Três times levam mais de 30 mil pagantes aos estádios na abertura dos estaduais

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POR MARCOS PAULO LIMA, no Correio Braziliense

Pelo menos quatro torcidas provaram indo ao estádio que estavam com saudade dos seus times. Cruzeiro, Palmeiras e o Remo-PA colocaram mais de 30 mil pagantes no Mineirão, no Allianz Parque e no Mangueirão, respectivamente. Atual campeão paulista e do Campeonato Brasileiro, o Corinthians atraiu 19.622 pagantes ao Pacaembu na derrota para a Ponte Preta.

O melhor público da primeira rodada dos campeonatos estaduais é do Cruzeiro. A Raposa levou 33.187 pagantes ao Mineirão na vitória por 2 x 0 sobre o Tupi. Uma das atrações era a estreia do centroavante Fred, o principal reforço do time celeste para a temporada.

Ansiosa para ver o timaço montado para 2018, a torcida do Palmeiras colocou 31.678 pagantes no Allianz Parque na vitória por 3 x 1 sobre o Santo André. Lucas Lima, um dos estreantes da noite, não decepcionou e marcou um golaço na primeira exibição pelo clube.

E Belém do Pará? A cidade mais apaixonada por futebol no país ficou fora das 12 sedes da Copa de 2014, mas continua lotando estádio. No último domingo, o Remo levou 30.860 pagantes ao Estádio Olímpico Mangueirão na goleada por 3 x 0 sobre o Bragantino, na abertura do Campeonato Paraense. E lá não tinha nenhum Fred ou Lucas Lima para atrair o povo.

Sem a Arena Corinthians, o Timão usou o Pacaembu na estreia diante da Ponte Preta. A Fiel levou 19.622 pagantes ao estádio na primeira exibição no ano. No Campeonato Gaúcho, o Internacional derrotou o Veranópolis com 12.649 pagantes no Beira-Rio.

Vasco e Botafogo também jogaram em casa na primeira rodada dos estaduais. Em crise política, o time cruz-maltino perdeu por 2 x 0 para o Bangu com portões fechados. O Botafogo empatou com a Portuguesa diante de 4.055 pagantes.

Entre os 12 gigantes do futebol brasileiro, Flamengo, Fluminense, Atlético-MG e Grêmio não jogaram como mandantes na primeira rodada dos estaduais.

Baú, Caixa e malas. E nem assim emplacam o golpe da Previdência

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A performance no programa de Sílvio Santos, vagas a serem preenchidas com o afastamento – a contragosto –  dos vice-presidentes da Caixa colocados em situação suspeita por uma auditoria, bilhões em verbas oficiais e nem assim a coisa vai bem para Michel Temer aprovar a reforma da Previdência na Câmara.

Kennedy Alencar, um dos raros comentaristas de política que escapa da simples  aceitação servil e submissa da pauta do “mercado” disse hoje na CBN que o “quem quer dinheiro” pouco adiantou:

Apesar do discurso público otimista do presidente Michel Temer, que faz parte do papel dele, a situação nos bastidores continua exatamente do mesmo jeito que em dezembro passado. O governo continua a busca por mais 50 votos a fim de levar a proposta ao plenário da Câmara em 19 de fevereiro, como marcou o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Para aprovar a reforma na Câmara, são necessários 308 votos em dois turnos. Até ontem, ministros e articuladores políticos do governo no Congresso diziam que não tinham esses votos. 

A “esperança” da reforma, cochicha-se nem sempre em murmúrios apenas, está no dia 24. Acham que uma condenação de Lula por 3 a 0 deixará os renitentes a salvo de uma maré eleitoral onde o voto contra as aposentadorias possa impedi-los  de surfar.

É improvável que, mesmo ocorrendo o “placar dos sonhos” no TRF-4 altere-se o “placar do desejo” da votação da reforma. É que, até agora, o primeiro está mais no foco das atenções que o segundo e estes planos se inverterão, até porque a cassação de uma candidatura de Lula vai encontrar, de imediato, suas representações em questões objetivas.

