Pesquisa aponta Ronaldo como o melhor pós-Pelé

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Com 36,62% dos votos, Ronaldo foi eleito pelos leitores do UOL como o maior jogador brasileiro desde que Pelé deixou o futebol. Na enquete, o “Fenômeno” teve uma vantagem considerável em relação ao segundo colocado: Zico, escolhido por 21,17%. Romário (11,18%), Ronaldinho Gaúcho (10,98%) e o goleiro Marcos (3,12%) completam o Top 5 da votação.

Tudo começou com a última edição da revista Placar, que colocou Neymar como o “maior jogador brasileiro pós-Pelé”. Na pesquisa do UOL, o atacante do Paris Saint-Germain ficou apenas na sétima colocação, com 2,94% dos votos.

RANKING

1 – Ronaldo (36,62%)

2 – Zico (21,17%)

3 – Romário (11,18%)

4 – Ronaldinho Gaúcho (10,98%)

5 – Marcos (3,12%)

6 – Rivelino (3,02%)

7 – Neymar (2,94%)

8 – Rogério Ceni (2,30%)

9 – Adriano (2,28%)

10 – Sócrates (1,94%)

11 – Rivaldo (1,23%)

12 – Falcão (0,67%)

13 – Roberto Dinamite (0,62%)

14 – Taffarel (0,56%)

15 – Kaká (0,37%)

16 – Cafú (0,25%)

17 – Roberto Carlos (0,19%)

18 – Careca (0,19%)

19 – Júnior (0,17%)

20 – Bebeto (0,17%).

Para matar as saudades

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POR GERSON NOGUEIRA

Estamos às portas de mais um clássico dos clássicos, maior glória do futebol nortista, o mais disputado no mundo entre rivais históricos. São alguns dos superlativos que emolduram o Re-Pa, grande derby amazônico, que leva multidões à catarse mesmo quando não vale muita coisa, como desta vez.

É claro que o torcedor não há de chegar ao estádio Jornalista Edgar Proença com a pretensão de ver um grande espetáculo, como aqueles que tinham João Tavares, Bené, Amoroso, Rubilota, Ércio, Alcino, Mesquita, Roberto Diabo Louro, Roberto Bacuri, Aderson, Bira, Dadinho, Cacaio e Belterra como protagonistas.

Não, isso é coisa do passado.

O Re-Pa há muito tempo deixou de ser tecnicamente atraente. Os últimos grandes confrontos ocorreram há mais de 20 anos.

Nos dias de hoje o torcedor já sai no lucro se conseguir ver um jogo rico em luta, marcação, transpiração e gols, é claro – nada mais tedioso do que um clássico que não sai do 0 a 0.

O grande chamariz do confronto desta tarde é a saudade. A torcida não vê o Re-Pa há um ano. Por sorte – ou azar – terá muitas oportunidades de matar a saudade. No Estadual, há outro jogo confirmado para o returno. É provável ainda que os dois times se cruzem nas semifinais e na final.

Por enquanto, com base no que ambos mostraram na temporada, a previsão é de uma partida equilibrada e presa aos esquemas de cautela e respeito.

O Remo de João Neto vinha melhor, invicto no campeonato e sem sofrer gols, mas o revés na Copa do Brasil representou um duro golpe, que talvez tenha reflexo no gramado do Mangueirão.

Já o Papão de João Brigatti só jogou bem na estreia, quando goleou o fraco São Francisco na Curuzu. A partir de então, o rendimento coletivo caiu e o individual continuou nulo.

O melhor a fazer é esperar que as duas equipes façam um jogo de muita luta, mas sem violência, que agrade a massa e compense a longa espera.

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Afinal, quem foi o melhor na era pós-Pelé?

A revista Placar saiu nesta semana com uma capa provocadora glorificando os 10 anos de carreira de Neymar e apontando-o como o melhor jogador brasileiro depois da era Pelé. A jogada editorial é compreensível em tempos bicudos para o jornalismo impresso e, notadamente, para o segmento de revistas.

O tema, porém, é interessante e suscita um bom debate. Quase ninguém se detém em análises sobre os sucessores do Rei Pelé, talvez até pela intimidação causada por supercraques surgidos lá fora.

