Márcio Fernandes é o novo técnico do PSC

Treinador salvou o Londrina do rebaixamento para a Série C do Brasileiro.

O PSC anunciou na noite desta quinta-feira a contratação de Márcio Fernandes, 59 anos, para comandar o time na temporada 2022. Márcio estava no Londrina e tem passagens por Santos, Red Bull Brasil, Brasiliense, Vila Nova, Guarani, Botafogo-SP, Linense, Joinville, Aparecidense, Remo, Brasiliense, Treze e Santo André. Ele tem dois títulos do Campeonato Brasileiro da Série C.

Caso o Papão passe pelo Remo e avance às finais da Copa Verde, Wilton Bezerra permanecerá no comando técnico. Márcio Fernandes assume a equipe somente para a temporada de 2022.

O destaque improvável

POR GERSON NOGUEIRA

Paysandu 2×2 Remo (Neto Pessoa e Wellington Silva)

Neto Pessoa custou a engrenar. Chegou sob desconfiança, demorou a ser escalado por Felipe Conceição e, quando entrou, não funcionou de início. Esse baixo rendimento tem muito a ver com a maneira de atuar do time na Série B. Só foi realmente útil na penúltima apresentação do Remo no Brasileiro, diante do Vasco, no Rio. Fez um gol, perdeu outro, mas pela primeira vez foi acionado e teve oportunidades.

Ao mesmo tempo, aproveitou a Copa Verde para mostrar desembaraço e qualidades de finalizador. Meteu três gols no massacre sobre o Galvez, no Baenão. Depois, fez mais dois diante do Manaus e completou com os gols marcados contra o PSC na Curuzu, anteontem.

Marcar no clássico maior é sempre importante. Significa afirmação perante a torcida e deixa claro ao técnico que a titularidade é merecida. Cabe observar que, com Eduardo Baptista, o Remo joga apostando na movimentação do centroavante dentro da área.

Antes, na era Conceição, o ataque não era formatado para ter um jogador de referência. Felipe Gedoz se aproximava da linha de frente, mas não tinha características e nem obrigação de ser centroavante. O modelo foi muito criticado, mas ironicamente funcionou a contento e permitiu ao Remo a arrancada até o oitavo lugar na classificação.

Foi também responsável pela falta de gols que empurrou o time despenhadeiro abaixo. Jogos fundamentais foram perdidos porque faltava um ataque agudo e capaz de transformar oportunidades em gols.

Com o camisa 9 fixo, Baptista busca inverter as perspectivas. Não funcionou no jogo mais importante do ano, contra o Confiança, embora Neto Pessoa tenha balançado as redes no polêmico lance invalidado por Rafael Klaus, alegando toque de mão – situação que não ficou clara.

A frustração no jogo final do Brasileiro foi compensada por boa presença no clássico das semifinais contra o PSC. No primeiro gol, Neto girou protegendo a bola, não permitiu o desarme de Victor Salinas e mandou um chute forte no ângulo esquerdo da trave. No segundo, sofreu o pênalti e cobrou com consciência e frieza.

Para chegar à final da Copa Verde, o time dependerá muito das habilidades de Neto como definidor. O jogo deste sábado, no estádio Evandro Almeida, é daqueles confrontos que todo artilheiro gosta de encarar. Terá o reforço da torcida nas arquibancadas e o suporte de um time obrigatoriamente ofensivo.

Com as boas atuações recentes, Neto se candidata a destaque na reta final da temporada. Pode vir a se tornar o primeiro reforço azulino para o próximo ano. O fato é que, desde Salatiel, o Remo não encontrava um camisa 9 de presença tão forte na área.

Em campanha impecável, Galo é campeão 50 anos depois

O Atlético-MG conquistou ontem à noite, com todos os méritos, o Campeonato Brasileiro após categórica e emocionante virada sobre o Bahia em Salvador. Acumulou 81 pontos até aqui. Coisa de time cascudo e talhado para levantar a taça. Com isso, 50 anos depois, o Galo volta a botar as mãos no título nacional. Impressionante como um clube tão tradicional teve que esperar meio século para voltar a festejar.

