Moro em seu labirinto

POR LEANDRO FORTES, no Facebook

A reação do juiz Moro à postura corajosa e digna de Lula à perseguição abjeta que tem sofrido gerou, agora, uma excrescência de moralidade que, por si só, já deveria ser suficiente para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastá-lo daquele hospício que virou a Vara de Curitiba.

Moro mandou recolher presentes que Lula ganhou, quando era presidente, em confronto direto com a lei e, principalmente, com os padrões de sanidade mental que devem nortear a ação de um juiz.

Agiu como um adolescente mimado ao perceber que, diante de Lula, ele é obrigado a recuar aos espaços criados artificialmente pela Globo junto à turma de extrema-direita que se divide entre loas a Bolsonaro e o consumo indiscriminado de Lexotan.

Essa ação contra os presentes de Lula revela, portanto, muito mais do que mesquinharia. É um sinal de que Moro, mesmo com a ajuda da Globo News, não sabe mais para onde ir.

29 de abril de 2017 at 16:35 2 comentários

Coincidências que só o dinheiro consegue promover

POR ISNARD CARVALHO, no Facebook

Eike Batista era um pobre bilionário que estava preso. Seu advogado era o Sérgio Bermudes, que, por coincidência, vem a ser patrão de Dona Guiomar, que, por uma coincidência incrível, é esposa do ministro do STF Gilmar Mendes, que, por outra dessas coincidências que só a direita, o PSDB e o dinheiro farto conseguem explicar, recebeu num sorteio pra lá de isento, um habeas corpus do primeiro lá em cima para julgar.

Hum hum…

29 de abril de 2017 at 14:22 Deixe um comentário

Papão e Leão fazem últimos ajustes para o primeiro jogo da decisão

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No clima de mistério que costuma rondar os grandes clássicos, os técnicos de Paissandu e Remo divulgaram a relação de atletas, mas não confirmaram as escalações para o confronto deste domingo, abrindo a decisão do Campeonato Paraense. No Papão, o mais provável time é o que jogou contra o Santos na Vila Belmiro pela Copa do Brasil: Emerson; Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Wesley, Rodrigo Andrade e Augusto Recife; Bergson, Alfredo e Leandro Carvalho. Pela manhã, o técnico Marcelo Chamusca comandou movimentação na Curuzu fazendo os últimos ajustes na equipe, com sócios torcedores presentes ao estádio.

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No Remo, o técnico Josué Teixeira fez o último treino na manhã deste sábado, com os portões do Evandro Almeida abertos para a torcida. O time deve começar com a formação utilizada no coletivo de sexta-feira: André Luiz; Léo Rosa, Henrique, Igor João e Tsunami (Jaquinha); Renan, Lucas Vítor e Zé Antonio (Jefferson); Gabriel Lima, Jaime (João Vítor) e Edgar. (Fotos: Ascom-PSC e Magno Fernandes)

29 de abril de 2017 at 14:17 Deixe um comentário

Teatro do absurdo

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29 de abril de 2017 at 13:36 Deixe um comentário

A arte do olhar

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Nápoles, 1972. Foto de Josef Kundelka.

29 de abril de 2017 at 13:34 Deixe um comentário

Caetano: “O Brasil tem algo meio desafinado”

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POR CARLOS GALILEA, no El País

Perto de completar 75 anos – em 7 de agosto –, o filho de dona Canô e do seu José, natural de Santo Amaro (Bahia), ocupa um lugar central na música brasileira. Com o amigo Gilberto Gil, outra figura de uma geração única, liderou o movimento tropicalista, que deu consciência ao Brasil da canção popular como parte da cultura de massa e da indústria cultural. Caetano, que defende a legalização da maconha, se identifica com uma esquerda como aquela representada pelo político Marcelo Freixo, “preocupada com algo tão importante como os direitos humanos e não dogmática”. E não perdeu o desejo de escrever canções. “Sinto alguma insatisfação e sou insaciável em termos de fazer coisas na vida”, diz ele por telefone de sua casa no Rio de Janeiro.

