#VazaJato ressuscita dúvidas sobre morte de Teori e facada em Bolsonaro

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O Intercept trouxe à realidade as provas da já conhecida manipulação da Lava Jato para fins políticos. Agora ficou documentalmente provada a conspiração Globo-Lava Jato para derrubar Dilma e, à continuação, prender Lula para tirá-lo da eleição de 2018 e deixar o caminho livre para a viabilização do projeto de poder da extrema-direita entreguista e liquidacionista.

A descoberta dessa farsa brutal, que já ficou comprovada em apenas 3% do total de dados e informações que o Intercept ainda tem por revelar, incrimina agentes da PF, FFAA, ministério público, grupos empresariais, judiciário [do 1º grau ao STF], políticos e, naturalmente, a Rede Globo.

Restou evidente que pelo menos nos últimos 5 anos [desde o início da Lava Jato, em 2014], uma engrenagem secreta atua no Brasil com características mafiosas, à margem do Estado de Direito e articulada com os norte-americanos. O diálogo entre os traidores e conspiradores Deltan Dallagnol e Sérgio Moro deixa claro a associação ilegal deles com agentes dos EUA.

Essa engrenagem possui uma inteligência estratégica de coordenação, monitoramento e planejamento de cada passo dado em todo esse período.

A conspiração se desenrola no palco de uma guerra híbrida e combina o emprego de armas cibernéticas, táticas militares diversionistas, manipulação midiática, institucionalização de mentiras falsas e disseminação de ódio.

A subversão do Estado de Direito e a instalação do regime de exceção foi essencial para a consecução dos arbítrios e atropelos que passaram a ser “admitidos” como um “novo normal”; como a “nova” justiça do Estado paralelo do Partido da Lava Jato.

A mentira grotesca, a “novilíngua”, a manipulação da realidade é o método por excelência dos conspiradores. A não-verdade, o não-acontecimento e a negação da realidade factual são variantes desse método.

O escancaramento da conspiração Globo-Lava Jato, a par de provar os crimes de Moro, Dallagnol e procuradores da Lava Jato, também pôs a nu os métodos e ações empregados pelo esquema mafioso para remover do caminho qualquer obstáculo ao projeto de poder desta máfia.

É ocioso discorrer as inúmeras circunstâncias em que nos confrontamos com realidades paralelas, distópicas, delirantes geradas pela central de inteligência da conspiração Globo-Lava Jato.

Por isso agora ressuscitaram as dúvidas sobre o suposto acidente aéreo que causou a morte do juiz do STF Teori Zavascki em janeiro de 2017, assim como a suposta facada no então candidato Jair Bolsonaro, em setembro de 2018.

Tratam-se de 2 fatos rumorosos, encobertos por um véu nebuloso e cujas apurações carecem de transparência e estão longe de fornecer explicações lógicas, coerentes e plausíveis.

Abundam mistérios – ou coincidências, para ser diplomático – acerca de Adélio Bispo, o autor da suposta facada em Bolsonaro. Tratam-se de “mistérios” relevantes. Acerca da morte do Teori, basta citar a suspeita lançada pelo seu filho um ano após sua morte: “Não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!”.

“Noutro país seria impensável Sergio Moro não se demitir”, diz Greenwald

Publicado originalmente no DN

O Brasil foi abalado nos últimos dias pela divulgação na imprensa de mensagens trocadas entre Sergio Moro e os procuradores da Lava-Jato, recolhidas por um hacker, que provam a existência de conluio entre o juiz da Lava-Jato e a acusação contra investigados da operação, nomeadamente o entretanto condenado – pelo ex-juiz e agora ministro da Justiça – Lula da Silva.

Pelo teor das mensagens, cuja divulgação ganhou o epíteto “Vaza Jato”, ficou a saber-se, por exemplo, que os procuradores achavam as provas contra o antigo presidente frágeis e que o juiz Moro, a quem seria exigida equidistância, não só ajudava como nalguns momentos até comandava a investigação.

Além de juízes do Supremo Tribunal Federal simpáticos à Lava-Jato também serem envolvidos na estratégia, Moro fala, a determinada altura, em usar a imprensa a favor da operação e, portanto, contra Lula, que acabaria preso e impedido de concorrer às eleições de 2018, ganhas por Jair Bolsonaro.

O presidente da República, que entretanto convidou Moro para o seu governo, vem defendendo o seu ministro da justiça enfaticamente. Mas a oposição quer levar o ex-juiz a uma Comissão Parlamentar de Inquérito, os editorialistas dos principais jornais brasileiros exigem a sua demissão imediata e pesquisas de opinião indicam que a popularidade de Moro foi manchada.

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No centro da “Vaza Jato”, está a versão brasileira do site americano The Intercept, fundado por Glenn Greenwald, o vencedor do prémio Pulitzer, a mais alta distinção jornalística nos Estados Unidos, depois de divulgar o caso em torno das fugas de informação do ex-agente da CIA Edward Snowden, que abalou as estruturas da Casa Branca e de Downing Street de 2013 até hoje. O próprio Greenwald co-assina as reportagens sobre aquilo a que ele chama de “corrupção dentro da Lava-Jato” protagonizada por Moro.

O jornalista norte-americano, apesar das ameaças de morte e pressões governamentais “comparáveis às sofridas no Caso Snowden”, aceitou falar ao DN através de mensagens do aplicativo Whatsapp sobre a “Vaza-Jato”. E garantiu que vem mais por aí.

Como acha que as divulgações do The Intercept Brasil refletem na imagem do ministro Sergio Moro?
Acho que a percepção da população sobre o Moro já mudou. Nos seis dias que passaram desde que começamos a divulgar as reportagens, duas pesquisas mostraram, com números relativamente parecidos, que a popularidade e a aprovação dele já caíram dez pontos percentuais, mas, como é óbvio, como ele ficou durante os últimos cinco anos, com a ajuda dos grandes órgãos de comunicação social, a construir a sua imagem nada vai mudar radicalmente numa semana.

Mas ainda vem aí mais material potencialmente danoso para Moro?
Além de nós termos muito mais material que vamos publicar sobre ele, já estamos vendo os aliados dele na grande comunicação social brasileira a abandoná-lo – como a [revista] Veja, que disse muito claramente que ele violou a lei, ou o Estadão [jornal O Estado de S. Paulo], que disse que ele deveria renunciar. Isso é muito significativo porque são veículos de centro-direita que o apoiaram por muitos anos e que estão a chegar à conclusão que ele fez coisas totalmente erradas. A população mais desligada da política vai demorar um pouco mais tempo a ter a mesma percepção mas acabará por tê-la.

O seu marido [David Miranda, deputado do PSOL, partido de esquerda] afirmou ter recebido ameaças.
Sim, nós recebemos muitas ameaças. O meu marido já denunciou uma, particularmente feia, ameaçando os nossos filhos, a nossa família, e eu, o tempo todo, estou a sofrer ameaças pelo meu e-mail, assim como o meu marido.

São pressões comparáveis às que recebeu durante o Caso Snowden?
Sim, as pressões parecem-se muito com o Caso Snowden, quando o governo norte-americano e o do Reino Unido estavam a toda a hora afirmando que nós éramos criminosos, simplesmente porque estávamos informando graças a uma fonte que eles achavam que roubara documentos. Agora, passa-se a mesma coisa com o ministro Moro, a chamar-nos constantemente de aliados de hackers. São muitas ameaças, em suma: ameaças de morte, principalmente anônimas, mas também ameaças do governo, tentando pressionar-nos e espalhando que nós somos criminosos só porque estamos a fazer jornalismo.

A Lava-Jato não é positiva para o Brasil? É contrário à operação?
Ninguém pode levantar essa acusação de que sou contra a Operação Lava-Jato porque em 2017 eu fui como palestrante a um evento no estrangeiro que atribui 100 mil dólares a pessoas que lutam contra a corrupção e entre os três finalistas estava a task force da Lava-Jato. Nessa altura, a esquerda em geral e os petistas [apoiantes do PT, partido de Lula da Silva ou Dilma Rousseff] em particular pressionaram-me a boicotar o evento mas eu fui mesmo assim e defendi e elogiei a operação. O procurador Deltan [Dellagnol] e outros três ou quatro membros da Lava-Jato viajaram também, acabando por não ganhar – a vitória foi para um jornalista do Azerbaijão. Mas o que quero destacar é que ele, o Deltan, publicou nas suas redes sociais o meu discurso e disse que “o renomado jornalista Glenn Greenwald fez um discurso muito importante sobre o nosso trabalho na Lava-Jato”.

Então, considera-se a favor dela?
Também ninguém pode dizer que eu sou contra a Lava-Jato porque sou de esquerda, etc., até porque eu já apoiei muitas pessoas de direita também. O que eu acho é que nós estamos fortalecendo a Lava-Jato e a luta contra a corrupção porque estamos revelando a corrupção dentro da própria Lava-Jato. Esse lado da operação precisa ser limpo para, dessa forma, o processo da Lava-Jato vir a ter mais integridade e credibilidade.

