CRB x PSC – comentários on-line

Campeonato Brasileiro da Série B 2017 – 10ª rodada

CRB x Paissandu – estádio Rei Pelé, 19h15

DAg8QbzXcAADVTE

Na Rádio Clube, Jorge Anderson narra; Gerson Nogueira comenta. Reportagens – Saulo Zaire, Paulo Fernando. Banco de Informações – Fábio Scerni

23 de junho de 2017 at 19:21 92 comentários

Eduardo Ramos completa amanhã 100 jogos pelo Leão

O jogador Eduardo Ramos apresentou, na tarde desta sexta-feira, a camisa com o número 100 às costas. É uma homenagem pela centésima partida que ele fará pelo Remo amanhã diante do Moto Clube, pela Série C.

E o atacante Pimentinha teve seu nome registrado no BID e está relacionado para o jogo pelo técnico Oliveira Canindé.

23 de junho de 2017 at 17:32 Deixe um comentário

Eu vejo o futuro repetir o passado

bossa

POR EDYR AUGUSTO PROENÇA

Há uma onda de nostalgia no ar. Mesmo em um momento em que os programas populares apresentam somente os tristes e deploráveis artistas do momento, em que Elba Ramalho fala em nome da cultura nordestina, protestando contra os sertanojos, contratados a peso de ouro e tirando o lugar de artistas do forró nas festas juninas, o passado está aí. Na Rede Globo é uma festa. Começa na abertura da novela das sete, com uma versão de “A Hard Day’s Night”, dos Beatles. Prossegue na série “Os Dias Eram Assim”, com toda a trilha formada por sucessos dos anos 60. Duas ou três mereceram fraquíssimas versões de cantores atuais.

Nas emissoras em canal fechado, acabou de passar o documentário “Dunas do Barato”, Rio de Janeiro, anos 70, quando a produção cultural, mesmo enfrentando muita censura, foi profícua. Houve, na praia de Ipanema, a construção de um emissário de esgoto em mar distante. Com isso, um pontilhão apareceu, como que rompendo o mar e com isso, proporcionando ondas boas para o surf.

Na areia, um sem número de artistas e jovens em geral pegava sol, debatia os assuntos e marcava onde todos estariam à noite. Foram focalizados artistas das Artes Plásticas, os poetas marginais, o surgimento das boutiques modernas, a partir das novidades internacionais e dos trajes desses jovens da praia, o teatro principalmente de Rubens Correia e Ivan Albuquerque, no lendário Teatro Ipanema e os shows e discos de Novos Baianos, Gal Costa, Raul Seixas e outros.

Eu vivi tudo isso. “O Imperador Assírio”, “A China é Azul”, “Hoje é dia de rock”, “Hair”. Toda essa turma na praia, à noite, se reencontrava. Ou então para assistir “Fa-tal”, o melhor momento de toda a carreira de Gal Costa, linda, cantando um repertório sensacional. José Wilker era o ator da moda. Eu o vi uma vez, lanchando no Bob’s, bem jovem, cabeludo, famoso. E assisti “Artaud”, com Rubens Correa, no porão do Teatro Ipanema, peça que chegou a ser apresentada em Belém e que considero, com “Macunaíma” (Cacá Carvalho), os dois espetáculos mais importantes da minha vida. Pouco mais adiante apareceu o Circo Voador e os anos 80 e o rock nacional, o último grito de criatividade na música brasileira.

Agora, temos apenas ruído ruim. Também no canal fechado, um documentário em vários capítulos sobre a carreira de Gal Costa. E vêm Caetano, Gil, Duprat, Macalé, Waly Sailormoon e a cantora Maria da Graça. Tudo isso após ler a biografia de Caetano Veloso, que está nas livrarias. Uma onda de nostalgia que faz os mais velhos reencontrar a juventude, lagrimar em alguns momentos e perceber que tudo era muito rico, audacioso, feliz. Onde foi parar tudo isso? Na sociedade de consumo? Afundou com o fracasso da Educação e da Cultura? Esqueci de dizer que também, agora, pedimos eleições diretas. O passado retorna.

