Papão contrata meia que fez sucesso no ABC

Papão acerta contratação de meio-campo; Atleta chega a Belém na segunda - Crédito: Luciano Marcos/ABC

O PSC deve anunciar no começo da semana a contratação do meia-atacante João Paulo, de 27 anos, que estava no ABC (RN). A informação foi confirmada por fontes ligadas ao jogador, que deve chegar a Belém para assinar contrato na próxima segunda-feira, 1º. Em 2020, atuando pelo clube potiguar, João Paulo marcou dez gols em 24 jogos disputados. Capixaba nascido em Vila Velha, o meia estava treinando na Portuguesa (RJ). O Paissandu entrou em contato com o clube carioca e acertou a vinda do jogador.

João Paulo tem passagems pela base do Internacional, Bahia, Rio Branco-ES, CRB, Sampaio Corrêa, Fortaleza e Londrina. Foi destaque do Alvinegro no Campeonato Potiguar, tendo feito gols decisivos em clássico contra o América-RN.

Nome: João Paulo de Assis Penha
Data de nascimento: 06/09/1993
Naturalidade: Vila Velha (ES)
Altura/peso: 1.76 / 74
Pé principal: Direito
Clubes: Rio Branco/ES (2011), Internacional/RS (2012), Rio Branco/ES (2013-2014), Internacional/RS (2014), Rio Branco/ES (2015), Bahia/BA (2015), CSA/AL (2016), Bahia/BA (2016), Fortaleza/CE (2016), CRB/AL (2017), Sampaio Corrêa/MA (2018), Rio Branco/ES (2019), Sampaio Corrêa/MA (2019) e Londrina/PR (2019).

Ronaldo Porto segue internado em estado grave

O apresentador e jornalista Ronaldo Porto, da RBATV, está internado no Hospital Porto Dias para tratamento de complicações da covid-19 desde semana passada. Neste sábado, 27, surgiram boatos na internet sobre sua morte, mas médicos e familiares desmentiram a notícia. Ele está em estado grave, entubado, mas com evolução positiva nas últimas horas.

A fake news surgiu no final da manhã. Um locutor da rádio FM Rauland em Belém anunciou a morte do apresentador de 68 anos. O grupo RBA divulgou um desmentido, revelando que o quadro de saúde de Ronaldo apresentou melhora em relação à oxigenação durante a madrugada.

O apresentador da RBATV, Ronaldo Porto, está internado em um hospital, após complicações da covid-19.

Além de fake news, a família do apresentador alerta contra a ação de aproveitadores, que vêm utilizando o estado de saúde do apresentador para aplicar golpes. Já foram identificadas mensagens através do WhatsApp pedindo doações em dinheiro em nome de Ronaldo. A Polícia já foi alertada para investigar a origem do golpe.

“Não há limites entre realidade e ficção na vida criada por Karol Conká”

Por Flávia Martinelli, no UOL

Karol Conká durante café da manhã com Ana Maria Braga - Reprodução/TV Globo

Entre as inúmeras manifestações despertadas nas redes sociais por Karol Conká, chama atenção quem traz reflexões que superam as afrontas e tentam ponderar circunstâncias sobre a realidade e a ficção criadas pela rapper no BBB21.No dia da eliminação recordista, a cineasta e roteirista Renata Martins, criadora da premiada websérie “Empoderadas”, que apresenta perfis documentais de grandes mulheres negras das mais distintas áreas de atuação, compartilhou em suas redes sociais um exercício de empatia. “É o que faço diante quando algo foge muito da minha zona de compreensão”, escreveu a roteirista.

O blog Mulherias, também nessa tentativa, traz aqui a íntegra da pensata de Renata e, como ela, convida à reflexão. “Karol Conká é só mais um dos personagens que ela criou ao longo da vida, mas que não se sustentou ao longo de horas de exposição. Nenhum personagem se sustenta”.

“Eu dormi e acordei pensando na Karol Conká e o meu sentimento é de compaixão depois de ela ser eliminada do BBB com recorde de rejeição. É bem provável que eu como espectadora faça parte dos manipulados, não por uma vilã de novela que tentaram pintar, mas por uma mulher preta que criou e recriou mundos, independente do custo emocional que isso possa ter lhe custado, só para provar para si mesma que é perfeita. O que ela talvez não saiba, ou ninguém tenha dito para ela é que pessoas perfeitas são iguais aos unicórnios rosas com listras coloridas: eles não existem!.