Nos Estados Unidos, o seu país de origem, acreditam que um juiz que toma partido num processo desta sensibilidade seria obrigado a demitir-se?
É impensável noutros países que qualquer juiz apanhado a fazer as coisas que Moro fez consiga manter-se em qualquer cargo público, muito menos um cargo público com tanta importância como o de ministro da justiça, mas obviamente o [presidente Jair] Bolsonaro não se importa nem um pouco com corrupção, ele e a família dele são bem ligados a milicianos, já temos muitas provas sobre isso. E, mais ainda, o Moro é muito importante para a legitimidade do governo Bolsonaro.

Ainda acredita na demissão de Moro?
Vamos ver o que vai acontecer depois de divulgarmos mais coisas de tudo o que Moro fez, se ele pode sobreviver, mantendo-se num cargo público. A grande comunicação social brasileira, que ficou cinco anos aplaudindo-o, festejando-o, homenageando-o, agora virou, isso mostra que o futuro dele não é muito otimista e que a imagem dele já foi muito manchada com as divulgações já conhecidas.

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Glenn Edward Greenwald

Nasceu há 52 anos em Nova Iorque

Notabilizou-se por ter liderado, a partir de 2013, a série de reportagens do Caso Snowden, que abalou a NSA, agência de segurança norte-americana, em colaboração com o jornal britânico The Guardian e o jornal americano The Washington Post

Venceu, na sequência, os prêmios Pulitzer e George Polk, os mais prestigiados dos Estados Unidos

Foi personagem do filme “Snowden”, de Oliver Stone

Mora no Rio de Janeiro

É casado desde 2005 com David Miranda, deputado do PSOL em substituição de Jean Wyllys, que abdicou do mandato por ameaças. O casal adotou dois filhos

Xerifão de malas prontas para voltar ao Borussia Dortmund

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De acordo com jornal “Bild am Sonntag”, Mats Hummels está de malas prontas para voltar ao Borussia Dortmund. Valor da transferência (20 milhões de Euros) e salário já teriam sido acertados. O zagueiro jogou no Dortmund de 2008 a 2016. Desde 2016 o zagueiro atua pelo Bayern. A dica é de Gerd Wenzel.

O fiasco dos grandes ‘influencers’

Por Patricia R. Blanco, no El País

Seguidores no Instagram: mais de 2,6 milhões. Seguidores no Twitter: mais de 350.000. Com o aval desses números, a usuária de redes sociais Arianna Renee (Miami, 2000) aventurou-se a lançar sua própria linha de moda, ERA, um projeto empresarial nascido da “boa recepção” que a ideia, segundo sua criadora, tinha supostamente tido em sua comunidade de admiradores. No entanto, Arii, o apelido que a jovem de 18 anos utiliza em suas redes sociais, não conseguiu vender o mínimo de “36 camisetas” que a empresa disposta a fabricar suas peças de roupa exigia para continuar com o projeto. Seu empreendimento tinha sido um fiasco. Ela comunicou o fracasso em uma mensagem publicada em 27 de maio no Instagram, já apagada, na qual lamentava “que ninguém tivesse cumprido a promessa” de comprar um de seus designs.

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Por mais contundentes que sejam os números, ter uma horda de seguidores que curtem cada publicação não é suficiente para ser um verdadeiro influenciador ou formador de opinião. A mensagem da confissão do fracasso empresarial de Arii, por exemplo, teve 36.000 curtidas − o número mínimo de itens que deveria ter vendido multiplicado por mil. “A bolha dos influencers estourou há mais de um ano, ficou desgastado o modelo de acreditar que qualquer instagrammer com seguidores pode incentivar a compra de um produto ou o uso de um serviço”, afirma Rafaela Almeida, autora do livro Influencers: La Nueva Tendencia del Marketing Online, (“influencers: a nova tendência do marketing online”), lançado em 2017 na Espanha pela editora Base, e CEO e fundadora da agência de marketing e comunicação BlaNZ.

O fracasso de Arii é mais comum do que pode parecer. É o que afirma José Pablo García Báez, blogueiro profissional, jornalista e diretor acadêmico do primeiro master para influenciadores da Espanha. “O culpado, nestes casos, não é o influencer, e sim o empresário, que não foi suficientemente profissional para analisar a qualidade das publicações e para verificar se o número de seguidores é real”, acrescenta. Porque comprar followers, e até comentários, é fácil e relativamente barato. Por exemplo, 30.000 seguidores novos no Instagram custam 150 euros (657 reais), e 200 comentários personalizados, pouco mais de 50 (219 reais).