Embora tivéssemos muita atividade criativa nos anos 70, aqui em Belém, no teatro, por exemplo, creio que a década seguinte trouxe a maior parte das grandes figuras que até hoje ainda estão por aqui. Esses jovens liam, discutiam, montavam espetáculos na marra e depois iam debater tudo em pontos como Bar do Parque e ¾. A impressão que tenho é que a juventude atual não sente vontade de lutar por seus direitos, por seu espaço, para dizer a que veio. Reúne-se em guetos separados. Vão aos shows, batem palmas e somente se unem para xingar os coxinhas. É pouco.

(Publicado em O Diário do Pará, Caderno TDB, Coluna Cesta e opiniaonaosediscute.blogspot.com em 23.06.17)

23 de junho de 2017 at 15:11 19 comentários

Convicção não é prova, admite Lava Jato. Mas é indício e indício basta

semprovas1

POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Folha publica hoje uma análise onde se indaga, no caso do julgamento do apartamento do Guarujá que a “Força Tarefa” da Lava Jato sustenta ter sido dado a Lula como “comissão” nos contratos da OAS na Petrobras, se  indícios são suficientes para condenar o ex-presidente.

Vale a leitura, mas falta dizer que os indícios existem, neste caso, a partir de uma convicção que nasceu lá atrás, com aqueles três promotores paulistas  que processaram a Folha por chamá-los de “patetas” – que puseram o ex-presidente no “lote” de uma denúncia de malversação  de recursos no acordo que transferiu para a  OAS um conjunto de prédios da cooperativa dos bancários de São Paulo.

Como se sabe, a Justiça arquivou a ação e absolveu os acusados. Menos um: Lula, sacado arbitrariamente do processo para ser submetido ao “tribunal especial” de Curitiba.

Então, as convicções foram se seguindo: se Lula visitou o apartamento, é porque ia ficar com ele. E se ia ficar com ele, claro que não ia comprar, ia ganhar da empreiteira. E se esta empreiteira tinha também contratos com a Petrobras, é lógico que isso era uma paga pelos contratos com a estatal.

E como os dirigentes que roubaram na Petrobras foram designados pelo Conselho de Administração da Empresa e o Conselho de Administração da empresa é nomeado por Lula, é lógico que ele nomeou os diretores para ganhar propina, em especial este apartamento no Guarujá.

Tudo se desenvolveu, durante mais de um ano, no terreno da hipótese e da suposição. Não apareceu um documento que pudesse indicar que o apartamento foi ou estava sendo transferido para Lula.

Não havia, é óbvio, qualquer proporcionalidade entre contratos de bilhões e um mero apartamento de 240 metros quadrados. Não havia qualquer ligação objetiva entre estes contratos e o benefício alegado.

O que havia, além da visita ao prédio? Recibos de pedágio mostrando que Lula foi duas ou três vezes à baixada santista em cinco anos – certamente menos do que grande parte dos moradores de São Paulo, um porteiro de comportamento esquisito que diz que “todo mundo sabia” que o apartamento era de Lula e muita, muita convicção de que “tinha da ser de Lula”.

Então, à undécima hora, achou-se uma “prova testemunhal”. O ex-executivo da empreiteira, apodrecendo na cadeia, resolve confirmar tudo, apresentando fotos onde tomava “umas cachaças” com Lula e e-mails cheios de anotações de advogados sobre o que devia destacar. Ato contínuo, pediu ao doutor juiz um “desconto” polpudo em sua pena.

Qualquer um que tenha sido repórter de polícia lembra dos tempos em que o “doutor delegado” arranjava alguém, já bem atolado em outros crimes, para “assinar” mais um. É este o resumo da ópera da “prova indiciária” neste caso, montado desde o início para “pegar o Lula”.

Como diz o promotor aposentado e professor de Processo Penal Afrânio Silva Jardim, escolheram o criminoso e passaram a procurar o crime.

Os promotores dizem que “faltaram explicações convincentes de Lula”, exatamente como definido pelo professor de Direito Penal Nilo Batista: “Para quem deseja previamente a condenação do réu, a prova do processo é um mero detalhe” e, aí, passamos à estranha situação de inversão de ônus da prova penal: eu tenho de comprovar que não matei Dana de Tefé ou Odete Roittman.

Este é um processo que tem o final pronto desde o início.

É político, não jurídico e, por isso, tem de ser enfrentado politicamente, mais que por meios jurídicos.