Foi disparadamente a melhor equipe do torneio. Estabeleceu uma vantagem na pontuação que não permitiu aos adversários mais próximos – Flamengo e Palmeiras – sonhar com a aproximação. Houve quem falasse em chances do rubro-negro carioca, mas esse tipo de observação deve ser atribuído mais à torcida do que a projeções reais.

O feito tem heróis óbvios como o artilheiro Hulk, contratado a peso de ouro para liderar o time. Teve também coadjuvantes ilustres e decisivos, como Keno, Nacho Fernández, Vargas e Diego Costa. Cuca, um técnico muito familiarizado com o clube, foi o mentor do time, às vezes exagerando no entusiasmo, mas sempre certeiro nas escolhas.

O título reflete o alto investimento feito pelo clube em contratações. O Galo é hoje um dos times mais caros do continente, bancado por patrocinador de peso. Para botar a faixa de campeão, gastou o dobro do que Flamengo e Palmeiras nas últimas temporadas. Valeu a pena.

Direto do blog campeão

“Nunca mais me interessarei por futebol paraense. Principalmente por considerar um disparate a alegria do torcedor estar restrita somente ao fracasso do rival. Remo e PSC não são potências, não têm mais nenhuma envergadura nos campeonatos nacionais. Nosso sucesso é a queda adversária. É a exaltação do vexame. Os torcedores vibram com migalhas, pois não têm mais o que comemorar com a própria camisa. É uma luta só de perdedores.

O futebol praticado do Norte não tem projeto, não produz estrelas, na verdade só as apaga. Isso porque não temos categorias de base. Há décadas, vemos a preferência pelo contrato de jogadores de outros Estados, em pior fase, em fim de carreira. Ganha unicamente quem negocia os passes.

A mídia ainda insiste em falar dos times, em polarizar as opiniões sobre quem é o melhor, porque ainda insistimos em torcer por memórias longínquas, a vitória do Papão em La Bombonera, a Copa dos Campeões e umas goleadas do Remo contra times que não sabemos o nome.

Os dois times merecem a Série C, os milhares de torcedores é que deveriam ver emergir um novo time no Estado, com condições administrativas e um projeto esportivo capaz de tornar realidade o orgulho que temos do Pará”.

Geovane Belo

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 03)

Instituições jurídicas criticam a aprovação de André Mendonça no Senado

Entidades jurídicas que encabeçam a campanha “Por um Estado Laico e Independente” divulgaram nota nesta quinta-feira, 02, onde lamentam que o Senado Federal, ao aprovar a indicação de André Mendonça para uma vaga no Supremo tribunal Federal (STF), tenha deixado de cumprir com o papel de realizar um exame aprofundado dos requisitos da pessoa indicada, realizando um processo amplo e plural.

“A indicação do Advogado-Geral da União, André Mendonça, se deu em decorrência de circunstância absolutamente estranha aos requisitos para o exercício do cargo, vinculada a uma particularidade do fato, publicamente verbalizado pelo Presidente da República, do indicado ser evangélico. Disso decorreu nossa discordância central”, ressaltam.

A campanha contra o advogado-geral da União foi lançada em julho desse ano, logo após o presidente oficializar o nome “terrivelmente evangélico” para a vaga do ministro Marco Aurélio Mello no Supremo. A ação reúne a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), o Coletivo por um Ministério Público Transformador (Coletivo Transforma MP), a Associação de Juízes para a Democracia (AJD), a Associação Advogadas e Advogados Públicas para a Democracia (APD), a Associação de Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC), o Coletivo Defensoras e Defensores Públicos pela Democracia, o Instituto de Pesquisa e Estudos Avançados da Magistratura e do Ministério Público do Trabalho (IPEATRA) e o Movimento Policiais Antifascismo.

As organizações criticam, ainda, o modelo brasileiro de escolha de ministros para o STF. “Ratificamos a necessidade de redefinição do molde de escolha dos ministros e de seu tempo de permanência na Suprema Corte, conclamando a convergência das forças progressistas para a superação dessa forma que permite a indicação – e subsequente aprovação – de candidaturas divorciadas dos valores democráticos e constitucionais”, finalizam.

