Seleção analisa adversários e começa a receber os convocados

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A comissão técnica chefiada por Tite iniciou neste domingo os trabalhos na Granja Comary voltados à Copa do Mundo da Rússia. Na véspera de receber 17 dos 23 convocados, entre eles o atacante Neymar, o treinador estudou a Costa Rica, segundo adversário do Brasil no torneio.

Com a finalidade de potencializar a análise dos concorrentes, a CBF distribuiu a missão de estudar as seleções entre os analistas dos clubes da Série A em 2017. Os profissionais do Avaí, responsáveis por esmiuçar a Costa Rica, estiveram na Granja Comary neste domingo.

Ricardo Henry Duarte, chefe do departamento de análise no clube catarinense, e Vinícius Frason passaram a tarde falando sobre o time da América Central. O confronto entre Brasil e está marcado para as 9 horas (de Brasília) do dia 22 de junho, em São Petersburgo.

Durante a semana, os analistas de Grêmio e Sport, encarregados da observação de Suíça e Sérvia, respectivamente, também estarão na Granja Comary. A Seleção permanece em Teresópolis até o próximo domingo, data em que embarca para a Inglaterra.

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APRESENTAÇÃO

A Seleção Brasileira começou a chegar na Granja Comary, em Teresópolis, para iniciar a preparação para a Copa do Mundo da Rússia. Logo às 7h20 (de Brasília), o zagueiro Marquinhos, do PSG, chegou ao local, onde Tite e sua comissão já estão desde o domingo, sendo o primeiro atleta a se apresentar na concentração. Além do defensor, o lateral-esquerdo Filipe Luís, do Atlético de Madrid, e o volante Fred, do Shakhtar Donetsk, também já estão no local, que deve receber mais 14 atletas ainda hoje.

Até as 14h desta segunda a expectativa é de cheguem mais 13 atletas, além do goleiro Cássio, esperado na parte da noite. Na terça-feira, o grupo recebe mais três convocados: Alisson, Philippe Coutinho e Miranda. Dessa forma, só restarão os três jogadores que estarão envolvidos na decisão da Liga dos Campeões da Europa e só devem se apresentar no dia 28, já em Londres: Marcelo, Casemiro e Roberto Firmino. Entre segunda e terça-feira, a expectativa é de que os jogadores passem por todas sessão de exames e avaliações físicas e médicas. (Da Gazeta Esportiva)

A “loucura” do Serrano, um clube centenário resgatado por um jornalista

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Por Diogo Magri, no El País

“Cobri três Olimpíadas e duas Copas do Mundo. E daí? O que eu fiz pela minha cidade?”. A pergunta é de Eduardo Monsanto, jornalista, apresentador e narrador dos canais ESPN e natural de Petrópolis, cidade do interior do Rio de Janeiro. Além das ocupações na profissão que escolheu, ele também preside, há dois anos, a Frente Azul, um grupo de gestão esportiva responsável pelo clube de futebol da sua cidade, o Serrano FC. Ao ver o time comemorar seu centenário, em 2015, sem condições financeiras de disputar nenhum campeonato profissional, a Frente assumiu em 2016 o compromisso de, em cinco anos, entregar um clube viável economicamente, disputando alguma competição nacional e na primeira divisão do Estadual.

Ousado, o projeto já apresenta resultados em sua terceira temporada: a equipe iniciou neste sábado, contra o Duque de Caxias (ganhou 1×0), a disputa da segunda divisão carioca com a expectativa de brigar pelo acesso e conquistar uma vaga na Copa Rio, campeonato que dá vaga à Série D nacional e à Copa do Brasil.

O risco de acabar existia em 2015. No ano de seu centenário, o Serrano não tinha condições financeiras de disputar nenhuma competição profissional. No mesmo ano, Dudu Monsanto fez um curso de gestão técnica na Universidade do Futebol. Para o trabalho de conclusão de curso, precisava traçar um planejamento estratégico para um clube real ou fictício. “Decidi que escolheria o Serrano”, explica. “E, no final, achei tão bom que [para aplicá-lo à vida real] era questão de reunir as pessoas certas”. Entre as “pessoas certas” estavam gerentes de futebol, advogados e publicitários com o desejo em comum de não deixar o Serrano falir.

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A relação com a diretoria ao querer assumir o clube foi tranquila uma vez esclarecidas as intenções da Frente Azul. “Os grupos gestores normalmente querem usar o clube como vitrine no futebol. Quando fomos conversar com o presidente [Alexandre Beck, que está no cargo desde 2007], explicamos que não queríamos nada em troca”. Feito o acordo, o primeiro passo foi um crowdfundingcom o lema “Camisa com história não morre”, que levantou 52.000 reais na venda de camisas, chaveiros, canecas e outros itens – “tudo bancado do meu bolso”, explica Monsanto –, fundamentais para que o primeiro passo, a reforma da arquibancada do estádio Atílio Marotti, então vetado pela Federação, fosse executada. “Mas não foi o suficiente. Tínhamos que melhorar o gramado, regularizar os jogadores e confirmar para a Federação que jogaríamos a terceira divisão até a primeira semana de abril [cerca de um mês depois do início do projeto]”, afirma Monsanto. “Mesmo sem o dinheiro, o momento era aquele. Eu tinha uma quantia guardada para comprar um carro novo e resolvi desistir dele. Minha mulher queria me dar um tiro, com razão. No primeiro ano, coloquei uns 80.000 reais do meu bolso. Foi loucura”.

Loucura recompensada

Em março a campanha começou, em abril o clube confirmou que jogaria a terceira divisão e, em setembro, o Serrano havia subido para a segunda divisão do Rio. No dia 4 daquele mês, uma vitória nos acréscimos contra o Duquecaxiense deu o acesso automático aos azuis de Petrópolis. O estádio foi reaberto já no segundo turno, depois de mais de um ano sem ser utilizado, momento que Eduardo Monsanto considera “emocionante”. “Imagina aqueles que só torcem para o Serrano. Imagina ficar mais de um ano sem ver seu time? Os caras entravam chorando. O futebol só é o que ele é por causa das pessoas”. Ele ainda cita como o aspecto humano do esporte o motiva a fazer uma boa gestão. “Já recebemos contatos de agentes que perguntaram quanto é para botar jogador no time. O futebol é um meio podre e com pouca gente séria. ‘Todo lugar é assim’, disse o agente. Aqui não é ‘todo lugar’”.

O segundo ano começou com maior orçamento, mas maiores dificuldades dentro de campo. O Serrano chegou ao sexto jogo, contra o último colocado, São Cristóvão, com quatro derrotas e um empate, ameaçado pelo rebaixamento. “Se a gente perde aquele jogo, eu ia ter que sair. Foi a quase ruptura. Ganhamos, de virada, com um pênalti aos 46 do segundo tempo”, conta. A ocasião foi, também, um teste para Marcelo Olimpio, que treina o Serrano desde o início da gestão de Dudu Monsanto e sofria pressão para ser demitido após a sequência negativa. “Se ele era bom para subir conosco, por que não seria mais agora? Trouxemos um treinador mais experiente [Wellington Fajardo, que disputou o Mineiro com a Patrocinense] para dar uma consultoria e ele nos ajudou com algumas impressões. Mudamos o esquema, ganhamos alguns jogos e terminamos brigando pelo acesso [apesar de não subir]”. Para a série B de 2018, segundo Monsanto, a ideia é manter o padrão que ditou o ano passado, com uma defesa forte e aposta na bola parada. “Não dá para aplicar o [método do] Guardiola em um gramado como o nosso”.

“Isso vale mais que um título”

