Zidane poderá juntar-se a Cristiano Ronaldo na Juventus

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Portal espanhol cita fontes próximas da família Agnelli para garantir que o ex-treinador do Real Madrid assumirá um lugar na estrutura do clube de Turim. O treinador que dirigiu o Real Madrid em três das quatro conquistas da Liga dos Campeões, que Cristiano Ronaldo somou ao currículo pelo clube merengue, poderá estar a caminho da Juventus, o que, neste caso de Zidane, seria um regresso a uma casa que bem conhece, uma vez que representou o campeão italiano como jogador, entre 1996 e 2001.

A notícia foi avançada pelo portal “Libertad Digital”, que cita fontes próximas à família Agnelli, proprietária da Juventus e da Fiat. De acordo com essa publicação, Zidane assumirá as funções de assessor da direção técnica, ao lado do diretor desportivo Fabio Paratici. Este é, contudo, um cenário que carece de confirmação oficial e, caso se confirme, o regresso de Zidane à Juve só se dará no próximo mês de outubro.

Cruzeiro se classifica, torcida enche estádio e Mano Menezes ainda reclama

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O torcedor celeste compareceu em bom número ao Mineirão na noite desta segunda-feira fria de inverno, quebrou o recorde de público em jogos do Cruzeiro em oitavas de final de Copa do Brasil, mas viu um jogo ruim do time no empate por 1 a 1 com Atlético-PR. Em raros momentos a equipe empolgou os 44.443 espectadores. A classificação à próxima fase, garantida graças à vitória por 2 a 1 em Curitiba, compensou o esforço de quem foi à Pampulha. Ainda assim, o técnico Mano Menezes queria mais. Não dos jogadores, que saíram elogiados. Ele queria outro comportamento é dos cruzeirenses nas arquibancadas.

A despeito da baixa qualidade do espetáculo, ele queria empolgação do lado de fora do campo. “Precisamos também de um pouco mais de ajuda das arquibancadas. Hoje, em determinado momento, esteve muito silenciosa. Torcer quando está 2 a 0, 3 a 0 a favor, aí eu também torço. Mas nós precisamos da ajuda, do empurrão nos momentos mais difíceis, e a torcida do Cruzeiro sabe da importância que ela tem para a equipe”, cobrou, confirmando a fama de marrento.

Mesmo sendo noite de uma segunda-feira, a torcida celeste compareceu em ótimo número (44.443 presentes) e bateu recorde de público do clube em jogos válidos por essa fase da Copa do Brasil. Ainda assim, o torcedor viu um jogo morno – as poucas emoções ficaram para a reta final da segunda etapa – e foi cobrado pela falta de apoio em momentos críticos.
“Queria pedir desculpas pro Mano. Eu e meu filho corremos bastante, pegamos um trânsito terrível pra chegar junto com 44 mil pessoas numa segunda feira . Talvez tenha sido a falta do jantar … Queria ter gritado mais !” (sic), publicou o ex-dirigente Antonio Assunção em sua conta no Twitter, ironizando as queixas do treinador.

Neymar continua a ser o mais caro do mundo, mas perde valor de mercado

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Neymar Jr ainda é o jogador mais caro do planeta, mas está valendo menos depois de ficar muito aquém das expectativas durante Copa do Mundo, segundo avalia a Pluri Consultoria, em relatório recente.

“Reduzimos nossa avaliação para o valor de mercado do Brasileiro Neymar Jr, do PSG em 11,1%, de € 197,3 milhões para € 175,4 milhões, o equivalente a R$ 789 milhões”, diz o texto. Já o site alemão Transfermarkt, segue avaliando Neymar Jr em 180 milhões de euros, o mais caro do mundo.

Citando a milionária transferência – 222 milhões de euros – do jogador do Barcelona para o PSG, considerada a maior da história do futebol, o relatório da Pluri justifica a queda apontando que Neymar não foi decisivo como se esperava.

A crise de reputação também joga contra Neymar Jr, neste momento. “Ninguém, porém, poderia imaginar a proporção tomada pelos eventos que o envolveram, a ponto de seu nome ter virado sinônimo para simulação e cai-cai”, diz o texto.