23 de junho de 2017 at 14:29 Deixe um comentário

Tribuna do torcedor

POR STEFANI HENRIQUE

Prezado senhor Oliveira Canindé,

Nós, torcedores, conhecemos os jogadores do Remo melhor que o senhor, então não faça como seu antecessor que não era mal técnico, mas era mais teimoso que jumento no barranco. Ouça nossas sugestões. O sr. não precisa seguir à risca, a última palavra é sua. Mas esta formação abaixo é a melhor pro Remo:

Vinícius; Léo Rosa, Leandro Silva, Bruno e Gerson; Ilaílson, Jefferson, Eduardo Ramos e Flamel; Pimentinha e Edgar.

Se lhe falarem em Mikael, Nino, Labarthe, João Paulo, Daniel Damião, Danilinho e Roni, faça de conta que ouviu, mas se o sr. preza pela sua estada em Belém não utilize esses dublês de jogadores.
Outra coisa, preste atenção nessas informações:
Tsunami : é um bom jogador mas como o sr. viu ele também quer ser do UFC, então deixe ele no banco até aprender.
Leo Rosa: é um bom jogador mas desaprendeu a cruzar. Ponha ele de meio-dia às 14h para treinar cruzamento até acertar, debaixo desta lua que tá fazendo em Belém. Ele jamais vai esquecer.
Rodrigo: acho que o JT tinha algum problema com o rapaz. Ele preferia improvisar, de forma errada como fez com Jakinha, do que colocar o rapaz que no único jogo em que entrou fez um gol na Mucura.
Nano Krieger, este argentino, além de modelo do Nação Azul, é bom centroavante. Das vezes que entrou não decepcionou, temos que dar uma chance ao cara.
Por fim, mas não menos importante, treine bola área, rebote da segunda bola, finalizações e avise ao Igor João que o Remo é o que tá de azul e o goleiro com roupa laranja.
Vamos lá, OC. Confiamos em vc. Vamos rumo à Série B. 

23 de junho de 2017 at 11:11 7 comentários

‘Temer vagava sozinho pela embaixada”

DCxLGNSW0AAHhgi

POR KIKO NOGUEIRA, no DCM

A melhor cobertura da viagem de Michel Temer à Rússia foi feita pelo jornalista Sandro Fernandes no Twitter. Aliás, não sei se “melhor” é a palavra. Fiquemos com a cobertura mais honesta.

Oficialmente, Temer teve encontros para assinar acordos bilaterais, foi ao balé com Vladimir Putin, deu declarações sobre a nossa “recuperação financeira”, propôs estreitamento de laços.

Tudo para vender carne do Joesley.

Houve até uma conversa sobre “cooperação anticorrupção”, algo que “deve ter como objetivo a obtenção de resultados concretos”, seja lá o que isso signifique.

Ao longo dos últimos dias, em sua timeline, Sandro retratou a realidade longe dos salões: um governante isolado, um pateta errante, carregando para o exterior o desprezo e a ilegitimidade de casa.

A turnê de Michel Temer é um passeio ao acaso. Ponto alto foi um pedido do primeiro ministro Medvedev para o Brasil apoiar a candidatura de São Petersburgo a sede da Expo 25.

Temer apenas levou para passear em Moscou seu nanismo moral. 

Eis suas aventuras na Rússia, numa seleção de postagens de Sandro Fernandes:

. Temer foi recebido no aeroporto por um vice-ministro, cargo de segundo escalão aqui na Rússia.

. Durante cerimônia protocolar em q Temer colocou flores no Túmulo d Soldado Desconhecido, alguém gritou Fora Temer, do lado de fora do jardim.

. O Fora Temer durante a cerimônia em Moscou deve ter vindo de algum turista brasileiro que passava pelo local.

. Ontem, a Embaixada do Brasil em Moscou organizou um coquetel para Temer. Apenas metade das pessoas convidadas compareceu.

. ”Nunca vi um presidente tão desprestigiado”, ouvi de um pessoa que estava no coquetel de Temer.
. Durante o coquetel na Embaixada do Brasil em Moscou, Temer vagava sozinho pela embaixada, tentando se aproximar das rodinhas.

