Papão anuncia o 17º reforço para a temporada 2022

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O PSC anunciou nesta quinta-feira, 13, sua 17ª contratação para a temporada. Trata-se do lateral-esquerdo Patrick Brey, que está em Belém fazendo exames médicos e será incorporado ao elenco. Passou pelos seguintes clubes: Vila Nova-GO, Goiânia-GO, Tupi-MG, Cruzeiro-MG, Coritiba-PR, Ferroviária-SP, CSA-AL e Triestina-ITA. Natural de Brasília-DF, o atleta surgiu nas divisões de base do Fluminense e estava jogando recentemente na Itália.

“Primeiramente estou muito feliz de estar chegando ao Paysandu, é uma grande equipe, com grandes conquistas. Quero chegar para ajudar meus companheiros e o professor Márcio Fernandes, com quem já trabalhei e agora estamos nessa grande equipe. E creio que venho com muita expectativa, muita garra e vontade de vencer. Eu já vinha jogando no exterior, onde a temporada é diferente daqui do Brasil, mas vou chegar lá e fazer bons treinamentos para estar bem fisicamente e ajudar ao professor Márcio”, afirmou.

Ainda hoje, Patrick irá para o município de Barcarena, na região nordeste do Estado, onde será integrado ao grupo que trabalha na pré-temporada, sob o comando de Márcio Fernandes. Ele é o 17º jogador contratado pelo Papão para a temporada 2022. Antes foram anunciados: Ricardinho, Henan, Genilson, Heverton, Marcão, João Paulo, Dioguinho, Alex, Tiago Coelho, Robinho, Polegar, Dênis Pedra, Marcelo Toscano, Christian, Bileu e Igor Carvalho.

Histórico de pesquisas expõe cenário incômodo para Bolsonaro na disputa pela reeleição

Ao iniciar 2022 em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Jair Bolsonaro tentará um feito raríssimo para um chefe do Executivo em busca da reeleição: conseguir o segundo mandato começando o ano eleitoral em desvantagem na corrida. Desde que a possibilidade de permanecer oito anos consecutivos no poder passou a ser permitida, presidentes e governadores que buscavam ser reconduzidos — e, ao final, conseguiram o objetivo —, via de regra, entraram em janeiro do ano do pleito à frente dos adversários.

Cálculo. Para cientista político, o presidente Jair Bolsonaro tem direcionado discurso e atitudes para grupo mais fiel do eleitorado, em torno de 20% Foto: ADRIANO MACHADO / Reuters / 19/08/2021

Levantamento do jornal O Globo com base em pesquisas realizadas desde 1998, quando a reeleição foi autorizada, nas campanhas à Presidência e a governador nos cinco maiores colégios eleitorais mostra que a única exceção foi Mário Covas (PSDB), reeleito em São Paulo, apesar de figurar em terceiro lugar, com 15% das intenções de voto, no levantamento Datafolha realizado em dezembro de 1997 — Paulo Maluf (PPB) e Francisco Rossi (PDT) apareciam à frente.

Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1998, Lula (PT), em 2006, e Dilma (PT), em 2014, lideravam as intenções de voto no início do ano em que buscavam permanecer no poder — ao fim, conseguiram ser reeleitos. Em março de 1998, FH tinha 41% das intenções de voto, segundo o Datafolha. Em janeiro de 2006, de acordo com o Ibope, Lula liderava com 35%. Já em fevereiro de 2014, Dilma aparecia à frente, com 47%.

No entanto, em 2022, o cenário é diferente. A pesquisa Datafolha mais recente, de dezembro, mostra que Bolsonaro tem 22%, em segundo lugar, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 48%. O ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos) tem 9%, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) soma 7%, e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), aparece com 4%.

“Bolsonaro tem atuado ativamente em defesa dos seus grupos de apoio mais radicais, com uma agenda muito própria e declarações que agradam muito mais o seu eleitorado cativo do que a população geral. Isso pode ajudar a levá-lo para o segundo turno, por concentrar o discurso na sua bolha, que é em torno de 20%, mas não o coloca como favorito”, analisa o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, coordenador do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas sobre a Democracia (Cebrad) da Uerj.