É por isso que o MP, disposto a condenar Lula a penas maiores, beirando a eternidade, se preocupa em avisar que ele não será preso de imediato. Se quebrarem o cristal da legalidade, sabem que passam a andar sobre cacos de vidro. (Por Fernando Brito, no Tijolaço)

CBF vai exigir carteira de trabalho para inscrever atletas no BID

Vitória e teste de luxo

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POR GERSON NOGUEIRA

A atuação do Papão contra o Parauapebas cumpriu parcialmente o ritual de expectativas da torcida, que estava ansiosa para ver em ação os novos contratados. Deu para observar oito deles – Maicon Silva, Fernando Timbó, Cáceres, Danilo Pires, Renan, Peu, Moisés e Mike. A exibição dos novatos foi valiosa, não por influenciar na vitória de 1 a 0, arrancada no sufoco, já na bacia das almas, mas pela maneira como os jogadores se comportaram.

Mesmo levando em conta o curto período de preparação do elenco, que só está sendo completado agora com a chegada do lateral esquerdo Mateus Miller (que defendeu o Remo em 2015), cedido ao clube pelo Palmeiras, o fato é que a apresentação foi aprovada pelos mais de 14 mil torcedores que lotaram a Curuzu.

O torcedor está aprendendo a avaliar com equilíbrio e comedimento as condições de um time. Mesmo aqueles mais fundamentalistas, que esperam e cobram resultados imediatos, sabem que no começo de temporada é  impossível ver um time jogando plenamente, executando jogadas elaboradas e achando o caminho do gol com facilidade.

A primeira parte do jogo foi quase um treino de luxo, tamanha a lentidão na saída do time ao ataque e nas dificuldades que os jogadores encontravam para trocar passes. Raros foram os lançamentos mais longos, refletindo a insegurança normal dos estreantes.

Dos reforços que começaram jogando, o lateral direito Maicon foi um dos mais acionados e, por tabela, o que mais errou também. Cruzamentos longos ou curtos demais chegaram a impacientar a torcida na primeira etapa. No segundo tempo, tornou-se ala ofensivo e rendeu bastante.

Na outra lateral, Timbó foi pouco à frente e acabou se expondo menos, por isso teve falhas mínimas. No meio-campo, Danilo Pires e Cáceres entraram no segundo tempo, com aproveitamento discreto, mas deixando entrever qualidades importantes para uma equipe informação, principalmente Pires, que entrou com personalidade e mostrou atitude.

Moisés se destacou pela presença na frente e pelos deslocamentos constantes. Tipo do jogador que não sossega e, com isso, leva muita preocupação aos zagueiros. Foi o que deixou melhor impressão.

Renan entrou nos instantes finais e ia fazendo um gol de cabeça, lance salvo pelo goleiro Bruno. Um pouco lento, Peu teve alguns bons momentos. Disparou um belo chute de fora da área no 1º tempo e deu um bom cabeceio na etapa final. Mike se encolheu muito, aceitou a marcação e foi o de desempenho mais fraco entre todos os novos legionários bicolores.

De toda sorte, o comportamento do time pode ser considerado satisfatório, pois a defesa praticamente não correu riscos – um chute apenas, muito bem defendido por Marcão – e o ataque buscou incessantemente chegar ao gol, embora com as previsíveis dificuldades ocasionadas pela pouca familiaridade quanto a estilos e características dos jogadores.

Óbvio, também, que é preciso conter os disparates. Acreditar em presepadas como comunicação gestual e distribuição espacial calculada, como no vôlei, é embarcar nas lorotas próprias de teóricos da neurolinguística calcada na hipotenusa com base no conceito dos parâmetros de Sebastião Lazaroni. Ou seja, nada vezes nada. Futebol é simples, dispensa complexidades vazias.