Assim como a relação de confiança com o treinador, Dudu Monsanto também mantém contato com os jogadores e viaja para acompanhar o time sempre que os compromissos na emissora em que trabalha permitem. Do relacionamento com um elenco que, por necessidade financeira, tem como base jovens jogadores da cidade e medalhões sem clube, brotaram vínculos além do gramado nos três anos de gestão da Frente Azul. Um deles é com Marcelo Macedo, atacante revelado pelo Fluminense que passou por FlamengoAtlético-PR, Guarani, Coreia do Sul, México e Grécia. Antes de começar a terceira divisão, em 2016, Monsanto ligou para o jogador ao constatar que não tinha o camisa 9 que precisava no time titular. ‘Marcelo, preciso de alguém para fazer gol’. O jornalista explica que Marcelo é natural de Petrópolis e que o sonho do pai dele era ver o atleta jogando pelo Serrano. “Ele veio, com 33 anos, ganhando apenas 500 reais para tomar banho frio e jogar em gramado ruim”. O atacante acabou sendo uma referência para os garotos da equipe, segundo Dudu, e fez o gol de pênalti no jogo do acesso para a segunda divisão. “Nada me emocionou mais do que ver aquela bola entrar”, afirma o líder do projeto.

Outro caso é o de Roberto Lopes, volante que já passou por Vitória, Ceará e Vasco. “O Roberto era um cara que, quando chegou, acertou a equipe. Mas aí, ele recebeu uma proposta de emprego para trabalhar em um supermercado e cuidar do time de futebol local, já com 34 anos. Falei: ‘Roberto, aceita’. Ficaríamos fodidos sem ele, mas penso no futuro do cara”, conta Monsanto, lembrando ainda a história de Garrincha, que, poucos sabem, teve no Serrano sua primeira experiência como jogador profissional. “Em 1951, ele passou dois meses aqui. Mas morava no pé da serra e tinha que pegar trem todo dia, então logo se cansou”.

Por último, o caso de Arthur, lateral-esquerdo reserva. “Arthur tinha 18 anos quando começou com a gente, em 2016. Em uma semana de treino, ele faltou vários dias seguidos, até descobrirmos através do pai que ele tinha sido preso por tráfico de drogas”. Quando saiu, já havia perdido o prazo de inscrição para o campeonato, mas o clube fez questão que o jogador continuasse treinando com o grupo. “Era um menino muito bacana. Em 2017, voltou e foi aproveitado, porque não queríamos que ele se metesse com aquilo de novo”. Entre as últimas rodadas, ele assumiu a posição após uma lesão do titular. No jogo decisivo, precisando ganhar do Olaria para ir às semis, o Serrano, com Arthur jogando, só empatou. “Desci ao campo para cumprimentar os jogadores e, quando encontro o Arthur, ele fala: ‘Dudu, desculpa’”, conta o gestor. “Desculpa? Desculpa por quê? Você está aqui honrando seus companheiros, sua família, seu nome”. Como insiste em ressaltar, Monsanto gosta de priorizar o lado humano ao invés do resultado no placar. “É o que eu procuro no futebol. Vale mais que um título”.

Milhares de argentinos pedem a liberdade de Lula em ato cultural

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De Mídia Ninja

Em uma noite memorável, milhares de pessoas se reuniram na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, para protestar pela liberdade de Lula e por justiça por Marielle Franco. Lula é mantido preso político há 42 dias na sede da Polícia Federal em Curitiba, após ser vítima de um processo ilegal e sem provas, midiático e comandado por um juiz acusado de parcialidade. Marielle Franco foi executada há 67 dias por lutar pelos direitos das mulheres, da população negra, favelada e LGBT. Os dois são lideranças simbólicas na América Latina e no mundo.

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Artistas, intelectuais, pensadores, ativistas e a povo argentina se somaram nesta noite histórica para contar ao mundo sobre a importância de dois líderes vítimas da injustiça. “Seguiremos lutando, do Brasil para a Argentina, da América Latina para o outro lado do mundo, até Lula estar livre”, cantavam artistas e espectadores.

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Um empate que caiu do céu

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POR GERSON NOGUEIRA

Em quantidade decepcionante para o seria uma nova festa pela conquista da Copa Verde, a torcida do Papão parecia estar prevendo que o jogo seria complicado e angustiante. Ao longo da primeira etapa, só deu São Bento, que desfilou em campo, ditando o ritmo e movimentando-se à vontade. Chegou ao gol logo aos 14 minutos e teve mais três boas chances para ampliar. O 2º período foi mais parelho. O PSC melhorou a partir dos 30 minutos e achou o empate em cobrança de pênalti aos 46 minutos.

