Willian entra nos planos do Barcelona para a próxima temporada

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O Barcelona vai buscar a contratação do atacante Willian em 2020, segundo aponta o jornal catalão Mundo Deportivo. O contrato do brasileiro com o Chelsea se encerra no fim desta temporada. Ainda de acordo com a publicação, o treinador Ernesto Valverde segue observando Willian e quer sua contratação. O Barcelona cogita esperar até junho de 2020, quando o contrato com os Blues se encerra, para contratar o jogador sem custos.

O Barcelona quis contratar Willian quando o jogador ainda estava no Shakhtar Donetsk. Na época, o treinador do Barça era Pep Guardiola. O brasileiro, porém, foi para o Chelsea. Ao todo, são 299 partidas, com 53 gols e duas Premier Leagues conquistadas (2014/15 e 2016/17), além de uma Liga Europa (2018/19).

O começo de temporada do Barcelona é irregular. A equipe empatou em sua estreia na Liga dos Campeões, com o Borussia Dortmund, por 0 a 0. Além disso, chegou a perder para o Granada, por 2 a 0, pelo Campeonato Espanhol. O clube ocupa a quarta posição da competição, com 13 pontos.

Carta de Lula: “Não aceito barganhar meus direitos e minha liberdade”

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma carta na tarde desta segunda-feira (30) na qual diz que não aceita barganhar seus direitos para sair da prisão. “Não troco minha dignidade pela minha liberdade”, afirmou. “Quero que saibam que não aceito barganhar meus direitos e minha liberdade”, disse.

A carta foi divulgada após a força-tarefa da Operação Lava Jato ter recomendado à Justiça Federal que conceda a progressão de regime ao petista, que está preso desde abril de 2018.

Direto do Twitter

“Lula não deve sair com tornozeleira da prisão, mas como inocente. Agora, os fiscais [procuradores] querem tirar Lula rapidamente da prisão. Ficou problemático para os fiscais manter Lula preso até porque o Supremo Tribunal, a Corte Suprema brasileira, está querendo colocar um ‘stop’ nesse processo”.

Dilma Rousseff, presidenta eleita (e golpeada) do Brasil

Remo protesta contra arbitragem pelo pênalti não marcado

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“Aquilo que a gente anunciou durante a semana que poderia acontecer, aconteceu. Dewson foi o protagonista da partida. O jogo terminou empatado porque o Dewson não marcou um pênalti claríssimo a favor do Remo, a TV Cultura (canal que transmitiu a partida) já reprisou diversas vezes, de todos os ângulos. O braço estava afastado do corpo, (a bola) bateu muito na mão. (…) Infelizmente, o Dewson precisa passar por uma reciclagem, precisa ter autocrítica e entender que não tem mais condições de estar apitando”.

“Não é a toa que ele tem muitas reclamações de times da Série A. Não é a toa que ele deixou de expulsar um jogador do Paysandu em uma bola lateral, que o (zagueiro bicolor) Uchôa deu um tapa no (atacante azulino) Hélio. Não é a toa que ele deixou de marcar uma falta em um lance que o goleiro do Paysandu pegou com a mão fora da área. Isso é baixa qualidade técnica na arbitragem. O pênalti foi, para mim, um lance capital da partida e influenciou no resultado”.

Fábio Bentes, presidente do Remo

Lukinha é o primeiro reforço azulino para 2020

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Dos cinco atletas com os quais o Remo estava negociando, o primeiro já está acertado e até com contrato assinado. Trata-se do meia Lukinha, que foi um dos destaques do Bragantino neste ano. Ofensivo, com boa média de finalizações, o jogador chegou a um acordo com o Remo, em negociação encaminhada ainda pelo ex-diretor de Futebol, Luciano Mancha. Apesar de tudo definido, a diretoria azulina ainda não confirmou oficialmente a contratação.

Aliás, a informação sobre o acerto com Lukinha foi dada por Mancha em uma rede social, com fotos do meia já com a camisa do Leão. Apesar de ter firmado com o Remo, o meia foi liberado para defender o Bragantino durante a Copa Verde.

É autor de gols importantes pelo Tubarão contra o Aparecidense, na Copa do Brasil, e diante do Paissandu na segunda fase da CV. Aos 22 anos, Lukinha jogou 30 partidas pelo time de Bragança na temporada.

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Faltou bola, sobrou polêmica

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POR GERSON NOGUEIRA

O Re-Pa foi morno, pouco emocionante e, tecnicamente, foi o pior dos cinco clássicos disputados no ano. Os times se mostraram cautelosos em excesso, com a cabeça ligada na segunda semifinal, o que levou ao empate sem gols. Apesar da baixa intensidade que predominou nos dois tempos, cinco lances agudos poderiam ter mudado os destinos da partida.

Num sintoma da pasmaceira, a primeira manobra de perigo só ocorreu aos 28 minutos. Vinícius Leite lançou bola na área, Nicolas raspou de cabeça e Elielton recebeu livre, mas chutou por cima do gol.