Vi um vídeo de Karol contando para Lucas e uma outra pessoa sobre o alcoolismo de seu pai. Pode ser que tenha sido só mais uma de suas histórias, ou não. Durante o relato ela contou que aprendeu desde muito cedo a criar mundos paralelos para conseguir lidar com bebedeira dele. Ela disse também, que contava para os amigos da escola que seu pai era um empresário famoso quando, na verdade, todos sabiam que ele era o bêbado que ficava largado na esquina. Ela tinha onze anos quando os pais dela se separaram e ela deu uma condição para ele continuar a vê-la: “ou você para de beber ou nunca mais vai me ver”.

Ele não parou de beber e eles nunca mais se viram. Eu não sei se ele morreu ou desapareceu no mundo. Mas ela seguiu carregando a culpa pelo desaparecimento do pai dela ao longo dos anos. Ela ficou emocionada, mas conseguiu conter o choro ao final do relato com um riso desconcertante. Eu tenho a sensação de que não há limites entre a realidade e a ficção criada por ela.

É bem provável que as fantasias criadas por ela a tenham protegido durante a infância e se tornado regra ao longo da vida adulta. É como se a mentira e a distorção funcionassem como mecanismo de defesa e proteção contra a própria realidade. Karol Conká é só mais um dos personagens que ela criou ao longo da vida, mas que não se sustentou ao longo de horas de exposição. Nenhum personagem se sustenta, imagine vários.

Eu consigo compreender o gatilho que Lucas Penteado despertou nela; um homem negro, alcoolizado, com atitudes abusivas e intimidadoras durante aquela fatídica festa. É como se naquele momento ele tivesse refletido a imagem do homem que ela se recusou a ver na infância, mas ele estava ali diante de seus olhos.

Já tive um caso de alcoolismo na família. Meu pai lidava com o irmão de uma forma e a minha tia de outra. Ela não tinha paciência, pois ele sumia e voltava curtido na cachaça e é muito comum alcoólatras serem desumanizados, descartados, comparados com pessoas fracas que não param de beber porque não querem.

Meu pai acolhia, dava banho, comida e ela nem queria saber. Duas pessoas agiram de forma diferente diante da mesma situação e grau de parentesco. Hoje eu consigo entender os três; o meu pai que acolhia, a minha tia que não acolhia e o meu tio que bebia, pois os três eram filhos de um pai igualmente complexo. Não por conta da bebida, mas pela forma endurecida que ele enxergava o mundo e comia o cérebro de todos que estavam ao seu redor.

O caso de Lucas foi um desses gatilhos emocionais, mas outros tantos brothers exerceram funções emocionais similares; Bill, sinônimo de kit de sucesso de muitas mulheres; branco, bonito, sensível, alto, entre outras características sociais bem cotadas na sociedade. Carla é a figura que ameaça essa conquista; mulher branca e loira, bem sucedida, querida pelas pessoas, atraente, enfim: padrão!

Juliette representa tudo que ela tentou se distanciar, ela fala muito alto, não é educada, tem um sotaque marcante e não nega sua origem nordestina, muito pelo contrário, se orgulha de suas origens. Camilla exala segurança e está sempre rodeada de pessoas que gostam dela por sua naturalidade e sinceridade. ‘Como essa Camilla pode ser mais querida e mais amada que eu? Afinal eu sou Karol Conká.’.

Será que é impossível conviver de forma saudável com esses gatilhos por 24 horas ao dia? Sinto que a única coisa que restou para Karol foi tentar eliminar os inimigos um por um. Mas como eliminar o inimigo que mora dentro de nós?

Com isso, não significa que as atitudes de Karol devam ser minimizadas, justificadas ou sublimadas. Muito pelo contrário, ela precisa ser confrontada e responsabilizada, pois muitas pessoas que não tinham relação direta com os dramas de sua infância foram humilhadas e enlouquecidas em rede nacional.

Não tomem essa análise como verdade, como tentativa de diagnosticar alguém. Não é. É só um exercício empático que faço quando algo foge muito da minha zona de compreensão.

“Eu tentei por várias vezes ser empática com Karol, mas não consegui, visto que todas as ações dela me causavam repulsa e eu não consegui me ancorar em nada do que ela havia apresentado ao longo do game. Talvez eu tenha criado minha teoria para acreditar que pessoas não são cruéis por puro sadismo, talvez…

Mas fiquei impactada com a tranquilidade em que ela mentiu em rede nacional sem mover um músculo sequer. Um rosto rígido, olhar fixo, controlando o tom à espera da aprovação dos demais participantes da casa, foi sem dúvidas muito assustador.