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Adenilson, escolha óbvia para comandar meiúca do Leão

Como era do conhecimento prévio até das pedras do cais, Adenilson será titular no meio-campo do Remo, amanhã, em Tucuruí, contra o Independente. Ney da Matta vai entregar a ele a incumbência de organizar o time para superar os donos da casa. Caso jogue o que jogou em 45 minutos na estreia, diante do Bragantino, o Remo terá muito a lucrar com sua presença em campo.

Adenilson clareou as coisas. Tornou simples o que estava complicado. A bola não chegava nos homens de frente e os laterais não eram convidados a participar do jogo. Bastou ele entrar para o Remo se tornar rápido pelos lados e agressivo nas ações de ataque.

Além disso, ainda abriu caminho para a vitória com um calibrado chute de esquerda, evidenciando o talento para arremates de média distância, tão em falta no Evandro Almeida desde tempos longínquos.

Com Adenilson na armação de jogadas, resta saber como o ataque será armado. O mais provável é que Marcelo permaneça como o número 9, tendo Elielton e Felipe Marques pelos lados.

Nas laterais, Levy segue firme pela direita, tomando como referência sua grande atuação no segundo tempo do jogo contra o Braga, quando passou apoiar o ataque com determinação e marcou um bonito gol. Esquerdinha precisa ganhar mais familiaridade com o próprio esquema de Ney da Matta para render acima do que mostrou domingo.

O setor que mais carece de cuidados é o defensivo. Zagueiros muito lentos e volantes excessivamente preocupados com a marcação, sem mostrar talento para distribuir o jogo e até para dar passes simples. Caso queira ir longe na competição, Da Matta terá que corrigir essas deficiências, com treinamentos ou mudando as peças.

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Sair à francesa nem sempre é o melhor caminho

O afastamento de Rodrigo Andrade, momentos antes do jogo, por razões de ordem física e comportamento inadequado, segundo a nota da assessoria do PSC, deixa claro que o jogador parece mesmo a fim de provocar sua saída do clube. Coincidência ou não, a punição veio no mesmo dia em que a Traffic desistiu oficialmente do processo que movia contra o Papão para obter a liberação do atleta. Frustração¿ Propostas tentadoras¿ Ninguém sabe. O certo é que Rodrigo tem contrato a cumprir e não pode descuidar de suas responsabilidades. Simples.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 19)

Receita para manter um gigante colonizado

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POR MAURO SANTAYANA, em seu blog

Inspirados pelo livro de 1937, de Dale Carnegie, “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, e por personagens recentes de nossa história, subitamente elevados à condição de celebridades, ousamos, como no caso do Pequeno Manual do Grande Manuel, nos aventurar no atrativo mercado das obras de auto-ajuda, em 15 passos (três a mais que os alcoólatras anônimos) com o tema “Como manter uma colônia ou eliminar um concorrente”.

Sem mais preâmbulos, vamos à receita:

1 – Comece por cortar a sua possibilidade de financiamento, apoiando a criação de leis que impeçam o seu endividamento, mesmo que ele tenha uma das menores dívidas públicas entre as 10 maiores economias do mundo e centenas de bilhões de dólares em reservas internacionais, que você esteja devendo muito mais do que ele com relação ao PIB, e que ele seja o seu quarto maior credor individual externo.

2 – Apoie, por meio de uma mídia comprada cooptada ideologicamente e também de entrevistas de “analistas” do “mercado”, estudos e “relatórios” de “consultorias de investimento” controladas a partir de seu país e da pressão de agências de classificação de risco, às quais você não daria a menor bola, um discurso austericida, privatista e antiestatal para a economia do seu concorrente.

3 – Com isso, você poderá retirar das mãos dele empresas e negócios que possam servir de instrumento para o seu desenvolvimento econômico e social, inviabilizar o seu controle sobre o orçamento público, e eliminar a sua liberdade de investimento em ações estratégicas que possam assegurar um mínimo de independência e soberania em médio e longo prazo.