De minha parte, considero uma heresia posicionar Neymar como o melhor desde que o Rei se aposentou. Está atrás de vários grandes craques. É inferior, por exemplo, a Ronaldo Fenômeno, Romário, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Zico.

Com muita boa vontade, o camisa 10 do PSG pode ser elencado no mesmo patamar de Kaká, Bebeto, Sócrates, Geovani e Roberto Carlos, entre outros menos votados.

Não se considera aqui os títulos amealhados pelos que estão à sua frente, todos campeões do mundo e ganhadores da Bola de Ouro. O que salta aos olhos é a técnica refinada, a regularidade e a importância para a Seleção e os clubes que defenderam ao longo da carreira.

Neymar tem a possibilidade de ir longe, talvez até muito mais que alguns dos que o superam hoje, mas por enquanto isso não passa de expectativa. Pelo que se viu até hoje, pelos muitos passos em falso, os próximos 10 anos de carreira dificilmente reservarão as glórias que o jogador e seu pai julgam ser possível de atingir.

Ah, antes que pareça omissão deliberada, meu voto sobre o melhor craque brasileiro depois de Pelé vai para Ronaldo Nazário.

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Bola na Torre

O programa deste domingo dedica todas as atenções à cobertura do primeiro Re-Pa do ano. Guerreiro apresenta, com participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba baionense, a partir das 21h, na RBATV. O torcedor interage com perguntas e comentários, com direito a sorteio de prêmios.

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Dupla Re-Pa ganha novo patrocinador

Minutos antes do clássico deste domingo, no estádio Jornalista Edgar Proença, a diretoria da empresa VeganNation celebra oficialmente acordo de patrocínio com Leão e Papão, representando o futebol paraense, e Iranduba e Nacional, pelo futebol do Amazonas.

A VeganNation já patrocina clubes de futebol de outros Estados e decidiu partir para a parceria com clubes do Norte, mirando principalmente a dupla Re-Pa e suas fantásticas torcidas. No caso do Iranduba, o patrocínio destina-se ao futebol feminino.

O evento terá as presenças dos presidentes Fábio Bentes (CR), Ricardo Gluck Paul (PSC), Amarildo Dutra (Iranduba) e Nazareno Melo (Naça), além do diretor executivo e fundador da VeganNation, Isaac Thomas. Será servido um lanche vegano aos presentes.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 17)

Festina lente

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Por André Forastieri

Augusto – aquele, sobrinho do Júlio César, primeiro e maior Imperador de Roma – tinha um lema. Era: “o que foi bem feito, foi feito rápido suficiente.”

Ou, de outra maneira: “Festina Lente”.

Que dá pra traduzir, mais ou menos, por “Acelere lentamente”. Ou “Desacelere rapidamente”. Ou as duas coisas.

E significa, mais ou menos, “Faça tão rápido quanto possível para sair bom”.

Treze séculos depois, o lema foi adotado pela família Médici, poderosos banqueiros florentinos.

Que, entre outras coisas, financiaram a Academia Platônica, a redescoberta das sabedorias perdidas da antiguidade, recuperadas após a tomada de Constantinopla pelos turcos, e sua tradução do grego para o latim.

Que é o começo oficial de uma coisa chamada Renascença. E do Humanismo. E…

 

“Festina Lente” era também o lema do primeiro editor de livros da história, Aldo Manuzio. Meu padroeiro, e de todos os editores. Sei de duas ruas com o nome dele, em Roma e em Veneza, e fui lá pedir a benção do santo. Tenho a foto com a placa da rua, para provar.

Manuzio começou em 1494. Publicava inéditos (Aristóteles, Homero, Esopo!), caprichava nas edições, tinha tradutores maravilhosos (Erasmo de Roterdam!), um conselho editorial de sábios, e a amizade de gente como Pico della Mirandola e Marsilio Ficino.

Criou o formato de bolso, a lombada plana, a capa de papel cartão (em vez de madeira), o conceito da coleção de livros.

Ah, também era tipógrafo (criou o itálico, e definiu a margem ideal de uma página usando a proporção áurea). Era gráfico, editor e livreiro. Sua editora é que vendia os livros no final.

Lembra daquela empresa Aldus, que fazia o software Pagemaker, que todo mundo usava pra fazer revista e livro e tal? Era em homenagem ao Aldo, ou Aldus Manutius, em latim.