Segundo a Pluri atualmente os três jogadores mais caros do mundo são:

1. Neymar Jr.: 175,4 milhões de euros
2. Kylian Mbappé: 170,7 milhões de euros
3. Lionel Messi: 161,8 milhões de euros

Guilherme assume comando no Papão, prega disciplina e elogia elenco

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O Paissandu apresentou nesta segunda-feira o novo técnico da equipe, Guilherme Alves, um ex-jogador que tenta há sete anos se firmar como treinador. Sem recusar a condição de “boleiro”, disse que está no meio-termo. Sabe dialogar com os comandados, mas é exigente quanto à disciplina e na questão de respeito à hierarquia. Deixou uma boa impressão inicial pela maneira direta e clara de expor seus pontos de vista.

“Não me considero um treinador boleiro porque eu sou extremamente chato com os caras. Acho que sou uma mistura. Alguns jogadores que pararam de jogar se tornaram treinador de imediato, não fizeram a transição. Nada contra. Mas eu me preparei. Passei cinco anos me preparando. Então tenho um pouco de cada um. Não posso jogar fora a minha carreira como jogador, eu sou um ex-atleta, não sou treinador boleirão, mas sei falar a língua deles”, disse Guilherme durante a entrevista de apresentação.

“O clube vem de linhas de trabalho diferentes. Eu respeito todos, todos são inteligentíssimos. Nós fazemos parte de outra linha. Tivemos uma conversa muito franca, com a presença do presidente no vestiário, e acho isso muito importante. Passei para eles o seguinte: a estrutura o presidente disponibiliza para os atletas. Tem o salário em dia. Existem direitos e deveres dos atletas. Para trabalhar comigo, para que vocês entendam, é muito fácil. Nos direitos eu vou com eles até o final. Agora, nos deveres, não abro mão de algumas coisas. Sou intransigente mesmo. Não negocio disciplina, peso e horário. Disciplina no sentido de se cuidar. Isso já foi passado para eles”.

O novo treinador ainda explicou os motivos pelos quais aceitou comandar o Paissandu na Série B:

– Nós viemos aqui em 2016, para o jogo entre Paissandu e Vila, e sentamos em frente do hotel (da Curuzu). Havia um jogador no Paissandu que havia sido meu no Novorizontino, o Domingues, zagueiro. Como sempre tive relacionamento ímpar com os atletas, ele me falou: ‘Professor, é o lugar certo para o senhor vir. Tem estrutura, paga em dia, do jeito que o senhor gosta, porque aí você vai cobrar dos caras’. Logicamente seria mais interessante ter montado o elenco, mas eu estou feliz com o elenco que eu tenho hoje. Então, nesse projeto (de carreira) eu tomei algumas decisões equivocadas nos últimos tempos e, assim, conversando com o meu assessor de imprensa, ele disse: ‘Se for para você sair de Marília para ir para qualquer lugar sofrer, fica em casa. Só saia para um clube que tenha camisa, estrutura, torcida e pague em dia’. Tudo isso o Paissandu tem. E tem elenco. Estou muito, mas muito feliz de estar aqui. Vocês vão ver no dia a dia – garantiu.

Sobre reforços, Guilherme evitou falar, mas definiu sua maneira de agir em relação aos jogadores do atual elenco. “Não posso falar do que aconteceu daqui para trás. Seria indelicadeza minha. Mas o Moisés foi muito bem conosco em 2016. Talvez a gente vai encaixar ele aonde eu acredito que possa ajudar o PSC. Vai ter a oportunidade dele, assim como vão ter todos. O recado que passei a eles é que todos iniciam do zero comigo, todos, até mesmo que não vem jogando. Não me interessa idade, se jogou aqui ou acolá, se foi artilheiro ano passado. O que me interessa é a partir de hoje, é quem vai ajudar o Paissandu. Para mim a qualidade não tem idade”.

De olho no próximo compromisso pela Série B, contra o Oeste, em São Paulo, Guilherme começou de imediato a comandar treinamentos na Curuzu, logo depois de ser apresentado ao elenco.