. Nesse tipo de evento, falar com o presidente requer mta paciência. Ontem, Temer era quem tentava puxar assunto c as pessoas.

. Conversei c pessoas q estiveram em eventos parecidos c FHC, Lula e Dilma. Ninguém nunca viu o constrangimento e desprestígio q viram c Temer.

. Essas histórias do desprestígio do Temer estão me dando pena, gente. Pena de mim. E de nós. 

23 de junho de 2017 at 11:00 1 comentário

Le Monde mostra como o golpe destruiu o Brasil

images-cms-image-000550187

O maior jornal da França, Le Monde, disse em reportagem publicada nesta quinta-feira 22 que o Brasil sob o comando de Michel Temer se tornou uma “estrela pálida na cena internacional”. O texto da correspondente no país, Claire Gatinois, diz que o presidente brasileiro ignorou a ameaça da Justiça e foi para Rússia em viagem oficial, posando até mesmo ao lado do chefe de Estado russo Vladimir Putin em um espetáculo do balé Bolshoi, em Moscou.

O peemedebista está “determinado a mostrar que seu país não está paralisado”, diz a matéria, e tenta convencer os outros países que o Brasil não se transformou em uma República das Bananas. Segundo o Le Monde, porém, a tentativa é em vão.

A crise moral no país se aprofunda e o mergulha em um ostracismo diplomático, acrescenta o diário francês. Confira os principais trechos na versão traduzida da Rádio França Internacional (RFI):

Brasil perde crédito na cena internacional, diz Le Monde

O jornal francês desta quinta-feira (22) publica uma análise da crise econômica que o país atravessa e do escândalo de corrupção sem precedentes que influenciaram a imagem do Brasil no exterior.

“A estrela pálida do Brasil na cena internacional” é o título da análise que o Le Monde traz nesta quinta-feira, assinada pela sua correspondente no país, Claire Gatinois. Segundo ela, o presidente brasileiro ignorou a ameaça da Justiça e foi para Rússia em viagem oficial, posando até mesmo ao lado do chefe de Estado russo Vladimir Putin em um espetáculo do balé Bolshoi, em Moscou.

Para o Le Monde, a viagem, que termina na Noruega nesta sexta-feira, é uma “demonstração do ativismo internacional de um presidente que está “determinado a mostrar que seu país não está paralisado.”

Apesar da Operação Lava-Jato, que revelou um esquema de corrupção com tentáculos mais longos do que o esperado, Temer busca convencer os outros países que o Brasil não se transformou em uma República das Bananas. Segundo o Le Monde, a tentativa é em vão.

Crise moral e ostracismo

A crise moral no país se aprofunda e o mergulha em um ostracismo diplomático. Impossível, lembra o diário, não notar que nenhum chefe de Estado vem visitar o país, contrariamente à época de Lula, admirado por pesos pesados da política internacional como o ex-presidente dos EUA Barack Obama, por exemplo. Período em que o Brasil também foi escolhido para sediar a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016).

A destituição de Dilma e os escândalos de corrupção também fragilizaram a imagem do Brasil dentro da América Latina, lembram especialistas citados pelo Le Monde, onde o país também não exerce mais uma liderança.

A perda de influência na cena internacional, lembra o Le Monde, começou entretanto com Dilma – economista tecnocrata que nunca foi uma “expert” em política externa, observa o jornal. Foi início de uma derrocada que se concretizou depois do impeachment. Paulo Sergio Pinheiro, ex-secretário dos Direitos Humanos, relator da ONU, diz querer acreditar em um “parênteses maldito”.

Para o jornal francês, o tamanho do Brasil e seus recursos naturais podem ajudar o país virar novamente o jogo e voltar a ser um ator nas questões internacionais. “Mas é necessária uma limpeza de sua paisagem política”, conclui o artigo. (Do Brasil247) 

23 de junho de 2017 at 10:39 Deixe um comentário

Posts antigos


CONTAGEM DE ACESSOS

  • 7,189,716 visitantes

Tópicos recentes

gersonnogueira@gmail.com

Junte-se a 19.818 outros seguidores

ARQUIVOS DO BLOG

FOLHINHA

junho 2017
S T Q Q S S D
« maio    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

NO TWITTER

GENTE DA CASA

POSTS QUE EU CURTO


%d blogueiros gostam disto: