Jornalistas passam a integrar Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos

Os jornalistas, radialistas e comunicadores populares foram incluídos no programa de proteção do Ministério de Direitos Humanos, que passa a ser chamar Programa de Proteção a Defensores dos Direitos Humanos, Comunicadores sociais e Ambientalistas. O programa acompanha e articula ações e medidas de proteção, de prevenção e de resolução de conflitos relacionados aos defensores em situação de risco em todo país. A inclusão dos jornalistas no programa era uma reivindicação da Fenaj apresentada mais de uma vez às autoridades que nos últimos 14 anos ocuparam a pasta.

Atualmente, mais de 400 defensores e defensoras de direitos humanos estão incluídos no PPDDH em todo Brasil e, desse total, apenas três são comunicadores sociais. Dentre as diversas áreas de militância, as causas indígenas e direito à terra e proteção ao meio ambiente correspondem a quase 80% dos casos.

As ações realizadas pelo Programa preveem a proteção à integridade pessoal e a defesa da continuidade de atuação das defensoras e defensores de direitos humanos, por meio da articulação de medidas junto aos órgãos governamentais e sociedade civil. No caso das lutas coletivas, é dada visibilidade a elas para fortalecer a atuação do defensor.

O jornalista que estiver sendo ameaçado ou sofreu algum tipo de violência em decorrência de sua atuação, pode pedir o ingresso no Programa por meio do e-mail: defensores@mdh.gov.br. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, o maior canal de denúncias de violações de direitos humanos existente no Brasil. Funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel (celular), bastando discar 100. O serviço registra não apenas denúncias de violações de direitos humanos já ocorridas, mas também aquelas que ainda estão em curso, o que possibilita o flagrante por meio do acionamento dos órgãos competentes.

Fabrício era o “caixa” da extorsão a funcionários de Bolsonaro

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Por Fernando Brito

Fabrício Queiroz, amigo de Jair Bolsonaro e assessor de seu filho Flávio, coletava, como já se suspeitava, o “pedágio” pago pelos funcionários do gabinete em sua conta pessoal. A evidência foi trazida à tona pelo Jornal Nacional, que cruzou as datas dos depósitos na conta de Fabrício com as datas de pagamento da Assembléia Legislativa.

O Jornal Nacional fez o cruzamento das datas dos depósitos feitos em dinheiro nas contas do ex-assessor com os dias de pagamento dos salários da Alerj entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 e encontrou uma coincidência: em praticamente todos os meses, a maior parte do dinheiro entra na conta de Fabrício no mesmo dia ou poucos dias depois de os servidores receberem o salário.

No mesmo dia ou no dia seguinte, vapt-vupt, Fabrício sacava os valores em dinheiro vivo e o destinava a…vocês imaginam, tá ok?

Picaretagem da grossa, embora não rara entre parlamentares extorsionistas.

Em defesa de Fabrício diga-se que ele era, provavelmente, também vítima da extorsão: afinal, não é crível que alguém que ganhasse, na PM e no gabinete, R$ 23 mil por mês estivesse morando na casa precária que hoje se descobriu.

A Wal do Açaí virou refresco…

Será que Sérgio Moro considera os indícios de que a família se nutria da extorsão a funcionários “consistente”?

Os mistérios da blindagem a Aécio

Do Jornalistas pela Democracia

O jornalista Leandro Fortes, que faz parte do projeto Jornalistas pela Democracia, diz se espantar com tamanha blindagem ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ele comentou na TV 247 a negativa da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Marco Aurélio Mello, de prisão preventiva contra o tucano, como parte de investigação sobre pagamento de vantagens indevidas da holding J&F a diversos políticos por meio do senador, em valores que se aproximam de R$ 130 milhões.

“Me causa enorme espanto o corpo fechado de Aécio Neves. João de Deus não tem esse corpo fechado, está sendo esculachado pela mídia. E Aécio, que construiu um aeroporto para a família e disse que ia matar o primo dele antes que ele cometesse uma delação, que é acusado de receber mais de R$ 100 milhões em propina e comprar 14 partidos…”, compara o jornalista.

“E aí tem uma operação contra o Aécio, a PF pede uma prisão domiciliar – sequer levaria para o cárcere, colocaria algema, nada – e imediatamente a PGR e o STF, pelo ministro Marco Aurélio, negam essa prisão. Ele é completamente protegido”, prossegue Fortes.

“Um dos grandes mistérios para mim na política brasileira é por que Aécio é tão protegido. O que ele sabe, o que ele fez, que coisa incrível esse homem tem na manga para nem uma prisão domiciliar [aceitarem contra ele]?”, indaga. Para Leandro Fortes, Aécio “está livre, leve e solto e vai continuar assim”.