Entre uma tentativa de cochilo e outro, foi duro constatar que ela fez várias vítimas, mas também é uma das maiores vítimas de suas ações e escolhas. Espero que ela saia, se perceba, se retrate e tente se organizar internamente, pois essa personagem que ela criou na vida real e apresentou no reality show em rede nacional corre o risco de deixar de existir num piscar de olhos.”.

Presente*

Por Heraldo Campos

Um dia o escritor Millôr Fernandes escreveu “Nunca soube por que tanta gente teme o futuro. Nunca vi o futuro matar ninguém. Nunca vi o futuro roubar ninguém. Nunca vi nada que tivesse acontecido no futuro. Terrível é o passado ou, pior, o presente!”.

Esse pensamento do escritor nos leva à pergunta: como está o nosso presente?

Para muitos de nós o terrível presente deve ser ficar em casa numa quarentena radical, por causa da pandemia, e colocar o pé na rua (sempre com máscara, álcool em gel e evitando aglomerações) na extrema necessidade somente para ir ao posto de saúde, médico, farmácia, quitanda e voltar rapidinho para casa, tomar logo um banho para se livrar, em alguma parte do corpo, de um possível exército do coronavírus que tenha pegado carona para infectar um monte de gente.

Essa pode ser apenas uma rotina e devem existir muitas outras, das mais variadas, dependendo da situação de cada um, nesse mundo louco em que vivemos. Uma rotina, por exemplo, das mais perigosas, e que expõe as pessoas em contato com as fontes do coronavírus é a que tem, no seu dia a dia, os médicos e os enfermeiros que tratam dos doentes nos hospitais, muitos deles na beira do colapso.

Em contrapartida, a cada dia que passa, temos que suportar um governo sendo constituído, cada vez mais, por militares do exército e de outras forças armadas que já mostraram sua “competência” no trato das áreas da saúde, educação, meio ambiente e economia, para ficarmos nessas quatro grandes áreas-chave para o desenvolvimento humano de qualquer nação que se preze. Porém, no terrível presente, neste país da jabuticaba, são mais de 251 mil mortos pelo coronavírus e essa conta deve ser debitada totalmente para essa “turma competente” que comanda o país, pois está nos levando ao caos e, quem sabe, ao extermínio, sem exageros. Afinal, não é esse o plano, pela “logística” implantada por esse “pessoal legal e de grosso calibre”?

Será que existe alguma dúvida nisso? E vamos aguentar até 2022 desse jeito, sem nenhum sinal de mudança de rota? 

O sentimento é que cerca de dois terços da população brasileira anseia por uma mudança de rota, mas a luta pela vida diária é tamanha que acaba por consumir quase toda a energia para uma movimentação maior e organizada nesse sentido contando, ainda, com a pandemia do coronavírus que não favorece uma ação mais enérgica.

Nesse cenário, as palavras de Mahatma Gandhi merecem uma reflexão: “Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.”

Assim, para encerrar, no campo puramente pessoal e no presente (agora), aqui vai uma receita de cupim com agrião, passo a passo, bastante energética, do “renomado” chefe de cozinha Herald Fields: 1) pegue uma panela de pressão, 2) coloque um pouco de óleo de girassol, 3) deposite o cupim cortado em cubos, 4) tempere com sal e pimenta do reino a gosto, 5) acenda o fogo e doure a carne, 6) acrescente uns dentes de alho picados, 7) depois de bem dourada a carne ponha umas cebolas picadas, 8) doure mais um pouco tudo isso e coloque o agrião ligeiramente partido e, para terminar, 9) cubra o cupim com o agrião com água quente e coloque para cozinhar na pressão. Sirva com uma polenta mole (angu de fubá de milho) e arroz branco. Bom apetite! 

Alguém já ouviu falar desse “renomado” chefe de cozinha?

*Heraldo Campos é Graduado em geologia (1976) pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Mestre em Geologia Geral e de Aplicação (1987) e Doutor em Ciências (1993) pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo – USP. Pós-doutor (2000) pelo Departamento de Ingeniería del Terreno y Cartográfica, Universidad Politécnica de Cataluña – UPC e pós-doutorado (2010) pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo – USP.

