Medo sem limites: MP agora quer proibir o “Haddad é Lula”

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Por Fernando Brito, no Tijolaço

Quer ver o quanto eles estão apavorados com o alinhamento popular com Fernando Haddad? Leia o que publica o UOL, agora à tarde: o Ministério Público quer impedir que o candidato da coligação do PT use a expressão “Haddad é Lula” na propaganda eleitoral. 

“Explica-se (‘Haddad é Lula’) para confundir; confunde-se, para, de forma obtusa, trazer ao eleitor a ideia de que o ex-candidato Luiz Inácio Lula da Silva ainda compõe a chapa concorrente”, escreveu o vice-procurador Humberto Jacques de Medeiros em ação movida pelos riquinhos do tal Partido Novo.

Seria, diz este cara-de-pau, “a difusão da ideia de que o ex-candidato ainda se encontra na disputa, ao lado do terceiro representado [Haddad], criando um ambiente de confusão e incerteza jurídica, a comprometer a normalidade do pleito”.

É inacreditável que o povo brasileiro pague uma grana preta a um sujeito que chega a usar o cargo que tem para que o povo não possa saber uma simples verdade eleitoral: a de que Haddad é Lula porque o representa politicamente.

Povo, Dr. Fulano, não serve só para pagar sua vida de tripas fôrras.

Tem direitos, direito de saber a verdade, direito de votar, direito de escolher.

Hoje, em sua coluna , Luiz Fernando Veríssimo diz que, no início de sua consagrada carrreira de cronista, debaixo da ditadura militar, foi avisado de que o nome de Leonel Brizola não poderia, em hipótese alguma, ser escrito.

Numa das primeiras crônicas que escrevi mencionei o Brizola. O editor mandou me chamar. Me recebeu na sua sala com uma única frase:

– Brizola, nix.

Também não se podia mencionar dom Hélder Câmara, Miguel Arraes e mais umas dúzias de vetados pelos militares. O jornal O Estado de S. Paulo fez questão de que todos soubessem que estava sendo censurado, publicando receitas e poemas em lugar das matérias proibidas. A gente tentava transmitir alguma coisa parecida com críticas ao regime nas entrelinhas, sem saber se eram entendidas ou não. Mesmo com o controle da imprensa, os militares não conseguiram evitar que notícias da guerra suja que se travava no Brasil fossem conhecidas. Notícias de prisões arbitrárias, de pessoas torturadas, exiladas ou mortas, enquanto os generais se alternavam no poder.

Não se sabe, claro, até onde esta canalhice irá prosseguir. Mas já se sabe com toda a clareza, a quem serve.

Esta camada que empalmou o poder do Ministério Público passou de todos os limites que a democracia pode aceitar.

O doutor que espere seu queridinho acabar de vez com a democracia para ser um tiranete.

Autocrítica de Jereissati abre espaço para aliança contra o fascismo no 2º turno

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Por Luis Nassif

Peça 1: As ameaças à democracia

Antes de começar o nosso Xadrez de hoje, sugiro uma releitura no artigo “Xadrez do papel de Lula no mundo”. Ele faz um apanhado das ameaças atuais à democracia liberal na EuropaAmérica Latina e Brasil.

Hoje em dia há uma luta mundial contra a democracia liberal, refletida na campanha indiscriminada contra a classe política e na judicialização da política, com o poder sendo empalmado por corporações que não foram eleitas pelo povo.

 Na base, movimentos tipo MBL e seguidores de Bolsonaro.

 No sistema jurídico, os Ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Edson Fachin, um boquirroto, outro discreto, mas ambos as maiores ameaças à democracia, como avalistas dos esbirros dos radicais da base e dos avanços do estado de exceção.

 Com o general Mourão, vice Bolsonaro, entra em cena a corporação militar.

 No quadro midiático, a Rede Globo.

O fator militar

No Painel Globonews da última semana, o general-de-brigada da reserva Luiz Eduardo Rocha Paivatrouxe subsídios importantes para se entender esse jogo e os movimentos dos quartéis. É uma repetição do que ocorre com o estamento jurídico, ambos estruturas hierarquizadas.

A base das Forças Armadas, “formada por gente mais humilde”, é Bolsonaro, diz o general. No topo, o pensamento dominante é do general Mourão, um repetidor de slogans econômicos da Globonews.

