Bicampeão, Remo ganha prêmio de R$ 212 mil; Independente leva R$ 159 mil

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O Remo venceu o Independente por 2 a 0, neste domingo, no Mangueirão, garantindo o bicampeonato estadual e o 46º título de sua história. O Clube do Remo entrou com a desvantagem da derrota de 1 a 0, da primeira partida contra o Independente, na final do Campeonato Paraense, mas reverteu a diferença, abrindo o placar logo aos 7 minutos, com Yuri, numa falha do goleiro Redson, confirmando o triunfo aos 40′ do segundo tempo, com Alex Sandro.

O gol logo de cara mudou a cara da partida, obrigando o Independente a se preocupar mais com a defesa e se expondo menos. Em ritmo intenso, o Remo teve mais três boas oportunidades, mandou uma bola na trave, mas sofreu com ataques agudos do Galo, que também acertou a trave de Vinícius aos 15′.

Na etapa final, o jogo teve a velocidade reduzida, mas o Independente foi superior na maior parte do tempo, graças à boa presença de seu quarteto de meio-campo, liderado por Chicão. Logo aos 6 minutos, Vinícius salvou milagrosamente o Remo defendendo à queima-roupa um chute de Joãozinho.

Alex Sandro, que entrou aos 21 minutos, substituindo a Emerson Carioca, definiu o placar aos 40 minutos. Ganhou uma bola na intermediária, avançou e chutou cruzado, marcando 2 a 0 para o Remo. O gol fez a torcida azulina explodir de alegria no Mangueirão e em todo o Estado.

Com o título, o Remo ganhou prêmio especial do Banpará no valor de R$ 212.889,00. O Independente, vice-campeão, leva R$ 159.667,20.

CLUBE DO REMO: Vinícius; Geovane, Kevem, Marcão e Rafael Jansen; Djalma (Diogo Sodré), Yuri, Mário Sérgio e Douglas Packer (Ramires); Gustavo Ramos e Emerson Carioca (Alex Sandro). Técnico: Márcio Fernandes.

INDEPENDENTE: Redson; Daelson, Charles (Kabecinha), Dedé e Mocajuba; Jarí, Chicão, Renatinho e Araújo; Joãozinho e Mandi (Davi Caça-Rato). Técnico: Charles Guerreiro.

Arbitragem: Dewson Freitas da Silva

Márcio Fernandes: ponto alto do Remo foi a superação

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“Foi merecido. Acho que o Remo soube jogar e matar o jogo na hora certa. Mas é importante também parabenizar o Charles (Guerreiro), que soube vencer caro essa derrota. Respeito muito. O nosso ponto forte foi a nossa superação. Tivemos que mudar o sistema no meio do campeonato. Hoje, começamos bem e depois perdemos o meio-campo, tivemos que mexer para ajustar. Quero exaltar o futebol paraense. Ontem o Brangantino fez uma linda história na Copa do Brasil, que por uma bola não conseguiu avançar diante do Vila Nova, um time tradicional”.

Palavras do técnico Márcio Fernandes, do Remo, logo depois da vitória sobre o Independente na final do Campeonato Paraense de 2019. Foi a 46ª conquista estadual da história do Leão.

O passado é uma parada

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Em uma versão vintage de estrelas do cinema que adoram mostrar um tom mais casual, tipo “gente como a gente”, este registro fotográfico mostra Audrey Hepburn fazendo compras numa mercearia, em 1958, acompanhada de seu cervo de estimação. A loja, localizada em Beverly Hills, concedeu à estrela algumas permissões especiais.

Com arbitragem hostil, Tubarão vence mas não leva a vaga

Na reta final da partida, quando o Bragantino vencia por 2 a 1 e pressionava em busca do terceiro gol, que levaria a decisão para os pênaltis, a arbitragem exagerou no rigor e expulsou dois atletas do time paraense – Paulo de Tárcio e Pecel. Em outros lances do jogo, o árbitro inverteu marcações, tendo o Braga sempre como prejudicado.

A campanha do Bragantino, porém, foi digna de elogios. Chegou à terceira fase e brigou de igual para igual com o Vila Nova, time de Série B. A vitória foi aplaudida pelos pouco mais de 7 mil torcedores presentes ao Mangueirão na tarde deste sábado (20).