Leia a nota na íntegra:

Associação Juízes para a Democracia – AJD, Associação Brasileira de Juristas pela Democracia – ABJD; Associação Advogadas e Advogados Públicas para a Democracia – APD; Associação de Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania – ADJC; Coletivo por um Ministério Público Transformador – Transforma MP; Coletivo Defensoras e Defensores Públicos pela Democracia; Instituto de Pesquisa e Estudos Avançados da Magistratura e do Ministério Público do Trabalho – IPEATRA e Movimento Policiais Antifascismo, entidades que possuem entre suas finalidades e objetivos essenciais a defesa do estado democrático de direito, do equilíbrio de poderes e da independência do Poder Judiciário, que inauguraram o movimento “POR UM STF LAICO E INDEPENDENTE”, oferecendo manifestação pela rejeição da indicação do então Advogado-Geral da União André Luiz de Almeida Mendonça ao cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal vêm se manifestar diante de sua aprovação na data de ontem (01/12) pelo Senado Federal, nos seguintes termos:

• A sabatina não pode nem deve se apegar tão somente à análise formal do perfil moral e do currículo acadêmico e funcional do indicado, mas, sobretudo, aferir a aderência dele aos valores fundantes da Constituição e sua capacidade de portar-se à altura das altas responsabilidades e deveres conferidos pela Carta Magna ao ocupante do cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.

• Nesse sentido, LAMENTAMOS que o Senado Federal tenha deixado de cumprir com seu papel de realizar um exame aprofundado dos requisitos da pessoa indicada, realizando um processo amplo e plural, insistindo no modelo opaco e cerimonial de mesuras e afirmativas vazias, sem sustentação no currículo e histórico do candidato;

• Segundo a Constituição Federal, os requisitos para o exercício do cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal são: (i) cidadania brasileira; (ii) idade entre trinta e cinco e sessenta e cinco anos; (iii) notável saber jurídico e (iv) reputação ilibada. Todavia, a par de atendê-los, a indicação do Advogado-Geral da União André Mendonça se deu em decorrência de uma outra circunstância absolutamente estranha a eles, vinculada a uma particularidade do fato, publicamente verbalizado pelo Presidente da República, do indicado ser evangélico. Disso decorreu nossa discordância central.

• EXPRESSAMOS a certeza de que cumprimos nosso papel e função democrática, com o compromisso de seguir atuando para que o Supremo Tribunal Federal tenha componentes à altura de sua missão constitucional;

• O modelo brasileiro de escolha de ministros da Suprema Corte pressupõe a participação ativa dos representantes eleitos pelo povo para aferir as credenciais do candidato indicado pelo Chefe do Executivo para compor o órgão supremo do Poder Judiciário brasileiro, que permanecerá vitaliciamente sem o controle popular do mandato, como destinatário e guardião dos valores constitucionais.

• RATIFICAMOS a necessidade de redefinição do molde de escolha dos ministros do Supremo Tribunal e de seu tempo de permanência na Suprema Corte, conclamando a convergência das forças progressistas, para a superação do modelo que permite a indicação – e subsequente aprovação – de candidaturas divorciadas dos valores democráticos e constitucionais.

Brasília, 02 de dezembro de 2021.

O caminho do são quiabo com costela*

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Por Heraldo Campos (*)

A gente sempre está procurando um caminho para melhorar a nossa vida do dia a dia. Uns procuram o conforto nas igrejas, nos templos e nas paisagens desse nosso mal tratado planeta Terra, além de outras possibilidades espirituais.

A oportunidade de rever os amigos (muitas vezes mais que amigos) faz bem para o corpo e para a alma. Amigos do tempo de escola e do bairro, que não se encontram há muito tempo, sempre é um momento bom para se lembrar das xaropices que são feitas quando se têm em média uns 17 anos de idade, tendo como cenário os anos 70 do século passado.    

Hoje seria politicamente incorreto empinar maranhão com cerol, soltar balão com tocha de breu e de borracha de câmara de ar picada, quanto mais montar um biribão usando fogos de artifício desmanchados e pedregulhos. Isso não se faz, tudo pode causar danos materiais e humanos, mas foi feito há uns 50 anos atrás e pedimos desculpas pelos possíveis transtornos, mesmo sabendo que não machucamos ninguém naquela época.