Com diferenças pontuais, ocorre o mesmo no Judiciário. Na base – Lava Jato, procuradores e juízes de 1ª instância – a influência maior é o MBL e Bolsonaro. Na cúpula, compartilha-se do mesmo sentimento anti-política – e, portanto, anti-democracia liberal – do Estado Maior das Forças Armadas, e a mesma presunção de se tornar condutores do país.

Com exceção de temas morais, os dois grupos têm a mesma visão sobre o chamado interesse nacional, defendendo o desmonte do Estado – respeitando obviamente os privilégios das respectivas corporações -, a abertura indiscriminada da economia, a plena liberdade dos capitais, a criminalização de toda atividade política, a defesa da força do Estado contra os recalcitrantes, a subordinação cega ao mercado, demonstrando uma ignorância líquida fantástica sobre o conceito de interesse nacional, ainda mais em duas instituições fundamentais para o funcionamento do Estado.

É importante anotar dois movimentos retratados pelos jornalistas de Brasilia. O primeiro, do general Mourão policiando as tolices de Bolsonaro. O segundo, de fontes militares policiando as impropriedades do general Mourão.

Dia desses, o próprio general Villas Bôas, comandante das FFAAs, divulgou em seu Twitter um artigo que discorria sobre as estratégias dos militares para se aproximarem da opinião pública. São sinais nítidos de construção interna de um discurso político que transcende o papel das Forças Armadas.

Fornecendo a base de mobilização da opinião pública e de construção do cimento ideológico, a onipresente Rede Globo e seus diversos braços midiáticos.

Peça 2: O tigre que provou carne fresca

Para se chegar ao estagio atual do estado de exceção, não se imagine um movimento coordenado, centralizado, com alto comando e estratégias previamente definidas.

Há um fato inicial que deflagra o processo e alguns agentes indutores – como foi o caso da colaboração da Lava Jato com o DHS dos Estados Unidos. Mas a base foi o antipetismo e os movimentos de rua estimulados pela Globo.

Depois, o movimento ganha uma dinâmica própria e vai se amoldando a cada nova conformação de força, à medida em que ganha musculatura e se populariza junto à opinião pública. Do combate à corrupção política, ingressou-se no estado de exceção com a repressão violenta aos movimentos de rua, a perseguição a movimentos sociais, invasões de universidades, e outros centros de pensamento crítico, criminalização de jovens manifestantes, perseguição por parte de juízes, procuradores e delegados a quem ousasse questionar seus poderes. Tudo sob o estímulo irresponsável de Ministros do STF.

E aí, consolida-se uma das leis máximas da política: as moléculas tendem a ser atraídas pelos corpos que possuem maior massa crítica. Deixaram a onda crescer até se transformar em tsunami. E ela foi atraindo para seu centro de gravidade os chamados agentes oportunistas: no STFLuis Roberto BarrosoCarmen Lúcia e Luiz Edson Fachin; na Procuradoria Geral da República Rodrigo Janot e, depois, Raquel Dodge.

Era questão de tempo para que a nova conformação engolisse os formuladores originais, a classe política aliada da mídia e do Judiciário.

Peça 3: Caindo a ficha

Há muitos e muitos anos fala-se na aliança entre PSDB e PT visando preservar a política dos avanços dos inimigos da democracia. Sempre esbarrou na resistência das respectivas lideranças.

A mais influente liderança do PSDB, ministro Gilmar Mendes, do STF, foi um dos principais agentes da radicalização, ao tentar impugnar a reeleição de Dilma no Tribunal Superior Eleitoral, criminalizar meras incorreções administrativas na prestação de contas da campanha, e denunciar, como lavagem de dinheiro, até vaquinhas da militância para pagar multas de lideres condenados.

Mas, com sua inegável competência, e noção do poder de Estado, foi o primeiro a perceber o tamanho do maremoto que se avizinhava, quando se liberou geral para os abusos de juízes, procuradores e delegados. No Supremo, ele, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello se tornaram os vigilantes da democracia e do respeito às leis.

Agora, a ficha caiu também para outra liderança histórica do PSDBTasso Jereissati. Para o jornalismo político da velha mídia, todos os atos são explicados por diferenças pessoais – no caso, com Alckmin -, revanche, inveja e coisa e tal. O grito de Tasso foi mais que isso: foi uma autocrítica que abriu espaço para uma próxima aliança contra a besta.

FHC, que sempre foi conduzido, será o próximo a chamar o partido à razão.

Peça 4: A estratégia Lula-Haddad

É esse o pano de fundo para a estratégia que vem sendo desenhada por Fernando Haddad – certamente planejada por Lula.

Os jornais, com a incrível capacidade de acreditar nos mitos que criam, anunciam que Haddad está fazendo um movimento em direção ao centro. Ora, a própria indicação de Haddad a vice de Lula, meses atrás, já era parte desse movimento.

Já havia plena consciência que, sem um arco ampliado de alianças, o PT não conseguiria sair do gueto a que foi jogado pelo golpe.

Desde seus tempos de Prefeitura, Haddad cultivou relação civilizada com setores políticos fora do espectro fisiológico. Chegou a ganhar inimizades dos setores mais radicais do PT, ao não brandir slogans petistas tradicionais contra FHC, Geraldo Alckmin e outros tucanos moderados. Sempre respeitou Ciro Gomes, e foi por ele respeitado.

Embora sem a contundência de Ciro, manteve uma fidelidade férrea aos princípios que abraçou, de racionalização, modernização sem ruptura da gestão pública e do jogo político. O que não o impediu, em plena Globo, de apontar dois fatores essenciais de modernização do país: o fim do cartel da mídia e do cartel dos bancos.

O risco Bolsonaro poderá acelerar o pacto político-partidário e conferir musculatura a um provável governo Haddad. Nelson Barbosa está avançando em Contatos com o meio empresarial. Um governo de coalizão ajudaria enormemente o novo governo a enfrentar o maior desafio político desde a redemocratização: a reconstrução institucional, implodida pelo golpe.

No STF, a eleição de Dias Toffoli para a presidência abre uma janela de oportunidade, depois da vergonhosa gestão de Carmen Lúcia. Os primeiros movimentos de Toffoli, propondo-se a pacificar a casa e a se aproximar dos demais poderes, indicam tomada de consciência sobre a gravidade do momento atual.

Ontem, a investida do Ministro Ricardo Lewandowski, criticando a anemia dos órgãos de controle do Ministério Público e da magistratura, e defendendo a lei contra abuso de autoridade, foi mais uma demonstração que o legalismo está se revigorando no Supremo. Há uma enorme luta pela frente. Mas, agora, se tem um roteiro claro e lógico a ser seguido.

The Economist detona Bolsonaro: “A mais recente ameaça latino-americana”

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A revista britânica “The Economist” traz na capa desta semana, publicada nesta quinta-feira (20), o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e na manchete diz que ele é uma ameaça, não só para o país, mas para toda a América Latina.

Em reportagem, a revista analisa o momento atual do Brasil e afirma que “a economia é um desastre, as finanças públicas estão sob pressão e a política está completamente podre”.

Além de comparar Bolsonaro ao presidente americano Donald Trump, a revista ainda afirma que, “se a vitória for para Bolsonaro, um populista de direita, o Brasil corre o risco de tornar tudo pior”.

“Os populistas recorrem a queixas semelhantes. Economia fracassada é uma delas –e no Brasil a falha foi catastrófica. Na pior recessão de sua história, o PIB encolheu 10% entre 2014 e 2016 e ainda não se recuperou. A taxa de desemprego é de 12%”, escreveu a revista. Bolsonaro é chamado de “xerife sem noção” pela revista.

Sobre Paulo Guedes, guru econômico de Bolsonaro, a revista lembra que ele estudou nos Estados Unidos. “Ele [Guedes] defende a privatização de todas as empresas estatais brasileiras e a simplificação brutal dos impostos”, afirma o texto.

As falas polêmicas de Bolsonaro também foram citadas pela publicação. “Ele tem uma longa história de ser grosseiramente ofensivo. Disse que não iria violentar uma congressista porque ela era ‘muito feia’ e que preferiria um filho morto a um gay”.

Ainda segundo a revista, Bolsonaro tem uma “preocupante admiração pela ditadura” e o compara ao ex-ditador chileno Augusto Pinochet [1915-2006] por misturar autoritarismo e liberalismo econômico.

“Ele pode não ser capaz de converter seu populismo em ditadura ao estilo de Pinochet, mesmo que quisesse. Mas a democracia do Brasil ainda é jovem. Até mesmo um flerte com autoritarismo é preocupante”, diz. (Da revista Fórum)

Consumo de vídeos no Brasil cresce 135% em 4 anos: YouTube lidera e supera TV a cabo

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O consumo de conteúdo em vídeo feito para o digital está crescendo no Brasil. Isso, pelo menos, é o que diz um estudo feito pela Provokers, que em conjunto com a Box 1824 descobriu que a audiência do audiovisual para a internet cresceu nada menos que 135% nos últimos quatro anos.

A pesquisa, encomendada pelo YouTube e realizada pelas duas agências nos meses de fevereiro, março e julho deste ano com mais de 3.200 pessoas em diversas cidades e classes sociais do país, também afirma que no mesmo período o interesse por conteúdo para a televisão, ainda que tenha mantido taxas de crescimento consideráveis (o consumo pelo meio aumentou em 13%), perdeu certa força na parte da TV a cabo. De acordo com os dados coletados pela Provokers e a Box 1824, não só 43% dos entrevistados já não possuem assinatura de canais pagos como 74% destes não tem interesse em adquirir um serviço do tipo – e o aumento deste abandono é considerável se pensar que em 2015 34% do mesmo número de pessoas não tinha um pacote do tipo e, destes, somente 65% preferiam estar sem.

Mesmo na TV aberta o confronto com as redes claramente não está indo bem. Segundo a pesquisa, apenas 18% dos consumidores declararam aos entrevistadores que dão atenção exclusiva ao conteúdo em seus televisores, uma queda de quase 25% em relação ao cenário visto três anos atrás.

Quem está se dando bem nesta história toda é o próprio YouTube. O estudo aponta que o site é a plataforma mais usada pelos usuários, sendo preferência de 44% dos entrevistados. Para se ter uma ideia, isso é cinco vezes mais que a televisão aberta atualmente e bate com tranquilidade os 22% obtidos pela Netflix – sua natural maior rival – na mesma pesquisa.

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Entre outros dados, a Provokers e a Box 1824 também confirmam que mais da metade das pessoas hoje reconhece o YouTube como uma opção de entretenimento e que 9 a cada 10 pessoas usam a plataforma para fins educativos. Para mais informações, a apresentação completa está aqui.

Galeria do rock

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Uma releitura de “Cheap Thrills”, álbum de estreia do Big Brother & The Holding Co, que apresentou Janis Joplin ao mundo, sai no próximo dia 30 de novembro. Intitulado “Sex, Dope & Cheap Thrills” – o nome original escolhido pela banda, antes de ter sido vetado pela gravadora Columbia -, traz 29 outtakes e uma performance de “Ball and Chain”, registrada ao vivo no dia 12 de abril de 1968, no Winterland de São Francisco. Cinco faixas já haviam sido lançadas oficialmente como bônus ou em edições exclusivas da Record Store Day.

Abaixo, o tracklist detalhado do “Sex, Dope & Cheap Thrills”, que estará disponível em CD ou LP duplo:

Disc One

1. “Combination of the Two” (Take 3)
2. “I Need a Man to Love” (Take 4)
3. “Summertime” (Take 2) *
4. “Piece of My Heart” (Take 6)
5. “Harry” (Take 10)
6. “Turtle Blues” (Take 4)
7. “Oh, Sweet Mary”
8. “Ball and Chain” (live, The Winterland Ballroom, April 12, 1968)
9. “Roadblock” (Take 1) *
10. “Catch Me Daddy” (Take 1)
11. “It’s a Deal” (Take 1) *
12. “Easy Once You Know How” (Take 1) *
13. “How Many Times Blues Jam”
14. “Farewell Song” (Take 7)

Disc Two

1. “Flower in the Sun” (Take 3)
2. “Oh Sweet Mary”
3. “Summertime” (Take 1)
4. “Piece of My Heart” (Take 4)
5. “Catch Me Daddy” (Take 9)
6. “Catch Me Daddy” (Take 10)
7. “I Need a Man to Love” (Take 3)
8. “Harry” (Take 9)
9. “Farewell Song” (Take 4)
10. “Misery’n” (Takes 2 & 3)
11. “Misery’n” (Take 4)
12. “Magic of Love” (Take 1) *
13. “Turtle Blues” (Take 9)
14. “Turtle Blues” (last verse Takes 1-3)
15. “Piece of My Heart” (Take 3)
16. “Farewell Song” (Take 5)

A frase do dia

“O Ibope de ontem mostrou que os esforços da Rede Globo já não são suficientes para conter a vontade do povo. Na medida em que Haddad vai andando pelo Brasil, as pesquisas vão refletindo a memória viva do povo brasileiro do que foram nossos governos. Por isso, companheiros (as) precisamos dobrar os nossos trabalhos até o dia 7 de outubro. A justiça do povo será feita nas urnas”. 

