Senado instala CPI para apurar acidente da Chape

O acidente que vitimou o time da Chapecoense completou três anos, mas ainda causa muita dor aos familiares dos 71 jogadores, diretores e jornalistas que morreram na queda do avião que levava o clube de futebol brasileiro para a final da Sul-Americana de 2016. É que, além da saudade, esses familiares sofrem com a falta de assistência das seguradoras responsáveis pelo voo. Por isso, o Senado Federal instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar essa situação e cobrar a indenização dessas famílias. A CPI da Chape foi instalada nesta quarta-feira (11) e promete ouvir seguradoras, companhias áreas e até a CBF nos próximos 180 dias.

A CPI da Chape foi proposta pelo senador Jorginho Mello (PL-SC), que será o presidente da comissão, com o apoio de mais 28 senadores. “O que pretendemos é investigar a grande demora nas indenizações que devem ser pagas aos familiares das vítimas deste lamentável acidente”, informou o senador no requerimento que possibilitou a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. O documento ainda destaca que, apesar da demora do pagamento, o valor da indenização oferecida por essas seguradores que “faturam milhões de reais dos cidadãos brasileiros e do erário público” foi irrisório diante da gravidade do acidente o que, segundo Mello, “demonstra um grande descaso e desrespeito com aqueles que ainda sofrem pela morte de seus entes queridos”.

“A gente tem que lutar para diminuir a dor desses familiares, é preciso ajudá-los. Eles sofrem com a dor da perda e a dor da desatenção. Essa é a nossa ajuda. Essas famílias merecem respeito”, destacou Jorginho Mello nesta quarta-feira. Ao ser eleito presidente da CPI da Chape, ele ainda disse que vai trabalhar com o relator da comissão, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), para “fazer as companhias de seguro e o governo boliviano assumirem suas responsabilidades”.

Para isso, Jorginho Mello disse que está em contato com a embaixada, o Itamaraty e o Ministério da Justiça para facilitar o relacionamento com a Bolívia, que deve responder sobre o plano de voo da Chape, e com as seguradoras internacionais responsáveis que devem essas indenizações aos familiares das vítimas do acidente. Além disso, senadores como Espiridião Amin (PP-SC) planejam usar os poderes de investigação da CPI para pedir explicações de instituições como a CBF e, assim, esclarecer o plano de segurança dos voos que transportam delegações brasileiras para tentar evitar novos acidentes.

Parazão muda de formato outra vez e volta ao sistema antigo

A Federação Paraense de Futebol voltou atrás, de novo, e cancelou alterações no sistema de disputa do Parazão 2020. Dessa maneira, o campeonato – que começa em 18 de janeiro – retomou parcialmente o formato utilizado desde 2017, com mudança apenas no método de classificação ao mata-mata e na definição dos rebaixados.

As novas alterações na tabela acontecem após reclamações de alguns clubes, principalmente o Paissandu. No Conselho Técnico realizado no dia 29 de novembro ficou definido que o estadual teria jogos de todos contra todos em uma chave única, com os quatro melhores colocados na classificação geral fazendo a semifinal em jogos de ida de volta, assim como a final.

Depois de muitas críticas, a FPF divulgou alterações na tabela em datas e jogos, porém mantendo o formato. Só que nesta quarta-feira a Federação decidiu que o estadual voltará ao modelo dos últimos três anos, com 10 equipes divididas em dois grupos. Em turno único, os times do A1 jogam contra os do A2 em sistema de ida e volta.

Mas agora a classificação para a semifinal e o rebaixamento serão baseados na classificação geral do campeonato, ou seja, as quatro melhores campanhas vão ao mata-mata e as duas piores caem para a Segundinha.

A divisão das chaves ficou assim:

  • Grupo A1: Remo, Bragantino-PA, Castanhal, Itupiranga e Paragominas.
  • Grupo A2: Paissandu, Águia de Marabá, Carajás, Independente e Tapajós.

A guerra jurídica Sampaoli x Santos

Por PVC

Jorge Sampaoli diz que não pediu demissão do Santos, “oficialmente”. O advérbio é importante para entender a guerra jurídica que se inicia entre o técnico argentino e seu ex-clube.

