suficiente para explicar a atuação descuidada na defesa e dispersiva na frente. (Fotos: Jorge Luiz/Ascom-PSC)

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Executivo mineiro reconhece grandeza da dupla Re-Pa

É sempre bom ver alguém falando bem da gente.

Itair Machado, executivo do Cruzeiro, entrevistado no programa Bola da Vez (ESPN), ao ser perguntado sobre grandes clubes brasileiros, fez questão de destacar o Remo e sua torcida, cuja grandeza o impressionou quando veio a Belém com o Ipatinga, nos anos 90.

Disse que nunca esqueceu as cenas da massa humana acompanhando o ônibus pelas ruas de Belém, algo que Cuca também já havia citado em programas esportivos nacionais.

Itair citou também o Santa Cruz e o PSC, pelas torcidas e tradição, como exemplos de clubes que não conseguiram se manter na Série A, mas que são igualmente grandes no contexto do futebol brasileiro.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 24)

Desastre anunciado

Por Malu Aires

Se era o que faltava, não falta mais.
A Bolsa despencou, depois que os jornais do mundo não entenderam aquela aparição desconcertantemente alaranjada, em Davos.

Corre fofoca de que correu fofoca nos corredores do evento, envolvendo os Bolsonaro à morte de Marielle.
Marielle é nome vivo na Europa. Uma rua na Alemanha leva seu nome e, lá, não há milicianos arrancando e quebrando placas.

O discurso nervoso, inseguro, despreparado, vago, explica porque não fazia sentido torturar os espectadores com mais 40 minutos daquele horrorshow.

Todo mundo quer tapete vermelho, avião oficial, caviar, champanhe a bordo, hotel 8 estrelas. Trabalhar que é bom…
Quando entraram no AeroLula, esqueceram o caderno da lição, em casa.
Desde junho do ano passado, Bolsonaro evita apresentar projeto de governo para a economia. Ele não tem ideia de como fazer isso.
O Mercado precisa de palavras gentis para ações hostis. Bolsonaro não entende nada disso e Guedes nunca deu satisfação dos seus rolos.

Guedes e Bolsonaro não se entendem porque Bolsonaro não entende. Bolsonaro leva comitiva pra Davos, convida o filho racista pro passeio e, em 6 minutos, faz o Brasil perder bilhões com o mercado árabe.

Longe de ser um orador, Bolsonaro ainda sofre com dificuldades de leitura. Não serve nem pro papel.

Bolsonaro está isolado. Ele, Eduardo e nada de assessores para ajudá-los, nem com o inglês básico. A família se cercou, por 30 anos, de funcionários fantasmas que não são úteis, hoje.

O brasileiro acorda todo dia e tem que encarar essa farsa. Vendo essa gente desonesta e perigosa se apropriando de tudo que é público e tratando como privado.

O brasileiro precisava encarar a patifaria, sofrer, diariamente, com o descaramento, para voltar a ter orgulho de si mesmo.
O “eu avisei” é libertador, pra todos os trabalhadores que foram ameaçados, em 2018, porque já sabiam.

A cara de atropelado por um guindaste, do Jair, é muito boa de se ver. É bom ver o coiote levando rasteira do papa-léguas. É bom ver que o castigo vem mesmo a galope. Isso dá esperança pra gente cansada de injustiça.

Jair, o vexame de Davos, continua sendo o mito dos abobalhados que não têm noção do porquê um país precisa de um Presidente da República.

Bolsonaro, acreditou que seria a estrela de Davos. Mas estrela que não brilha é buraco negro.

Em 2010, Davos deu a Lula, o prêmio inédito de Estadista Global. Bolsonaro foi lá se medir a um Estadista Global e perdeu a oportunidade de ficar aqui, quieto, escondido no Einstein.

Ecos da tal ‘nova era’

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“Bom, diante da iminente Guerra na Venezuela, acho q é dever dos coxinhas paulistas, paranaenses e catarinenses se alistarem como voluntários pra ajudar a combater o comunismo no mundo. Força aí, galera”. Sheila Grecco

“Escândalo com o Flavio parece caixa de lenço de papel: você puxa um e logo vem quatro!”. Zé Simão

“Imaginem um país governado por milicianos, de repente descobertos, e por isto reféns de quadrilhas do mercado financeiro e militares entreguistas? Só imaginem! Porque isto não pode acontecer”. Roberto Requião

“Os pobres e miseráveis estão morrendo de fome em meio ao fogo cruzado das elites que brindam e se embebedam enquanto decidem suas guerras particulares em salas frias com ar condicionado e bons espumantes e ninguém tá nem aí. A vida perdeu o valor, mas o petróleo é disputadíssimo”. George Marques

“Qual será a delação do Palloci essa semana pra tentar encobrir esse escândalo dos Bolsonazi e as milícias”. Marcelo D2

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“Bolsonaro manda avisar à Arábia saudita que pode deixar as galinhas aqui que ele come todas. Entendedores entenderão”. Marcia Denser