E o símbolo, o “logotipo” da editora de Aldo Manuzio, era um golfinho enrolado em uma âncora. O símbolo da velocidade e da leveza, unido ao símbolo do peso e da imobilidade. Rápido e devagar. Festina Lente.

Se deixasse o paraíso dos editores (uma biblioteca?) e viesse nos visitar essa semana, Aldo ia ficar boquiaberto de ver como, meio milênio após sua morte, nós no século 21 temos a possibilidade de controlarmos todos os aspectos do conteúdo, da informação, do conhecimento.

De criar, selecionar, editar, transmitir isso diretamente para o leitor.

Que é o que estou fazendo neste segundo.

E ia ficar espantado de constatar como quase sempre fazemos isso na velocidade errada. Com pressa e ansiedade, sem capricho nem responsabilidade.

Sem edição. Ou, na palavra que se usa muito hoje, sem curadoria.

Uma das poucas vantagens de ter uma certa idade é que a gente é convidado pela vida a desacelerar. É biológico. É inevitável. É convidativo e prazeiroso, aliás. Menos hormônios, menos agressividade, menos ansiedade.

Não é à toa que o movimento Slow Food nasceu e floresceu no Velho Mundo.

Nem sempre nos permitimos. Nem sempre me permito.

Buscar o ritmo certo, a maneira certa de viver, é meu trabalho de todo dia.

Estou tentando organizar essa informação – editar – isso direito. Para que eu possa compartilhar isso com consciência.

Enriquecer minha vida, e quem sabe a dos outros. Sem pretensão e sem picaretagem.

Uma parte importante disso é aprender – reaprender? – a trabalhar.

O que fiz esta semana, profissionalmente, não tem nada a ver com o que eu fazia 18 meses atrás.

A maior parte do meu trabalho tem sido, em grande parte, responder para mim mesmo e para outras pessoas as seguintes perguntas:

Como ser incrivelmente produtivo no menor tempo possível – e somente nesse tempo, deixando o restante para o prazer?

Trabalhar para viver, e jamais viver para trabalhar?

E o que exatamente, significa “ser produtivo”, em um mundo de robôs, globalização, precarização? Em que o Trabalho parece valer cada vez menos, e o Capital cada vez mais?

Como sobreviver a isso, e prosperar?

Como ganhar dinheiro, sem jamais abrir mão de mudar o mundo?

São questões que eu não esperava. A vida me impôs.

Eu gostava de ser editor. Hoje gosto de ser outras coisas. Eu gostava de ter 25 anos, hoje gosto de ter mais que o dobro disso.

Tenho saudade, mas zero nostalgia.

E são questões que também me foram impostas pela minha convivência no LinkedIn com pessoas em busca de trabalho, clientes, grana, sentido.

Questões que me levaram a conversar com um monte de gente super diversa. Primeiro informalmente, depois profissionalmente. E até aprendi a a usar termos esdrúxulos como “Empregabilidade” e “Empreendedorismo” sem ficar com a cara roxa de vergonha.

Levou mais de um ano para eu descobrir que tinha algo novo em mim, algo que muitas outras pessoas reconheciam como precioso.

Um valor diferente do que eu trouxe (espero) no passado, sendo – entre as várias coisas que fui – editor.

Um novo valor que quero levar pra mais e mais gente, e só é possível agora. Por causa de todas as coisas que fui. E sou. E por causa do que passei.

E por causa do tempo que levou.

É fundamental, para mim, me dar o tempo necessário para fazer as coisas direito. Visto que não tenho tanto tempo pela frente para desperdiçar fazendo as coisas erradas, ou as coisas errado.

E quero te convencer que você também não tem. Mesmo que não tenha 53 anos, como eu. Mesmo que tenha 43, 33, 23 ou, aliás, 13. A vida passa rápido.

Tem até uma coisa chamada Slow Movement. Te convido a ler um livro chamado “Devagar”, do Carl Honoré, que é a base desse “movimento”. Que se espalha de maneira bem lenta. Como convém.

Tenho grande simpatia pelo Slow Movement. Pela Slow Food, pelo Slow Work, pela Slow Life. O degustar, o aproveitar, o caprichar. Tanta correria pra quê? Pra acabar com o planeta mais rápido?