Jornalista reforça departamento de futebol do Botafogo

Ex-comentarista do SporTV, Raphael Rezende assume função no departamento de futebol do Botafogo - Reprodução BotafogoTV

O Botafogo tem um acerto para que o jornalista Raphael Rezende, do SporTV, assuma o cargo de “head scout” no departamento de futebol do clube. Ele vai trabalhar ao lado do diretor Eduardo Freeland na análise de mercado e avaliações de possíveis nomes para o elenco. Também chega a General Severiano o analista de mercado Brunno Noce. Raphael tem curso de gestão na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e também tem a Licença B de treinador da entidade. Ele participou de um processo seletivo realizado pelo Glorioso que contou com outros nomes e foi o escolhido para a vaga.

O jornalista terá uma função no organograma do departamento de futebol, com ligação entre a diretoria da pasta e a parte administrativa do clube, buscando um equilíbrio entre os setores na avaliação de nomes para o elenco.

“Acredito que, por estar preparado para esta função, acredito em um profissional que seja capaz de atender a demanda do departamento de futebol. Não só da comissão técnica, enfim, um anseio de uma diretoria, um anseio de um clube como um todo. E aí passa muito por identificar no mercado oportunidades de negócio que façam sentido para o clube, esportivamente e financeiramente. Esse é o Raphael Rezende atrelado à função de ‘head scout’, acho que essa função passa por isso”, disse ele, em entrevista à BotafogoTV. (Com informações do UOL)

Lateral perde vaga na Seleção por não estar vacinado

Tite diz que Renan Lodi perdeu chance de convocação por não estar vacinado - Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

Ao anunciar os convocados para os próximos dois jogos da Seleção Brasileira, o técnico Tite disse que o lateral-esquerdo do Atlético de Madrid Renan Lodi não foi chamado por não estar vacinado contra a covid-19. “O Renan Lodi esteve alijado da possibilidade de convocação em função da sua não vacinação. Essa informação foi passada [pela equipe médica], então ele perdeu a oportunidade de concorrer em função de não ter se vacinado.”

O jogador, que ainda não se manifestou sobre o assunto e está concentrado com o Atlético na Arábia Saudita para jogar contra o Athletic de Bilbao, tem apenas a primeira dose da vacina.

Mais à frente na coletiva, o técnico da seleção brasileira se manifestou novamente. O coordenador da Seleção, Juninho Paulista, também disse que o veto preliminar tem a ver com as leis sanitárias de cada país, como do Equador, que exige vacinação completa para entrar no país.

“Eu, particularmente, entendo que a vacinação é uma responsabilidade social. Eu trago isso para mim e minha família, para pessoas para quem eu tenho responsabilidade. Meus netos… Queria ter oportunidade de poder protegê-los”, disse Tite.

“Ele teve a primeira dose de vacina agora no dia 10 (janeiro). Então ele não estaria apto para entrar no Equador, dentro das regras sanitárias do país para estar na delegação”, comentou Juninho. A Seleção enfrenta o Equador em Quito, às 18h do próximo dia 27. Em 1º de fevereiro, a equipe brasileira encara o Paraguai, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, às 21h30.

Mais um crime impune no país que persegue ambientalistas

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Zé e Márcia do Lago e sua filha, que lutavam para proteger os habitats das tartarugas fluviais no rio Xingu, no Pará, foram assassinados nesta semana. Enquanto os EUA condenam pomposamente violações de direitos humanos por rivais geopolíticos, o aliado Brasil tem a 4ª maior taxa de homicídios de ambientalistas do mundo. (Brian Mier)

Genial/Quest: Lula tem 45% no 1º turno e lidera todos os cenários do 2º

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Pesquisa da Genial Investimentos e Quaest Consultoria divulgada hoje mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando a corrida à Presidência e venceria em todos os cenários de segundo turno simulados. No primeiro turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 23%, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 9%, o ex-governador Ciro Gomes (PDT), com 5%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 3%, e a senadora Simone Tebet (MDB), com 1%.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), e Luiz Felipe D’Ávila (Novo) não pontuaram. Brancos e nulos são 8% e indecisos somam 4%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 9 de janeiro. As entrevistas foram realizadas “face-a-face”, segundo a Genial Investimentos e a Quaest Consultoria. O índice de confiança, segundo o instituto, é de 95%.

A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00075/2022. A soma de todos os adversários do petista é de 41%, o que o deixaria no limite da margem de erro de uma possível vitória no primeiro turno —Lula teria entre 47% e 43% das intenções de voto, e os adversários somados, de 43% a 39%.