 

Mas pode acontecer que os seguidores sejam reais e, apesar disso, não sigam as recomendações do suposto influenciador. É o que, segundo a própria Arii, ocorreu com ela. “Nunca comprei seguidores nos quatro anos em que estou nas redes sociais, ganhei cada um deles”, afirmou em uma publicação no Instagram no dia 30, na qual voltou atrás na versão sobre o mínimo de 36 camisetas, aumentando o número necessário de vendas exigidas para 252, um total de 36 para cada um dos sete modelos que diz ter apresentado. Supondo que diga a verdade, por que, então, sua campanha surtiu tão pouco efeito?

“A opinião de um influencer só é confiável se ele for um conhecedor do mercado ou do produto que recomenda”, explica Rafaela Almeida, que acredita que existe atualmente uma forma errônea de enfocar as campanhas de marketing de influenciadores. Segundo a publicitária, “há uma confusão entre o marketing de influência e a publicidade: o primeiro pretende fomentar a recomendação de produtos a partir de uma experiência própria, enquanto que a publicidade não requer essa experiência, requer apenas que seja repetida uma mensagem e haja repercussão”. Por isso, confiar que um instagrammer famoso, mas sem experiência, saiba definir e destacar um produto “é um erro garrafal”. “Existem muitas celebridades consideradas influencers que fracassaram na criação de marcas próprias e, no entanto, criam tendência para outras marcas só como modelos”, destaca a especialista em marketing.

Um exemplo que ilustra a importância da relação entre a especialização dos influencers e sua capacidade de influência é a campanha realizada em março em Paris pela empresa de telefonia Huawei para apresentar seu smartphone P30. “Só da Espanha, [a Huawei] deslocou 150 pessoas, entre jornalistas, blogueiros, youtubersinfluencers e modelos da Internet, quase todos/as relacionados com o mundo da moda, cuja sabedoria tecnológica será questionada em vista do interesse que dedicam às suas roupas e das palavras com que presenteiam seus fãs do Instagram”, escreveu em seu artigo o jornalista do EL PAÍS Ramón Muñoz, que acompanhou o evento. Embora não existam dados sobre o resultado obtido pelos influenciadores, Rafaela Almeida acredita que uma campanha como essa pode acabar prejudicando a marca. “Se você está pensando em comprar em um celular de mais de 1.000 euros [4.380 reais], não está interessado em uma foto com a Torre Eiffel ao fundo, que pode estar retocada com filtros − o que você quer é saber, por exemplo, as características da câmera incorporada ao telefone”, explica.

Por isso, a melhor pessoa para fazer uma recomendação não é aquela que tem mais seguidores, e sim a que tem “mais engagement” ou capacidade de interagir com seu público, aponta José Pablo García Báez, cofundador, juntamente com María José Morón, do blog de turismo A Tomar Por Mundo. E neste campo se impõem os “microinfluencers, que têm mais influência na decisão de venda e são uma figura muito mais próxima”, acrescenta o jornalista.

Essa foi a estratégia utilizada pela empresa espanhola de camisetas Pampling, que conseguiu abrir mercado na Europa, principalmente na Itália, graças ao apoio desses microinfluenciadores. “Não olhamos seu número de seguidores, e sim a qualidade de seu canal no YouTube ou das publicações em seus blogs e o público ao qual se dirigem, que em nosso caso são pessoas de menos de 35 anos que querem ver seus interesses refletidos em suas camisetas”, explica Alberto Pala, responsável pela expansão da marca na Itália. Para ele, a chave que permitiu multiplicar suas vendas com uma estratégia de marketing de influenciadores não está no número de seguidores, mas em “quem se esconde atrás deles”.

No caso de Arii, seus seguidores são pessoas que, segundo a jovem, não cumprem sua palavra. Embora a única certeza seja a de que a promessa que eles não cumpriram foi a de comprar suas camisetas. E, em linguagem de negócios, isso se traduz em pouca influência.

Acomodado e sem inspiração

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POR GERSON NOGUEIRA

Pouco mais de 4 mil pessoas se aventuraram a ir ao Mangueirão e, provavelmente, se arrependeram. O que era para ser a reconciliação do Papão com a galera acabou virando razão para ampliar as preocupações com o time. Em jogo fraco tecnicamente, o placar de 0 a 0 foi uma sentença justa para o que PSC e Luverdense deixaram de fazer em campo.

