Uma aula de marketing dos infernos (estrelando o AC/DC!)

Por André Forastieri, no Linkedin

Nesse mundo moderno, a gente virou um bicho muito desatento, distraído, maria-vai-com-as-outras. A moda é Twitter? Começa um Twitter. Facebook? Vamos lá. Instagram, Snapchat? Realidade virtual? Queremos novidade toda hora. Queremos moda nova toda hora. O seriado quente do ano passado? Já era. A banda que estreou com aquela música fantástica? Ih, já está na terceira música, ficou velha, tem coisa nova.

Isso interfere na nossa vida, interfere no nosso trabalho. Fazemos um monte de coisas, corremos atrás de um monte de coisas, prestamos atenção em um monte de coisas. Você vai ao supermercado e dá até vertigem, de tanto produto diferente, e sempre tem mais, mais, mais. Em uma loja virtual, é isso vezes mil.

Num mundo com abundância de distrações, o que mais falta? Foco. Clareza. Permanência. Na vida real, é fundamental fazer algumas coisas muito bem. Você pode ter mil amigos no Facebook, mas isso só faz mais importante amar muito algumas poucas pessoas especiais.  Requer concentração e dedicação.

Como requer esforço ficar bom em qualquer coisa. Até coisas que muita gente acha estúpida. E mesmo que leve décadas para você realmente ficar bom. Como, por exemplo, o AC/DC.

Angus Young usa aquele shorts, toca daquele jeito e esperneia como um epiléptico desde 1973. E, incrível, desde aquela época os caras sabiam que leva um tempão para você chegar ao topo. A primeira faixa do primeiro álbum do AC/DC avisava: “It´s a Long Way To The Top if You Wanna Rock´n´roll”.  

Você pode dizer que o AC/DC, como os Ramones ou o Motorhead, fazem sempre a mesma coisa. O AC/DC faz basicamente a mesma música, com as mesmas letras toscas, desde que eu tinha nove anos de idade. Sou fã desde os dezenove, 1985, quando vi os caras no Rock In Rio. Eu detestava heavy metal. Me rendi ali na hora. Até hoje, não vi show mais poderoso.

O AC/DC faz sempre a mesma coisa, mas ninguém faz essa coisa melhor que eles. Eles não se distraem com a novidade do momento. Nunca mudaram o show, as roupas, os arranjos. Não seguem modinha. Não facilitam para os serviços de streaming, gostam mesmo é de vender CD, e vendem, e de lotar shows, e lotam.

Uns anos atrás, vi uma entrevista com a banda na MTV americana. O apresentador perguntou, vocês acompanham as novidades do rock? Qual a última banda que vocês acharam bacana? Angus respondeu, “os Rolling Stones”.

É de chorar de legal. E é uma aula de como focar no que importa. Repetição leva à perfeição. E manter a fidelidade ao que te fez requer uma disciplina infernal. Mas compensa. Ainda faz sentido Angus Young, nascido em 1955, usar aquele uniforme de colegial enquanto se atira pelo palco? Estádios lotados no mundo inteiro respondem em coro: “Sim!”.

O AC/DC vem passando por uma temporada dura. Malcolm, irmão de Angus, e fundador da banda, teve que se aposentar por questões de saúde. Depois foi a vez de Phil Rudd, baterista, que teve problemas com a lei. Recentemente, um baque aparentemente insuperável: no meio da turnê Rock or Bust, o vocalista Brian Johnson saiu da banda, alertado por seu médico que corria risco iminente de perder a audição.

Pois o que fez o AC/DC? Foi pra casa? Mas de jeito nenhum. Há grana pra faturar, há contratos a serem cumpridos com promotores de shows planeta afora. Angus chamou um baterista antigo. Botou o sobrinho no lugar de Malcolm. E recrutou ninguém menos que Axl Rose para substituir Brian.

Jogada brilhante. Quem já viu o AC/DC dez vezes ganhou uma razão para ver de novo. Quem é fã do Guns N´Roses, idem. E é uma oportunidade única, porque sabe-se lá se no futuro Axl voltará a cantar com o AC/DC. Aliás, nem sabemos se a banda continua: o baixista Cliff Williams já anunciou que depois que a turnê acabar, também está fora.