Por outro lado, andar de carona para ir à praia era quase uma obrigação moral desse grupo de amigos que, cada um do seu próprio jeito, carrega até hoje, ao longo dessa tortuosa estrada da vida, um grande coração e uma hospitalidade incomum. Muitas vezes ocorriam uns perrengues nessas caronas, de certa maneira bem fáceis de serem pegas nessa época, com aquela famosa e internacional indicação do polegar no

sentido do destino pretendido. Se fosse para ficar na casa de algum conhecido ou numa barraca de praia sempre tinham os metidos a cozinheiros encarregados da preparação daquele substancioso grude. Feijão, arroz, uma saladinha, um peixinho frito ou bife a milanesa, acompanhado da famosa batatinha frita era o cardápio da turma. De noite, um pedaço de pizza de mozarela e uma cervejinha gelada, fechava a festa do dia.

Nessa época de escola, do antigo científico, uns jogavam futebol, outros bola ao cesto e até mesmo “handball”. Ninguém seguiu carreira no esporte, geralmente muito curtas, mas como profissionais que ainda não largaram a chuteira, continuam dando muito trabalho no difícil mercado das ciências exatas, humanas e biológicas.

E por falar em mercado, confesso que nunca fiz o caminho do são quiabo com costela, mas que deve ser muito bom se for feito como um cozido ou um abafadinho. A costela pode ser de boi ou de porco. Cebola, alho, sal e pimenta dedo de moça, bem refogadinhos, deve dar certo nessa receita. O mais demorado é o cozimento da costela.

O prato que costumo fazer é quiabo com carne moída. Muito fácil e tempo de preparo bem curto. Doure a carne moída com óleo nesses temperos e quase ao final acrescente os quiabos cortados na diagonal para mais uns minutinhos de fogo. Desligue a panela, pegue um copinho de cachaça para abrir o apetite e um abraço. Um pouco arroz branco e dois ovos fritos podem completar esse prato dos deuses.

Até a próxima, amigos!

“As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável.” (Madre Teresa de Calcutá).

*Heraldo Campos é Graduado em geologia (1976) pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Mestre em Geologia Geral e de Aplicação (1987) e Doutor em Ciências (1993) pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo – USP. Pós-doutor (2000) pelo Departamento de Ingeniería del Terreno y Cartográfica, Universidad Politécnica de Cataluña – UPC e pós-doutorado (2010) pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo – USP.

Tribuna do torcedor

Prezado Gersão, bom dia!
Assim como um bolero de Ravel, o futebol costuma se repetir em ciclos de mesma nota, porém com atores diferentes. O triste fim do retorno azulino a série B mostrou erro que outrora já tínhamos vividos nos negros anos de série D, e nos de sem divisão também, e que se aceitados poderiam ter sido corrigidos com antecedência e quem sabe trazer um desfecho menos traumático ao que foi este ano.
O futebol vivi de um frágil equilíbrio entre gol feitos e tomados, sendo este equilíbrio difícil de conseguir em times de menor poder aquisitivo e/ou recém emergentes de divisões inferiores. Enquadra-se aí o Remo nos dois casos. Há anos o futebol brasileiro carece na produção de grandes goleadores, se antes produzíamos matadores de forma borbotoante, hoje os que chegam a míseros 20 gols na temporada (somando-se as vezes 3 ou mais competições) são considerados joias raras. E foi neste cenário que ao meu ver foi o real culpado pela ruina azulina este ano.
Durante as 38 rodadas vimos o Remo ser punido por times, sem o menor despeito a estes, que não tinham um elenco melhor que o nosso. Quantos jogos perdemos por uma única falha da defesa que resultou em gol do adversário e nosso time fustigou inclemente a defesa adversária sem concluir o gol? Falávamos do Gedoz perdedor de gols, porém quantas assistências foram dadas por ele e que não resultaram em gol? Como esquecer o jogo da volta entre Remo x Botafogo, donde aquele só fez o gol e o Remo sufocou o Fogão até o último minuto. O jogo de domingo foi o retrato de todo o campeonato em que o time avolumou o meio de campo, dominou as alas, cruzou dezenas de bolas e não concluímos a gol.
Dado o exposto nas linhas acima, atribuo o descenso do Remo a sua baixa produção de gols e aí entra a culpa da diretoria, que ao final do ciclo de contratações trouxe um único atacante no pacote de contratações. Ora, se o problema era em fazer gols, por que não investir pesado nisso? Um atacante competente poderia nos ter dado um empate no jogo em Belém contra o Operário ou contra o Goiás, até mesmo contra o Botafogo e aí nosso destino teria sido diferente.
Por fim, me alenta que a diretoria atual já teve um caso exitoso em subida para a série B. Estarei na torcida, como sempre, que os erros cometidos este ano, bem como os acertos, possam capitanear o planejamento para um novo acesso ano que vem, e desta vez até a briga pelo título.
Atenciosamente,
Afonso BarataAzulino eternamente. 