Lula, em carta dirigida a Fernando Haddad

Apesar das críticas, amistoso Remo e Tuna está marcado para o Mangueirão

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Mesmo sob fortes críticas, a diretoria do Remo confirmou nesta quarta-feira (19) a partida amistosa contra a Tuna, prevista o dia 29 de setembro, no Mangueirão, às 16h. Os ingressos devem custar R$ 15,00 (arquibancada) e R$ 25,00 (cadeira). O amistoso foi idealizado para levantar recursos que permitam bancar salários e despesas do futebol profissional neste final de ano.

O problema é que a ausência de atrativos em campo deve afastar o torcedor. O Remo está praticamente sem jogadores para formar um time. Conta apenas com Vinícius e Jaime dos remanescentes da Série C. Os dirigentes esperam ter a participação “especial” de Fernandes, Levy, Vacaria e Mimica, atletas que ainda não renovaram contrato com o clube.

Uma consulta foi feita inicialmente ao Corpo de Bombeiros quanto à possibilidade de utilização do estádio Baenão, mas a corporação só liberou a carga de 500 lugares, o que tornaria deficitária a promoção. Uma outra sugestão foi realizar o estádio Francisco Vasques, da Tuna, mas a diretoria azulina acabou decidindo pelo jogo no Mangueirão.

Para biógrafo, Sócrates ficaria chocado com apoio de jogadores a Bolsonaro

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O jornalista escocês, Andrew Downie, correspondente da Agência Reuters no Brasil, foi o autor da biografia do craque Sócrates, publicada em 2017, somente em inglês: “Doutor Sócrates: Futebolista, Filósofo e Lenda”. O jogador, que fez história no Corinthians e na seleção brasileira, se notabilizou fora dos campos por ser personagem central de movimentos políticos importantes na década de 1980, como a Democracia Corintiana e a campanha das Diretas Já.

Em entrevista a Bruno Rodrigues, da Folha de S.Paulo, Downie diz que se surpreendeu com as frequentes manifestações atuais de jogadores de futebol em apoio ao candidato à presidência Jairo Bolsonaro (PSL). “Esses caras hoje em dia são o contrário do Sócrates. Ganham muito mais e se importam muito menos com o lugar de onde eles vêm. Sócrates era imprevisível e não posso falar por ele, mas creio que ele estaria chocado em ouvir jogadores do Corinthians ou de qualquer time grande, como Palmeiras ou Tottenham, falando a favor do Bolsonaro, do autoritarismo”, afirmou.

Recentemente, o volante Felipe Melo, atualmente no Palmeiras e conhecido por seu futebol truculento, marcou um gol na partida contra o Bahia, válida pelo Campeonato Brasileiro e, no final da partida, em entrevista ao vivo no gramado da Fonte Nova, em Salvador, dedicou o gol que fez a Bolsonaro.

Semanas antes, outro jogador que divulgou seu apoio ao deputado militar foi o atacante Lucas Moura, do Tottenham, da Inglaterra, se juntando a um time que tem, além de Felipe Melo, o meia Jadson e o atacante Roger, ambos do Corinthians.

Movimento anti-Bolsonaro se amplia entre torcidas de grandes clubes

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declaração de Rodrigo Gonzalez Tapia, presidente da Gaviões da Fiel, de que “Gavião não vota em Bolsonaro”, divulgada pelo blog do jornalista Juca Kfouri e publicada também pela Fórum, repercutiu entre torcedores de outros clubes, que se manifestaram e já organizam atos contra a candidatura do candidato do PSL.

Em 4 horas, o post da página da Fórum no Facebook teve mais de 4,8 mil compartilhamentos e 700 comentários. “Sou palmeirense, mas enquanto o meu time se omite no caso do apoio do Felipe Melo ao Bolsonaro – com a camisa do clube para piorar – a torcida do Corinthians se posiciona assim. Parabéns, Corinthians!”, comentou Barbara Falcão.

“Sou Torcida Independente e devemos nos unir contra o fascismo, parabéns Gaviões”, comentou o são-paulino Vlademir Lula Lenine. Torcedores do Santos divulgaram evento “Santistas contra Bolsonaro”, que acontece no próximo dia 29 de setembro, às 15h, no Largo da Batata, em São Paulo.

Wilton Melo, torcedor do Atlético Mineiro, disse que se sentiu envergonhado pelos gritos homofóbicos da torcida do Galo no empate contra o Cruzeiro no domingo (16) e manifestou-se. “Sou atleticano, e fiquei com vergonha daquela torcida organizada do Atlético! Os caras exaltaram o coiso dentro do estádio. Um absurdo! Parabéns à torcida do Corinthians!”.