Sobre a comparação com João de Deus, ele diz que o médium, que atende no interior de Goiás, acusado de abuso sexual por mais de dez mulheres, é “indefensável”, por conta do “volume de mulheres” que fizeram a denúncia. Na conversa com o jornalista Leonardo Attuch, do 247, Fortes comenta ainda que o Brasil “faz parte de um plano dos americanos para a América Latina”.

Receita Federal cobra multa de R$ 69 milhões de Neymar

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Segundo reportagem do G1, a Receita Federal cobra R$ 69.364.164,65 do atacante Neymar. O valor é resultado do cálculo feito pelo órgão após decisão do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), em julgamento realizado em 2017, que analisou autuação aplicada pelo fisco ao jogador dois anos antes.

O montante é bem superior ao apresentado pelos advogados de Neymar em evento para a imprensa em agosto do ano passado. De acordo com a defesa, a multa original de R$ 188,8 milhões caíra para R$ 8,7 milhões – que seriam pagos para encerrar a disputa.

Só no Brasil: ‘serial killer’ faz sucesso comentando crimes no YouTube

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Acredite se quiser. Segundo publicação da Folha, o canal de Pedrinho Matador tem 29 mil inscritos e mais de 2,5 milhões de visualizações. A ideia foi de seu amigo, Pablo Silva, 30 anos, que também faz a produção dos vídeos. Entre os assuntos comentados por ele estão crimes como as mortes da cachorrinha do Carrefour de Osasco, do jogador Daniel, e da estudante Rayane Alves.

“São crimes que revoltam a gente, cheios de mentira, acabando com a felicidade de uma pessoa. Essa jovem [Rayane]… Por que o segurança foi fazer aquilo com ela? Ele tem família, mulher linda, filho. O diabo faz a panela, mas esquece de fazer a tampa. Tudo é descoberto. A condenação dele foi uma caneta [encontrada no local onde estava o corpo]”, afirma.

Depois de mais de quatro décadas na prisão, Pedrinho se vê também na obrigação de alertar os mais novos sobre os riscos da vida bandida. “O crime não é brincadeira. Muitos estão entrando por verem os galhos [fama e dinheiro], não a raiz [prisão e morte]. É como o diabo: dá com uma mão e tira com a outra. Tem muitos jovens que entram e, quando querem sair, já é tarde demais”, fala.

As tretas de He-Man com os técnicos do América-MG

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“Ele tem uma certa dificuldade de jogar de acordo com a orientação do treinador”. Essa foi a avaliação feita pelo presidente do América, Marcos Salum, sobre Rafael Moura, ex-atacante do Coelho. O dirigente americano negou que os jogadores tenham praticado qualquer tipo de boicote aos técnicos, mas revelou que Rafael Moura teve dificuldades em acatar as determinações dos treinadores com quem trabalhou.

“Vamos ser bastante justos com os atletas. Nós não tivemos esse tipo de coisa dentro do América. Nós tivemos alguns problemas dos treinadores com o Rafael Moura, porque o Rafael é um jogador mais experiente, cumpre os horários, treina e tudo, mas ele tem uma certa dificuldade de jogar de acordo com a orientação do treinador. Ele quer fazer alguma coisa diferente. Ele teve problema com Enderson, problema com o Ricardo (Drubscky), por isso ele foi para a reserva. Com o Adilson, ele voltou e teve o mesmo problema”, disse o presidente americano em entrevista ao programa 98 Esportes, da Rádio 98FM.

Salum, porém, eximiu o atacante de ter liderado qualquer espécie de motim contra o técnico Adilson Batista, demitido do América após perder em casa para o lanterna e antecipadamente rebaixado Paraná Clube, na 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Existe hoje uma nova forma de jogar, e os treinadores querem que o centroavante recompõe, recue, que marque, e o Rafael sempre se colocou rebelde às orientações, mas no América ele não tinha liderança suficiente para fazer algum tipo de rebelião, no América não tivemos este problema. O que eu achei é que no final do Adilson os jogadores não estavam convencidos do sistema de jogo ia dar certo. Eles gostavam do treinador, lutavam, treinavam, mas achavam que o América tinha que ser mais ofensivo. Por isso, a receptividade do Givanildo foi tão grande, mudou a forma do time jogar e abriu mais o time”, afirmou Salum.

Rafael Moura tem 35 anos e foi contratado pelo Alviverde no inicio da temporada de 2018. O ‘He-Man’ disputou 40 partidas com a camisa do Coelho e balançou as redes nove vezes. O contrato do jogador com o América se encerrou no fim deste ano e o clube decidiu não renovar o vínculo com o atacante. (Do Superesportes)

PGR impede prisão domiciliar de Aécio & bando na operação “abafa Bolsogate”

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A Operação Ross, que cumpre nesta terça (11) mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), à irmã dele, Andréa Neves, ao deputado Paulinho da Força (SD-SP) e a empresas que teriam emitido notas frias investiga suposta propina de R$ 128 milhões paga pela JBS para o tucano e seu grupo de 2014 a 2017.

