Mais ouro para as mulheres do Brasil

O Brasil conquistou mais uma medalha de ouro na Olimpíada de Tóquio nesta terça-feira (3). Mais uma vez, a comenda foi conquistada por uma mulher negra: Ana Marcela Cunha venceu a maratona aquática feminina, que consiste em um trajeto de 10km a ser percorrido a nado no mar. O ouro na modalidade é inédito para o Brasil. Pentacampeã mundial em seu esporte, Ana Marcela havia ficado 10º lugar nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016 e terminou a prova na 5ª colocação na Olimpíada de Pequim, em 2012.

Desta vez, a atleta superou suas rivais e terminou a prova com tempo de 1:59:30.8. A medalha de prata prata ficou com a holandesa Sharon Van Rouwendaal e, a de bronze, com a australiana Kareena Lee.

Com a nova conquista, o Brasil chega a um total de 15 medalhas. 4 são de ouro e, dessas, 2 foram conquistadas por mulheres negras: além de Ana Marcela, a ginasta Rebeca Andrade levou a premiação máxima na prova de salto da ginástica artística. Antes, a atleta já havia conquistado a medalha de prata na modalidade ginástica artística geral.

Em Tóquio, carregar o símbolo olímpico pode não ser uma boa ideia

Por João Vítor Marques, no Lance!

Ingressos para Olimpíadas Tokyo 2020 podem não ser reembolsáveis

Havia apenas uma possibilidade oficial de sair da bolha olímpica durante os primeiros 14 dias em Tóquio. Para isso, era preciso assinar um documento que listava uma série de regras: não conversar, não beber, não tirar a máscara, evitar qualquer tipo de contato com outras pessoas e cumprir rigidamente as 70 páginas do protocolo estabelecido pela organização.

Era noite no meu 14º dia na capital japonesa. A partir do 15º, poderia, enfim, viver a vida real, ainda que parcialmente. A ansiedade por visitar outros espaços que não as instalações de competição da Olimpíada me fez aceitar a série de regras e participar do tour oferecido à imprensa.
“Reforçando: vocês não podem se comunicar com as pessoas normais”, avisou insistentemente uma das guias – ou vigilantes – do passeio. Nós, os visitantes anormais, tínhamos 30 minutos para conhecer e fotografar o caldeirão olímpico, aceso na Cerimônia de Abertura, há dez dias.

Com uma braçadeira amarela que nos distinguia dos demais, partimos ao local num grupo com dez pessoas em um ônibus com capacidade para 40. Tudo para manter o distanciamento social em tempos de COVID-19. Antes da saída, as guias registraram no papel onde cada visitante estava sentado. Nem aqueles que trabalham juntos e dividem outros espaços podiam ficar em poltronas lado a lado.
No caldeirão, dezenas de pessoas se juntavam para fotografar, de longe, o símbolo dos Jogos Olímpicos. Guardas com placas e apitos insistiam para que ninguém ficasse muito tempo por lá e, é claro, desrespeitasse o distanciamento. Nós tivemos acesso privilegiado ao local e conseguimos nos aproximar mais da chama, sempre com cavaletes nos separando dos “normais” e vigilantes nos acercando para que o protocolo fosse cumprido à risca.

Com desafios da pandemia, Japão já tem planos de cancelar Olimpíadas de  Tóquio

“Liberdade”
A visita em si não foi exatamente o sonho turístico de quem vai ao Japão pela primeira vez. Mas, ao menos, permitiu antecipar o que viria na manhã seguinte, segunda-feira, meu 15º dia no país. Foi como, finalmente, chegar a Tóquio.

Com seguidos exames de COVID-19 negativos, nós podemos utilizar o metrô a partir da terceira semana no Japão. Foi um misto de liberdade e preocupação, já que fazia quase dois anos que eu não pegava transporte coletivo – em Belo Horizonte, trabalho em home office e tenho cumprido o isolamento social durante a pandemia.
O silêncio do metrô cheio de Tóquio às 20h contrasta com a linha de ônibus que costumava pegar por volta das 19h na capital mineira. Por aqui, não há catracas. O passageiro cumpre um acordo de confiança, em que passa o cartão ou o celular nas leitoras localizadas em entradas e saídas de estação.
Por precaução, retirei a credencial olímpica do pescoço. Embora os Jogos Olímpicos sejam acompanhados diariamente na TV por mais de dois terços da população japonesa, a realização do evento durante a pandemia é criticada pela maioria.