Você conhece produtos como o AC/DC. São aqueles com que você conta, chova ou faça sol. Que não mudam. Que estão sempre lá quando você precisa. São relações longas, às vezes para toda a vida. Receitas perfeitas são perfeitas. Não há o que melhorar. Não tem duas maneiras de assar uma picanha perfeita.

Pensando agora como empresa. Não há meta mais difícil no mercado que criar um AC/DC, uma Coca-Cola, um leite condensado Moça, uma paçoquinha Amor, um creme Nivea, uma Harley-Davidson. Ou, para ficar na minha vizinhança, o x-salada do Burdog.

Ou, pensando bem, talvez haja algo mais difícil. Que é resistir à tentação de mudar o time que está ganhando. Porque, afinal, o tempo passa, as pessoas mudam, as equipes das empresas mudam, e profissionais naturalmente querem deixar suas marcas por onde passam. De vez em quando dá certo e o cara fica famoso pela esperteza. Na maioria gigantesca das vezes dá errado.

Para ficar em dois casos engraçados, lembro de quando um gênio lá decidiu que Arnold Schwarzenegger deveria fazer comédias para toda a família. E quando a Mercedes, sinônimo de carro de luxo, lançou o Classe A, minúsculo e popular, o contrário do que a marca significava.

Fazer sucesso é difícil. Fazer sucesso por muito tempo é quase impossível. Qual é o segredo da empresa mais valiosa do mundo? Ser como o AC/DC. A Apple faz a mesma coisa pelo menos desde o primeiro Mac que eu comprei, um LC II, em 1992: produtos eletrônicos super charmosos e amigáveis. Que qualquer um pode usar, e depois não quer trocar por outra marca. Os produtos da Apple mudam, o DNA permanece.

Na verdade, a Apple quase foi à falência quando abandonou sua identidade. Foi a volta de Steve Jobs à companhia, e um foco redobrado na identidade da marca, que criou a Apple que conhecemos hoje. Outro dia Tim Cook chamou para o palco Shigeru Miyamoto, o maior gênio dos videogames, criador do Mario, para anunciar os primeiros jogos Nintendo para o iPhone. Lembrei na hora de Angus convocando Axl. Cross-branding perfeito. Mas mantendo a identidade.

Inovação é importante? Nem sempre. Não no caso de marcas como o AC/DC. Tudo que não queremos é que elas inovem. São nossos portos-seguros. Podemos promovê-las usando as mais recentes novidades da tecnologia, as jogadas de marketing mais quentes? Podemos. Precisa ver se é necessário mesmo, ou só dinheiro jogado fora. Mas sempre lembrando da máxima de Tomaso di Lampedusa: “as coisas têm que mudar para que permaneçam exatamente como são.”

Ah, já ia esquecendo: a previsão é que o faturamento total da turnê Rock or Bust passe de 250 milhões de dólares! O AC/DC é assim: é TNT, é dinamite…

Última grande chance para ER?

POR GERSON NOGUEIRA

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Depois da eliminação na Copa do Brasil, o Remo passa a ter como prioridades na temporada a conquista do tricampeonato do Parazão e a campanha no Brasileiro da Série C. A casa ganhou anteontem um novo gestor, com fama de linha-dura, e o elenco será submetido a uma rigorosa avaliação técnica a partir desta semana.

Em meio às afirmações de Mazola Jr. durante a apresentação oficial, chamou atenção o tempo que dedicou a Eduardo Ramos. Elogiou o meia-armador, recordou a tentativa de levá-lo para um dos clubes que dirigiu e foi categórico: se o jogador estiver bem será ele (ER)  “e mais 10”.

A afirmação do técnico divide opiniões na torcida. Nem tanto pelas qualidades do jogador, mas, principalmente, pelo ritmo lento que tem exibido desde que voltou ao Evandro Almeida no ano passado.

Poucas vezes foi possível ver em ação o meia incisivo, que recebia a bola no meio-campo e partia em arrancadas rumo à área inimiga, ultrapassando adversários e chegando em condições de arremate ao gol.