CENÁRIO DO 1º TURNO

Lula (PT): 45%

Jair Bolsonaro (PL): 23%

Sergio Moro (Podemos): 9%

Ciro Gomes (PDT): 5%

João Doria (PSDB): 3%

Simone Tebet (MDB): 1%

Rodrigo Pacheco (PSD): 0%

Luiz Felipe D’Ávila (Novo): 0%

Branco/nulo/não vai votar: 8%

Indecisos: 4%

Conforme o levantamento, Lula também vence todos os candidatos em um eventual segundo turno. Em todos os cenários testados, o petista tem vantagem de pelo menos 20 pontos percentuais. Já Bolsonaro, além de perder para Lula, também seria derrotado por Moro e por Ciro. (Foto: Ricardo Stuckert/com informações do UOL)

Os 46 anos do Voo da Liberdade, que resgatou 70 presos políticos dos porões da ditadura militar

Por Humberto Trigueiros Lima

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Fazia um calor insuportável no Rio, naqueles dias de janeiro de 1971, 40º à sombra. Lembro que no dia 13, fomos levados para a Base Aérea do Galeão, espremidos em 2 ou 3 camburões pequenos, desde o quartel do Batalhão de Guardas, no bairro de São Cristóvão, onde estávamos recolhidos aguardando o desenlace das negociações do sequestro. Éramos: eu (Umberto), Antonio Rogério, Aluízio Palmar, Pedro Alves, Marcão, Ubiratan Vatutin, Irani Costa, Afonso, Afonso Celso Lana, Bretas, Julinho, Mara, Carmela, Dora e Conceição. Fazia sol a pino e os caras pararam os camburões em algum pátio descampado da Base e deixaram a gente lá torrando dentro daqueles verdadeiros fornos e de puro sadismo e sacanagem riam e gritavam uns para os outros: “Olha aí, cara, os rapazes estão com calor, você esqueceu de ligar o ar, eles vão ficar suadinhos”. Um outro dizia: “Deixa esses filhos da puta esturricarem aí dentro, pode ser que algum deles vá logo para o inferno”.

A viagem ao inferno não era possível, pois já estávamos nele, ou seja nos cárceres da ditadura, há algum tempo. A temperatura dentro dos carros era altíssima, mal conseguíamos respirar pelas poucas frestas de ventilação, os miolos pareciam que iam estourar. Foi um horror!

Ficamos na Base durante todo o dia 13, onde já estavam muitos outros companheiros vindos de outras prisões e de outros estados e lá nos mantiveram o tempo todo algemados em duplas. Nos deram comida podre, tiraram mais impressões digitais, nos obrigaram a tirar fotos nus em diferentes posições. Alguns deles diziam que era para o futuro reconhecimento dos cadáveres… Perto da meia noite nos levaram para o embarque, nos agruparam do lado do avião, frente a um batalhão de fotógrafos postados há uns 50 metros de distância, atrás de uma corda. Éramos 70, mais as filhas do Bruno e da Geny Piola, as menininhas Tatiana, Kátia e Bruna.

Os flashes espocavam e muitos de nós levantamos os punhos, outros fizeram o V da vitória, enquanto os caras da aeronáutica por trás davam socos nas costas de alguns companheiros. Nosso voo da liberdade para o Chile decolou aos 2 minutos de 14 de janeiro. Durante o voo, íamos algemados e os policiais da escolta nos provocavam. “Olha aí malandro, se voltar vai virar presunto, nome de rua…”. A tripulação da Varig, mesmo discreta, foi simpática e afável conosco e quando chegamos a Santiago um comissário de bordo veio correndo me contar que havia uma faixa na sacada do aeroporto que dizia “Marighella Presente”.

Foram dois longos dias, cheios de tensão, de expectativa, de esperança, todos os sentidos em atenção. Talvez, alguns dos mais longos dias das nossas vidas. Tenho a certeza de que nenhum de nós jamais se esquecerá daqueles momentos. Nas últimas horas da madrugada do dia 14 chegamos ao Chile. Depois de 38 dias de negociações muito difíceis, de risco extremo, mas com muita firmeza e equilíbrio por parte do Comandante Carlos Lamarca e dos companheiros da VPR que realizaram a operação de captura do embaixador suíço, aquela que seria a última grande ação armada da guerrilha urbana brasileira terminava vitoriosa. Começava um novo tempo nas nossas vidas.

Fomos descendo do avião, já sem algemas (os policiais brasileiros da escolta foram impedidos de desembarcar), nos abraçando emocionados, rindo, chorando, cantando a Internacional, acenando para os companheiros brasileiros e chilenos que faziam uma carinhosa manifestação para nos recepcionar.