Embaixador desabafa: “Temos um monstro disfarçado de presidente”

O embaixador Paulo Roberto de Almeida, de 71 anos, foi às redes sociais, nesta sexta-feira (26), criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante dos mais de 250 mil mortos pela Covid-19 e do negacionismo do governo.

“Não há mais nada a dizer sobre o estado de sanidade mental do MONSTRO que se disfarça de presidente para devastar a nação e assassinar brasileiros. Mas, e o estado de sanidade mental dos que o cercam? Vão continuar participando do GENOCÍDIO? Vão continuar servindo a um PSICOPATA?”, escreveu o diplomata.

Com 43 anos de carreira, Almeida denuncia estar sofrendo “retaliações financeiras” após ter começado a criticar publicamente o trabalho do chanceler bolsonarista Ernesto Araújo.

O diplomata foi demitido do cargo de diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) em março de 2019 e acabou sendo alocado na Divisão de Comunicações e Arquivo, onde são exercidas funções de caráter burocrático.

Em setembro do mesmo ano, ele e outros colegas de vasta carreira no Itamaraty denunciaram que estavam no ostracismo por serem considerados desafetos de Ernesto Araújo.

Estima-se que ao menos dezesseis diplomatas estão na mesma situação, sendo que o custo desse desperdício de experiência é de cerca de 4,5 milhões de reais por ano.

Em 2020, Almeida deu entrada em uma ação na Justiça Federal do Distrito Federal para responsabilizar a União por ações de assédio moral e de perseguição no Ministério das Relações Exteriores.

Ele acusa o Itamaraty de lhe imputar “faltas injustificadas”, o que teria gerado uma redução no pagamento ao qual tem direito. Por exemplo, o embaixador recebeu apenas 210 reais de salário no mês de janeiro, quando teve um desconto de 99% na remuneração.

Na época, o Itamaraty alegou que ele teria de indenizar o órgão por 20 faltas injustificadas entre maio e agosto de 2019.

Almeida, por sua vez, afirma não ter sido informado que as faltas estavam sendo computadas e diz ainda que apresentou os motivos das ausências nas datas marcadas, entre elas: participações em bancas de mestrado e doutorado, programas de pós-graduação e eventos políticos e diplomáticos, incluindo um cerimonial do Comando Militar em que o próprio Ernesto Araújo estava presente.

A ação tutelar de urgência movida pelo diplomata tem o objetivo de impedir novos descontos sumários em sua folha salarial, anular as “faltas indevidamente imputadas” e, quando for o caso, “o ressarcimento dos respectivos descontos”.

Ele cobra ainda que o Itamaraty o transfira para um posto de acordo com seu grau hierárquico, além de exigir que a União arque com o pagamento de uma multa de 50 mil reais por danos morais.

Aranha, um ilustre azulino na seleção Bola de Prata

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O troféu era uma certificação de qualidade naquele começo dos anos 70. Aranha, lateral-direito que defendeu o Remo no Campeonato Nacional, foi uma das surpresas do escrete. Com grandes atuações, ele foi titular absoluto do Leão e deixou ninguém menos que Nelinho no banco de reservas. Na foto acima, da revista Placar, o time escolhido: Aranha, Marinho Chagas, Figueroa, Beto Bacamarte, Leão e Piazza; Osni, Alberi, Zé Roberto, Ademir da Guia e Paulo César Caju.

No ano do VAR, Fla triunfa

POR GERSON NOGUEIRA

Mídia de cabeçalho

A comoção que faltou durante todo o campeonato resolveu brotar nos minutos finais dos jogos de Flamengo e Internacional, ontem à noite. Muito pouco, diriam os mal-humorados, mas é algo quase inédito na história dos campeonatos brasileiros de pontos corridos. Como não há decisão direta entre dois clubes, depende-se de coincidências como a de ontem para que haja alguma emoção mais forte.

Para os rubro-negros, a conquista do 8º título nacional chegou a estar perigosamente ameaçada a menos de 10 rodadas para o encerramento da disputa. Uma campanha instável, com direito a muitos tropeços, mesmo depois que Rogério Ceni assumiu o comando.

Ocorre que uma improvável sucessão de tropeços dos adversários mais fortes – São Paulo, Atlético-MG e Palmeiras – restituiu as esperanças e a pegada competitiva tradicional da equipe. Alguns bons jogos e o dedo da arbitragem em momentos críticos, como no embate direto com o Internacional, deram ao Fla a chance de conquistar o bicampeonato.

