O surpreendente Jacaré

Por Gerson Nogueira
coluna gnEspécie de “penetra” nas semifinais do returno, por ser o único interiorano inserido entre os três clubes da capital, o Paragominas vem se especializando em surpreender neste campeonato. Do começo apenas razoável, ainda sob a direção de Fran Costa, ficou a imagem de um time perigoso fora de casa e meio acanhado quando recebia adversários na Arena Verde.
Quando trocou de técnico, efetivando Charles Guerreiro nas semifinais do turno, o time ganhou mais confiabilidade. Curiosamente, a fase mais produtiva de seu goleador, Aleílson, aconteceu na primeira metade da competição. Veloz e hábil, o atacante valeu-se do desentrosamento das defesas inimigas para contabilizar gols que o mantêm no topo da artilharia.
Ocorre que no começo o PFC dependia muito da categoria de Aleílson, mas no decorrer da competição ganhou consistência e qualidade, passando a funcionar como um time de verdade. Agora, quando o goleador não marca presença, a equipe tem outros caminhos para alcançar vitórias.
O pior momento do Paragominas aconteceu no começo do returno, culminando com a derrota diante do Paissandu, na Curuzu. O time jogou tão mal naquela noite que não conseguiu explorar a vantagem de ter um homem a mais (Djalma foi expulso) durante quase todo o segundo tempo. Tão mal que Aleílson desperdiçou até pênalti.
Com reforços no meio-campo e ataque, que ganharam a participação de dois azulinos enjeitados, Eduardo e Jaime, o time voltou a jogar bem, obtendo três vitórias nas últimas três rodadas. Bateu Remo e Tuna e superou o Águia, no célebre e dramático “jogo do piscinão” no estádio Zinho Oliveira.
Com 15 pontos, ganhou a vantagem para o confronto com a Tuna nas semis e se aproxima do Remo na pontuação geral – tem 27 pontos contra 36 dos azulinos. Mais do que nunca, o Jacaré é candidato a repetir as façanhas interioranas de 2011 (Independente) e 2012 (Cametá). Que ninguém duvide.
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Rubro-negro joga com um atacante
Às voltas com sérios problemas no Carioca, o técnico Jorginho tem escalado o Flamengo com um time mesclado por jogadores mais rodados e alguns garotos. Para enfrentar o Remo de Flávio Araújo no Mangueirão no meio da semana, pela Copa do Brasil, o Fla deve ter a seguinte formação, no 4-5-1: Felipe; Léo Moura, Alex Silva, Wallace e João Paulo; Elias, Amaral, Carlos Eduardo, Rafinha e Gabriel; Hernane.
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Direto do blog: 
“Trocar o técnico é um risco tão grande quanto manter no comando do time alguém que já provou por A mais B não ter capacidade para tal, que inclusive já admitiu isso publicamente quando pôs o cargo a disposição. A diretoria do Remo errou em não tê-lo trocado antes e erra agora em insistir nele. Torço para que o campeonato seja paralisado, o técnico remista seja demitido e a última rodada seja anulada e remarcada daqui a alguns dias para que o Remo possa se refazer da crise técnica que o acomete”.
Por Luís Mariano, torcedor azulino, descrente em relação ao trabalho de Flávio Araújo.
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Via-crúcis de sócio-torcedor
“Gostaria de saber o porquê do sócio-torcedor do Remo ser tão maltratado”. É assim que Núbia Esteves inicia sua carta à coluna. Relata que, por ocasião do jogo Remo x Águia, ela e alguns familiares passaram por momentos de sufoco, desespero e total desinformação no estádio Mangueirão. Informados pela empresa Nação Azul, que é responsável pelo programa de sócio-torcedor remista, dirigiram-se ao portão A3 do estádio. Para surpresa deles, o portão estava trancado, por ordem da Seel. “Ok, demos então a ‘volta olímpica’ no Mangueirão e entramos no estacionamento A2, também pela proximidade do portão A3. E adivinhem: a catraca não estava no portão A2!”
Veio alguém e disse que a entrada era pelo portão A1. Nova caminhada até o local, onde uma multidão se acotovelava para entrar. Depois de minutos na fila, nova decepção: a catraca também não estava lá, mas no estacionamento A1. Na contramão do aglomerado, o grupo de torcedores teve que dar meia volta em busca do famigerado acesso. Só que não havia autorização “superior” para permitir a entrada. Um senhor chamado Kleyton já havia dado ordens para que a catraca fosse levada para o portão A3. Núbia, então, compreensivelmente, soltou os cachorros, desabafando com os funcionários do estádio diante de tamanho desrespeito. Acabou entrando, mas o jogo já se desenrolava há 20 minutos.
A pergunta que não quer calar: vale a pena tanto tormento para ser sócio-torcedor do Remo e acabar maltratado à porta do estádio?

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 31)

Parazão 2013 – Classificação do returno

Times PG J V E D GP GC SD
Paragominas 15 7 5 0 2 15 11 4 71.4
Paissandu 15 7 4 3 0 16 7 9 71.4
Remo 12 7 4 0 3 10 10 0 57.1
Tuna 10 7 3 1 3 13 10 3 47.6
Santa Cruz 10 7 3 1 3 9 12 -3 47.6
Cametá 7 7 1 4 2 10 13 -3 33.3
Águia 5 7 1 2 4 10 15 -5 23.8
São Francisco 4 7 1 1 5 9 14 -5 19.0

Parazão 2013 – Classificação geral

Times PG J V E D GP GC SD
Paissandu 41 18 12 5 1 46 20 26 75.9
Remo 36 18 11 3 4 31 23 8 66.7
Paragominas 27 16 8 3 5 28 25 3 56.3
Santa Cruz 17 14 5 2 7 15 21 -6 40.5
São Francisco 15 16 4 3 9 24 34 -10 31.3
Cametá 14 14 3 5 6 16 20 -4 33.3
Tuna 11 14 3 2 9 14 21 -7 26.2
Águia 11 14 2 5 7 17 27 -10 26.2

Vote no mico da semana…

Escolha seu king-kong preferido e use argumentos para defendê-lo…

1) FPF desmembra sétima rodada, contrariando tabela inicial, alegando que estádio de Cametá está interditado para o jogo Santa Cruz x PSC e a PM não pode garantir segurança para partidas de Remo e Paissandu em Belém no mesmo dia. Pela demora na tomada de decisão e os vários interesses em jogo, a entidade reafirmou a imagem de lambanceira e pouco transparente. De quebra, ainda deixou o campeonato sob risco de paralisação.

2) Santa Cruz, dizendo-se prejudicado pela mudança na tabela, entra com mandado de segurança junto ao TJD e não obtém sucesso. Seu patrono decide, então, não comparecer ao jogo marcado contra o Paissandu no Mangueirão, quarta-feira à noite. O Papão é declarado vencedor por W.O., situação que há muitos anos não se verificava no futebol paraense. O Santa Cruz está agora sob ameaça de rebaixamento, de acordo com o regulamento da competição.

3) Por fissuras na estrutura metálica superior, estádio Engenhão no Rio é interditado. Quem vê há anos as imensas rachaduras na estrutura de concreto do Mangueirão ficou sem entender como o estádio paraense permanece em pleno funcionamento.