Nesse valor estão pagamentos suspeitos de terem servido para comprar apoio político para Aécio na eleição presidencial de 2014, envolvendo partidos como o Solidariedade e o PTB, uma “mesada” de R$ 50 mil mensais paga ao tucano pela JBS por meio da rádio Arco Íris, de propriedade da família dele, e a aquisição superfaturada de um imóvel do jornal Hoje em Dia, em Belo Horizonte, por R$ 17 milhões, supostamente a pedido do senador.

Em troca da propina, segundo as investigações, Aécio interveio junto ao governo de Minas para viabilizar a restituição de créditos de ICMS de empresas do grupo J&F, que controla a JBS. O relator do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) é o ministro Marco Aurélio, que determinou o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na última terça (4).

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As investigações foram abertas no ano passado depois que o empresário Joesley Batista e outros ex-executivos do grupo J&F fecharam acordo de delação premiada. As suspeitas apontam para os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Inicialmente, a Polícia Federal pediu ao Supremo medidas mais duras e em relação a mais pessoas, mas a PGR (Procuradoria-Geral da República) discordou da necessidade delas.

A PF queria a imposição de medidas cautelares -recolhimento noturno, proibição de manter contato com outros investigados e proibição de sair do país- a Aécio e três deputados: Paulinho da Força, Benito Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ).

A PF também requereu a prisão temporária de cinco suspeitos de participar do esquema, entre eles o publicitário Paulo Vasconcelos do Rosário Neto e representantes das empresas que teriam emitido as notas frias, além de busca e apreensão na casa dos senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN).

A PGR, por sua vez, sustentou que não havia elementos para impor medidas cautelares a Aécio e aos três deputados, mas concordou com a prisão temporária de alguns suspeitos que não são políticos, como o publicitário Paulo Vasconcelos.

Por fim, a PGR também pediu autorização para realizar busca e apreensão em endereços de Aécio e Andréa Neves, do primo deles Frederico Pacheco de Medeiros, do publicitário Paulo Vasconcelos, das empresas Data World Pesquisa e Consultoria, PVR Propaganda e Marketing, entre vários outros, mas excluiu do pedido os senadores Anastasia e Agripino Maia.

O ministro Marco Aurélio negou as prisões temporárias e autorizou as buscas nos termos do requerimento da PGR. Os políticos que não foram alvo dos mandados continuam, porém, sob investigação.

“O quadro revelado […] demonstra a existência de indícios de relação ilícita entre o investigado Aécio Neves e o Grupo J&F, entre os anos de 2014 a 2017, caracterizada pelo alegado recebimento de quantias em dinheiro, pelo senador ou em seu favor, mediante mecanismos características da lavagem de capitais, via empresas e pessoas identificadas na investigação em curso”, escreveu Marco Aurélio da decisão do dia 4.

“Há mais: ficaram demonstrados indicativos da atuação do parlamentar, nessa qualidade, como contrapartida aos benefícios financeiros”, anotou o ministro. A contrapartida seria a interferência no governo de Minas para restituir ao grupo J&F créditos de ICMS, o principal imposto estadual.

O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa Aécio, afirmou que o senador sempre esteve à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários que mostrarão a absoluta correção de todos os seus atos. O criminalista Ricardo Ferreira, que defende Frederico Pacheco, disse que, oportunamente, serão prestados os esclarecimentos pertinentes.

A PF chegou a fazer um pedido de mandado de busca e apreensão contra o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), mas a solicitação foi negada pela Justiça. Por meio de sua assessoria, o tucano afirmou que desconhece totalmente o motivo pelo qual teve seu nome envolvido nessa história. Segundo a assessoria, em toda sua trajetória, ele nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém.

Em Brasília, setores da oposição avaliaram a operação da PF nesta terça-feira como uma possível estratégia para abafar a repercussão do escândalo envolvendo a família Bolsonaro.

Presidente de Cuba homenageia John Lennon 38 anos após sua morte

Folha de S.Paulo informa que o cubano Miguel Díaz-Canel parafraseou John Lennon neste sábado (8), em uma homenagem no Twitter ao ex-Beatle sobre o 38º aniversário de sua morte. “‘Um sonho que você sonha sozinho, é apenas um sonho. Um sonho que você sonha com outra pessoa, é uma realidade’, disse John Lennon. De #Cuba ouso dizer: ‘Um sonho que é compartilhado com um povo, é um desafio maravilhoso, que nos faz sonhar e nos desvela a cada minuto’”, tuitou Díaz-Canel.

De acordo com a publicação, o dirigente cubano, de 58 anos, que afirmou em outro tweet que “os dias parecem muito curto quando há tanta coisa para fazer”, em especial desde que ele substituiu em abril Raul Castro à frente de Cuba. “Hoje, 8 de dezembro, eu não posso esquecer o que John Lennon disse: ‘O tempo está do nosso lado. Não desperdicemos outro minuto’ #SomosCuba #Somoscontinuidad”, acrescentou.

Díaz-Canel nasceu um ano depois após o triunfo da revolução de Fidel Castro, que impôs na ilha censura dolorosa de música em inglês, a língua do inimigo americano agressivo. A reconciliação histórica veio em 2000, quando o próprio Fidel Castro inaugurou uma estátua de Lennon em um parque central de Havana, que se tornou lugar de peregrinação de turistas nacionais e estrangeiros, completa a Folha.

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Abordagem de Bolsonaro em redes sociais reflete era da política imagética

 

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“A política se converte em imagem. Hoje temos as redes sociais, nas quais os políticos criam a sua máscara, a sua ficção. Os próprios interessados geram a sua iconografia em função da circunstância”, diz o pensador espanhol de fotografia Joan Fontcuberta. “Antes, havia uma única imagem de Hitler, que era usada para ilustrar qualquer notícia desse personagem. Esta foto serviria para ilustrar a notícia de que ele invadira a Polônia ou assistia a uma ópera de Wagner”, completa.

Um dos principais teóricos da fotografia hoje, com mais de quatro décadas de atividades e 12 livros publicados, Joan Fontcuberta fez uma conferência disputada nesta quinta (6) à noite, no festival de fotografia Solar, em Fortaleza.

Intitulada “A Decadência da Mentira”, sua fala girou em torno de questões ligadas à representação e à ambiguidade em narrativas midiáticas contemporâneas. Para ele, a fotografia está se infiltrando em campos tão distintos como a política, o terrorismo e a economia, ou seja, em “todos os domínios da vida”, ao ponto em que “vivemos a imagem”.

Para exemplificar a captura do campo político pela imagem, o teórico exibiu imagens prosaicas de Jair Bolsonaro, tiradas do Instagram e do Facebook do presidente eleito. O político aparecia escovando os dentes, jogado no sofá vendo televisão, preparando o café da manhã e sorrindo ao lado de uma criança.

Fontcuberta nomeou este fenômeno de “vrai faux” (falso verdadeiro), pelo qual Bolsonaro se coloca “como qualquer outro cidadão”: tais imagens passariam a mensagem de que o capitão reformado não é monstruoso, e sim uma pessoa do povo, afirmou o pensador.

A primazia da imagem, disse, vem acontecendo desde que os horrores da Guerra do Vietnã foram expostos pelo jornalista Seymour Hersh. Hersh publicou um artigo divulgando o real número de mortos no massacre de My Lai, em 1968 —​foram 504 vietnamitas assassinados por soldados americanos, e não 128, como havia divulgado o governo dos Estados Unidos.

À época, a revista Life publicou fotografias do massacre, que serviram não só para mudar a opinião pública a respeito da presença americana na guerra, mas também para dar às imagens protagonismo na organização do discurso.

Fontcuberta atribui ao massacre de My Lai uma virada a partir da qual começa a haver censura, supervisão e “controle de acesso a cenários sensíveis por parte de jornalistas e fotógrafos”.

“A consciência dessa liderança das imagens fez com o que o poder passasse a ser muito cuidadoso. Desde aquele momento, as guerras já não acontecem no campo de batalha, mas no campo das imagens e da opinião pública, muito sensível à informação”, disse.

O espanhol está presente no festival com algumas fotografias da série “Desconstruindo Osama” (2007), nas quais, manipulando vídeos do canal de televisão Al Jazeera, ele se inseriu nas imagens da rede como se fosse Osama Bin Laden, “me representando como terrorista”, disse.

Em algumas fotografias, no entanto, Fontcuberta faz poses que dificilmente um talibã faria, explicou. Por exemplo, há uma imagem na qual ele fica em pé, se equilibrando sobre um camelo. A ideia é produzir certa estranheza que permita aos espectadores notarem que há algo errado.

O objetivo de “Desconstruindo Osama” é tratar da disseminação de imagens e de notícias falsas na contemporaneidade. Uma das fotografias dessa série foi publicada pelo jornal espanhol El País como se fosse verdadeira.

Na toada política do festival Solar, declaradamente alinhado a valores de esquerda, embora sem se filiar a nenhum partido político, o teórico disse ainda que “o fantasma da extrema direita está sobre a Europa e sobre o mundo inteiro”. E perguntou, retoricamente: “De que maneira podemos contribuir para desativar essa ameaça?”.

Da FSP