Archive for setembro, 2012

Cenas de Águia x Paissandu (by Mário Quadros)

30 de setembro de 2012 at 23:41 Deixe um comentário

Com golaço de Fred, Flu se isola na liderança

30 de setembro de 2012 at 20:49 9 comentários

O sucesso de um ex-nanico

Um garoto baixinho, franzino e bom de bola que não teve apoio do clube que defendia para bancar o tratamento que o deixaria com corpo de atleta de futebol. Essa até pode ser a história do melhor jogador do mundo. Mas também é a da maior revelação do Brasileiro-2012. Assim como Lionel Messi, o meia Bernard, destaque do Atlético-MG, vice-líder da Série A, também sofreu com o porte físico nada avantajado.

Mas, ao contrário do argentino, que precisou cruzar o Atlântico para encontrar no Barcelona alguém disposto a financiar seu projeto de crescimento e ganho de massa muscular, Bernard apelou mesmo para o “paitrocínio”. Foi seu pai, Délio Duarte, que ainda trabalha em uma loja de peças para ônibus em Belo Horizonte, quem financiou durante um ano e meio os R$ 40 mil em médicos, remédios e suplementos.

“Vi uma vez uma matéria que falava que o Messi tinha tomado mais de 2.000 agulhadas para crescer. Também vivi isso”, contou o meia. “Ele até teve a oportunidade de ir para o Tottenham, da Inglaterra, que prometeu pagar tudo. Mas era sacanagem com o Atlético-MG, mesmo eles não querendo fazer o tratamento que ele precisava”, contou seu pai à Folha.

Dos 1,55 m e 37 kg que tinha aos 15 anos e que levantavam dúvidas sobre seu futuro no futebol, saltou para 1,64 m e 62 kg. Aos 20 anos, espera ainda crescer mais um pouco e chegar a 1,68 m. Mas, com o corpo atual, já contrariou previsões feitas dentro das próprias categorias de base do Atlético-MG e virou jogador. Dos bons.

Promovido ao time principal como lateral direito no ano passado, depois de se destacar em período de empréstimo a um clube da terceira divisão mineira, ele deslanchou nesta temporada. Após fazer dois gols na decisão do Estadual, ganhou a companhia de Ronaldinho, seu ídolo de infância nos tempos de Barcelona, e recolocou o Atlético-MG na briga pelo título do Brasileiro, conquistado uma única vez, em 1971.

Bernard chegou à seleção, teve recusada uma proposta de € 15 milhões do Zenit, renovou contrato até 2017 e viu o salário de R$ 600 se multiplicar por mais de 50 vezes. “É uma pedra preciosa, mas que ainda precisa ser lapidada. Ele sabe usar a velocidade que tem por causa do jeito franzino para evitar o contato com os zagueiros. Mas ele participa do nosso programa com uma nutricionista para ganhar massa”, disse o diretor de futebol do Atlético-MG, Eduardo Maluf. (Da Folha de S. Paulo)

30 de setembro de 2012 at 11:31 4 comentários

Hebe, uma “gracinha” no céu

30 de setembro de 2012 at 11:23 7 comentários

Macaca dá mole e Verdão reage no Brasileiro

30 de setembro de 2012 at 11:22 1 comentário

Sessenta anos de amadorismo

Por Gerson Nogueira

O atraso vem de longa data e se eterniza a cada temporada. A profissionalização, que bateu às portas do futebol brasileiro em meados de 1940, levou pelo menos mais 10 anos para se estabelecer precariamente no Pará. Nos primeiros anos, conforme relatos dos jornais daquele período, prevaleceu o sistema semi-amadorista. Alguns jogadores recebiam gratificação por partida, espécie de avó do “bicho” que se tornaria moeda corrente nos anos 60 e 70.

Os atletas eram recompensados com empregos em repartições públicas, graças à influência de dirigentes influentes no mundo da política. Com arranjos e improvisos, o futebol adentrou a era profissional sem que os clubes tivessem receita suficiente para remunerar seus jogadores, que precisavam ganhar a vida com outras ocupações.

Estádios acanhados, com capacidade máxima de 5 mil espectadores, produziam arrecadações modestas, apesar da simpatia crescente que Remo e Paissandu já angariavam junto à população. Eram tempos de pós-guerra, com romantismo à flor da pele e atletas que se comportavam como torcedores de chuteiras.