Sem inspiração, desconjuntado nas ações pelo meio, ineficaz pelos lados e desorganizado taticamente. O time que Marcelo Rocha (auxiliar de Hélio dos Anjos) pôs em campo no sábado à tarde não criou nenhum bom ataque nos 45 minutos iniciais e acabou laçando o boi, pois o LEC teve boas chances depois que os times ficaram com 10 jogadores em campo.

A torcida só se agitou um pouco na cobrança de falta de Tiago Luís, aos 11 minutos, que bateu rasteiro rente à trave direita de Edson. Era preocupante a postura do PSC desde o começo da partida. Parecia sem pressa, mas, na verdade, não tinha ideias para envolver e superar a marcação do LEC.

Os bicolores insistiam em jogadas inconsequentes e improdutivas, tocando sempre para os lados. Arriscavam poucas investidas à área adversária. Insatisfeita, a torcida vaiou os jogadores no final do 1º tempo.

O PSC voltou para o 2º tempo com Elielton no lugar de Diego Rosa. Apesar da mexida, a situação não se alterou. O time agredia pouco. O melhor momento veio em outra cobrança por falta de Tiago Luís, aos 9 minutos. O chute saiu forte, mas o goleiro defendeu no susto.

Logo depois, como já é praxe, o meia-atacante seria substituído por Paulo Rangel. Como nada mudou, aos 30’, Marcelo Rocha trocou Vinícius Leite por Pimentinha. O ataque passou a ter dois velocistas, mas não explorava os contra-ataques porque não havia criação no meio-campo.

A partida mudou de panorama com as expulsões de Tony (PSC) e Helder (LEC), ao 32’. O espaço aumentou para os dois lados, mas foi o Luverdense quem tomou o controle do jogo, criando boas chances.

Anderson Ligeiro arriscou chute da entrada da área, quase acertando a trave de Mota, aos 38’. Um minuto depois, em meio à balbúrdia defensiva do PSC, Tardelli entrou livre na área, mas finalizou mal.

Nos minutos finais, o jogo ficou inteiramente aberto, com pontadas sempre agudas do LEC, mas a última chance coube aos bicolores. Aos 41’, em tentativa individual de Pimentinha, a bola bateu nos zagueiros e voltou para Nicolas, que se atrapalhou e errou o chute.

A torcida voltou a se manifestar no fim da partida, vaiando e atirando objetos nos jogadores. Depois de trocas de tretas com torcedores na internet, Paulo Rangel foi o mais visado.

Registre-se: a rotina de expulsões foi mantida. Tony é o quinto jogador expulso nas últimas cinco partidas. Antes, Tiago Primão (contra o Boa Esporte), Bruno Oliveira (contra o Internacional), Caíque (São José) e Marcos Antonio (Atlético-CE) tinham recebido o cartão amarelo.

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Platitudes de um Guimarães Rosa de pé-quebrado

A Copa América começou e os primeiros jogos confirmaram as piores expectativas. Nenhuma atuação digna de atenção, a começar pela atuação discreta do Brasil contra a inexpressiva Bolívia. Depois de ganhar vaia até dos pachecos domesticados, a Seleção só encontrou facilidades depois que Pitana descolou um pênalti meio assim, assim.

Surpreende que, mesmo contra o débil ataque boliviano, Tite armou o Brasil como se fosse enfrentar o lado negro da Força. Botou dois volantes (Fernandinho, sempre ele, e Casemiro) à frente dos zagueiros. É natural que o caminho para o gol ficasse mais sofrido.

Por falar em Tite, ele virou uma espécie de Guimarães Rosa às avessas. Adora inventar neologismos sem utilidade prática, cuja função é apenas reforçar o discurso empolado que pratica. O problema é que passou a influenciar jornalistas desatentos, que passam a repetir mecanicamente os maneirismos linguísticos do treinador.

Ontem, fiel ao titês, um jovem repórter da ESPN se esmerou em repetir disparates como “terceiro terço”, “externo flutuante” e “jogador posicional”. O incauto parecia sinceramente orgulhoso em proferir as platitudes criadas pelo técnico da Seleção, contrariando a máxima (by Cazuza) de que só as mães são felizes.