Esta é a questão central do meu trabalho em 2019. Que estou construindo, e revelando, adivinhe só, devagarinho…

Mas reconheço que a minha pegada não é desacelerar por desacelerar.

Meu ritmo, e o ritmo que te recomendo, e que quero espalhar por aí, e ensinar para quem quiser aprender, é Slow Fast. Ou Fast Slow. É fazer no ritmo ideal para fazermos o melhor.

“Festina Lente!”

Ó O OUTRO CARA

O melhor livro que eu conheço sobre o pai de todos os editores é “Aldo Manuzio: Editor, Tipógrafo, Livreiro”, do Enric Satué, publicado no Brasil pela Ateliê Editorial. Fora de catálogo, que pecado. Só tem dois usados na Estante Virtual. Compre rápido!

Leão e Papão unem-se em campanha para obras no Baenão e CT bicolor

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Os presidentes de Remo e Paissandu participaram, na manhã desta sexta-feira (15), em um hotel de Belém, do ato de lançamento de parceria com uma loja de materiais de construção, Loja Jurunense, para arrecadar recursos que ajudem na reforma do Baenão, pelo lado azulino, e nas obras do CT, pelo lado bicolor.

A campanha “Vira o Jogo” conclama as duas fanáticas torcidas a adquirirem produtos na Loja Jurunense. Parte do valor será repassado aos clubes exclusivamente para as reformas do Baenão e obras do Centro de Treinamento do Papão, no bairro Águas Lindas, em Ananindeua.

O presidente do Remo, Fábio Bentes, disse que o Remo reabre o Baenão no mês de junho desde que consiga levantar a quantia aproximada de R$ 550 mil. “Temos um prazo já estabelecido e agora é o torcedor ajudar. Teremos um estádio com tudo que for necessário e acredito que de sucesso”, disse.

Já o presidente do PSC, Ricardo Gluck Paul, louvou a iniciativa, saudando o ineditismo de união entre a dupla Re-Pa em torno de objetivos definidos. Segundo ele, é a prova de que os velhos rivais ficam mais fortes quanto unem forças.

A empresa de materiais de construção colocou em contrato que o valor repassado aos clubes não poderá ser alocado para outras áreas. O valor fixo que a empresa pagará aos clubes é de R$ 10 mil a R$ 15 mil por mês, mas dependendo do número de compras das torcidas, essa quantia poderá ser maior.

O torcedor, ao comprar produtos na loja parceira, poderá dar seu CPF e destinar parte do valor ao seu clube de coração. Além disso, poderão ser feitas doações diretamente na loja, ocorrendo um “Re-Pa” de arrecadação. Outras formas de doação são os trocos das compras, além de compras de kits dos clubes nas lojas.

Finalmente, a dupla de titãs começa a agir com inteligência e pragmatismo.

A diferença entre exercer a presidência e fazer palhaçada

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Por Ricardo Kotscho

Me lembro até hoje do susto que levei logo cedo ser chamado às pressas para ir ao gabinete do presidente Lula.

Ao lado dele estavam o vice presidente José Alencar e o ministro da Defesa, José Viegas, ambos com ar grave, em silêncio.

Eu era na época o secretário de Imprensa e Divulgação do primeiro governo Lula, encarregado de dar as boas e más notícias ao país.

Sem maiores explicações, o presidente me deu a ordem:

“Ricardinho, acabei de aceitar o pedido de demissão do ministro Viegas e nomeei o Zé Alencar para o lugar dele. Prepara uma nota para a imprensa”.

O ministro da Defesa já balançava no cargo há algum tempo, mas não havia nenhuma nuvem negra no horizonte a sugerir aquele desfecho.

Viegas se retirou em seguida, e o vice permaneceu calado, olhando para o presidente.

Quando Lula se afastou, Alencar me disse, preocupado: “Você viu o que o presidente me arrumou?”.

José Alencar era mais do que um simples vice: era o homem em quem o presidente mais confiava no governo e, por isso, fora convocado, sem consulta prévia, para acumular o cargo de ministro da Defesa.

Eram muito boas as relações de Lula com os comandantes militares e ele sabia que, naquele momento, o mais importante seria preservá-las, para evitar qualquer crise nesta área.