Companhias estatais são perigosas e devem ser eliminadas, adquiridas ou controladas indiretamente.Elas podem ser usadas por governos nacionalistas e desenvolvimentistas (que você considera naturalmente hostis) para fortalecer seus próprios povos e países contra os seus interesses.

4 – Aproveite o discurso austericida do governo fantoche local para destruir o seu maior banco de fomento à exportação e ao desenvolvimento, aumentando suas taxas de juro e obrigando-o a devolver ao Tesouro, antecipadamente, centenas de bilhões em dívidas que poderiam ser pagas, como estava estabelecido antes, em 30 anos, impedindo que ele possa irrigar com crédito a sua economia e apoiar o capital nacional, com a desculpa de diminuir – simbólica e imperceptivelmente – a dívida pública.

5 – Estrangule a capacidade de ação internacional de seu adversário, eliminando, pela diminuição da oferta de financiamento, o corte de investimentos e a colocação sob suspeita de ações de desenvolvimento em terceiros países, qualquer veleidade de influência global ou regional.

Com isso, você poderá minar a força e a permanência de seu concorrente em acordos e instituições que possam ameaçar a sua própria hegemonia e posição como potência global, como o é o caso, por exemplo, da UNASUL, do Conselho de Defesa da América do Sul, do BRICS ou da Organização Mundial do Comércio.

6 – Induza, politicamente, as forças que lhe são simpáticas a paralisar, judicialmente – no lugar de exigir que se finalizem as obras, serviços e produtos em andamento – todos os projetos, ações e programas que puderem ser interrompidos e sucateados, provocando a eliminação de milhões de empregos diretos e indiretos e a quebra de milhares de acionistas, investidores, fornecedores, destruindo a engenharia, a capacidade produtiva, a pesquisa tecnológica, a infraestrutura e a defesa do país que você quer enfraquecer, gerando um prejuízo de dezenas, centenas de bilhões de dólares em navios, refinarias, oleodutos, plataformas de petróleo, sistemas de irrigação, submarinos, mísseis, tanques, aviões, rifles de assalto, cuja produção será interrompida, desacelerada ou inviabilizada, com a limitação, por lei, de recursos para investimentos, além de sucessivos bloqueios e ações e processos judiciais.

7- Faça a sua justiça impor, implacavelmente, indenizações a grandes empresas locais, para compensar acionistas residentes em seu território.

Se as ações caírem, quem as comprou deve ser bilionariamente compensado, com base em estórias da carochinha montadas com a cumplicidade de “relatórios” “produzidos” por empresas de “auditoria” oriundas do seu próprio país-matriz, mesmo aquelas conhecidas por terem estado envolvidas com numerosos escândalos e irregularidades.

Afinal, no trato com suas colônias, o capitalismo de bolsa, tipicamente de risco, não pode assumir nada mais, nada menos, do que risco zero.

8 – Concomitantemente, faça com que a abjeta turma de sabujos – alguns oriundos de bancos particulares – que está no governo, sabote bancos públicos que não estão dando prejuízo, fechando centenas de agências e demitindo milhares de funcionários, para diminuir a qualidade e a oferta de seus serviços, tornando as empresas nativas e o próprio governo cada vez mais dependentes de instituições bancárias – que objetivam primeiramente o lucro e cobram juros mais altos – privadas e internacionais.

9 – Levante suspeitas, com a ajuda de parte da imprensa e da mídia locais, sobre programas e empresas relacionadas à área de defesa, como no caso do enriquecimento de urânio, da construção de submarinos, também nucleares, e do desenvolvimento conjunto com outros países – que não são o seu – de caças-bombardeios.

Abra no território do seu pseudo concorrente escritórios de forças “policiais” e de “justiça” do seu país, para oferecer ações conjuntas de “cooperação” com as forças policiais e judiciais locais.