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Tubarão põe Atlético na roda e impõe boa vantagem

Com grande atuação de Fidélis, autor de dois gols (o outro foi de Rafinha), o Bragantino goleou o Atlético-CE, ontem à tarde, no estádio Diogão, em Bragança, abrindo frente no mata-mata da Série D. Fidélis e Rafinha saíram do banco de reservas no 2º tempo para salvar o Tubarão e a cabeça do técnico Robson Melo, que havia mantido os dois na suplência.

Apesar de chances com Edgar e Mauro Ajuruteua, o Braga se enrolou bastante nos 45 minutos iniciais. A torcida cobrou e Fidélis entrou aos 11 minutos da etapa final. Dez minutos depois, estufou as redes inimigas aproveitando assistência de Marco Goiano dentro da área.

O jogo que tinha sido difícil na primeira etapa se tornou inteiramente favorável ao Braga. Passaram-se mais dez minutos e Fidélis cruzou na medida para Rafinha tocar rasteiro, ampliando para 2 a 0. Fidélis fecharia a contagem, aos 40’, cobrando penal que ele mesmo havia sofrido.

Resumo da ópera: técnicos devem fazer sempre o possível para não inventar.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 17)

Trivial variado das escaramuças políticas de um país surrealista

“’Distopia’ é o nome que se dá a um país que tem Bretas como juiz, Moro como ministro, Merval como jornalista e Neymar como ídolo”. Luís Felipe Miguel

“O humor da Globo é sério. O jornalismo, uma piada”. Sérgio Soeiro

“O que unia Sérgio Malandro Moro, Vaza-jato, imprensa e apoio massivo da classe média branca era o racismo contra negros e pobres! O moralismo hipócrita e postiço, mera cobertura, nem eles levavam a sério. O ódio a Lula sempre foi a “personalização” do ódio ao negro e ao pobre!”. Jessé Souza

“Em poucos dias Bolsonaro demitiu o ministro-chefe da Secretaria Geral (Gen. Santos Cruz) e o presidente dos Correios (Gen. Juarez Cunha). Agora intervém no BNDES e força demissão de Joaquim Levy. Dois militares e um economista liberal fora. É um governo em autodecomposição”. George Marques

“É o dinheiro quem controla o processo democrático, não as pessoas”. David Harley

“Não foram à toa os movimentos dos últimos dias. Bolsonaro recuou pra 30% de popularidade. E vai construir um governo encastelado – ‘contra tudo e contra todos’. Auxiliares que significam alguma ‘abertura’ pra fora da extrema direita são limados. Guerra total?”. Rodrigo Vianna

“Estabelecer semelhanças entre o que vem ocorrendo no Brasil e a ascensão do regime nazista na Alemanha, não é algo intencional, acidental ou coincidência. É algo inevitável”. Toni Bulhões

“Classe média é abominação política, porque é fascista. É abominação ética, porque é violenta. É abominação cognitiva, porque é ignorante”. Marilena Chauí

Globo diz que repórter não avisou que daria Bíblia de presente a Bolsonaro

Da coluna do jornalista Maurício Stycer no UOL:

O café da manhã promovido por Jair Bolsonaro com 29 jornalistas nesta sexta-feira (14) terminou de forma incomum. Conforme relatou o jornal digital Poder 360, a repórter Delis Ortiz, da Globo, presenteou o presidente com uma Bíblia e agradeceu, em nome dos demais colegas, por ter recebido os profissionais que fazem a cobertura diária no Palácio do Planalto.

Ainda segundo o site, “outros jornalistas que trabalham acompanhando diariamente as notícias do Planalto dizem que também não tinham conhecimento de que haveria a entrega de uma Bíblia”.

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Pelo inusitado da situação (jornalistas não costumam dar presentes para os seus entrevistados), procurei a Globo. A emissora disse em nota: “Delis afirma que foi exclusivamente dela a iniciativa de presentear o presidente. A Globo não foi avisada por Delis Ortiz sobre a atitude pessoal que ela decidiu tomar”.

A nota da Globo questiona parte do relato do Poder 360: “Diferentemente do que diz a publicação do site Poder 360, a repórter Delis Ortiz afirma que não partiu dela a iniciativa de fazer agradecimentos ao presidente Jair Bolsonaro, durante café da manhã do presidente com jornalistas que cobrem diariamente o Palácio do Planalto, ontem de manhã. A iniciativa foi do porta-voz, Rego Barros, que pediu a ela pra falar em nome dos jornalistas, por ser a mais experiente setorista do comitê de Imprensa do Palácio do Planalto, entre todos os que estavam presentes.”

Consultado, o site não quis comentar a nota da Globo.