Na segunda-feira (9), em reunião com o presidente José Carlos Peres, o treinador informou que pediria demissão se o Santos não mudasse seu contrato e incluísse uma cláusula com investimentos de R$ 100 milhões em reforços. Peres respondeu que isso não tinha cabimento e a cláusula não seria incluída.

De fato, isso não é coisa que conste em contrato. “Então eu vou embora”, teria dito Sampaoli. Peres disse que não aceitava a inclusão da multa, mas consultaria o Conselho Gestor.

No dia seguinte, informou a Sampaoli que o conselho vetou a mudança, como era óbvio. E que o Santos aceitava seu pedido de demissão.

Agora, o técnico argentino alega que não pediu demissão “oficialmente.” Mas deixou claro que estava pedindo demissão se a cláusula absurda não entrasse no contrato.

Então, a data da demissão é terça-feira, 10 de dezembro. E sua multa de R$ 10 milhões vale até 11 de dezembro.

Na conversa de segunda-feira (9), Sampaoli também pediu para retirar do contrato a multa de R$ 3 milhões de seus assistentes, o que não foi negociado quando Paulo Autuori retirou a cláusula rescisória do documento do treinador.

Sampaoli exigiu também que a premiação por classificar o Santos para a Libertadores seja paga até dia 17 de dezembro. O Conselho Gestor negou todos os pedidos.

O caso vai parar na Justiça. Sampaoli está desempregado, porque pediu demissão na segunda-feira e o pedido foi aceito na terça. A multa deve ser paga, porque valia até quarta-feira, 11 de dezembro. A não ser que algum advogado prove em tribunal que a cláusula era abusiva.

Virou uma guerra jurídica. Sampaoli está livre para assinar com qualquer clube, mas terá de discutir nos tribunais a maneira como deixou a Vila Belmiro. O Santos procurará novo treinador.

O nome mais comentado na manhã desta terça-feira é o do espanhol Miguel Angel Ramírez, campeão da Copa Sul-Americana pelo Independiente del Valle.

Depois do pedido de demissão anunciado pelo Santos na noite desta terça-feira (10), Jorge Sampaoli está no Rio de Janeiro, onde deverá se reunir com o Palmeiras nos próximos dias.

Também está no Rio de Janeiro o mais forte candidato ao cargo de diretor-executivo, depois da recusa de Diego Cerri. Anderson Barros é ótimo nome. Discreto e campeão.

Num tempo em que se discute a hegemonia do Flamengo no estado do Rio de Janeiro, Anderson Barros foi o dirigente do Botafogo na improvável campanha do título estadual de 2018.

No passado, teve paciência para montar um Botafogo espetacular com Cuca no comando, num período em que Cuca não era tão calmo quanto é hoje.

Greta, a "pirralha", é eleita a personalidade do ano pela 'Time'

A ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, foi escolhida a personalidade do ano pela revista “Time”. O título é concedido anualmente a pessoas que, por diferentes razões, se destacaram por suas atividades.

Greta, chamada na última terça-feira de “pirralha” pelo presidente Jair Bolsonaro, tornou-se internacionalmente conhecida pelas mobilizações no seu país natal que inspiraram jovens de todo o mundo a cobrar ações concretas de governos contra as mudanças climáticas.

A “Time” destacou na capa da sua próxima edição, junto à nomeação da jovem de 16 anos, o “poder da juventude”.

Greta está em Madri, onde acompanha a COP-25. A jovem, na última sexta-feira, foi a principal estrela de uma manifestação de 500 mil pessoas pelas ruas da capital espanhola.

Desde que chegou à conferência, fez duras críticas ao assassinato de indígenas ao redor do planeta, incluindo o Brasil, o que irritou Bolsonaro.

A fama de Greta começou a partir de protestos solitários que realizava diante do parlamento da Suécia, em Estocolmo, que levaram a greves escolares que se galvanizaram ao redor do globo.

Bolsonaro voltou a criticar Greta nesta quarta-feira. Ele utilizou novamente o termo “pirralha” para se referir a Greta e disse que ela fala “qualquer besteira” e ganha repercussão. A declaração ocorreu horas antes de Greta ser anunciada personalidade do ano pela revista “Time”.