Ostentar o símbolo da competição não pareceu uma boa ideia, especialmente após ouvir relatos de um voluntário. Ele (que terá a identidade preservada) afirmou que japoneses que se voluntariaram para auxiliar na realização dos Jogos Olímpicos têm sofrido retaliações públicas, ainda que silenciosas.
No calor de 34ºC do verão nipônico, há quem saia de casa rumo às instalações esportivas com duas camisas. Por baixo, o uniforme dos voluntários, com o símbolo dos Jogos. Por cima, uma outra peça – para que a de baixo não seja vista por outras pessoas durante o trajeto. É o medo de receber, nas ruas, críticas de quem é contrário aos Jogos.

Elencos de Remo e PSC vacinados contra a covid

Imagem

O protocolo foi seguido à risca e atletas, funcionários e integrantes das comissões técnicas de Remo e PSC receberam nesta segunda-feira, 2, a vacina contra a covid-19. A Divisão de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Belém cedeu 50 doses para cada clube. A imunização foi prestigiada tanto no Baenão quanto na Curuzu pelo prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL).

De maneira geral, os atletas demonstraram alegria com a chance de se imunizar. A exceção foi o volante Bruno Paulista, do PSC, que admitiu certo receio da agulhada.

Imagem
Imagem

Capitão e volante do Remo, Lucas Siqueira destacou a importância da vacinação. “É um dia que estávamos aguardando há algum tempo, essa expectativa de ter todos do elenco e os funcionários estarem vacinados. É uma segurança a mais. Todo dia estamos juntos, não é só as viagens. É importante estar vacinando para minimizar os efeitos da covid-19 no nosso grupo”, afirmou.

O goleiro Vinícius, o meia Felipe Gedoz (foto acima) e o técnico Felipe Conceição estavam no Evandro Almeida por ocasião da visita do prefeito Edmilson Rodrigues, que foi recepcionado pelo vice-presidente Marcelo Carneiro, que entregou ao gestor a camisa oficial do Leão. Ele estava acompanhado do secretário municipal Maurício Bezerra e do chefe da Vacinação, Claudio Salgado.

Na Curuzu, a diretoria também esteve presente para receber Edmilson, presenteando-o com a camisa oficial do Papão. Torcedor bicolor, o prefeito vestiu lá mesmo a camisa.

Martine e Kahena conquistam ouro na vela

Martine Grael e Kahena Kunze conquistam medalha de ouro na vela - Gazeta  Esportiva

O Brasil conquistou mais uma medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nesta quinta-feira, a dupla brasileira Martine Grael e Kahena Kunze terminou a regata da medalha da vela 49er FX feminino na primeira colocação e garantiu a medalha de ouro.

As brasileiras brigaram pela liderança da regata durante todo o tempo, em uma disputa eletrizante. No meio da prova, a Nova Zelândia passou a liderar a regata, mas foi ultrapassada pela dupla italiana. Na reta final, Grael e Kunze voltaram a liderar a prova e de lá não saíram mais. Com o resultado, a Nova Zelândia, que ficou em segundo lugar, levou a prata. O bronze foi conquistado pelas dinamarquesas Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen.

Esta é a primeira vez na história que o Brasil conquista uma medalha de ouro com uma dupla feminina na vela. A única medalha que o país já havia vencido com uma dupla feminina havia sido em Pequim 2008, quando Fernanda Oliveira e Isabel Swan levaram o bronze na categoria 470.

Martine Grael e Kahena Kunze vencem na vela e conquistam quarto ouro do  Brasil

Martine, de 30 anos, é filha do bicampeão olímpico Torben Grael. A lenda do iatismo brasileiro possui cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro (Atlanta 1996 e Atenas 2004), uma prata (Los Angeles 1984) e dois bronzes (Seul 1988 e Sidney 2000). Seu tio, Lars Grael, também é medalhista olímpico, vencedor de dois bronzes (Seul 1988 e Atlanta 1996). Kahena e Martine já haviam conquistado a prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e o ouro no Mundial de 2014.