De fato, foi o que aconteceu. Não chegou a haver crise nenhuma. Lula a debelou em poucos minutos antes que se instalasse no governo.

Desci correndo a escada que separa o terceiro andar do gabinete presidencial do segundo, onde ficava a minha sala.

Redigi às pressas uma nota curta e, antes das 10 da manhã, estava consumada a troca de ministros.

Assim age um presidente da República cônscio das suas responsabilidades, assumindo todos os riscos e, neste caso, sem consultar ninguém.

Afinal, ele fora eleito e recebia um salário de funcionário público exatamente para isso: evitar crises, ao invés de criá-las.

Este episódio me voltou à memória, claro, nesta semana em que o Palácio do Planalto viveu a primeira grande crise do novo governo.

Desde quarta-feira, quando o presidente Jair Bolsonaro rifou publicamente pela TV e no Twitter o secretário-geral Gustavo Bebianno, que comandou o cofre da sua campanha, o país ficou paralisado à espera de um desfecho.

Bebianno declarou que não pediria demissão e fez ameaças avisando que não cairia sozinho.

Bolsonaro levou três dias para chamá-lo ao gabinete e lhe comunicar que seria demitido, depois de armar uma confusão dos diabos, em que chamou 11 ministros ao Planalto para auxiliá-lo a tomar uma decisão.

Na véspera, antes do desfecho do caso no fim da noite de sexta-feira, o presidente posou ao lado de ministros civis e militares no Palácio da Alvorada onde discutiu a reforma da Previdência.

De chinelos de dedo, moleton e blazer sobre uma camiseta pirata do Palmeiras, o presidente da República era o próprio retrato do seu governo esculachado, completamente perdido diante das grandes questões nacionais, sem saber o que fazer da vida.

Entre a palhaçada do ex-capitão reformado pelo Exército aos 33 anos, que já levou 45 militares para o governo, e a atitude cirúrgica do ex-torneiro mecânico ao cortar pela raiz a crise numa área sensível como o Ministério da Defesa, está toda a diferença entre os dois presidentes.

Isto explica também porque fizeram de tudo, unindo a farda à toga, para impedir que Lula, o mais admirado presidente brasileiro de todos os tempos, segundo as pesquisas, voltasse pela terceira vez ao Palácio do Planalto.

Candidato, seria eleito, também segundo as pesquisas, e o país não estaria hoje falando do deputado do baixo clero que se elegeu numa campanha sórdida deflagrada nas redes sociais.

Nas mesmas redes sociais, comandadas pelo Carlucho, o filho 02, armou-se agora uma baderna institucional, que está longe de ter um fim.

Fico pensando o que acontecerá se Jair Bolsonaro for obrigado a enfrentar uma crise de verdade, criada pela oposição e não pelo próprio governo, como foi a da CPI do Mensalão, com toda a grande imprensa mobilizada para comer o figado do governo Lula.

E estamos apenas no 47º dia do novo governo militar.

Bom final de semana a todos, se o PCC assim o permitir.

Vida que segue.

Efeito do “pacote da bala”: cidadão bem mata taxista a tiros por motivo banal

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Um crime bárbaro chocou a cidade de João Pessoa (PB) no fim da tarde desta sexta-feira (15). O corretor de imóveis Gustavo Teixeira Correia, 43, tirou a vida do taxista Damião dos Santos, de 42 anos. O assassinato aconteceu em um horário de grande circulação de pessoas na frente de um supermercado e de uma escola em um bairro nobre da capital paraibana. Tudo foi registrado por testemunhas e câmeras de segurança.

Segundo a Polícia Militar, a motivação do crime teria sido uma discussão de trânsito. No entanto, imagens mostram (ver abaixo) que o bate-boca não durou mais do que 10 segundos.

Pragmatismo Político conversou com funcionários do Supermercado BeMais. Eles afirmaram que houve uma pequena troca de xingamentos entre os homens, até que Gustavo Correia saca a sua arma e dispara vários tiros contra o taxista à queima roupa, sem chances de defesa.