Stones, Waters e U2 na lista dos shows mais lucrativos do ano

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A Pollstar divulgou nesta segunda-feira (16) a lista dos artistas que mais geraram receita com suas turnês no primeiro semestre de 2018. O levantamento tem caráter mundial e apresenta a receita média de cada artista. Embora os dois primeiros colocados – Ed Sheeran e Bruno Mars – sejam oriundos do pop, o rock é representado logo na terceira posição, com os Rolling Stones. Com 12 shows, a banda teve receita média de US$ 9,16 milhões (cerca de R$ 35 milhões), com mais de 630 mil ingressos vendidos ao preço médio de US$ 159 (R$ 614).

Os Eagles ficaram em 6° lugar, com receita média de US$ 2,89 milhões (cerca de R$ 11 milhões), enquanto Roger Waters (9°) e U2 (10°) aparecem com renda de US$ 2,09 milhões (R$ 8,08 milhões) e US$ 3,7 milhões (R$ 14,45 milhões), respectivamente. Outras bandas de rock que aparecem na lista são Foo Fighters (12°), Bruce Springsteen com o musical “Springsteen On Broadway” (16°), Metallica (19°), Bon Jovi (21°), The Killers (24°) e Journey + Def Leppard (43°), entre outros. (Por Igor Miranda, no Wiplash.net)

Mbappé e a ativista anti-Putin

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O grupo Pussy Riot invadiu o campo durante a final da Copa para protestar contra a repressão política do governo russo. Com o mundo inteiro assistindo, o grupo denunciou a perseguição aos militantes da liberdade e dos direitos humanos.

Uma das cantoras cumprimentou o jovem craque Mbappé, camisa 10 da França, que descende de imigrantes, oriundo de um bairro da periferia de Paris, de um país com uma política de imigração racista e xenófoba.

Após sequestro, polícia gaúcha localiza mãe do jogador Taison

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O sequestro da mãe do atacante Taison, Rosângela Freda, nesta segunda-feira teve um desfecho positivo. Ela foi encontrada pela Brigada Militar de Pelotas dentro do porta-malas de um veículo na região do interior da cidade. Quatro sequestradores acabaram sendo presos. O jogador do Shakthtar Donestk, que iniciou sua carreira no Internacional, foi convocado para defender a Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo na Rússia.

Dona Rosângela foi sequestrada no período da tarde. Segundo testemunhas, um veículo branco estacionou em frente à casa onde a família mora. Um homem desceu do carro com um buquê de flores e a irmã do atleta recebeu a encomenda. Entretanto, um dos suspeitos disse que o presente não seria para a jovem, e sim para a mãe do atleta. No momento que Rosângela apareceu para pegar as flores, acabou sendo jogada para dentro do veículo, que saiu em disparada.

A Polícia Civil e a Brigada Militar (BM) montaram uma operação especial e conseguiram localizar Rosângela na comunidade do Alto Cruz, no distrito da Cascata. Não houve pedido de resgaste e ela foi encontrada sem ferimento. (Da Gazeta Esportiva)

O príncipe e o plebeu

Um amealhou fortuna e poder sem correr riscos, o outro, culpado por ser favorito da próxima eleição, está preso sem crime

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Por Mino Carta

“Há dois conjuntos distintos de princípios. Os princípios do poder e do privilégio de um lado, os princípios da verdade e da justiça do outro. Buscar verdade e justiça implica diminuição do poder e do privilégio, buscar poder e privilégio sempre se dará às expensas da verdade e da justiça”
– Chris Hedges – Jornalista estadunidense que se apresenta como cristão anarquista.