Cinco minutos depois, Wesley avançou pela direita e disparou um chute cruzado, à meia altura, para excelente defesa de Geovane.

Aos 42’, Eduardo Ramos cruzou na cabeça de Neto Baiano, que se aproximava da linha da pequena área. O centroavante disputou espaço com Perema e desviou junto à trave esquerda do Papão.

O gol esteve perto de acontecer aos 45’, quando Léo Baiano chegou chutando e Yuri tirou em cima da linha, ajudando a Vinícius fazer a defesa.

Na etapa final, aos 27’, Vinícius Leite limpou o lance na entrada da área e mandou um disparo forte. A bola explodiu no travessão azulino.

Em retrospectiva, a lista de chances perdidas dá a falsa impressão de que a partida foi movimentada e interessante. Longe disso. Pouco exigidos, os goleiros tiveram baixa participação no jogo.

O excesso de cadência no 1º tempo só foi quebrado na reta final. Na segunda etapa, o PSC começou mais inquieto e explorando o lado esquerdo, com Bruno Collaço e Nicolas. Acuado num primeiro momento, o Remo conseguiu sair do cerco, verticalizando mais a saída e isso gerou bons momentos com Wesley – e depois com Hélio Borges.

Quando o torcedor reclama da qualidade do jogo, a avaliação tem a ver com a movimentação dos times. Re-Pa é, por característica, um confronto de grande vibração e quase sempre eletrizante. Mesmo quando não há técnica, a intensidade da disputa serve como compensação.

O desenho dos times permitia esperar um jogo aberto e desassombrado, com poucos jogadores povoando o meio-campo. Quando a bola rolou, tudo mudou. E por um motivo simples. O 4-2-3-1 de Eudes se transformava em 4-4-2 com a recomposição de Eduardo e Gustavo Ramos. O 4-3-3 de Hélio dos Anjos também criava rapidamente uma segunda linha de marcação, com a volta de Vinícius Leite ou Elielton.

Com tanta gente empenhada em marcar e destruir, não houve movimentação esperada. O PSC foi melhor quando Primão conseguiu acionar Vinícius Leite e Nicolas. Só que as finalizações não encaixaram.

O Remo foi mais impositivo quando acelerava e explorava a vocação de Eduardo Ramos para o jogo em velocidade. Quando ele cansou, Zotti entrou, mas a excessiva lentidão prejudicaram as ações ofensivas. No fim das contas, um placar que retratou fielmente a baixa produção dos times.

Quanto à parte polêmica do confronto, são justas as reclamações azulinas pela cotovelada de Uchoa em Wesley, aos 9’ do 2º tempo, e pelo pênalti não marcado no lance em que o chute de Rony bateu na mão de Bruno Colaço dentro da área, aos 32’. Foram os dois erros de Dewson Freitas no jogo. Até então, ele vinha atuando bem, com firmeza e critério.

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Árbitros inseguros quanto às normas da Fifa

Um ouvinte da Rádio Clube levantou a hipótese da não marcação do pênalti por uma suposta pressão sobre o apitador, visto que o PSC foi prejudicado no jogo contra o Náutico pelo mata-mata da Série C.

É uma possibilidade, obviamente, mas difícil de acreditar pelo tempo de estrada e experiência de Dewson Freitas em comandar o maior clássico da Amazônia. Não é árbitro que se deixa intimidar ou de temer críticas.

Parece mais provável que tenha sido acometido da mesma síndrome que se abateu sobre Leandro Pedro Vuaden no estádio dos Aflitos: aquele momento fatal de dúvida e hesitação ante as normas vigentes.

As decisões foram diferentes – Vuaden deu o pênalti, Dewson deixou de marcar –, mas a atitude foi a mesma e revela preocupante desconhecimento quanto às atualizações promovidas pela Fifa para lances de toque na bola dentro da área.

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Poucos destaques em tarde morna

Nicolas, Bruno Collaço e Vinícius Leite foram os mais aplicados do lado bicolor, buscando compensar a desarrumação da meia-cancha. Vinícius quase saiu consagrado, marcando mais um golaço de fora da área no clássico. A bola, caprichosamente, bateu no travessão.

Collaço fez uma de suas melhores atuações pelo PSC, embora quase tivesse comprometido tudo com o descuido no chute de Rony. Além dele, Nicolas mostrou desenvoltura para encarar o bloqueio adversário.

No Remo, Gustavo Ramos se sobressaiu pela intensa movimentação pelo lado esquerdo do ataque. Fez uma grande jogada, com cruzamento perfeito para Ramires, mas o volante errou o chute.

Yuri, que evitou o gol de Léo Baiano no fim do primeiro tempo, foi outro que se salvou do marasmo. A dupla de zaga também funcionou a contento.

(Coluna publicada no Bola de segunda-feira, 30)