Frequentes eram as demonstrações de amor incondicional pelos clubes e raríssimas as trocas de jogadores entre os rivais. Interessante notar, nesse mergulho aos arquivos do Pará boleiro, que a maioria dos técnicos também era diletante, contentando-se com alguns caraminguás pela função.

Já os dirigentes eram abnegados que dedicavam horas de seu dia a acompanhar a vida dos clubes, sem direito a remuneração. Como naquele tempo não havia importação ou exportação de pé-de-obra, nem empresários de atletas, os baluartes não tinham a chance de descolar um ganho extra, como virou prática contumaz até os dias que correm.

Com o surgimento de torneios regionais e nacionais entre seleções, cujo auge ocorreu na década de 60, iniciou-se o intercâmbio entre praças estaduais. De forma tímida, jogadores paraenses começaram a buscar espaço no Nordeste e no Sul maravilha. Craques como Quarentinha, Assis, Oliveira e Manuel Maria foram aproveitados em grandes clubes do Rio e de São Paulo.

Organizo esses apontamentos há algum tempo, a fim de estabelecer um paralelo entre o modus operandi da cartolagem do período amadorista e a atual. Grosso modo, pode se deduzir que, nos últimos 50 anos, o mundo evoluiu rapidamente, surgiram novíssimas tecnologias e estabeleceram-se novos pactos de relação trabalhista no futebol, mas o Pará teimosamente permaneceu atado ao passado.

Os jogadores tornaram-se profissionais, os técnicos também. O único lado que se mantém imutável é o dos dirigentes. Os de hoje parecem bizarras figuras de cera a representar antepassados. Como acontecia nos tempos de JK, remistas e bicolores continuam a dedicar tempo mínimo à gestão dos clubes, são centralizadores ao extremo e comportam-se como se estivessem sempre na arquibancada.

As diferenças, sutis, se revelam apenas na forma de remuneração, que se disfarça sob comissionamentos e ardis contábeis. Portanto, em comparação com os baluartes de antanho, os novos dirigentes representam um retrocesso. E, a cada nova exibição de despreparo, irrompe a mais urgente necessidade de uma escola – ou curso – que prepare gestores capazes de aliar paixão e pragmatismo com equilíbrio e eficiência. A ideia, por ironia, é bem antiga. Era defendida pelo grande Edyr Proença nos idos de 1960.

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O torcedor precisa ir logo se acostumando. Conforme o script desenhado pela Fifa, a Copa do Mundo de 2014 terá um indigesto pacote de jogos às 13h, alguns das fases decisivas. A escolha do horário mais quente do dia atende ao público europeu. Será a sexta Copa com partidas sob sol a pino. Antes, os boleiros penaram nos mundiais de 1930 (Uruguai), 1970 (México), 1978 (Argentina), 1986 (México) e 1994 (EUA).

A história mostra que seleções sul-americanas levaram sempre a melhor quando os torneios foram disputados sob céu ensolarado. Brasil e Argentina ganharam duas Copas e o Uruguai levou a primeira de todas.

Com essa escala de jogos, a Copa brasileira deve beneficiar equipes jovens, com velocidade e pulmão para superar seus adversários e as altas temperaturas. Renovação, portanto, é uma das chaves do sucesso.

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A capa do caderno Bola da última sexta-feira, sobre o imbróglio Marcelinho Paraíba, dividiu opiniões e teve o mérito de suscitar debates acalorados quanto ao papel da crítica jornalística. Além do caráter informativo, propôs discussão inédita em torno da divisa entre humor e achincalhe, escracho e desrespeito.

Recebi centenas de manifestações, via e-mails, telefonemas e mensagens no blog, Twitter e Facebook. Muitas mostravam irritação pelo uso da figura do mascote do clube sentado sobre o vaso sanitário. Outras tantas traziam elogios aos editores, lastimando apenas que o verdadeiro trapalhão da história não tivesse sido “homenageado” no desenho.

Em comum, o reconhecimento de que as trapalhadas da diretoria mereciam um tratamento forte. Aproveito para, em nome da equipe, agradecer aos que apoiaram e lamentar pelos que não entenderam, sentindo-se atingidos pela ilustração. A todos, a promessa de que continuaremos a conduzir a linha editorial do Bola pelos caminhos da crítica saudável e construtiva.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 30)

30 de setembro de 2012 at 11:16 19 comentários

Capa do Bola, edição de domingo, 30

30 de setembro de 2012 at 11:05 5 comentários

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