Sob o signo do equilíbrio

Paysandu x Remo, Copa Verde

POR GERSON NOGUEIRA

O Re-Pa dos fracassados saiu melhor que a encomenda. Foi um jogo vibrante no primeiro tempo e intenso na primeira parte da segunda etapa. Os mais de 10 mil bicolores presentes à Curuzu foram recompensados com um confronto dentro da melhor tradição dos velhos rivais. Até nos perrengues – Anderson Uchoa, ex-bicolor, foi expulso após se enroscar com Jhonatan, que foi mais esperto e escapou do vermelho.

A ressaca do rebaixamento atormentou o Leão nos primeiros instantes. Ciente disso, o PSC tratou de pressionar em busca do gol. Com boa participação de Marlon e José Aldo, ameaçou desde o início e chegou ao gol logo aos 13 minutos.

Jogada iniciada pelo lado direito com Jhonatan, que cruzou com perfeição para a chegada livre de José Aldo pela esquerda. O meia só teve o trabalho de completar para as redes de Vinícius.

Atarantado, o Remo não conseguia encaixar jogadas e era fustigado o tempo todo. Aos 26’, uma bola alta na área confundiu o goleiro Vinícius, que se chocou com o zagueiro Fredson e socou a bola nos pés de Danrlei. Este chutou rasteiro para Laércio (em impedimento) tocar de letra.

Com 2 a 0 no placar, Eduardo Baptista finalmente acordou e tirou o mais improdutivo de seus jogadores, Neto Moura, para a entrada de Felipe Gedoz. Nos 15 minutos finais, sob a batuta do meia-armador, o Remo botou a cabeça no lugar e passou a tocar a bola de forma consciente.

Gedoz quase diminuiu logo a 1 minuto do segundo tempo. Aos 3, a casa bicolor caiu. Igor Fernandes cruzou da esquerda nos pés de Neto Pessoa dentro da área. O centroavante girou em cima de Victor Salinas e mandou na gaveta de Victor Souza.

O gol animou o Leão. Aos 8’, Neto Pessoa foi derrubado por Yan na área. Na cobrança do pênalti, o próprio artilheiro empatou o clássico. Foi o sétimo gol dele na Copa Verde, empatando com Pedro Jr. do Vila Nova na liderança da artilharia.

Com o empate, a gangorra emocional mudou de lado. A vantagem psicológica dos bicolores no início passou a ser dos azulinos a partir da reação fulminante. Mas, aos 24 minutos, quando era superior no jogo, o Remo perdeu o volante Anderson Uchoa, expulso após um entrevero com Jhonatan.

Pingo e Paulinho Curuá entraram para reconfigurar o setor defensivo e o Remo teve que sacrificar o jovem Tiago Mafra, que havia entrado muito bem na partida. Até o final, os times ainda buscaram a vitória, mas o jogo caiu de intensidade e as chances não surgiram mais.

A sensação é de que o Papão perdeu uma boa chance de impor vantagem na semifinal. O empate teve sabor de vitória para os azulinos. No sábado, os times voltam a campo, no Baenão, com a torcida apoiando o Leão. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Direto do blog campeão

“Com a derrocada do Remo na Série B, veremos agora mais uma vez o filme repetido ao longo dos anos: uma barca de jogadores zarpando, a torcida clamando pela enésima vez pelo aproveitamento da base e a diretoria tentando esconder sua incompetência com a contratação de novo técnico, novos jogadores e da agora indefectível figura do executivo.

Estamos na periferia do Brasil e consequentemente do futebol. Por aqui quase só pousam boleiros que não encontram mercado nos grandes e médios centros, com raríssimas exceções, daí esse intenso vaivém das barcas. A base, somente lembrada nos momentos de perrengue, não produz matéria-prima mínima para suprir a contento as carências, pois carece de tratamento profissional que forme, lapide e prepare física, técnica e intelectualmente os jovens jogadores. E o tal executivo de futebol, o mercador de boleiros, é um elemento desconectado da comissão técnica e responsável por arregimentar essa legião de rejeitados.

O Remo tem que trabalhar com competência na formação de jogadores, que se identifiquem com o clube, além de prospectar na região jogadores promissores que venham a se tornar profissionais da envergadura como já houve outros em outros tempos em seu elenco. Importados, somente os de qualidade comprovada e que venham agregar de verdade”.

Miguel Silva

Batalha pelo comando da FPF já tem data marcada

A Federação Paraense de Futebol (FPF) já definiu a data para o pleito que vai eleger o novo presidente. A eleição, que se desenha como a mais acirrada dos últimos anos, será no dia 28 de dezembro, no auditório do prédio-sede da federação, no bairro do Guamá, em Belém.

Adelcio Torres, atual presidente, tenta a reeleição em disputa com Paulo Romano e Ricardo Gluck Paul. O eleito vai comandar o futebol paraense pelos próximos quatro anos, em mandato que vai de 2022 até 2025.

Tumultos de 2014 ajudam a explicar o Brasil atual

Miguel Nicolelis, um dos maiores cientistas do mundo, denunciou nesta semana a sabotagem à Copa do Mundo de 2014 no Brasil por parte de setores vinculados à ultradireita, a grupos financiados pelos EUA e até à esquerda tacanha.

“Preparamos uma demonstração científica inédita para a abertura do Mundial e sofremos ataque da mídia de SP porque nada podia dar certo naquela Copa. Os líderes do tal ‘Não vai ter Copa’ queriam melar a cerimônia de abertura também”, revelou Nicolelis no Twitter.

Aquela mobilização estranha e desproporcional, totalmente hostil aos interesses do país, redundaria no cenário atual, marcado pelo ódio e a intolerância. Como se veria depois, perdemos todos. E não estamos falando do 7 a 1.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 02)

Tudo igual na decisão: Papão sai na frente, mas Leão reage a tempo

POR GERSON NOGUEIRA

Em jogo intenso e vibrante, Paysandu e Remo ficaram no empate (2 a 2) na primeira partida da semifinal da Copa Verde, na noite desta quarta-feira no estádio da Curuzu. Com a torcida bicolor lotando o estádio – impressão é de que havia um público superior a 10 mil pagantes -, o Papão começou mais entusiasmado e pressionando desde o início.

Logo aos 3 minutos o Papão chegou com perigo. Marlon roubou a bola de Fredson e rolou para Laércio. Atacante bicolor finalizou e Vinícius fez grande defesa. Aos 13 minutos, Danrlei passou para Jhonnatan, que dominou e cruzou na medida para José Aldo, livre na área, abrir o placar.

Aos 26′, aproveitando a desarrumação defensiva do Remo, o Papão chegou ao segundo gol. Uma bola alta na área confundiu Vinícius e Fredson. O goleiro socou para a entrada da área, Danrlei pegou o rebote e chutou rasteiro. Laércio, impedido, desviou de letra para ampliar o placar.

O técnico Eduardo Baptista fez então a mudança que mudou o jogo. Colocou Felipe Gedoz no lugar do inoperante Neto Moura e o time começou a tocar a bola, de forma mais organizada e objetiva.

No segundo tempo, a reação azulina foi fulminante. Aos 3 minutos, Igor Fernandes cruzou na área, Neto Pessoa girou em cima da marcação e mandou no ângulo esquerdo de Victor Souza. Um golaço.

Animado, o Remo foi à frente insistindo em busca do empate. Aos 8 minutos, Yan derrubou Neto Pessoa na área. O próprio centroavante cobrou a penalidade e deixou tudo igual no placar. Na metade do 2º tempo, o volante Anderson Uchoa se envolveu numa troca de empurrões com Jonathan e recebeu o vermelho. O volante do Papão pegou amarelo.

Os times ainda buscaram a vitória, mas as defesas prevaleceram e o marcador não foi mais alterado. No sábado, no Baenão, diante da torcida azulina, os rivais decidem quem vai à final da Copa Verde 2021.