Diante de um aguerrido São Paulo, o time de Ceni atuou mal, dispersivo em excesso e pouco contundente nas jogadas de área. Foi derrotado, com justiça, por 2 a 1, e esteve perto de sofrer mais gols. Acabou campeão por ter vencido a final antecipada, domingo, diante do Inter.

A rigor, o Brasileiro 2021 entra para a história como uma competição excessivamente marcada por questionamentos quanto ao abusivo poder de interferência do VAR, avacalhado pelo mau uso na maioria das vezes. Os erros de avaliação comprometeram a atuação até de árbitros reconhecidamente bons e respeitados.

Ao contrário do que ocorre em outros países, o monitoramento eletrônico não adicionou segurança e lisura à análise de lances polêmicos. No Brasil, o instrumento virou alvo de desconfianças e queixas, além de comprometer o andamento dos jogos pelo tempo excessivo empregado nas consultas.

Óbvio que o problema não está na máquina, mas nos analistas da cabine, tão erráticos como os árbitros de campo. Um exemplo da distorcida presença do VAR é o tempo gasto neste espaço falando dele – e isso ocorreu durante todo o campeonato.

Méritos (quase) todo finalista tem. O Flamengo tem os dele. Conseguiu a proeza de levantar a taça de campeão, mesmo aos trancos e barrancos, crescendo na reta final. Nesse aspecto, foi ligeiramente superior aos concorrentes, incluindo o Inter, que se atrapalhou mais do que o necessário e foi também atrapalhado pelo temível VAR.

No confronto com o Corinthians, que mostrou uma raça impressionante em Porto Alegre, o VAR castigou o Colorado em pelo menos um lance decisivo. O penal desmarcado logo no começo do jogo dividiu opiniões e reabriu a eterna discussão sobre as orientações da Fifa quanto ao toque da bola no braço e no antebraço dos jogadores.

Assinalado pela arbitragem, foi desautorizado pelo VAR, que ainda iria interferir – aí sim, corretamente – em mais dois lances de gol. As resenhas serão intermináveis a partir de agora, muito mais em cima das tretas do que de lances espetaculares ou jogadores talentosos.

Tecnicamente, foi um campeonato fraco, com poucas revelações e nenhum craque unânime. Não há registro de um jogo memorável, daquele de encher os olhos da massa. O troféu acabou ficando, quase por exclusão, nas mãos do clube que mais batalhou por ele. Por justiça, cabe lembrar que foi o Flamengo que lutou com todas as forças pela volta do futebol no auge da pandemia, aliando-se ao discurso negacionista do governo.

Triste coincidência, não mais que isso, que a decisão do campeonato tenha ocorrido no dia em que o país chora 250 perdas humanas. Que Deus nos ajude.

Furacão norueguês é a próxima grande atração

Com uma fieira de gols marcados, o grandalhão Erling Haaland desperta a atenção do mundo desde que explodiu em 2020 comandando o ataque do Borussia Dortmund. Desponta como uma das grandes estrelas para suceder Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Ibrahimovic, astros que começam a entrar na chamada fase crepuscular da carreira.

O empresário de Erling, Mino Raiola, disse anteontem que o goleador tem todas as condições de virar uma das grandes estrelas do futebol na próxima década. Na verdade, já é um fenômeno e desperta a cobiça de todos os grandes e endinheirados clubes do mundo.

Como não para de fazer gols, na disputa da Liga dos Campeões, o norueguês com cara de menino tem à sua disposição uma vitrine excepcional. Na pole position dos interessados em seu futebol aparecem os clubes da Premier League.

Na prática, somente 10 clubes estão acima do Dortmund em termos de recursos financeiros e estrutura para oferecer a um grande jogador – e quatro deles, seguramente, estão no Campeonato Inglês.

Direto do blog campeão

“Elyeser, 30 anos, apenas mais uma contratação para esquentar o SPA em que se tornou o banco de reservas da Curuzu nos últimos 3 anos. Se atleta de rendimento satisfatório, teria sido prestigiado para ajudar a reerguer o Figueirense. Na Série B-2020/21, foi relacionado em apenas 20 dos 38 jogos. Tempo médio de participação nos 16 jogos que atuou: 47 min/jogo. Nos últimos 14 jogos do Figueira, sequer foi relacionado”.

George Carvalho

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 26)