Clube mais popular do Brasil reforça preconceito contra favelados

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O grito de guerra “festa na favela” é conhecido no país todo como a expressão maior de alegria dos torcedores do Flamengo. Só que o grito de orgulho rubro-negro foi vetado nas redes sociais do clube. A justificativa: favela é “algo associado à violência”.

A decisão de não usar o termo é da X-Tudo, empresa contratada pela vice-presidência de comunicação do Flamengo. Após a repercussão negativa, o clube recuou da decisão e emitiu uma nota em que diz que não é bem assim, mas acentua o preconceito.

Confira:

Há quanto tempo não se lia a palavra favela nos jornais do Grupo O Globo?

Certamente há muito tempo. Não somente nos jornais do referido grupo, como também na grande maioria dos veículos de comunicação e nos comunicados de empresas/instituições. Já tem tempo que favela não é mais uma palavra utilizada na comunicação institucional.

Estranhamente, neste sábado, o jornal Extra faz uma matéria sobre o Flamengo com a expressão “festa na favela” sendo apresentada num contexto parcial e tendencioso, numa clara tentativa de se criar um possível constrangimento com a torcida um dia antes da decisão do Campeonato Carioca.

Coincidentemente a mesma tentativa que foi feita pouco tempo antes da decisão da Taça Rio, quando se deu um enorme destaque à “demissão de um psicólogo“.

O porquê disto? Só o veículo para responder.

A matéria, ao pegar parte de uma conversa de profissionais do clube – que deveria ser restrita a eles – tenta passar a ideia que “existe um veto“ na utilização da expressão “festa na favela”. Não é verdade.

O fato é que um canto alegre e contagiante da torcida não necessariamente precisa ser a melhor maneira para a comunicação da Instituição.

Não usá-la regularmente na comunicação Institucional não significa nenhum veto ao termo ou desvalorização de uma tradição da torcida. Esta é a verdade. Nada mais que isto.

Na realidade mais que palavras ou promessas, o Flamengo de hoje se mostra cada vez mais forte, inclusivo, praticando preços altamente populares, trazendo o seu torcedor de volta ao Maracanã e tendo, disparado, os maiores públicos do futebol brasileiro neste ano.

Para a tristeza daqueles que apostaram no contrário.

Globo News faz ‘jornalismo espírita’ na cobertura da crise na Venezuela

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Por Moisés Mendes, em seu blog

A Globo News comete mais do que um erro, comete uma fraude jornalistica quando põe Ariel Palácios, de Buenos Aires, a falar da realidade na Venezuela.A Globo dá a entender que o correspondente tem uma melhor percepção dessa realidade, por alguma proximidade mediúnica. Não se trata de ter a melhor capacidade de análise, mas de observação da realidade, como tentou demonstrar agora há pouco, ao dizer que não há mais manifestações gigantes nas ruas porque muita gente foi embora do país.
Já escrevi a respeito desse truque da Globo News, mas agora foi brabo ouvir o sujeito dizer que falta gente nos protestos contra Maduro porque todo mundo fugiu para o Brasil e a Colômbia.
Ariel Palacios só não estaria mais distante da Venezuela do que o correspondente da Globo na Patagônia, se a Globo tivesse correspondente lá. Nenhum correspondente da América Latina está mais longe de Caracas do que o de Buenos Aires. Nem o da Cidade do México.
É enganador é só contribui para mais desinformação dar a entender que, por estar em Buenos Aires, Ariel Palácios está perto da realidade de Caracas. Não está. Ele está a mais de 5 mil quilômetros, em linha reta, da capital da Venezuela.
Caracas está numa ponta do mapa, e Palacios está na outra. Por isso, ele sabe tanto da vida real na Venezuela quanto todos nós sabemos por informações que qualquer um pode acessar. Palacios está muito distante da vida real na Venezuela.
O correspondente talvez opine sobre a situação do país por sua contribuição ao pensamento mais básico e mais reacionário. Mas o telespectador não pode ser enganado. Ariel Palácios está tão perto de Caracas quanto eu estou da Groenlândia.

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Moisés Mendes é jornalista desde os 17 anos. Em 1970, começou como repórter (e depois foi editor) da Gazeta de Alegrete, jornal criado em 1882 por Luís de Freitas Vale, o Barão do Ibirocay, com a missão de combater a escravidão.