Assim que a bola rolou, perante 6 mil espectadores, o São Bento partiu para a ofensiva. Diogo Oliveira, Dudu Vieira, Doriva e Walterson eram os jogadores mais envolvidos na busca pelo gol. Walterson queimou a primeira chance logo aos 9’, após tabelinha na área com Dudu. A defesa alviceleste, apática e lenta, apenas observava.

As facilidades eram tantas que, aos 14’, Diogo Oliveira recebeu um passe junto ao bico esquerdo da área e só teve o trabalho de definir o canto. Mandou um chute cruzado, de curva, fora do alcance de Renan Rocha. Pra variar, a zaga cochilou de novo.

Com o estreante Carlinhos na ala esquerda e o retorno de Maicon Silva pela direita, o Papão se ressentia de marcação mais firme pelos lados. Na frente, Thomaz tentava fazer a aproximação com Cassiano e Claudinho mas falhava nos passes curtos, para irritação da torcida.

Depois do gol, o setor defensivo do PSC ficou ainda mais exposto pela necessidade de subir ao ataque. Aos 19’, Diogo Oliveira, movimentando-se bem na intermediária, recebeu excelente passe de Walterson e bateu rasteiro para defesa arrojada de Renan Rocha.

O próprio Walterson, aproveitando a avenida deixada por Maicon Silva, esteve a pique de fazer o segundo gol, chutando à direita de Rena. Num reflexo da atrapalhada atuação do PSC, o primeiro arremate perigoso em direção ao gol foi de Thomaz aos 37’, com a bola saindo rente ao poste do gol sorocabano.

Para tentar mudar a fisionomia do time, Dado Cavalcanti tirou Perema e botou Pedro Carmona em campo. Manteve a linha de três zagueiros, recuando Renato Augusto para ficar ao lado de Edimar e Diego Ivo. Funcionou por alguns minutos, fazendo com que pela primeira vez no jogo o PSC desse sinais de que podia equilibrar as ações.

O problema é que Carmona voltou a sentir a lesão. Em gesto ousado, Dado lançou o estreante Ryan Williams. Moisés já estava em campo, substituindo Carlinhos. Ryan ficou no meio e Moisés caiu pela esquerda, ajudando Cassiano a de vez em quando pegar na bola, coisa que praticamente não aconteceu na primeira etapa.

Antes de deixar o campo, Diogo Oliveira quase fez 2 a 0, batendo forte e cruzado para defesa de Renan Rocha, que tocou com os dedos e desviou a bola para escanteio. O São Bento decidiu então se acautelar, mantendo apenas o atacante Zé Roberto na frente e esperando o PSC em seu campo.

Empurrado pela torcida, o Papão ficou insistindo com bolas cruzadas, sem sucesso, até que um lançamento na área tocou no braço do lateral Everton Silva. Cassiano bateu, o goleiro defendeu parcialmente e a bola entrou, aos 46’. Um empate sofrido, mas importante pelas circunstâncias do jogo. (Foto: Fernando Torres/Ascom PSC)

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Leão entrega o ouro em casa e despenca na tabela

Foi um exagero, mas o futebol pune a imperícia. Os três gols do Confiança aconteceram de maneira fulminante, entre os 25 e os 46 minutos do 2º tempo, justo quando o Remo era muito mais presente no ataque e criava situações de perigo para a retaguarda sergipano. O placar acachapante construído nos 21 minutos finais não o que foi o jogo, bastante equilibrado até o primeiro gol, mas demonstra que, ao contrário dos azulinos, os visitantes foram competentes no aproveitamento das chances criadas.

E chance não faltou aos azulinos. No primeiro tempo, Isac, Elielton, Jaime e Dudu perderam erraram finalizações diante do goleiro Genivaldo. É bem verdade que, antes de o Remo se estabilizar na partida, o Confiança rondou o gol de Vinícius em várias ocasiões.

O goleiro azulino impediu o primeiro gol logo aos 2 minutos, quando Diogo entrou pela esquerda e bateu cruzado. Iago perdeu duas chances claras e Raí bateu de fora da área, tirando tinta do poste direito remista. Aos poucos, depois do mau começo, o Remo foi se erguendo e a partir dos 20 minutos passou a comandar a partida.

Na etapa final, Givanildo trocou Jefferson Recife (contundido) por Levy, mas manteve Isac, mesmo sob os protestos da torcida. Depois, substituiu Elielton por Gabriel Lima. Com Levy, mesmo improvisado, o Remo aumentou a pressão pela esquerda em busca do gol. Ao mesmo tempo, cedia espaços para triangulações e saída rápidas do Confiança.

E, quando mais insistia no ataque, a casa caiu. Aos 25’, em contragolpe bem tramado que envolveu a defensiva azulina, a bola chegou a Léo Ceará. Ele chegou disparando um chute forte da entrada da área, aproveitando a hesitação de três defensores do Remo.

No desespero, Givanildo finalmente tirou Isac e lançou Eliandro. Apesar dos esforços, faltava jeito e organização para impor uma reação. Quando ainda buscava assimilar o golpe, nasceu o segundo gol – na verdade, um golaço de Everton, pegando na veia e sem defesa para Vinícius, aos 37’.

O terceiro gol (Bruno Maia contra) saiu nos acréscimos, em consequência do desespero azulino em tentar pelo menos diminuir a diferença.

A história final poderia ter sido outra, mas o fato é que o Remo, mesmo obtendo boa vitória em João Pessoa na rodada passa, insiste no equívoco de usar um 4-3-3 sem qualidade e força no meio-campo. Além de deixar a zaga vulnerável, a falta de criatividade e de alternativas de aproximação não permite que o ataque funcione como deveria.

Isac, Elielton e Jaime dificilmente alcançarão o encaixe suficiente para que o tridente seja agressivo e eficiente. Pesam diferenças de característica e a má fase do centroavante, cuja persistência não é recompensada com gols. Eliandro, que jogou por 20 minutos ontem, deveria ser mantido até para que Isac seja preservado e possa se recondicionar.

Ainda há muito por acontecer na Série C, mas, com tantos percalços, o Remo periga ficar emparedado nas cercanias da zona de queda, jogando sempre sob muita pressão. O cenário é cada vez mais preocupante.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 21)

Rafael Bastos é novo reforço do Remo

Divulgação-Buriram-United

A diretoria do Remo anunciou neste domingo a contratação do meia Rafael Bastos, 33 anos, como novo reforço para a campanha na Série C. Rafael é carioca e acumula passagens por clubes conhecidos, como Chapecoense, Figueirense, Bahia, América- MG e Vitória. Tem experiência internacional, com atuações por clubes de Romênia, Japão, Portugal, Arábia Saudita e Bulgária. Seu último clube foi o CRB, onde disputou a Série B.

O jogador chega com o aval do técnico Givanildo Oliveira, com quem trabalhou em 2016, quando o América-MG conquistou o Campeonato Mineiro da temporada. Rafael se apresenta ao Remo na terça-feira. Realizará exames e depois assinará contrato.

Censura de ‘Deadpool 2’ é a melhor coisa que podia acontecer

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Por André Forastieri, no portal Terra

Nos últimos anos, as liberdades no Brasil têm sido cada vez mais atacadas. Inclusive a liberdade de expressão. Mas não só. Grupos organizados estão lutando contra nossa liberdade de se informar, de se educar, de se expressar. E até de se divertir. É gente querendo censurar a educação nas escolas, como faz o movimento Escola Sem Partido.

É gente querendo censurar qualquer manifestação política que fuja do que eles acham bonito. É gente boicotando palestrantes, tentando calar a boca dos outros à força. Isso vai além da direita e da esquerda. Aliás, muita gente que se diz “liberal” ou “progressista”, no que se trata de censura, é igualzinho: censor.

Em 2017, uma exposição sobre sexualidade, patrocinada por um grande banco, foi alvo de muitas críticas, porque seria “blasfema”. Acabou sendo interrompida. Foi mais um caso do Brasil se rendendo à censura, no caso ao fundamentalismo religioso.

Mas sabe como é: perseguição dos outros não importa. Só importa quando chega à gente.