Não que seja justo esperar de um jogador de 33 anos a mesma resistência física do começo da carreira. O problema é que, mesmo quando se posiciona mais atrás, Ramos não consegue mais render a contento.

Fica a impressão de que o jogador que se destacava no plano individual não conseguiu se reinventar para servir ao coletivo. Rafael Jaques chegou a apostar nele como articulador nos primeiros jogos do Campeonato Estadual, mas o rendimento ficou muito aquém do esperado.

A chegada de Mazola coincide com a volta do meia aos treinos, depois de ficar cerca de um mês tratando uma contusão. A oportunidade oferecida pelo técnico é, seguramente, uma das últimas que ER terá no Remo, cuja torcida já o vê com forte desconfiança.

A lesão de Douglas Packer deixa o caminho aberto para a reentronização do camisa 10 já a partir de domingo, contra o Carajás. É provável que Mazola descubra novas atribuições para Ramos, até mesmo conectado ao ataque – como Jaques tentou fazer com Packer, sem sucesso.

Como a coluna já defendeu antes, Ramos tem afinidades com a finalização. Sempre marcou gols e sabe se colocar na linha ofensiva. Se a ideia for bem ensaiada, poderia funcionar como ponta-de-lança clássico ocupando a faixa junto à linha da grande área, alguns passos atrás do camisa 9.

Papão mantém esquema sem homem de criação

A partida contra o Bragantino será a primeira desde que o PSC saiu da Copa do Brasil. Os jogadores falam em virar a chave, trocar o chip e retomar a campanha bem sucedida no Parazão. Líder, com 12 pontos e saldo superior ao de Castanhal e Remo, o time ainda não saiu de Belém para enfrentar os campos do interior.

No estádio Diogão, cujo gramado é um desafio à parte para os visitantes, o PSC vai colocar em xeque outra vez o esquema que abre mão de um jogador de criação no meio-de-campo.

Desde que Alex Maranhão foi barrado, passando a ser uma opção para o decorrer das partidas, a tarefa de imprimir dinamismo e movimentação à equipe tem ido entregue a volantes. PH vinha desempenhando esse papel, com eficiência e sem brilho.

Em Bragança, a missão deve ser dividida entre Serginho e Caíque Oliveira (provável substituto de PH). Ao mesmo tempo em que fecha a linha de marcação, Hélio procura disfarçar a falta de um especialista na articulação imprimindo velocidade na transição.

Às vezes, tudo se encaixa e o sistema dá certo, como no Re-Pa. Em outros momentos, a estratégia fracassa, como contra o CRB. Fica claro que a dificuldade aumenta contra equipes que bloqueiam a meia-cancha.

Como o Bragantino libera mais seus jogadores e deve se lançar à frente em busca da vitória, é provável que abra espaços para o trio de volantes do Papão. É bom lembrar que não é exatamente uma novidade o que Hélio vem fazendo. Dado Cavalcanti e João Brigatti chegaram a apelar aos volantes quando faltava jogador criativo no elenco.

Galo faz aposta de risco para reagir no Parazão

Jobson foi anunciado na terça-feira como reforço do Independente para o Campeonato Estadual. Não é o Jobson driblador e de futebol empolgante dos primeiros tempos de Botafogo. Não é nem mesmo o Jobson que tentou um último suspiro pelo Brasiliense.

O atacante que chega como tentativa de salvar a campanha trôpega do Galo Elétrico no Parazão é apenas sombra do atacante que chegou a ser especulado para a Seleção Brasileira.

A suspensão em 2015 pela Fifa, pela recusa em fazer exame antidoping na Arábia Saudita, botou praticamente um fim na carreira, que já era opaca. Depois, vieram as três prisões e iguais tentativas de voltar a jogar.

“Agora é oficial, torcedores. Sou do Galo! Estamos juntos. Cheguei pra somar e ganhar título. Nem cavalo aguenta”, disparou Jobson ao anunciar a chegada a Tucuruí, imitando o estilo marqueteiro que fez a glória de Túlio.

Caso seja regularizado até amanhã, Jobson pode estrear contra o Itupiranga, sábado, pela 6ª rodada do campeonato. Segundo o clube, o jogador está bem fisicamente porque treinava na Portuguesa (RJ), seu último emprego.

APJ empossa novos imortais

Um grande camarada, Douglas Jaceguai Dinelli, será empossado hoje à noite na Academia Paraense de Jornalismo, que é presidida por Franssinete Florenzano. Escolha das mais meritórias, que coroa uma vida dedicada à atividade jornalística.

No grupo de novos acadêmicos estão outros dois queridos companheiros de ofício, Antônio Praxedes – cujo nome se confunde com a Sudam – e Anthero Eloy Lins. A cerimônia acontece no salão nobre da Associação Comercial.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 27)

Escória bolsonarista expõe família de jornalista do Estadão

Do Estadão:

A jornalista Vera Magalhães, colunista do Estado, é alvo de ataques nas redes sociais desde que revelou, nesta terça-feira, 25, que o presidente Jair Bolsonaro usou seu celular pessoal para compartilhar um vídeo que convoca a população para manifestações contra o Congresso Nacional.

Uma conta falsa em nome da jornalista foi criada no WhatsApp e mensagens fraudadas foram distribuídas em outras redes sociais. Além disso, houve compartilhamento de uma cobrança de 2015 do colégio onde estudam os filhos de Vera, expondo, dessa forma, a família da jornalista.  (…)

Apoiadores conhecidos de Bolsonaro como o youtuber Leandro Ruschel também publicaram textos defendendo a exposição de informações pessoais de Vera como, por exemplo, o salário que ela recebe da TV Cultura para apresentar o programa Roda Viva.

A deputada Alê Silva (PSL-MG) postou uma mensagem no Twitter na qual diz que Vera “também está louca para dar o … furo”. Na semana passada o próprio Bolsonaro insultou a jornalist

Sob pressão, Bolsonaro foge do contato com repórteres

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) evitou hoje a imprensa em Brasília no que foi a primeira aparição pública dele após apoiar manifestações marcadas para 15 de março que incluem o fechamento do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele chegou ao Palácio da Alvorada por volta das 15h45 e parou na portaria do Palácio da Alvorada para falar com cerca de 15 simpatizantes. Enquanto falava com os apoiadores, o comboio de carros o acompanhava por questão de segurança e para que não precisasse se aproximar mais dos jornalistas presentes.

Questionado pela imprensa sobre o ato de repassar vídeos chamando as pessoas às ruas, que é visto por parte de parlamentares como crime de responsabilidade — o que pode resultar em impeachment —, a relação com o Congresso e sobre a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, Bolsonaro apenas acenou e não respondeu.

Bolsonaro tem distribuído nos bastidores mensagens de apoio às manifestações marcadas para 15 de março. Bolsonaristas marcaram o evento a partir de uma convocação do general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), para protestar contra o Congresso Nacional.

IMPEACHMENT NA PAUTA

O PT deve entrar com pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na volta do carnaval, afirmou hoje o líder do partido no Senado Federal, senador Rogério Carvalho (SE), ao UOL. Bolsonaro tem distribuído nos bastidores mensagens de apoio às manifestações marcadas para 15 de março. Bolsonaristas marcaram o evento a partir de uma convocação do general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), para protestar contra o Congresso Nacional.

Na semana passada, o ministro disse que o Legislativo estava chantageando o Executivo por causa de divergências em relação à distribuição do orçamento. Há postagens nas redes sociais pedindo até mesmo o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), o que contraria a Constituição Federal. Por conta disso, a iniciativa de Bolsonaro gerou repúdio entre políticos e ministros do STF. Segundo Carvalho, a atitude do presidente é “um ato muito ofensivo à democracia e precisa de uma resposta à altura”.

Na avaliação de parlamentares de oposição e de centro, Bolsonaro pode ter cometido crime de responsabilidade ao apoiar os protestos convocados por bolsonaristas e ativistas conservadores. A pena para o crime pode ser de perda do mandato. Ou seja, um impeachment. A decisão deve ser tomada até o início da semana que vem, quando o PT terá se reunido com mais partidos de oposição para definir quais medidas adotarão no retorno ao Congresso Nacional depois do feriado.

Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a CF e, contra: I – a existência da União; II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação

A frase do dia

“Na última vez em que fecharam o congresso foram 21 anos de tortura, estupros, assassinatos, arrocho salarial, endividamento e um regime que quebrou o país. Não vamos repetir essa tragédia, agora é a hora de todos se mobilizarem em defesa da democracia. Ditadura nunca mais”.

Marcelo Freixo, deputado federal (PSOL-RJ)

Lesões forçam aposentadoria da musa Sharapova

Sharapova conquistou cinco torneios Grand Slams

As inúmeras lesões e batalhas contra o próprio corpo foram demais para Maria Sharapova. Dona de cinco títulos de Grand Slam e ex-número 1 do mundo, a tenista russa de 32 anos anunciou nesta quarta-feira que está se aposentando profissionalmente do esporte que começou a praticar quando tinha apenas quatro. O anúncio foi feito em uma carta de despedida aos fãs publicada pelas revistas norte-americanas Vogue e Vanity Fair.

“Como você deixa para trás a única vida que você já conheceu? Como você se afasta das quadras em que treinou desde pequena, o jogo que você ama – um jogo que lhe trouxe lágrimas não contadas e alegrias indizíveis – um esporte em que você encontrou uma família, junto com fãs que se uniram atrás você por mais de 28 anos? Eu sou nova nisso, então por favor me perdoe. Tênis, estou me despedindo”, escreveu a russa.

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Desde 2007, quando teve a sua primeira grave lesão no ombro direito (operado duas vezes), Sharapova batalhou com, pelo menos, outras nove lesões entre braço, cotovelo, coxa e tornozelo. Antes das contusões, conquistou o título de Wimbledon, em 2004, e o US Open de 2006. Já convivendo com elas, faturou o Aberto da Austrália, em 2008, e Roland Garros por duas vezes – em 2012 e 2014.

“Eu aceitei esses sinais finais quando eles vieram. Um deles aconteceu em agosto do ano passado durante o Aberto dos Estados Unidos (US Open). Atrás de portas fechadas, trinta minutos antes de entrar na quadra, eu tinha um procedimento para ‘entorpecer’ meu ombro… Compartilho isso não para obter pena, mas para pintar minha nova realidade: meu corpo se tornou uma distração”, contou Sharapova.

Em 2016 veio o pior momento da carreira da russa, que foi pega em um exame antidoping realizado no Aberto da Austrália daquele ano com o uso de Meldonium – uma substância que tomava desde 2006, mas que se tornou proibida em 1.º de janeiro daquele ano. Ela acabou suspensa por dois anos, mas recorreu e viu a pena cair para 15 meses. Porém, desde o retorno a russa sofreu com lesões e nunca mais repetiu o tênis de antigamente.

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Na carta de despedida, Sharapova faz uma espécie de viagem pela própria carreira. Em Sochi, na Rússia, ela deu os primeiros passos no tênis aos quatro anos, inspirada pelo pai. Hoje, com 32, ela expressou gratidão ao esporte e garantiu que sentirá saudades da antiga rotina.

“Ao dar minha vida ao tênis, o tênis me deu uma vida. Sentirei falta todos os dias. Vou sentir falta do treinamento e da minha rotina diária: acordar de madrugada, amarrar o sapato esquerdo à direita e fechar o portão da quadra antes de acertar minha primeira bola do dia. Vou sentir falta da minha equipe, dos meus treinadores. Vou sentir falta dos momentos sentados com meu pai no banco da quadra de treino. Os apertos de mão – ganhar ou perder – e os atletas, sabendo ou não, que me pressionaram a ser o meu melhor”, disse.

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A russa termina a sua carreira profissional no tênis com 36 títulos e somando 21 semanas na liderança do ranking da WTA. Ela ainda conquistou uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Seu último jogo foi a derrota para a croata Donna Vekic por 2 sets a 0 – com parciais de 6/3 e 6/4 -, em janeiro, pela primeira rodada do Aberto da Austrália.

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