Você pode fazer isso tranquilamente – oferecendo até mesmo financiamento de “programas” conjuntos – passando por cima do Ministério das Relações Exteriores ou do Ministério da Justiça, por exemplo, porque pelo menos parte das forças policiais e judiciais do seu concorrente não sabem como funciona o jogo geopolítico nem tem o menor respeito pelo sistema político e as instituições vigentes, que são constantemente erodidas pelo arcabouço midiático e acadêmico – no caso de universidades particulares – já cooptados, ao longo de anos, por você mesmo.

Seduza, “treine” e premie, com espelhinhos e miçangas – leia-se homenagens, plaquinhas, diplomas, prêmios em dinheiro e palestras pagas – trazendo para “cursos”, encontros e seminários, em seu território, com a desculpa de “juntar forças” no combate ao crime e ao “terrorismo” e defender e valorizar a “democracia”, jornalistas, juízes, procuradores, membros da Suprema Corte, “economistas”, policiais e potenciais “lideranças” do país-alvo, mesmo que a sua própria nação não seja um exemplo de democracia e esteja no momento sendo governada por um palhaço maluco, racista e protofascista com aspirações totalitárias.

10 – Arranje uma bandeira hipócrita e “moralmente” inatacável, como a de um suposto e relativo, dirigido, combate à corrupção e à impunidade, e destrua as instituições políticas, a governabilidade e as maiores empresas do seu concorrente, aplicando-lhes multas bilionárias, não para recuperar recursos supostamente desviados, mas da forma mais punitiva e miserável, com base em critérios etéreos, distorcíveis e subjetivos, como o de “danos morais coletivos”, por exemplo.

11 – Corte o crédito e arrebente com a credibilidade das empresas locais e o seu valor de mercado, arrastando, com a cumplicidade de uma imprensa irresponsável e apátrida, seus nomes e marcas na lama, tanto no mercado interno quanto no internacional, fazendo com que os jornais, emissoras de TV e de rádio “cubram” implacável e exaustivamente cada etapa de sua agonia, dentro e fora do país, para explorar ao máximo o potencial de destruição de sua reputação junto à opinião pública nacional e estrangeira.

12- Dificulte, pelo caos instalado nas instituições, que lutam entre si em uma demoníaca fogueira das vaidades por mais poder e visibilidade, e pela prerrogativa de fechar acordos de leniência, o retorno à operação de empresas afastadas do mercado.

Prenda seus principais técnicos e executivos – incluídos cientistas envolvidos com programas de defesa – forçando-os a fazer delações sem provas, destruindo a sua capacidade de gestão, negociação financeira, de competição, em suma, no âmbito empresarial público e privado.

13 – Colha o butim resultante de sua bem sucedida estratégia de destruição da economia de seu concorrente, adquirindo, com a cumplicidade do governo local – que jamais teve mandato popular para isso – fabulosas reservas de petróleo e dezenas de empresas, entre elas uma das maiores companhias de energia elétrica do mundo, ou até mesmo uma Casa da Moeda, a preço de banana e na bacia das almas.

14 – Impeça a qualquer preço o retorno ao poder das forças minimamente nacionalistas e desenvolvimentistas que você conseguiu derrubar com um golpe branco, há algum tempo atrás, jogando contra elas a opinião pública, depois de sabotar seus governos por meio de simpatizantes, com pautas-bomba no Congresso e manifestações insufladas e financiadas de fora do tipo que você já utilizou com sucesso em outros lugares, em ações coordenadas de enfraquecimento e destruição da estrutura nacional local, como no caso do famigerado, quase apocalíptico, esquema da “Primavera Árabe” ou a tomada do poder na Ucrânia por governos de inspiração nazista.

15 – Finalmente, faça tudo, inclusive no plano jurídico, para que se entregue a sua colônia a um governo que seja implacável contra seus inimigos locais e dócil aos seus desejos e interesses, a ser comandado de preferência por alguém que já tenha batido continência para a sua bandeira ou gritado com entusiasmo o nome de seu país publicamente.