Um general de Carabineros nos reuniu no saguão do aeroporto e fez uma preleção sobre tudo que estávamos proibidos de fazer no país. Logo em seguida, funcionários do governo da UP e companheiros dos vários partidos da coalizão nos disseram ali mesmo para não levar a sério nada do discurso do tal general. Era o Chile de Salvador Allende que íamos viver e conhecer tão intensamente.

Amanhecia o dia 14 de janeiro de 1971 quando saímos do aeroporto de Pudahuel em ônibus, escoltados por Carabineros. Amanhecia também aquele novo tempo das nossas vidas e amanhecia o Chile da Unidade Popular, da imensa liberdade, das grandes mobilizações populares, da luta de classes ao vivo e a cores saltando diante dos nossos olhos todos os dias. Pelas ruas de Santiago, a caminho do Parque Cousiño onde ficaríamos alojados, os operários que trabalhavam nas obras do Metrô acenavam para a gente, outros aplaudiam, alguns levantavam os punhos cerrados. Imagens que ficariam para sempre na memória, fotografias de um tempo.

Aquele dia parecia infindo, ninguém conseguia pregar um olho, foi um dia enorme, cheio de encontros, de descobertas, de luz. Estávamos bêbados de liberdade e ao mesmo tempo ainda marcados pela sombra da prisão, pelas tristes notícias de mais companheiros covardemente assassinados pelos cães da ditadura. Na nossa primeira refeição no Hogar, Pedro Aguirre Cerda a maioria deixou os garfos e facas sobre a mesa e comeu de colher, como fazíamos na prisão. Quando íamos para os quartos de alojamento, alguns cometiam o ato falho de dizer: “Vou para a cela…”.

Na nossa primeira saída, um grupo se perdeu na cidade e voltou para o Hogar de carona num camburão dos Carabineros, motivo de gozação geral. Lembro da imensa solidariedade e carinho com que fomos recebidos pelos companheiros chilenos e também por estudantes, intelectuais, artistas, operários, pessoas do povo enfim que iam nos visitar, que fizeram coletas para nos arranjar algum dinheiro e roupas, que nos queriam levar para suas casas.

Nas semanas e meses seguintes, pouco a pouco fomos nos dispersando, construindo nossas opções de militância, de vida. Viveríamos intensamente aquele processo chileno e também nossos vínculos com a luta no Brasil. Nos encharcaríamos com o aprendizado daquela magistral aula de história e de política “em carne viva”. Paixões, alegrias, nostalgias, saudade, amores, amizade, solidariedade, companheirismo, tudo junto, ao mesmo tempo.

Muitos de nós estivemos no Chile até o fim, vivendo e testemunhando os horrores do golpe de 11 de setembro de 1973. Em muitos casos, mais uma vez, escapando por pouco, por muito pouco.

Outros companheiros, por diferentes razões de militância e pessoais foram viver em outros países. Alguns trataram de organizar suas voltas clandestinas ao Brasil, na esperança de continuar a luta armada. Uns poucos conseguiram manter-se, mas infelizmente, nessa empreitada de luta, vários companheiros foram assassinados. Honro as suas memórias e me orgulho de termos compartido aqueles momentos tão significativos das nossas vidas.

Foi o tempo que nos tocou viver. Era um tempo de guerra, mas também de uma enorme esperança…

Na passagem dos 40 anos da nossa libertação, acho que deveríamos dedicar a memória desse encontro fraterno, em primeiro lugar aos companheiros do nosso grupo chacinados pelas ditaduras brasileira e chilena, como também aqueles que marcados por sequelas e feridas psicológicas insuportáveis não conseguiram continuar suas vidas : Daniel José de Carvalho, Edmur Péricles Camargo, João Batista Rita, Joel José de Carvalho, Wânio José de Matos, Tito de Alencar Lima, Maria Auxiliadora Lara Barcelos, Gustavo Buarque Schiller. Em segundo lugar, com saudade, a todos os companheiros daquela viagem para a liberdade de 14 de janeiro de 1971, que já nos deixaram.

Com eterna gratidão e reconhecimento ao Comandante Carlos Lamarca e aos combatentes da VPR que realizaram aquela ação revolucionária audaz e vitoriosa. E também a todos os brasileiros da nossa geração (e aqui não falo em idade, que pode ter ido dos 12 aos 80) que não se acovardaram, que foram capazes de enfrentar aqueles duros e difíceis tempos, quando dizer não poderia significar a morte, “quando falar em árvores era quase um crime”.

Enfim, a todos os que OUSARAM LUTAR!