No dia 1º de abril viajou a Nova York para uma homenagem a Bob Hurwitz, presidente durante três décadas da Nonesuch Records e, acompanhado pelo Kronos Quartet, cantou Un Vestido y un Amor (Um Vestido e um Amor), de Fito Páez. “A canção fala que fumamos uns baseados em Madri”, diz rindo. Sua turnê europeia passa por Barcelona (Palau de la Música) na sexta-feira, por A Corunha (Palacio de la Ópera) no dia 30 e Madri (Teatro Circo Price) em 4 de maio. Caetano se apresenta com Teresa Cristina (Rio de Janeiro, 1968), que interpreta um dos grandes compositores de samba: Cartola. Para ele, isso tem a ver com o prazer de cantar com os outros: desde pequeno, quando aprendeu a cantar com a mãe, ao lado do rádio. Nesses concertos, “Teresa canta cerca de 10 canções de Cartola; depois eu canto com meu violão um monte de canções que não estavam no show com Gil, e para o bis fazemos juntos mais três ou quatro canções minhas”.

Em 2017 seu primeiro disco faz cinquenta anos. “As comemorações são um pouco chatas não? [ri]. Como diz Fernanda Montenegro, a grande atriz, muito reverenciada, ‘meu filho, na semana que vem não estarei aqui porque vou ter de sofrer outra homenagem”. Também faz aniversário, de vinte anos, Verdade Tropical, seu livro de memórias e reflexões, que ganhará nova edição: “Vou reler e escrever algo mais. Quero comentar como vejo agora algumas coisas de que falei”.

Stefan Zweig escreveu Brasil, País do Futuro, mas o Brasil parece condenado a ser só uma promessa. “O Brasil tem algo meio desafinado, e isso também faz parte do seu encanto”, afirma Caetano, que qualificou o impeachmentda presidenta Dilma Rousseff de “golpe de Estado em câmera lenta”. “Seu Governo não foi bom, mas há um aspecto muito reacionário na sociedade brasileira. Lula, uma figura fortíssima no imaginário popular, com razão, dificilmente sairá das complicações judiciais devido à tradicional promiscuidade entre as empresas e os governos do Brasil”, explica. “Aqui os ricos e poderosos nunca iam para a cadeia. Agora, pela primeira vez, há ricos e poderosos na prisão”.

Hurwitz insiste para ele gravar todas as suas canções só com voz e violão. “Agora quero fazer algo com meus três filhos [Moreno, Zeca e Tom]. Porque adoro o que fazem e para estar perto deles”, afirma. “Na Argentina estão me pedindo um disco de tangos, e me dá vontade de fazer, mas também quero compor umas canções que ainda não sei bem como vão ser para fazer algo diferente que ainda não sei o que é. Penso tantas coisas que não acredito que terei tempo de fazer tudo”.

Com A Foreign Sound, disco com clássicos do repertório norte-americano, adiantou-se mais de dez anos aos últimos de Dylan. “Só ouvi Shadows in the Night, que não me empolgou. Sua maneira de cantar é tão anti-Sinatra”, comenta rindo. Sobre o Nobel de Literatura a Bob Dylan, de quem gravou canções como It’s Alright, Ma (I’m Only Bleeding) e Jokerman, acredita que “foi tudo muito engraçado, muito Dylan”. “Há um atraso por parte da organização do Prêmio Nobel sobre a questão de alta e baixa cultura. É algo dos anos 1960 que eles estão resolvendo agora porque são o Nobel e não podiam fazê-lo mais rápido”, diz em tom de brincadeira.

Pensou que se tornaria O Homem Velho de sua canção? “Pensava pouco nisso. Quando criança, minha prima mais velha me levou a Santo Amaro para ver umas dessas pessoas que leem a mão. A senhora fez umas previsões e disse que ia chegar aos 68 anos. Fiquei muito tranquilo porque eu devia ter uns 10 e achava aquilo muito distante”. Sempre fui uma pessoa mais de dúvidas que de certezas. “Sim”, responde rápido. “Parece que dessa vez tive certeza, mas depois fiquei um pouco em dúvida”, acrescenta rindo.

“Uma das coisas que gostaria de ter feito é um filme sobre o samba inspirado em Flamenco de Saura. Quando o filme estreou pensei muito nisso. Dona Ivone Laraera, naquela altura, uma das pessoas que sambavam da maneira mais linda que se pode imaginar. Fazia uns movimentos incríveis, mas acaba de completar 96 anos e não anda mais”. O cinema, sua grande paixão, costuma surgir em muitas de suas conversas e está presente em algumas de suas letras. Na juventude, trabalhou como crítico de cinema em um jornal de Salvador. Em 1986 dirigiu seu primeiro e único filme, Cinema Falado, e parece que não abandonou o sonho de voltar a filmar. “O desejo de filmar continua latente. Sinto saudade, e muitas, de uma vida dedicada ao cinema”.

29 de abril de 2017 at 13:22 1 comentário

A sentença eterna

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29 de abril de 2017 at 11:34 1 comentário

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