Nas imagens, que foram gravadas pelo sistema de câmeras da escola, é possível ver que o taxista Damião tentava estacionar o carro em frente ao supermercado, em uma vaga reservada para táxis. Gustavo Correia estava no banco do passageiro no veículo branco que vinha imediatamente atrás. Ele se incomoda com a manobra feita pelo taxista e desce do carro para tirar satisfação com Damião. Segundo a PM, Gustavo estaria voltando para casa, alcoolizado.

A Polícia Militar informou que Damião dos Santos foi alvejado por três tiros. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, mas não resistiu aos ferimentos.

A casa de Gustavo Correia fica a pouco mais de 200 metros do local do crime. Depois de matar o taxista, ele correu para a sua residência e se trancou no imóvel, onde estava a sua esposa. O corretor apagou as luzes da residência, a polícia foi acionada e iniciou-se uma negociação para que o homem se entregasse. Pelo menos 15 viaturas policiais apareceram no local, incluindo o Grupo de Operações Especiais. Toda a rua foi isolada.

A esposa de Gustavo, que seria advogada, tomou a frente das negociações. Depois de pelo menos três horas, o homem decidiu se entregar. Populares reagiram: “assassino!”.

As redes sociais de Gustavo Correia foram todas bloqueadas ainda na noite desta sexta-feira (15), provavelmente durante as negociações com a polícia. Na internet, o homem se autoproclamava um cidadão de bem e posava com armas de fogo. A única rede de Gustavo onde ainda é possível obter alguma informação a seu respeito é o Instagram, embora todas as imagens já tenham sido removidas.

“Gestor hospitalar, Técnico em Radiologia, Corretor de Imóveis, Atirador Desportivo, Atleta de Musculação e Apreciador de uma boa cerveja”, diz o perfil do criminoso no Instagram.

Em João Pessoa, o crime repercute. “Teria esse cidadão de bem agido por escusável medo, surpresa ou violenta emoção?”, questiona uma internauta. “Sujeito rico, mora em uma bela casa no Bessa, bairro nobre. Logo mais vai ficar solto, enquanto o pai de família está preso numa cova. Esse é o Brasil”, desabafou outro usuário.

“Mais uma vez em briga de trânsito o cidadão armado acha que é dono do mundo. Mais uma vez a arma acabou com a vida de um ser humano”, lamentou outro. “Não entendi porque a PM, o BOPE, o GATE e o Exército para prender um só assassino. Se fosse numa periferia qualquer, eles invadiriam a casa. Mas como é no Bessa…”, observou mais uma internauta.

Durante a madrugada deste sábado (16) na delegacia, um grupo de manifestantes, familiares, amigos e vários taxistas fizeram um protesto cobrando Justiça pelo crime que aconteceu de forma banal em plena luz do dia.

Trivial variado da Bozolândia

“Cadeia para Bebianno! Com delação premiada para ele entregar as provas da eleição fraudulenta da chapa Bolsonaro/Mourão! E DIRETAS LIMPAS JÁ! Pode ser?”. André Forastieri

“Esqueça temporariamente o grupo de lunáticos que ocupa o governo. Os homens de negócios que tocam a economia foram eleitos com uma missão: garantir mais lucros aos ricos e ferrar com os mais pobres, e é isso que eles farão”. Jorge Furtado, cineasta

“A devassa determinada pelo judiciário no escritório de Antônio Mariz de Oliveira é uma agressão sem precedentes a todos os advogados brasileiros. Não vão nos intimidar. O nosso DNA tem a tempera de Sobral Pinto. Já passou a hora de dar um basta no fascismo judicial!”. Wadih Damous

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“Não entendi: se Bebianno é demitido do governo porque é corrupto, como dizem os minions, por que bolsonaro ofereceu a direção de um estatal? Quer dizer que corrupto em estatal pode?”. J. Godinho

“O anúncio da Lava Jato na Educação é a inauguração oficial do estado policial no país. Não há fato definido, não há crime relatado. A própria denominação é o indício mais evidente de que haverá uma movimentação política na área.” Luis Nassif

“Essa história do Bebbiano e do Bozo ainda não acabou. Bozo teria oferecido a presidência da Itaipu a Bebbiano, este que não aceitou. Pode até ser que Bebbiano saia segunda, vamos esperar pelo diário oficial, porque merda para jogar no ventilador ele tem. E muita.” Ricardo Pereira