Agora chegou num grupo que gosta muito de ter liberdade, mas que geralmente ainda não aprendeu que liberdade não é uma coisa que a gente tem. É uma coisa que se conquista, se arranca de quem quer nos aprisionar. E depois tem que ser defendida com unhas e dentes, cotidianamente, para sempre.

E foi assim que o Ministério da Justiça, nesse país tão injusto, de tantas maneiras, decidiu que nenhum menor de idade poderá ver Deadpool 2. Nem acompanhado dos pais.

Assim, o governo federal ataca não só a liberdade dos jovens, mas a liberdade de seus pais. Diz, em resumo, que eu, pai, não tenho direito de mostrar determinadas coisas para meu filho.

Eu vi no cinema todos os filmes da Marvel com meu filho, desde que ele tinha quatro anos, o primeiro Homem de Ferro. E inclusive o primeiroDeadpool . Eu ia comprar hoje ingresso para Deadpool 2, quando soube de mais esse ato autoritário desse regime que nos foi imposto.

Isso é especialmente patético, nesses dias digitais, em que qualquer garoto pode baixar o filme na hora da internet e ver o que quiser. Mas também achei útil. De uma certa maneira, a melhor coisa que podia acontecer.

Porque agora, o crescente cerceamento da liberdade que o Brasil vive ficou explícito para os adolescentes de elite, que é quem tem dinheiro para ir ao cinema, para pagar pipoca e refrigerante caro.

Agora, não tem como eles fazerem de conta que o problema é dos outros. Agora, a censura passou a ser problema deles. (e, claro, dos pais deles, como eu, que queriam curtir junto com os filhos o besteirol de Deadpool ).

O primeiro passo para derrotar um inimigo é reconhecer que ele existe, está aqui, é perigoso e nos está causando dano. A censura é insidiosa, é um vilão maquiavélico, que vai enganando as pessoas que está fazendo o bem, que vai dominando a situação. Não é Thanos. É Loki.

E dependendo de quem for eleito esse ano para presidente, e para o congresso, a censura vai aumentar. E vai aumentar muito.

Derrotar o autoritarismo é a missão de todo herói. Agora é dos garotos e garotas que não podem ver Deadpool 2. Quem sabe, a sua.

Para confirmar a evolução

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo que jogou (e venceu) domingo em João Pessoa mostrou, pela primeira vez nesta Série B, o espírito de destemor que lhe garantiu a conquista do Campeonato Paraense, impondo-se ao maior rival nos quatro clássicos realizados. O torcedor andava sentindo falta, estranhando até, a lerdeza com que o time se apresentava na competição nacional, abrindo a guarda para adversários menos qualificados e comportando-se de maneira acanhada sempre que jogava longe de seus domínios.

A postura determinada e firme como reagiu à desvantagem inicial, em terreno inimigo, fez justiça à valentia que foi a grande arma azulina no torneio estadual. Como a equipe não é um primor de qualidade técnica, precisa compensar isso com muita entrega e transpiração. Quando se deixa vencer pela acomodação, vira presa fácil em qualquer circunstância.

Aliás, nenhum time consegue sobreviver no futebol ultracompetitivo dos nossos se não tiver disposição para a luta. Mesmo os mais aquinhoados com virtudes técnicas não podem menosprezar o valor do esforço para a conquista de espaços em campo.

Por tudo isso, o jogo desta noite contra o Confiança, no estádio Jornalista Edgar Proença, reserva à torcida justificada esperança de evolução por parte da equipe de Givanildo Oliveira. Sem Jaime, contundido, a mais provável alternativa para completar o ataque é o ágil Gabriel Lima (foto), que marcou um gol contra o Botafogo-PB na volta ao time.

Rápido, inquieto, driblador e afeito ao jogo dentro da área, Gabriel é daqueles atacantes com recursos preciosos e tende a crescer caso incorpore algumas lições básicas para o êxito no futebol. No caso específico, é fundamental não confundir oportunismo com afobação.

Isso vale, principalmente, para as decisões na zona de finalização. Em várias ocasiões – inclusive no célebre jogo contra o Santos, em Macapá, pela Copa Verde 2017 – Gabriel mostrou presença de área, senso de colocação para estar aonde a bola chega, mas falhou terrivelmente na escolha do golpe final.

