NYT: com Bolsonaro, Amazônia está completamente sem Lei

O jornal New York Times publicou nesta quinta-feira (5) uma reportagem especial sobre os impactos negativos do governo Jair Bolsonaro na floresta amazônica. A matéria traz como título “A Amazônia está completamente sem lei: a floresta tropical após o primeiro ano de Bolsonaro”.

“O desmatamento na maior floresta tropical do mundo, um importante amortecedor contra as mudanças climáticas, disparou sob o presidente Jair Bolsonaro do Brasil”, diz o texto. “E seu governo seguiu adiante, cortando fundos e pessoal para enfraquecer a aplicação das leis ambientais. Na ausência de agentes federais, madeireiros, fazendeiros e mineiros entraram [na floresta], encorajados pelo presidente e ansiosos para satisfazer a demanda global”, relata.

A reportagem ainda sustenta que o governo de Bolsonaro “fez alguns acenos” para combater o desmatamento ilegal, mas “reafirmou sua antiga posição de desdém pelo trabalho de conservação”.

“Ele disse uma vez que a política ambiental do Brasil estava ‘sufocando o país’; prometeu em sua campanha que nenhum centímetro quadrado de terra seria designado para os povos indígenas; e, no mês passado, ele ignorou dados oficiais sobre o desmatamento”, cita o texto.

Tal governo, tal Congresso

Por Ricardo Kotscho

Nunca antes um governo brasileiro esteve tão à altura, ou melhor, à baixeza de um Congresso e vice-versa como agora. Nasceram um para o outro, eleitos na mesma “onda conservadora” que levou o capitão ao poder e o país para o buraco.

“Conservadora” é modo de dizer, porque não se trata de opção política ou ideológica, mas de um assalto orquestrado aos cofres públicos na divisão do butim. Eles se entendem: só governam para eles, os amigos deles, e o país que se dane.

No mesmo dia, quarta-feira, deram mais dois golpes de mestre no Tesouro Nacional. Para o Executivo, aprovaram a toque de caixa a reforma previdenciária mamão com açúcar dos militares, que vão ter aumento de salários e poderão se aposentar com salário integral, sem idade mínima. Em vez de cortar gastos, vão aumentar.

As guildas das grandes corporações do serviço público se protegem mutuamente, pois o Judiciário também já tinha garantido seus privilégios. Ao mesmo tempo em que o Senado entregava todas as demandas dos militares, a Comissão do Congresso responsável pelo orçamento aprovava o relatório preliminar que aumenta para R$ 3,8 bilhões o fundo eleitoral para 2020.

Dinheiro para eles não é problema. Para garantir a mamata nas campanhas, o Congresso vai cortar do Orçamento recursos da educação, saúde e infraestrutura, que vão perder R$ 1,7 bilhão.

Chega a ser falta de humanidade. Vão cortar, por exemplo, R$ 70 milhões do programa Farmácia Popular, que oferece remédios gratuitos para a população de baixa renda, como informa a Folha.

Ao apresentar o relatório, o deputado Domingos Neto (PSD-CE) mentiu:

“Fizemos isso sem cortar de canto nenhum”.

A cara de pau dessa gente só se compara aos que prometeram uma “Previdência igual para todos”, que, ao final, vai tirar de quem ganha menos para garantir as mordomias do andar de cima.

Assinaram essa barbaridade representantes de 13 partidos, da esquerda à direita, que contam com 430 deputados e 62 senadores, garantindo a aprovação do bilionário Fundo Eleitoral.

Claro que o governo Bolsonaro não vai vetar esse assalto aos já minguados recursos da área social. O capitão já lavou as mãos: “Geralmente, essas questões políticas é o Parlamento que decide”.

Não se trata de uma questão política, mas de escolha de prioridades. É uma questão social, como mostram as revoltas populares nos países vizinhos, que tanto assustam os militares do governo.

Mas, para essa gente, em caso de alguma manifestação de protesto por aqui, a resposta nós já sabemos como será: tiro, porrada e bomba. Enquanto eles se protegem nos palácios, a população sem emprego formal, sem assistência médica, com a educação e as estradas em frangalhos sobrevive como a dos países em guerra.

No Brasil, os vândalos estão no governo e no Congresso, não nas ruas. Isso não tem como acabar bem.

Vida que segue.

Fernando Meirelles: "Nós temos um presidente que é um tremendo idiota"

Diretor de alguns sucessos de cinema, entre eles o mais recente “Dois Papas”, que estreia hoje, o cineasta brasileiro Fernando Meirelles foi direto ao ponto ao falar sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido): “Nós temos um presidente no Brasil que é um tremendo idiota”, ele afirmou ao site Deadline. Meirelles citou o presidente quando falava sobre o seu mais novo trabalho e o quanto achava que o filme é relevante para os tempos atuais. “Famílias estão se separando por causa desse cara. Isso é realmente estúpido, e ninguém fala com o outro. Então, a tolerância se torna algo realmente raro no meu país”, ele disse.

“Eu estou muito sensível. É uma grande questão para mim, e eu acho que é uma das principais coisas no filme de que eu gosto muito”, afirmou. “Dois Papas” conta a história sobre a relação entre Jorge Bergoglio, o papa Francisco, e Bento 16, seu antecessor no Vaticano, momentos antes de o primeiro assumir a Igreja Católica e o segundo deixá-la.

A frase do dia

“Com o espírito de Natal na parada, e os corações e mentes em prontidão para azedar a ceia, convém lembrar, mais do que nunca, aquele conselho de Mark Twain: ‘Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele, e depois vence-te em experiência'”.

Palmério Dória, jornalista e escritor

Racismo à italiana

A manchete do jornal Corriere dello Sport, da Itália, despertou críticas no mundo esportivo e fora dele também. Jornal resolveu brincar com o tema da Black Friday usando as figuras dos jogadores Lukaku e Smalling. Diante da repercussão ruim, o Corriere alega inocência garantindo que não teve nenhuma intenção de insultar os atletas.

Botafogo e Corinthians iniciam decisão da Liga Sul-Americana de Basquete

Disputada no atual formato desde 1996, a Liga Sul-Americana de Basquete viu apenas uma final envolvendo os famosos “times de camisa”, ou seja, agremiações que têm no futebol equipes conhecidas. Foi em 1999, quando o Vasco da Gama fez 2-0 no Boca Juniors para se sagrar campeão. O hiato se encerra em 2019, já que nesta quinta-feira Botafogo e Corinthians começam a medir forças na competição.

O Jogo 1 da decisão jogada em melhor de três partidas será no Rio de Janeiro, em uma Arena Carioca I que promete receber bom público, e começa às 20h30 (o Sportv exibe). O segundo duelo será no dia 12/12 no Ginásio Wlamir Marques, em São Paulo, também às 20h30.

O segundo duelo será no dia 12/12 no Ginásio Wlamir Marques, em São Paulo, também às 20h30. Em caso de necessidade, o derradeiro confronto será no mesmo Wlamir Marques no dia seguinte (13/12) às 21h30. O vencedor garante vaga na Basketball Champions League, principal competição do continente, em 2020/2021.

Invicto na competição, o Corinthians vem completo para o duelo do Rio de Janeiro e embalado por sete vitórias seguidas no NBB. A equipe paulista foi campeã sul-americana em 1965, 1966 e 1969, quando tinha Wlamir Marques, que hoje dá nome ao seu ginásio, no comando. O time do técnico Bruno Savignani conta com Ricardo Fischer e Arthur Pecos na dupla de armação, além do ótimo ala Zoom Fuller na ala como principais destaques. Como dado interessante, na atual temporada os dois times se enfrentaram pelo NBB, com triunfo do Timão por 102-76.

Do outro lado o Botafogo, cuja principal conquista do basquete foi a Taça Brasil em 1967, busca o principal título de sua história. O time pode ter o desfalque do ala Diego Conceição, que saiu do jogo contra Franca na segunda-feira com dores no joelho e fez exames no final do dia de ontem. O técnico Léo Figueiró, em contrapartida, conta com o retorno do armador Henrique Coelho, que promete formar com Jamaal Smith uma dupla de armadores bem difícil de marcar.

Para os botafoguenses que são supersticiosos, aqui vai uma informação: em 1967, na Taça Brasil, competição equivalente ao Campeonato Brasileiro da época, o adversário derrotado na final foi justamente Corinthians (87-84). (Do blog Bala na Cesta)

Depois de afirmações racistas, Procurador entra de licença médica

O procurador de Justiça Ricardo Albuquerque entrou de licença médica. A informação saiu publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (5). O DOE discrimina como “licença para tratamento de saúde”. Albuquerque foi pivô na semana passada de episódio que teve ampla repercussão no país: áudios vazados de uma palestra para aluno da Fibra, na sede do MPPA, revelam afirmações racistas do procurador contra índios e negros.

Em palestra para estudantes do curso de Direito da faculdade, ocorrida na terça-feira (26), Albuquerque afirmou que o “problema da escravidão no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar”. O áudio com a fala do procurador vazou e repercutiu nas redes sociais, provocando grande repúdio. Ainda na palestra, o procurador disse que “não acho que nós tenhamos dívida nenhuma com quilombolas. Nenhum de nós aqui tem navio negreiro”.

Diante do impacto das declarações, Albuquerque criticou o vazamento e die que suas falas tinham sido mostrada “fora de contexto”. Não colou. O próprio Ministério Público reprovou publicamente a atitude do procurador e o afastou do cargo de ouvidor geral. Como é praxe no MPPA, o procurador deve gozar de licença remunerada.

Papão conquista o Estadual de basquete

Com 11 pontos de vantagem, o Paissandu derrotou o Remo ontem à noite, no ginásio Serra Freire, e conquistou o Campeonato Paraense de Basquete. O placar final, 81 x 70, retratou bem a superioridade do PSC na partida, disputada com torcida única no ginásio azulino. Foi o quarto jogo do curto campeonato, com três vitórias bicolores e uma dos remistas.