Às vésperas da eleição de 1994, entrevistei Fernando Henrique Cardoso. O propósito era ir às bancas logo após o pleito, o que de fato se deu. Foi a terceira capa de CartaCapital mensal.
No início da entrevista, evoquei a visita de Jean-Paul Sartre a São Paulo, em 1963, quando FHC, aos 31 anos, foi um dos cicerones do autor de A Idade da Razão. Comentei: “Então você era bem vermelhinho”. Respondeu de bate-pronto: “Não, não, eu já misturava Marx com Weber”.
Observei que no prefácio do seu primeiro livro, tese de doutorado em Sociologia, Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional, ele mesmo escrevera ter empregado o “método dialético marxista”. Agradeceu pela lembrança e admitiu: “Sim, é verdade, mas tirei a referência do prefácio da segunda edição”.
Era “vermelhinho” havia muito tempo. Em 1953, foi para a calçada para torcer por Emil Zátopek, vencedor da São Silvestre com folga, porque o “Locomotiva Humana” tcheco era atleta comunista. Já naquele tempo, Fernando Henrique segredava aos amigos o projeto de ser algum dia presidente da República, ou, como alternativa viável, cardeal.
Denodado esquerdista, fugiu para o Chile depois do golpe de 1964 sem que a tanto o forçassem os militares, e lá, em parceria com Enzo Falletto, escreveu A Teoria da Dependência, destinada a afirmar sua irremediável descrença em relação ao empresariado brasileiro.
Para tornar-se presidente, ele cuidou de abjurar, e o fez com gosto. “Esqueçam o que eu disse”, recomendou. De todo modo, Antonio Carlos Magalhães já alertara na segunda edição de CartaCapital mensal: ele não é tão de esquerda assim…
Na Presidência, o projeto inicial ganhou consistência. Conseguiu, em oito anos, comandar a maior bandalheira-roubalheira da história pátria com a privatização das Comunicações, comprar votos para conseguir a alteração constitucional que permitiu a reeleição e quebrar o país três vezes.
Ao chegar ao poder, Lula encontrou uma dívida monumental e as burras vazias. Atenção: durante o governo de FHC, a Petrobras passou, como sempre, por variados episódios de corrupção.
Na reportagem de capa desta edição, Alceu Luís Castilho, há tempos dedicado à tarefa, conta como o nosso herói se tornou o príncipe da casa-grande, com todos os benefícios devidos a personagem tão imponente no centro de um enredo sobre a conquista do poder na sua acepção mais ampla e, se quisermos, estarrecedora.
Os protagonistas ocupam, no mínimo, uma ala conspícua da mansão senhorial graças a manobras ardilosas de origem nem tão antiga, embora, para dizer pouco, muito além de suspeita. A família de um professor universitário aposentado, como será provado, e seus apaniguados e comparsas, empenham-se com extrema eficácia e total falta de escrúpulos em busca de privilégio e riqueza. Leiam e pasmem.
Na reportagem de capa desta edição, Alceu Luís Castilho​, há tempos dedicado à tarefa, conta como o nosso herói se tornou o príncipe da casa-grande, com todos os benefícios devidos a personagem tão imponente no centro de um enredo sobre a conquista do poder na sua acepção mais ampla e, se quisermos, estarrecedora. Os protagonistas ocupam, no mínimo, uma ala conspícua da mansão senhorial graças a manobras ardilosas de origem nem tão antiga, embora, para dizer pouco, muito além de suspeita.

A família de um professor universitário aposentado, como será provado, e seus apaniguados e comparsas, empenham-se com extrema eficácia e total falta de escrúpulos em busca de privilégio e riqueza. Leiam e pasmem.
Aqui, na esquina da perplexidade, me pergunto onde fica a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, que imaginava tempos atrás no papel das enfermeiras dos filmes de guerra dos anos 40, a fechar os olhos dos tombados em combate recolhida à tenda tornada hospital à margem do campo de batalha, enquanto as bombas explodem indiferentes à sua volta. Será que dona Ruth se deu conta dos verdadeiros anseios familiares?
Enquanto o ex-presidente Lula é condenado sem prova e preso sem crime, o príncipe da casa-grande, dono de uma fortuna notável, vive em perfeita paz sem merecer a mais pálida sombra de risco ou ameaça. É lamentável que o país do futebol seja incapaz de entender a fraude da próxima eleição e o trágico destino à nossa espreita.

Haverá remédio, contudo, para a demência? Talvez seja tão difícil levar o povo brasileiro a entender que Neymar é, antes de mais nada, ridículo e que a redonda não é tratada com carinho somente por pés nativos, quanto a se perceber como vítima do golpe de 2016 e do estado de exceção, seu resultado, abismo sem fim em que precipitamos.