Ou pegava muito forte na bola quando o correto seria deslocar o goleiro ou vice-versa. Saiu daquela partida com o peso das críticas pelos cinco gols desperdiçados, não por omissão, mas por excesso de vontade. Assim como para os toureiros, saber dosar a ansiedade é um dos predicados mais visíveis nos grandes atacantes.

Sob a orientação de Givanildo, sempre meticuloso e observador, Gabriel tende a progredir tecnicamente, transformando talento em resultado prático. O jogo contra o Botafogo genérico já mostrou um pouco dessa evolução.

Detive-me na avaliação do papel de Gabriel no ataque do Remo por entender que ele, mais até que Elielton (também ameaçado de veto por contusão) e Isac, é o jogador talhado para surpreender e abrir defesas.

Não se pode esquecer que até recentemente o Remo pecava justamente por ser um time previsível ofensivamente, com um centroavante fixo e dois ponteiros abertos. Gabriel subverte esse planejamento de jogo, pois flutua por todos os lados do ataque, dificultando a marcação. Esse aspecto certamente não passa despercebido ao matreiro Givanildo.

Contra um visitante sempre difícil de ser batido – da última vez, em 2017, empatou com o Remo no Mangueirão fazendo dois gols em dois minutos –, os cuidados com a marcação precisam ser redobrados. Leandro Brasília e Dudu mostram-se mais afinados e, com isso, tem havido mais tranquilidade para a última linha.

O jogo deve ser tão problemático para o Remo como foi o do Santa Cruz. A vantagem é que agora o time conta com mais confiança e recursos para furar o bloqueio defensivo do adversário.

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Uma análise mais fria sobre a final da Copa Verde

Quem se deu ao trabalho de observar, comparativamente, Papão e Atlético-ES na final da Copa Verde deve ter se impressionado com os erros primários cometidos pelo time capixaba na partida. Falhas de coordenação entre zagueiros e alas, nervosos ao extremo, resultando em bolas que escapavam constantemente ao controle e saíam pela linha de lado.

O goleiro Bambu não encaixou uma bola durante todos os 90 minutos. Saía, de maneira estabanada, socando qualquer cruzamento, até mesmo quando tinha a proteção de seus defensores. Evidência clara de um time inseguro e vulnerável.

Curiosamente, o Papão facilitava a vida do visitante, chutando pouquíssimas vezes em direção ao gol e insistindo nos cruzamentos sem direção. Mesmo com toda a pobreza técnica, o Atlético deu uma escapada pela direita e chegou ao gol num cochilo geral da defesa paraense.

A desatenção é prima-irmã da desgraça, principalmente em decisões. Com a desvantagem, os erros passaram a ser primários também do lado bicolor e quase ninguém parava para analisar o absurdo da situação. O Atlético é um time de Série D. Não apenas isso, um time limitado até para a Série D.

É preciso considerar que o clima de festa pode ter influenciado no desempenho dos bicolores, que tinham a vantagem expressiva da vitória no jogo de ida (2 a 0). Ainda assim, fica difícil aceitar que um time com o preparo que a Série B exige se deixe desnortear por um amontoado de jogadores do outro lado.

Quando Pedro Carmona entrou e concretizou a jogada mais lúcida, aproveitando uma situação para finalmente chutar no gol, fez-se a luz. O golaço caiu do céu e atenuou a impressão ruim deixada pelos campeões, quase amargando uma derrota inesperada diante de 35 mil torcedores.

Triunfos costumam obscurecer defeitos e amplificar virtudes. O Papão venceu merecidamente a CV, mas, na condição de time que luta pelo acesso à Série A, não pode aceitar como normal o sufoco que foi empatar em casa com o modesto Atlético.

Para levantar o troféu, o PSC ganhou seis das oito partidas, empatando duas, contra adversários de 4ª divisão ou sem série. A conquista é importante (e lucrativa), mas não podia jamais terminar de outra forma. O título era, sim, obrigação.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 21h, na RBATV, com participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Tudo sobre os jogos de fim de semana dos clubes paraenses nas séries B, C e D, além de sorteios para os telespectadores.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 20)